ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Brasil - Bolsonaro quer vender todas as empresas públicas brasileiras


 

O amplo programa de privatizações do candidato de extrema direita, Jair Bolsonaro (PSL), prevê o desmonte total de praticamente todo o patrimônio público brasileiro. 

Por Tatiana Melim


Se vencer as eleições no segundo turno, em 28 de outubro, ele pretende desnacionalizar, vender para grupos internacionais, ou fechar empresas que prestam serviços essenciais à população, como o fornecimento de água, energia e crédito bancário, além da chamada joia da coroa, o Pré-Sal brasileiro, a terceira maior reserva de petróleo do mundo. E tudo isso para pagar a dúvida pública e não para investir no Brasil e na qualidade de vida dos brasileiros.

Trabalhadores e especialistas alertam que, além das privatizações fecharem milhares de postos de trabalho, nenhum país do mundo se desenvolveu de forma sólida sem que tivesse como base uma indústria nacional forte, em especial nos setores estratégicos, como é o caso do petróleo.

Não é o que pensa Bolsonaro e sua equipe que colocaram na mira do capital privado empresas públicas e estatais, como Petrobras, Eletrobras e Caixa Econômica Federal, entre outras. O mentor da plataforma econômica de Bolsonaro, o banqueiro e economista ultraliberal Paulo Guedes, já deixou claro em declarações à imprensa, mais de uma vez, que pretende promover a privatização de “todas” as estatais, justificando que essa seria uma forma de reduzir o endividamento público. 

As intenções e declarações, tanto do presidenciável do PSL quanto do seu guru econômico, estão escritas também em seu plano de governo, que diz expressamente que algumas estatais serão simplesmente extintas, outras entregues à iniciativa privada e uma minoria poderá ser preservada.

No programa não há a especificação de quantas ou quais das 147 empresas da União seriam vendidas. A única definição é que “todos os recursos obtidos com privatizações e concessões deverão ser obrigatoriamente utilizados para o pagamento da dívida pública”, ou seja, nenhum centavo retornará em benefícios para o Brasil e os brasileiros.

Especialistas e trabalhadores dos setores que estão na mira das privatizações contestam as justificativas de Bolsonaro e afirmam que as propostas do presidenciável não passam de uma extensão do desmonte do patrimônio público iniciado pelo ilegítimo e golpista Michel Temer (MDB-SP).

“O programa pretende seguir exatamente o que Temer já está fazendo no Brasil, ou seja, vendendo tudo. Estão abrindo mão do patrimônio que o povo brasileiro ajudou a construir, ignorando completamente que a maioria da população é contra a privatização”, diz o petroleiro e coordenador do Comitê em Defesa das Estatais da CUT, Roni Barbosa.

Além disso, completa o dirigente, a proposta desconsidera a importância do fortalecimento dessas empresas no investimento em tecnologia e ciência e na geração de postos de trabalho no Brasil e para os brasileiros e não para os estrangeiros. “A cadeia produtiva de petróleo, por exemplo, é responsável pela geração de milhões de empregos no país”, alerta Roni, que também é secretário de Comunicação da CUT.

O economista e técnico do Dieese da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Cloviomar Cararine, reforça a avaliação feita por Roni e acrescenta que essa proposta vai contra os interesses políticos, econômicos e estratégicos do país.

Se não fosse o Estado brasileiro, diz ele, provavelmente o Pré-Sal não teria sido descoberto. “Considerando os altos riscos envolvidos, uma empresa privada não arriscaria o investimento. A descoberta só foi possível porque uma empresa pública, a Petrobras, investiu na pesquisa tecnológica e confirmou a presença dessa riqueza em solo brasileiro”, explica.

O economista do Dieese lembra ainda que a proposta de privatizar tudo o que é possível para pagar a dívida pública já foi apresentada na década de 1990 e não resolveu o problema. “Além de abrir mão da soberania nacional, as privatizações não garantem o pagamento da dívida nem a melhora do serviço e/ou redução de tarifas”.

“Para que privatizar empresas públicas estratégicas, como a Petrobras, sem deixar claro qual o objetivo diante do debate em torno da dívida pública e de experiências passadas que se mostraram ineficazes?”, questiona.

É o que pergunta também o economista e técnico do Dieese da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Gustavo Teixeira. Ele lembra que um setor que foi amplamente privatizado na década de 1990 foi a distribuição de energia elétrica.

“E, ao contrário da expectativa do governo, as desestatizações se mostraram incapazes de resolver a crise fiscal”, lembra Gustavo, citando a nota técnica do Dieese, que mostra que entre 1995 e 2003, a dívida líquida do setor público passou de 28% para 52% do Produto Interno Bruto (PIB).

“Além disso, não aumentaram a eficiência, os preços crescem acima da inflação e a qualidade do serviço ainda é muito inferior da desejada pela população”, diz o economista.

Isso sem falar que as estatais federais, nos últimos 15 anos, distribuíram mais de R$ 250 bilhões de dividendos para a União. "Por que, então, vender empresas que garantem dividendos para o governo e podem ser responsáveis por gerar receitas no futuro?", questiona.

Na contramão do mundo

Os dois economistas do Dieese denunciam, ainda, que as propostas apresentadas por Bolsonaro vão na contramão do que está sendo feito no mundo. Países classificados como liberais, como é o caso do Reino Unido, que aderiu à cartilha dos economistas da Escola de Chicago – a mesma de Paulo Guedes - na década de 1990, estão tendo de voltar atrás e reestatizar empresas estratégicas. 

“É o caso do serviço de água e esgoto. Com tanto problema na qualidade e oferta do serviço, os ingleses decidiram reestatizar, pois perceberam que é um serviço básico e essencial à população”, diz Cloviomar Cararine, técnico do Dieese da FUP.

É possível verificar esse processo por meio de uma plataforma com o “mapa das reestatizações” criada pelo Observatório Corporativo Europeu e pelo Instituto Transnacional de pesquisa e defesa de um planeta justo, democrático e sustentável.

De acordo com a análise das informações coletadas, entre 2000 e 2015, foram identificados 235 casos de remunicipalização de sistemas de água, abrangendo 37 países e afetando mais de 100 milhões de pessoas. Acesse o site aqui.

“Até mesmo o governo liberal de Donald Trump, que o Bolsonaro tanto adora, está criando uma política de conteúdo local e proteção das empresas nacionais”, completa Cloviomar.

Haddad é o oposto

Já o programa do candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, diz justamente o oposto e defende a suspensão da política de privatização de empresas estratégicas para o desenvolvimento nacional e da venda de terras, água e recursos naturais para estrangeiros.

“É preciso qualificar os concursos públicos e conter a privatização e a precarização dos serviços públicos, expressas pela terceirização irrestrita e pela disseminação de modelos de gestão e agências capturados e controlados pelo mercado”, diz trecho do programa de governo.

Para recuperar a capacidade do Estado em investir nos serviços públicos, Haddad se comprometeu a revogar a PEC do Teto. “O congelamento de gastos por 20 anos impõe severos prejuízos à população. Nós não teríamos condições de contratar médicos, professores, policiais na vigência da Emenda Constitucional 95 e o povo está pedindo mais saúde, educação e segurança. Sem investimento não se pode dar assistência ao povo”, disse Haddad no encontro com sindicalistas nesta quarta-feira (10).

“É uma contradição do nosso adversário manter todas as medidas do Temer e dizer que vai oferecer mais serviços públicos”.

Segundo o programa de governo, a crise de representatividade do sistema político é também uma crise da capacidade do Estado prover serviços públicos. Por isso, diz o programa, “é necessário estabelecer maior associação entre os valores republicanos, gestão pública e demandas da população por serviços públicos de qualidade, garantindo ao Estado instrumentos para induzir o crescimento econômico e reduzir desigualdades”.

“A relação entre os interesses públicos e privados deve se pautar pela mais absoluta transparência”, conclui o documento.


Fonte: CUT, com  http://www.vermelho.org.br

Como ministro, Haddad fez avançar valorização do professor

 
A criação do Piso Salarial Nacional do Magistério em 2007 pelo ministro da Educação, que à época era Fernando Haddad, foi um marco histórico na valorização dos professores no Brasil. A avaliação é de Valéria Morato, presidenta do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro-MG) e presidenta da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-MG). “Foi uma conquista da qual não podemos abrir mão”, afirmou.

Por Railídia Carvalho


Valéria é professora há 32 anos e afirmou que na sua trajetória é a primeira vez que saem do papel iniciativas para a valorização do professor. “O governo de Lula com Haddad ministro trabalhou democraticamente ouvindo os professores, dando voz à categoria e entendendo minimamente o que os professores precisavam e precisam”, afirmou Valéria ao Portal Vermelho.

A lei do piso salarial nacional do magistério foi uma iniciativa do Ministério da Educação sob a gestão Haddad. Sancionada em 2008 pelo ex-presidente Lula, a lei 11.738, de 16 de julho de 2008, estabeleceu um salário mínimo para professores do ensino básico, formados no magistério e com 40 horas semanais de trabalho. Para 2018, o valor é de R$ 2.455,35, válido como referência para todo o país.

Haddad no MEC: Professor viu direito virar realidade

“Ter conseguido o piso nacional do magistério foi para nós uma grande conquista. Antes da lei, cada Estado pagava um salário para os professores. Não havia parâmetro. Os professores da região Sul recebiam um piso diferente do Nordeste. Ter um parâmetro nacional valoriza formação, carga horária e também possibilita formação continuada, ou seja, entende o professor como um todo”, avaliou Valéria (foto).

Além de estabelecer um mínimo, a lei reserva um terço da carga horária do professor para que ele, fora da sala de aula, possa avaliar o próprio trabalho e se dedicar à formação. Valéria ainda lembrou que o governo de Lula e Haddad ministro se propôs a complementar o salário dos professores nos Estados que comprovassem que, por questões orçamentárias, não conseguiriam cumprir o piso.

Valéria afirmou que a lei ainda não é cumprida em muitos estados. Em outros lugares como o Maranhão, o valor é bem acima do que é estabelecido em lei. O governador Flávio Dino (PCdoB), reeleito no dia 7 de outubro, elevou neste ano para R$ 5,750 o salário de um professor do ensino básico em início de carreira. 

“Vale lembrar que a lei estabelece um mas os estados podem pagar a mais. É o caso do Maranhão. O piso de lá é o nosso sonho”, comentou Valéria. Os professores ensino básico do Maranhão são os mais bem remunerados do país.

“Sem a valorização econômica o professor precisa se desdobrar, ou seja trabalhar em vários horários. Ele também precisa investir na sua formação, que é permanente. A gente tem que preparar a aula, dar a aula e avaliar a aula antes, durante e depois. Se você recebe um valor abaixo, tem que se desdobrar daí quando vê adoece. O professor sobrecarregado tem mais propensão ao adoecimento”, completou Valéria.

Sobre a disputa presidencial entre Fernando Haddad e Jair Bolsonaro (PSL), ela confia na escolha dos professores: “Eles saberão reconhecer qual projeto melhor os representa. Saberão distinguir qual projeto acredita e valoriza a educação e o professor como sujeitos primordiais nesse processo de ensino aprendizagem e para a formação de cidadãos e democratas”.

Haddad valoriza, Bolsonaro desqualifica professor

Na opinião da dirigente, o projeto de Bolsonaro dispensa o papel do professor. “O processo educacional envolve professor, aluno e projeto político pedagógico. A valorização da educação passa por escolhermos um projeto que reconheça o papel do professor na sociedade. O Bolsonaro desqualifica o professor, torna os professores dispensáveis, propõe que os alunos fiquem dentro de casa a partir dos 11 anos”, enfatizou Valéria.

Em entrevista no início do mês ao jornal O Globo Bolsonaro cogitou educação à distância para crianças no ensino básico. Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação, criticou a ideia em sua página do facebook. 

“Sabe o que é educação a distância? Não há mais, uniforme, calçado, merenda. Não há mais escola, como lugar aonde as crianças e adolescentes vão. Não haverá mais professora, professor, em contato direto com seu filho”, escreveu Janine. Segundo ele, educação à distância pode dar certo para um público de maior faixa etária mas não vai funcionar para crianças e adolescentes.

Valéria reiterou que em se concretizando o projeto de Bolsonaro seria o sucateamento e a total eliminação da educação pública de qualidade. “Seria a entrega da educação para a iniciativa privada. O filho do trabalhador não terá mais vez de estudar, de se formar para superar a condição que lhe é imposta por uma sociedade desigual”.

A valorização e qualificação do professor continua como uma das metas da chapa Fernando Haddad e Manuela d´Ávila. Ambos propõem a criação de uma política nacional que impacte nas estruturas de formação inicial e continuadas dos professores. O Piso Salarial Nacional será garantido e serão criados novos instrumentos para assegurar a permanência dos professores nas unidades de ensino.


Do Portal Vermelho

Bolsonaro quer tirar alunos da escola com educação à distância

 

Jair Bolsonaro defende educação à distância até para os alunos de Ensino Fundamental. Para Bolsonaro, o aluno poderia ir às escolas apenas para fazer provas e aulas práticas, a depender da disciplina. O candidato disse ainda que esse regime ajuda a “baratear” o ensino.


O segundo turno é época de comparar propostas sobre temas importantes para o país. Neste 15 de outubro, Dia dos Professores, a educação foi o tema central. Fernando Haddad (PT) tem na bagagem a experiência como ministro da Educação no governo Lula. Criou o Fundeb, o piso nacional dos magistrados, o Prouni, ampliou o número de creches, ampliou e reestruturou o Fies, ajudou a elevar o orçamento da educação para 6% do PIB nacional (e propõe agora levar a 10%). 

Entre as suas muitas propostas de governo, estão uma nova reforma do Ensino Médio e a ampliação da educação integral – quanto mais tempo crianças e adolescentes passam nas escolas, mais inclusão. 

Já Jair Bolsonaro vai na direção contrária. Afirma em seu programa de governo que dará ênfase à educação infantil, básica e técnica. Mas não dá detalhes. A plataforma fala de forma vaga que o conteúdo e método de ensino precisam ser mudados. "Mais matemática, ciências e português", diz o texto.

Bolsonaro pretende incluir no currículo escolar as matérias educação moral e cívica (EMC) e organização social e política brasileira (OSPB), disciplinas herdadas da ditadura militar.

O candidato tem ainda intenção de ampliar o número de escolas militares, fechando parcerias com as redes municipal e estadual. No mais, a proposta de Bolsonaro para a educação parece ser justamente acabar com a educação pública e tirar os alunos da escola. 

Ao contrário de Haddad, que quer o aluno mais tempo na escola, Bolsonaro defende educação a distância até para os alunos de Ensino Fundamental. Para Bolsonaro, o aluno poderia ir às escolas apenas para fazer provas e aulas práticas, a depender da disciplina. O candidato disse ainda que esse regime ajuda a “baratear” o ensino. Ele argumentou que esse tipo de metodologia pode ajudar a combater o "marxismo" que ele diz ver nas escolas. 

"Conversei muito sobre ensino a distância. Me disseram que ajuda a combater o marxismo. Você pode fazer ensino a distância, você ajuda a baratear", afirmou o presidenciável, ao ser questionado por jornalistas sobre propostas para a educação.

Perguntado sobre em qual etapa da educação pretendia investir no ensino à distância, respondeu: "No fundamental, médio, até universitário. Todos podem ser à distância, depende da disciplina. Fisicamente em época de prova ou aula prática". Preocupado com o que ele chama de "doutrinação ideológica das crianças", o presidenciável ignora o fato de que tirar as crianças da escola exigirá ter um adulto em casa para cuidar delas. Ou seja, o pai ou mãe terão de largar seu emprego. 

Com uma campanha toda pautada pelas notícias falsas, Bolsonaro também tem se colocado contra um suposto kit gay – que não existe nem nunca existiu – que Haddad teria distribuído nas escolas, fato já desmentido por diversas agências de checagem de informação. O que Haddad realmente distribuiu foi comida de verdade para a merenda escolar (pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar) e ônibus, lanchas e bicicletas para transporte escolar (pelo programa Caminho da Escola). Haddad foi também o ministro da Educação que mais distribuiu oportunidades para as pessoas cursarem o Ensino Superior:

Como disse Fernando Haddad, a fake news do kit gay é um desrespeito aos professores: “Você acha que uma professora brasileira primária ia aceitar esse tipo de coisa dentro da sala de aula? É um desrespeito ao magistério, é um desrespeito às professoras, é uma mentira deslavada de quem não tem projeto”.


Fonte: Agência PT de notícias, BBC e programa de governo de Bolsonaro

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Brasil - Haddad na CNBB: Defesa de direitos e pedido de apoio contra fake news

Fernando Haddad: "Forças democráticas estão se unindo"
Ricardo Stuckert


O candidato à presidência pelo PT, Fernando Haddad se encontrou nesta quinta-feira (11) com o secretário-geral da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Steiner. Haddad reiterou compromisso com a revogação da Emenda Constituicional 95 (EC 95) e também da reforma trabalhista. Ele também pediu a Dom Leonardo que recomende aos católicos que fiquem atentos às fake news.

Por Railídia Carvalho

O candidato à presidência pelo PT, Fernando Haddad se encontrou nesta quinta-feira (11) com o secretário-geral da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Steiner. Haddad reiterou compromisso com a revogação da Emenda Constituicional 95 (EC 95) e também da reforma trabalhista. Ele também pediu a Dom Leonardo que recomende aos católicos que fiquem atentos às fake news.


A defesa dos direitos sociais e trabalhistas foi o que levou organismos e pastorais da CNBB, entre elas a Comissão Pastoral da Terra e a Conferência dos Religiosos do Brasil, a publicar em agosto o manifesto “Resistência democrática, unidos pela justiça e paz”. O documento é uma espécie de orientação para as eleições. Nele, as entidades pedem a revogação do teto de gastos e da reforma trabalhista, entre outras reivindicações. 

Fake news

A disseminação de fake News também foi outro ponto debatido entre Dom Leonardo e Haddad. Na segunda-feira (9), o secretário da CNBBcriticou as fake News, em entrevista ao portal UOL, e disse esperar um debate mais amadurecido neste segundo turno. 

Entre as notícias falsas veiculadas pela campanha de Bolsonaro está a de que o candidato petista teria distribuído kit gay para crianças. "Jamais houve distribuição de material impróprio para crianças. Isso seria um desrespeito com professoras e diretoras", desmentiu Haddad.

Fernando Haddad tratou de outros temas, entre eles combate à corrupção e fortalecimento das instituições democráticas e afirmou que todos os governadores do PSB divulgaram apoio a ele, assim como o PDT do candidato Ciro Gomes. “As forças democráticas estão se unindo”, reiterou o ex-prefeito de São Paulo.

Protesto de dois homens que vestiam camisetas em apoio a Jair Bolsonaro em frente à CNBB impediu que o candidato do PT desse uma entrevista coletiva ao final do encontro com Dom Leonardo. A equipe de Haddad alegou questões de segurança para realizar a entrevista em novo local. Os homens ainda seguiram o grupo por algumas quadras.

Do Portal Vermelho com informações 

BRASIL: PCdoB é indispensável à democracia

 

Foto divulgação

“Negar ao PCdoB o direito a representação parlamentar, com sua história de luta pelas liberdades desde os primórdios da República, não condiz com os ideais democráticos da nação brasileira.”


O PCdoB obteve até agora 1,35% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados. Ainda não é o resultado definitivo, pois, até a proclamação dos resultados pela Justiça Eleitoral nos estados e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), esse número pode ser alterado. Portanto, não está definido ainda se o Partido cumpriu a cláusula de desempenho. Diante desse fato, veículos da mídia têm feito matérias depreciando a legenda comunista, insinuando, como fazem desde 1922, a sua extinção, tentando lançá-la na vala comum.

O resultado das eleições em curso de 2018 e, também, de 2016, comprovam que o PCdoB segue como um partido com destacada atuação na vida política e social do Brasil. 

O Partido reelegeu o governador do estado do Maranhão, Flávio Dino, no primeiro turno e com uma votação consagradora; elegeu sua presidenta, Luciana Santos, vice-governadora do estado de Pernambuco, junto com Paulo Câmara (PSB) governador; elegeu nove deputados e deputadas federais, podendo chegar a dez; e elegeu vinte e um deputados e deputadas estaduais. O PCdoB, em 2016, elegeu mil vereadores, 82 prefeitos, entre eles Edvaldo Nogueira de Aracaju,109 vice-prefeitos, entre os quais Luciano Siqueira de Recife. Manuela d’Ávila, hoje candidata a vice-presidente da República na chapa de Fernando Haddad, em eleições anteriores, foi campeã de votos no Rio Grande do Sul.

Esses dados mostram que o PCdoB é respaldado pelo voto popular em todo o país. Excluí-lo da Câmara dos Deputados, por força de uma lei de cunho antidemocrático, que fere princípios constitucionais como o que assegura o pluralismo partidário e o direito de livre atuação das minorias políticas, seria um grave retrocesso.

O PCdoB está presente na Câmara dos Deputados, com parlamentares eleitos por sua legenda desde 1986, um ano depois da redemocratização. Participou ativamente da Assembleia Nacional Constituinte de 1988, assim como participara da de 1946. Em quase um século de existência, esteve no parlamento em praticamente todos os períodos em que atuou na legalidade – uma participação que remonta à República Velha. E nos períodos autoritários e ditatoriais se destacou na defesa da retomada das liberdades democráticas.

Além da atuação parlamentar, é um Partido que administra cidades, como faz com grandes realizações em Aracaju, e, com grande êxito, aos olhos do Brasil, o Estado do Maranhão. Além dessa dimensão, o PCdoB é um partido permanente. Atua no cotidiano da vida e luta do povo trabalhador, nos movimentos sociais, nas entidades e centrais dos trabalhadores. Tem a Escola Nacional de Formação João Amazonas e a reconhecida Fundação Maurício Grabois. Juntas realizam intenso trabalho na esfera da luta de ideias: formação de quadros, pesquisas, seminários, extensa e rica produção de livros. 

Negar ao PCdoB o direito a representação parlamentar, com sua história de luta pelas liberdades desde os primórdios da República, não condiz com os ideais democráticos da nação brasileira. Suas bancadas produziram, ao longo desse tempo, um rico acervo de contribuições à vida legislativa do país. Há 25 anos, senadores (as), deputados (as) federais do PCdoB integram com destaque a respeitada lista do “Cabeças do Congresso Nacional”, seleção organizada pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

Sua ausência no Congresso Nacional abriria uma lacuna, resultaria na exclusão de uma corrente de opinião e pensamento de longevo itinerário de lutas e realizações, na Casa, que deve ecoar, democraticamente, a pluralidade de ideias que há na sociedade brasileira. 

A direção do PCdoB, usufruindo da convivência democrática que cultiva com as instituições, lideranças e os partidos de nosso país, empreende diálogos, explora alternativas para que, em qualquer cenário, seja respeitado o voto que elegeu sua bancada de nove, podendo chegar a dez, deputados (as) federais, e também para que ele prossiga na sua linha de crescimento gradativo de sua força político-parlamentar. 


 Do Portal Vermelho

Geral - Bolsonaro fala de 13º no Bolsa Família, mas queria acabar com programa

 

Wilson Dias/Agência Brasil


Candidato do PSL foi o único deputado a votar contra o Fundo de Combate à Pobreza, e mostra total desconhecimento sobre o programa Bolsa Família.


Em seus quase 30 anos no Congresso, Jair Bolsonaro é conhecido por mudar de opinião diversas vezes sobre os temas mais importantes da agenda nacional. E, com o Bolsa Família, as mudanças só não são maiores que seus desencontros públicos com seus homens de confiança.

Desde 2011, Bolsonaro falava em colocar um fim no programa: “Alguém tem alguma dúvida que programas assistencialistas, como o Bolsa Família, que acostuma o homem à ociosidade, são um obstáculo para que se escolha um bom presidente?”, afirmou, atestando seu total desconhecimento sobre o Programa.

Nesta semana, ao Jornal Nacional, a fala já era outra: “Nós não pretendemos acabar com o Bolsa Família, muito pelo contrário”.

Essa aparente mudança de lado começou a aparecer na pré-campanha de Bolsonaro, que incluiu em seu plano de governo, registrado no TSE, a proposta de ampliar o Bolsa Família. Mas, quando um jornal noticiou justamente o que estava no documento, o deputado demonstrou desconhecer o conteúdo de seu próprio programa. 

Por mais que a equipe tenha tentado deixar claro seu objetivo, o próprio candidato parece não ter entendido o que defende. Nem ele, nem o presidente nacional do PSL, Gustavo Bebbiano, que tentou defender o plano de governo na quarta-feira (10), dizendo que Bolsonaro pretende implementar um 13º salário para os beneficiários do programa Bolsa Família. Só que isso não está no texto registrado no TSE.

Lembrando que Bolsonaro foi o único deputado a votar contra o Fundo de Combate à Pobreza em 2000, quando ainda era do PPB, partido de Paulo Maluf.

“Orgulho-me de ter votado contra o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza”, disse em 2000. E em 2001: “Fui o único a votar contra o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza. (…) O combate à fome, à miséria e à violência deve ser exercido por meio de rígida política de controle de natalidade.”

Fonte: Lula.com.br

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Filho de Bolsonaro recebe apoio de família ligada ao jogo do bicho

Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução/Instagram
Do Estadão
A família Abrahão David, conhecida no Estado do Rio pelas relações com o jogo do bicho, decidiu apoiar a família do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Em agosto passado, o filho mais velho do candidato, deputado estadual pelo mesmo partido, Flávio Bolsonaro, fez campanha para o Senado em Nilópolis, reduto eleitoral da família há décadas. A agenda incluiu caminhada ao lado do prefeito da cidade, Farid Abrahão David (PTB), irmão do bicheiro Aniz Abraão David, o Anísio. Também participou o deputado federal Simão Sessim (PP-RJ), primo do bicheiro.
Em imagens divulgadas em uma rede social de Flávio é possível ver o filho de Bolsonaro caminhando no calçadão da cidade entre Farid Abrahão e Sessim, que usam adesivos no peito com o número do candidato a senador.
(…)
Alguns eleitores dos Bolsonaros não gostaram do apoio – a família tem, entre suas bandeiras, o combate ao crime. Muitos reprovaram a aliança, em comentários publicados no post no qual o candidato a senador veiculou o vídeo da campanha com o clã Abrahão. “Ah tá de sacanagem do lado de Simão Sessim e Farid? Apaga que dá tempo”, escreveu um eleitor. Outro afirmou: “Com todo respeito, fica difícil te apoiar vendo vc (sic) ao lado do Simão e do Farid, é incoerente quanto à imagem que vc passa, vc não precisa disso, o povo quer a família Bolsonaro lá em cima…”.
As famílias David e Sessim são muito influentes na Baixada Fluminense, especialmente em Nilópolis. Sessim, desde 1979 na Câmara, já foi filiado à UDN e à Arena. Com a redemocratização, manteve-se no campo conservador.

O deputado é tido como representante do bicho em Brasília. Em fevereiro de 2015, ele foi citado em um depoimento à força-tarefa da Operação Lava Jato prestado pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa. O deputado do PP foi acusado por Costa de ter pedido R$ 200 mil. Segundo o delator, Sessim foi “um dos poucos que agradeceu (sic)” a propina recebida.
Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO - DCM