ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

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terça-feira, 11 de julho de 2017

MOVIMENTOS: Reforma Trabalhista: Sindicalistas denunciam estado de exceção

JP afirmou que ele e centenas de dezenas de dirigentes das centrais sindicais estão sendo impedidos – e coagidos pela polícia legislativa - de acompanhar a votação da reforma trabalhista que acontece nesta terça-feira (11) no plenário do Senado.

Ainda de acordo com JP, há um cerco da polícia legislativa contra os manifestantes. Segundo ele, aqueles que estão em frente ao plenário Petrônio Portela, local em que governistas armavam continuar a sessão, não podem usar o banheiro e nem receber alimentos.

“A informação que temos é que há possibilidade de algumas pessoas credenciadas do movimento sindical irem para as galerias mas isso ainda não aconteceu. Há também uma expectativa em torno da desocupação dos corredores do Senado”, informou JP.

Em um cenário em que senadoras da oposição ocuparam a mesa diretora no plenário do Senado e em que os governistas usam de todas as manobras para avançar com a votação da reforma trabalhista, o movimento social e sindical denuncia a censura e repressão a que estão sendo expostos nos corredores da Casa que deveria ser do povo. 

Na opinião da maioria, volta a se instalar o clima de repressão que ocorreu ao final da Marcha da Classe Trabalhadora contra as reformas em maio. 

O saldo naquela ocasião foi de 49 feridos, pessoas presas, policiais apontando armas letais para manifestantes, lançando bombas de gás lacrimogêneo e gás de pimenta. Michel Temer também editou decreto autorizando as forças armadas para conter a manifestação.

Voz dos trabalhadores

O presidente da CTB, Adilson Araújo, foi um dos dirigentes que sentiu o peso da ação policial ao reclamar das armas da segurança legislativa apontada para os trabalhadores. 

“Não estamos aqui para brigar com a polícia mas não vamos ser nós vítimas da repressão. Queremos acesso para emitir uma opinião e falar em nome daqueles que querem que o Brasil saia das páginas policiais e encontre o caminho da geração de emprego”, afirmou.

A busca pelo diálogo no Senado também é o motivo do ato político de ocupação da mesa diretora do plenário pelas senadoras Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Fátima Bezerra (PT-RN) e Gleisi Hoffman (PT-PR).

Vanessa diz que os parlamentares querem discutir o projeto e não apenas deixar nas mãos de Michel Temer a decisão pelos vetos. 
Quadrilha

O presidente da Central Única dos Trabalhadores Vagner que Michel Temer e seus “comparsas” tornaram a democracia brasileira “uma brincadeira”. Ele se referiu ao grupo como “quadrilha”. 

Nesta segunda-feira (10), o deputado Carlos Zveiter apresentou parecer favorável a que prossiga na Câmara a denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer. Envolvido em gravação com o executivo Joesley Batista, Temer foi denunciado pela Procuradoria Geral da União (PGR).

Vagner também denunciou que “entrou gente ligada a confederações patronais” para acompanhar . “É um golpe parlamentar, que além de tirar direitos impede o acesso do povo. È a ditadura. Se o povo não pode entrar é porque eles tem alguma coisa a esconder”.

Arbitrariedade

Marianna Dias, presidenta da União Nacional dos Estudos (UNE) acusou a presidência do senado de arbitrária e autoritária. Ela confirmou que a policia agiu com truculência e ameaçou os manifestantes com armas.

“Não vamos recuar porque aqui é nossa casa. Os movimentos sociais querem opinar. No Brasil tem movimento social e a gente não vai permitir que passe tudo em branco”, enfatizou a dirigente da UNE. Marianna denunciou as manobras dos governistas em tentar fazer uma sessão clandestina, o que levou os manifestantes à entrada do auditório Petrônio Portela.

Por volta das 18h a sessão de votação da reforma ainda não havia sido retomada no Senado. Representantes dos movimentos sociais e sindicais permaneciam na Casa.

Fonte: Portal Vermelho

MOVIMENTOS: Protesto no Congresso: Cruzes no gramado contra reforma trabalhista



Na manifestação desta terça-feira (11) as concentrações foram divididas em regiões administrativas do Distrito Federal, no espaço do servidor (na Esplanada dos Ministérios), na área em frente ao Congresso Nacional, na rodoviária do Plano Piloto, em frente ao Palácio do Buriti (sede do governo do DF) e no campus da Universidade de Brasília (UnB).

No total, são caravanas de trabalhadores de Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso formadas, em sua maior parte, por professores, bancários, servidores públicos, metalúrgicos, eletricitários e comerciários.

Eles viajaram até Brasília no final de semana para acompanhar a votação da reforma e, como ponto mais emblemático do protesto, fixaram no gramado localizado em frente ao Congresso aproximadamente 100 cruzes brancas que representam perdas de direitos para os trabalhadores brasileiros.

Em cada cruz está uma inscrição como licença-maternidade remunerada, intervalo do almoço, concurso público, acordo coletivo e progressão salarial. “Tudo isso vai se perder se a gente não conseguir barrar a reforma. Estamos animados com o fim desse governo, achando que o Temer vai sair, mas não adianta sair e deixar essa reforma aprovada, porque não vai melhorar muito as coisas para nós. Se Rodrigo Maia (presidente da Câmara) chegar ao Planalto, para nós vai dar no mesmo”, reclamou o analista de sistemas Robson Tavares.

Servidor público cearense, Tavares destacou que a questão não é apenas a mudança nas regras trabalhistas, mas as reformas neoliberais que o grupo que está no poder tenta implantar no país como um todo.

‘Estado de exceção’

Mais dispersos depois da notícia da “ocupação” da mesa diretora pelas senadoras, os manifestantes aproveitaram para criticar, do microfone dos carros de som, o que chamaram de “arbitrariedade” por parte do presidente do Senado. “A cada dia que passa temos maior percepção de que estamos vivendo um estado de exceção no Brasil. Essa atitude do senador Eunício Oliveira de suspender a sessão e proibir a entrada de jornalistas e sindicalistas ao plenário é uma prova nítida disso”, disse Francisco Machado, representante do Sindicato dos Servidores Públicos do DF.

O bancário Max Bezerra, de Nova Friburgo, trouxe junto com ele um grupo de bancários de várias cidades do interior do Rio de Janeiro e aguardava o desenrolar dos acontecimentos no Senado, para decidir se continuaria em frente ao Congresso ou se se mobilizaria com o grupo para outro local onde estão acontecendo manifestações. Max classificou a proposta de reforma trabalhista de “golpe continuado”.

“Até mesmo o episódio observado no final da manhã no Senado consiste em golpe, pretexto para dar andamento às propostas. Enquanto estivermos vendo programações de TV direcionadas para um determinado setor, o país viverá uma espécie de realidade paralela. A solução é ir para as ruas e se posicionar”, afirmou.

A professora Adriana Andrade, do Paraná, lembrou das lutas que os sindicatos de professores têm feito em todo o país, como forma de combater o salário pequeno pago à categoria e reclamou que, caso seja aprovada a reforma trabalhista, a situação ficará ainda pior. “Para pessoas como eu, que sou concursada, a situação já é difícil, que dirá para outros trabalhadores. Esta reforma é uma perda total para o país, com precarização de direitos para todos”, disse.

Saída de Temer

Entre os eletricitários, o ambiente foi de faixas e cartazes tanto contra vários itens da reforma como também pedindo a saída do presidente Michel Temer. “Estamos tendo um dia de mobilização silenciosa hoje, sem alarde nem grandes passeatas, mas sabemos que nosso clamor está sendo ouvido e queremos acompanhar a votação da proposta até o fim”, afirmou Edvaldo Nogueira, de Goiás.

A CUT Brasília e seus sindicatos filiados realizaram, durante a manhã, passeata que intitularam de “Marcha Contra os Assassinos de Direitos”, em oposição aos senadores que declararam apoio ao texto da reforma. “Essa matéria retira todos os direitos da classe trabalhadora em benefício dos capitais financeiro, agrário e empresarial, os verdadeiros responsáveis por colocarem Temer no poder e que agora cobram a alta fatura do financiamento do golpe”, afirmou o presidente da CUT local, Rodrigo Britto.

“Os trabalhadores e trabalhadoras não se esquecerão dessa traição por parte dos parlamentares. A CUT, os sindicatos e os movimentos sociais, em todos os estados, estamparão nas ruas e nas redes sociais, a cara desses assassinos de direitos para que sejam riscados do cenário político nacional”, destacou Britto.


Rede Brasil Atual

Ao vivo: Senado vota projeto que retira direitos dos trabalhadores


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Portal Vermelho

domingo, 9 de julho de 2017

Lula visitará o Rio Grande do Norte em caravana pelos estados nordestinos

Lula nem pensar em ficar ausente do processo eleitoral de 2018
A visita do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva ao Nordeste, em agosto próximo, não incluirá só o Ceará, segundo o deputado federal José Nobre Guimarães.
O petista fará giro, num ônibus, por todos os demais estados, inclusive o Rio Grande do Norte, visitando prefeitos aliados para reforçar sua imagem na região que sempre lhe deu vitória nas urnas.
Toda a programação dessa visita do ex-presidente está sendo fechada pelas direções petistas desses Estados.
Lula nem pensar em ficar ausente do processo eleitoral de 2018.  

Fonte: Com informações de O Povo
C/ Xuá do Agreste

Os reflexos políticos das crises capitalistas e o papel dos jovens comunistas – Por Henrique Domingues

capitalism

O capitalismo passou por inúmeras crises desde que tornou-se o sistema socioeconômico predominante a partir das revoluções burguesas e da subsequente revolução industrial. Um sistema que se baseia na desigualdade e no acúmulo de riquezas não surpreende que esteja sempre envolvido em crises, a crise é uma premissa básica da falta de desenvolvimento democrático e irá se manifestar cedo ou tarde. O que impressiona, na verdade, é a capacidade que o capitalismo tem de se reinventar para superar as crises, o que atribui uma dinâmica de ciclos ao sistema.
Em decorrência das crises capitalistas, muitas mudanças no cenário político mundial aconteceram. A crise do petróleo nos anos 1970 serviu de catalisadora para o nascimento do G6 (hoje G7, mas que já foi G8), assim como a crise asiática de 1997 promoveu a articulação do G20, que são grupos de cooperação política e econômica que reúnem as nações mais desenvolvidas do planeta. Há ainda o efeito das grandes crises mundiais, como a crise de 1929, a quebra da bolsa de valores de Nova Iorque que produziu o ambiente necessário para a proliferação do nazifascismo de Hitler e Mussolini.
Passamos hoje por uma dessas crises de proporções mundiais. A quebra do banco Lehman Brothers nos Estados Unidos da América afundou o mundo inteiro numa profunda recessão econômica, que a política posta não conseguiu encontrar respostas e soluções. A partir da crise econômica, buscam-se novas saídas, novas ideias e é possível identificar os reflexos da crise, nas movimentações da política. A eleição de Obama e depois de Trump nos EUA, Tsipras na Grécia, Trudeau no Canadá, o brexit no Reino Unido, a ascensão de Macron e Le Penn na França, todas com ares de renovação.
A crise econômica empurra a política para o novo. É a fuga das tradicionais soluções marteladas por décadas. Na América Latina não foi diferente: Os golpes institucionais em Paraguai, Honduras e Brasil, a ascensão de Macri na Argentina e as desestabilizações induzidas que ganham força na Venezuela, graças a realidade da crise mais profunda que o capitalismo já enfrentou em toda a história. Ou seja, aqui na nossa casa os efeitos colaterais do momento econômico não se diferem do restante do mundo. É perfeitamente possível traçar paralelos e pontos de convergência.
Diante da demanda por novidades, é tarefa dos comunistas apresentar-se ao povo como tal. Através de projetos desenvolvimentistas, amplos, democráticos e patrióticos. É fundamental que o novo mundo seja propagandeado pelos novos homens e pelas novas mulheres. Caso contrário, se conformará um vácuo político que, inevitavelmente será ocupado. No Brasil, o que se apresenta como novidade ao povo é a pré-candidatura de Jair Bolsonaro, representante do neofascismo que ganha lastro na sociedade brasileira muito pela despolitização, mas também pela falta de opções.
Combater a intolerância fascista e violenta é uma responsabilidade de todos os democratas mas, sobretudo, daquelas e daqueles que sonham com um mundo onde a justiça se faça valer e a dignidade possa ser, de fato, democratizada para todo o conjunto da população. E o único caminho para que isso aconteça, é a superação do sistema posto em detrimento de ideias e organizações mais avançadas. Somente o socialismo e o caminho que se percorre para alcançá-lo poderá, de fato, apresentar as respostas que o povo busca a tanto tempo.

Indicadores sociais mostram que país pode não atingir objetivos da ONU

 


Se forem mantidas as atuais tendências em relação à evolução dos indicadores sociais, o Brasil poderá não atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU) para o ano de 2030. O alerta é de integrantes da sociedade civil, que elaboraram um relatório sobre a situação do país que aponta poucos avanços e até mesmo retrocessos em áreas como redução da pobreza e garantia da saúde.

Uma versão reduzida do relatório "Luz da Sociedade Civil sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável" foi apresentada nesta sexta-feira (7), no Rio de Janeiro. Na próxima semana, haverá uma reunião na ONU, em Nova York, em que a organização irá avaliar o desenvolvimento de cada país.

“Estamos muito preocupados porque entre os objetivos fixados, como a questão da pobreza e da fome, estamos percebendo um princípio de retrocesso. Eles têm relação com a situação econômica e social do país. Os dados mostram até 2014 um caminho exitoso, mas inicia-se a crise e as curvas, que eram ascendentes, começam a cair”, disse o pesquisador do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), Francisco Menezes, também integrante do Action Aid Brasil, uma federação internacional de entidades sociais.

Francisco chamou a atenção para as mudanças no índice de Gini, indicador que retrata o nível de desigualdade em uma sociedade. “A curva de Gini até 2014 vinha em um processo mostrando redução da desigualdade. Em 2015 ele para e, em 2016, começa a crescer, mostrando que aumenta a desigualdade no país”, alertou o pesquisador do Ibase. Segundo ele, em 2014 o índice de Gini era 0,491 e subiu para 0,523 em 2016. Quanto mais próximo de zero, mais igualitário é o país.

Para outro integrante do grupo de trabalho da sociedade civil, Richarlls Martins, a preocupação é a diferença metodológica entre os dados apresentados pelo governo brasileiro e os apurados grupos independentes. “O que se pode perceber é que o relatório oficial, que será apresentado em Nova York na próxima semana, carece de dados e fontes fidedignas em comparação ao relatóriopelos  que está sendo apresentado pelo conjunto amplo da sociedade civil. São visões extremamente diferentes”, disse Richarlls, que é membro da Rede Brasileira de População e Desenvolvimento.

Nesta sexta-feira, em Brasília, o coordenador-residente da ONU no Brasil, Niky Fabiancic, e o ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República, Antônio Imbassahy, assinaram um memorando de entendimento entre as Nações Unidas e o Brasil, para a cooperação em iniciativas que apoiem o ODS. O documento apresentado pela sociedade civil pode ser acessado na página da internet do grupo de trabalho. 


Fonte: Agência Brasil

Flávio Dino disputará a reeleição, diz presidente do PCdoB do Maranhão

 



As pesquisas reforçam que Flávio Dino tem uma imagem sólida e positiva, apesar da grave crise política que afeta a classe política no país.

Não é à toa que o o nome de Flávio Dino circula nas especulações da grande mídia numa eventual candidatura a vice na chapa de Lula em 2018. Foi o que apontou uma nota da revista Veja, da coluna Radar. De acordo com a revista, Gleisi Hoffmann e Jaques Wagner teriam procurado o governador do Maranhão, para saber se ele topa a empreitada.

“O governador Flávio Dino tem sido procurado frequentemente por lideranças nacionais de diferentes partidos e correntes de opinião, inclusive pelo PT. Mas não há nenhum debate específico sobre eventual candidatura presidencial ou a vice-presidente", esclarece o presidente do PCdoB do Maranhão, Márcio Jerry.

E acrescenta: "Flávio Dino disputará a reeleição a governo do Maranhão. As lembranças do nome do governador revelam o prestígio que ele tem na cena política brasileira, especialmente em função do extraordinário trabalho que desenvolve à frente do governo do Maranhão”.

As especulações aumentaram após uma declaração feita pelo ex-presidente Lula, que afirmou que Flávio Dino será peça importante na frente ampla que precisa ser construída no Brasil.

“Ele tem se mostrado um homem com uma capacidade gerencial muito grande e uma capacidade política muito grande. Eu acho que ele deveria participar mais do debate nacional. Ele tem coisas a falar para o Brasil”, disse Lula durante entrevista à Rádio Difusora (MA). “Por todas as informações que a gente tem, ele tem sido um bom governador”, complementou.
 


Do Portal Vermelho