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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

CTB participa do 3º Congresso Mundial da Juventude Trabalhadora na Itália


A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participa, nesta quinta e sexta-feira (2 e 3) em Roma na Itália, do 3° Congresso Mundial da Juventude Trabalhadora da Federação Sindical Mundial (FSM).
A delegação da central é composta pela secretária nacional de Juventude, Luiza Bezerra e pelo dirigente Marcio Ayer que informarão sobre a situação dos jovens trabalhadores brasileiros diante dos retrocessos que estão acontecendo no país com as políticas neoliberais do governo Michel Temer. 

Segundo Luiza, a expectativa para o encontro é grande, porque debaterá a situação da juventude mundial, especialmente, no mercado do trabalho.

juventude italia
“O ataque aos nossos direitos, que temos enfrentado no Brasil, ocorre em diversos países de maneira semelhante. É preciso que criemos maneiras cada vez mais eficientes de unificar nossas lutas ao redor do globo para conseguir de fato alcançar um mundo mais justo, igualitário e digno para a classe trabalhadora, em especial a juventude”, sublinhou a dirigente. 

Marcio Ayer, que preside o Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, concorda com Luiza. “Em um momento de crise do capitalismo e alto índice de desemprego entre a juventude é importante buscarmos alternativas”, expressou o sindicalista. Para ele “este espaço de intercâmbio com outras realidades enfrentadas pelos jovens certamente contribuirá na nossa luta, que é classista e internacionalista”, declarou ao Portal CTB

No fim do encontro, os participantes irão propor um plano de ação conjunto para organizar e mobilizar os jovens trabalhadores e trabalhadoras em cada país.

Portal CTB

Jornal da CTB traz número alarmante: o Brasil tem 13 milhões de desempregados

Por CINTHIA RIBAS
A edição digital do Jornal da CTB desta quarta-feira (01) estampa em sua capa o alarmante número do desemprego no Brasil:  13 milhões trabalhadores e trabalhadoras estão sem emprego. Dados do IBGE revelam uma elevação de 7,8 em relação a 2016, com o aumento da informalidade.
Outra destaque desta edição é o Ciclo de Debates, promovido pela Fitmetal em Manaus, que percorre o Brasil para debater estratégias para fortalecer a indústria e retomar o crescimento econômico com valorização do trabalho.
Na coluna Um Toque de Classe, Paulo Vinícius, secretário de Relações do Trabalho da CTB, fala sobre a Revolução Russa, que completa 100 anos, e a conquistas de direitos da classe trabalhadora.
Clique AQUI e baixe o seu exemplar desta quarta-feira.
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Jornal da CTB – Informação com conteúdo de classe

Maria das Neves conta a sua experiência na marcha histórica de 23 km do MTST

por MARCOS AURÉLIO RUY
A ativista Maria das Neves conta ao Portal CTB a sua experiência na participação da marcha histórica feira pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), da Ocupação Povo Sem Medo, em São Bernardo, no ABC Paulista, ao Palácio dos Bandeirantes, no bairro do Morumbi, em São Paulo, 23 quilômetros de caminhada.
Na terça-feira (31 de outubro), mais de 10 mil pessoas saíram em uma marcha inédita das proximidades do centro de São Bernardo até a sede do governo paulista pelo direito à moradia digna.
Os sem teto ocupam um terreno de 60 mil metros quadrados há dois meses em São Bernardo e reivindicam a inclusão desse terreno no programa habitacional Minha Casa Minha Vida. Maria das Neves dormiu na ocupação e conta a sua experiência de acompanhar essa marcha histórica para o movimento social brasileiro.
Maria das Neves é ativista do movimento feminista, sendo dirigente da União Brasileira de Mulheres e da União da Juventude Socialista. Ela participa também do Circuito Universitário de Cultura e Arte da União Nacional dos Estudantes da União Nacional dos Estudantes (Cuca da UNE).
Leia a entrevista na íntegra:
Portal CTB: Tem noção da importância de estar presente num ato histórico como essa marcha promovida pelo MTST na atual conjuntura?
Maria das Neves: Foi uma experiência emocionante e desafiadora. Só consegui chegar na ocupação após o ato com Caetano Veloso, que devido à censura, não pôde cantar. Mas, quando cheguei o clima não era de desânimo, pelo contrário. Vi um povo animado, organizado e muito disciplinado. Eu queria ajudar a fazer alguma coisa, não ficar só olhando. Queria fazer parte daquela engenharia. Uma verdadeira máquina de mobilização. Quando chegaram os pães pude ajudar a montar os lanches. Eram muitos, e fizemos o serviço literalmente cantando. O tempo até passou rápido.
Tem muita solidariedade nessa hora?
Ganhei um colchão, da minha amiga Natália Szermeta, que é liderança do MTST e me acolheu com muito carinho. Ela é uma mulher que admiro muito, e sem dívida uma das maiores lideranças femininas e feministas dos movimentos sociais hoje. Para todos os lados que olhava eu via mulheres, como a Natália, cada uma com uma história mais comovente e inspiradora que a outra.
marcha mtst sao bernardo sampa 2017 10 31
Muita organização?
Sim. Dormimos tarde, já por volta das duas da manhã. Ao meu lado, dormia uma jovem de 17 anos, do outro uma senhora de 60, duas gerações de mulheres lutando por moradia. Às 5h, os foguetes do Batoré, uma figura fantástica do MTST, anunciavam a alvorada. E prontamente, estava todo mundo de pé, sem nenhuma reclamação ou resistência. Josué, um dos jovens líderes do MTST, logo chegou ao barracão para dividir as comissões: saúde, água, agitação, alimentação. É impressionante como conseguem organizar tanta gente de uma forma tão sistemática. E, olha que já organizei muitos atos, e quando era da UNE, realizamos o #OcupeBrasília. Mas, não se compara. São pessoas de idades diferentes, é uma diversidade muito grande para administrar. Mas, deu tudo certo. Por volta de 7h30, mais ou menos, após a plenária conduzida por Guilherme Boulos, os grupos começaram a ocupar as ruas de São Bernardo rumo ao Palácio Bandeirantes.
Onde o povo encontrou forças para uma marcha de 23 km?
Na esperança de que lutar vale a pena, no sonho de ter um teto para morar. Na faixa de um dos grupos estava escrito “Estamos apenas lutando por um lar”. Uma palavra de ordem tornou-se minha preferida: “Aqui tem um bando de loucos, loucos por moradia. Aqueles que acham que é pouco, não conhecem a noite fria.” Acho que traduz um pouco o que motiva os sem-teto: quem não compreende a luta por moradia, não conhece a noite fria. Isso é luta de classes.
Isso ajuda a melhorar a consciência política?
O MTST me parece ter conquistado uma grande elevação da consciência da sua militância. As pessoas que estão ali sabem que só a luta coletiva pode alcançar vitórias. Objetivamente, lutam por moradia, mas essa luta vai muito além. Essas pessoas, em especial as mulheres, tornam-se e descobrem-se lideranças e protagonistas da sua própria história. Muitas chegam às ocupações para livrar-se da violência doméstica. Lutam por um teto, mas também por uma nova vida.
Parece muito motivador.
Sabe. Vi mães marcharem 23 km com seus filhos no colo, vi senhoras de idade, casais de mãos dadas, vi amor pela luta e a alegria em fazer parte daquele momento histórico. Quem não se emociona, não sabe o valor que os movimentos sociais têm. O MTST está fazendo história, e uma história bonita de combatividade e resistência.
Veja como foi: 
Essa marcha virou um marco. Indica um caminho de luta e resistência?
A marcha foi histórica, e demonstra que apesar das adversidades impostas pela conjuntura há um terreno fecundo para semear luta. As pessoas estão desacreditadas na política, desmotivadas, enganadas diariamente pelos meios de comunicação. Muitas seduzidas pelo fascismo e ideias conservadoras, sobretudo por medo da violência. O MTST tem liderado a Frente Povo Sem Medo, onde tenho a oportunidade de representar a UBM. E a frente tem dado respostas imediatas a agenda de retrocessos.
Aponta um caminho?
As frentes Povo Sem e Brasil Popular têm jogado papel fundamental, sendo importantes articuladoras da resistência democrática. Nossa luta é árdua e longa. Precisamos elevar nossa capacidade de conquistar o povo, criar empatia com nossas bases, para ampliar nossa capacidade de mobilização. A luta por moradia é histórica e urgente. Os ataques ao Minha Casa Minha Vida acabaram com o sonho de muitas famílias de conquistar a casa própria. O povo sabe quem são os inimigos e a quem cobrar. E não descansará enquanto não alcançar seus objetivos. É isso, só a luta muda a vida!
Ontem, foi um dia histórico. Fiquei muito emocionada. Rompi o ligamento do joelho direito em janeiro e estou aguardando para fazer a cirurgia. Não sabia se conseguiria marchar tanto, mas deu certo. Confesso que as lágrimas caíram quando a marcha que saiu de São Bernardo encontrou a marcha das outras ocupações do MTST na ponte Morumbi. A base do MTST é o extrato do Brasil, a maioria mulheres, negras e negros, mas também muitos jovens. Um povo sofrido, mas trabalhador, resistente e perseverante.
marcha mtst 23 km 2017 10 31
Vale a pena lutar?
Como mulher, e feminista, fiquei feliz em poder participar, e sobretudo, aprender muito com as mulheres e homens do MTST. Saio dessa marcha revigorada. Confiante na luta coletiva e no povo brasileiro.
Isso mostra que há esperança?
Sim, há esperança. E ela está na mobilização popular. Precisamos canalizar a indicação do nosso povo, senti-la. A primavera feminista, a mobilização dos artistas, as ocupações das escolas e universidades, as marchas do MTST e das frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular e a histórica greve dos trabalhadores e trabalhadoras (dia 28 de abril de 2017), demonstram a inquietação de milhares de brasileiras e brasileiros. Não podemos perder a esperança no povo, precisamos organizá-lo, convencê-lo e conquistá-lo para a luta coletiva. O fascismo avança e com ele o ódio e a intolerância. Mas, há reações diversas e criativas. Não seremos o país do ódio. E, seguiremos em luta contra a especulação imobiliária, por moradia digna e pela retomada da democracia.
Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Câmara analisa PEC que extingue o teto dos gastos

  


Para o autor da PEC 370, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), essas medidas “visam agradar o capital especulativo com a desculpa de promover um melhor controle de gastos”. Esse argumento, segundo o parlamentar, não corresponde à verdade, já que qualquer diminuição da receita causa desequilíbrios. 

“Prova é que neste ano de 2017 o rombo fiscal só aumenta, e o teto dos gastos não tem promovido melhora nenhuma na economia.”

A proposta será analisada, inicialmente, quanto a sua admissibilidade pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Fonte: Agência Câmara

ECONOMIA: Produção do pré-sal, que Temer entrega a gringos, já é 50% do total

 


Os dados foram divulgados nesta quarta (1º) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A produção se deu a partir de 82 poços, atingindo 1,351 milhão de barris de petróleo e 52 milhões de metros cúbicos diários de gás natural por dia.

Em setembro, foram produzidos no total aproximadamente 3,270 milhões de barris de petróleo e gás natural por dia. A produção de petróleo atingiu 2,653 milhões de barris por dia (bbl/d), volume 3% superior à produção de agosto, mas 0,7% inferior a de setembro do ano passado.

Já a produção de gás natural totalizou 114 milhões de metros cúbicos por dia (m3/d), um aumento de 1,9% em relação ao mês anterior e de 3,2% em relação a setembro de 2016.

Os dados divulgados pela ANP indicam uma retração no aproveitamento do gás natural produzido nos campos nacionais, que em setembro alcançou 97% do volume total da produção. Com isso, a queima de gás totalizou 3,4 milhões de m3/d, uma redução de 0,4% se comparada ao mês anterior e de 5,7% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Campos produtores

O campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos, continua sendo o de maior produção de petróleo e gás natural do país. Em setembro, foram em média, 799 mil barris diários de petróleo e 33,2 milhões de milhões de metros cúbicos de gás natural.

Os campos marítimos responderam, em setembro, por 95,3% de todo o petróleo produzidos nos campos nacionais e por 79,3% do gás natural. A produção total se deu a partir de 8.115 poços, sendo 725 marítimos e 7.390 terrestres.

Sozinha, a Petrobras respondeu por 93,8% de todo o petróleo equivalente produzido nos campos nacionais, com destaque para o campo de Marlim Sul, na Bacia de Santos, com seus 92 poços produtores; enquanto em terra o destaque ficou com o campo de Estreito, na Bacia Potiguar, com seus 1.091 poços.

Individualmente, o destaque ficou com a FPSO Cidade de Itaguaí (plataforma flutuante de produção, armazenamento e escoamento de petróleo e gás natural) que, por meio dos 6 poços a ela interligados, produziu 188,4 mil barris de óleo equivalente por dia. 


 Fonte: Agência Brasil

Líderes metalúrgicos desmentem governo:Não há recuperação na indústria nacional

 
 Foto de RODRIGO CZEKALSKI/DAF CAMINHÕES/ Fotos Públicas



A cautela de Aurino Pedreira e Marcelo Toledo, respectivamente vice-presidente e diretor de Formação da Fitmetal, vai ao encontro da afirmação do gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo. Segundo o pesquisador, apesar dos números positivos, “o patamar de produção está 17,4% abaixo do pico histórico alcançado em junho de 2013”.

De acordo com o IBGE, a produção industrial acumulada em 12 meses ficou positiva, registrando alta de apenas 0,4%. É a primeira vez desde maio de 2014, quando havia crescido 0,3%. Segundo o órgão, “o setor de veículos automotores aparece como um componente positivo para o resultado da indústria”.

“É precipitado definir os índices como recuperação da indústria. Gostaria que fosse verdade mas o que tenho percebido é um pessimismo em empresários de outros segmentos com perspectivas de médio e longo prazo para a indústria. Parece mais uma cortina de fumaça”, afirmou Aurino sobre o discurso do governo federal sobre a “recuperação”. Michel Temer afirmou no início de outubro ver sinais de retomada consistente da economia com a participação da indústria.

Emprego industrial

Aurino (foto) lembrou que a participação da indústria no Produto Interno Bruto (PIB) retroagiu ao período anterior a 1947, resultado de um intenso processo de desindustrialização e desnacionalização. “O emprego industrial tem se reduzido cada vez mais e se nós analisarmos o crescimento econômico do país, o resultado positivo tem como referência uma perda originada por dois anos consecutivos muito ruins”, alertou Aurino.

Marcelo Toledo afirmou que o nível de crescimento divulgado é muito inferior quando se compara com a perda de postos de trabalho. Segundo o dirigente, os metalúrgicos têm sido a categoria mais penalizada pelo desemprego. Foram 530 mil vagas extintas desde 2013, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

“Significa que o caminho da economia brasileira está certo? Achamos que não. Não tem dado reflexo na reestruturação do parque industrial. Não tem significado avanço na industrialização contra a desindustrialização”, afirmou Marcelo. Ele complementou que o crescimento apontado pela pesquisa não diminuiu o desemprego entre a categoria. “Quando tem contratação é por salários mais baixos e nos postos com remuneração menor.”

Segundo Marcelo, o trabalhador demitido há um ano enfrenta dificuldades para conseguir recolocação e a dificuldade é maior se tentar garantir as mesmas condições salariais de antes da demissão. “Muitos que estão entrando no mercado de trabalho é com salário abaixo do que ganhavam.” 

Golpe na indústria nacional

Para o sindicalista (foto), um sinal de recuperação da indústria seria a retomada dos milhares de empregos perdidos. “Mas não é o que acontece com esse governo que faz um processo de entrega do pré-sal e quebra a lógica do conteúdo local, que mantinha empregos na indústria nacional. Isso demonstra claramente que esse governo não tem uma política de desenvolvimento do setor industrial nacional.”

Como recuperar a indústria nacional para gerar emprego e renda e retomar o crescimento no país? O ciclo de debates “Industria e Desenvolvimento” realizado pela Fitmetal em vários estados do Brasil nasceu para apontar propostas sobre o tema. São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Aracaju e Manaus foram algumas das cidades que receberam a iniciativa, que pretende realizar dez debates reunindo sindicalistas, economistas, empresários e poder público.

Ciclo de debates 

Aurino participou do debate realizado em Salvador. “Tivemos uma atividade muito rica em que se apontou erros ao longo do tempo na falta de uma política industrial. Nas últimas décadas tivemos bolhas de programas para a indústria mas longe de ter uma política industrial”, disse.

Ele contou que entre os participantes do debate, com alguma variação nas posições, há um senso comum que aponta para a necessidade de um Estado nacional como indutor para o desenvolvimento. Ele citou como ponto em comum entre os debatedores, a posição de que o papel do Banco Central deve ser conduzido pela orientação de governos e não atuando como instituição financeira autônoma. 

“A questão da política macroeconômica inviabiliza o desenvolvimento nacional com seus juros altos, o câmbio em prejuízo da indústria nacional e as medidas de ajuste fiscal”, complementou Aurino. O dirigente ainda lembrou que preocupa o movimento sindical pauta em debate no Congresso Nacional que pode inviabilizar a permanência de empresas no norte e nordeste do país.

O Ciclo de Debates “Indústria e Desenvolvimento”, organizado pela Fitmetal, também acontecerá nas cidades de Belo Horizonte (MG), no dia 6 de novembro; Chapecó (SC), no dia 7 de novembro; Caxias do Sul (RS), no dia 13 de novembro; No Recife (PE), no dia 27 de novembro e em São Luís (MA) no dia 7 de dezembro.

Para saber mais sobre o Ciclo de Debates clique AQUI para acessar o portal da Fitmetal.




Do Portal Vermelho

domingo, 29 de outubro de 2017

MOVIMENTOS: "O governo quer, mas nós não vamos falir", afirma dirigente sindical

Reprodução do portal da Agencia Sindical
Lineu (de óculos) em entrevista ao jornalista João Franzin
Lineu (de óculos) em entrevista ao jornalista João Franzin


O dirigente destacou que o País foi mergulhado numa crise, de proporções nunca imaginadas. “Eu nunca vi uma situação tão grave como a que estamos enfrentando”, comenta. E emenda: “A reforma trabalhista é um massacre à classe trabalhadora, mas além dela tem tantas outras coisas, por exemplo, os projetos que o governo Temer já conseguiu aprovar no Congresso, como o limite por 20 anos dos gastos primários”, afirma. 

Desmonte - O dirigente explica que a administração pública tem sofrido muitos ataques, desde que essa política neoliberal começou a ser aplicada no País. “O governo vem trabalhando na desestruturação da maquina pública e do Estado brasileiro. Com isso, os servidores que operam o serviço púbico são atingidos diretamente. Eles querem transferir as responsabilidades do Estado para a iniciativa privada”, lamenta. 

Como saída aos ataques, Lineu aponta o campo Jurídico. “Estamos tomando medidas judiciais, porque é comprovado, inclusive pela classe jurídica e por juízes de várias instâncias, que a reforma trabalhista está cheia de vícios inconstitucionais”, destaca. 

De acordo com entrevistado, o Sindicato defende o interesse da classe trabalhadora, porém o governo tirou a contribuição sindical para esfacelar a capacidade de organização. Entretanto, ele orienta: “Temos que manter a cabeça erguida. Os Sindicatos têm que se reorganizar e fazer as reestruturações necessárias. Integrar e envolver o servidor público junto à entidade”. E enfatiza: “O governo quer, mas nós não vamos falir”. 

“A organização sindical precisa se reinventar. Deveríamos ter uma nova Conclat, chamar todos e fazer uma revisão de tudo que ocorreu, para aflorar a capacidade de organização que temos e de luta. O País vai mudar com a nossa luta. Temos que debater com coragem e confiança”, conclui Lineu. 

A série temática veiculada no mês de outubro, na TV Agência Sindical, entrevistou dirigentes sindicais que explicaram como suas categorias estão se posicionando mediante a conjuntura desfavorável aos trabalhadores.

Clique AQUI para assistir o programa na Íntegra 



Fonte: Agência Sindical