ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

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domingo, 6 de novembro de 2022

Em defesa da soberania do voto e do Estado Democrático de Direito


A Executiva Nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) emitiu nota na última terça-feira (1º) na qual repudia com veemência os bloqueios a estradas e vias de grande circulação por todo o país que têm “a clara intenção de questionar o resultado das eleições presidenciais e gerar um clima de violência e instabilidade social para amedrontar a sociedade”. 

Além disso, a nota diz que “bloqueios em estradas e vias que dão acesso a aeroportos e portos, além da convocação de atos com teor golpista, reivindicando a intervenção militar, são crime eleitoral e atentam contra o Estado Democrático de Direito”. 

Também aponta que  “o silêncio de Bolsonaro diz muito, é um ato premeditado para criar mais instabilidade. Não passará”.

Leia a íntegra da nota: 

Em defesa da soberania do voto e do Estado Democrático de Direito

O Partido Comunista do Brasil repudia veementemente os bloqueios a estradas e vias de grande circulação por todo o país promovidos desde o dia de ontem, 31 de outubro, com a clara intenção de questionar o resultado das eleições presidenciais e gerar um clima de violência e instabilidade social para amedrontar a sociedade.

Os bloqueios em estradas e vias que dão acesso a aeroportos e portos, além da convocação de atos com teor golpista, reivindicando a intervenção militar, são crime eleitoral e atentam contra o Estado Democrático de Direito. 

No último domingo, o povo de forma democrática e legítima, elegeu Luiz Inácio Lula da Silva presidente do Brasil.

Mais de 40 horas após a vitória de Lula, Bolsonaro permanece sem se pronunciar. Sua atitude só reforça seu caráter antidemocrático e estimula alguns fanáticos a fazerem arruaça. 

O silêncio de Bolsonaro diz muito, é um ato premeditado para criar mais instabilidade. Não passará. 

Exigimos que as autoridades nacionais e estaduais cumpram a decisão do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral de garantir a liberação das estradas e manter a ordem.

O PCdoB, que integra a ampla frente democrática que se constituiu no país, exige o respeito à Constituição e à vontade soberana do povo brasileiro manifestada nas urnas.

É hora de unir o Brasil.

São Paulo, 01/11/2022

Executiva Nacional do Partido Comunista do Brasil

Adaptado pelo PCdoB - NOVA CRUZ - RN

45%,16 MULHERES CANDIDATAS NO PCdoB NACIONAL

 

Vamos construir o feminismo popular!

Todo dia uma luta, todo dia uma esperança!

Renildo Calheiros: vitória de Lula significa a reconstrução do Brasil - Eliz Brandão - " VALE A PENA REVER ESSA MATÉRIA!" - Eduardo Vasconcelos - PCDOB-NOVA CRUZ-RN

O Líder do PCdoB na Câmara dos Deputados, Renildo Calheiros (PE) em entrevista na terça-feira (25/10), analisou o segundo turno das eleições, a experiência do sistema de Federação Partidária e criticou duramente ainda a ausência de política de crescimento do salário mínimo do governo Bolsonaro que acentua ainda mais a desigualdade social dos trabalhadores brasileiros.

O deputado Renildo foi reeleito neste pleito para o seu quinto mandato na Câmara dos Deputados. Ele que já foi vereador e Prefeito de Olinda, lidera a bancada do PCdoB desde fevereiro de 2021. E foi o principal coordenador das articulações que resultaram na aprovação da Lei que instituiu as Federações Partidárias.

Na entrevista, o deputado reafirmou que este novo sistema é uma inovação na legislação brasileira. Classificou o modelo como moderno e que deve perdurar. “Vem com o objetivo de aperfeiçoar o nosso sistema, deixar mais moderna”. Para ele, uma importante ferramenta que estimula a aglutinação de partidos com convergência partidária.

“A minha impressão é que a federação irá perdurar por um bom tempo, vai resolver vários problemas do nosso sistema partidário”, considerou o parlamentar.

Segundo Renildo, quando o projeto foi concluído, faltava pouquíssimo tempo para as eleições e por isso, somente três federações foram formadas neste período. “E havia toda a realidade regional nos estados que ficou difícil de ser organizada”. Para ele, superado o calendário eleitoral, vários partidos no Brasil irão fazer federação para 2023, este é o caminho”, considerou.

Para o deputado, o novo sistema deverá ir substituindo as coligações partidárias. “Penso que a federação é uma resposta democrática a várias mazelas do nosso sistema partidário”, ponderou.

Salário de arrocho

Mais de 72 milhões de brasileiros vivem apenas com o salário mínimo. Na entrevista, o parlamentar foi intrépido ao criticar a falta de política salarial do governo Bolsonaro para aumentar a renda da maioria da população brasileira. “O salário mínimo é a referência financeira para a grande maioria da população e as aposentadorias também”.

Enumerando as riquezas e potenciais de crescimento e desenvolvimento do país, como a diversidade social, a extensão territorial, a riqueza natural e ainda sim, o Brasil é a “Nação mais desigual do mundo. São mais de 30 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza, sendo que o país é um grande exportador de grãos e de proteína animal, e a população ainda passa fome. É uma desigualdade envergonhada”, frisou.Para o líder, enfrentar essas mazelas com investimentos na melhoria de vida das pessoas deve ser urgente, com uma política que ajuste o salário mínimo e não seja esse “salário de arrocho”.

Lembrando que o então presidente Lula enviou para o Congresso um tratamento diferente, considerando dois fatores para o aumento do salário do brasileiro, de que seria “reajustado levando em consideração o processo inflacionário e o crescimento econômico”.

Dessa forma, fazendo com que o povo tivesse um salário com ganho real, explicou. “Ao longo de vários anos tivemos uma recuperação”. O brasileiro teve um crescimento real no salário de aproximadamente 77%, ou seja, o poder de compra quase que dobrou, porque ele teve um crescimento real”, explicou.

Porém, considerou o deputado, tanto o governo de Michel Temer como o de Bolsonaro acabaram com esse crescimento, fazendo com que a carestia explodisse, a inflação voltasse com toda força, com os produtos muito mais caros.

Neste sentido, o líder criticou o tratamento do governo Bolsonaro para com o povo. “O que sai a notícia que sequer a inflação ele quer garantia para o reajuste do salário mínimo. Que o salário mínimo irá crescer para baixo, sequer irá acompanhar a inflação”.

“O poder de compra diminuiu e a desigualdade se acentua no Brasil”. Para o parlamentar, o governo federal faz uma “política criminosa” contra os trabalhadores e trabalhadoras e aposentados.” Uma ideia dessa só poderia sair da cabeça de Bolsonaro e de Paulo Guedes”, criticou.

Considerado um dos parlamentares mais influentes do Congresso Nacional, segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), Renildo analisou as eleições presidenciais a disputa a cinco dias do encontro do povo com as urnas, dia 30 de outubro.

Ele também discorreu sobre a disputa eleitoral em Pernambuco e o apoio partidário à campanha de Marília Arraes neste segundo turno para o governo.

O líder também comentou sobre as dificuldades de eleger uma bancada federal e agradeceu pela conquista das vagas na Câmara dos Deputados, citando cada um dos parlamentares do PCdoB eleitos. “Não é fácil uma eleição de deputados federais no Brasil. É uma luta muito dura, muito desigual. Mas de qualquer maneira, uma vitória de todos nós”.

Para o deputado, a vitória de Lula significa a reconstrução do país, a pacificação do Brasil “e dar passos importantes na direção do nosso desenvolvimento como nação e melhorar a vida do povo”, contra “uma tragédia que seria a eleição de Bolsonaro que levaria para os brasileiros e brasileiras a muito sacrifício, de desrespeito e de desmonte das nossas instituições e de uma forte ameaça para um governo autoritário e fascista no Brasil. Nós temos que evitar de toda maneira”, completou.

Confira a íntegra:


Fonte: https://pcdob.org.br

sábado, 5 de novembro de 2022

ECONOMIA: Efeito Lula: Dólar cai e Bolsa se valoriza na 1º semana pós-eleição - por Cézar Xavier - Imagem: jcomp Freepik


A temida reação do mercado financeiro à vitória de Lula (PT) propalada antes do 2º turno como forma de causar medo nos eleitores demonstrou não ter sustentação após a primeira semana pós-eleição. Contrário ao que a “turma da Faria Lima” esperava, o efeito da eleição de Lula foi automático e altamente positivo.

O fluxo de investidores estrangeiros cresceu no país, demonstrando o otimismo internacional com a volta da “normalidade” ao Brasil.

Na sexta-feira (4), com o fechamento do mercado, a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) fechou com índice Ibovespa em 118.155 pontos, alta de 3,16%. Analistas consultados pelo Poder360 apontam um ganho de R$ 132,3 bilhões para as empresas listadas durante a semana.

Já o dólar recuou e teve queda acumulada de 4,5%, sendo vendido a R$5,06. Durante a semana chegou a um valor ainda menor: R$5,02.

*Com informações de agências

MOVIMENTOS: Com 15% morando em áreas de risco, reurbanização é desafio de Lula - por Cézar Xavier

 

Vista da comunidade da Muzema, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, onde dois prédios desabaram. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

MapBiomas revela que ocupação urbana de favelas em áreas de risco triplica em 37 anos. Para além de investir em novas moradias, governo precisará recuperar áreas degradadas.

No Brasil, as favelas crescem em ritmo acelerado e já ocupam 106 mil hectares, que representam três vezes a área da cidade de Belo Horizonte. A cada 100 hectares que esses espaços ganharam de 1985 a 2021, 15 foram em áreas de risco.

Getúlio Vargas Júnior

O presidente da Conam (Confederação Nacional das Associações de Moradores), Getulio Vargas Junior, diz que estes números acumulados em quase 40 anos refletem a explosão demográfica no Brasil, sem que as cidades contassem com planejamento e sem políticas públicas essenciais de saneamento, moradia e mobilidade.

É o que aponta um levantamento realizado pelo Mapbiomas publicado nesta sexta-feira (4) e realizado a partir da análise de imagens de satélite captadas nesses 37 anos.

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O estudo mostra que a ocupação urbana como um todo em áreas de risco triplicou desde então. Nas favelas esse aumento foi ainda maior (3,4 vezes).

Desmonte urbano

Ele conta que o Fórum Nacional da Reforma Urbana tem lançado relatórios anuais demonstrando a desestruturação de políticas urbanas, desde 2016, o que agrava uma situação histórica. “Forma-se uma tempestade perfeita com um processo de ocupação de áreas inadequadas para moradia”.

Ele critica que o número é um reflexo de como o Brasil e a maioria dos países do mundo tratam a habitação como mercadoria e não como direito. “É preciso um esforço grande, um financiamento continuado e uma mudança de mentalidade de como se trata a cidade e se valoriza essas comunidades mais vulneráveis”.

No Brasil, esse dado é significativo porque as favelas continuam aumentando. As pessoas não ocupam essas áreas porque querem, mas por falta de opção. Eventos extremos, como chuvas fortes, têm acontecido cada vez com mais frequência e em menores intervalos.

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Getúlio diz que as melhores áreas ficam à disposição da especulação imobiliária e, com isso, a cidade não cumpre com sua função social. “Muito pouco dos instrumentos importantes do Estatuto das Cidades colocados à disposição saíram do papel para a realidade dos planos diretores”.

Programa de governo

Getúlio afirma que as diretrizes do programa de governo do presidente eleito foram tensionadas para garantir as reivindicações urbanas prioritárias. Neste sentido, o MapBiomas revela uma das demandas que devem ser o centro da prioridade. Não basta garantir milhões de novas moradias para solucionar o déficit habitacional, como se afirma a retomada do Minha Casa, Minha Vida para tentar reduzir o déficit de 5,8 milhões de moradias.

“No programa do Governo Lula, avançamos na priorização da regularização fundiária, reurbanização e recuperação de áreas degradadas, e não somente na produção de novas moradias”, afirmou.

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Nesse cenário desolador, o orçamento encaminhado por Bolsonaro ao Congresso Nacional praticamente zerou qualquer previsão de política de habitação para 2023. O corte iria congelar obras de 140 mil moradias. “O grande gargalo foi justamente no financiamento e desestruturação de programas”, acrescentou o dirigente da Conam.

Além disso, no início de 2021, o Casa Verde e Amarela chegou a ficar praticamente sem orçamento, quando Bolsonaro vetou e bloqueou os recursos para a área. De 2019 até o início deste ano, o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social somou mais de R$ 228 milhões em recursos. Destes, apenas R$ 6,8 milhões foram utilizados pelo governo federal sob a gestão de Jair Bolsonaro, ou seja, apenas 3% do orçamento disponível para investimentos na área.

O que isso significa: Em 2021, o governo federal concluiu apenas cerca de 20 mil unidades habitacionais do antigo faixa 1 do Minha Casa, Minha Vida (para famílias com renda mensal de até R$ 2 mil).

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Capitais

Apesar das diferenças regionais, o Norte, o Nordeste e o Sudeste concentram a maior parte das cidades com maiores crescimentos de áreas urbanizadas em favelas. A região Norte possui 13 das 20 cidades com a maior proporção de crescimento em favelas, sendo que em nove delas a área urbanizada em favelas cresceu mais do que a área urbanizada formal.

As capitais concentram a maior parte da área urbanizada em favelas, aponta a pesquisa. Manaus possui o maior crescimento da série histórica, com cerca de 10 mil campos de futebol, em 2021, um hectare equivale a um campo de futebol.

Na sequência, aparecem São Paulo, Belém, Rio de Janeiro e Salvador. Apesar das diferenças territoriais de cada cidade, houve um crescimento semelhante das áreas informais.

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Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado, Amazônia, Pantanal

Em relação aos biomas, a Amazônia (29,3%) tem a maior concentração de favelas no Brasil e a menor é no Pantanal (3,2%). O estudo aponta ainda que 25% dos municípios do Brasil viram o surgimento de sua primeira ocupação precária após 1985, e a década de 1990 foi a de maior aceleração do crescimento em área.

Outro índice que triplicou foi a de áreas urbanizadas em todo o Brasil, que passaram de 1,2 milhão de hectares, em 1985, para 3,7 milhões, em 2021, o que representa um crescimento de 3,2% ao ano.

Nos últimos 37 anos, o cerrado foi o bioma que mais perdeu vegetação nativa para áreas urbanizadas. De lá para cá, foram convertidos 156,5 mil hectares, o que corresponde a 28% do total. Em seguida vêm a mata atlântica, Amazônia, caatinga, pampa e Pantanal.

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As maiores expansões de áreas urbanizadas aconteceram nas terras de uso agropecuário. A pesquisa aponta, por exemplo, entre as áreas urbanizadas em 2021, 67,8% eram de uso agropecuário e 22,2% eram de vegetação nativa em 1985.

Segundo os pesquisadores, os números preocupam porque estados perderam mais da metade da cobertura natural para as áreas urbanizadas. Isso afeta os ecossistemas naturais em que se inserem as cidades e contribui para uma resposta cada vez menos eficiente aos desafios climáticos.

A perda total das formações naturais para áreas urbanas foi de 22,2% em 37 anos. A mata atlântica é o bioma onde as áreas urbanizadas estão mais concentradas (53%).

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São Paulo e Rio de Janeiro concentram as maiores áreas urbanizadas do país e, somados, perderam quase 38 mil hectares de vegetação nativa 26.655 hectares, em São Paulo, e 10.982 hectares, no Rio de Janeiro. Ainda no ranking dos biomas, em segundo lugar está o Cerrado (23%), seguido da Caatinga (12%), Amazônia (9%), Pampa (3%) e Pantanal (0,2%).

Fonte: Portal Vermelho

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

BRASIL: Ao perder foro, Bolsonaro terá de responder processos na Justiça comum - por Da redação

Investigações e acusações contra atual presidente serão automaticamente enviados à primeira instância, onde Bolsonaro não poderá contar com a ajuda de Augusto Aras.

Há muitas razões para Jair Bolsonaro (PL) ter dificuldade de aceitar que não será mais presidente a partir do ano que vem, para além das questões que envolvem o poder que emana da sua condição de mandatário maior da República. Ao deixar o cargo, ele deixa de ter direito ao foro especial por prerrogativa de função (foro privilegiado) e passará a ser um cidadão comum também diante da Justiça, o que fará com que tenha de responder a uma série de processos dos quais ficou resguardado até agora, especialmente graças à omissão do procurador-geral da República, Augusto Aras, seu aliado. 

Como presidente, Bolsonaro só pode responder a processos perante o Supremo Tribunal Federal (STF). Hoje, há 58 denúncias de crimes comuns contra ele que, a partir de 1º de janeiro, quando deixa o cargo, podem passar a tramitar na primeira instância da Justiça. Mas, existe a possibilidade também de haver casos que, por decisão dos ministros responsáveis, continuem no Supremo.

Leia também: STF volta julgar omissão de Bolsonaro no Fundo Amazônia.

Há quatro inquéritos autorizados pelo STF envolvendo Bolsonaro, que também conta com uma série de acusações resultantes da CPI da Covid. 

Uma das ações que tramitam na Corte diz respeito à divulgação de notícias falsas sobre a vacina contra a Covid-19, quando Bolsonaro, em transmissão de vídeo pelas redes sociais, tratou como verdadeira uma fake news associando o imunizante ao desenvolvimento da síndrome da imunodeficiência adquirida, a aids, além de proferir outras inverdades sobre o uso de máscaras. 

Apesar de o pedido de indiciamento ter sido enviado pelo ministro Alexandre de Moraes ao procurador Augusto Aras, até o momento a PGR não apresentou a denúncia. 

Outro caso envolvendo o presidente e sua predileção pelo uso de notícias falsas é o inquérito das fake news, que já existia desde 2019 e apurava a atuação de milícias digitais. Bolsonaro foi incluído devido aos seus ataques contra a lisura das urnas e do processo eleitoral, sobre a qual nunca apresentou nenhuma prova. Este caso tramita em segredo de justiça no STF. 

A interferência de Bolsonaro na Polícia Federal para proteger a si e sua família também é alvo de investigação aberta após denúncias do então ministro da Justiça Sérgio Moro.

Há ainda apurações sobre o presidente relativas ao crime de violação de sigilo funcional devido à divulgação de dados de uma investigação sigilosa sobre ataques ao TSE, novamente envolvendo falsos indícios de fraude nas urnas. 

Além destes casos, a fatura criminal de Bolsonaro conta ainda com as acusações feitas pela CPI da Covid, que até agora não seguiram seu fluxo normal devido à atuação de Aras que, inclusive, já pediu arquivamento para cinco apurações preliminares dessas denúncias. 

Leia também: STF confirma suspeição de Bolsonaro em corrupção no MEC.

Outras duas estão em andamento: sobre incitação ao crime por incentivar aglomeração e o não uso de máscara e outra sobre falsificação de documento particular, por ter apresentado um documento fraudulento como sendo oficial do Tribunal de Contas da União e que provaria haver um excesso na contabilização de mortes por covid-19. 

A este rol de acusações, há ainda a possibilidade de uma série de outras surgirem, advindas, por exemplo, do uso abusivo da máquina pública no âmbito eleitoral e até por omissão no caso envolvendo os bloqueios nas estradas. 

Ao UOL, o jurista Walter Maierovitch explicou que “quando o presidente se omite, está colaborando com o crime. Ele está se omitindo. Não pode ser preso em flagrante. Mas estão na Constituição, no artigo 85, os crimes de responsabilidade. O primeiro é atentar contra a Constituição. Por omissão, ele está atentando contra a Constituição, porque esse movimento tem como objeto acabar com a democracia e evitar a posse do presidente legitimamente eleito”. 

(PL)

Fonte: Portal VERMELHO

ELEIÇÕES 2022: Bolsonaro condena bloqueios; Ciro Nogueira confirma transição - por Priscila Lobregatte

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Em pronunciamento de apenas dois minutos, Bolsonaro diz que vai cumprir a Constituição. O ministro da Casa Civil chama Lula de presidente e diz que iniciará transição.

Após dois dias da eleição de Lula, de ver quase cem países cumprimentarem o presidente eleito e isolado no Brasil e no mundo, finalmente Jair Bolsonaro (PL) se pronunciou sem, no entanto, reconhecer claramente a vitória do oponente ou parabenizá-lo pelo resultado obtido. 

Além de agradecer pelos 58 milhões de votos recebidos, Bolsonaro condenou os bloqueios pelos prejuízos que causam à população.

O reconhecimento ao resultado do pleito e o anúncio do início do processo de transição coube ao ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, que falou logo após o presidente. 

Nogueira chamou Lula de presidente e disse que, segundo a presidenta do PT, deputada Gleisi Hoffmann, na quinta-feira (3) será formalizado o nome do vice-presidente Geraldo Alckmin. “Aguardaremos que isso seja formalizado para cumprir a lei do nosso país”, completou.

Leia também: Joe Biden diz que Lula é presidente após eleições livres, justas e críveis.

Fonte: vermelho.org.br