ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

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CAMPANHA MOVIMENTO 65

terça-feira, 25 de outubro de 2022

Ato de apoio lota o TUCA e as ruas e mostra a força de Lula e Alckmin - por Cézar Xavier

 

Personalidades, economistas, juristas e políticos se uniram a milhares de pessoas dentro e fora do teatro da PUC, em defesa da democracia e das candidaturas de Lula e Haddad.

– Lula, Alckmin e Haddad participam do Ato em Defesa da Democracia e do Brasil, organizado pelo Grupo Prerrogativas, no Teatro Tuca, em São Paulo. Marina Silva, Simone Tebet e personalidades políticas e artísticas estiveram presentes. Foto: Ricardo Stuckert.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou na última semana de campanha levando a força das ruas para o ato realizado nesta segunda-feira (24), no Teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), o Tuca. O encontro no teatro que é um marco da luta pela democracia já é tradicional nas campanhas progressistas, desde 1998.

Neste evento, o ex-presidente reuniu nomes como Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, o economista e um dos responsáveis pelo Plano Real, Persio Arida, Marta Suplicy, ex-prefeita de São Paulo, a ex-ministra Marina Silva, e a senadora Simone Tebet, além de dezenas de lideranças, artistas, intelectuais e presidentes de partidos. Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, enviou um vídeo em apoio.

Na área externa da instituição, milhares de pessoas assistiram ao evento através de telões. A mesa principal foi composta ainda por Lúcia França, Gleisi Hoffmann, Fernando Haddad, Ana Estela Haddad, Márcio França, Geraldo Alckmin e Janja da Silva.

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Na abertura da cerimônia, chamada ‘Em defesa da democracia e do Brasil’, a reitora Maria Amalia Andery destacou que existe uma simbologia das campanhas de Lula e Haddad por escolherem estar presentes, justamente pelo Tuca ser reconhecido como palco de resistência democrática. Em 2022, a invasão da PUC por policiais da Ditadura Militar completou 45 anos.

“A simbologia das campanhas ao escolherem este teatro, esta universidade, para começar a última semana de uma campanha dura, é única, e só vocês poderiam usar. O outro lado não pode entrar em uma universidade, não há como”, opinou a reitora. “Nosso coração é de vocês, tenho certeza de que essa dupla fará o Brasil que todos almejamos“.

Retrocesso inimaginável

Emocionado pela presença de crianças entregando rosas aos presentes, Lula começou lamentando a fala de Bolsonaro sobre as meninas venezuelanas. “O atual presidente da República confundiu uma menina venezuelana de 14 anos como se ela fosse um objeto sexual. Ele, no cargo de presidente da República, jamais poderia ter tido a atitude de pedófilo que ele teve, não respeitando uma criança de 14 anos de idade”, criticou. “A consciência lhe doeu tanto que ele foi obrigado a acordar 1h da manhã para fazer uma live, quem sabe, pedindo desculpa a Deus. Porque nós não podemos perdoá-lo”.

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“Lula disse que agora é hora de derrotar Bolsonaro ou a gente vai se arrepender pelo resto da vida”, e ainda criticou: “jamais imaginei depois da nossa experiência de governo e da Constituição de 1988 que a gente pudesse ter o retrocesso que a gente teve”, afirmou, referindo-se também aos ataques baixos de Roberto Jefferson (PTB) à ministra Carmen Lúcia.

Os episódios de racismo contra Seu Jorge e Eddy Junior, que viralizaram na última semana, além do caso Roberto Jefferson, também foram citados como exemplos de situações graves que só podem acontecer em um país desgovernado. Lula então, falou que o Brasil precisa ser protagonista de sua própria história, retomar a política externa e pagar a dívida com negros, pobres e indígenas.

Lula ainda afirmou que Bolsonaro é um “cidadão anormal, um mentiroso compulsivo”. “Bolsonaro está brincando com o país. Não conversa com sindicato, com trabalhador, com movimento negro, com movimento de mulheres, com empresário sério, com prefeito, com governador”, criticou.

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“Um governo nosso não será um governo do PT. Terá que ser além. O Henrique Meirelles não era do PT, o Furlan, o Gilberto Gil, o Celso Amorim não eram do PT. Não faremos um governo do PT, faremos um governo do povo brasileiro”, disse.

Ele disse que muita gente se questiona qual é o Lula que vai voltar ao governo, aquele de antes da prisão ou depois, como se a personalidade fosse diferente. “O filho que a Dona Lindu pariu continua sendo o mesmo, o mesmo que era no sindicato, que fundou o PT, que ajudou a fundar a Central Única dos Trabalhadores, o mesmo que governou entre 2003 e 2010 com um compromisso”.

Lula reafirmou seu compromisso com a responsabilidade econômica. “Não existe milagre em economia, ninguém inventa, as coisas têm que ser feitas com muita seriedade”. Ele afirmou que, durante o seu governo, a política de inclusão social era feita sem endividar o País. O candidato lembrou que o Brasil, no seu governo, pagou a dívida ao Fundo Monetário Internacional (FMI), fez empréstimo a fundo e mesmo assim criou uma reserva de cerca de R$ 350 bilhões, “que é o que está salvando esse país até hoje”.

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“Nós temos responsabilidade fiscal. No nosso governo, fomos o único país do G20 que, durante oito anos, fez superávit primário”, relatou. Lula observou que o FMI “vinha todo mês” fiscalizar as contas do país e decidiu que era hora de dar um basta.  “Pagamos a dívida, emprestamos 15 milhões e fizemos uma reserva de US$ 370 bilhões, que é que está salvando o país”.

Sobre política externa, Lula voltou a afirmar que “vamos falar com a Bolívia no mesmo tom que fala com os Estados Unidos”, sem entrar na “Guerra Fria” entre os norte-americanos e a China, e voltando a conversar tanto com a União Europeia, quanto com a América Latina e a África.

O ex-presidente afirmou que o país precisa ter estabilidade e que o seu adversário na disputa pelo Palácio do Planalto não consegue oferecer isso. “Ninguém pode acordar de manhã com novidades, com surpresas. As coisas precisam ser decididas à luz do dia”, falou o petista.

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“Eu, sinceramente, estou muito confiante. Nós já provamos que é possível fazer política de inclusão social, que é possível cuidar do pobre, aumentar o salário mínimo e a massa salarial sem aumentar a inflação. Ou seja, nós já provamos que é possível fazer as coisas. Os mais necessitados terão prioridade em nosso governo”, completou Lula.

“Voltaremos a investir muito em educação, senão esse país nunca será desenvolvido, passaremos mais um século sendo o país do futuro, em pré-desenvolvimento”, explicou Lula. “O Brasil foi ter a primeira universidade em 1920, uma demonstração de que a elite política nunca teve interesse em que o pobre chegasse até a universidade”, ponderou. 

Governo dos brasileiros

Foto: Ricardo Stuckert

Alckmin pediu que a militância tenha foco nesses dias que antecedem o segundo turno, e contou que, pela manhã, virou dois votos ao conversar com eleitores no elevador de um prédio.

“Este é um momento histórico. Quase meio século depois da invasão da PUC nós estamos aqui outra vez para defender a democracia do mesmo lado daqueles jovens dos anos 1970. Estamos todos unidos para superar essa fase triste e o presidente Lula representa essa esperança. Por isso, o Bozo tem tanto medo, porque onde tem esperança e felicidade não tem ódio”, discursou o candidato à vice-presidente da República, causando risos por chamar o presidente de Bozo.

Disputando o governo paulista, Haddad destacou que é necessário derrotar o fascismo no Brasil, representado por Bolsonaro. “As pessoas perderam a noção de o quanto a gente se rebaixou tendo essa figura grotesca como presidente da República. Estamos naturalizando as coisas sem perceber. Como um ex-deputado pode ter granadas na dispensa de casa e atirar em policiais?”, questionou.

“O Lula está na frente e nós precisamos consolidar sua vitória domingo e, com um esforço de reta final, nós podemos derrotar o Tarcísio. São Paulo e o Brasil de mãos dadas, reconciliados, e podendo fazer tanto pelo nosso povo que tem pressa, porque não tem medicamento no posto, comida na mesa, nem trabalho. Domingo vamos viver o alívio de virar a página do fascismo e quem sabe a alegria infantil de viver o sonho do Brasil e de São Paulo remando juntos”, declarou Haddad.

No ato, Meirelles negou que Lula busque um “cheque em branco”, crítica comum entre setores do mercado por ele não detalhar propostas de controle fiscal. “Quem quer um cheque em branco é o Bolsonaro, que estourou a parte fiscal, levou a inflação para a lua, o Banco Central subiu a taxa de juros, tem 30 milhões de desempregados”, disse Meirelles. “O Lula não, o cheque dele está assinado. Já trabalhou, já realizou, já criou emprego, já gerou renda”, disse Meirelles.

Pérsio Arida afirmou, durante o evento, que ainda em 2018 dizia ao ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) que seria uma “temeridade” eleger Jair Bolsonaro por ser um “desqualificado” e “obscurantista”. O economista afirmou que o “Brasil teria mais chances de se tornar em uma Venezuela com Bolsonaro do que com qualquer outro”. E, defendeu, uma “ampla frente” contra o obscurantismo.

“O que está em jogo nessa eleição é muito mais do que economia, que está péssima. Mas o futuro do Brasil: um país plural, civilizado, do debate, da conversa”, advertiu o economista. “Só temos algo a fazer, é votar 13 e eleger Lula e Haddad”.

“O nosso grito é contra todo retrocesso civilizatório”, disse Simone, em pronunciamento, assim que chegou de um ato em Niterói. “Eu e Lula pensamos diferente em muitos pontos, mas há algo muito maior que nos une, o amor pelo nosso país, pelo nosso povo e pela democracia, da qual não abro mão”, argumentou a ex-candidata do MDB. “Nesse momento, Lula é único capaz de reconstruir o Brasil, na coragem, na liderança e na experiência, num grande pacto, uma frente democrática para o Brasil”, reiterou.

“Só com Lula presidente e Haddad governador podemos fazer uma grande concertação democrática e um País que vai poder articular justiça social e desenvolvimento sustentável”, disse Neca Setúbal.

Marina Silva também afirmou que a campanha de Bolsonaro está desesperada. “Ele não sabe lidar com as mulheres, eles têm medo das mulheres, têm inveja das mulheres, eles não conhecem a nossa força”, disse. “A urna eletrônica vai dar um banho de sova mesmo no Bolsonaro”, afirmou a ambientalista.

“Nós temos aqui na figura de Geraldo Alckmin o encontro entre PT e PSDB. Os históricos do PSDB estão aqui apoiando Lula porque a democracia está em risco”, disse Marina Silva, deputada federal eleita pela Rede. “Eu vi uma candidata a presidente da república terminar sua campanha e dizer ‘eu tenho lado’”, disse Marina, em referência a Simone Tebet (MDB), diante de aplausos da plateia.

Marina ainda defendeu a eleição de Haddad. “Quem defende a democracia, fica do lado da educação, dos trabalhadores, faz políticas públicas e sociais que colocam os pretos, os indígenas, nas universidades. Por isso, vamos eleger o melhor ministro da Educação governador de São Paulo, porque São Paulo tem de ter alguém que dê sustentação ao futuro governo”.

A ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy iniciou sua fala também manifestando solidariedade a Carmen Lúcia. Ela ainda saudou a chegada de Simone Tebet na campanha de Lula e Alckmin. “Acredito que com sua capacidade de ampliação, de união”.

Marta ressaltou que Lula sempre respeitou todas as crenças e credos religiosos e que é o único capaz de construir consensos. E mais: terá sua vitória consagrada pelas mulheres. 

O evento foi apresentado por Monica Iozzi e Preta Ferreira, recebeu intervenções artísticas e contou com falas de Douglas Belchior, da Coalizão Negra Por Direitos, Mulheres pela Democracia, a atriz Denise Fraga, a socióloga Neca Setúbal, a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) Bruna Brelaz, e José Gregori, que é jurista. Outros juristas presentes foram Pierpaolo Bottini, Sérgio Renault, Miguel Pereira Neto, Alberto Toron, Michel Saliba, Augusto de Arruda Botelho, e outros. 

Depois do ato, Lula fez pronunciamento da varanda do TUCA para a plateia que não conseguiu entrar no evento e esperava do lado de fora. Ele pediu empenho no convencimento de eleitores a não se abster de votar. “Faltam apenas 6 dias. A gente tem que conversar com pessoas que não puderam votar. Pessoas que não foram votar. Aqui em São Paulo a Prefeitura vai dar o transporte para que as pessoas compareçam”, afirmou o petista.

Fonte: Portal VERMELHO

POLÍTICA: Como Roberto Jefferson implodiu o PTB e virou o homem-bomba de Bolsonaro - por André Cintra

Ainda que o episódio não tire votos de Bolsonaro, há pouca margem para que os temas desta reta final da campanha sejam pautados pelo presidente.

No final da década de 1970, com a anistia política e a volta do pluripartidarismo ao Brasil, a corrente trabalhista rachou de vez. De um lado, a ala encabeçada pela deputada fluminense Ivete Vargas. De outro, o grupo liderado pelo ex-governador gaúcho Leonel Brizola. Declaravam-se, ambos, herdeiros do histórico PTB, o Partido Trabalhista Brasileiro, de Getúlio Vargas e João Goulart.

Sem acordo, cada parte tratou de viabilizar seu próprio partido trabalhista e reivindicar, junto à Justiça Eleitoral, a histórica sigla PTB. A decisão coube ao general Golbery do Couto e Silva, chefe da Casa Civil no governo João Batista Figueiredo, que não tinha o menor interesse em fortalecer um opositor do porte de Brizola. Assim, em 12 de maio de 1980, por ordem de Golbery, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) entregou a Ivete, sobrinha-neta de Vargas, a mais simbólica das marcas trabalhistas.

Com o fim do bipartidarismo, a ditadura militar visava à divisão das forças oposicionistas, até então concentradas no MDB. O destino dos trabalhistas seguiu o script do regime. Enquanto Brizola se credenciou ainda mais como uma referência do campo democrático e progressista, Ivete logo costurou acordos com o regime e mostrou que o “novo” PTB tinha pouco em comum com o velho Partido Trabalhista.

Quarenta e dois anos depois, o PTB, livre de qualquer resquício trabalhista, a não ser pelo nome e pela sigla, lançou a candidatura do ex-deputado Roberto Jefferson à Presidência da República. Líder máximo do partido nas últimas décadas, Jefferson adotou, como Ivete, uma linha mais pragmática e menos ideológica. Governista por excelência, o PTB foi base das gestões Collor, FHC, Lula, Temer e Bolsonaro.

Em 2005, no episódio do “mensalão’, ele rompeu com o governo e usou as tribunas à sua disposição – na imprensa e no parlamento – para tentar chantagear Lula. Não teve sucesso. O STF (Supremo Tribunal Federal) o condenou por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, enquanto a Câmara Federal cassou seu mandato. No ano seguinte, Lula se reelegeu ao Planalto. O ex-deputado, com a condenação, está inelegível até dezembro de 2023.

Jefferson continuou a controlar o PTB com mão de ferro, mas parecia condenado ao segundo plano da política. Cada presidenciável do PSDB a receber seu apoio, nas eleições 2010, 2014 e 2020, não escondia o constrangimento nas cenas e fotos com o aliado de ocasião. O PTB, oscilando entre 22 e 25 deputados no período, era fonte significativa de tempo de TV para os candidatos majoritários.

Mas o partido fundado por Ivete Vargas começou a regredir, passando de dez deputados federais eleitos em 2018 a apenas um em 2022. Talvez para compensar o encolhimento de seu capital político, Roberto Jefferson abraçou o bolsonarismo e se tornou porta-voz de pautas conservadoras, ultraliberais e autoritárias.

Quando atos antidemocráticos – que se voltavam, acima de tudo, contra o STF – ganharam as ruas em 2020 e 2021, muitos políticos e empresários procuraram apagar suas digitais. Não foi o caso de Jefferson, que parecia descontrair-se com a volta aos holofotes. Em vídeos e postagens nas redes sociais, sem meias palavras, ele ameaçou abertamente ministros do Supremo.

Em agosto do ano passado, a pedido da Polícia Federal, Jefferson foi preso. Pesavam contra ele acusações de nada menos que 13 crimes. Após passar cinco meses encarcerado no presídio de Bangu 8, o ex-deputado teve a pena flexibilizada para prisão domiciliar, mediante algumas condições – as chamadas “medidas cautelares”. O uso das redes sociais, por exemplo, estava vetado.

Por tudo isso, sua campanha ao Planalto surpreendeu até aliados no PTB. A cassação da candidatura era questão de tempo – Jefferson nem sequer pôde comparecer a convenção que aprovou a chapa. Em 1º de setembro, por unanimidade, o TSE barrou a farsa, o que levou o PTB a indicar o desconhecido Padre Kelmon, vice de Jefferson, para substituí-lo.

Se no primeiro turno Kelmon despontou como linha auxiliar da campanha de Bolsonaro à reeleição, com um discurso ultradireitista e provocações a Lula, foi Jefferson quem roubou a cena no segundo turno. Ele rompeu o silêncio no sábado (22), ao divulgar uma gravação nas redes em que, entre outros impropérios, difama a ministra Carmen Lúcia, do STF. Além de chamar a ministra de “Carmen Lúcifer”, Jefferson disse que ela “lembra aquelas prostitutas, aquelas vagabundas arrombadas”.

Ofender ou até ameaçar membros do Supremo é um dos esportes prediletos dos bolsonaristas. A convocação do próprio presidente para os atos golpistas de 7 de Setembro, em 2021 e 2022, tinha como eixos “ultimatos” a ministros da Corte. Porém, Bolsonaro recorreu a um tom moderado e calculado no segundo turno, a fim de diminuir a rejeição a seu nome e melhorar suas intenções de votos, sobretudo entre indecisos. A fala de Jefferson destoou não apenas no tom chulo – mas também no contexto de aparente distensão.

Esses ingredientes garantiram que no domingo (23), a uma semana do segundo turno, Jefferson se tornasse o homem-bomba de Bolsonaro nesta eleição. A Polícia Federal solicitou e o STF autorizou a revogação de sua prisão domiciliar. Quando integrante da PF tentaram executar a ordem, o ex-deputado lançou tiros de fuzil e granadas contra policiais. “Não vou me entregar porque acho um absurdo. Chega”, disse Jefferson.

Em meio a tamanho pandemônio, a base bolsonarista, em geral unida em momentos de confronto, cindiu-se. Uns tratavam Jefferson como herói, outros temiam o desgaste para a campanha de Bolsonaro. Após oito horas, Jefferson acabou por se render. Indiciado por quatro tentativas de homicídio, ele voltou para Bangu 8. Mas o escândalo segue vivo – a campanha de Lula já produziu materiais que cotam o caso.

A crise é desastrosa para a campanha bolsonarista porque joga o presidente numa espécie de “escolha de Sofia”, em que qualquer alternativa pressupõe sacrifícios e perdas. A princípio, ao comentar o fato, Bolsonaro criticou o ex-deputado, mas cutucou o Judiciário. Ademais, ao dizer não tinha nem mesmo uma foto ao lado do aliado, ele foi de imediato contestado por jornalistas e internautas, que inundaram a internet com imagens de encontros entre os dois correligionários.

O presidente ainda orientou o ministro da Justiça, Anderson Torres, a ir à casa de Jefferson para mediar as negociações, o que desagradou à Polícia Federal. Membros da corporação viram na ação presidencial um “teatro” para reduzir danos, não para resolver efetivamente o problema – tanto que o ministro não se dirigiu ao local.

Num segundo momento, o tom de Bolsonaro foi de condenação explícita a Jefferson, a quem o presidente chegou a chamar de “bandido”, não necessariamente por descumprir ordem judicial, mas por “atirar em policiais”. A coordenação da campanha à reeleição detectou um amplo rechaço da população ao atentado contra a Polícia Federal.

“No Twitter, 60% das manifestações no domingo sobre o caso foram contra a dupla, segundo a Arquimedes. Nos 15 mil grupos públicos de WhatsApp monitorados pela Palver, o atentado teve grande repercussão negativa”, registrou o jornalista José Roberto de Toledo, no UOL. “As palavras mais associadas a Roberto Jefferson foram ‘Bolsonaro’ e ‘polícia’.”

Em sabatina à TV Record, na noite de domingo, Bolsonaro tentou, de modo afoito e inútil, associar Jefferson a Lula e ao PT. Uma gravação do próprio presidente o desmente. “Tenho uma longa história com o Roberto Jefferson também, já fui do PTB”, diz ele em vídeo que voltou a circular na tarde de domingo. “Obviamente, partido que nos apoia estará junto conosco. Ou melhor, continuará junto conosco ao longo desse ano e de outros anos também.”

Em 2021, Bolsonaro indultou o ex-deputado Daniel Silveira (PTB), que foi condenado pelo STF. É possível que o presidente use a mesma cartada com Jefferson – mas não antes da eleição. Com a busca do voto de eleitores indecisos, essa saída está, por ora, fora de cogitação.

Ainda que o episódio não tire votos de Bolsonaro – e o Ipec aponta que suas intenções de votos seguem estáveis –, há pouca margem para que os temas desta reta final da campanha sejam pautados pelo presidente.  Não se pode sacudir demais um carro de viagem quando um homem-bomba está a bordo. Pior: é preciso torcer para que o homem-bomba colabore.

Para duelar com Lula, Bolsonaro já tentou governadores, cantores sertanejos, jogadores de futebol, influenciadores e outros atalhos. Nenhuma declaração de voto, por si só, é tão decisiva. Ainda assim, Roberto Jefferson faz valer o contraponto entre dois provérbios que revelam o papel do indivíduo nos grandes acontecimentos: uma andorinha só não faz verão, mas um único inseto é capaz de destruir a plantação.

Fonte: vermelho.org.br

domingo, 23 de outubro de 2022

Lula: vamos recuperar o poder de compra do salário mínimo - por Da redação

Lula e a presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, durante coletiva. Foto: reprodução

Ex-presidente defende política de valorização do salário mínimo como forma de melhorar as condições de vida e de consumo do povo e gerar dinâmica virtuosa para a economia.

Em entrevista coletiva realizada no começo da tarde deste domingo (23), em São Paulo (SP), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a economia voltará a crescer e que vai recuperar o poder de compra do salário mínimo, com reajustes anuais que reponham as perdas da inflação mais aumento real, como foi feito nos tempos em que ele esteve na Presidência.

“No Brasil, sempre se usou dizer, antes do nosso governo, que não se podia aumentar o salário mínimo porque causava inflação. E nós provamos, durante todo o período que nós governamos, que a gente, além de recompor o poder aquisitivo com a inflação, a gente dava um aumento real com base no crescimento do PIB dos últimos dois anos. E isso não causou nenhuma inflação”, disse.

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Fazer a economia crescer

Lula afirmou que a economia suporta essa dinâmica porque as pessoas ganhando mais vão gastar e consumir mais, o que aumenta a arrecadação do governo. “É uma coisa que funciona perfeitamente bem”, reforçou.

O ex-presidente destacou que os investimentos em políticas sociais que garantam que as pessoas possam comer e viver decentemente são importantes e reafirmou seu compromisso de, além de fazer a economia crescer, gerar emprego e valorizar o salário mínimo, retomar o Minha Casa, Minha Vida e garantir o Bolsa Família de R$ 600 com adicional de R$ 150 para crianças de até seis anos.

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Retomar obras do PAC

Lula acrescentou que vai estimular a economia no começo do governo retomando obras do PAC que ficaram paralisadas. Além disso, o governo vai impulsionar cooperativas e financiar pequenos e médios empreendedores.

“Nós vamos voltar a organizar a economia envolvendo a sociedade para que ela participe ativamente com a sua criatividade”, explicou, destacando também a importância de o Brasil buscar investimento direto em outros países, a partir da retomada de relações diplomáticas com outros países do mundo, como Estados Unidos e China, além dos africanos e europeus.

O ex-presidente voltou a destacar a necessidade de um governante ter credibilidade e previsibilidade, além de garantir estabilidade para retomada dos investimentos externos.

Fonte: Lula.com.br

DL Show: Lula bate papo com Cauê Moura e Load neste domingo (23) - Por Bárbara Luz

 

Lula participa de um bate-papo no programa Desde a Letra Show, conduzido pelos youtuber Cauê Moura e Load.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da Coligação Brasil da Esperança, participa, neste domingo (23), às 20h30, de bate-papo com Cauê Moura e Load no programa “Desce a Letra Show”.

O “Papo de Esperança” contará com a participação de youtubers e influenciadores e será transmitido ao vivo pelos canais dos apresentadores no YouTube e na Twitch.

O youtuber Cauê Moura, que possui mais de 5 milhões de seguidores na rede, já se envolveu em uma polêmica após ter um tuíte respondido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). Na postagem, Cauê brincou com a destreza do chefe do Executivo federal. “O capitão mentecapto não sabe nem atirar”, disse o youtuber.

A mensagem do youtuber provocou uma resposta da conta oficial do presidente. “Confesso que não dá para disputar uma olimpíada, mas em uma eventual invasão de propriedade, se o alvo fosse um gordinho do seu tamanho não ficaria tão difícil acertar”, retrucou.

Serviço
Lula bate papo com Cauê Moura e Load
Data
: 23 de outubro
Hora: 20h30

Canal Desce a Letra Show no Youtube
Canal do Cauê no Youtube
Canal do Cauê na Twitch

Reprise: ELEIÇÕES 2022 Lula: Bolsonaro despreza o povo e é um destruidor da esperança e dos sonhos - por Priscila Lobregatte - "Vale a pena lê de novo!" - Eduardo Vasconcelos - Blogueiro e Radialista

Em Minas, Lula rechaça machismo de Bolsonaro e seu desprezo pelo povo e critica presidente por querer acabar com reajuste do salário mínimo e das aposentadorias.

A defesa da democracia e dos direitos do povo e o repúdio ao machismo e  à violência política incentivados pelo bolsonarismo foram o centro de entrevista coletiva do ex-presidente Lula (PT) realizada na manhã deste sábado (22) em Ribeirão das Neves (MG). Ele esteve acompanhado da senadora Simone Tebet (MDB-MS), da ex-ministra Marina Silva (Rede), do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, além de lideranças locais. 

Ao falar sobre o crescimento dos casos de violência política, Lula declarou: “Fazemos política há 50 anos e isso não existia no Brasil”. E completou: “Isso acontece porque temos um governo fascista no Brasil”. O jeito de mudar isso, acrescentou, “é na eleição, no dia 30”. Lula salientou que “todas as pessoas que amam a democracia sabem que é preciso derrotar Bolsonaro”. 

Leia também: Lula faz campanha em MG com Simone Tebet, Marina Silva e vice de Zema

Lula destacou que Bolsonaro é desumano e “não tem sentimento”, lembrando do comportamento do presidente durante a pandemia. “Bolsonaro despreza a maioria do povo”, enfatizou. Também criticou o fato de o governo permitir que 33 milhões de pessoas ainda passem fome e os altos preços dos alimentos. “Pessoas levam metade do que gostariam porque o dinheiro acabou”, disse. 

O ex-presidente declarou ainda que “no dia 30, o povo vai ter de escolher não entre um candidato ou outro, mas entre a barbárie, o fascismo e a democracia, entre a humanidade e a desumanidade. Esse cidadão é um destruidor de esperança, de sonhos”. 

Lula também criticou Bolsonaro pelos cortes na educação e na saúde e por estimular a “sociedade a comprar cada vez mais armas” e defendeu a renegociação das dívidas da população. Também rechaçou a proposta de Bolsonaro de acabar com a correção do salário mínimo e das aposentadorias. 

Outro ponto criticado foi o machismo e a misoginia do bolsonarismo: “Nunca tivemos, na história do Brasil, um presidente que ousasse ofender as mulheres, os negros”. Ele agregou ainda que “nossa luta não é apenas para eleger um presidente, mas para resgatar o direito desse país ser feliz”. Questionado por jornalistas sobre esse mesmo assunto, declarou que “as mulheres terão participação muito grande em meu governo”. E explicou: “Não é só porque são maioria, mas também porque têm demonstrado competência extraordinária”. Lula também defendeu que haja mais negros e indígenas em seu governo: “a gente quer mostrar que esse país vai ser verdadeiramente democrático e o governo vai ser a cara da sociedade brasileira”.

Perto de terminar a coletiva, Lula destacou que “ganhando as eleições, vamos restabelecer a paz neste país. Precisamos voltar a sermos humanos, a termos fraternidade e solidariedade. Não podemos fazer uma guerra santa, o Brasil não quer isso. O país clama por paz”. 

União contra o machismo

Ao iniciar a coletiva, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) afirmou que “o Brasil está com Lula, mas são as mulheres que vão decidir esta eleição. E vamos decidir esta eleição contra um presidente misógino, que estimula a violência contra as mulheres porque é um covarde”. 

A senadora lembrou de dois casos de violência política de gênero no Brasil praticadas por bolsonaristas nesta sexta-feira (21). Um deles foram os ataques do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) à ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem ele chamou de “prostituta”, entre outras afirmações altamente misóginas e machistas. “Ele tem de voltar à cadeia imediatamente porque ninguém tem direito de agredir uma mulher, seja ela autoridade pública ou não”, disse Tebet.

O outro caso citado pela senadora foram as ofensas feitas à ex-ministra Marina Silva, chamada de “vagabunda” por bolsonaristas em restaurante de Belo Horizonte. “Esses bolsonaristas não passarão. Nós mulheres brasileiras elegeremos Lula e vamos unir o Brasil com amor e com coragem. Essa é a mensagem que eu gostaria de deixar em respeito às mulheres brasileiras”, afirmou Tebet. 

Na sequência, a ex-ministra Marina Silva (Rede), agradeceu pela solidariedade e destacou: “De fato, o que está acontecendo é algo incompreensível. Dá até medo de imaginar o que essas pessoas são capazes de fazer. Porque se uma pessoa é capaz de dizer o que foi dito pelo Roberto Jefferson contra uma ministra do Supremo, o que eles não são capazes de fazer e dizer às mulheres de maneira geral Brasil afora?”.

Essa situação, disse, “foi uma senha autorizando a intimidação, a violência política contra as mulheres e contra todos aqueles que pensam diferente da visão bolsonarista”. 

Marina apontou ainda que o “bolsonarismo não sabe lidar com as mulheres do ponto de vista político, do ponto de vista ético, não tem preparo para enfrentar aquelas que são a maioria da população brasileira”. E acrescentou: “fazem um discurso hipócrita em defesa da família e fazem tudo para desconstruí-la da forma como fez o presidente Bolsonaro, dizendo que ‘pintou um clima’ e do jeito que fez Roberto Jefferson contra a ministra Carmem Lúcia”.

Por fim, a ex-ministra salientou: “Lula tem compromisso com a democracia, com os pobres, os indígenas, os pretos, as mulheres, a proteção do meio ambiente e compromisso em passar o Brasil a limpo”. 

Fonte: https://vermelho.org.br

Eduardo Vasconcelos - Blogueiro, Radialista, Ativista e atual presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC-RN e presidente do PCdoB de Nova Cruz-RN.

sábado, 22 de outubro de 2022

ELEIÇÕES 2022: Lula: Bolsonaro despreza o povo e é um destruidor da esperança e dos sonhos


Em Minas, Lula rechaça machismo de Bolsonaro e seu desprezo pelo povo e critica presidente por querer acabar com reajuste do salário mínimo e das aposentadorias.

A defesa da democracia e dos direitos do povo e o repúdio ao machismo e  à violência política incentivados pelo bolsonarismo foram o centro de entrevista coletiva do ex-presidente Lula (PT) realizada na manhã deste sábado (22) em Ribeirão das Neves (MG). Ele esteve acompanhado da senadora Simone Tebet (MDB-MS), da ex-ministra Marina Silva (Rede), do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, além de lideranças locais. 

Ao falar sobre o crescimento dos casos de violência política, Lula declarou: “Fazemos política há 50 anos e isso não existia no Brasil”. E completou: “Isso acontece porque temos um governo fascista no Brasil”. O jeito de mudar isso, acrescentou, “é na eleição, no dia 30”. Lula salientou que “todas as pessoas que amam a democracia sabem que é preciso derrotar Bolsonaro”. 

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Lula destacou que Bolsonaro é desumano e “não tem sentimento”, lembrando do comportamento do presidente durante a pandemia. “Bolsonaro despreza a maioria do povo”, enfatizou. Também criticou o fato de o governo permitir que 33 milhões de pessoas ainda passem fome e os altos preços dos alimentos. “Pessoas levam metade do que gostariam porque o dinheiro acabou”, disse. 

O ex-presidente declarou ainda que “no dia 30, o povo vai ter de escolher não entre um candidato ou outro, mas entre a barbárie, o fascismo e a democracia, entre a humanidade e a desumanidade. Esse cidadão é um destruidor de esperança, de sonhos”. 

Lula também criticou Bolsonaro pelos cortes na educação e na saúde e por estimular a “sociedade a comprar cada vez mais armas” e defendeu a renegociação das dívidas da população. Também rechaçou a proposta de Bolsonaro de acabar com a correção do salário mínimo e das aposentadorias. 

Outro ponto criticado foi o machismo e a misoginia do bolsonarismo: “Nunca tivemos, na história do Brasil, um presidente que ousasse ofender as mulheres, os negros”. Ele agregou ainda que “nossa luta não é apenas para eleger um presidente, mas para resgatar o direito desse país ser feliz”. Questionado por jornalistas sobre esse mesmo assunto, declarou que “as mulheres terão participação muito grande em meu governo”. E explicou: “Não é só porque são maioria, mas também porque têm demonstrado competência extraordinária”. Lula também defendeu que haja mais negros e indígenas em seu governo: “a gente quer mostrar que esse país vai ser verdadeiramente democrático e o governo vai ser a cara da sociedade brasileira”.

Perto de terminar a coletiva, Lula destacou que “ganhando as eleições, vamos restabelecer a paz neste país. Precisamos voltar a sermos humanos, a termos fraternidade e solidariedade. Não podemos fazer uma guerra santa, o Brasil não quer isso. O país clama por paz”. 

União contra o machismo

Ao iniciar a coletiva, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) afirmou que “o Brasil está com Lula, mas são as mulheres que vão decidir esta eleição. E vamos decidir esta eleição contra um presidente misógino, que estimula a violência contra as mulheres porque é um covarde”. 

A senadora lembrou de dois casos de violência política de gênero no Brasil praticadas por bolsonaristas nesta sexta-feira (21). Um deles foram os ataques do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) à ministra Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem ele chamou de “prostituta”, entre outras afirmações altamente misóginas e machistas. “Ele tem de voltar à cadeia imediatamente porque ninguém tem direito de agredir uma mulher, seja ela autoridade pública ou não”, disse Tebet.

O outro caso citado pela senadora foram as ofensas feitas à ex-ministra Marina Silva, chamada de “vagabunda” por bolsonaristas em restaurante de Belo Horizonte. “Esses bolsonaristas não passarão. Nós mulheres brasileiras elegeremos Lula e vamos unir o Brasil com amor e com coragem. Essa é a mensagem que eu gostaria de deixar em respeito às mulheres brasileiras”, afirmou Tebet. 

Na sequência, a ex-ministra Marina Silva (Rede), agradeceu pela solidariedade e destacou: “De fato, o que está acontecendo é algo incompreensível. Dá até medo de imaginar o que essas pessoas são capazes de fazer. Porque se uma pessoa é capaz de dizer o que foi dito pelo Roberto Jefferson contra uma ministra do Supremo, o que eles não são capazes de fazer e dizer às mulheres de maneira geral Brasil afora?”.

Essa situação, disse, “foi uma senha autorizando a intimidação, a violência política contra as mulheres e contra todos aqueles que pensam diferente da visão bolsonarista”. 

Marina apontou ainda que o “bolsonarismo não sabe lidar com as mulheres do ponto de vista político, do ponto de vista ético, não tem preparo para enfrentar aquelas que são a maioria da população brasileira”. E acrescentou: “fazem um discurso hipócrita em defesa da família e fazem tudo para desconstruí-la da forma como fez o presidente Bolsonaro, dizendo que ‘pintou um clima’ e do jeito que fez Roberto Jefferson contra a ministra Carmem Lúcia”.

Por fim, a ex-ministra salientou: “Lula tem compromisso com a democracia, com os pobres, os indígenas, os pretos, as mulheres, a proteção do meio ambiente e compromisso em passar o Brasil a limpo”. 

Fonte: PORTAL VERMELHO

POLÍTICA: TSE dá a Lula 116 direitos de resposta em tempo de TV de Bolsonaro - por Bárbara Luz

Chamado de "ladrão" e "corrupto" no programa de Bolsonaro, Lula terá direito a 24 inserções de 30 segundos cada, determinou o TSE| Foto: Ricardo Stuckert.

Por unanimidade, ministros atendem campanha de Lula contra vídeo que o associava à criminalidade e usava dados da votação em presídios

Por 6 votos a 1, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu, neste sábado (22), 24 inserções (espaço que o candidato tem em emissoras de TV aberta em determinado horário) para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da Coligação Brasil da Esperança, no tempo de TV de seu rival, Jair Bolsonaro (PL). A decisão é da ministra Maria Claudia Bucchianeri, relatora do caso.

A decisão do TSE concede a Lula 116 veiculações de 30 segundos cada, considerando as exibições em cinco canais – Band, Globo, Record, RedeTV e SBT.

A decisão faz referência às peças veiculadas pela campanha de Bolsonaro entre os dias 11 e 17 de outubro, que, de acordo com a ação dos advogados da campanha de Lula, buscavam “incutir a ideia de que Lula estaria associado à criminalidade”.

O magistrado entendeu que a campanha do presidente Bolsonaro, candidato à reeleição, exibiu, de forma irregular, conteúdo que atacou a imagem de Lula 116 vezes, por isso os direitos de resposta são em igual número.

Com a decisão, das 150 inserções que Bolsonaro teria nesta semana, o candidato do PL terá somente 120. Lula, por sua vez, saltará de 150 inserções para 180, com uma média de 30 por dia. A medida tira força do presidente no horário eleitoral no reta final.

Acompanharam o voto de Maria Claudia Bucchianeri os demais ministros do TSE: Alexandre de Moraes, presidente da Corte, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Benedito Gonçalves, Raul Araújo e Sergio Banhos.

Veja a íntegra da decisão aqui.

Com informações de agências

Fonte: https://vermelho.org.br