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domingo, 1 de abril de 2018

Comunicado do Facebook vaza e mostra conivência com furto de dados

 

O site Buzzfeed teve acesso a um comunicado interno do Facebook que causou constrangimento para a rede social. O documento afirma ser uma "verdade inconveniente" que tudo que a empresa fez para crescer foi justificado.


De acordo com o documento, escrito em 18 de junho de 2016 pelo executivo Andrew Bosworth, tal situação se aplicaria mesmo a situações em que pessoas poderiam morrer como resultado de bullying ou terrorismo.

"Tanto seu autor quanto o presidente da companhia, Mark Zuckerberg, negaram de fato crer nisso, mas o vazamento pode minar os esforços do Facebook para conter outro escândalo", afirma matéria publicada pela rede britânica BBC.

Desde que reconheceu ter recebido relatórios de que uma consultoria política, a Cambridge Analytica, não havia destruído os dados coletados de cerca de 50 milhões de usuários há alguns anos, o Facebook está tentando achar uma saída para justificar o furto de dados aos sus usuários e acionistas. 

Diz o memorando: "É um fato que nós conectamos mais pessoas. Isso pode ser ruim se usuários transformarem o conteúdo em algo com efeito negativo. Talvez custe uma vida ao expor alguém a bullying. Talvez alguém morra em um ataque terrorista coordenado com nossas ferramentas".

E segue: "E, ainda assim, nós seguimos conectando pessoas. A verdade inconveniente é que acreditamos tanto em conectar pessoas que qualquer coisa que nos permita conectar mais pessoas é tida como algo positivo em si. É talvez a única área em que as métricas contam a verdadeira história até onde sabemos [...] É por isso que todo o trabalho que fazemos para crescer é justificado. Todas as práticas questionáveis para obter contatos. Toda a linguagem sutil que ajuda a fazer com que as pessoas apareçam nos resultados de buscas de amigos. Todo o trabalho que temos para gerar mais comunicação. Todo o trabalho que teremos que fazer na China um dia. Tudo isso."

Uma reportagem do site The Verge revelou que dezenas de funcionários do Facebook usaram ferramentas de comunicação internas para expressar preocupação de que esse material poderia ter sido vazado para a imprensa.

"Quando baixei meus dados do Facebook, fiquei assustado com a quantidade de números de telefone dos meus contatos que estavam ali. Mas a atitude da empresa fazia parecer que isso era normal e que cabia aos usuários desativar essa função se não gostassem disso", escreveu o jornalista.


Do Portal Vermelho, com informações de agências 

Querem tirar Temer da vida pública, diz governo após prisão de aliados

Foto> Beto Barata/PR

Em nota divulgada nesta sexta-feira (30), Michel Temer rebate as acusações que geraram a prisão de aliados pela Polícia Federal. Temer rebate as acusações de que teria agido para beneficiar amigos empresários na edição do Decreto dos Portos, no ano passado, em investigação conduzida pela Procuradoria Geral da República (PGR).

"Tal decreto nasceu após criação de grupo de trabalho pelo Ministério dos Transportes que realizou amplo e público debate, em reuniões que ocorreram entre setembro de 2016 e maio de 2017", diz a nota.

A tese de Temer é de que ele é alvo de uma perseguição de "autoridades” que “tentam criar narrativas que gerem novas acusações". Ele já é alvo de duas denúncias junto ao Supremo Tribunal Federal e, ao que tudo indica, deve ser apresentada uma nova a partir das investigações da Rodrimar.

"O fato é que a Rodrimar não se encaixa neste parágrafo, neste artigo, no todo do decreto ou na sua interpretação, por mais ampla que se queira, conforme despacho do Ministério dos Transportes: 'Conclui-se que as disposições do decreto número 9048/17 não se aplicam aos contratos da empresa Rodrimar S/A'. (...) Todas as áreas da Rodrimar serão relicitadas", diz a nota.

Sem apontar nomes, o Palácio do Planalto afirmou que "tentam mais uma vez destruir a reputação do presidente Michel Temer”.

“Usam métodos totalitários, com cerceamento dos direitos mais básicos para obter, forçadamente, testemunhos que possam ser usados em peças de acusação", destaca a nota.

Apesar de ter apenas 4,3% de aprovação, Temer diz que as investigações são resultado de uma perseguição para impedir a candidatura. "Bastou a simples menção a possível candidatura para que forças obscuras surgissem para tecer novas tramas sobre velhos enredos maledicentes. No Brasil do século XXI, alguns querem impedir candidatura. Busca-se impedir ao povo a livre escolha", diz outro trecho do governo.

O impacto das prisões no governo foi grande. De acordo com fontes próximas ao governo, a notícia causou perplexidade e preocupação.

Temer demorou para apresentar uma resposta e só fez após se reunir com o advogado Antônio Claudio Mariz de Oliveira, no Palácio do Alvorada, acompanhado de alguns ministros e auxiliares mais próximos, como Moreira Franco (Secretaria Geral), Gustavo do Vale Rocha (Direitos Humanos) e Márcio Freitas (Secretaria de Comunicação Social). Depois que Mariz deixou o Planalto, chegou ao local o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Sergio Westphalen Etchegoyen. O grupo permaneceu reunido até por volta das 19h, quando foi divulgada a nota oficial.

Do Portal Vermelho

sábado, 31 de março de 2018

#MarçoRebelde nenhum Direito a Menos – Por Isadora Cortez

ujs feminista

O mês de março tradicionalmente é marcado por intensas mobilizações. É um momento em que fazemos reverências àquelas que abriram caminho para conquistas importantes e também um momento de fazer ecoar a nossa voz contra o machismo e contra toda forma de opressão. Para além disso, o #8M desse ano será um dia importante para que cada vez mais lutemos pelo retorno democrático no nosso Brasil e contra a retirada dos nossos direitos.
Em meio às correntes existentes do feminismo atualmente, precisamos compreender que a luta pela superação da opressão da mulher, é uma questão de classe. August Bebel em A Mulher e o Socialismo (1889) já dizia que: “Todas as opressões sociais encontram sua raiz na dependência econômica do oprimido em sua relação com o opressor. Desde os tempos mais remotos, a mulher se encontra nessa situação.” Em meio a crise do capitalismo, que se arrasta há quase dez anos, o movimento feminista passa por constantes desafios, de lutar por mais conquistas, por igualdade, por mais políticas públicas, mas sem perder de vista de que precisamos cada vez mais lutar pela nossa emancipação. Daí a necessidade da importância da luta por um novo modelo de sociedade em que possamos viver em igualdade, homens e mulheres, com plenos direitos. E não há outro caminho para a consolidação desses direitos se não for lutando pelo socialismo.
É dentro dessa perspectiva, que, somente a transformação revolucionária da sociedade, com o fim da exploração inerente ao sistema capitalista e a construção de uma nova ordem social – poderia dar eficácia aos direitos previstos dentro dos marcos legais.
Nesse dia 8 de março, é chamada para nós, a responsabilidade de denunciar as medidas neoliberais adotadas pelo governo Temer, que precarizam as nossas relações de trabalho e aprofundam as desigualdades entre homens e mulheres, vide a reforma trabalhista, aprovada no ano passado e além disso, debater um projeto de nação, não perder de vista os nossos direitos já conquistados e lutar para que não soframos mais nenhum tipo de retrocesso.
Que sejamos nós, as socialistas, feministas e emancipacionistas que vão bradar por esse país o legado de Loreta Valadares, para que encontremos os meios da liberdade e que possamos ir tão longe o quanto pudermos aos limiares de um outro mundo, sem oprimidos e sem classes.
Referências
BEBEL, August. A Mulher e o Socialismo. New York: New York Press, 1884, p.343.
Portal do PCdoB

Desemprego volta a subir e contradiz discurso pró-reforma trabalhista

A pesquisa do IBGE também apontou que o número de empregados com carteira de trabalho assinada chegou ao menor nível desde 2012

O índice de desemprego no Brasil voltou a subir (0,6%) e atingiu 12,6% no trimestre de dezembro de 2017 a fevereiro de 2018. O dado é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (29). De acordo com a pesquisa, 13,1 milhões de pessoas estão desempregadas, 550 mil a mais em relação ao trimestre anterior (12,6 milhões). 

Por Vinícius Mansur

Em um comunicado do IBGE, o coordenador de Trabalho e Rendimento, Cimar Azeredo, afirmou que o crescimento do desemprego é esperado nessa época do ano, pois existe a dispensa dos trabalhadores temporários contratados para as festas de final de ano.

Porém, o governo federal alegava que a reforma trabalhista, que entrou em vigor em novembro do ano passado, criaria seis milhões de novos empregos. A economista e professora do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Esther Dweck, discorda. Em primeiro lugar, porque a reforma feita pelo governo Temer criou, ao mesmo tempo, facilidades tanto para contratar, como para demitir. Em segundo, e principalmente, por conta do desempenho econômico.

“O que gera emprego não é uma reforma da legislação, é a economia voltar a crescer. E como está dando sinais que a economia não está com um vigor tão forte, isso reflete no desemprego”, afirmou.

Força de trabalho

Para agravar o quadro, a Pnad Contínua indica que a população fora da força de trabalho alcançou o maior nível já registrado desde o início da pesquisa, em 2012, e chegou a 64,9 milhões de pessoas, o que representa um aumento de 0,8% ou mais 537 mil pessoas em relação ao trimestre anterior. São contabilizadas nesse índice aquelas pessoas em idade economicamente ativa que sequer procuram emprego.

De acordo com a economista, quando a população fora da força de trabalho aumenta, a taxa de desemprego tende a diminuir. O aumento simultâneo de ambas reforçam a tese de que a recuperação da economia está muito mais lenta do que apregoa o governo. E, para Esther Dweck, esse quadro deve permanecer ao longo do ano.

"Porque está tão lenta? Porque não tem nenhuma política concreta de retomada de crescimento. Pelo próprio orçamento que foi aprovado, o gasto em investimento esse ano está baixíssimo, o investimento mais baixo dos últimos 10 anos. Praticamente acabou no governo federal com os investimentos em infraestrutura, aquilo que normalmente dava um impulso em ano eleitoral não está nem um pouco com cara de que vai ser forte”, concluiu.

A pesquisa do IBGE também apontou que o número de empregados com carteira de trabalho assinada chegou ao menor nível na série histórica desde 2012. Agora, são 33,1 milhões de trabalhadores com carteira, uma queda de 1,8% ou menos 611 mil pessoas em comparação ao trimestre anterior. Já o número de trabalhadores por conta própria cresceu 4,4%, cerca de 977 mil pessoas, chegando a um total de 23,1 milhões.

Fonte: Brasil de Fato

quinta-feira, 29 de março de 2018

Sindicalistas brasileiros e estrangeiros repudiam ataques a Lula

Ricardo Stuckert/ Instituto Lula
Lula em caravana pelo sul do Brasil desagradou ruralistas e milícias
Lula em caravana pelo sul do Brasil desagradou ruralistas e milícias


“Trata-se de um ato fascista que não deve nem pode ser tolerado pelas forças democráticas, um crime que tem de ser denunciado e combatido de forma enérgica e por todos os meios. É indispensável que os fatos sejam rigorosamente apurados e os responsáveis punidos”, afirma trecho da nota divulgada pela CTB. 

De acordo com a central, esses grupos que espalham o ódio tem “assento privilegiado nos três poderes da República e a cumplicidade da mídia burguesa”. A CTB também afirma que o episódio, que se soma às demais agressões à caravana no sul, são desdobramentos do golpe parlamentar que tirou a presidenta eleita Dilma Rousseff e colocou Michel Temer na presidência da República.

O golpe no Brasil e o crescimento da intolerância no país também foi citado pela Confederação Sindical Internacional (CSI), a Confederação Sindical das Américas (CSA) e sindicatos internacionais dos setores de serviços, indústria, construção e madeira, financeiro, educação, serviço público e alimentação. Os sindicalistas se mostraram estarrecidos e preocupados com os atentados que não tem recebido a devida atenção das autoridades.

A nota dos sindicalistas estrangeiros lembra a perseguição ao ex-presidente pelo poder judiciário e a falta de provas contra Lula. Também mencionam as gestões do petista como responsáveis por “ter criado um outro paradigma internacional de crescimento econômico com inclusão social via geração de emprego e renda a milhões de brasileiros, combinando soberania nacional e solidariedade internacional”.

Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) também assinaram nota conjunta definindo como “lamentável” o atentado contra a caravana do ex-presidente. “Não podemos permitir, em hipótese alguma, que diferenças políticas e/ou ideológicas sejam colocadas, de forma insana, no lugar onde deveria prevalecer o bom-senso e o direito democrático de expor, em bom tom, opiniões ou conceitos distintos”.

A caravana de Lula no sul do Brasil se encerra nesta quarta com ato de desagravo ao ex-presidente em Curitiba além de evidenciar a defesa da democracia e a luta contra o fascismo. Pré-candidatos à presidência da república, Manuela D’Ávila (PCdoB) e Guilherme Boulos (Psol) confirmaram presença. Estão confirmadas as presenças dos senadores Roberto Requião (MDB) e João Capiberibe (PSB) assim como integrantes das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, movimentos sociais e sindicais e dirigentes dos partidos PT, PSB, Psol, PCdoB e PDT. 



Do Portal Vermelho co informações de agências

"PENSAR NO FUTURO SEM ESQUECER O PASSADO" - Eduardo Vasconcelos -Assassinato do estudante Edson Luís completa 50 anos



  

 Fonte: TV Brasil

Zanin: Moro admitiu que prisão de Lula é ilegal

 
Paulo Pinto / AGPT

"Na medida em que se cogita uma proposta de emenda constitucional, o que se está reconhecendo, na verdade, é que o texto atual não permite a antecipação da pena após decisão em segunda instância", declarou Zanin em entrevista ao portal UOL.

"Acho que aplicar uma decisão que permita a antecipação da pena sem decisão condenatória transitada em julgado é uma afronta à Constituição. E que causa também um problema em relação ao sistema carcerário brasileiro", afirmou.

"Por mais que se faça uma interpretação mais elástica, por mais que se busque algum sentimento da sociedade ou algo parecido, não há espaço para nenhum juiz do país decidir contra aquilo que está expresso na Constituição Federal", declarou ainda. 


Fonte: Brasil 247
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