ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

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CAMPANHA MOVIMENTO 65

domingo, 18 de setembro de 2022

Adeus Godard, adeus cinema - por Manoel J De Souza

Foto reprodução

Jean-Luc Godard não fazia filmes sobre o cinema, mas sobre semiótica, linguagem, psicanálise, dentro de suas influências humanistas, existencialistas e marxistas

Em 2015 tive uma oportunidade incrível de assistir diversos filmes de Jean-Luc Godard no cine Humberto Mauro em BH, mostra que me serviu de constatação de que se trata de meu diretor preferido.

Minha maior imersão sobre a obra do cineasta que fez a minha cabeça desde que era adolescente e frequentava a locadora Vídeo 1 (primeira do Brasil) do meu primo Luis Renato Ribas nos anos 80 em Curitiba.

Nunca mais fui o mesmo depois que entendi que o cinema não se limitava aos filmões americanos. Existia algo mais sensual ou reflexivo no cinema Europeu que não passava despercebido, EUA fazia filmes para pessoas com idade mental inferior aos 12 anos (hoje faz para adultos com maturidade de 8 anos), e os filmes europeus eram para adultos. Somente se sentir adulto aos 15 anos de idade era algo bem excitante para um adolescente.

Assistir filmes europeus me ajudou (ou não) em minha formação intelectual, tanto quanto nas paqueras, na vida sentimental, sexual, e claro nas DRs. Nada melhor do que cinema europeu para lhe dar várias e novas problemáticas para discutir suas relações afetivas.

Acossado deve ter sido a minha primeira experiência lá pelo meio dos anos 80. Me causou um impacto imediato devido ao personagem fanfarrão, rebelde e fora da lei vivido por Jean-Paul Belmondo ao qual por óbvio me identificava. E também pela personagem de Jean Seberg, jovem, linda, moderna, dúbia, sexy e insensível, um padrão de mulher que fugi com todas as forças de forma ineficaz por quase toda a minha vida.

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Claro que depois veio não necessariamente nesta ordem, Viver a vida (1962), O Desprezo (1963), Bande à part (1964), Alphaville (1965) e Je vous salue, Marie (1985) que era tabu, proibido e até por isso, todos queriam assistir. Filmes que eram influência entre debatedores juvenis nas mostras de cinema das salas de artes do século passado, e que muitos no Brasil só puderam assistir após o fim da ditadura devido à censura. Depois mais maduro conheci meus preferidos La Chinoise (1967) e Adeus a Linguagem (2014).

Um cineasta que tinha algo para dizer, não somente sobre o cinema (Passion, 1982), mas sobre ideias, teorias e sobre o espírito intelectual do tempo em que viveu. Seus filmes tratavam sobre liberdade, sexualidade, modernidade, distopia, inconsciente, existencialismo, política, religião, socialismo, capitalismo, estética, linguagem, cinema e tudo mais que foi relevante para ele e seus amigos na medida que amadureciam intelectualmente ao longo da vida.

Foto: Reprodução

Diferentemente do que cinéfilos acham, Jean-Luc Godard não fazia filmes sobre o cinema, mas sobre semiótica, linguagem, psicanálise, dentro de suas influências humanistas, existencialistas e marxistas. Ele era o pensador Francês que fez do cinema o que discutia nas relações com seus contemporâneos e amigos, que estavam entre os maiores filósofos, psicanalistas, semioticistas, sociólogos Franceses de seu tempo.

Godard tinha domínio sobre o que discutia, de tal forma, que todos que não leram minimamente os autores que eram seus amigos, ainda não entendeu sobre do que se trata a obra deste pensador que se manifestava por meio do cinema.

Ele teve controle mais de sua obra e sua vida, do que teve de seu entorno, tão conturbado, como a vida de qualquer outro grande gênio.

A necessidade deste controle, pode ser manifesta em Adeus a Linguagem (2014) sua obra prima, que só deve ser assistida em versão 3D após 7 anos de analise lacaniana e leitura das obras primas de seus principais contemporâneos franceses. Neste filme, ele apresenta de forma residual (restos), e através de exercícios conceituais visuais que atravessam o enredo, paisagens e personagens, diversas das teses que marcaram os diálogos intelectuais entre ele e seus amigos. É quase um manual de problemáticas da intelectualidade francesa expressa em filme, sem em momento algum assim se apresentar.

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O cinema como ele conheceu e pode exercitar morreu junto com as grandes salas de cinema, e foi enterrado graças aos serviços de streaming, que fazem filmes com base em pesquisa de opinião e algoritmos, paralelo com o pesadelo distópico da sociedade perfeita que o diretor apresentou em Alphaville (1965).

Ele como outros grandes cineastas andavam declarando isso de uma forma ou de outra, de que se tratava do fim de um tempo e fim do cinema como um dia foi, uma experiência de descoberta e de expressão de ideias através da arte e da técnica, da qual a subjetividade era fundamental.

Godard viveu para expressar ideias no cinema. Seu suicídio assistido em 13 de setembro de 2022 aos 91 anos é emblemático, e representa o controle sobre a vida, a morte e sua própria obra, dando um fim por escolha, tal qual o entendimento que tinha sobre “pulsão de morte”, de “corte do desejo”, do “ao menos um”, e de outras teses com origem na psicanálise.

Godard disse ao deixar o plano, que ama a vida e o cinema, por isso disse Adeus! Deu seu último corte abrupto como em seus primeiros filmes da nouvelle vague, sem explicações, como no fim de um seção de psicanálise. Vã para casa pensar depois deste corte.

Fez isso, ninguém sabe a razão, mas dá para supor que um homem com a sua maturidade intelectual, deve ter chego a conclusão de que, se já não é mais possível ter prazer (com o mundo, com o cinema), que se exercite o direito de se retirar de cena, deixando rastros do invisível no plano, e no contra plano interrogações, como em sua própria obra.

As opiniões expostas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do Portal Vermelho.
Fonte: Portal VERMELHO

Fundo eleitoral: apenas 5 partidos cumprem cota para mulheres e negros - por André Cintra

A deputada estadual Leci Brandão e o deputado federal Orlando SIlva, que concorrem à reeleição pelo PCdoB-SP: partido é um dos cinco que respeitam as cotas do Fundo Eleitoral.

Os negros, por exemplo, respondem por 50,4% dos candidatos, mas receberam apenas 36% de verba do Fundo. Já as mulheres – que são 35% dos nomes que concorrem nas eleições 2022 – foram contempladas com 30,8% dos recursos.

A maioria dos partidos brasileiros não respeita a cota do Fundo Eleitoral que deve ser destinada a candidaturas de mulheres e negros. Conforme levantamento do G1 com base na prestação de contas apresentadas pelas campanhas até a última quinta-feira (15), apenas cinco legendas repassaram os recursos na proporção estabelecida pela legislação eleitoral.

De acordo com a lei, os partidos têm de destinar às mulheres e aos negros parte do Fundo Eleitoral proporcional à representação desses segmentos no conjunto das candidaturas. Os negros, por exemplo, respondem por 50,4% dos candidatos, mas receberam apenas 36% de verba do Fundo. Já as mulheres – que são 35% dos nomes que concorrem nas eleições 2022 – foram contempladas com 30,8% dos recursos.

G1 se baseou apenas nas “prestações de contas dos candidatos e candidatas classificadas como aptas a concorrer este ano, cerca de 27 mil, segundo o TSE. Com os dados informados pelos candidatos, foram somados os valores recebidos do Fundo Eleitoral, considerando as mulheres e aqueles que se identificaram como pretos ou pardos”.

Não haverá punições a princípio porque o TSE, ao analisar as contas partidárias, só terá como referência a última prestação de cada legenda, que lançada após a campanha. Se a regra tivesse de ser cumprida já na primeira prestação de contas, oito partidos atenderam as cotas de cor e raça. No caso das mulheres, o número sobe para 14. Mas somente cinco partidos – PCdoB, PMB, PRTB, PSTU e Rede – estão simultaneamente quites com as duas cotas.

Fonte: https://vermelho.org.br

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

EDUARDO VASCONCELOS APOIA JÚLIA ARRUDA CANDIDATA A DEPUTADA ESTADUAL ! "UMA MULHER DE FIBRA E SABE O QUE QUER E COMO LUTAR!" - EDUARDO VASCONCELOS

EDUARDO VASCONCELOS E A FUTURA DEPUTADA ESTADUAL, JÚLIA ARRUDA - 65.777

Hoje (15) no início da tarde, o radialista, blogueiro, presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC-RN e presidente do Diretório do PCdoB de NOVA CRUZ-RN se encontrou com a Candidata a Deputada, JÚLIA ARRUDA - 65.777, aqui em NOVA CRUZ, onde discutiram temas inerentes ás reais necessidades da população novacruzense, bem como a elaboração de um documento que brevemente será entregue a candidata até o final de setembro.

Júlia Arruda é vereadora por Natal e hoje almeja uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte para ampliar não só a sua experiência que teve na Câmara Municipal de NATAL, mas também ampliar as suas ideias/projetos a nível estadual.

Para Eduardo, Júlia Arruda é sim uma parlamentar experiente, com ideais voltado para a população carente, buscando através de leis ampliar DIREITOS a favor dos mais humildes e carentes no Estado do Rio Grande do Norte.

Portanto, Eduardo Vasconcelos, sente-se tranquilo e com a consciência tranquila por ter feito a escolha certa. Concluiu, Eduardo Vasconcelos. Lula Lá, Fátima Bezerra Aqui e Júlia Arruda na Assembleia Legislativa na defesa do seu povo do seu Estado. Concluiu, Eduardo Vasconcelos.

VOTAR CONSCIENTE É FICAR COM A CONSCIÊNCIA TRANQUILA! 

Fonte: Eduardo Vasconcelos - Blogueiro!

terça-feira, 13 de setembro de 2022

Estudantes se reúnem em solidariedade contra a fome e a carestia

(Foto: Karla Boughoff)

No momento mais grave do país desde a sua redemocratização, movimentos denunciam a independência incompleta, carestia que só aumenta a cada dia e o Grito dos Excluídos volta às ruas.

POR QUE LUTAR A FAVOR DA SOLIDARIEDADE E CONTRA A CARESTIA E A FOME.

O que vamos te falar você já notou nos supermercados, nas lojas e nos postos de gasolina. A sensação que a população brasileira tem a cada instante é que a inflação não para de rasgar seus bolsos, mas tudo isso tem explicação. 

O último reajuste real do salário mínimo ocorreu há 4 anos, o que coincidentemente (ou não) é o mesmo período em que Bolsonaro está à frente do governo brasileiro. Não há um ajuste real por conta de, em todos esses anos, a população não ter tido equivalência no poder de compra. O que significa que o salário mínimo aumenta, mas isso não tem significado nada na prática. 

A batata está 66,82% mais cara, o leite 66,46% mais caro e o café 58,12% mais caro.  Em São Paulo, o litro do leite chegou a ser mais caro do que o litro da gasolina. Os 12 alimentos que compõem grande parte das cestas básicas sofreram aumentos, mas o salário mínimo não, aproximando a população brasileira da fome. 

A fome crônica no Brasil atingiu 4,1%, segundo dados da FAO, o que inseriu o país novamente no Mapa da Fome das Nações Unidas. A carestia, o preço elevado, acima do valor real, faz parte da realidade atual e com ela, o aumento da fome.

Confira fotos do dia:



Créditos das imagens: Karla Boughoff

Fonte: UBES

Ipec: reprovação de Bolsonaro aumenta e chega a 59% - por Bárbara Luz

 

Jair Bolsonaro | Foto: Evaristo Sá/AFP

O levantamento também mostra que 45% dos brasileiros consideram o governo Bolsonaro ruim ou péssimo. Pesquisa foi realizada entre 9 e 11 de setembro.

A pesquisa Ipec (ex-Ibope), encomendada pela TV Globo e divulgada na noite desta segunda-feira (12), aponta que 59% dos brasileiros desaprovam a administração de Jair Bolsonaro (PL) no governo. Os que aprovam somam 35% e outros 5% não souberam responder.

Em relação a rodada anterior, divulgada em 5 de setembro, Bolsonaro registrou uma queda na aprovação, indo de 38% para 35%, acima da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Já o número dos que desaprovam o governo oscilou para cima, dentro da margem de erro, passando de 57% na última semana para 59% nesta. Desde o início das pesquisas, em 15 de agosto, Bolsonaro não registrava mudanças em suas avaliações, oscilando apenas dentro da margem de erro.

Leia mais: Bolsonaro chega à véspera do 7 de Setembro golpista com 57% de rejeição

Segundo a pesquisa, o pior desempenho do presidente é entre moradores da região Nordeste, onde ele tem 71% de reprovação. Eleitores sem religião ou que não são católicas ou evangélicas representam 66% e católicos, moradores de periferias e pessoas com renda familiar de até um salário-mínimo são 64%.

45% julgam administração ruim ou péssima

O levantamento também mostra que 45% dos brasileiros consideram o governo Bolsonaro ruim ou péssimo, antes eram 43%. Para 23%, a gestão é regular, antes eram 25%, e para 30% ela boa ou ótima (mesmo índice da semana anterior).

O Ipec entrevistou 2.512 pessoas entre 9 e 11 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE sob o protocolo BR-01390/2022.

Fonte: https://vermelho.org.br

POLÍTICA: Lula alcança 46% e mantém chance de vitória no 1º turno, indica Ipec - por Murilo da Silva

Foto: Diogo Zacarias
Vantagem chega a 15 pontos após os atos de 7 setembro promovidos por Jair Bolsonaro. Ao se considerar apenas os votos válidos, Lula teria 51%.

A nova pesquisa do Instituto Ipec (antigo Ibope) para presidente da República divulgada nesta segunda-feira (12) mostra que o ex-presidente Lula (PT) avançou para 46%, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) se manteve com 31%, com base na última pesquisa do instituto divulgada em 5/9.

Com isso, a vantagem de Lula que era de 13 pontos passa para 15, após os acontecimentos do 7 de setembro, bicentenário da república. Considerando apenas os votos válidos (excluindo brancos e nulos), Lula teria 51% e venceria no 1º turno.

Já Ciro Gomes (PDT) marcou com 7% e Simone Tebet (MDB) tem 4%, ficando empatados na margem de erro. Felipe d’Avila (Novo) e Soraya Thronicke marcaram 1%. Os demais candidatos não atingiram 1%. Brancos e nulos somaram 6% e não sabem ou não responderam 4%.

Confira os números:

  • Lula (PT): 46% (44% na pesquisa anterior, em 5/9)
  • Jair Bolsonaro (PL): 31% (31% na pesquisa anterior)
  • Ciro Gomes (PDT): 7% (8% na pesquisa anterior)
  • Simone Tebet (MDB): 4% (4% na pesquisa anterior)
  • Felipe d’Avila (Novo): 1% (1% na pesquisa anterior)
  • Soraya Thronicke (União): 1% (1% na pesquisa anterior)
  • Constituinte Eymael (DC): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Léo Péricles (UP): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Padre Kelmon (PTB): 0% (não estava na pesquisa anterior)
  • Sofia Manzano (PCB): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Vera (PSTU): 0% (0% na pesquisa anterior)
  • Branco/nulo: 6% (6% na pesquisa anterior)
  • Não sabe/não respondeu: 4% (5% na pesquisa anterior)

2º turno

A pesquisa também considerou um cenário de 2º turno entre Lula e Bolsonaro. Neste caso o ex-presidente Lula teria 53% das intenções de voto contra 36% de Jair Bolsonaro. Na pesquisa de 5/9 o resultado era de Lula 52% e Bolsonaro com os mesmos 36%.

A pesquisa do Ipec foi encomendada pela Globo e ouviu 2.512 pessoas entre 9 e 11 de setembro. A margem de erro é de 2% para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. Registro no TSE nº BR-01390/2022.

Fonte: https://vermelho.org.br

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Lula se reunirá com representantes de 900 cooperativas de todo o país - por Sueli Scutti

Foto: Divulgação/Brasil da Esperança

O encontro, que será em São Paulo na quarta dia 14/9, vai discutir políticas públicas para incentivar economia solidária, desenvolvimento, emprego, renda e produção.

Durante a reunião, o candidato da coligação Brasil da Esperança receberá dos trabalhadores das 900 cooperativas uma carta com propostas do setor para um eventual governo que ele venha a exercer caso vença a eleição para presidente da República no próximo dia 2 de outubro. O evento será transmitido pelas redes sociais da campanha de Lula e Alckmin.

O encontro é voltado para trabalhadores e trabalhadoras reunidos em várias cooperativas: União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias (Unicopas), União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários (Unisol Brasil) e Unicatadores (formada pelo Movimento Nacional de Catadores e Catadoras de Material Reciclável).

A carta que será entregue a Lula destaca a importância da economia solidária para o desenvolvimento para o país, criação de empregos, geração de renda e produção para o mercado interno, especialmente de alimentos, que serão fundamentais para o combate à fome.

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As entidades também ressaltam que a economia solidária só pode atingir seu pleno desenvolvimento com a preservação ambiental e a regulação da exploração dos recursos naturais que garantam sustentabilidade do meio ambiente e expansão da reciclagem de materiais feita de forma cooperada.

Em junho deste ano, quando esteve em um evento sobre cooperativismo no Rio Grande do Sul, o ex-presidente lembrou dos desafios que viu durante seus oito anos de mandato e das lições que aprendeu naquele período, quando tentou ajudar a aumentar o número de cooperativas instaladas no Brasil. “Em uma reunião para ver os resultados, percebemos que tinha aumentado o número de cooperados mas não havia aumentado proporcionalmente o número de cooperativas. Aí eu aprendi a lição mais importante: você não cria cooperativa de cima para baixo, como se pudesse plantar uma árvore com as folhas enfiadas na terra e a raiz para cima. Uma cooperativa, para dar resultado, tem que vir do povo a partir das suas necessidades, a partir da sua realidade”, ressaltou.

No mesmo encontro, ele disse que “cabe ao governo criar condições para facilitar a organização, depois facilitar o crédito e depois, num primeiro momento, até ajudar, comprando os produtos das cooperativas”, conforme foi feito em boa parte do período dos governos populares, quando o governo federal financiava, por exemplo, a aquisição de produtos da agricultura familiar.

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Programa de governo

Nas diretrizes do plano de governo da campanha de Lula e Alckmin, ao abordar a necessidade de o Brasil criar oportunidades de trabalho e de emprego, se destaca que “vamos estimular a economia solidária, a economia criativa, a economia verde inclusiva e o empreendedorismo social, que têm elevado potencial de inclusão produtiva, geração de renda e inovação social”. E também entende ser necessário estender “o apoio ao cooperativismo, ao empreendedorismo e às micro e pequenas empresas”.

O plano se propõe também a adotar “políticas de fomento e fortalecimento de redes e cadeias produtivas e outras iniciativas de cooperativismo, de facilitação do acesso a mercados e ao crédito e de estímulo à inovação, baseados na conservação, na restauração e no uso sustentável da nossa biodiversidade”.

Fonte: https://vermelho.org.br