ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

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CAMPANHA MOVIMENTO 65

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

CNN: Lula processará Bolsonaro por abuso de poder político e econômico - André Cintra

A campanha do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deve protocolar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) duas ações de investigação judicial contra o presidente Jair Bolsonaro (PL). A informação é da CNN Brasil.

De acordo com o portal, Bolsonaro será questionado por abuso de poder político e econômico. As ações serão apresentadas na próxima semana. Se for condenado, o presidente ficará inelegível.

A primeira ação tem como base as falsas denúncias de Bolsonaro sobre a urna eletrônica e o sistema eleitoral brasileiro. Os atos antidemocráticos promovidos por bolsonaristas nesta semana, em rodovias de todo o Brasil, podem ser citados, bem como o apoio de parlamentares como Carla Zambelli (PL-SP), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG) a esses atos ilegais.

Já a segunda ação acusa o governo de ter usado a máquina pública para fins eleitorais, por meio especialmente de benefícios econômicos temporários, que coincidiam com o período eleitoral. É o caso da concessão de crédito consignado para beneficiários do Auxílio Brasil.

Além dessas duas novas ações, há quatro que foram apresentadas durante a campanha, denunciando Bolsonaro por diferentes crimes, como desinformação e uso da máquina nos atos de 7 de setembro. Segundo a CNN, ministros do TSE avaliam que as ações eleitorais têm mais potencial de levar Bolsonaro à inelegibilidade do que as ações criminais.

Fonte: Portal VERMELHO

POLÍTICA: Após encontro com Lira, Lula diz que país precisa de diálogo e normalidade - por Iram Alfaia

Debateu-se um esforço para a aprovação da PEC da Transição que vai garantir a continuidade do pagamento dos R$ 600 do Bolsa Família e reajuste do mínimo.

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu da reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), ressaltando que o Brasil precisa de equilíbrio e respeito entre as instituições, uma situação ausente nos quatro anos do governo Bolsonaro. O encontro foi realizado nesta quarta-feira (9) na residência da presidência da Câmara.

Na conversa, discutiu-se um esforço para a aprovação da PEC da Transição que vai garantir a continuidade do pagamento dos R$ 600 do Bolsa Família e reajuste do salário mínimo acima da inflação. Os dois falaram de esforço concentrado para garantir a aprovação da emenda constitucional.

“Hoje me encontrei pela primeira vez com o presidente da Câmara dos Deputados, ArthurLira.  O país precisa de diálogo e normalidade”, escreveu Lula na sua conta no Twitter.

Antes do encontro, Lula disse que estava empenhado na construção de um “futuro melhor para todos os brasileiros e brasileiras, com muita democracia”.

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Participaram da reunião o vice eleito Geraldo Alckmin (PSB), a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), o ex-ministro Aloizio Mercadante, o líder da minoria na Câmara, Alencar Santana (PT-SP), o líder do PT na Câmara, Reginaldo Lopes (MG) e o vice-presidente do PT, José Guimarães (CE).

Todos deixaram o encontro com avaliação positiva. “Ótima reunião do presidente Lula com o presidente da Câmara, Arthur Lira, sobre o futuro do Brasil e as pautas urgentes da Câmara dos Deputados”, observou o líder da minoria.

José Guimarães considerou uma boa conversa. “Debatemos assuntos importantes para o futuro do país, unindo esforços para aprovação da PEC da transição”, disse.

“Participei do encontro entre o presidente Lula e o presidente da Câmara, Arthur Lira, hoje, em Brasília, para tratar de medidas urgentes para atender o povo brasileiro. A esperança voltou!”, afirmou Reginaldo Lopes.

Após o encontro de duas horas com Lira, o presidente eleito seguiu para a residência oficial do Senado, que fica ao lado, para se reunir com o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Ainda nesta quarta-feira Lula terá encontro com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, e em seguida com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes.

CULTURA: Seu nome será para sempre Gal - por Cezar Xavier - Fonte: Vermelho

 

Gal Costa | Foto: Marcos Hermes / Divulgação

Gal Costa morre aos 77 anos. A informação foi confirmada pela assessoria da cantora. A causa da morte não foi informada.

Gal havia dado uma pausa em shows, após passar por uma cirurgia para retirar um nódulo na fossa nasal direita. A cantora era uma das atrações do festival Primavera Sound, que aconteceu em São Paulo no último fim de semana, mas teve sua participação cancelada de última hora. Seu último show foi no festival de música Coala, em São Paulo.

Ela estava em turnê com o show “As várias pontas de uma estrela”, no qual revisitava grandes sucessos dos anos 80 do cancioneiro popular da MPB.  Bem recebido pelo público e pela crítica, esse show fez com que a agenda de Gal ficasse agitada após a pandemia. A estreia aconteceu em São Paulo, em outubro do ano passado.

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Além de rodar o Brasil, Gal entrou na programação de vários festivais e ainda tinha uma turnê na Europa prevista para novembro, mas que também foi cancelada por conta da cirurgia.

Doce bárbara

Nascida Maria da Graça Costa Penna Burgos em Salvador, na Bahia, Gal Costa surgiu em meados dos anos 1960 com um perfil moderno de canto e repertório. Influenciada pelas sutilezas da bossa nova, rapidamente evoluiu para o grito roqueiro, com seu alcance vocal agudo e cristalino, num período em que a MPB recusava as guitarras e a influência americana. Impôs um padrão de ousadia e elegância na performance, nos arranjos e no tratamento vocal das músicas.

Integrou o grupo Doces Bárbaros, que juntou os baianos Caetano Veloso, Maria Bethânia e Gilberto Gil, já bastante influentes em 1976. Com estes, acabou gravando álbuns, canções e realizando shows que se tornaram definidores do que havia de mais contemporâneo e influente para a música.

Muitas vezes causou desagrado em setores mais conservadores da música e dos costumes. Mas também tornou-se dona de um vasto cancioneiro popular, que nenhuma outra cantora pode cantar sem remeter à comparação com Gal. Um cancioneiro pop, assobiável e muito ouvida em dezenas de novelas de televisão, que enchem o setlist de shows e ainda sobram.

Com 20 anos gravou o fundamental Tropicália ou Panis et Circensis, em que a canção Baby segue até hoje como referência internacional da música brasileira. Músicas desse período, algumas ousadas e experimentais, são sampleadas até hoje por DJs estrangeiros (ouça abaixo sampler de Pontos de Luz, do censurado álbum Índia, de 1973).

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O cultuado álbum Fa-Tal, de 1971, deu motivo a um dos shows mais importantes no país. Gal nunca se acomodou e, até recentemente, procurava compositores novos e ousados para gravar músicas que nem sempre queriam ser assobiadas nas ruas. O álbum Recanto (2011), por exemplo, é todo composto por Caetano Veloso, numa parceria conceitual de músicas reflexivas, tensas, carregadas de influencias eletrônicas, fanqueiras e roqueiras. Essa constante reinvenção a tornaram relevante durante as seis décadas de carreira. 

Gal contribuiu para extrapolar as influências do tropicalismo para as artes plásticas, para a moda, o teatro. Sua presença magnética gerava controvérsia e imitação. Seu alcance vocal e sofisticação musical elevava o padrão dos compositores. Até hoje, suas canções mais marcantes são consideradas difíceis de serem cantadas, exigindo habilidades extremas para muitas cantoras. 



domingo, 6 de novembro de 2022

Em defesa da soberania do voto e do Estado Democrático de Direito


A Executiva Nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) emitiu nota na última terça-feira (1º) na qual repudia com veemência os bloqueios a estradas e vias de grande circulação por todo o país que têm “a clara intenção de questionar o resultado das eleições presidenciais e gerar um clima de violência e instabilidade social para amedrontar a sociedade”. 

Além disso, a nota diz que “bloqueios em estradas e vias que dão acesso a aeroportos e portos, além da convocação de atos com teor golpista, reivindicando a intervenção militar, são crime eleitoral e atentam contra o Estado Democrático de Direito”. 

Também aponta que  “o silêncio de Bolsonaro diz muito, é um ato premeditado para criar mais instabilidade. Não passará”.

Leia a íntegra da nota: 

Em defesa da soberania do voto e do Estado Democrático de Direito

O Partido Comunista do Brasil repudia veementemente os bloqueios a estradas e vias de grande circulação por todo o país promovidos desde o dia de ontem, 31 de outubro, com a clara intenção de questionar o resultado das eleições presidenciais e gerar um clima de violência e instabilidade social para amedrontar a sociedade.

Os bloqueios em estradas e vias que dão acesso a aeroportos e portos, além da convocação de atos com teor golpista, reivindicando a intervenção militar, são crime eleitoral e atentam contra o Estado Democrático de Direito. 

No último domingo, o povo de forma democrática e legítima, elegeu Luiz Inácio Lula da Silva presidente do Brasil.

Mais de 40 horas após a vitória de Lula, Bolsonaro permanece sem se pronunciar. Sua atitude só reforça seu caráter antidemocrático e estimula alguns fanáticos a fazerem arruaça. 

O silêncio de Bolsonaro diz muito, é um ato premeditado para criar mais instabilidade. Não passará. 

Exigimos que as autoridades nacionais e estaduais cumpram a decisão do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral de garantir a liberação das estradas e manter a ordem.

O PCdoB, que integra a ampla frente democrática que se constituiu no país, exige o respeito à Constituição e à vontade soberana do povo brasileiro manifestada nas urnas.

É hora de unir o Brasil.

São Paulo, 01/11/2022

Executiva Nacional do Partido Comunista do Brasil

Adaptado pelo PCdoB - NOVA CRUZ - RN

45%,16 MULHERES CANDIDATAS NO PCdoB NACIONAL

 

Vamos construir o feminismo popular!

Todo dia uma luta, todo dia uma esperança!

Renildo Calheiros: vitória de Lula significa a reconstrução do Brasil - Eliz Brandão - " VALE A PENA REVER ESSA MATÉRIA!" - Eduardo Vasconcelos - PCDOB-NOVA CRUZ-RN

O Líder do PCdoB na Câmara dos Deputados, Renildo Calheiros (PE) em entrevista na terça-feira (25/10), analisou o segundo turno das eleições, a experiência do sistema de Federação Partidária e criticou duramente ainda a ausência de política de crescimento do salário mínimo do governo Bolsonaro que acentua ainda mais a desigualdade social dos trabalhadores brasileiros.

O deputado Renildo foi reeleito neste pleito para o seu quinto mandato na Câmara dos Deputados. Ele que já foi vereador e Prefeito de Olinda, lidera a bancada do PCdoB desde fevereiro de 2021. E foi o principal coordenador das articulações que resultaram na aprovação da Lei que instituiu as Federações Partidárias.

Na entrevista, o deputado reafirmou que este novo sistema é uma inovação na legislação brasileira. Classificou o modelo como moderno e que deve perdurar. “Vem com o objetivo de aperfeiçoar o nosso sistema, deixar mais moderna”. Para ele, uma importante ferramenta que estimula a aglutinação de partidos com convergência partidária.

“A minha impressão é que a federação irá perdurar por um bom tempo, vai resolver vários problemas do nosso sistema partidário”, considerou o parlamentar.

Segundo Renildo, quando o projeto foi concluído, faltava pouquíssimo tempo para as eleições e por isso, somente três federações foram formadas neste período. “E havia toda a realidade regional nos estados que ficou difícil de ser organizada”. Para ele, superado o calendário eleitoral, vários partidos no Brasil irão fazer federação para 2023, este é o caminho”, considerou.

Para o deputado, o novo sistema deverá ir substituindo as coligações partidárias. “Penso que a federação é uma resposta democrática a várias mazelas do nosso sistema partidário”, ponderou.

Salário de arrocho

Mais de 72 milhões de brasileiros vivem apenas com o salário mínimo. Na entrevista, o parlamentar foi intrépido ao criticar a falta de política salarial do governo Bolsonaro para aumentar a renda da maioria da população brasileira. “O salário mínimo é a referência financeira para a grande maioria da população e as aposentadorias também”.

Enumerando as riquezas e potenciais de crescimento e desenvolvimento do país, como a diversidade social, a extensão territorial, a riqueza natural e ainda sim, o Brasil é a “Nação mais desigual do mundo. São mais de 30 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza, sendo que o país é um grande exportador de grãos e de proteína animal, e a população ainda passa fome. É uma desigualdade envergonhada”, frisou.Para o líder, enfrentar essas mazelas com investimentos na melhoria de vida das pessoas deve ser urgente, com uma política que ajuste o salário mínimo e não seja esse “salário de arrocho”.

Lembrando que o então presidente Lula enviou para o Congresso um tratamento diferente, considerando dois fatores para o aumento do salário do brasileiro, de que seria “reajustado levando em consideração o processo inflacionário e o crescimento econômico”.

Dessa forma, fazendo com que o povo tivesse um salário com ganho real, explicou. “Ao longo de vários anos tivemos uma recuperação”. O brasileiro teve um crescimento real no salário de aproximadamente 77%, ou seja, o poder de compra quase que dobrou, porque ele teve um crescimento real”, explicou.

Porém, considerou o deputado, tanto o governo de Michel Temer como o de Bolsonaro acabaram com esse crescimento, fazendo com que a carestia explodisse, a inflação voltasse com toda força, com os produtos muito mais caros.

Neste sentido, o líder criticou o tratamento do governo Bolsonaro para com o povo. “O que sai a notícia que sequer a inflação ele quer garantia para o reajuste do salário mínimo. Que o salário mínimo irá crescer para baixo, sequer irá acompanhar a inflação”.

“O poder de compra diminuiu e a desigualdade se acentua no Brasil”. Para o parlamentar, o governo federal faz uma “política criminosa” contra os trabalhadores e trabalhadoras e aposentados.” Uma ideia dessa só poderia sair da cabeça de Bolsonaro e de Paulo Guedes”, criticou.

Considerado um dos parlamentares mais influentes do Congresso Nacional, segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), Renildo analisou as eleições presidenciais a disputa a cinco dias do encontro do povo com as urnas, dia 30 de outubro.

Ele também discorreu sobre a disputa eleitoral em Pernambuco e o apoio partidário à campanha de Marília Arraes neste segundo turno para o governo.

O líder também comentou sobre as dificuldades de eleger uma bancada federal e agradeceu pela conquista das vagas na Câmara dos Deputados, citando cada um dos parlamentares do PCdoB eleitos. “Não é fácil uma eleição de deputados federais no Brasil. É uma luta muito dura, muito desigual. Mas de qualquer maneira, uma vitória de todos nós”.

Para o deputado, a vitória de Lula significa a reconstrução do país, a pacificação do Brasil “e dar passos importantes na direção do nosso desenvolvimento como nação e melhorar a vida do povo”, contra “uma tragédia que seria a eleição de Bolsonaro que levaria para os brasileiros e brasileiras a muito sacrifício, de desrespeito e de desmonte das nossas instituições e de uma forte ameaça para um governo autoritário e fascista no Brasil. Nós temos que evitar de toda maneira”, completou.

Confira a íntegra:


Fonte: https://pcdob.org.br

sábado, 5 de novembro de 2022

ECONOMIA: Efeito Lula: Dólar cai e Bolsa se valoriza na 1º semana pós-eleição - por Cézar Xavier - Imagem: jcomp Freepik


A temida reação do mercado financeiro à vitória de Lula (PT) propalada antes do 2º turno como forma de causar medo nos eleitores demonstrou não ter sustentação após a primeira semana pós-eleição. Contrário ao que a “turma da Faria Lima” esperava, o efeito da eleição de Lula foi automático e altamente positivo.

O fluxo de investidores estrangeiros cresceu no país, demonstrando o otimismo internacional com a volta da “normalidade” ao Brasil.

Na sexta-feira (4), com o fechamento do mercado, a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) fechou com índice Ibovespa em 118.155 pontos, alta de 3,16%. Analistas consultados pelo Poder360 apontam um ganho de R$ 132,3 bilhões para as empresas listadas durante a semana.

Já o dólar recuou e teve queda acumulada de 4,5%, sendo vendido a R$5,06. Durante a semana chegou a um valor ainda menor: R$5,02.

*Com informações de agências