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sexta-feira, 11 de março de 2016

BRASIL; Ânsia em prender Lula isola Conserino no MP-SP

Promotores de São Paulo acreditam que pedido de prisão contra Lula foi um “erro grave” de Cássio Conserino

A ânsia em prender o ex-presidente Lula, independente de ter crime ou não, levou os procuradores liderados por Cássio Conserino à desmoralização. De acordo com matéria publicada pelo O Globo, em troca de mensagens entre procuradores do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) os procuradores acreditam que o grupo cometeu um “erro grave”.


“O Ministério Público está inflamado. Ninguém acredita que eles fizeram isso”, disse um procurador que não teve seu nome divulgado pelo jornal. De acordo com a matéria, um dos procuradores teria dito que o erro de Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Araújo terá forte reflexos sobre o papel institucional do Ministério Público. De fato, a julgar pela chuva de críticas recebeidas por juristas de ilibada reputação e profundo conhecimento jurídico, como Dalmo Dallari, Antônio Bandeira de Mello e Pedro Serrano, além de outras dezenas de lideranças políticas e sociais, a ação foi um desastre. Nem mesmo os colunistas da mídia e a oposição, que diariamente propagam factoides e ilações para desgastar politicamente o ex-presidente Lula, conseguiram defender os argumentos dos procuradores. 


A desmoralização dos procuradores não é pequena. Fizeram uma verdadeira lambança no pedido de prisão preventiva de Lula. O texto elaborado pelos promotores cita trechos de livros de especialistas em direito penal, como o professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Aury Lopes Junior. No entanto, quando consultado pela imprensa a comentar a ação, Aury criticou o pedido feito pelo MP.

“Vejo como algo muito mais de caráter simbólico do que com embasamento processual. A prisão preventiva é uma exceção, não pode ser banalizada. E não acredito que haja necessidade, nesse momento, de que o ex-presidente seja detido. Isso não quer dizer que ele não possa ser, em algum momento, condenado num eventual processo”, disse o jurista, ressaltando que não vê nenhuma das possibilidades previstas na lei para sustentar a prisão preventiva no caso de Lula.

Outra ação que virou piada nas redes sociais foi a tese apresentada por Conserino e seus dois parceiros de que as atuais condutas de Lula “certamente deixariam Marx e Hegel envergonhados”. Ou seja, além de desrespeitar os princípios constitucionais, seja por falta de conhecimento ou interesses alheios, os procuradores não têm conhecimento histórico.

Conserino citou o filósofo Georg Wilhelm Friedrich Hegel quando, na verdade, os autores de O Manifesto Comunista foram Karl Marx e Friedrich Engels. A afirmação gerou série de memes nas redes sociais, já que Hegel foi uma dos maiores pensadores da corrente dialética e do historicismo, mas não da esquerda.


Segundo nota de Murilo Ramos, da revista Época, até o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato, estaria indignado com o pedido de prisão preventiva de Lula. A quem diga que ele não gostou do atropelo.

Ainda de acordo com o jornalista da Globo, parte dos investigadores da Lava Jato acredita que o pedido apresentado pelo MP paulista atrapalha o trabalho desenvolvido por Curitiba. Ninguém quer largar o osso.

Em coletiva de imprensa, os promotores admitiram que não há provas concretas de que o ex-presidente Lula seja dono do apartamento no Guarujá, imóvel alvo de investigação do MP-SP.

Lula, por sua vez, tem apresentando diversos documentos comprovando a sua versão sobre o imóvel. O Instituto Lula afirmou que a denúncia “não tem base na realidade”, uma vez que o ex-presidente “não pode ocultar patrimônio que não é dele”. “Em 30 de janeiro deste ano, foram divulgados todos os documentos relativos à cota do Edifício Solaris, que mostram que Lula e sua família nunca tiveram apartamento no Guarujá. O ex-presidente sempre declarou a cota em seu Imposto de Renda”, diz a nota.



Do Portal Vermelho, Dayane Santos, com informações de agências

PRISÃO DE LULA - PROCURADORES "SE PERDERAM" !


DEFENDER PUBLICAMENTE QUEREM PUNIR LULA POR S

Na visão PREPOTENTE destes Senhores, os que por eles são acusados devem ficar calados. Eles podem procurar os HOLOFOTES da Mídia para atacar e acusar, mas o acusado não pode exercer o sagrado direito de negar e espernear perante a acusação. 

O ABSURDO DO PEDIDO DE PRISÃO PREVENTIVA DO EX-PRESIDENTE LULA É TAMANHO, QUE ATÉ ADVERSÁRIOS DELE JÁ SE MANIFESTARAM CONTRÁRIO AO PEDIDO, CONSIDERADO TOTALMENTE FORA DE PROPÓSITO.

ALIÁS, QUEM VIU NA TARDE DE HOJE A ENTREVISTA DOS INTEGRANTES DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE SÃO PAULO, NOTOU A DISPUTA PARA APARECER ENTRE OS ACUSADORES DE LULA, DISPUTANDO ÁVIDAMENTE O MICROFONE.

MAIS PARA SHOW E CAMPANHA DE OPOSIÇÃO DO QUE AÇÃO DE JUSTIÇA, SÉRIA, COMPETENTE E ISENTA, O PEDIDO DE PRISÃO PREVENTIVA, TEM, IGUALMENTE A TAL DA CONDUÇÃO COERCITIVA DO EX-PRESIDENTE NA SEXTA-FEIRA PASSADA, A FUNÇÃO DE GERAR MATÉRIA PARA OS "JORNAIS NACIONAIS DA VIDA" E COLOCAR COMBUSTÍVEL NAS MANIFESTAÇÕES PROGRAMADAS PARA DOMINGO.

QUANDO A GENTE PENSA QUE JÁ VIU DE TUDO EM TERMOS DE POLITICAGEM, SURGE ESSE TAL PEDIDO DE PRISÃO PREVENTIVA, SEM NENHUMA BASE SÓLIDA, COM ARGUMENTAÇÃO RISÍVEL, QUE DESMERECE A INSTITUIÇÃO MINISTÉRIO PÚBLICO.

QUANDO O ÓDIO, O FÍGADO E COR PARTIDÁRIA, SUPLANTAM O PROFISSIONALISMO E O EQUILÍBRIO, NÓS ESTAMOS DE FATO PERTO DE VER A JUSTIÇA VIRAR JUSTIÇAMENTO.





PROMOTOR CONDENADO EM PRIMEIRA INSTÂNCIA É QUEM ACUSA LULA

Fonte: http://007bondeblog.blogspot.com.br/2016/03/prisao-de-lula-procuradores-se-perderam.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed:+blogspot/NIKX+(007BONDeblog)

quinta-feira, 10 de março de 2016

Jandira lidera comunistas na votação que autoriza o uso da fosfoetanolamina em pacientes com câncer

Foto: Divulgação / Internet
Foto: Divulgação / Internet
O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (8) o Projeto de Lei 4.639/16, que autoriza a produção e o uso da fosfoetanolamina sintética aos pacientes com câncer. O projeto permite que a chamada pílula do câncer tenha a sua liberação para uso mesmo antes de concluídas as pesquisas voltadas para seu registro definitivo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O projeto, assinado por 25 parlamentares de diversas legendas, seguirá agora para o Senado Federal.
Para a médica e deputada federal Jandira Feghali, há uma urgência no assunto: “O Plenário responde a uma demanda urgente e dramática de nossa sociedade. Este medicamento tem sidoa  esperança para muitas pessoas no Brasil. Temos que garantir a muitas delas, já em tratamento paliativo, que possam ter a cura ou sobrevida”, discursou no encaminhamento da votação do PCdoB. Para ela, o medicamento também precisa ser gratuito e fornecido dentro do Brasil: “Não pode haver mercantilização ou benefício de empresas com a produção e distribuição da fosfoetanolamina”.
A fosfoetanolamina ganhou um grande destaque, a nível nacional, no final do ano passado em função de seu possível potencial de utilização no combate ao câncer. Segundo a justificativa do projeto, “pesquisadores vinculados ao Instituto de Química de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP), conseguiram desenvolver uma via de síntese laboratorial dessa substância naturalmente encontrada no corpo humano e passaram a distribuir o produto da síntese para doentes que não mais dispunham de alternativas terapêuticas eficazes contra os cânceres”.
Fonte - Site da Deputada Federal Jandira Feghali

Federação Sindical Mundial América declara apoio ao ex-presidente Lula

A Federação Sindical Mundial (FSM) região América Latina e Caribe divulgou uma nota, no último sábado (5), na qual se solidariza com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que foi levado ilegalmente para depor na Polícia Federal através de um mandado de condução coercitiva. 

“A secretaria América da FSM denuncia as manobras da justiça, Ministério Público e da polícia brasileira e condena o lamentável show midiático levado a cabo pelo poder judiciário brasileiro contra Luiz Inácio Lula da Silva”, diz o documento. 

A FSM América denuncia ainda que esta é uma “estratégia continental imperialista de enfrentar os governos progressistas revolucionários e reformistas contrários a seus interesses”. 

Leia abaixo a íntegra da nota:


Declaração de solidariedade a Lula e às forças progressistas do Brasil

A secretaria América da Federação Sindical Mundial (FSM) manifesta sua mais ampla e incondicional solidariedade com Luiz Inácio Lula da Silva e demais membros dos movimentos sociais e sindicais diante das ações judiciais e parlamentares que pretendem associá-lo falsamente à corrupção. 

A secretaria América da FSM denuncia as manobras desenvolvidas pela justiça, o Ministério Público e a polícia brasileira e condena o lamentável show midiático levado a cabo pelo poder judiciário brasileiro contra Luiz Inácio Lula da Silva buscando manchar a figura do histórico líder que demonstrou sua inocência de forma reiterada e publicamente várias vezes. 

A secretaria América da FSM critica os manifestos propósitos de vincular Lula e outras figuras destacadas das forças progressistas com a rede de corrupção da Petrobras. 

A secretaria América da FSM condena a atitude da reacionária e conservadora direita brasileira que, acéfala de ideias, ataca Lula e a presidenta Dilma. Sabe-se que as profundas reformas antineoliberais feitas pelos durante os governos Lula e Dilma no Brasil enfrentam a ameaça de um golpe militar do parlamento e esta tentativa em criminalizar sua imagem faz parte desta tática. 

A secretaria América da FSM combate as tentativas da direita brasileira de voltar a época dos coronéis que, estimulando uma saída reacionária e conservadora, outrora convocaram o exército para “sair dos quarteis” e voltar a estabelecer o ciclo entre governos militares contra aberturas democráticas inconclusas. Com estas ações deixam claro sua oposição às reformas desenvolvidas em favor da classe trabalhadora brasileira. 

A secretaria América da FSM condena a ameaça à democracia real brasileira, se une à combativa Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e convoca as demais organizações sindicais filiadas à FSM no Brasil, em conjunto com todas as forças progressistas, a fazer uma mobilização geral permanente, lideradas pela Frente Brasil Popular como meio de enterrar o golpe contra a democracia. 

Esta frente luta por reformas estruturais como: política democrática, fiscal progressiva, urbana, agrária e a democratização dos meios, a sustentabilidade ambiental e a reforma do sistema financeiro que são a base estrutural de um novo projeto nacional para o socialismo.

A secretaria América da FSM evocando seu espírito anti-imperialista alerta todos os povos latino-americanos e caribenhos, que por trás das ações da direita reacionária e conservadora brasileira estão os interesses imperialistas do governo estadunidense e seus aliados, formando parte da estratégia continental imperialista de enfrentar os governos progressistas revolucionários e reformistas contrários a seus interesses. 

Havana, 5 de março de 2016.
Fonte> Portal da CTB

domingo, 6 de março de 2016

É preciso derrubar Luiz Inácio Lula da Silva

Fragilizado o governo, fragilizadas as estruturas partidárias de esquerda, o ex-presidente Lula se afigura como o último obstáculo a esse projeto. Precisa, pois, ser removido do caminho. Por isso mesmo foi condenado pelo tribunal de exceção da grande imprensa.

“Quando se me impõe a solução de um caso jurídico ou moral, não me detenho em sondar a direção das correntes que me cercam: volto-me para dentro de mim mesmo e dou livremente a minha opinião, agrade ou desagrade a minorias ou maiorias”.

Estas palavras são de Rui Barbosa, em carta dirigida a Evaristo de Morais, o grande advogado, incitando-o a assumir a defesa de José Mendes Tavares, réu previamente condenado pelo que então se chamava de ‘opinião pública’. Trata-se, como se vê, de lição extremamente atual, quando o STF de nossos dias assume a responsabilidade de violar a Constituição brasileira sob a alegativa de estar atendendo ao ‘clamor das ruas’.

Refiro-me à decisão de liberar a execução da pena de prisão após condenação confirmada em segundo grau, ao arrepio do ditado claro da Constituição (Art. 5º, LVII): “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.

Legalizando a prisão antes de definitivamente estabelecida a culpabilidade do acusado, o STF torna-se agente de um direito criminal promotorial, penalista, punitivista, reacionário, atrasado.

Caminhando na contramão da moderna criminologia, torna-se caudatário do conservadorismo e se faz instrumento do processo em curso de regressão política que visa à construção de um Estado autoritário, promovido ideologicamente pela grande imprensa.

Só o direito do arbítrio, o direito da força que anula a força do direito, pode autorizar, como acaba de fazer o STF, a execução da pena cerceadora de liberdade enquanto ainda se duvida se o acusado é culpado ou inocente.

A prisão, nessas circunstâncias, deixa de ser o ato final de um processo condenatório para transformar-se no momento inaugural das investigações, que se abrem não para apurar fatos e responsabilidades, mas para provar a culpabilidade do acusado escolhido para ser condenado.

Nesse contexto, a ‘delação premiada’ é instrumento de barganha que a autoridade investigadora manipula a fim de obter do acusado preso não necessariamente a apuração de possível crime, mas a revelação selecionada de acusações contra quem a investigação quer condenar.

Alegar, como justificativa dessa agressão jurídica, a audiência das ruas, é, no mínimo, um escárnio.

Nas ruas de Berlim sob o nazismo multidões ensandecidas julgavam e puniam seus adversários. Turbas envenenadas pela propaganda estimulavam a perseguição aos dissidentes, condenados aos campos de concentração, independentemente de culpa, mas simplesmente por serem judeus, comunistas ou homossexuais.

No vestibular da Guerra Fria o macarthismo, sem precisar refazer a Constituição ou as leis, instalou nos EUA a perseguição política e o terror, em nome de um nacionalismo xenófobo e de um anticomunismo de indústria.

Aqui, a implantação da última ditadura, em 1964, foi precedida de maciça mobilização da opinião pública, levada a cabo pela imprensa, animadora das marchas ‘com Deus pela liberdade’.

Esse especioso ‘clamor das ruas’ é o outro lado do discurso único de uma imprensa monopolizada, unificada pelo ódio, pela vindita e pelo projeto comum de poder, aquele poder reiteradamente negado às forças conservadoras pelo processo eleitoral.

É essa imprensa, poderosíssima, que escolhe as vítimas e seus protegidos, que elege os inimigos públicos escolhendo-os entre seus adversários de classe, elege os réus e os julgadores e aos julgadores dita as penas a serem aplicadas, independentemente do aparato normativo, porque na sua aplicação é sempre possível torcer e distorcer a lei, ou criar doutrina nova, como a teoria do domínio do fato, ou refazer-se a jurisprudência, segundo o víeis de maiorias ocasionais.

Essa coalizão de direita dirige a política, dita a pauta do governo em minoria legislativa e popular para o que tem sido decisiva a oposição midiática. Essa coalizão dita o discurso oposicionista que impõe ao governo o receituário do neoliberalismo.

Essa coalizão comanda a privatização e a desnacionalização, põe de joelhos um Congresso que tem em Renan Calheiros e Eduardo Cunha, seus líderes, o melhor indicador de sua decadência e de seu descompromisso com a sociedade, a ética e o País.

De costas para os interesses das grandes massas, cuja emergência política tira-lhe o sono, a classe dominante, despida da legitimidade da soberania popular, impõe seus interesses sobre os interesses da nação e do País.

A cantilena reacionária dos meios de comunicação é um de seus instrumentos de dominação, o mais eficaz quando se trata da luta ideológica. Foi assim no enfrentamento ao governo Vargas, foi assim na campanha contra Jango e o pleito das reformas de base, foi assim contra Lula e é assim contra Dilma. Foi assim e pelos mesmos motivos a destruição de Leonel Brizola, empreendida pelo sistema Globo.

O projeto de hoje é a institucionalização da exceção jurídico-política dentro da ordem formalmente democrática. Estamos nas primícias de uma inflexão autoritária declarada contra os interesses populares e a soberania nacional.

Daí a necessidade de destruir as organizações populares de esquerda e seus ícones, se possível desmoralizando-os moralmente diante da sociedade que sempre os respaldou.

Daí o concerto de ações. Para levar a classe-média a defender os interesses das elites, a estratégia política é a de sempre: jogar as lideranças de esquerda na vala comum da corrupção onde o capitalismo se banqueteou e se banqueteia.

Eis por que, a serviço desse poder sem peias, sem limites éticos ou legais, as estruturas estatais – os órgãos de investigação, a polícia, os ministérios públicos, as instâncias judiciais, os juízes de primeira instância e os tribunais superiores, a receita federal etc. – têm, hoje, uma só missão: provar que Luiz Inácio Lula da Silva é um político corrupto. desconstrução do líder popular integra o projeto que compreende a deposição da presidente, a destruição do PT e, a partir dela, a destruição e desmoralização das esquerdas brasileiras.

Assim estará aberto o caminho para a tomada do poder pela direita, pelo conservadorismo, pelo atraso, pelo fundamentalismo político, revogando ou reduzindo as conquistas sociais e derruindo a soberania nacional com a retomada do entreguismo e da onda das privatizações a serviço da desnacionalização: já agora, ante a passividade de um governo fragilizado, os mais lucrativos ativos da Petrobras (entre eles poços em atividade) são vendidos na bacia das almas e o Senado intenta doar o pré-sal – promessa de nosso desenvolvimento autônomo – às grandes petroleiras multinacionais.

A mudança política desta feita é operada sem golpe de Estado clássico, sem apelo às armas, sem nova ordem constitucional, sem novos atos institucionais. Ao contrário, efetiva-se sob o império da mesma Constituição (mas reinterpretando-a), com o mesmo direito (mas reinventando-o) mediante ‘interpretações criadoras’ como o ‘domínio do fato’.

O Brasil é, presentemente, um experimento de tomada do poder por dentro do poder, uma tomada do governo por dentro do governo, sem apelo à violência, sem ruptura constitucional, respeitada a legalidade (reinterpretada) e dentro de seus limites formais.

Esta operação depende diretamente da fragilização da presidente Dilma, e conta com seu recuo politico. As seguidas tentativas de impeachment e a resistência do Congresso à sua política servem a esse propósito. Mas não é tudo. A direita pensa longe. Ela vislumbra 2018 e alimenta esperanças de sucesso eleitoral. Trata-se, agora, já, de inviabilizar o eventual retorno do ‘sapo barbudo’.

Fragilizado o governo, fragilizadas as estruturas partidárias de esquerda, o ex-presidente Lula se afigura como o último obstáculo a esse projeto. Precisa, pois, ser removido do caminho. Por isso mesmo foi condenado pelo tribunal de exceção da grande imprensa.

Por isso, sua vida está sendo violentamente invadida, exposta, num processo de humilhação a que nenhum outro homem público foi submetido até hoje. Se afinal nada for comprovado, nenhum problema, pois a pena previamente ditada já terá sido aplicada, mediante a execração pública a que está sendo submetido o ex-presidente.

Esta operação, em curso, conta com o recuo, via intimidação, do ex-presidente. Está, pois, em suas mãos o que fazer, e só lhe resta a mobilização das massas. O Lula acuado é presa dócil. Nas ruas é promessa de luta, resistência e avanço. Foi assim que em 2005 transformou uma cassação iminente na consagração eleitoral de 2006.

A escolha agora é dele: sucumbir sem glória, ou encarnar a resistência à destruição da proposta de fazer do Brasil uma nação soberana, desenvolvida e socialmente inclusiva.

Roberto Amaral.

Com a presença de Lula, ato em SP reúne forças democráticas contra o golpe

Em ato na quadra do Sindicato dos Bancários, na capital paulista, em solidariedade ao ex-presidente Lula que foi levado coercitivamente, numa verdadeira operação de guerra, para depor na Polícia Federal, Lula disse que terão que enfrentá-lo nas ruas.

Aliás, tomar as ruas virou a palavra de ordem dos movimentos sociais e partidos políticos presentes no ato. Para o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o que aconteceu hoje "foi uma afronta à Constituição, ao STF (Supremo Tribunal Federal) e ao povo brasileiro".

A Frente Brasil Popular se declarou em vigília permanente com a incumbência de levar informação a todos os cantos do país. “Devemos estar nas portas de fábricas, no campo, nas escolas, em todos os lugares permanentemente engajados”, falou Adilson Araújo, presidente da CTB.

Novamente a Globo, à frente da trama golpista, se viu em apuros. A hashtag #ForaRedeGlobo esteve no topo nas redes sociais, segundo o site Brasil 247 e os seus repórteres tiveram que trabalhar sem identificação com medo de represálias da população.

Além da CTB, estavam presentes a Nova Central e a CUT e diversos movimentos sociais como a UNE, Ubes, MST, MTST e diversos outros. “É bonito ver a esquerda unida’, disse o presidente da CUT, Vagner Freitas. Para o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), "a ação atrapalhada e ilegal de Sérgio Moro foi um tiro no pé dos golpistas".

Atos simultâneos estavam ocorrendo em mais de 1.300 municípios em todos os estados brasileiros. “Assim sem tempo de preparação, é uma demonstração de força que eles não contavam”, disse Ângela Meyer, presidenta da União Paulista de Estudantes Secundaristas.

Adilson ressaltou que o momento é de união. "Precisamos unir todas as forças democráticas deste país para barrar nas ruas esse conluio golpista, liderado pelos barões da mídia”. Para ele, a trama golpista serve ao imperialismo que ataca os países latino-americanos “que desafiam o império”.

Depois de mencionar o preconceito que sofreu e sofre com ataques vis a ele e à sua família, o ex-presidente disse que foi “eleito em função da consciência política do povo brasileiro”.

Lula atacou o “complexo de vira-lata” de parte da elite brasileira, que odeia o país e a classe trabalhadora. No final ele ironizou: "Se quiseram matar a jararaca, não bateram na cabeça. Bateram no rabo e a jararaca está viva".

Ao final do ato, ficou decidida a participação da Frente Brasil Popular nos atos de comemoração do Dia Internacional da Mulher, na terça-feira (8), e um novo ato em defesa da democracia no dia 18.

Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

BRASIL: Pesquisa Vox Populi: maioria desaprova ação contra Lula

O Instituto Vox Populi foi o primeiro a medir o impacto da operação deflagrada pelo juiz Sergio Moro contra o ex-presidente Lula nesta sexta-feira. Com mais de 15 mil questionários válidos, a pesquisa comprova que o efeito foi contrário ao desejado pela Globo e pelos demais meios de comunicação engajados na destruição de Lula.




Nada menos que 56% desaprovaram a inclusão de Lula na Lava Jato e 43% desaprovaram a conduta de Moro (mais do que os 34% que aprovam).

Além disso, 65% viram exagero na condução coercitiva e 57% disseram acreditar na palavra de Lula.

Para completar no dia de ontem, nada menos que 63% dos entrevistados disseram ter visto a entrevista de Lula na sede do PT. Os dados mostram que ainda não mataram o "jararaca".
  Confira, abaixo, alguns resultados:

Resultado com 15 mil questionários válidos:

1) Qual o seu sentimento em relação ao fato de que o ex-presidente Lula foi incluído na investigação da Lava Jato?

Gostei, eu aprovo 41%

Não gostei, não aprovo 56%

Não sei responder 3%

2) Qual a avaliação que você faz do trabalho do juiz Moro nesse processo da Lava Jato?

Aprovo, ele está fazendo um excelente trabalho 34%

Aprovo, mas ele tem exagerado em algumas medidas 22%

Desaprovo 43%

Não sei responder 1%

3) Com qual das frases você se identifica mais?

Não vejo problema algum na forma como foi feita a condução do Lula para depor na Polícia Federal 34%


ou

Achei um exagero a forma como o ex-presidente Lula foi levado a depor pelos agentes da Polícia Federal 65%

Não sei responder 1%

4)Você acredita na inocência do ex-presidente Lula?

Sim, acredito nele 57%

Nao, ele é culpado 34%

Não sei responder 8%

5) Depois que o ex-presidente depôs na Policia Federal ele concedeu uma entrevista coletiva na sede do PT em São Paulo que foi transmitida pela televisão. Você assistiu à entrevista dele?


Sim, assisti tudo 63%

Sim, assisti partes da entrevista 25%

Não, mas fiquei sabendo 11%

Não, estou sabendo disso agora
Fonte: Vox Populi