ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

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CAMPANHA MOVIMENTO 65

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Manuela: Minha candidatura também serve à luta pela liberdade de Lula

 
Foto: Eduardo Matysiak

A pré-candidata do PCdoB à Presidência da República, Manuela d’Ávila, esteve na tarde desta quarta-feira (16), no acampamento de apoio ao ex-presidente Lula, em Curitiba-PR. Lá, ela afirmou que a sua pré-candidatura também é um instrumento de luta pela liberdade do ex-presidente.


“Trago sempre o abraço da militância do PCdoB. O ex-presidente Lula sabe que a nossa militância sempre esteve ao lado da luta pela liberdade, democracia e por um Brasil menos desigual”, disse a pré-candidata do PCdoB.

Manuela contou que brincou com os companheiros do MST que espera deixar de encontra-los em frente à sede da Polícia Federal em Curitiba.

“Cada vez que nós nos encontramos aqui significa de um lado que vocês têm representado milhares de brasileiras e brasileiros que sabem que a liberdade de Lula representa uma das perspectivas de construção de um Brasil soberano, desenvolvido e justo para o nosso povo trabalhador”.

“Mas, representa também que no nosso país segue preso o maior líder popular da nossa história. Representa também um sistema de ativismo judicial e de injustiça”.

Para Manuela, abraçar os companheiros do acampamento é mistura de duas sensações: a tristeza de viver em um país que comete essa injustiça e a esperança de saber que nós somos muitas vozes, que seguem gritando por um Brasil que acredita no povo brasileiro e que Lula deve ser livre para reencontrar o seu povo.

A pré-candidata enfatizou que “Lula livre” é a bandeira que deve unir todos os lutadores sociais.
Após a sua fala, Manuela respondeu perguntas dos jornalistas no local.

 


 Fonte: Portal PCdoB

Dia Internacional de Luta contra a LGBTfobia é marca da resistência

Ativistas LGBTs seguram bandeira arco íris na frente do Congresso Nacional durante a primeira Marcha Contra a Homofobia

Ativistas LGBTs seguram bandeira arco íris na frente do Congresso Nacional durante a primeira Marcha Contra a Homofobia

Nesta quinta-feira (17), é comemorado o Dia Internacional de Luta contra a LGBTfobia, uma data para celebrar a diversidade contra todos os tipos de preconceito — missão urgente no Brasil, considerado um dos países que mais discrimina e mata pessoas LGBTs no mundo

 A data é referência simbólica da luta pelos direitos LGBT, uma vez que coincide com o dia em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) deixou de considerar a homossexualidade como doença, como informa a presidenta da Rede Nacional de Pessoas Trans (Rede Trans Brasil) Tathiane Aquino de Araújo.

"A gente comemora o ganho do reconhecimento, mas isso ainda tem que ser apropriado por todos os aparelhos da sociedade para entenderem que a transexualidade, a travestilidade e a homossexualidade não são doenças, mas parte do comportamento humano; é preciso compreender que não é uma opção", diz.

Há pouco mais de dois meses, por exemplo, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que pessoas trans podem alterar seus nomes em cartório para que seus documentos coincidam com suas identidades. A decisão, no entanto, se deu apenas por conta de um recurso de uma pessoa trans do Rio Grande do Sul contra uma decisão de primeira instância que exigia que ela fizesse cirurgia antes de mudar o próprio nome. O caso tramitou no Judiciário por cinco anos. 

A cartunista e chargista trans Laerte Coutinho destaca que a luta da identidade de gênero é pelo reconhecimento da própria existência. "Descobrir a transgeneridade veio junto com um processo de entendimento e aceitação da minha homossexualidade. O que eu e muitas pessoas vivem é basicamente uma busca por liberdade de expressão de gênero", explica. 

Para o ator e roteirista Alberto Pereira Jr., a participação da população LGBT nos diversos campos da sociedade é uma forma de resistência, reconhecimento e inclusão, mas esse movimento ainda precisa se expandir.

"Ao mesmo tempo, em que a música pop no Brasil, por exemplo, tem grandes artistas transexuais, bissexuais, gays, enfim, artistas LGBTs, que conseguem extrapolar esse nicho e ter sucesso nacional, nós temos também uma onda repressora e conservadora nos aspectos políticos, sociais e econômicos", destaca. 

Tathiane ressalta a importância da população LGBT como agente de cobrança de seus direitos na luta por trabalho, políticas de saúde e contra a violência. "Do mesmo jeito que nós fazemos cobranças, também propomos e valorizamos ações na busca da construção de uma sociedade de todos, que traga essa população à interação. Não é normal que um tipo de população tenha direitos civis a menos, como é no nosso caso". 

Alberto dirigiu o documentário Eu Vos Declaro…, que conta a história de famílias homoafetivas e seus históricos de luta. O filme foi lançado em 2012, período em que a união estável LGBT foi reconhecida, seguida da decisão judicial sobre o casamento.

Ele cita o 16º artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos — da qual o Brasil é signatário — que define que todo ser humano tem direito a constituir família. "Ninguém quer ser mais do que o outro, todo mundo quer ter os mesmos direitos e os casais LGBTs não tinham isso na época e ainda precisam lutar bastante para ter seus direitos equiparados até hoje", pondera. 

"Ao mesmo tempo, a gente deve levar em conta que o Legislativo se nega, peremptoriamente, a fazer qualquer acordo ou acerto a reconhecer essa necessidade [de mudança]", acrescenta Laerte. 

Violência crescente

De acordo com o relatório da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais (ILGA), o Brasil ocupa o primeiro lugar nas Américas em quantidade de homicídios de pessoas LGBTs e também é o líder em assassinato de pessoas trans no mundo.

De acordo com dados do Grupo Gay da Bahia (GGB), a cada 19 horas, uma pessoa LGBT é morta no país. No ano passado, 445 pessoas foram assassinadas no Brasil por serem LBGTs.

Somente nos quatro primeiros meses deste ano, 153 pessoas LGBTs foram assassinadas no país. A população trans é a mais atingida por essa violência. Segundo a Rede Trans Brasil, a cada 26 horas, aproximadamente, uma pessoa trans é assassinada no país.

A expectativa de vida dessas pessoas é de 35 anos. "As mazelas sociais são a exclusão, a falta de trabalho, a prostituição e o exercício de profissional de sexo como a única alternativa de sobrevivência", considera Tathiane.

O caso mais recente é da artista, estudante, negra e não binária Matheusa Passareli, assassinada de forma bárbara depois de deixar uma festa no Morro do Dezoito, na zona norte do Rio de Janeiro. O crime está sob investigação e nenhum detalhe adicional foi divulgado oficialmente.

A impunidade é mais um dos ataques à cidadania e à dignidade humana, de acordo com a trans Maria Eduarda, integrante da Associação Sergipana de Transgêneros (ASTRA), de Aracaju. "A gente percebeu que os casos de mortes de LGBTs no Brasil, no nosso estado e município, não têm resposta. Nos relevam como pessoas que não têm família, não têm estudo; somos invisíveis para a sociedade". 

A presidenta da Rede Trans Brasil completa que o receio para denunciar os casos de violência também é um dos agravantes. "As pessoas não se sentem resguardadas de chegar ao aparelho de denúncia, a uma delegacia, por ter medo de serem mais discriminadas e vulnerabilizadas. As pessoas questionam o que você estava fazendo em uma rua naquele horário, por exemplo, ou seja, o aparelho da segurança pública ainda não está humanizado. São problemas específicos que o Estado brasileiro, se quer incidir e minimizar essa violência, tem que conhecer". 

Para Laerte, debater o tema da LGBTfobia é também tratar da legitimidade de nossa democracia. "Esse combate [a LGBTfobia] é reconhecido e praticado, mas ao mesmo tempo também é um país onde se mata muita trans, se hostiliza e se discrimina gays e lésbicas, onde se procura impor, a ferro e fogo, uma ordem conservadora em relação a sexo e gênero, haja vista a quantidade de tentativas e ações no sentido de impedir a discussão sobre o gênero nas escolas, um ataque truculento na área da educação". 

Alberto diz que a cobertura desses temas pela mídia é sazonal e que é necessário uma maior atenção para esse cenário. "Embora toda essa população sofra com o preconceito, o dia a dia de quem é negro, periférico e LGBT é muito mais difícil e vulnerável, é uma carga muito mais pesada". 

Política e democracia

Alberto enfatiza que as raízes da LGBTfobia estão atreladas à cultura patriarcal, que não dialoga com a democracia e deve ser combatida. "A democracia ainda é a melhor forma de política mais efetiva criada pelo homem. A democracia não é só quando existe a eleição, e sim um hábito diário, cotidiano, de respeito à diferença, de ouvir o que o outro tem a dizer e de exercer a própria autocrítica também". 

"Neste ano eleitoral no Brasil, precisamos ficar atentos ao que os partidos e os candidatos pregam, a quem eles se associam e que ideias e bandeiras eles levantam, porque um candidato conservador, homofóbico, racista, não pode e não deve ganhar espaço no século 21. Ainda precisamos estar sempre atentos e vigilantes, porque, a qualquer descuido, as conquistas podem ser tomadas da gente", finaliza Alberto. 

Para este dia, diversas atividades estão programadas pelo Brasil em simbologia à luta e o luto da população LGBT.

Por Emily Dulce, no Brasil de Fato

Câmara aprova venda direta do petróleo por estatal do pré-sal

 
Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Poucos dias antes de perder a validade, a base de Temer conseguiu aprovar na Câmara a Medida Provisória (MP) 811/17, que permite à Pré-Sal Petróleo S/A (PPSA) a comercialização direta da parte de óleo devida à União na exploração de campos da bacia do pré-sal com base no regime de partilha. O texto, no entanto, precisa ser analisado pelo Senado até o dia 18 para não caducar.


A votação aconteceu após a obstrução da Oposição em boa parte do dia. Só após a construção de um acordo foi possível votar o texto que teve a exclusão de alguns pontos, como a possibilidade de a União optar, nos futuros leilões de blocos de exploração do pré-sal, por receber o valor em pecúnia equivalente à quantidade em óleo que lhe cabe. Essa opção poderia ser exercida ainda nos contratos em andamento por meio de aditivo.

Outro ponto retirado do texto impediu que a PPSA vendesse o óleo da União por preço inferior ao de referência quando não houver interessados na compra. O preço de referência é estipulado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Contrário ao texto, o líder do PCdoB, deputado Orlando Silva (SP), afirmou que apesar de a proposta do governo ser muito ruim, o texto aprovado, o Projeto de Lei de Conversão (PLV) do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), ao menos, conseguiu avançar.

“A posição do PCdoB é contrária à medida provisória. Mas é importante destacar que o líder do governo tentou construir um texto menos pior. O PLV conseguiu encontrar medidas que preservem alguns temas de interesse nacional, como, por exemplo, o estímulo à atividade da indústria”, disse.

O líder comunista defendeu a supressão do artigo 4º por entender que sem o referido item poderia se criar condições para que o setor de óleo e gás fosse estimulado.

“A indústria química e a indústria petroquímica, por exemplo, praticam atividades econômicas fundamentais para o desenvolvimento nacional. A manutenção do art. 4º, em contradição com o texto estabelecido no art. 3º, poderia limitar a utilização desse óleo para estimular vários setores industriais a partir do óleo e do gás. O PCdoB acredita que estimular o desenvolvimento nacional é estimular a indústria. O Brasil tem potencial a partir do pré-sal e de campos maduros. Há um potencial de exploração importantíssimo no setor energético. O setor energético é um espaço privilegiado para desenvolvimento de pesquisa e inovação. O Brasil tem tecnologia. Por isso, creio que é muito importante”, defendeu.

Após apoio dos demais líderes, o artigo foi retirado do texto. Para Orlando Silva, dessa forma, “um novo e legítimo governo, que estruture um plano nacional de desenvolvimento, pode constituir num outro patamar a indústria de petróleo em nosso país”.


Fonte: PCdoB na Câmara

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Mídia esconde desaprovação do Judiciário. Por Arnaldo César


Publicado originalmente no blog de Marcelo Auler
POR ARNALDO CÉSAR, jornalista
Quase noventa por cento (para ser exato 89,35%) dos 2.002 cidadãos ouvidos, na última segunda-feira (dia 14/05), pelo instituto de pesquisa MDA (contratado pela Confederação Nacional do Transporte) desconfiam da Justiça brasileira. Algo como 90,3% afirmaram que ela não é igual para todos. Mais da metade (55,7%) consideram a atuação dela ruim ou péssima.
Esta parte da enquete CNT/MDA não encantou os editores do Jornal Nacional e muito menos dos demais veículos da grande mídia nacional (com exceção apenas para o Valor Econômico que se ocupou do assunto, sem maiores estardalhaços). Estes percentuais não condizem muito com o noticiário chapa branca que desejam impor aos seus leitores.
É bom lembrar que pesquisas de opinião a quatro meses e meio de uma eleição presidencial servem, única e tão somente, para revelarem um retrato do momento em que é feito. Nas campanhas eleitorais, mostram uma tendência. No caso específico do Judiciário, porém, apontam a total e absoluta repulsa que a maioria dos entrevistados pelo CNT/MDA tem por este Poder.
Parcial, dispendioso e incompetente é assim que boa parte dos brasileiros enxerga essa gigantesca estrutura formada por 91 tribunais e seus respectivos Ministérios Públicos. A tão famosa cruzada contra a corrupção capitaneada pelo Supremo juntamente com as instâncias inferiores da Justiça Federal, Ministério Público e Polícia Federal, certamente, merecem da opinião pública a mesma consideração negativa.
Essa supermáquina criada para nos garantir o estado de direito custava, segundo dados do próprio Conselho Nacional de Justiça – CNJ – de 2014, a bagatela de R$ 62,3 bilhões por ano. Abocanhava 1,3% do Produto Interno Bruto – PIB – e era maior que o orçamento de 12 estados brasileiros. Custava e continua custando algo como R$ 306,35/ano por habitante. Está entre as mais caras e ineficientes do mundo.
Esta semana o “pop start” da comunidade togada, o juiz Sérgio Moro, desfilou por Nova Iorque. Num smoking digno de artista das novelas da Globo deixou-se fotografar  ao lado da fina flor do capitalismo pátrio e norte-americano. Acompanhado da esposa, sorria com o semblante de quem havia cumprido a tarefa que lhe fora encomendada pelos poderosos daqui e de lá.
Justiça seja feita, o exibicionismo não é um predicado que se manifesta unicamente no “algoz de Curitiba”. Os próceres do Supremo cultivam um fascínio incontido pelos microfones e holofotes. O pessoal do Ministério Público não dispensa uma oportunidade sequer de ir para frente das câmeras mostrar “power points” sem pé nem cabeça.  Já a turma da Polícia Federal prefere ostentar seus agentes marombados e as mais loiras delegadas que a água oxigenada de farmácia consegue produzir.
É animador que (mesmo em uma pesquisa patrocinada por uma das mais reacionárias federações de sindicatos patronais do País) venha à tona a insatisfação dos brasileiros com a insensatez daqueles que conduzem uma estrutura vital para o fortalecimento e consolidação da jovem democracia brasileira. Isso mostra que, pelo menos neste universo de 2.002 entrevistados pela CNT/MDA, ninguém é bobo.
Olhando a pesquisa por este item, também pode se entender as razões pelas quais Lula – preso há mais de um mês – na corrida presidencial continua liderando com a folgada margem de 32,4% contra 16,7% do deputado Jair Bolsonaro. O mais curioso é que a cada rodada desta enquete o ex-presidente cresce 1% e seus mais próximo adversário cai 2%.
Lembrando sempre que pesquisa de opinião é apenas um retrato do momento, podemos concluir que o “Partido da Justiça” que trancafiou o ex-presidente, num cubículo da Polícia Federal de Curitiba, não conseguiu tirar do páreo presidencial o seu mais vigoroso postulante.
“A prática deslavada do ‘lawfare’ por Moro, aliada aos protecionismos e às trapalhadas recorrentes da ministra presidente do Supremo, Cármen Lúcia e ad caterva, por enquanto, não surtiram os efeitos eleitorais desejados. Ao contrário. Só serviram para que o cidadão comum – aquele que irá às urnas no dia 8 de outubro escolher no novo presidente – continue nutrindo pelos homens de toga total desprezo”.
É por essas e por outras que na pesquisa da CNT/MDA a boa e velha igreja católica aparece (40,1%) como a instituição em que os brasileiros mais confiam. Os Correios e a Imprensa que sempre tinham um bom desempenho neste tipo ranking, desta vez, nem aparecem na lista dos cinco mais confiáveis.
Fonte: DCM

A foto com Moro em Nova York é mais um passo da campanha de Doria a presidente. Por Kiko Nogueira

Doria, Moro e senhoras em Nova York

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Com as atenções focadas em Moro pelo conjunto da obra tucana, esqueceu-se do co-protagonista da foto no evento “Pessoa do Ano”, no Museu de História Natural, em Nova York.
João Doria postou o retrato em suas redes com uma alusão a uma “noite especial aqui em NY”.
Doria está em campanha. E não é para governador, mas para presidente.
Nunca largou o osso e conta com a agonia lenta e patética de seu mentor, Geraldo Alckmin — que sabe muito bem que tem JD nos calcanhares e tenta não facilitar.
A última pesquisa CNT/MDA registrou o crescimento da rejeição a Geraldo.
Seu potencial de votos caiu de 38% em março para 31,9% e o número de entrevistados que falou não votar nele “de jeito nenhum” aumentou de 50,7% para 55,9%.
Doria aprendeu com os erros.
Está brigando pela vaga em silêncio. A avaliação entre seu time é de que o estilo traíra despudorado causou desgaste.
Terá mais facilidade para atrair o eleitor de Bolsonaro. O discurso liberal cai melhor nele do que no Geraldo. 
Segundo Mônica Bergamo, voltou a circular a ideia de deslocar Doria para vice na chapa de Alckmin.
“Ele deixaria o caminho livre para França disputar o governo de SP, evitando uma disputa sangrenta no estado, e daria musculatura ao ex-governador”, diz a coluna.
Alckmin, por sua vez, mexe seus pauzinhos.
Neste ano, o Ministério Público de SP passou a mover ações em série contra JD. Uma delas, meio absurda, por improbidade administrativa pelo uso da marca “#Acelera SP”.
Nessa guerra surda, o histriônico João Doria só espera o amigo assumir o rigor cadavérico para engoli-lo.
Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO - DCM

Ciro, o canto das sereias e o preço moral, ético e político de uma traição a Lula. Por Carlos Fernandes

Por
 Carlos Fernandes
 
Numa das passagens mais sublimes da Odisséia – seguramente um dos maiores e mais importantes livros já escritos na humanidade – Ulisses, ao navegar próximo à ilha de Capri, enfrenta o perigo do canto das sereias.
Para que não se deixasse seduzir e consequentemente condenasse toda sua tripulação à morte certa, o herói ordena que o deixem amarrado ao mastro.
O ato de sabedoria e bravura, apesar de todo o sofrimento e desespero causados pela impossibilidade de atender aos apelos e promessas das belas sereias, permitiu que sua embarcação seguisse firme ao seu destino. Não, é claro, sem muitos outros desafios pela frente.
A Odisséia foi escrita há pelo menos três mil anos atrás por Homero, mas poderia muito bem ilustrar o atual dilema que uma parte minoritária (mas não insignificante) da esquerda brasileira vive em relação à sua tortuosa travessia para 2019.
Com o maior líder popular da América Latina enclausurado e com os promissores e inquestionavelmente capacitados Guilherme Boulos e Manuela D’Ávila patinando nas pesquisas com índices inferiores a 1%, eis que Ciro Gomes ressurge como a possibilidade única de sobrevivência.
Aqui, dois pontos precisam ser esclarecidos.
“Ressurge” porque não é a primeira vez que o ex-governador do Ceará disputa uma eleição presidencial sob as trombetas de um discurso milagroso tanto à esquerda quanto à direita.
“Possibilidade única de sobrevivência” porque se vende como o único candidato na disputa com chances reais de impedir a continuação do golpe, ainda que não faça tanta cerimônia de ser apoiado por uma classe mais, digamos, “limpinha” de golpistas.
Ciro Gomes, definitivamente, representa o canto das sereias de Homero.
Conhecedor que é das oportunidades alvissareiras que se apresentam na política, Ciro Gomes se diz de esquerda quando o local e o interlocutor assim o permitem. Basta uma revista como a Veja fazer-lhe a mesma pergunta e o seu liberalismo econômico desabrocha de imediato.
Não é fácil resistir a um canto como esse onde uma grande parcela de um lado a outro está sedenta de alguma forma de empatia ideológica, mesmo que ilusória.
Ainda mais quando gente como Jair Bolsonaro e Marina Silva ameaçam chegar ao poder pela escalada dos escombros de nossas instituições, motivados pela pura descrença na própria política.
Um cenário de desolação como esse, ninguém pode negar, causa vertigens.
É claro que todos os partidos possuem o direito legal e legítimo de apresentarem suas candidaturas e propostas, e nessa afirmação inclui-se, obviamente, o PDT e Ciro Gomes.
Mas o que não podemos perder de vista, sob nenhuma condição, é o que de fato uniu a verdadeira esquerda: o sentimento de solidariedade e gratidão a um homem que hoje encontra-se injustamente preso, vítima de uma das maiores atrocidades jurídicas, políticas e midiáticas já vistas nesse país.
Trair Lula nessa altura do campeonato em nome de um político de carreira que quando mais se precisou dele, limitou-se a dizer “que não é puxadinho do PT”, seria um vergonhoso desfecho para todos os movimentos sociais que lutaram e ainda estão dispostos a lutar até o fim para reverter o golpe de 2016.
Pior ainda, representaria a vitória sublime das forças reacionárias que levaram o país ao caos que nos encontramos atualmente. Mais do que aniquilar o indivíduo Lula, seria a consagração de fascistas ao eliminarem, simbolicamente, o ideal Lula.
A meu ver, não haveria derrota maior para a esquerda não só brasileira, mas mundial. Independente do resultado das eleições.
Abandonar a essa altura do campeonato o presidente que retirou 36 milhões de brasileiros da pobreza e que elevou esse país a um seleto grupo de potências mundiais justamente no momento em que líderes de todo o mundo se solidarizam a ele, pedem a sua liberdade e exigem a sua participação nas urnas, é um preço moral, ético e político muito caro para ser assumido.
Não existe outro caminho a seguir. O Brasil só voltará à normalidade democrática com Lula livre e candidato.
Qualquer coisa diferente disso, não passa de cantos de sereias.
Fonte: DCM

Laudo da PF afasta relação de planilha de delator com sítio de Atibaia, diz defesa de Lula


Ao contrário foi que foi divulgado por alguns veículos de comunicação, o laudo apresentado na data de hoje (16/05) pela Polícia Federal nos autos da Ação Penal nº 5021365-32.2017.4.04.7000/PR não estabeleceu qualquer vínculo entre uma planilha apresentada por ex-executivo da Odebrecht e o sítio de Atibaia (Sítio Santa Bárbara) frequentado pela família do ex-presidente Lula, de propriedade da família Bittar.
Diz o laudo pericial textualmente: “Não foram encontradas, no contexto da Ação Penal, até a data da emissão deste laudo, nas pesquisas efetuadas no material examinado (Sistema Drousys e Sistema MyWebDay), documentos ou lançamentos que façam referência a termos tais como ATIBAIA, SÍTIO e SANTA BÁRBARA” (p. 61).
Por outro lado, o mesmo laudo pericial, com o claro objetivo de ofuscar recente decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal que afastou qualquer vínculo entre elementos anexados a essa ação penal e a competência da Justiça Federal de Curitiba (Pet. 6780/STF), fez descabidas referências a recursos provenientes de contratos da Petrobras.
Busca-se com isso, uma vez mais, contornar os critérios legais de competência por meras referências, sem qualquer base concreta, a valores provenientes da Petrobras, exatamente como fez a denúncia.
A acusação se reportou a 7 contratos específicos da Petrobras, nenhum deles analisado pelo laudo pericial. Como a defesa demonstrou que nenhum valor desses contratos foi destinado ao ex-Presidente Lula, agora busca-se criar um “caixa geral” com recursos da Petrobras com base em mera retórica como antídoto à prova da defesa.
O laudo pericial, nessa perspectiva, buscou criar uma nova fórmula em branco para a escolha da jurisdição de acordo com a conveniência dos agentes envolvidos, o que colide com a garantia constitucional do juiz natural (CF/88, art. 5º, LIII) e por isso é inaceitável.
Lula jamais solicitou ou recebeu qualquer vantagem indevida da Odebrecht ou de qualquer outra empresa.
CRISTIANO ZANIN MARTINS E VALESKA TEIXEIRA MARTINS


O sítio de Atibaia. FOTO: MÁRCIO FERNANDES/ESTADÃO
Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO - DCM