ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

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CAMPANHA MOVIMENTO 65

quinta-feira, 17 de março de 2016

Juiz que suspendeu posse de Lula participou de manifestação anti-Dilma


Lauro Jardim destaca que o juiz Itagiba Cata Preta Neto, da 4ª Vara Federal do Distrito Federal, que suspendeu há pouco a posse de Lula, acabou de retirar do ar sua página no Facebook.
Entre as páginas que Cata Preta curtia, uma do Movimento Brasil Livre, um dos mais ativos pró-impeachment, e outra do próprio Lula. Cata Preta tinha 1.025 amigos, se dizia flamenguista e era um ativo divulgador de notícias sobre os protestos contra corrupção. Ele participou de atos contra Dilma Rousseff.
Fonte: Robson Pires

terça-feira, 15 de março de 2016

Greve nacional: professoras e professores cruzam os braços hoje em todo o Brasil

Em todos os cantos do Brasil, as educadoras e os educadores do ensino básico, cruzam os braços desta terça-feira (15) até a quinta (17). Liderada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, a greve visa fortalecer a luta pela educação pública.

“Estamos paralisando as atividades nestes três dias em defesa da valorização profissional e por educação pública de qualidade”, afirma Marilene Betros, dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

As educadoras e os educadores reivindicam o cumprimento da Lei Nacional do Piso do Magistério. “A CTB orienta seus afiliados a implementarem uma luta para que as prefeituras e governos estaduais paguem o Piso”, diz a também dirigente da APLB-Sindicato e da CTB da Bahia.

O combate à terceirização faz parte da campanha. “Porque prejudica tanto os profissionais, quanto a qualidade do ensino”, avalia. Isso significa combater a entrega das escolas às Organizações Sociais, como pretendem alguns governadores.

Alpem disso, cruzam os braços contra o parcelamento dos salários. Para a sindicalista, é um “completo absurdo não pagar os salários, que já são baixos, integralmente”. De acordo com ela, esse parcelamento está quase virando “habitual” em muitos lugares.

As outras bandeiras coincidem com as lutas recentes de estudantes secundaristas em diversas unidades da federação. “Estamos contra a militarização das escolas, porque isso não contribui em nada para um melhor desenvolvimento da juventude, pelo contrário, pretendem tirar toda a rebeldia, marca importante de uma juventude sadia”.

Finalmente, as educadoras e os educadores de todo o país param as atividades contra os projetos de “reorganização escolar”, que nada mais significam do que “cortar verbas da educação e piorar a qualidade com superlotação de salas”.

Para Marilene, é fundamental defender a implementação de um plano de carreira que se adeque ao Plano Nacional de Educação. “Juntamente com os estudantes, os pais de alunos e toda a comunidade escolar, podemos transformar a educação em prioridade nacional para valer. E assim construir uma verdadeira pátria educadora”, conclui.

Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

BRASIL: Anísio Teixeira foi morto pela ditadura militar, aponta relatório

 

Anisio Teixeira

O professor João Augusto Rocha, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que pesquisa sobre a morte do educador baiano Anísio Teixeira, promoveu, nesta sexta-feira (11/03), um encontro na Escola Politécnica da Universidade, em Salvador, para apresentar as novas informações que contestam a versão oficial de que a morte foi acidental. No novo relatório, Rocha traz provas robustas de que o educador foi assassinado pela ditadura militar (1964-1985)

Entre as provas, estão estudos feitos a partir das fotos do local onde o corpo foi encontrado, que só agora foram divulgadas e puderam ser acessadas, e do exame cadavérico. Anísio foi achado no fosso do elevador do prédio onde morava o dicionarista Aurélio Buarque de Holanda, no Rio de Janeiro, no dia 13 de março de 1971, em condições que, segundo a avaliação do pesquisador, provam que a cena foi montada para fazer parecer um acidente.
 
O conhecimento em física permitiu que João Augusto Rocha, que é engenheiro e professor da área na UFBA, percebesse, por exemplo, que os óculos de Anísio, encontrados junto ao corpo, não poderiam estar intactos como estavam, considerando a velocidade que uma possível queda do elevador se daria. “Pela ação, os óculos deveriam estar esmagados”, explicou o professor.
 
O relatório também traz uma informação, recebida de autoridades militares da época, de que no dia 12 de março, um dia antes do corpo ser encontrado, Anísio esteve preso na Aeronáutica, para onde foi levado após ter desaparecido, no dia 11. João Rocha afirma que a análise do exame cadavérico, feita pelo renomado legista Luiz Galvão e que também integra o documento, refuta a hipótese de acidente e também converge para a tese de assassinato.
 
Nesta sexta-feira, data escolhida para a divulgação do relatório, completa 45 anos do desaparecimento de Anísio Teixeira, um dos mais importantes nomes da educação no Brasil. As novas informações serão encaminhas para a Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos, do Governo federal, que deverá analisar as provas e poderá, se houver constatação, promover reparação à família e reconhecer a responsabilidade do Estado brasileiro.
 
Confira a entrevista com o professor João Augusto Rocha:
 
– O que traz de novo esse relatório que o senhor apresenta?
 
Explorei em meu trabalho coisas que eu tenho absoluta certeza que comprovam que Anísio Teixeira não caiu no fosso do elevador. Particularmente, a questão dos óculos dele, que apareceram intactos, em uma ação em que eles deviam estar esmagados. Pelos princípios da Física, os óculos não poderiam ficar nas condições que ficaram. O doutor Luiz Galvão, médico legista de renome nacional, autor de textos da maioria das universidades, ficou de explorar os aspectos mais de medicina legal que chegam à mesma conclusão. E eu não entrei nisso. Estamos trabalhando em cima das fotos do local onde apareceu o corpo dele, que agora apareceram, e estamos lançando em primeira mão.
 
– A cena foi montada?
 
Aparentemente, foi montada. Tudo leva a crer.
 
– Tem alguma suposição sobre a causa da morte?
 
Eu tenho algumas indicações, a partir de depoimentos de pessoas de muito crédito, como o do ex-governador Luiz Viana Filho e do educador e escritor mineiro Abgar Renault. Eles disseram que falaram com autoridades militares e eles disseram que no dia 12 Anísio estava preso, detido na Aeronáutica. Tranquilizaram a família dizendo que ele chegaria lá em pouco tempo. O corpo aparece no dia 13, no elevador do prédio para onde ele ia, e ele desapareceu no dia 11.
 
– Então, a gente pode dizer que ele foi mais uma das vítimas da ditadura?
 
Essa é a minha tese porque ele era uma pessoa que, toda vez que se instalava uma ditadura, era banido. Em 35 foi assim, em 64 foi assim. Eles tinham muito ódio porque era o educador que viabilizou a escola pública de qualidade para o Brasil. Pessoas mais à direita não querem que isso aconteça no País.
 
– Quais os próximos passos em relação à investigação do caso?
 
Aqui [na apresentação do relatório], tivemos a presença de Diva Santana, da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos, encarregada de investigar esses fatos todos para se chegar à verdade. Vamos juntar esse material com algumas outras informações que eu tenho e passar para a Comissão, pedindo para que ela investigue com profundidade. Vamos estar sempre à disposição para também participar disso.
 
– O que espera que aconteça daqui pra frente?
 
O mundo educacional brasileiro tem uma expectativa muito para saber por que o maior educador foi assassinado pela ditadura. É muito importante para esse momento que a gente está vivendo, quando se coloca nas ruas a volta da ditadura, mostrar que o maior educador brasileiro foi morto pelos militares. Para nós, é muito importante que se chegue à verdade sobre quem matou e em que condições aconteceu essa morte dele.
 
Entrevista concedida a Erikson Walla
 
Fonte: Portal PCdoB- Bahia

segunda-feira, 14 de março de 2016

BRASIL: Manifestações explicitam ódio, intolerância e golpismo

I
magens captadas neste domingo explicitam, mais uma vez, a intolerância e o caráter anti-democrático das manifestações contrárias ao governo e ao PT. Organizados sob o falso pretexto do combate à corrupção, os atos são um desfile de ódio, desinformação e golpismo.

 

Como uma imagem às vezes diz mais que mil palavras, oVermelho publica aqui algumas fotos dos protestos, nas quais se vê desde saudações nazistas, mensagens despolitizadas e equivocadas contra partidos e agressões contra políticos, até pedidos de intervenção e pessoas vestidas com uniforme militar - triste lembrança dos anos de chumbo.
Trajados com a camisa da CBF, uma instituição sabidamente corrupta, os manifestantes - em grande maioria, brancos - posam para selfies e chegam de lancha. São essas as pessoas que engrossam o coro do golpe no país. 
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Do Portal Vermelho

BRASIL: Atos deste domingo não alteram cenário, avaliam Daniel e Jandira

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) avaliou que os atos deste domingo (13), apesar de significativos, não foram o que o que a oposição esperava.


“As manifestações estavam abaixo do que eles esperavam. A marcha de 2015 não foi muito diferente das manifestações de hoje. Não foi a explosão”, disse Jandira. E ressalta: “A decretação da mídia de que o governo acabou é para tentar dar uma solução a favor daquilo que eles queriam e que não se concretizou”.

A deputada comunista disse também a os atos reafirmaram a campanha de criminalização da política.

“O que a oposição está apoiando é uma manifestação que acaba criminalizando a política, onde eles próprios são vaiados”, disse ela, referindo-se à vaia que os tucanos Geraldo Alckmin e Aécio Neves receberam ao chegar para o ato em São Paulo. “O que eles estão sustentando é um fascismo político num contraponto contra a esquerda”, enfatizou.

Jandira frisou que “é óbvio que a situação do governo Dilma não é fácil” em função da pressão midiática, da Lava Jato, pelas dificuldades da crise econômica.

“Mas obviamente nós precisamos ter uma saída com Dilma”, salientou a deputada. E completa: “Temos um espaço de construção importante, que direciona uma ampliação ao centro com o movimento social e uma nova agenda econômica para o Brasil. E é isso que temos que trabalhar”.

Líder do PCdoB

Para o líder do PCdoB na Câmara, Daniel Almeida (BA), as manifestações deste domingo não alteram o cenário brasileiro. Segundo ele, os atos se inserem no ambiente democrático que o país conquistou, mas são reflexo também de uma campanha midiática e da oposição, associada a setores do Judiciário e do Ministério Público. 

“Os atos revelam uma insatisfação com a situação econômica e política que perdura, estimulada por setores que não aceitam o resultado de 2014, pela mídia e por setores do Judiciário e do MP que, nos últimos dias fizeram todos os movimentos possíveis para estimular essas manifestações”, disse, citando a condução coercitiva e o pedido de prisão preventiva do ex-presidente Lula, como exemplos – episódios que, segundo vários analistas foram abusivos e feriram o Estado Democrático de Direito no país.

“Tudo isso significou uma verdadeira campanha para estimular o movimento de rua”, defendeu. Almeida citou ainda que as manifestações sinalizam também a necessidade de o governo estabelecer uma agenda que aponte para a superação das dificuldades.

Questionado sobre a polarização que existe hoje na sociedade brasileira, ele avaliou que essa divisão não é algo novo. "A divisão sempre existiu, especialmente entre uma minoria que tem tudo e uma maioria que não tem nada. O grande diferencial é que a maioria que não tem nada agora conquistou alguma coisa, vários direitos. E isso estimulou uma reação de setores preconceituosos. É uma atitude de setores fascistas e preconceituosos que saíram do armário”, opinou.

De acordo com o parlamentar, nada pode justificar a quebra da normalidade democrática, defendida por manifestantes nos atos. “Investigar, investiga-se tudo. E pune-se quem deve ser punido. Essa é a diretriz implementada inclusive por esse governo. Mas nada justifica quebra da normalidade”, disse.

O deputado avaliou que é preciso pactuar novos caminhos para sair da crise política e criar condições de retomar o crescimento. “O clima de tensionamento e confronto que se verificou nos últimos dias estimulou o movimento de hoje e também deve estimular os movimentos do dia 18. A polarização estimula os dois lados. O desejável é que se façam as manifestações, se proteste, mas se respeite o Estado Democrático de Direito e se estabeleçam condições de superar as dificuldades atuais”. 


Do Portal Vermelho, Dayane Santos e Joana Rozowykwiat

brasil: Máquina de propaganda insuflou atos deste domingo, diz Orlando

O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), vice-líder do governo na Câmara, avaliou que as manifestações deste domingo (13) foram previsíveis, uma vez que teriam sido estimuladas pela mídia e pelas últimas ações do Ministério Público e do Judiciário contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para o parlamentar, os atos, contudo, não alteram o atual cenário.


  
“Foi uma resposta previsível, porque montou-se uma gigantesca máquina de propaganda, a partir do espetáculo que passou pela condução coercitiva de Lula”, criticou. 

Realizados a poucos dias da data marcada para os atos, a condução coercitiva e o pedido de prisão preventiva do ex-presidente foram considerados abusivos e ilegais por vários juristas, mas renderam manchetes e escaladas em jornais, que propagandeavam as manifestações deste domingo. 

Para Orlando, contudo, os atos seguem o padrão das manifestações anteriores e não têm o poder de alterar o cenário. “Não muda nada. É fato que há uma insatisfação de setores da população, e o importante agora é o governo agir para ampliar sua base de apoio no parlamento e na sociedade”.

De acordo com o deputado, há uma divisão na sociedade, e a solução para a crise política atual precisa ser pelo caminho da democracia, nunca do golpe. “Evidentemente que há crise política e é necessário buscar uma saída para essa crise, mas o principal é construir uma saída democrática, que preserve as regras do jogo, que não viole a escolha feita pelo povo”, defendeu, afirmando que o PCdoB e sua bancada no Congresso seguirão “firmes para combater a tentativa de golpe político, com fachada de golpe legal”.

Segundo ele, a presidenta Dilma Rousseff deve buscar o diálogo, principalmente para reverter a difícil situação da economia brasileira. 



Do Portal Vermelho

Aécio é chamado de vagabundo e proibido de discursar na manifestação da Paulista. Alckmin também



Repare na imagem que a dupla A.A. estava lépida e fagueira marchando para a manifestação da Paulista deste domingo. Dentro do carro, protegidos, Aécio e Alckmin certamente esperavam uma recepção apoteótica na chegada ao local e desenhavam mentalmente o "improviso" que traziam decorado para a ocasião. Só que...deu mal... 


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foram hostilizados por manifestantes quando chegavam na Avenida Paulista. Os dois não conseguiram discursar e deixaram o local.

Aécio foi chamado de "vagabundo" por uma manifestante. Há pessoas com cartazes de "fora Aécio" e "fora Alckmin". Um senhor disse: "Se Aécio acha que isso aqui vai cair no colo dele, está muito enganado". [fonte: O Globo]


Fonte: http://blogdomello.blogspot.com.br