ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

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quinta-feira, 13 de julho de 2017

CCJ rejeita parecer contra Temer e denúncia vai ao Plenário

Deputados da base contando os votos durante sessão da comissão
Deputados da base contando os votos durante sessão da comissão


Com a rejeição do parecer, a comissão abriu novo processo de votação para apreciar um relatório de mérito divergente ao apresentado inicialmente. O voto em separado do tucano Paulo Abi-Ackel (MG) – que recomenda a não autorização para encaminhamento da denúncia contra Michel Temer ao Supremo Tribunal Federal (STF) – substitui a proposta de Zveiter e vai ao Plenário.

Desde que a denúncia chegou à Câmara, o governo substituiu 19 dos 66 integrantes da CCJ, de partidos como PMDB, PR, PTB, PRB e Solidariedade. Como disse o relator denúncia, deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ) – que recomendou pela admissibilidade da acusação por corrupção passiva –, o governo criou uma “derrota artificial” do parecer, com a troca de seus membros. 

“A derrota que se afigura aqui foi montada artificialmente. Uma derrota aqui não vai ser do parecer, vai ser do povo brasileiro, que quer uma política limpa, honesta, que repudia que deputados eleitos livremente pelo voto se submetam a manobras por emendas parlamentares”, disse ele.

Para o deputado Rubens Pereira Jr (PCdoB-MA), membro do colegiado, a estratégia de trocar os membros da comissão é apenas uma das sinalizações do quão contaminado está o resultado.

“A base governista conseguiu apenas sete votos a mais do que o necessário para rejeitar o parecer de Zveiter, e isso fazendo todas as trocas e manobras que fez. A batalha é no Plenário, e lá não há substituições”, avaliou o parlamentar.

“Não podemos fechar os olhos aos fatos. Há mala de dinheiro, vantagem indevida, conluio de Temer e Rocha Loures. Há encontro furtivo. Há crime de corrupção passiva. A defesa política quer jogar a culpa para Rocha Loures, para o soldado, o assessor”, denunciou o deputado Rubens Pereira Júnior (PCdoB-MA), que integra a comissão.

“O povo brasileiro não aceita nenhum tipo de blindagem. O povo brasileiro está cansado de impunidade e é por isso o PCdoB autoriza a denúncia e vota sim”, disse o deputado ao encaminhar o voto do partido.

Para o deputado Pompeu De Mattos (PDT-RS), o governo “perdeu o controle da base”. “Tiveram que trocar os membros aqui, no plenário não tem como trocar. O governo não tem quórum para instalar a sessão com 342 votos. Então vamos viver um impasse. Em julho, não se decide nada. Agosto vai ser uma briga feita”, disse o parlamentar da oposição, em referência a estratégia do governo de ter substituído membros na CCJ para evitar que votem a favor do prosseguimento da denúncia.

De acordo com Alessandro Molon (Rede-RJ), o governo está “jogando a toalha” e “batendo cabeça”. “Seja qual for o resultado hoje aqui, o governo já perdeu porque precisou trocar membros da comissão para fabricar um resultado artificial, para manipular a votação da CCJ e isso à custa do dinheiro do povo brasileiro”, disse, adiantando que a estratégia dos contrários ao presidente será de apenas garantir quórum caso a sessão não seja “esvaziada”.

A denúncia

Temer foi denunciado por corrupção passiva pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal (STF) com base na delação premiada de executivos da JBS.

A estratégia do governo é tentar demonstrar força na votação para convencer os parlamentares indecisos. Porém, o governo não poderá usar a mesma manobra de troca de membros na votação em plenário. E a votação na comissão já refletiu o clima de desembarque da base aliada do governo. 

O termômetro disso foi a orientação do PSDB. O representante tucano, o deputado Silvio Torres (SP), disse que este é “um momento incomum e de graves responsabilidades”, e se manifestou a favor da denúncia. A bancada tucana na Câmara lidera o bloco pela saída do PSDB do governo. 

Oposição

“Queremos autorizar o processo na primeira denúncia para garantir que o Supremo o julgue”, disse a líder do PCdoB na Câmara, a deputada Alice Portugal (BA). “A cada momento que Temer permanece na Presidência são mais direitos que são defenestrados. Não podemos mais permitir”, reforçou.

“A sociedade precisa se livrar desse governo incompetente”, endossa o deputado Daniel Almeida (BA).

A vice-líder da Minoria, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), reforçou que a Câmara tem a finalidade de proteger a soberania do voto popular. “Para o Temer passar por aqui é um privilégio, uma vez que usurpou a cadeira que senta. Então, não estamos tratando de mérito, queremos apenas que o processo tenha andamento. Neste momento, precisamos estar com a maioria da sociedade, que é contra esse governo e sua agenda”, disse.

Votação

Por se tratar do presidente da República, é preciso que a Câmara autorize que o Supremo analise a acusação. Para que isso aconteça, são necessários pelo menos 342 votos dos deputados. Se o Supremo Tribunal Federal (STF) entender que há indícios para investigação, Temer se tornará réu e será afastado do mandato por até 180 dias. 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já deu início aos trâmites da votação. Disse que irá ouvir os líderes partidários para definir a data em que será votada no plenário a denúncia.

Segundo ele, por conta da exigência de quórum alto, de pelo menos 342 presentes em plenário, a data mais viável para pautar a votação é na próxima segunda-feira (17).

A oposição pressiona e quer que a votação siga o rito feito no processo de impeachment, em que foi realizada uma sessão no domingo, para que a população acompanhe a votação.

O governo tem pressa. Maia disse que se não houver quórum, irá marcar a votação para a primeira semana de agosto, logo após o recesso parlamentar.

“Se for do interesse de todos os líderes, a data de segunda-feira para votar a denúncia. Eu espero que a gente consiga organizar a data de segunda-feira para a votação”, disse Maia.

O parecer divergente deve ser lido por um relator, mas os deputados não poderão apresentar pedido de vista, que é o tempo extra de análise de uma matéria, como foi feito com o primeiro relatório elaborado por Zveiter.



Do Portal Vermelho, Dayane Santos com informações de agências

Temer sanciona reforma que ataca direitos do trabalhador

 
 


Durante o ato, aliados do presidente e ele próprio repetiram a falácia de que a reforma preserva direitos previstos na Constituição, deverá gerar empregos e é apenas uma modernização na lei. Na tentativa de fazer com que a matéria parecesse menos dura, o governo deu-lhe até outro nome, passou a chamá-la de “Lei de modernização trabalhista”. 

“Nós estamos preservando todos os direitos dos trabalhadores. Não é que nós queríamos preservar, é que a Constituição Federal assim o determina", disse Temer. Juízes, professores, centrais sindicais, economistas e parlamentares da oposição, contudo, acusam justamente o contrário: a reforma ataca garantias constitucionais, deverá ampliar a precarização, piorar as condições de trabalho e reduzir a renda dos empregados, além de não garantir que novas vagas serão criadas. 

Com o governo por um fio, Temer fez uma série de auto-elogios. Destacou a presença de representante dos três poderes, de vários ministros e disse até que os aplausos que vinham da plateia eram “espontâneos”. 

"Não são 4 anos, 8 anos, são 14 meses que, deixando toda a modéstia de lado estão revolucionando o país", afirmou ele sobre sua gestão. "Muitos falavam, mas ninguém tinha a ousadia e coragem de fazer como tivemos", completou, talvez se referindo ao desmonte do Estado brasileiro 

O presidente, que tenta mostrar ao “mercado” sua capacidade de levar adiante a agenda de reformas, voltou a ignorar que a relação entre empregados e empregadores seja desequilibrada em favor dos patrões. Para ele “as pessoas são capazes de fazer um acordo - de um lado os empregados, de outro, os empregadores”.

“Estamos voltando nosso trabalho para a área social. Nosso trabalho é combater o desemprego e isso é preocupar-se com o setor social”, disse o presidente que acabara de sancionar o maior ataque à proteção dos trabalhadores.

Para ele, a oposição à reforma trabalhista é de caráter político. “Sabemos que há contestações. Quando elas são pautadas pelo conteúdo, temos que homenageá-las. Se são políticas, serão feitas enquanto a caravana passa. E nós estamos passando”, disparou. 

Em defesa do patrimônio dos empresários

O senador Romero Jucá, relator da matéria no Senado, deixou claro o sentido das alterações aprovadas, ao explicitar que a reforma pretende mesmo é preservar o interesse dos patrões. “Estamos mudando o paradigma de um empregador, que corria um risco tremendo ao contratar um funcionário, colocava em risco o seu patrimônio porque, não sabia o que poderia resultar disso”, disse. 

De acordo com ele, ao longo dos anos, o processo de contratação foi se deteriorando e nova legislação visa modificar isso “Porque a Justiça do Trabalho de então deixou de fazer Justiça para fazer compensação social. Não se devia nada, mas se devia pagar alguma coisa. Agora estamos mudando isso”, afirmou, sem constrangimentos.

Jucá tentou passar a ideia de que a reforma será positiva para os trabalhadores. “A segurança jurídica, a leitura clara e a fiscalização farão com que mais de 14 milhões de desempregados e 50 milhões de subempregados, trabalhadores informais possam ter formas de se agregar ao processo produtivo e ter o sustento da sua família”, discursou. 

Realizada em um momento no qual o presidente da República enfrenta altos índices de desaprovação e o peso de uma denúncia por corrupção, a solenidade foi pautada também por elogios à “coragem” de Temer em levar adiante uma agenda de reformas tão impopular. 

“Tenho sido testemunha da sua coragem e responsabilidade com o país, entre a saída mais fácil e o caminho correto, o senhor escolhe o correto. (...) Aprovamos medidas como o teto de gastos e o resultado da macroeconomia estão aí”, declarou Jucá, ignorando que, desde a chegada de Temer ao Poder, o desemprego só tem aumentado e a tão alardeada recuperação da economia até então não aconteceu. 

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), aliado de Temer que chegou a ser cotado para o Supremo Tribunal Federal no começo do ano, foi na mesma linha e elogiou temer por sua “visão de futuro”. 

No reino da carochinha

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que a legislação trabalhista tem que regular as relações de trabalho dentro de uma nova realidade, na qual a tecnologia permite, por exemplo, o trabalho remoto. Ele destacou que o texto sancionado faz parte da agenda de reformas propostas pelo governo. “Trabalhamos para que possamos produzir mais e melhor, gerando mais empregos e mais renda para o trabalhador brasileiro”, disse, apesar de, na prática, dispositivos da reforma - como o que estabelece o trabalho intermitente - permitirem, por exemplo, que trabalhadores ganhem menos que um salário mínimo. 

Meirelles voltou a adotar o discurso do otimismo sem amparo na realidade, ao defender que já é possível ver no país a recuperação da confiança na economia. “Entramos em uma recessão profunda e agora estamos saindo e vamos construir um país com taxa de crescimento mais sustentável", disse. 

De acordo com ele, apesar de os indicadores apontarem situação inversa, já há resultados positivos no investimento, na produção, no comércio e no consumo, fruto das medidas do governo. O ministro disse que havia certo ceticismo sobre a capacidade do governo de aprovar as reformas, algo que não tem se confirmado. 


Diálogo?
Apesar do discurso de Temer e se seus aliados de que a reforma trabalhista foi aprovada após amplo debate, o fato é que o governo fez até acordo para que não houvesse alteração do texto no Senado, como forma de evitar que a matéria voltasse à Câmara para ser reexaminada. Em troca,Temer se comprometeu a encaminhar uma medida provisória ao Congresso com mudanças em nove pontos da proposta aprovada.

Mas, menos de 24 horas após a provação da reforma trabalhista no Senado, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse que a Casa não iria aceitar alterações.“A Câmara não aceitará nenhuma mudança na lei. Qualquer MP não será reconhecida pela Casa”, escreveu Maia em sua página no Twitter. Nesta quinta (13), Jucá, divulgou o texto-prévio MP. 

Do Portal Vermelho

terça-feira, 11 de julho de 2017

MOVIMENTOS: Reforma Trabalhista: Sindicalistas denunciam estado de exceção

JP afirmou que ele e centenas de dezenas de dirigentes das centrais sindicais estão sendo impedidos – e coagidos pela polícia legislativa - de acompanhar a votação da reforma trabalhista que acontece nesta terça-feira (11) no plenário do Senado.

Ainda de acordo com JP, há um cerco da polícia legislativa contra os manifestantes. Segundo ele, aqueles que estão em frente ao plenário Petrônio Portela, local em que governistas armavam continuar a sessão, não podem usar o banheiro e nem receber alimentos.

“A informação que temos é que há possibilidade de algumas pessoas credenciadas do movimento sindical irem para as galerias mas isso ainda não aconteceu. Há também uma expectativa em torno da desocupação dos corredores do Senado”, informou JP.

Em um cenário em que senadoras da oposição ocuparam a mesa diretora no plenário do Senado e em que os governistas usam de todas as manobras para avançar com a votação da reforma trabalhista, o movimento social e sindical denuncia a censura e repressão a que estão sendo expostos nos corredores da Casa que deveria ser do povo. 

Na opinião da maioria, volta a se instalar o clima de repressão que ocorreu ao final da Marcha da Classe Trabalhadora contra as reformas em maio. 

O saldo naquela ocasião foi de 49 feridos, pessoas presas, policiais apontando armas letais para manifestantes, lançando bombas de gás lacrimogêneo e gás de pimenta. Michel Temer também editou decreto autorizando as forças armadas para conter a manifestação.

Voz dos trabalhadores

O presidente da CTB, Adilson Araújo, foi um dos dirigentes que sentiu o peso da ação policial ao reclamar das armas da segurança legislativa apontada para os trabalhadores. 

“Não estamos aqui para brigar com a polícia mas não vamos ser nós vítimas da repressão. Queremos acesso para emitir uma opinião e falar em nome daqueles que querem que o Brasil saia das páginas policiais e encontre o caminho da geração de emprego”, afirmou.

A busca pelo diálogo no Senado também é o motivo do ato político de ocupação da mesa diretora do plenário pelas senadoras Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Fátima Bezerra (PT-RN) e Gleisi Hoffman (PT-PR).

Vanessa diz que os parlamentares querem discutir o projeto e não apenas deixar nas mãos de Michel Temer a decisão pelos vetos. 
Quadrilha

O presidente da Central Única dos Trabalhadores Vagner que Michel Temer e seus “comparsas” tornaram a democracia brasileira “uma brincadeira”. Ele se referiu ao grupo como “quadrilha”. 

Nesta segunda-feira (10), o deputado Carlos Zveiter apresentou parecer favorável a que prossiga na Câmara a denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer. Envolvido em gravação com o executivo Joesley Batista, Temer foi denunciado pela Procuradoria Geral da União (PGR).

Vagner também denunciou que “entrou gente ligada a confederações patronais” para acompanhar . “É um golpe parlamentar, que além de tirar direitos impede o acesso do povo. È a ditadura. Se o povo não pode entrar é porque eles tem alguma coisa a esconder”.

Arbitrariedade

Marianna Dias, presidenta da União Nacional dos Estudos (UNE) acusou a presidência do senado de arbitrária e autoritária. Ela confirmou que a policia agiu com truculência e ameaçou os manifestantes com armas.

“Não vamos recuar porque aqui é nossa casa. Os movimentos sociais querem opinar. No Brasil tem movimento social e a gente não vai permitir que passe tudo em branco”, enfatizou a dirigente da UNE. Marianna denunciou as manobras dos governistas em tentar fazer uma sessão clandestina, o que levou os manifestantes à entrada do auditório Petrônio Portela.

Por volta das 18h a sessão de votação da reforma ainda não havia sido retomada no Senado. Representantes dos movimentos sociais e sindicais permaneciam na Casa.

Fonte: Portal Vermelho

MOVIMENTOS: Protesto no Congresso: Cruzes no gramado contra reforma trabalhista



Na manifestação desta terça-feira (11) as concentrações foram divididas em regiões administrativas do Distrito Federal, no espaço do servidor (na Esplanada dos Ministérios), na área em frente ao Congresso Nacional, na rodoviária do Plano Piloto, em frente ao Palácio do Buriti (sede do governo do DF) e no campus da Universidade de Brasília (UnB).

No total, são caravanas de trabalhadores de Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso formadas, em sua maior parte, por professores, bancários, servidores públicos, metalúrgicos, eletricitários e comerciários.

Eles viajaram até Brasília no final de semana para acompanhar a votação da reforma e, como ponto mais emblemático do protesto, fixaram no gramado localizado em frente ao Congresso aproximadamente 100 cruzes brancas que representam perdas de direitos para os trabalhadores brasileiros.

Em cada cruz está uma inscrição como licença-maternidade remunerada, intervalo do almoço, concurso público, acordo coletivo e progressão salarial. “Tudo isso vai se perder se a gente não conseguir barrar a reforma. Estamos animados com o fim desse governo, achando que o Temer vai sair, mas não adianta sair e deixar essa reforma aprovada, porque não vai melhorar muito as coisas para nós. Se Rodrigo Maia (presidente da Câmara) chegar ao Planalto, para nós vai dar no mesmo”, reclamou o analista de sistemas Robson Tavares.

Servidor público cearense, Tavares destacou que a questão não é apenas a mudança nas regras trabalhistas, mas as reformas neoliberais que o grupo que está no poder tenta implantar no país como um todo.

‘Estado de exceção’

Mais dispersos depois da notícia da “ocupação” da mesa diretora pelas senadoras, os manifestantes aproveitaram para criticar, do microfone dos carros de som, o que chamaram de “arbitrariedade” por parte do presidente do Senado. “A cada dia que passa temos maior percepção de que estamos vivendo um estado de exceção no Brasil. Essa atitude do senador Eunício Oliveira de suspender a sessão e proibir a entrada de jornalistas e sindicalistas ao plenário é uma prova nítida disso”, disse Francisco Machado, representante do Sindicato dos Servidores Públicos do DF.

O bancário Max Bezerra, de Nova Friburgo, trouxe junto com ele um grupo de bancários de várias cidades do interior do Rio de Janeiro e aguardava o desenrolar dos acontecimentos no Senado, para decidir se continuaria em frente ao Congresso ou se se mobilizaria com o grupo para outro local onde estão acontecendo manifestações. Max classificou a proposta de reforma trabalhista de “golpe continuado”.

“Até mesmo o episódio observado no final da manhã no Senado consiste em golpe, pretexto para dar andamento às propostas. Enquanto estivermos vendo programações de TV direcionadas para um determinado setor, o país viverá uma espécie de realidade paralela. A solução é ir para as ruas e se posicionar”, afirmou.

A professora Adriana Andrade, do Paraná, lembrou das lutas que os sindicatos de professores têm feito em todo o país, como forma de combater o salário pequeno pago à categoria e reclamou que, caso seja aprovada a reforma trabalhista, a situação ficará ainda pior. “Para pessoas como eu, que sou concursada, a situação já é difícil, que dirá para outros trabalhadores. Esta reforma é uma perda total para o país, com precarização de direitos para todos”, disse.

Saída de Temer

Entre os eletricitários, o ambiente foi de faixas e cartazes tanto contra vários itens da reforma como também pedindo a saída do presidente Michel Temer. “Estamos tendo um dia de mobilização silenciosa hoje, sem alarde nem grandes passeatas, mas sabemos que nosso clamor está sendo ouvido e queremos acompanhar a votação da proposta até o fim”, afirmou Edvaldo Nogueira, de Goiás.

A CUT Brasília e seus sindicatos filiados realizaram, durante a manhã, passeata que intitularam de “Marcha Contra os Assassinos de Direitos”, em oposição aos senadores que declararam apoio ao texto da reforma. “Essa matéria retira todos os direitos da classe trabalhadora em benefício dos capitais financeiro, agrário e empresarial, os verdadeiros responsáveis por colocarem Temer no poder e que agora cobram a alta fatura do financiamento do golpe”, afirmou o presidente da CUT local, Rodrigo Britto.

“Os trabalhadores e trabalhadoras não se esquecerão dessa traição por parte dos parlamentares. A CUT, os sindicatos e os movimentos sociais, em todos os estados, estamparão nas ruas e nas redes sociais, a cara desses assassinos de direitos para que sejam riscados do cenário político nacional”, destacou Britto.


Rede Brasil Atual

Ao vivo: Senado vota projeto que retira direitos dos trabalhadores


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Portal Vermelho

domingo, 9 de julho de 2017

Lula visitará o Rio Grande do Norte em caravana pelos estados nordestinos

Lula nem pensar em ficar ausente do processo eleitoral de 2018
A visita do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva ao Nordeste, em agosto próximo, não incluirá só o Ceará, segundo o deputado federal José Nobre Guimarães.
O petista fará giro, num ônibus, por todos os demais estados, inclusive o Rio Grande do Norte, visitando prefeitos aliados para reforçar sua imagem na região que sempre lhe deu vitória nas urnas.
Toda a programação dessa visita do ex-presidente está sendo fechada pelas direções petistas desses Estados.
Lula nem pensar em ficar ausente do processo eleitoral de 2018.  

Fonte: Com informações de O Povo
C/ Xuá do Agreste

Os reflexos políticos das crises capitalistas e o papel dos jovens comunistas – Por Henrique Domingues

capitalism

O capitalismo passou por inúmeras crises desde que tornou-se o sistema socioeconômico predominante a partir das revoluções burguesas e da subsequente revolução industrial. Um sistema que se baseia na desigualdade e no acúmulo de riquezas não surpreende que esteja sempre envolvido em crises, a crise é uma premissa básica da falta de desenvolvimento democrático e irá se manifestar cedo ou tarde. O que impressiona, na verdade, é a capacidade que o capitalismo tem de se reinventar para superar as crises, o que atribui uma dinâmica de ciclos ao sistema.
Em decorrência das crises capitalistas, muitas mudanças no cenário político mundial aconteceram. A crise do petróleo nos anos 1970 serviu de catalisadora para o nascimento do G6 (hoje G7, mas que já foi G8), assim como a crise asiática de 1997 promoveu a articulação do G20, que são grupos de cooperação política e econômica que reúnem as nações mais desenvolvidas do planeta. Há ainda o efeito das grandes crises mundiais, como a crise de 1929, a quebra da bolsa de valores de Nova Iorque que produziu o ambiente necessário para a proliferação do nazifascismo de Hitler e Mussolini.
Passamos hoje por uma dessas crises de proporções mundiais. A quebra do banco Lehman Brothers nos Estados Unidos da América afundou o mundo inteiro numa profunda recessão econômica, que a política posta não conseguiu encontrar respostas e soluções. A partir da crise econômica, buscam-se novas saídas, novas ideias e é possível identificar os reflexos da crise, nas movimentações da política. A eleição de Obama e depois de Trump nos EUA, Tsipras na Grécia, Trudeau no Canadá, o brexit no Reino Unido, a ascensão de Macron e Le Penn na França, todas com ares de renovação.
A crise econômica empurra a política para o novo. É a fuga das tradicionais soluções marteladas por décadas. Na América Latina não foi diferente: Os golpes institucionais em Paraguai, Honduras e Brasil, a ascensão de Macri na Argentina e as desestabilizações induzidas que ganham força na Venezuela, graças a realidade da crise mais profunda que o capitalismo já enfrentou em toda a história. Ou seja, aqui na nossa casa os efeitos colaterais do momento econômico não se diferem do restante do mundo. É perfeitamente possível traçar paralelos e pontos de convergência.
Diante da demanda por novidades, é tarefa dos comunistas apresentar-se ao povo como tal. Através de projetos desenvolvimentistas, amplos, democráticos e patrióticos. É fundamental que o novo mundo seja propagandeado pelos novos homens e pelas novas mulheres. Caso contrário, se conformará um vácuo político que, inevitavelmente será ocupado. No Brasil, o que se apresenta como novidade ao povo é a pré-candidatura de Jair Bolsonaro, representante do neofascismo que ganha lastro na sociedade brasileira muito pela despolitização, mas também pela falta de opções.
Combater a intolerância fascista e violenta é uma responsabilidade de todos os democratas mas, sobretudo, daquelas e daqueles que sonham com um mundo onde a justiça se faça valer e a dignidade possa ser, de fato, democratizada para todo o conjunto da população. E o único caminho para que isso aconteça, é a superação do sistema posto em detrimento de ideias e organizações mais avançadas. Somente o socialismo e o caminho que se percorre para alcançá-lo poderá, de fato, apresentar as respostas que o povo busca a tanto tempo.