ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

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sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Filho de Bolsonaro recebe apoio de família ligada ao jogo do bicho

Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução/Instagram
Do Estadão
A família Abrahão David, conhecida no Estado do Rio pelas relações com o jogo do bicho, decidiu apoiar a família do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Em agosto passado, o filho mais velho do candidato, deputado estadual pelo mesmo partido, Flávio Bolsonaro, fez campanha para o Senado em Nilópolis, reduto eleitoral da família há décadas. A agenda incluiu caminhada ao lado do prefeito da cidade, Farid Abrahão David (PTB), irmão do bicheiro Aniz Abraão David, o Anísio. Também participou o deputado federal Simão Sessim (PP-RJ), primo do bicheiro.
Em imagens divulgadas em uma rede social de Flávio é possível ver o filho de Bolsonaro caminhando no calçadão da cidade entre Farid Abrahão e Sessim, que usam adesivos no peito com o número do candidato a senador.
(…)
Alguns eleitores dos Bolsonaros não gostaram do apoio – a família tem, entre suas bandeiras, o combate ao crime. Muitos reprovaram a aliança, em comentários publicados no post no qual o candidato a senador veiculou o vídeo da campanha com o clã Abrahão. “Ah tá de sacanagem do lado de Simão Sessim e Farid? Apaga que dá tempo”, escreveu um eleitor. Outro afirmou: “Com todo respeito, fica difícil te apoiar vendo vc (sic) ao lado do Simão e do Farid, é incoerente quanto à imagem que vc passa, vc não precisa disso, o povo quer a família Bolsonaro lá em cima…”.
As famílias David e Sessim são muito influentes na Baixada Fluminense, especialmente em Nilópolis. Sessim, desde 1979 na Câmara, já foi filiado à UDN e à Arena. Com a redemocratização, manteve-se no campo conservador.

O deputado é tido como representante do bicho em Brasília. Em fevereiro de 2015, ele foi citado em um depoimento à força-tarefa da Operação Lava Jato prestado pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa. O deputado do PP foi acusado por Costa de ter pedido R$ 200 mil. Segundo o delator, Sessim foi “um dos poucos que agradeceu (sic)” a propina recebida.
Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO - DCM

Brasil A Constituição entre passado e futuro

 
“O futuro é, por definição, aberto. Cláusulas pétreas, como normas de autoproteção constitucional, podem muito pouco contra a irracionalidade, as revoluções e os motins. O retrocesso é uma ameaça permanente em toda ordem jurídica porque a vigência do direito anda de mãos dadas com sua eficácia”.

Por Juliana Diniz*

Ilustração: Helena Ene/Quanta Academia de Artes


Em 2018 comemoramos os trinta anos de promulgação da carta constitucional que demarcou o fim da ditadura e o reencontro com uma tentativa de democracia. As instituições, assim como as pessoas, têm uma identidade, são produtos da história e simbolizam uma dinâmica complexa entre o que fizemos do passado e o que ainda se pode pretender do futuro. Uma constituição, imperando sobre o presente, retrata uma herança cultural e política e lança luz sobre caminhos possíveis. Pensar sobre a identidade da constituição de 1988 é refletir sobre a tradição que ela afirma e suas possibilidades de mudança. Um exercício de leitura do tempo e da nossa virtude como seres da cultura: vivemos em estado de inacabamento, de abertura infinita ao novo.

A constituição de 1988 afirma um conjunto de valores, ideias e princípios que se desenvolvem desde as primeiras revoluções liberais, ainda no século XVIII. Segundo esse ideário, uma constituição é o ato formal de fundação de uma ordem política, um conjunto de normas concebidas para estruturar a arquitetura do estado conforme determinadas escolhas, que se assentam em alguns alicerces fundamentais: a ideia de que a soberania reside no povo, que o poder do estado é exercido em seu nome, que a autoridade precisa ser limitada para evitar o arbítrio e que há direitos inalienáveis que nem o estado nem os indivíduos podem violar. Esses alicerces têm resistido aos séculos e ainda definem a identidade das constituições democráticas do mundo ocidental contemporâneo. Ainda somos, por assim dizer, herdeiros da tradição do constitucionalismo e da revolução francesa. 

Nossa constituição é, também, retrato da década e do país em que foi criada, e nisso se concentra sua identidade mais local, para além da tradição do constitucionalismo europeu. Depois de um longo inverno representado pelo regime militar, a carta de 1988 cristalizou no imaginário coletivo o nascimento simbólico de uma nova ordem, não só jurídica, mas cultural: a do Brasil democrático, pluralista e republicano. Ela sinaliza, assim, um pacto de redemocratização, e nesse ponto se concentram suas principais ambiguidades. 

É a constituição de uma sociedade desigual e fragmentada, com visões de mundo muitas vezes incompatíveis, em franca disputa no tecido social. As disputas estão internalizadas no texto constitucional, na forma de tensões normativas: é um sistema que busca a conciliação de princípios aparentemente contraditórios, como, por exemplo, a coexistência de uma economia capitalista fundada na livre concorrência e uma concepção de propriedade privada condicionada pelo bem comum e pela função social. 

Essas ambiguidades que permeiam seu texto não são propriamente um desvalor ou patologia, e sim uma condição inevitável das democracias contemporâneas, como indicam filósofos políticos, sociólogos e juristas. A modernidade inaugurou uma nova ordem fundada no reconhecimento de uma liberdade fundamental que faz coexistir na vida pública uma infinidade de modos de vida e projetos de futuro conflitantes. Não há liberdade e autonomia possível sem a aceitação de que a diferença é o único ponto que temos em comum. Visões sobre homem, sociedade, educação, economia, etc., estão em franca disputa porque somos iguais em liberdade. 

O pluralismo é, assim, a grande causa de uma crise que experimentamos não só como crise política ou econômica, mas de sentido, ética. Há duas formas de encará-la, e aí está a chave do futuro da constituição. O pluralismo pode ser compreendido como fator de desagregação social e ameaça. Essa concepção nos levará à identificação de inimigos públicos e à força como forma de suprimir a diferença. Eis o caminho do totalitarismo, e o destino da carta de 1988 será sua corrosão e substituição por outra ordem jurídica, compatível com valores não-pluralistas. Um caminho alternativo é, todavia, possível, e me posiciono em favor dele, num exercício de fé iluminista. Ele indica o dever de proteção, celebração e reafirmação da carta constitucional vigente na medida em que ela representa a defesa do pluralismo como fator de riqueza cultural e de condição de liberdade consciente. O caminho que cada um de nós deseja seguir é traçado a cada escolha, a cada voto, a cada discurso, a cada gesto.

O futuro é, por definição, aberto. Cláusulas pétreas, como normas de autoproteção constitucional, podem muito pouco contra a irracionalidade, as revoluções e os motins. O retrocesso é uma ameaça permanente em toda ordem jurídica porque a vigência do direito anda de mãos dadas com sua eficácia. Mesmo que eu reconheça o valor da carta de 1988, seria ingênuo afirmar que seu destino é luminoso, a sua perenidade não está garantida. 

Os próximos trinta anos não podemos prever. Incrédulos, testemunhamos o renascimento de discursos obscuros de negação dos valores de constitucionalismo democrático e do modo de vida que desenvolvemos, com muito custo e sangue, durante séculos. A única previsão possível é a de que somos senhores e filhos do tempo. Por sermos livres, sabemos de antemão que o futuro que podemos ter será sempre uma herança, boa ou má: o espólio das escolhas que fizermos hoje. 


*Juliana Diniz é doutora em direito constitucional pela Universidade de São Paulo. Professora do curso de Direito da UFC. Autora da obra O povo é inconstitucional: poder constituinte e democracia deliberativa, publicada pela Lumen Juris.

Ilustração: Helena Ene/ Quanta Academia de Artes

Juninho: 'A grande mídia vai apoiar o Bolsonaro se ele for pro segundo turno"

 

Foto: REPRODUÇÃO

Em entrevista ao El País, publicada nesta sexta-feira (5), o ex-meia Juninho Pernambucano fala sobre a sua saída do Brasil após o rompimento de contrato com a Rede Globo, onde era comentarista de futebol desde 2014. 


Em abril, durante programa da SporTV, Juninho criticou os jornalistas que cobrem os clubes afirmando que “são muito piores hoje em dia”. A direção da emissora de canal fechado de esportes da Globo emitiu uma nota oficial condenando os comentários do ex-jogador.

"Me contrataram para dar opinião. Eu criticava quem tivesse que criticar. Enquanto a Globo me deixou trabalhar, fiz minha parte. Saí de consciência limpa. Não vendi minha alma nem meu caráter", disse.

Na entrevista, Juninho fala sobre a momento politico que o Brasil vive e o que considera uma ameaça à democracia a ascensão de candidatos com propostas da extrema-direita.

"Nossa democracia é muito jovem, mas o básico seria entender que o voto tem peso igual. Negro, branco, pobre, rico: nenhum voto vale mais que outro. O problema é que, depois de tanto tempo de esquerda no governo, o desespero pela retomada do poder cegou algumas pessoas", afirmou o ex-jogador.

"Precisou de quantos para tirar a Dilma? Aécio, Eduardo Cunha, Temer e… A imprensa, pô! Rasgaram nossos votos e nos levaram a esse terror. Que tirassem a Dilma agora, nas urnas. Por pior que estivesse o país, não chegaria nessa situação, em que um extremista é cotado à presidência. Pode escrever aí: a grande mídia vai apoiar o Bolsonaro se ele for pro segundo turno", cravou Juninho.

Lula

Sobre o Lula, ele recorda que o viu apenas uma vez, durante um jogo no Haiti. "Ele foi lá, agradeceu a gente e deu uma carta para cada um. Foi a única vez que estive com ele", contou.

Juninho afirmou que tem muita admiração pelo ex-presidente. "Eu o admiro muito. Ninguém vai apagar o que ele fez por esse país", salientou.

Para ele, Lula está sendo perseguido e explica porque: "O Lula é um senhor de 72 anos que está sendo massacrado. Por que as pessoas odeiam o Lula? O que odeiam nele é a aparência, a origem, o sotaque, a história e a popularidade. Se fizer um teste de ódio nas ruas, colocando um boneco do Lula ao lado de um do Aécio, vai sobrar para o Lula. Nem se compara. A elite exerce um domínio mental. Funcionário usar roupa branca na sua casa, uma coisa do tempo da escravidão. Como tenho boa condição, eu vivia entre os bacanas, morava em condomínio de rico. E via o pai passando esse ódio pro filho, uma coisa surreal".

Sobre o apoio a bandeiras totalitárias, Juninho afirma que "muitos brasileiros ignoram que outros foram torturados e assassinados na ditadura".

"É desesperador ver gente apoiando intervenção militar. O Exército existe para defender o país, proteger as fronteiras, não para matar brasileiro na favela. Eles não foram treinados pra isso. Dizem que eu defendo bandido. Mas a gente tem que parar com essa história de achar que todo crime é igual. Uma coisa é assassino, outra é o cara que rouba", rebateu 

Juninho afirma que colocar um jovem de 18 anos que roubou num presídio não resolve o problema. "Ali é categoria de base para o crime. Quando o cara sai, ele quer se vingar da sociedade. Por isso que eu me revolto quando vejo jogador e ex-jogador de direita. Nós viemos de baixo, fomos criados com a massa. Como vamos ficar do lado de lá? Vai apoiar Bolsonaro, meu irmão?", indaga.

Ainda sobre o ambiente de intolerância que prevalece em nossa sociedade e como ele lida com tal situação, o atleta afirma: "Uma das minhas filhas nasceu em Recife, as outras duas, em Lyon. Minha neta vai ser filha de nordestina com americano descendente de chineses. Será que não tem diversidade na minha família? Sou um cidadão do mundo. Não posso ser intolerante com as diferenças. A única ressalva são os extremistas. Será que um cara que crê na existência de “raças humanas” e propaga discurso de ódio merece a democracia?".


Do Portal Vermelho

Bolsonaro fugiu do debate, mas não saiu ileso. Haddad se fortaleceu

 Fernando Haddad se fortaleceu na disputa presidencial

 Fernando Haddad se fortaleceu na disputa presidencial

Bolsonaro fugiu do principal debate entre as candidaturas à presidência da República. Usou como álibi a convalescência. Mas, este álibi caiu. Não teve saúde para o debate, mas a teve para dar uma longa entrevista a outro canal de tv. Ausentou-se por conveniência, por medo, e obvio, por ser inapto à democracia.

Embora ausente foi confrontado. O momento talvez mais destacado do debate se deu a partir de uma pergunta de Fernando Haddad a Guilherme Boulos. Boulos, sem meias palavras, denunciou a tragédia que representou a ditadura militar e alertou que nunca ela esteve tão próxima de retornar, numa referência direta a Bolsonaro. Haddad respaldou o alerta e disse que “sem democracia, não há direitos.”

Foi positivo, também, que outros candidatos, como Marina Silva, Henrique Meirelles e, sobretudo, Ciro Gomes tenham combatido Bolsonaro com temas sensíveis ao povo: como fim do 13º salário, da gratificação de férias, aposentadoria digna, ou, condenando-o pela ausência em desrespeito ao eleitorado. Alckmin também estocou Bolsonaro, mas sempre naquela pregação falsa de que o Brasil está conflagrado por dois extremos.

O bufão da noite foi Álvaro Dias. De início, bajulou tanto a Globo e o apresentador que perdeu o tempo da pergunta. No resto, foi um atabalhoado e truculento inquiridor de Haddad.

Bolsonaro, poderia ter sido mais combatido? Sim. As regras do debate e interesses táticos de várias candidaturas contiveram a dosimetria. Mas, o certo é que “fujão” Bolsonaro não saiu ileso.

O candidato do PDT Ciro Gomes, em terceiro lugar nas pesquisas, e, que legitimamente, almeja uma vaga no segundo turno, foi razoavelmente comedido na demarcação com Fernando Haddad. Ambos, divergiram, essencialmente, como candidaturas de um mesmo campo.

Com ausência do fujão Bolsonaro, toda a expectativa, toda pressão recaiu sobre Fernando Haddad, uma vez que está consolidado em segundo lugar. Ele foi o mais questionado, o que recebeu mais ataques.

E nestas circunstâncias adversas, se fortaleceu. 

Foi sereno. Demonstrou autocontrole, sangue frio, quer seja com os pontas-pés de Dias, quer seja com o ácido antipetismo do tucano.

Foi altivo. Exigiu compostura de adversários. Expôs de forma convincente o legado dos governos Lula e Dilma. Defendeu com firmeza o ex-presidente Lula, denunciou a prisão injusta e arbitrária.

Foi propositivo e programático. Não houve uma só pergunta, ou uma só resposta que não tenha se primado em apresentar saídas para o Brasil sair da crise: na esfera da economia, do meio ambiente, da segurança pública, da saúde, da previdência, do trabalho, da educação.

Elevou-se como patriota. Categoricamente afirmou que irá retomar a riqueza do pré-sal entregue pelo governo Temer “aos americanos”.

Fernando Haddad, neste debate, confirmou aos olhos de milhões de eleitores e eleitoras, sua personalidade, suas qualidades, expôs um pouco de sua história. 

Haddad saiu fortalecido. Demonstrou que é um líder capaz de unir e retirar o país da crise e salvá-lo da ameaça de um regime ditatorial, representado pela candidatura do fascista Bolsonaro.

Da Redação.

sábado, 29 de setembro de 2018

Brasil Centenas de milhares de pessoas vão às ruas contra Bolsonaro

 Largo da Batata, em São Paulo, reuniu mais de 150 mil pessoas
Largo da Batata, em São Paulo, reuniu mais de 150 mil pessoas
Milhares de manifestantes saíram às ruas de várias cidades do país neste sábado (29) para protestar contra o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro. As manifestações foram convocadas por um amplo movimento que reúne entidades e ações nas redes sociais e prosseguem neste início de noite em vários estados.

Veja algumas atividades realizadas nos estados:

Alagoas

A manifestação reuniu milhares de pessoas na orla da Ponta Verde, em Maceió. Manifestantes independentes e integrantes de movimentos sociais, sindicais e políticos com faixas e cartazes iniciaram uma caminhada às 16h, da Praça Gogó da Ema, em frente ao antigo Alagoinha, até o Posto 7, na Jatiúca. A organização do movimento diz que 3 mil pessoas participam do ato.

Bahia

Manifestantes tomaram as ruas do centro e da orla de Salvador para se manifestar contra o candidato. Por volta das 14h30, a cantora Daniela Mercury iniciou uma apresentação especial para a manifestação. Ao lado de sua companheira Malu Verçosa, Daniela falou contra Bolsonaro e puxou o coro de "ele não" da multidão. "Queremos qualquer candidato que nos respeite, mas ele não", falou. "Nos respeite. Essa cidade é dos pretos, das mulheres, dos gays, pela democracia e pelo amor". Até o Farol da Barra, um dos principais pontos turísticos da capital baiana, onde a manifestação se dispersou, a cantora Maria Gadu também cantou de cima do trio elétrico. 

Ceará

As manifestações dos cearenses começaram cedo em Sobral, cidade situada na zona norte do estado. Pelo menos mil pessoas participaram da manifestação na Praça de Cuba. Com uma presença expressiva de jovens mulheres, os manifestantes ocuparam parte da área central da cidade ao longo da manhã. Em Fortaleza, as pessoas começaram a se concentrar por volta das 15h e saíram em caminhada às 16h30 na direção da Praia de Iracema. Estima-se que pelo menos 10 mil pessoas estão na manifestação.

Espírito Santo

A concentração dos manifestantes começou às 14h, na Praça do Papa, em Vitória. A manifestação saiu em passeata até a Praça dos Desejos, onde devem reunir cerca de 5 mil pessoas.

Minas Gerais

Em Belo Horizonte, a manifestação ocorre na Praça Sete, no centro da cidade e começou por volta das 14h. Com direito a trio elétrico, o clima do protesto foi de carnaval. As canções tinham palavras de ordem contra o Bolsonaro. "Nem fraquejada, nem do lar, a mulherada tá na rua pra lutar", dizia uma das músicas. Os gritos de "ele não" também eram entoados com frequência. Em Juiz de Fora os manifestantes se concentraram no Parque Halfeld, no Centro, desde as 11h. Depois, seguiram por diversas ruas do Centro da cidade e foram para a Praça Antônio Carlos. A organização estima que 30 mil pessoas participaram.

Paraná

Em Curitiba, o ato começou por volta de 16h, com grande concentração na Boca Maldita, tradicional local de manifestações políticas no centro da cidade. O público, majoritariamente feminino, preencheu ao menos quatro quadras do calçadão da Rua XV de Novembro. Com cartazes e gritando "ele não", os manifestantes fazem uma caminhada até o prédio histórico na Universidade Federal do Paraná (UFPR). 
A cozinheira Carolina Almeida foi até a manifestação em Curitiba acompanhada do marido. "É um movimento justo e válido, a gente tem que se levantar, sim, não pode deixar alguém opressor dizer que a gente não é tão digno quanto ele", declarou. 

Pernambuco

No Recife a concentração na Praça do Derby, no Centro da capital, começou às 14h. A passeata contra Bolsonaro teve início às 16h. A estimativa dos manifestantes é de 15 mil pessoas, segundo a organização do evento. Em Caruaru os manifestantes se reuniram a partir das 14h, na frente do INSS e saíram em caminhada pela área central da cidade.

Rio Grande do Sul

Em Porto Alegre, a manifestação #EleNão ocorre no Parque da Redenção e reúne milhares de pessoas. De um trio elétrico, a organização, formada por mulheres, entoava gritos e cânticos contra o candidato. "Ele não", "ele nunca" e "coiso" foram as expressões mais usadas pelos manifestantes durante o ato. Além das mulheres, que eram a maioria do público, homens, idosos e crianças participaram.

Santa Catarina

Em Florianópolis, a concentração começou às 13h em frente à Catedral Metropolitana, no coração do centro histórico da cidade e seguiu com uma caminhada na Avenida Beira-Mar Norte. Manifestantes pintaram seus rostos e corpos, entoaram cartazes e cantaram gritos de guerra. Cerca de 20 mil pessoas participaram do protesto contra Bolsonaro. 

O evento teve participação de diversos grupos partidários. Os principais eram os apoiadores de Haddad, Ciro Gomes e Marina. O assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) também foi lembrado em cartazes e camisetas. Houve ainda atos em Chapecó, Criciúma e Balneário Camboriú. 

 Do Portal Vermelho, com informações de agências

Bolsonaro omitiu da Justiça Eleitoral dois imóveis no valor de R$ 2,6 milhões

Procurados, quatro assessores de Bolsonaro não responderam aos pedidos de esclarecimento da reportagem até o meio da tarde.
De acordo com reportagem de O Globo, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) omitiu da sua declaração à Justiça Eleitoral duas casas que juntas valem R$ 2,6 milhões. O jornal cruzou as declarações de Bolsonaro à Justiça Eleitoral com um levantamento em cartórios do Rio de Janeiro. Procurados, quatro assessores de Bolsonaro não responderam aos pedidos de esclarecimento da reportagem até o meio da tarde.
Bolsonaro e Ana Cristina Siqueira Valle, então sua mulher, compraram, em 2002, um imóvel na rua Maurice Assuf, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. A casa estava avaliada em R$ 1,6 milhão, segundo o processo da partilha de bens, aberto em 2008, quando o casal se separou. Detalhes da ação foram publicados pela revista “Veja” desta semana. Baseada nos papéis, a reportagem diz que o presidenciável ocultou bens.
Alguns meses antes, em 21 de janeiro de 2009, Bolsonaro comprou a casa 58 num condomínio de frente para o mar. Ele declarou ao Registro de Imóveis ter pago R$ 400 mil. A guia do imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) mostra que a casa tem preço de mercado de R$ 1,05 milhão.
Leia a reportagem completa no Globo
Fonte: Revista Fórum

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Assista: Vice de Bolsonaro defende fim do 13º salário e férias

Seguindo a linha de Jair Bolsonaro (PSL), que diz que se eleito o trabalhador deverá escolher entre ter menos direitos e mais empregos, o seu vice na chapa, general Hamilton Mourão (PRTB), defendeu a extinção do pagamento de 13º salário e de adicional de férias aos trabalhadores.

A declaração foi feita durante palestra na Câmara de Dirigentes Lojistas de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, na última terça-feira (25), e divulgada pela revista Veja. De acordo com a revista, o militar chamou os direitos trabalhistas de “jabuticabas” e defendeu uma “implementação séria da reforma trabalhista”.

“Temos algumas jabuticabas que a gente sabe que é uma mochila nas costas de todo empresário. Jabuticabas brasileiras: 13º salário. Se a gente arrecada doze, como é que nós pagamos treze? É complicado, e é o único lugar em que a pessoa entra em férias e ganha mais, é aqui no Brasil. São coisas nossas, a legislação que está aí, é sempre aquela visão dita social, mas com o chapéu dos outros, não é com o chapéu do governo”, disse Mourão, que já defende a realização de uma nova Constituinte, mas sem a participação popular, e disse que filhos criados por mães e avós, sem os homens, são desajustados e servem somente para o tráfico.

 
Durante entrevista ao Jornal Nacional, Bolsonaro disse que ele é como a "classe empregadora". A ser questionado sobre quais direitos trabalhistas ele iria retirar, ele afirmou que "o trabalhador terá que escolher entre mais direito e menos emprego, ou menos direito e mais emprego", sem deixar claro sobre quais direitos estava falando.

Ao ser indagado a comentar sobre a PEC das Domésticas, em que Bolsonaro votou contra, ele disse: "Eu fui o único a votar contra, para proteger. Muitas mulheres perderam emprego pelo excesso desses direitos, inclusive".

Sindicatos

O vice de Bolsonaro também aproveitou para criticar o movimento sindical brasileiro, ao falar sobre o imposto sindical, que matinha a organização dos trabalhadores e foi extinto pela reforma trabalhista de Michel Temer.

“Sabemos perfeitamente o custo que tem o trabalhador essa questão do sindicato, do imposto sindical, em cima da atividade produtiva, é o mais custo que existe”, disse Mourão.

As declarações de Mourão indicam o caminho que um eventual governo de Bolsonaro vai trilhar. O coordenador do programa econômico do candidato, Paulo Guedes, já disse que pode manter alguns integrantes da atual equipe econômica do governo Michel Temer, caso Bolsonaro seja eleito.

Nessa toada, general Mourão também defendeu um ajuste fiscal com “disciplina fiscal”. Ao que tudo indica, a proposta é manter a Emenda 95, do teto de gastos que congela os investimento públicos por 20 anos, e ampliar o arrocho na constas.

“Terá que ser produzido um ajuste fiscal, se não for produzido um ajuste fiscal o governo vai fechar. Isso vai importar em sacrifício de toda ordem, quem está dizendo que vai ser anos maravilhosos logo no começo está mentindo escandalosamente para a população”, avidou Mourão.

No discurso ele propôs “enxugamento do Estado”, “liberalização financeira”, “desregulamentação”, abertura comercial e revisão progressiva de desonerações. Ou seja, enquanto corta direitos dos trabalhadores, mantém a reforma trabalhista e a terceirização irrestrita, representando a volta da escravidão, Mourão promete um mar de flores para o mercado financeiro e as grandes corporações.


Do Portal Vermelho