ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

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sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Respirando por aparelhos, governo discute texto enxuto da Previdência

 
Foto: Agência Brasil
 A maior demonstração de que a vitória na votação que engavetou a segunda denúncia contra Michel Temer foi uma derrota é a tentativa do governo de aprovar a reforma da Previdência. Temer se movimenta e corre contra o tempo para aprovar pelo menos três pontos do texto original que enviou ao Congresso Nacional ainda este ano.

Nesta quinta-feira (9), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), organizou um café da manhã em sua residência oficial para discutir com Temer, ministros e deputados a elaboração de uma versão enxuta da proposta que altera as regras previdenciárias. 

Além de Maia e Temer, participaram da reunião os ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Eliseu Padilha (Casa Civil) e Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e o relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA). Na quarta (8), o grupo já havia se reunido para discuto o tema.

O governo quer demonstrar ao mercado que ainda não desistiu da pauta. A pressão para que o governo pague a conta do golpe é grande. Não foi à toa que após Temer dizer que estava “jogado a toalha” em relação à reforma, o dólar subiu e a bolsa caiu, sinalizando que o mercado vai cobrar a fatura.

Agora, o governo busca rearticular a sua base aliada para entregar alguma coisa ou pelo menos demonstrar que tentou não sepultar da reforma. A proposta é reduzir o número de itens da reforma e camuflar o debate com a manutenção dos itens que atingem principalmente os que ganham os maiores salários do serviço público, para justificar a aprovação do texto e ter o apoio popular.

“O grande prejuízo da previdência brasileira é a área pública. Principalmente dos altos salários: juízes, promotores, fiscais, advogados da União, deputados, senadores. Esse é o alto salário. Essa reforma vai pegar os altos salários, que são os inimigos da reforma, e fortalecer os mais fracos na reforma. Ela vai ser boa para os baixos salários e vai corrigir a injustiça que existe, a aposentadoria bem cedo com um baita salário”, disse o deputado federal e vice-líder do governo na Câmara, Darcísio Perondi (PMDB-RS).

Arthur Maia declarou que está disposto a modificar o texto para o projeto ser aprovado, mas ressaltou que não abrirá mão da idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres para aposentadoria. O relator também disse esperar que o tema seja votado no plenário da Câmara até 15 de dezembro.

Apesar da movimentação, o risco de derrota ainda é grande. Ainda mais quando o PSDB dá sinais claros de que vai desembarcar do governo. Temer quer tirar proveito dessa possível saída e oferecer aos descontentes os cargos ocupados pelos tucanos em troca do apoio à reforma da Previdência.

O Planalto já admite fazer uma minirreforma ministerial para acalmar a base. O chamado “Centrão” – que reúne partidos como PP, PSD e PR, entre outros – está na disputa pelos cargos e quer ganhar espaço político de olho nas eleições de 2018.

“Antes de pensar em qualquer coisa, o governo precisa rearrumar a base. Se o Planalto tem 200, 220 hoje e conseguir acalmar o clima aqui na Casa, consegue mais uns 100 deputados para apoiar a proposta. Eu conheço essa turma”, disse o líder do PP, Arthur Lira (AL), que defende abertamente a saída do ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, e a redução da cota do PSDB ao tamanho proporcional dos votos dados nas duas denúncias contra Temer.

“Não quero que tirem todo o PSDB do governo, mas podem diminuir as pastas. Não dá para um partido que deu 20 votos ter quatro ministérios. Se quiserem mexer no PP, que deu 84% dos votos para o governo, mexam. Só não nos tirem a Saúde”, disse Lira.

Mas nem todos estão tão empolgados com as propostas oferecidas por Temer. Para o vice-presidente da Câmara, deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), independentemente de qualquer gesto do governo de recomposição da base, não há clima para que a proposta seja aprovada.

“A reforma da Previdência virou um demônio para a população. Ninguém quer defender qualquer mudança nas regras da aposentadoria porque sabe que perde voto. O governo perdeu a batalha da comunicação”, argumentou.


Do Portal Vermelho, com informações de agências

"Proibir aborto no caso de estupro não vai passar na Câmara", diz Maia


 
Foto: Agência Câmara
"Proibir aborto no caso de estupro não vai passar na Câmara", disse Maia.



O Código Penal não considera crime o aborto praticado nos casos em que a gestação decorre de estupro ou põe em risco a vida da mulher. Em abril de 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que não é crime a interrupção da gravidez quando o feto apresentar má formação do cérebro (anencefalia).

Para a deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), a medida poderá inviabilizar o aborto nos casos permitidos pelo ordenamento jurídico brasileiro, o que representa uma violação à dignidade humana.

O projeto original tratava apenas da licença-maternidade em casos de bebês prematuros. Constituída por 19 deputados, essa comissão realizou uma votação prévia na quarta-feira (8) e a PEC recebeu 18 votos favoráveis e apenas 1 contrário, da única mulher que integra a comissão, deputada Eika Kokay (PT-DF), todos os demais eram homens. 

Agora, a proposta vai à plenário e precisa alcançar 308 votos favoráveis para ser aprovada. Os partidos de oposição já manifestaram posicionamento contrário. 

Confira como votou cada parlamentar da comissão:

A favor da PEC:

Antônio Jácome (Podemos-RN)

Diego Garcia (PHS-PR)

Eros Biondini (PROS-MG)

Evandro Gussi (PV-SP)

Flavinho (PSB-SP)

Gilberto Nascimento (PSC-SP)

Jefferson Campos (PSD-SP)

João Campos (PRB-GO)

Joaquim Passarinho (PSD-PA)

Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP)

Leonardo Quintão (PMDB-MG)

Marcos Soares (DEM-RJ)

Pastor Eurico (PHS-PE)

Paulo Freire (PR-SP)

Alan Rick (DEM-AC)

Givllado Carimbão (PHS-AL)

Mauro Pereira (PMDB-RS)

Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ)

Contra a PEC:

Erika Kokay (PT-DF) 

Fonte: Portal Vermelho

Protestos de Norte a Sul repudiam Temer e reforma trabalhista


 Tiago Macambira


Interdição de ruas, atos políticos, caminhadas, assembleias, paralisações aconteceram nesta manhã nos quatro cantos do país e prosseguem no período da tarde. Praças Públicas, prédios do INSS, portas de fábricas, sedes da Justiça do Trabalho, rodovias foram os pontos mais comuns onde ocorreram as manifestações. 

Dirigentes sindicais, integrantes de movimentos sócias, trabalhadores da Justiça do Trabalho, Fiscais do Trabalho e Trabalhadores Rurais prometem não dar trégua ao governo Temer, que pressiona pela aprovação da Reforma da Previdência. A Portaria do Trabalho Escravo também foi rechaçada pelos manifestantes.

São Paulo

A praça da Sé ficou lotada em São Paulo no ato nacional das centrais sindicais contra as reformas trabalhista e da Previdência Social do governo Temer. Hovue caminhada no final da concentração atá a avenida Paulista. Protestos também aconteceram em diversas regiões da região metropolitana.

Pará

Manifestantes tomaram as avenidas principais da cidade em caminhada até o mercado Ver-o-Peso no centro da capital paraense. O protesto iniciou em frente a sede da Justiça do Trabalho.



Rio Grande do SUl

Assembleias em portas de fábricas marcaramo dia de mobilização contra as reformas de Temer na região metropolitana de Porto Alegre. Foram realizados protestos em bancos, refinarias e os trabalhadores estão  "em estado de greve". Nesta tarde estão previstos atos na Esquina Democrática na capital.


Pernambuco

A área central de Recife foi tomada por manifestantes que exibiam cartazes "Reaja agora ou morra trabalhando" em referência ás reformas da Previdência Social e a Trabalhista. os protestos aconteceram em frente a Superintendência Regional do Trabalho.

Mato Grosso

Trabalhadores da Universidade Federal do Mato Grosso realizam panfletagem em frente ao Campus da universidade denunciando as reformas de Temer e os cortes no orçamento das entidades federais.



Confira imagens dos atos em outras localidades:

Protesto no ABC Paulista
Rodoviários de Salvador paralisam atividades
Trabalhadores cruzam os braços na porta da fábrica em Santa Catarina


São Luis (MA)

Fortaleza (CE)


Belo Horizonte (MG)


Maceió

Do Portal Vermelho

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Luciana Santos comenta sobre pré-candidatura de Manuela à presidência

Crédito da foto: Richard Silva/ PCdoB na Câmara

A presidenta nacional do PCdoB, deputada Luciana Santos (PE) comentou sobre a decisão do partido em lançar pré-candidatura de Manuela D’Ávila à presidência da República. ” Uma candidatura para debater com todas as forças vivas da sociedade a retomada do crescimento, o fortalecimento do Estado nacional, a geração de emprego e a retomada da democracia e dos direitos básicos da população brasileira, entre outras questões”. 

Portal Vermelho

PCdoB apresenta pré-candidatura de Manuela à Presidência em 2018

Crédito das fotos: Fellipe Neiva
A presidenta nacional do PCdoB, deputada Luciana Santos (PE) apresentou a pré-candidatura de Manuela D’Ávila às eleições presidenciais de 2018, na tarde desta quarta-feira (8). A coletiva de imprensa aconteceu no Salão Verde na Câmara dos Deputados, em Brasília-DF e contou com a participação da bancada comunista na Câmara e no Senado.
Nos 95 anos da história do partido, é a segunda vez que o PCdoB decide lançar uma candidatura à presidência da República. “Hoje estamos aqui com a mulher jovem de 36 anos, Manuela D’Ávila”, ressaltou a presidenta.

“Esta jovem mulher exercerá uma pré-candidatura a serviço de um projeto de mudança. Vivemos uma grave ruptura democrática que acentuou a crise de forma simultânea e multifacetada. Debateremos saídas para a retomada do crescimento, para o fortalecimento do Estado como indutor do desenvolvimento, para a consolidação da democracia. Manuela se apresenta contra essa agenda nefasta do desmonte trazida por Temer, a serviço de algo diferente que se coloque na condição de defender um novo projeto popular em 2018”, pontuou Luciana.
Manuela agradeceu a presença de todos e disse estar contente na escolha do PCdoB apresentar uma pré-candidatura para as eleições presidenciais de 2018. “Eu sei que milhares de mulheres e trabalhadores brasileiros podem se sentir representados numa candidatura que debate saídas para a crise”.
Manuela: O momento é de debater saídas e o PCdoB tem proposta
 Ao ser questionada se a candidatura é uma ruptura com o PT, a parlamentar explicou que trata-se de uma decisão para apresentar as propostas do PCdoB para o Brasil e o povo brasileiro. “Não trata-se sobre ruptura com o Partido dos Trabalhadores, que nós temos uma relação fraterna”.

Na visão de Manuela, seus adversários são as múltiplas crises que o país vive. “É uma eleição onde os partidos precisam pensar em alternativas para enfrentar a crise”.
Manuela explicou que a história do partido é lutar em defesa do povo, e as mulheres são sempre as que mais sofrem com a desigualdade social.  “O PCdoB é um partido com histórias de mulheres que lutam”.
A escolha de Manuela como pré-candidata resultou dos debates que o PCdoB já está realizando na construção de seu 14º Congresso, no qual serão discutidas propostas e saídas para o Brasil.
“O PCdoB é construído por múltiplos setores da sociedade, não participam somente os políticos. Tem os movimentos sociais, os trabalhadores, a juventude, o setor industrial e muito mais. O congresso do partido, que será realizado entre 17 e 19 de novembro, aqui em Brasília, será o momento de oficialização em frente à militância que constrói nossa identidade”, esclareceu Manuela.
Bom senso do povo
Ao ser questionada por jornalistas se a sua pré-candidatura era um contraponto ao do também pré-candidato Jair Bolsonaro (Patriota), Manuela respondeu: “O contraponto ao Bolsonaro é o bom senso do povo brasileiro”.
Fortalecer o campo das ideias
“É impossível que uma candidatura comprometida com a retomada do desenvolvimento do país e com a melhora das condições para os brasileiros enfraqueça qualquer projeto que tenha isso em comum. Temos 95 anos de história, me parece no mínimo normal que, em um momento difícil como este, pensemos em apresentar nossas próprias ideias”, defendeu.
“A nossa bandeira é a construção do projeto de desenvolvimento de nação e a frente ampla, portanto não se trata de enfraquecer nenhuma candidatura, mas de fortalecer um campo de ideias com os brasileiros e brasileiras”.
Portal Vermelho

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Movimentos recebem com otimismo pré-candidatura de Manuela D’Ávila

Manuela D’Ávila
Manuela D’Ávila


Nesta quarta-feira (8), Manuela dará a primeira entrevista coletiva desde que o nome dela foi divulgado pelo PCdoB no último domingo (5). Até o momento mais de trinta portais repercutiram a pré-candidatura. É a primeira vez que o PCdoB lança candidato próprio desde a redemocratização.


Na opinião da presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Marianna Dias, o PCdoB mostra que é possível fazer uma política diferente com a indicação de Manuela. “A gente recebe essa notícia com muita esperança, a Manuela é a representação de que é possível construir a política de forma diferente. É importante ter mulheres e uma pessoa jovem, do ponto de vista da média brasileira de políticos.”

Manuela tem 36 anos, é deputada estadual em Porto Alegre e também passou pela Câmara Federal. Foi vice-presidenta da UNE e aos 23 anos se elegeu a vereadora mais jovem de Porto Alegre. “Ela sempre se dedicou ao movimento estudantil e muito jovem já foi eleita para a Câmara de Porto Alegre e, desde então, ela tem uma carreira muito exitosa e mantém o seu mandato desde o início”, completou Marianna.

De acordo com a secretária da Mulher Trabalhadora da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil de São Paulo (CTB-SP), Gicélia Bittencourt (na foto ao microfone), a deputada gaúcha é um contraponto ao estereótipo dos quadros políticos no país. “Já temos o perfil do homem, velho e branco na política. Manuela é o contraponto a isso. É uma novidade positiva e temos que apostar nisso. Ela tem habilidade política e mesmo tão jovem tem uma história na política.”

Segundo a dirigente da CTB, Manuela tem uma postura combatente e também tem quebrado o bloqueio da invisibilidade que é imposta às mulheres parlamentares. “Ela ganhou uma presença na imprensa, enfrentou polêmicas como no caso da amamentação. Manuela já mostra que vem disposta a enfrentar temas temas difíceis no campo político”, completou Gicélia.

“Como quadro operário metalúrgico eu tenho a impressão e tenho como sentimento que essa candidatura da Manuela vai atingir em cheio os anseios da classe operária e do proletariado brasileiro”, afirmou Marcelo Toledo, dirigente da Federação Interestadual dos Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal). 

O sindicalista elogiou a linha programática anunciada pelo PCdoB que traz entre outros itens a retomada do crescimento e da industrialização com valorização do trabalho. “Excelente notícia e acho ainda que essa questão na pré-candidatura da Manuela, que é de construir uma política em defesa do parque industrial brasileiro, deva ser uma questão central levando em conta o processo da quarta revolução industrial.”

Na opinião de Marcelo, Manuela “é referência para a juventude, tem histórico de militância, é mulher, tem representatividade eleitoral e capacidade política. Ela domina a política do partido e tem desenvoltura para falar com o público”.

A presidenta da União Brasileira de Mulheres (UBM), Vanja Santos, afirmou que a pré-candidatura de Manuela traz uma nova perspectiva de candidato à população. Segundo ela, a repercussão nas redes sociais tem mostrado que o nome da deputada gaúcha também leva a uma reflexão sobre o papel da mulher na política. “Agora a população começa a entender o que fizeram com a Dilma por ela ser mulher, a desqualificaram. Manuela mostra que é a hora da mulher voltar a dar essa sacudida de novo. Uma mulher com histórico de atuação no movimento social e na política.”

Ainda de acordo com Vanja, a candidatura de uma jovem mulher aguçou o interesse da imprensa assim como o fato de ser um nome novo. “Essa questão pesa positivamente: ser jovem, ser mulher, uma nova referência política e trazer opinião diversificada sobre o momento atual.”


Do Portal Vermelho, com colaboração de Verônica Lugarini, estagiária 

MUNDO: Brasileiros vão aos 100 anos da Revolução Russa e puxam Fora Temer

Flávio Tonelli
"Fora Temer""Fora Temer"


A comemoração juntou russos e pessoas de outros países para celebrar o centenário da maior revolução da hisória, que culminou na instauração do primeiro Estado socialista no mundo. Cerca de 200 partidos comunistas e socialistas estavam presentes, incluindo o PCdoB, que representou o Brasil. Durante a manifestação, brasileiros gritaram "Fora, Temer!" em protesto contra o presidente golpista e o conservadorismo. 

Assista o vídeo: 

 


Raul Carrion, presidente da Fundação Mauricio Grabois no Rio Grande do Sul e presente no ato em Moscou, gravou um vídeo falando do evento e relembrando a importância da Revolução: 





Do Portal Vermelho