ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

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domingo, 11 de outubro de 2015

O que sabe Eduardo Cunha sobre o PSDB?

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Segundo a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao STF, no período compreendido entre junho de 2006 e outubro de 2012 o deputado federal pelo PMDB do Rio de Janeiro Eduardo Cosentino da Cunha “Solicitou para si e para outrem e aceitou promessa de vantagem indevida” no valor total de 40 milhões de dólares.
A propina derivaria de intermediação de Cunha para que ocorresse contratação pela Petrobrás de fornecimento de navios-sonda do estaleiro coreano Samsung Heavi Indústries ao custo de mais de um bilhão de dólares.
Como todos sabem, até ontem esses movimentos que pedem o impeachment de Dilma Rousseff apoiavam Cunha afirmando que através de seu “probo” líder político estariam “combatendo a corrupção do PT”.
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Recentemente, parte dessa vultosa propina a Cunha foi encontrada na Suíça e nos Estados Unidos em nome de familiares dele. A Procuradoria tem documentos que comprovam que esses recursos milionários encontrados nas contas dessas pessoas não têm explicação quanto à origem, o que torna praticamente irrefutável a tese de que são recursos ilegais.
Dificilmente esses grupos devem ter lido a denúncia da Procuradoria contra Cunha – para quem não leu, basta clicar aqui e aqui. Se esses analfabetos políticos tivessem lido, não diriam as bobagens que dizem.
Como todos também sabem, porém, são grupos movidos por questões ideológicas que não têm nada que ver com corrupção. Apesar de haver dinheiro de origem obscura financiando esses movimentos, a massa que os compõe é formada por hordas de inocentes uteis, gente de baixo nível intelectual, apesar das contas bancárias gordas.
Muito diferentes, porém, seriam os motivos da oposição a Dilma Rousseff, PSDB à frente. Sob o discurso hipócrita de “combate a corrupção”, tucanos e demos, sobretudo, estariam sustentando Cunha por julgarem que só ele, na Presidência da Câmara, seria capaz de fazer o que fosse necessário para derrubar o atual governo.
Por essa razão, o líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Carlos Sampaio (SP), afirmou ao Estadão, na segunda-feira passada, que seu partido pretendia aguardar mais informações sobre a existência de contas bancárias na Suíça em nome de Cunha para deixar de apoiá-lo. “Seria leviano da minha parte afirmar que ele [Cunha] está envolvido. Ele tem o benefício da dúvida”, disse Sampaio.
Contudo, esse cenário começou a mudar ao longo da semana passada.
Apesar do silêncio da grande mídia sobre Cunha – devidamente destacado pela ombusman da Folha, novas revelações sobre dinheiro de propina encontrado no exterior fizeram explodir nas redes sociais uma onda de revolta contra ele poucas vezes vistas. Durante a semana, este blogueiro postou uma piada sobre o presidente da Câmara no Facebook que viralizou de uma forma impressionante.
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No Twitter, a hashtag #CunhaNaCadeia tornou-se a segunda mais repercutida em todo o mundo.
Definitivamente, a mídia não tem mais poder de interditar assunto algum.
O apoio a Cunha pela oposição demo-tucana e pelos movimentos pró-impeachment, portanto, já começa a ficar inviável, de modo que esses grupos políticos já ensaiam dizer que não são mais “milhões de Cunhas”.
A oposição demo-tucana chegou a emitir uma nota “mela-cueca” sobre o presidente da Câmara que não convenceu nem mesmo apoiadores do PSDB como o blogueiro da Globo Ricardo Noblat, quem, em postagem recente, afirmou que A oposição finge pedir o afastamento de Eduardo Cunha.
Diz Noblat:
Não é nota de adversários, mas de admiradores de Eduardo, sinceramente preocupados com o seu futuro. Nada cobram pelas denúncias que o atingem, sequer se referem a elas (…)A nota é para satisfazer os formadores de opinião que cobram mais decência da parte da oposição”.
Quando um antipetista como Noblat escreve algo assim, é bom a oposição ter cuidado.
Porém, neste domingo a Folha de São Paulo publicou artigo do colunista Janio de Freitas – decano do colunismo político brasileiro e um dos jornalistas mais respeitados do país – que insinua que o apoio renitente da oposição a Cunha, apesar do desgaste político que gerou a PSDB e DEM, pode ter razões bem menos político-ideológicas, por assim dizer.
Na coluna intitulada Vozes da Moralidade, Janio explica que PSDB e DEM têm duas motivações distintas para submeterem-se ao desgaste de apoiar alguém contra quem pesam denúncias tão graves e tão cheias de provas.
Vamos a elas (by Janio de Freitas):
1 – “Os taradinhos do impeachment preservam o presidente da Câmara porque esperam dele que instale a ação para a derrubada de Dilma e não têm pudor de dizê-lo. Aécio Neves não foi sugerir a Eduardo Cunha que se licenciasse coisa nenhuma, se nem disfarçou o desejo de que seja poupado para encaminhar o processo. O 1aquilo1 em que esses taradinhos só pensam não é aquilo, é o impeachment
2 – “A outra vertente de proteção peessedebista a Eduardo Cunha veio dos mais velhos que ainda influem no partido. São remanescentes do governo Fernando Henrique. Ou seja, do escândalo das privatizações causado por grampos telefônicos que levaram à saída forçada de ministros e de outros do governo, comprometidos com fraudulências surpreendidas pelas gravações
Bingo!
A razão número 1 não é forte o suficiente para fazer o PSDB submeter-se ao desgaste de apoiar alguém tão enrolado quanto Cunha – o PSDB vem dando mais apoio a Cunha que o partido dele, o PMDB, no qual não faltam vozes eminentes pedindo sua cabeça. Qualquer outro presidente da Câmara que sucedesse Cunha poderia dar vazão ao processo, pois todos sabemos que o PT não terá força para impedir que algum outro tipo de Cunha seja colocado no lugar daquele que for tirado.
O restante do artigo de Janio de Freitas explica melhor por que o colunista acha que o PSDB não tem coragem de agir contra Cunha da mesma forma que age contra Dilma, que não tem em seu desfavor nem um milionésimo por cento do que há contra o presidente da Câmara: o colunista acha que Cunha tem informações que podem complicar os tucanos.
Confira, abaixo, o trecho final da coluna de Janio de Freitas na Folha de São Paulo em 11 de outubro de 2015.
Confrontado de repente com uma pergunta sobre a origem das fitas, o general Alberto Cardoso, da Casa Militar, disse que foram encontradas sob um viaduto em Brasília. A verdade era outra. A maior parte dos procedimentos para as privatizações transcorreu no Rio, sede das empresas e do BNDES, além das extensões de ministérios também envolvidos, como Indústria e Fazenda. Tudo se passava, portanto, nos domínios territoriais e operacionais de Eduardo Cunha, presidente da Telerj, a telefônica estatal do Rio, no governo Collor e até a posse de Itamar Franco.
Logo, nada de extraordinário que, pelas investigações ou por dedução, o circuito fechado do governo Fernando Henrique desse as gravações como obra de Eduardo Cunha, que em anos recentes já fora dado como responsável por grampos em série. No seu “diário” de presidente, Fernando Henrique refere-se a Eduardo Cunha deste modo, transcrito da revista “piauí” pela Folha: “O Eduardo Cunha foi presidente da Telerj, nós o tiramos de lá no tempo do Itamar porque ele tinha trapalhadas, ele veio da época do Collor”. Esse “nós” é invenção da vaidade. Fernando Henrique estava indo para Relações Exteriores e nada teve com a exoneração rápida de Eduardo Cunha, decidida e feita por Itamar. Sem sequer considerar trapalhadas, mas, como muitas outras demissões, por ser ligado a PC Farias.
Gravações clandestinas não começam no exato momento comprometedor da conversa. Quem as instalou pode fazer coleções de conversas, personagens e assuntos. E quem sabe que gravações podem trazer-lhe complicações, diretas ou indiretas, não ousa contra o possível colecionador. A não ser quando o veja batido, esvaído, inerte. Como muitos têm esperado ver Eduardo Cunha, para lembrar-se de que são grandes defensores da moralidade. Privada e pública.
Mas não só de grampeamentos se fazem coleções biográficas. Como ex-presidente da Telerj, Eduardo Cunha sabe –e ninguém duvide de que também comprove– que a estatal dava dinheiro a políticos. Quantias fixas. Mês a mês. Por nada.
E Eduardo Cunha não só investigou. Também pagou. Se vai cobrar, ainda não se sabe
Fonte: http://www.blogdacidadania.com.br/2015/10/o-que-sabe-eduardo-cunha-sobre-o-psdb/ - Blog da Cidadania

Adolescentes checam redes sociais a cada 10 minutos, diz pesquisa

Uma pesquisa recente realizada pela CNN descobriu que adolescentes de 13 anos acessam as redes sociais mais de cem vezes por dia. A Folha, que divulgou os dados, foi além e dividiu esse número pelas supostas 15 horas que em que as pessoas costumam estar acordadas, considerando-se noites de sono de cerca de nove horas.

O resultado? Um acesso a cada 10 minutos. O levantamento feito pela emissora ouviu 2016 adolescentes de 13 anos de oito diferentes estados americanos e concluiu que, aos finais de semana, quando estão mais livres para fazer o que bem entendem, os jovens checam suas redes a cada dez minutos para vencer o tédio (80%), ficar por dentro do que está rolando ou simplesmente checar curtidas. Já nos dias de semana, por conta de compromissos como a escola por exemplo, essa frequência cai para seis vezes ao dia.

A pesquisa foi feita via questionário online e analisou, com o consentimento dos jovens, todo o conteúdo postado no Facebook e no Twitter entre setembro de 2014 e abril de 2015. Fonte: Folha de São Paulo.

Fonte: Desabafo Brasil

Governo diz em nota que não há motivos legais para rejeição das contas

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República emitiu, nesta quarta-feira (7), um comunicado à imprensa sobre a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) a respeito das contas do governo relativas a 2014.
Na nota, o governo afirma que seus órgãos técnicos e jurídicos têm plena convicção de que não existem motivos legais para a rejeição das contas.
O Palácio do Planalto ressalta que a decisão se trata de um “parecer prévio” e que a matéria ainda será submetida a “ampla discussão” e deliberação dos parlamentares.
Diz ainda que os órgãos técnicos e jurídicos do governo continuarão debatendo, com “absoluta transparência”, as questões tratadas no parecer para “demonstração da absoluta legalidade das contas apresentadas”.
De acordo com o comunicado, o governo entende “ser indevida a pretensão de penalização de ações administrativas que visaram a manutenção de programas sociais fundamentais para o povo brasileiro, tais como Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida”.
Conforme a Secom, os técnicos do governo não consideram correto considerar como ilícitas ações administrativas realizadas “em consonância” com o que, à época, era julgado como adequado pelo próprio TCU.
Confira a íntegra do comunicado:
1. A decisão hoje tomada pelo Tribunal de Contas da União constitui um parecer prévio sobre as contas de 2014 do governo federal. A matéria ainda deverá ser submetida a ampla discussão e a deliberação do Congresso Nacional.
2. Os órgãos técnicos e jurídicos do governo federal têm a plena convicção de que não existem motivos legais para a rejeição das contas. Além disso, entendem ser indevida a pretensão de penalização de ações administrativas que visaram a manutenção de programas sociais fundamentais para o povo brasileiro, tais como Bolsa Família, Minha Casa Minha vida. Também entendem não ser correto considerar como ilícitas ações administrativas realizadas em consonância com o que era julgado, à época, adequado pelo Tribunal de Contas da União.
3. Os órgãos técnicos e jurídicos do Executivo continuarão a debater, com absoluta transparência, as questões tratadas no parecer prévio do Tribunal de Contas, para demonstração da absoluta legalidade das contas apresentadas.
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Fonte: Portal Vermelho

sábado, 10 de outubro de 2015

P.H. Amorin, Mino Carta e Laura Capriglione debatem o “Quarto Poder”

Para marcar o lançamento do livro O Quarto Poder – Uma outra história (Ed. Hedra), de Paulo Henrique Amorim, o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé promove debate na quarta-feira (14), às 19h, em São Paulo. Além do autor da obra, a atividade contará com a presença dos jornalistas Mino Carta (Carta Capital) e Laura Capriglione (Jornalistas Livres), que discutirão a mídia e ‘o quarto poder’ no Brasil.
No livro, Paulo Henrique Amorim reconta a história dos meios de comunicação no Brasil a partir de suas experiências pessoais. Passando pelo período Vargas, pela ascenção da Rede Globo na ditadura militar e por diversos episódios envolvendo personagens da política e dos impérios midiáticos do país, o autor do blog Conversa Afiada escancara os bastidores do poder e desnuda a mídia hegemônica e seus interesses.
O debate ocorre na sede do Barão de Itararé (Rua Rego Freitas, 454, conjunto 83 – próximo ao metrô República). Para participar, basta clicar aqui e preencher o formulário. As vagas são limitadas.
Fonte: UJS Nacional

Rio 40 graus: E assim se fez o cinema brasileiro – Por Vandré Fernandes

Há exatos 60 anos, o Brasil conheceria uma obra cinematográfica que mudaria o cenário audiovisual. Trata-se de “Rio 40 graus”, de Nelson Pereira dos Santos.
A história se passa num domingo. Cinco garotos negros descem o morro para vender amendoins no asfalto. Nelson acompanha o dia desses garotos e intercala essa narrativa com cenas do futebol, da classe média, da cidade carioca com os seus pontos turísticos, contrastando com o cotidiano daqueles meninos.
O cinema, pela primeira vez, mostraria a realidade nua e crua de uma parcela da população esquecida pelo poder público.
A partir daí, toda a influência americana daria espaço ao realismo italiano e, posteriormente, a Nouvelle Vague francesa, fazendo nascer o Cinema Novo.
Entre a direita e a esquerda
Nelson Pereira era membro do Partido Comunista do Brasil (PCB), atuava como professor na escola de formação comunista e fazia incursões em projetos cinematográficos a pedido do Partido, como o documentário “Juventude” (1950) e um outro sobre a Campanha da Paz (1951) que não chegou a ser editado.
Atuante assíduo nos congressos partidários, ele debatia com veemência o preconceito e argumentava que os negros só apareciam nas telas estereotipados. Segundo Nelson: O cinema tinha que mostrar um realidade e encontrar uma solução… O cara fodido, que mora na favela, tinha que ter uma perspectiva. E assim se fez Nelson Pereira no cinema e o seu primeiro cinema, falando dos excluídos.
Mas, naquela quadra histórica, o Partido achava que cinema era coisa de “burguês” e começou a impedi-lo de realizar o “Rio 40 graus”, dando-lhe uma agenda de tarefas para formar comunistas nas fileiras do Partido.
Sem dinheiro, mas com os atores, equipamentos e uma ideia na cabeça, Nelson parte para a produção, num processo de semi rompimento com o PCB.
Após o filme pronto, ele foi impedido pelo censores de levá-lo para as telas. Segundo o governo, “Rio 40 graus” era uma propaganda comunista, seu diretor era comunista e a obra não falava dos trabalhadores brasileiros, não vendia um Brasil pujante. Chegaram a argumentar que era uma mentira, pois nunca chegara a fazer 40 graus no Rio de Janeiro.
Houve manifestação de apoio para a sua liberação. Numa tentativa de exibição na Associação Brasileira de Imprensa, cerca de mil pessoas se aglomeraram para ver o filme, porém, foram impedidas.
Apesar das divergência, o PCB entrou em ação a favor de Nelson e sua obra, colocando o comunista e escritor Jorge Amado para ser o interlocutor com a sociedade e os intelectuais, e assim  ganhar a opinião pública para a liberação do filme. “Rio 40 graus” virou briga dos setores da direita e da esquerda.
Foi neste momento que Nelson Pereira, que já estava disposto a seguir o caminho do cinema, deixou a vida de militante comunista, mas sem nunca perder o cunho social que o formou como indivíduo.
O filme ganhou as telas no Brasil e no mundo, e como disse Glauber Rocha: “Rio 40 graus pode ser considerado o primeiro filme revolucionário do mundo em desenvolvimento, já que a explosão em cena se deu antes da Revolução Cubana”.
E se há 60 anos, Nelson contou a vida de cinco meninos que desciam o morro pra ganhar a vida, hoje o que vemos nos cinemas são as histórias dos meninos que perdem a vida nos morros pela ação da polícia e de grupos de extermínio, como em “Cidade de Deus” e “Tropa de Elite”. Os contrastes entre ricos e pobres se aprofundaram nestes sessenta anos, junto com a violência, o preconceito e a intolerância.

Fonte: UJS Nacional

Jandira comenta decisão no TCU sobre contas de Dilma

Foto: Internet
Foto: Internet
O Tribunal de Contas da União (TCU) confirmou a decisão que já vinha sendo anunciada pela imprensa nas últimas semanas e rejeitou por unanimidade, nesta quarta-feira (7), as contas do governo Dilma referentes a 2014. Agora, caberá ao Congresso votar se aceita ou não a recomendação.
Para a líder do PCdoB na Câmara, deputada Jandira Feghali, a decisão do órgão teve mais peso político que jurídico. “Não faz parte da história recente do TCU a reprovação de contas. Aliás, houve uma virada na posição técnica do TCU, o que mostra que a decisão não foi pautada por outras referências. Mais parece uma decisão no campo da política”, critica.
O deputado Rubens Pereira Jr (PCdoB-MA), vice-líder da bancada, reforçou a ideia. Segundo ele, o TCU “tinha uma manifestação clara e inequívoca de que este tipo de procedimento não se tratava de pedalada e não era crime”. “Então, quando há uma mudança de entendimento isso, certamente, causa certa estranheza. Mas o TCU é um órgão auxiliar do Poder Legislativo. Quem vai dar a palavra final é o Congresso Nacional.”
Agora, o parecer será encaminhado à Comissão Mista de Orçamento, que analisará o documento e emitirá seu parecer, que depois será apreciado em Plenário.
Esta foi a segunda vez na história que o TCU recomenda ao Congresso a rejeição das contas de um presidente. A primeira foi em 1937, durante o governo Getúlio Vargas. Na ocasião, o Congresso não seguiu a recomendação do tribunal.
As irregularidades apontadas pelo TCU desta vez somam R$ 106 bilhões, sendo R$ 40 bilhões referentes às chamadas “pedaladas fiscais”.
Para o relator do processo no Tribunal, Augusto Nardes, ao adotar manobras para aliviar, momentaneamente, as contas públicas, o governo desrespeitou princípios constitucionais e legais que regem a administração pública federal. O cenário no ano passado foi classificado por ele como de “desgovernança fiscal”.
Em nota divulgada na noite de quarta-feira (7), o governo Dilma reiterou a “convicção de seus órgãos técnicos e jurídicos de que não existem motivos legais para a rejeição das contas”. De acordo com o texto, é indevida “a pretensão de penalização de ações administrativas que visaram a manutenção de programas sociais fundamentais para o povo brasileiro, tais como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida”.
Apesar da confiança do governo, apontada na nota, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), vice-líder do governo na Casa, acredita que o resultado da votação no TCU é um alerta. “Foi muito grave a derrota do governo no TCU, e a forma como se deu, por 8 a 0, deve acender sinal vermelho no governo Dilma”, avalia.
Desde que o resultado foi anunciado, vêm crescido as vozes da oposição que defendem o afastamento de Dilma da Presidência da República. Para Rubens Pereira Jr, a decisão do Tribunal, apesar de não ser definitiva, “botou querosene na fogueira”.
Assista fala de Jandira sobre o julgamento
https://www.facebook.com/sigajandira2/videos/vb.208153919219278/1059071770794151/?type=2&theater
Fonte: Site da Deputada Federal Jandira Feghali

LUCIANA SANTOS APRESENTA RELATÓRIO DE PROJETOS PARA A COMUNICAÇÃO EM AUDIÊNCIA PÚBLICA

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Formas de financiamento, legislação, conquistas e desafios da radiodifusão comunitária foram debatidos em audiência pública nesta quarta-feira (08), na Procuradoria Regional da República 5ª Região, do Recife. A ação é promovida pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC/MPF) em algumas cidades brasileiras, e contou com a participação de integrantes da equipe do mandato da deputada Luciana Santos e de representantes de vários setores da sociedade, como o Ministério das Comunicações, a Polícia Federal, o Fórum Pernambucano de Comunicação - FOPECOM, a Universidade Católica de Pernambuco, a Associação Brasileira de Rádios Comunitárias - ABRAÇO, a Associação dos Blogueiros do estado de Pernambuco - ABlogPE, a Agência Nacional de Telecomunicações - ANATEL e do próprio Ministério Público.
Durante o encontro a advogada Anne Cabral, assessora parlamentar da deputada Luciana, falou sobre a atuação do mandato com relação às lutas pela democratização da comunicação. Ela apresentou o Relatório da Subcomissão de Análise de Formas de Financiamento da Mídia Alternativa e explicou o andamento dos Projetos de Lei de autoria da parlamentar. “Apresentamos o nosso Relatório de Formas de Financiamento da Mídia Alternativa na segunda mesa do dia. Acompanhei as negociações para aprovação desse relatório, que recebeu muitas opiniões e ouviu a opinião dos movimentos sociais.  Um documento importante que pode nortear o Grupo de Trabalho Comunicação Social da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão sobre os projetos de lei que tramitam no parlamento. É mais um aliado nessa luta pela regulação dos meio de comunicação”, explicou.
"Essa luta pela comunicação e pelo direito à comunicação é estratégica e só contribui para o fortalecimento da nossa democracia", comentou a deputada Luciana Santos.
Confira o Relatório da Subcomissão de Análise de Formas de Financiamento da Mídia Alternativa: http://bit.ly/1QdLddr

De Recife,
João Paulo Seixas
Foto: Wagner Souto (Abraço/PE)
* Luciana Santos - Presidenta do PCdoB Nacional