ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

AÉCIO, PEDE DESCULPAS E DEVOLVE A GRANA' _+_AÉCIO USOU JATINHOS OFICIAIS EM 124 IDAS AO RIO



A revelação de que o então governador de Minas Gerais, Aécio Neves fez 124 viagens em avião oficial ao Rio de Janeiro em fins-de-semana, sem agenda de trabalho e o seu comentário de que não fez nada de errado não chega a ser um escândalo bombástico, mas dá motivo para ninguém se arrepender por não ter votado nele nas últimas eleições.

Eleito fosse, seria um forte candidato a tirar de outro mineiro, Juscelino Kubitchek o título de “presidente voador”, com a diferença de que seu conterrâneo, ao que consta, não viajava para surfar no Leblon ou visitar a namorada e sim para construir Brasília, que mandou fazer ou foi feita para homenageá-lo em forma de avião.

A revelação das viagens que fez gastando dinheiro dos mineiros, e não o seu, apesar de pertencer a uma família de vastos recursos financeiros mostra que, na prática, comete os mesmos pecados que atribui aos que critica, e que o país agiu bem ao derrotá-lo e assim contribuir para confirmar o karma da família Neves: o de “quase” chegar à presidência da República.

Quando seu avô Tancredo Neves, eleito no Colégio Eleitoral para ser o primeiro presidente civil depois de 20 anos de ditadura militar foi hospitalizado na véspera da posse e morreu no mês seguinte sem conseguir assumir, Aécio era o seu secretário particular.

Desde então – lá se vão 30 anos – ele tenta chegar aonde o avô não conseguiu. Elegeu-se governador de Minas, tal como Tancredo; no entanto, tal como Tancredo, perdeu a presidência por pouco. “Quase” chegou lá.

Desde então repete – e lá se vão nove meses – a mesma ladainha: a presidente Dilma deve desculpas à nação. Apesar dos altos cargos que detém – senador da República e presidente do PSDB – não conseguiu produzir até agora nenhuma alternativa para ajudar o país a sair da crise, tem atuado apenas como um comentarista político de luxo, que analisa, de camarote, a caminhada da vaca rumo ao brejo, sem se preocupar em desviá-la, em secar o brejo, fazer alguma coisa, enfim, que evite o pior.

Em 30 anos de vida pública, além de não conseguir se livrar da sina do “quase”, Aécio ganhou outra: a de “trapalhão aéreo”. Depois de jamais conseguir explicar, pois explicação ética não há, porque, quando governador, mandou construir um aeroporto dentro de uma propriedade da família, em Claudio, agora deixou claro o motivo: era para chegar mais rapidamente às ondas do Leblon no avião do governo.

Se Aécio quer se viabilizar, de fato, como opção a 'tudo que está aí' nas próximas eleições presidenciais, se quer, de fato, apresentar-se aos brasileiros como a versão mineira da Madre Teresa de Calcutá ele deveria fazer duas coisas: 1) pedir desculpas aos brasileiros por ter viajado 124 vezes ao Rio de Janeiro gastando dinheiro público e 2) devolver esse dinheiro público aos cofres do governo de Minas Gerais.


Fonte: http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br/2015/09/aecio-pede-desculpas-e-devolve-grana.html e Brasil 247

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Quem é o líder do golpe no Brasil?

PAULO HENRIQUE AMORIM
O ansioso blogueiro participou de um evento, em São Paulo, na companhia de brilhante vice-presidente de um dos três maiores bancos brasileiros.
O que se reproduz é uma parte do diálogo.
- A Dilma cai logo, ou demora um pouco?, ele perguntou.
- Ela não cai.
- Não é o que todo mundo acha.
- Todo mundo, quem?
- Ué, na mídia.
- Mas, mídia não derruba presidente.
- Como não? Não derrubou o…
- Derrubou o Lula?
- Mas, a Dilma não é o Lula…
- Ninguém é igual ao Lula.
- Mas, o que estão dizendo…
- Quem?
- As pessoas com que todo mundo fala…
- Quem…
- Não, mas todo mundo diz que ela cai ou com as pedaladas ou com o dinheiro sujo, no Tribunal Superior Eleitoral…
- O TSE já aprovou as contas da Dilma uma vez…
- Mas, vai julgar mais…
- E as contas serão aprovadas, de novo…
- Como você sabe?
- Porque sim! O dinheiro que foi para a campanha da Dilma e Temer é o mesmo que foi para o do Aécio… E pro Aécio foi mais dinheiro ainda! Se é sujo, é sujo duas vezes...
- Mas, o Aécio perdeu…
- Que bom!
- Não, mas, tudo bem. E as pedaladas?
- Primeiro, elas tem que ser condenadas no Tribunal das Contas…
- Qual?
- Tribunal das Contas do Ministro Nardes…
- Exato. Ela vai perder no TCU.
- Vamos supor que o Tribunal acompanhe o relator, o ministro Nardes. Isso não significa nada. O TCU é um órgão de apoio ao Congresso. Não decide nada. Não condena. Nem absolve. Tem mandar o resultado para a Congresso e o Congresso aprovar a decisão. O Congresso pode até nem analisar a decisão do TCU. Ou só analisar quando o neto da Dilma for presidente...
- Mas, é claro que o Congresso aprova. Depois de um voto contrário no TCU, com a autoridade moral do TCU.
- Autoridade moral de quem? Do Ministro Nardes?
- Mas, ela não tem maioria no Congresso…
- Ela está aprovando o ajuste todo. Mantendo os vetos e não tem maioria?
- Mas, é porque o PMDB está com ela.
- O PMDB estará com o Governo. Qualquer Governo. Sempre.
- O PMDB pode trair…
- Se trair será na ante-véspera do fim do mandato para aderir ao futuro presidente. Quem disse que ela não tem votos para impedir o impeachment?
- Ora, a gente sabe.
- A gente quem?
- As pessoas com que a gente conversa.
- As pessoas com que a gente conversa votam na Câmara? E no Senado? E no Supremo?
- Não, mas a gente sabe…
- Você acha que um Presidente da República será derrubado por um processo que corre na Comissão tal da Câmara, vai para outra, tem um parecer, leva-se ao plenário e na calada da noite uma frágil maioria derruba um presidente? Como se fosse uma moção para dar o nome de “Fernando Henrique Cardoso” a uma ponte em Roraima, que ele não construiu? Ele não construiu ponte em lugar nenhum...
- Sim, tem que seguir um rito legislativo normal…
- Que ninguém vai perceber que está correndo um processo de impeachment?
- Por que não?
- Porque, meu caro, para derrubar um presidente da República tem que ter povo e líder.
- Povo tem.
- Qual?
- O que foi para as ruas…
- Mas, não tinha um negro, um único pardo. Que povo é esse? O sueco?
- Mas, não importa, vai ter, ou pode ter.
- E quem é o líder que vai botar povo na rua para derrubar a Dilma?
- São muitos.
- Então, eu vou dizer o nome dos lideres do impeachment e você vai me dizer se ele põe gente na rua: Bolsonaro.
- Não.
- Fernando Henrique.
- Não.
- Aécio.
- Não.
- Cerra.
- Também não.
- Alckmin.
- Ninguém conhece fora de São Paulo.
- Gilmar.
- Ninguém sabe quem é.
- Ministro Nardes.
- Muito menos.
- Ataulfo Merval de Paiva.
- Quem?
- Está vendo? E você acha que o Stedile vai ficar quieto?
- Não.
- Que o Vagner Freitas vai ficar quieto?
- Quem?
- O presidente nacional da CUT.
- Que o Lula vai ficar quieto?
- Ah, mas esse o Moro vai pegar ele.
- É mais fácil o Lula pegar o Moro!
- Quer dizer então que ela fica.
- Fica. E sabe por que?
- Não.
- Porque a Oposição é um bando de frouxos!
- É… Eu não conheci o Carlos Lacerda, mas dizem…
- Por falar nisso: o teu banco pretende fechar as portas se não houver o impeachment?
- Tá louco!
Pano rápido.
O evento ia começar!
Paulo Henrique Amorim é jornalista e blogueiro.
Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.
Fonte: CTB Nacional

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

DEPUTADA ESTADUAL/RN, CRISTIANE DANTAS (PCdoB/RN) VOTOU FAVORÁVEL AO PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR (GPPC), CONFIRA!

A deputada estadual Cristiane Dantas/PCdoB/RN votou favorável ao projeto de lei complementar, do Executivo, que institui a Gratificação de Atividade Profissional (GAP) no lugar da Gratificação de Plantão de Perícia Criminal (GPPC), no âmbito do Itep/RN. A votação do projeto foi realizada na sessão plenária desta quinta-feira (24). A alteração é necessária para que os servidores do Itep continuem a receber o benefício.

Facebook Cristiane Dantas (Deputada Estadual/RN - PCdoB)

A ingenuidade semiótica das suásticas brasileiras


Era o que faltava! Em meio a atual atmosfera politicamente pesada de polarização e intolerância, eis que suásticas começam a se espalhar não só em cartazes de grupelhos neofascistas, mas agora também em instituições que deveriam trazer a esperança civilizatória em meio à barbárie: escolas públicas e universidades. Cheios de boas intenções (conscientizar, debater e denunciar), estudantes desfilam com suásticas e um estande de uma feira universitária transforma-se num bizarro parque temático nazista com prisioneiros judeus com camisas listradas com a estrela de Davi e alunas felizes e elegantes em seus uniformes da SS e braçadeiras com a indefectível suástica, posando para selfies. Nas suas ingenuidades semióticas, falam que as suásticas são apenas “expositivas”, com as melhores intenções pedagógicas,  como se as imagens pudessem ser neutras e apenas ilustrativas. Sem saberem, estão manipulando cepas de ícones-índices de alto poder viral com efeitos imprevisíveis em redes sociais e opinião pública.
Como se já não bastasse a pesada atmosfera atual de polarização que domina a opinião pública no País, de forma surpreendente o setor educacional (que deveria ser uma referência civilizatória em meio à barbárie) dá também sua contribuição à turbulência política, de forma ingênua e desajeitada.
Em um desfile promovido pela Prefeitura da cidade de Taboão da Serra, para comemorar o Dia da Independência, alunos representando uma escola municipal traziam nas mãos suásticas nazistas para representar os Jogos Olímpicos de 1936 em Berlim. O tema do desfile era “Olimpíadas” (alusão aos jogos olímpicos que serão disputados no Brasil no próximo ano) e para cada escola foi sorteada uma edição das Olimpíadas.
Em nota, a secretaria de educação do município justificou que a suástica teve apenas um “teor de representação de fatos históricos ocorridos na Alemanha”.

Das boas intenções ao inferno

De Taboão da Serra para a cidade de Bauru. Pouco tempo depois das pichações racistas com desenhos de suásticas nazistas no campus da Unesp com dizeres como “A Unesp está cheia de macacos” e “as mulheres negras fedem”, a USC (Universidade Sagrado Coração) promoveu a semana da Feira das Profissões 2015 onde mais uma vez suásticas foram expostas por uma instituição de ensino.
A feira da USC chamou a atenção ao apresentar os estudantes de História utilizando bandeiras com a suásticas e felizes alunos trajando o uniforme da SS e outros com a vestimenta dos prisioneiros judeus em campos de concentração, listrada e com a estrela de Davi – o que transformou o estande do curso de História da universidade em um mórbido parque temático nazista.
Repleto de boas intenções, a resposta da USC à polêmica falava que o estande era “expositivo” e que o propósito das imagens era “ensinar, conscientizar e abrir espaço para debates” e a “importância da Democracia, da Justiça e da Igualdade”.
Na prática, o resultado foram inacreditáveis selfies que se espalharam na redes sociais de estudantes alegres, felizes, sorridentes, confortáveis e elegantes em seus uniformes da SS e empunhando braçadeiras com a suástica. É inegável que houve alguma contradição entre forma e conteúdo, intenções e resultado.
O que há em comum nos episódios de Taboão da Serra e Bauru é uma concepção semioticamente ingênua de que as imagens podem ser meramente ilustrativas, como se existisse um grau zero da representação – as imagens como simples decalques da realidade.

Tabu e idolatria das imagens

Em toda História, a imagem nunca foi neutra: ela pode fascinar e exigir ser tocada (a chamada “imagem-índice”), pode inspirar somente prazer como na arte (“imagem-ícone”) ou ainda produzir distanciamento e reflexão – “imagem-símbolo”. 
Por isso a imagem foi motivo de tabu e idolatria: das advertências do Velho Testamento bíblico sobre a idolatria por imagens à utilização propagandística da Igreja Católica com seus vitrais e afrescos com “imagens-índices” que produziam fascínio e temor.
Os designers do III Reich certamente compreendiam isso ao pegarem um símbolo esotérico (a “swastika”, na Índia associado ao “auspicioso”, Buda, ou a Ganesh, divindade da sabedoria) e converter em um ícone – com sua forma invertida, ganhou dinamismo com a nova apresentação em sinistrogira: como se girasse em sentido anti-horário. 
Qualquer símbolo transformado em ícone ganha força viral de disseminação. Isso porque a imagem jamais é neutra (“ilustrativa” ou “expositiva”) – ela tem a força da intenção. Imagem é propaganda. 

Os “déficits da imagem”

Para a Semiótica, quatro “déficits” impediriam a imagem de atingir essa suposta neutralidade ou representação objetiva da realidade:
a) A imagem ignora o enunciado negativo. Toda imagem é afirmativa, auto-suficiente e completa. É impossível negar um objeto por meio da apresentação da sua imagem em uma proibição, um programa ou um projeto. Dessa maneira, como conscientizar sobre os horrores do nazismo expondo publicamente a suástica e uniformes? Como proibir mostrando publicamente o que é negado?
Fonte: REVISTA FÓRUM

Definição de família é aprovada por comissão como “união entre homem e mulher”

Após discussões que duraram quase cinco horas, deputados aprovam o Estatuto da Família (PL 6583-13), que exclui uniões homoafetivas e fortalece o preconceito.
Por Redação

Foi aprovado, com 17 votos favoráveis e cinco contrários, o projeto de lei que define a família como a união entre um homem e uma mulher. Nesta quinta-feira (24), a comissão especial do Estatuto da Família (PL 6583-13) discutiu o texto por quase cinco horas. Deputados do PT, PCdoB, PTN e PSol – contrários à proposta – ainda apresentaram requerimentos para tentar adiar a votação, sem sucesso.
Entre os argumentos daqueles que criticam a ideia, está o fato de que o Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu favoravelmente à união homoafetiva e que ela tem direito a uma proteção especial do Estado. Além disso, parlamentares afirmam que esse tipo de decisão seria uma atitude preconceituosa, baseada em preceitos religiosos. A comissão precisa, ainda, aprovar quatro destaques do texto hoje para encerrar a sessão.

Foto de capa: Arquivo/Agência Brasil - Fonte> REVISTA FÓRUM

Mais um delator cita Eduardo Cunha na Lava-Jato

Ex-gerente da Petrobras afirma em delação premiada que presidente da Câmara dos Deputados era “quem dava a palavra final” em relação às indicações na Diretoria Internacional da empresa.

Por Redação
De acordo com o depoimento de outro réu e novo delator da Operação Lava-Jato, o ex-gerente da Área Internacional da Petrobras Eduardo Vaz da Costa Musa, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), era quem “dava a palavra final” sobre as indicações para a Diretoria Internacional da companhia.
“João Augusto Henriques disse ao declarante que conseguiu emplacar Jorge Luiz Zelada para diretor internacional da Petrobrás com o apoio do PMDB de Minas Gerais, mas quem dava a palavra final era o deputado federal Eduardo Cunha, do PMDB-RJ”, diz trecho do depoimento de Musa.
João Augusto Henriques, mencionado pelo ex-gerente, é considerado lobista do PMDB e foi preso na 19ª fase da Lava-Jato, na última segunda-feira (21). A assessoria de Eduardo Cunha negou que o parlamentar conheça Musa e disse que sua defesa será feita por seus advogados.

O presidente da Câmara já havia sido citado em depoimento feito por outro delator da Operação Lava-Jato. Em julho, o ex-consultor da Toyo Setal Júlio Camargo disse ter sido pressionado a pagar uma propina de US$ 10 milhões para que um contrato de navios-sonda fosse viabilizado. Cunha teria pedido US$ 5 milhões.


Foto de capa: Antonio Cruz/ Agência Brasil
Fonte: Revista Fórum

Plenário do TSE nega cancelamento do registro civil do Partido da Causa Operária

 Plenário do TSE
Ministro Dias Toffoli preside sessão plenária do TSE

Plenário do TSE nega cancelamento do registro civil do Partido da Causa Operária
Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiram na sessão desta quinta-feira (24) não acolher representação do Ministério Público Eleitoral (MPE) que pedia o cancelamento do registro civil e do estatuto do Partido da Causa Operária (PCO). O Ministério Público sustentou na ação que a legenda não apresentou a prestação de contas do exercício de 2008.

Ao julgar improcedente a representação, o relator, ministro João Otávio de Noronha, informou que o PCO apresentou posteriormente as contas de 2008, mesmo após julgadas como não prestadas. O relator disse que a legenda recolheu R$ 38.721,00 ao erário em razão das omissões ocorridas em 2008, valor “em muito inferior aos verificados em prestações de contas de outros partidos aprovadas com ressalvas [pelo TSE]”. Porém, o ministro advertiu no voto sobre a possibilidade da cassação do registro do partido “na hipótese de nova conduta omissiva”.

Antes do voto do relator, o procurador eleitoral Humberto Jacques disse que as circunstâncias reveladas no processo “não autorizavam” a sanção tão severa como originalmente solicitada pelo MPE. Segundo ele, no caso da prestação de contas do PCO, o valor omitido é pequeno. “É exagerada a colocação da prestação de contas como causa, por si só, quando o assunto for meramente patrimonial, para a extinção de partido político”, observou o procurador eleitoral.

A competência do TSE para determinar o cancelamento do registro civil e do estatuto do partido político que não presta contas está prevista no inciso III do artigo 28 da Lei nº 9096/95.
Doação de pessoa jurídica

Durante julgamento da representação, o presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, ressaltou a necessidade de a Corte Eleitoral disciplinar a aplicação dos efeitos da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que no último dia 17 julgou procedente em parte o pedido formulado na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4650 para declarar a inconstitucionalidade dos dispositivos legais que autorizavam as contribuições de pessoas jurídicas às campanhas eleitorais.

De acordo com o presidente do TSE, há necessidade de se regulamentar os efeitos da decisão, que deve ser publicada nesta sexta-feira (25) no Diário de Justiça, tendo em vista que partidos políticos estão procurando o Tribunal para esclarecer as dúvidas sobre a proibição das doações. Além disso, o ministro enfatizou que é preciso orientar também os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) sobre a conduta a ser tomada na análise das prestações de contas dos partidos. 

EM, GA/JP

Processo relacionado: Rp 425461
Fonte: TSE