ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

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sábado, 8 de abril de 2023

Dino desmonta base bolsonarista em audiência na Câmara -Por: Christiane Peres - "VALE A PENA LÊ DE NOVO !!! - PCDOB NACIONAL AMPLIANDO SUAS LUTAS!" - EDUARDO VASCONCELOS - PCdoB - NOVA CRUZ-RN

 

Bruno Spada/Agência Câmara

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados recebeu, na terça-feira (28/03), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, para esclarecer as mudanças na política de controle de armas do governo federal; explicar as ações adotadas no âmbito de seu ministério e do governo após os ataques ocorridos no dia 8 de janeiro; e esclarecer a visita que fez ao Complexo da Maré, no último dia 13.

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro têm acusado Dino e o governo Lula de relação com organizações criminosas no Rio de Janeiro, por Dino ter ido ao Complexo da Maré sem companhia de seguranças, o que já foi desmentido por ele. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) escreveu no Twitter que chamaria Dino para explicar o nível de envolvimento dele e de Lula com o crime organizado carioca. Em resposta, o ministro da Justiça protocolou uma notícia-crime ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na qual acusa cinco deputados e dois senadores de terem espalhado notícias falsas contra ele. Os parlamentares de oposição defenderam que isso foi uma tentativa de censura.

Na audiência, o ministro explicou que foi convidado para participar de um evento realizado pela organização Redes da Maré, que articula junto com órgãos governamentais em defesa dos interesses da população local, que ultrapassa 140 mil habitantes.

Dino considerou “esdrúxulas” as acusações. “É uma tentativa vil de criminalizar não o ministro, mas aquela população e com isso eu não posso concordar. Como se fossem todos criminosos lá e não são. Isso é preconceito contra as pessoas mais pobres do país e eu tenho obrigação de reagir contra esse ataque”, respondeu Dino.

Segundo ele, assim como foi ao debate no Complexo da Maré, irá a outros, “porque é dever” da sua Pasta. “Era uma reunião pública, realizada a 15 metros da Avenida Brasil, previamente comunicadas às polícias e autoridades locais. Isso virou uma reunião com o Comando Vermelho. Não ponham em suspeição o secretário da Polícia Civil e da Polícia Militar do Rio de Janeiro. É preciso ter seriedade com o debate público. Agora, quero crer que a essa altura ninguém vai continuar a criminalizar a comunidade. Até porque, criminalizar os mais pobres é estimular a violência contra eles. Não me parece uma atitude adequada para agentes públicos”, destacou.

8 de janeiro

Os ataques aos Três Poderes, no dia 8 de janeiro, também foram alvo do debate. Aliados de Bolsonaro tentaram implicar às autoridades federais falhas do sistema de segurança, que levou à invasão e depredação do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Para parlamentares da oposição, as prisões em massa de manifestantes foram um “excesso e ataque à liberdade de expressão”.

Dino elencou as ações tomadas pelo governo federal tão logo foi decretada a intervenção federal na segurança do Distrito Federal. Isso porque, segundo a Constituição, o policiamento ostensivo cabe ao governo local, não ao governo federal.

“Pessoas organizaram violência para quebrar, invadir. E a PMDF não cumpriu aquilo que estava escrito no planejamento operacional do DF, que é o órgão competente para estabelecer a ordem pública. Fui avisado que a PM não estava cumprindo seu papel. Então, me dirigi ao presidente e disse, temos uma situação ensejadora de intervenção federal. A partir do momento que ele decidiu pela intervenção, a Força Nacional passou a atuar junto com as demais forças e conseguimos estabelecer a ordem. Onde está a omissão? Não posso descumprir a Constituição e a lei. A PF faz policiamento ostensivo? Não. A PRF faz policiamento ostensivo. Não. A não ser em rodovias federais. A medida que houve a intervenção, as medidas foram feitas: prisão em flagrante e apresentação ao sistema de justiça”, pontuou Dino.

Na audiência, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) criticou a tentativa da oposição de desvirtuar o debate sobre o 8 de janeiro. “É inacreditável que tem parlamentar da oposição que fala em CPI para investigar os atos de 8 de janeiro, se ela foi mobilizada pela base de Bolsonaro. O que se viu no Brasil, a partir dos acampamentos golpistas, foi uma tentativa de golpe estimulada por Jair Bolsonaro. Mas, felizmente, a democracia brasileira se afirmou, os Três Poderes se uniram, os criminosos vão passar pela Justiça. Espero que sejam condenados e cumpram pena”, disse Orlando.

Decreto de armas

Dino falou ainda sobre a política armamentista. Segundo ele, o número de armas cadastradas na Polícia Federal já superou o registro mantido pelo Exército. De acordo com a Polícia Federal, 824.064 armas foram cadastradas desde fevereiro, quando o governo Lula abriu prazo de 60 dias para o registro.

Dessas, 782.320 são armas de uso permitido e 41.744 são de calibres de uso restrito. Já o sistema Sigma, mantido pelo Exército, tem cadastradas 772 mil armas de fogo.

“Temos mais armas recadastradas do que havia de cadastradas. Aqueles que diziam que queríamos fazer o cadastramento para confiscar armas, estamos contribuindo para que armas que estavam na ilegalidade venham para a luz da lei”, disse Dino.

O prazo dado pelo governo Lula para o cadastramento de armas termina no dia 3 de abril. O governo diz que aqueles que não atenderem à determinação poderão responder criminalmente.

Parlamentares ligados ao setor de segurança pública, grupo conhecido como “Bancada da Bala”, pediram a Dino o adiamento do prazo. O ministro da Justiça havia dito na semana passada que discutiria o pedido com o presidente Lula. Durante fala na audiência, Dino disse que responderá ainda nesta terça.

 Fonte: PCdoB NA CÂMARA - http://www.pcdobnacamara.org.br

sexta-feira, 7 de abril de 2023

CNH: grupo de motoristas tem até abril para renovar - História por Mauro Balhessa

 CNH: grupo de motoristas tem até abril para renovar

CNH: grupo de motoristas tem até abril para renovar© Nova Carteira Nacional de Habilitação - Foto por: Lidiana Cuiabano/Detran-MT

Vale lembrar que a norma, com a prorrogação excepcional dos prazos, foi estabelecida a partir da publicação da Deliberação 243 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), de 09/11/21.

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Veja o calendário abaixo:

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação© Fornecido por Motor Show

CNHs vencidas em 2023

Para os cidadãos que possuem o vencimento da habilitação previsto para este ano (ou seja, a partir de janeiro de 2023), o prazo para a renovação da CNH voltou a ser regular, no intervalo entre 30 dias de antecedência à data e, no máximo, 30 dias após o vencimento do documento.

Multa

Em caso de fiscalização de trânsito, os motoristas que não estão com o documento regularizado recebem uma multa no valor de R$ 293,47, além de sete pontos na CNH – considerada uma infração gravíssima.

Veja abaixo passo a passo para renovar a CNH:

  • Para renovar a CNH, os condutores devem acessar os seguintes canais digitais: www.detran.sp.gov.br, www.poupatempo.sp.gov.br ou app Poupatempo Digital;
  • Após confirmar ou atualizar os dados, o motorista agenda e realiza o exame médico na clínica indicada pelo sistema;
  • Para renovar as carteiras de habilitação categorias A e B, o cidadão deve selecionar a data e hora para exame médico com um profissional credenciado pelo Detran.SP;
  • Nos casos de motoristas que exercem atividade remunerada é necessário que façam também avaliação psicológica;
  • Para as categorias C, D ou E, o condutor deve agendar e realizar o exame toxicológico em um dos laboratórios credenciados pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) – após a coleta do material para análise, o condutor deve, em até 90 dias, agendar e realizar o exame médico com um profissional credenciado pelo Detran.SP;
  • Depois da aprovação nos exames, é necessário pagar a taxa de emissão da CNH e aguardar orientações via e-mail para acessar a CNH Digital, que tem a mesma validade do documento físico e fica disponível no aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT);
  • O código de segurança para acessar a CNH digital também pode ser consultado pelos canais eletrônicos do Detran.SP e Poupatempo;
  • Além da CNH digital, o cidadão irá receber a CNH física, pelos Correios, no endereço de sua preferência.

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PCdoB repudia ataques transfóbicos contra a deputada Dani Balbi


Nesta semana, a deputada estadual do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Dani Balbi, sofreu uma série de ataques transfóbicos dentro do plenário da ALERJ, na sessão que analisava o Projeto de Lei apresentado pela parlamentar comunista e que prevê punições mais rígidas para os estabelecimentos que discriminarem pessoas LGBTQIA+.

Na sessão, deputados e deputadas usaram a tribuna do parlamento fluminense para proferir diversas falas repletas de homofobia e transfobia. O lamentável caso ganhou forte repercussão na mídia e nas redes sociais.

Em entrevista ao jornal O Globo, a deputada do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) explicou o Projeto de Lei e falou sobre o inaceitável episódio no plenário da ALERJ:

“O meu projeto de lei 193/ 2023 é uma atualização da lei 7.041/ 2015. A nossa intenção é ampliar as punições a agentes públicos e estabelecimentos públicos e privados que praticarem crime de discriminação contra a população LGBTQIA+. Hoje a lei trata de punição quando houver discriminação por orientação sexual, mas não trata de questões de gênero. Gênero é a identidade psicológica e social de uma pessoa, independente do seu sexo de nascimento. E vou batalhar pela lei porque a população transexual e travesti do Estado do Rio de Janeiro também precisa ser protegida. A intenção ali [no Plenário] foi muito clara: esvaziar o debate sério em torno do que realmente era o projeto de lei, que nada tinha a ver com uso de banheiros. Além da dignidade de todas as pessoas trans e travestis, no meu caso, aqui dentro da Alerj, o interesse é de me desestabilizar no cumprimento das funções públicas. Claro que me sinto impactada como uma mulher transexual, travesti que luta por cidadania, reconhecimento, para que todas como eu tenha acesso a todos os espaços. Mas também me sinto atacada no exercício das minhas funções públicas. Porém, vou continuar lutando”.

Representando o PCdoB, João Batista Lemos, presidente estadual do Partido, repudiou de forma veemente a ofensiva transfóbica contra a camarada Dani Balbi afirmando que:

“Esse lamentável  episódio representa o bolsonarismo aqui no Rio de Janeiro, é o retrocesso e a obscuridade. Não aceitaremos a transfobia, a homofobia ou qualquer outra forma de discriminação. É um absurdo essa posição reacionária que tenta atacar as pessoas LGBTQIA+ e nós repudiamos veementemente essa ofensiva conservadora e fascista. Ninguém vai atacar nem cercear a atuação política da camarada Dani Balbi, que com muita altivez, coragem e sabedoria tem enfrentado os reacionários, conservadores, e transfóbicos dentro da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), para onde foi eleita com mais de 65 mil votos”.

Fonte: https://pcdob.org.br

Governo retira Correios e mais seis estatais do programa de privatização - por Barbara Luz

 

Foto: divulgação/Correios

A medida inclui a remoção de sete estatais do programa de desestatização, incluindo EBC, Dataprev e Serpro, e três do programa de parceiras privadas

Nesta quinta-feira (6), o governo liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retirou sete empresas do Programa Nacional de Desestatização (PND), entre elas os Correios e a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), e três do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

A medida foi divulgada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) e, segundo o Ministério das Comunicações, tem como objetivo fortalecer o papel das estatais na  promoção de cidadania e ampliar os investimentos.

As empresas foram incluídas nos programas de desestatização durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

No dia da posse, em 1º de janeiro, o presidente Lula assinou um despacho determinando a revogação de processos de privatização de oito estatais, incluindo os Correios e a Petrobras.

Na última quarta-feira (5) o Conselho do Programa de Parcerias e Investimentos recomendou a exclusão dos Correios e da Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebrás) do PND.

A ação envolve as seguintes empresas:

Excluídas do PND:

  • ECT – Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos;
  • EBC – Empresa Brasil de Comunicação (EBC);
  • Dataprev – Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência;
  • Nuclep – Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A;
  • Serpro – Serviço Federal de Processamento de Dados;
  • ABGF – Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias S.A.;
  • Ceitec – Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada S.A.;

E as que já as que não integram mais o PPI:

  • Conab – Armazéns e imóveis de domínio da Companhia Nacional de Abastecimento;
  • PPSA – Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A. – Pré-Sal Petróleo S.A.;
  • Telebras – Telecomunicações Brasileiras S.A.

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Com Informações de Agências
E Portal Vermelho

quinta-feira, 6 de abril de 2023

ESPORTE Renildo Calheiros defende fortalecimento do esporte no Brasil - Por: Christiane Peres - PCdoB na Câmara

 

Em audiência com a ministra da área, Ana Moser, deputado afirma que é preciso buscar mais recursos para o esporte e soluções criativas para implementação de políticas públicas para a área

“Não seja uma ministra que aceita cortes de recursos na área de esportes. Lute pela ampliação deles, porque eles são poucos. O esporte, assim como a cultura, é dessas áreas que precisa de mais investimentos, pois só assim conseguiremos fortalecer o esporte no Brasil e proporcionar que mais pessoas tenham acesso a ele. E a senhora terá nesta comissão aliados importantes.” Esse foi o tom da fala do deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE) durante audiência com a ministra do Esporte, Ana Moser.

No encontro, realizado nesta quarta-feira (29), Renildo defendeu o fortalecimento da área e afirmou que será preciso criar soluções criativas para a implementação de políticas públicas para a área.

“Em todo governo, as áreas sempre têm divergência com a Fazenda, porque quem está na Fazenda tem um olhar diferente de quem implementa políticas públicas. Quem está na Fazenda pensa primeiro nas contas. Então, sugiro. Não é uma insubordinação, mas não seja uma ministra que aceita corte de recursos na área de esportes. Lute pela ampliação dos recursos, porque eles são muito poucos. E muitas coisas, com criatividade, pode ser buscada. Há uma interface grande entre esporte e saúde; há vários programas que podem ser propostos em parceria com o Ministério da Educação; com outras Pastas que tenham mais estrutura”, afirmou.

Para Renildo, quem executa política pública precisa olhar para todos, pois “quanto mais pessoas tiverem acesso ao esporte, maior a possibilidade de surgir atletas de alto rendimento”. “É quando você amplia a participação da base que surgem mais talentos e possibilidades”, destacou.

O parlamentar celebrou a retomada da Pasta, então extinta por Bolsonaro sob a premissa de redução de gastos. “Fiz crítica ao governo passado por diminuir o Ministério do Esporte. Foi uma bobeira. Disseram que era para diminuir despesas. Mas não há novas despesas, porque redistribui as caixinhas. Mas qual é a diferença? O status político. Quando você tem uma ministra da Cultura, uma ministra dos Esportes, você dá autoridade, status político, fortalece a área e cria condições daquela Pasta buscar um resultado melhor. É isso que precisamos”, disse.

Em sua fala, Ana Moser afirmou que o objetivo do Ministério é ampliar a prática esportiva no país. Segundo ela, embora a prática esportiva seja um direito constitucional, não existem sequer estatísticas confiáveis sobre a atividade física para a população em geral.

Como forma de alcançar a meta de tornar a população mais ativa, a ministra relatou que a Pasta está construindo uma política pública integrada com outros ministérios, principalmente Educação e Saúde.

O Ministério do Esporte também irá buscar integrar ações da União, estados e municípios para que as propostas cheguem de fato à população. “É uma janela de oportunidade para a gente incorporar metas do Esporte dentro dos planos de Educação e de Saúde”, disse Ana Moser. Segundo ela, dessa forma será possível contornar a falta de recursos próprios do Esporte. De acordo com a ministra, hoje o Brasil aplica somente 0,04% do PIB em políticas esportivas. Na Europa, por exemplo, ela ressaltou que a proporção é dez vezes maior.

O presidente da Comissão do Esporte, deputado Luiz Lima (PL-RJ), se comprometeu a trabalhar junto à Comissão Mista de Orçamento para melhorar a situação Ministério do Esporte. “Essa comissão vai ter uma interferência com o relator do Orçamento, a partir de agosto, para que a gente melhore as condições, não só orçamentárias do Ministério, como políticas”, afirmou.

Fonte: Portal VEMELHO

MOVIMENTOS : Coletivo de Mulheres denuncia rotina de assédio sexual na Petrobras - por André Cintra

Internamente, empresa recebeu 81 denúncias de assédio entre 2019 e 2022, os anos do governo Bolsonaro.

O Coletivo de Mulheres da FUP (Federação Única dos Petroleiros) lidera uma campanha de combate ao assédio sexual dentro da Petrobras. Conforme lideranças da categoria, a prática virou uma rotina para trabalhadoras em diversas unidades da empresa, sobretudo para aquelas que estão embarcadas em plataformas. Um grupo de WhatsApp formado por mulheres petroleiras compilou 53 casos de assédio.

Apenas no mês de março, houve denúncias de casos de machismo e assédio na Replan (Refinaria Planalto de Paulínia), no estado de São Paulo, além de acusações similares na Regap (Refinaria Gabriel Passos) e na Termelétrica de Ibirité, ambas em Minas Gerais. Segundo o Coletivo de Mulheres, mesmo com a mudança do governo Jair Bolsonaro (PL) para o governo Lula (PT), a direção da empresa tem sido negligente.

Para a coordenadora do Coletivo de Mulheres, Patrícia Jesus Silva – que também é diretora da FUP e do Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES) –, a Petrobras precisa agir. Em fevereiro, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, recebeu uma carta da categoria, que reivindicava a recriação das comissões de diversidade e combate às opressões. Até o momento, porém, não houve respostas.

“O Coletivo de Mulheres da FUP vem cobrando efetividade no combate aos assédios e abusos há tempos, inclusive em carta entregue a Jean Paul Prates, na primeira reunião que tivemos com ele”, lembra Patrícia Jesus Silva. A demanda chegou à Folha de S.Paulo e teria constrangido a direção da Petrobras.

Na visão da petroleira Bárbara Bezerra, diretora do Sindipetro-NF, a rotina de assédio tem inibido trabalhadoras a relatar o que sofrem. “Quando uma mulher denuncia um abuso, seja físico ou emocional, ela tende a ser desacreditada pelas pessoas a sua volta. Eu mesma já passei por situações do tipo dentro da plataforma e a primeira pergunta que fizeram é se eu estava ‘paquerando’ alguém”, diz. “É um desrespeito absurdo. Só queremos trabalhar em paz.”

Coordenador-geral, Deyvid Bacelar também exige que a Petrobras pare de ignorar as denúncias. “A empresa é responsável por dar fim a esse tipo de comportamento, punindo os agressores de forma incisiva, para que essas agressões sejam extirpadas da companhia”, afirma Deyvid.

À GloboNews, Jean Paul Prates declarou que a Petrobras tomará novas medidas de combate ao assédio. Ele disse estar ciente de diversos relatos: “Mulheres, em diferentes momentos da história da companhia, viveram situações de assédio, constrangimento e violências por gênero”, admitiu o presidente da empresa. “Em breve divulgaremos a nossa força de trabalho com novas medidas de fortalecimento da prevenção e combate ao assédio.”

Internamente, a Petrobras recebeu 81 denúncias de 2019 a 2022, os anos do governo Bolsonaro. “A nova gestão da companhia reitera que não tolera qualquer tipo de assédio e violência contra mulher, comprometendo-se a criar um ambiente de confiança para que todas as ocorrências sejam denunciadas”, diz, em nota, a Petrobras.

Um dos casos recentes ocorreu no Cenpes (Centro de Pesquisas da Petrobras), no Rio de Janeiro, onde quatro funcionárias de uma empresa terceirizada de serviços de limpeza denunciaram assédio. Uma delas foi estuprada. “Esses ocorridos são de conhecimento da Petrobras, tendo em vista que as trabalhadoras realizaram denúncia formal nos canais de denúncia da empresa e na delegacia”, diz o Sindipetro-RJ.

O estuprador, porém, não foi sequer afastado e manteve contato com a vítima. “Não teve assistência social, psicológica – e não teve proteção de emprego das vítimas”, afirma Natália Russo, diretora do Sindipetro-RJ. “Uma delas chegou a pedir demissão porque não aguentou a pressão de ficar convivendo com o abusador.”

Diante dessa acusação específica, a Petrobras reconhece que pode ter errado. “O grupo de trabalho vai rever os procedimentos internos de tratamento das denúncias. Se forem identificadas falhas, vai determinar revisão desses respectivos processos”, diz, em nota, a empresa. Mas, para o Coletivo de Mulheres da FUP, revisões sem a participação dos sindicatos não são legítimas. Até quando a Petrobras vai se esconder?

Com informações da FUP

E Portal VERMELHO

MP Eleitoral deve pedir condenação de Bolsonaro por ataques às urnas - por Iram Alfaia

Corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Benedito Gonçalves (Fotos: Antônio Augusto/Secom/TSE).

O ex-presidente é acusado no TSE pelos ataques, sem provas, às urnas eletrônicas e o sistema eleitoral brasileiro numa reunião com embaixadores estrangeiros.

Nas alegações finais, o Ministério Público Eleitoral (MPE) deve pedir a condenação de Bolsonaro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo crime de abuso de poder político. O ex-presidente é acusado pelos ataques, sem provas, às urnas eletrônicas, ao sistema eleitoral brasileiro e uso indevido dos meios de comunicação numa reunião, em julho do ano passado, com embaixadores estrangeiros.

A fase de coletas de provas foi encerrada pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Benedito Gonçalves. Na segunda-feira (10), a defesa do ex-presidente terá de apresentar suas alegações finais e, na terça-feira (11), o MPE terá dois dias para elaborar seu parecer.

A pedido do PDT, autor da ação, o corregedor incluiu nos autos a chamada minuta do golpe encontrada na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres.

Leia mais: Maioria dos brasileiros quer Bolsonaro inelegível em ação no TSE

Pelo documento golpista, o ex-presidente decretaria Estado de Defesa no TSE, anularia a eleição presidencial e afastaria os ministros da corte eleitoral.

Segundo apurou O Globo, O MPE prepara um duro parecer em sua manifestação final no processo. A reportagem ouviu três ministros da corte que conversaram reservadamente com os procuradores e a expectativa é que o parecer seja pela condenação de Bolsonaro que deve ficar oito anos inelegível.

“Ministros do TSE lembram que o vice-procurador-geral Eleitoral, Paulo Gonet, já havia apontado ilícito no encontro do ex-presidente com os diplomatas ainda no ano passado”, diz a reportagem.

No parlamento, a expectativa também é pela condenação do ex-presidente. “URGENTE! O ladrão de joias também desviou dinheiro público para fazer campanha eleitoral. Reportagem do UOL mostra que Bolsonaro gastou 754 mil reais no cartão corporativo para pagar lanches de seus aspones em atos de campanha. Agora é com o TSE. BOLSONARO INELEGÍVEL JÁ!”, escreveu no Twitter o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP).

O senador Humberto Costa (PT-PE) diz que com “uma falcatrua nova descoberta a cada dia, Bolsonaro está mais enrolado do que nunca”. “Pela vontade da maioria dos brasileiros, a Justiça deve condená-lo e torná-lo inelegível. A democracia não pode conviver com um tirano que sempre tentou derrubá-la”, afirmou.

MPF

Em janeiro, um grupo de procuradores do Ministério Público Federal (MPF) pediu ao procurador-geral da República, Augusto Aras, que investigue Bolsonaro por incitação ao crime.

 De acordo com o grupo, “a insistência do ex-presidente em apontar supostas fraudes nas urnas que o elegeram se estendeu ao longo dos últimos anos, em lives realizadas semanalmente para seus eleitores e seguidores em redes sociais”.

“Parece haver indícios fortes de que, na madrugada de 10/01/2023 para 11/01/2023, o ex presidente da República Jair Messias Bolsonaro, (…), praticou, valendo-se de sua influência sobre relevante parcela da população, crime de incitação tipificado tanto no caput quanto no parágrafo único do art. 286 do Código Penal, ao, em tese, realizar postagem, em seu perfil na rede social Facebook, de vídeo desinformativo sobre a integridade das instituições judiciárias e sobre a higidez dos processos democráticos brasileiros”, diz o documento.

Fonte: Portal VERMELHO