ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65
CAMPANHA MOVIMENTO 65

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Manuela: Neutralidade da internet foi um avanço e deve ser mantida

 
Segundo ela, a ação é um retrocesso e o Brasil deve resistir a tal medida. Ela também lembrou da importância do marco civil da internet.

Confira o vídeo:



Do Portal Vermelho

A luta pela universidade necessária

APUB Sindicato
 
 Diante do ataque atual, devemos escolher qual universidade queremos defender.


Como toda instituição, a universidade pública comporta vícios e virtudes. Pode ser local de mera repetição de saberes, reprodução de diferenças de classe e competição por posições ou recursos; porém, mais ainda, é lugar de criatividade, superação de desigualdades e rica colaboração científica e expressão artística.

Assim, diante do ataque atual, devemos escolher qual universidade queremos defender, qual pode ter uma função emancipadora e ser o lugar de produção de conhecimentos e formação cidadã. O desafio é enorme, pois mesmo defensores da ampliação de direitos nem sempre têm um projeto autêntico de universidade ou conhecem sua natureza específica. Não podemos apenas querer mais do mesmo; para servir a interesses mais elevados da ciência, da formação acadêmica e de nosso povo, a universidade tem que ser pensada para além de sua condição atual.

O discurso de ataque à universidade insiste que ela não é um bom negócio e que o Estado deve desobrigar-se do compromisso com seu financiamento, concentrando-se na educação básica. Ora, bom ou mau, a universidade simplesmente não pode ser um negócio. Ela tem uma dinâmica pela qual o aporte de recursos, caso destinados às suas atividades fins e bem controlados por instâncias autônomas, não se torna desperdício e, sem paradoxo, é também investimento na educação básica, que jamais poderá ter qualidade sem a pesquisa e o ensino de nível superior.

A muitos também parece absurdo conciliar excelência acadêmica e compromisso social. Mas esse é exatamente o cerne de um projeto de universidade necessária. Cabe-nos assim mostrar, com políticas e propostas, que uma inclusão efetiva eleva o nível de qualidade geral do sistema universitário e faz com que, enriquecido de povo, ele cresça no ensino, na pesquisa e na extensão, em novos talentos e conhecimentos.

Também é fundamental que os defensores da ampliação de direitos acreditem na importância da excelência acadêmica. Reacionários pensam ser o mérito um direito de classe, de raça ou de gênero, reduzindo a universidade a lugar de preservação de privilégios.

Para nós, ao contrário, o verdadeiro mérito prepondera, mas, não como um dado absoluto, e sempre anterior à universidade. A qualidade deve ser construída a cada dia, ao criarmos as melhores condições para a pesquisa científica e o ensino superior, mas também condições múltiplas para uma inclusão efetiva, aprofundando ações afirmativas, combatendo resquícios de discriminação institucionalizada e superando, enfim, as desigualdades pelo brilho mais forte e intenso de nossa gente. 



*Reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
*No Brasil de Fato

Flávio Dino mantém dianteira enquanto clã Sarney vê cenário adverso

  


De acordo com a Folha, o PT deverá apoiar Dino nas próximas eleições. “A decisão é do diretório, mas a tendência é apoiar Dino”, afirmou na matéria Rui Falcão, ex-presidente do PT. De acordo com a Folha, Roseana teria que reverter o apoio que Dino já tem, segundo o jornal, de 180 prefeitos de um total de 217 municípios do Maranhão.

Na sexta-feira (22), a TV Difusora divulgou mais uma pesquisa eleitoral com Flávio Dino liderando a corrida ao governo do Estado. O atual governador aparece com 60,13% dos votos enquanto Roseana Sarney soma 30,21%. “Agradeço o reconhecimento ao nosso trabalho sério, com esta ampla liderança em votos válidos”, afirmou Flávio Dino nas redes sociais. 

Saneamento básico e segurança pública

O Maranhão foi manchete nacional na Folha na quinta-feira (21) aparecendo como um dos estados que mais melhorou a condição das praias no período de 2016 e 2017. De um total de 21 praias (16 em São Luis) avaliadas, todas apresentaram 100% de aproveitamento em atingir boas condições no período de um ano. 

O forte investimento em saneamento básico e limpeza das praias e lagoas tem sido a marca da gestão de Flávio Dino. A segurança pública também tem olhar prioritário na gestão do atual governador. “A população ainda se lembra dos horrores de Pedrinhas”, afirmou durante balanço dos três anos de gestão.

Flávio Dino foi considerado o governador brasileiro mais atuante no twitter. “Estar na liderança desse ranking do Twitter significa transparência administrativa em tempo integral, por intermédio das redes sociais, caminho rápido e direto para a relação com a população”, afirmou.

Por outro lado, Dino tenta através das redes sociais driblar o monopólio da Comunicação que está concentrada nas mãos da família Sarney.



Do Portal Vermelho com informações da Folha de S.Paulo

Sob controle da Boeing, destino da Embraer é o da FNM

 
 


Em 1942 o governo do presidente Getúlio Vargas, sob a inspiração do então coronel Guedes Muniz, criou a Fabrica Nacional de Motores – FNM (FeNeMê) em Xerém, distrito de Duque de Caxias no Rio de Janeiro. A idéia era produzir motores de aviação para viabilizar a nascente indústria aeronáutica que era obrigada a importar os motores e com a guerra prolongada tornara-se artigo raro e caro.

A aliança entre Vargas e Roosevelt permitiu a viabilização da fábrica, juntamente com a Companhia Siderúrgica Nacional em troca da instalação de uma base em Natal, no Rio Grande do Norte.

Os primeiros motores produzidos pela FNM foram uma versão dos motores radiais Curtiss-Wright R-975 e equiparam um avião Vultee em 1946. É importante lembrar que o Brasil contava à época com a fábrica de aviões em Lagoa Santa, Minas Gerais onde foram montados os T 6, a Fábrica do Galeão, no Rio de Janeiro, que produziu os bombardeios bimotores Fock-Wulf B 52 e uma industria privada, a Companhia Aeronáutica Paulista, que produziu os famosos Paulistinhas. Portanto, produzir motores era essencial para a capacidade do país se defender e garantir sua soberania, especialmente num cenário internacional como da segunda guerra mundial.

Findo o conflito, nosso aliado tem grande sobra de material de guerra inclusive motores de aviação. Por outro lado, Getúlio Vargas já havia caído e com ele sua política nacionalista. O novo governo do presidente Eurico Gaspar Dutra, de inspiração liberal eleito em 1946, optou por abandonar o esforço em dominar a produção de motores de aviação e comprar a preços módicos o estoque norte-americano.

Morreu aí a FNM produtora de motores de aeronaves. Hoje os aviões produzidos no Brasil importam seus motores de fábricas inglesas ou norte-americanas.

Mas as primorosas instalações da FNM em Duque de Caxias não foram fechadas. Guedes Muniz iniciou a produção de bens de consumo, máquinas agrícolas e finalmente caminhões. Primeiro fez uma associação com a Isotta Fraschini e posteriormente com a Alfa Romeo para a produção de caminhões pesados no Brasil.

Aos poucos se tornou uma marca reconhecida em todos os cantos do país com caminhões adaptados às condições brasileiras e dominaram nossas estradas nas décadas de 1950 à 1970.

Além dos caminhões pesados, a fábrica produzia ônibus e em 1960 lançou um automóvel sedã bastante avançado, o FNM 2000 JK em homenagem ao presidente Juscelino Kubitschek. Era uma autêntica marca nacional – apelidada pelo povo de FeNeMê.

Apesar do fracasso inicial com a produção de motores aeronáuticos, por decisão governamental alinhada aos interesses geopolíticos dos Estados Unidos, a FNM firmou-se como um símbolo da industrialização brasileira concebida no ciclo Vargas – com forte ação do Estado: Petrobras, Companhia Siderúrgica Nacional, FNM e Vale do Rio Doce.

Veio o golpe militar de 1964 e colocou uma pá de cal na marca brasileira de automóveis, caminhões e ônibus. Em 1968, em negociação secreta, o governo de Costa e Silva transferiu o controle da FNM para a italiana Alfa Romeo – até então parceira tecnológica da empresa. A marca desapareceu em uma década.

Nunca mais o Brasil conseguiu consolidar uma marca própria competitiva no ramo automobilístico, apesar do esforço de gente como João Gurgel, Agrale e das fábricas de esportivos e utilitários. Hoje o mercado brasileiro é dividido entre multinacionais de várias origens – norte americanas, suecas, alemãs, japonesas, francesas, coreanas, francesas, chinesas....

O Brasil detém uma das três grandes indústrias de aviões do ocidente, até agora, fruto de uma visão cuja origem é a velha política nacionalista de Getúlio Vargas, implantada com o Brigadeiro Montenegro criado do CTA e ITA que permitiu a constituição do grupo de trabalho que resultou na produção do Bandeirante e da Embraer.

Se vingar esse negócio teremos mais uma FNM.

Luiz Carlos de Lima é Professor, ex-secretário de educação de São José dos Campos 



Portal GGN

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Reitor da UFPR critica perseguição da PF às universidades públicas

Reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca.
Reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca.


Em entrevista ao Uol, o reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ricardo Marcelo Fonseca, falou que há um estranhamento na utilização de conduções coercitivas e até prisões temporárias de reitores pela PF. 

Para ele, a cobertura midiática massiva sobre essas operações contribui ainda para uma demonização das universidades.

O último caso foi a condução coercitiva dos reitores, ex-reitores e professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) no dia 6 deste mês. Na ocasião, o reitor, prof. Jayme Ramirez, a vice-reitora, Sandra Goulart, o ex-reitor, professor Clélio Campolina, a ex-vice-reitora, Heloisa Starling, além de outros professores foram conduzidos coercitivamente. Lembrando que os advogados dos professores e reitores não tiveram acesso ao processo durante o dia da condução.

Anteriormente a esse caso, a Polícia Federal também deflagrou a operação Ouvidos Moucos, na Universidade Federal de Santa Catarina, quando prendeu preventivamente o ex-reitor Luiz Carlos Cancellier que cometeu suicídio dias após sua prisão. Antes de sua morte, o reitor já havia relatado a humilhação que passou ao ser conduzido pela PF sem antes ter sido intimado a depor.
Em dezembro de 2016, a PF deflagrou uma operação para investigar desvios de recursos em programas de incentivo à pesquisa na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Já em fevereiro deste ano, a Polícia Federal deflagrou a operação Research para apurar um suposto esquema de desvio de R$ 7,3 milhões em bolsas e auxílios de pesquisa na UFPR. 

Em um ano, as universidades públicas estão na mira da Polícia Federal. Conduções coercitivas, falta de acesso aos documentos da investigação, acusações falhas e sem provas são algumas das lacunas nas operações que têm levado a uma difamação das instituições de ensino. Junto a isso, em novembro, o Banco Mundial sugeriu acabar com o ensino superior gratuito no Brasil. 
A sugestão do Banco Mundial é um retrocesso imenso diante do processo de democratização da universidade pública e dos avanços em educação, ciência e tecnologia no país. Tal sugestão segue caminho oposto da experiência de países desenvolvidos que privatizaram as universidades e voltaram atrás por conta do aumento do endividamento estudantil. 

Fora o teto dos gastos e os cortes incessantes que já vêm ocorrendo desde 2015.

Ou seja, há uma clara movimentação para a desqualificação do ensino público no país em que se unem as esferas política, policial, e financeira para o desmonte da educação gratuita e de qualidade no Brasil.

Diante desse contexto, o reitor da UFPR apontou que o seu desejo é “crer que isso não esteja ligado a um projeto de desvalorização consciente que se faça das universidades públicas, porque coincidentemente nós temos sido muito atacados, inclusive pelos meios de comunicação, com relação a uma suposta ineficiência, que seríamos muito caros como instituição pública. A prisão de um dirigente máximo de uma universidade é uma coisa que golpeia a instituição de uma maneira peculiar, digamos assim. A crise em que a UFSC entrou depois da prisão e mesmo antes do suicídio do reitor Cancellier bem demonstra isso. A instituição como que fica sem rumo, fica acéfala”, afirmou Ricardo Marcelo Fonseca em entrevista ao Uol.

Sobre as conduções coercitivas Ricardo ponderou: “Mas eu te digo que estranha muito, e essa é uma sensação que eu tenho de fato, que o artifício das conduções coercitivas e das prisões preventivas tenha se multiplicado aparentando uma certa banalização. E também acho que isso está ligado a uma correspondente desvalorização de direitos e garantias individuais, ligadas à liberdade de cada cidadão, que são conquistas civilizacionais e irrenunciáveis”, destacou o reitor.

Em nota divulgada no início desse mês, o reitor da UFPR já havia destacado que "em pouco menos de um ano, 4 das maiores universidades federais do Brasil (UFMG, UFRGS, UFSC e UFPR), sofreram impactantes operações policiais, com quantidade de agentes (geralmente também acompanhados de auditores de órgão de controle) suficientes para um conflito armado. Todas com imensa e desmedida repercussão midiática. Em alguns desses casos, com prisão ou condução coercitiva das autoridades máximas – no planos administrativo e simbólico – das instituições universitárias. Nunca se viu um cenário desses antes", diz a nota de Mendonça.



*Estagiária no Portal Vermelho

STF dá 15 dias para Temer responder a perguntas da PF sobre Portos

 



Além de Temer, são investigados no mesmo inquérito o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures e os empresários Antônio Celso Grecco e Ricardo Mesquita.

Após a abertura do inquérito, em setembro, a Rodrimar S/A declarou que nunca recebeu qualquer privilégio do Poder Público e que o Decreto dos Portos atendeu a uma reivindicação de todo o setor de terminais portuários do país. “Ressalte-se que não foi uma reivindicação da Rodrimar, mas de todo o setor. Os pleitos, no entanto, não foram totalmente contemplados no decreto, que abriu a possibilidade de regularizar a situação de cerca de uma centena de concessões em todo o país”.

Em outubro, o Palácio do Planalto afirmou que o Decreto dos Portos foi assinado após “longo processo de negociação" entre o governo e o setor portuário e informou que Temer irá prestar todos os esclarecimentos necessários. 


Fonte: Agência Brasil

Temer cobra coragem de deputados, enquanto bate quase 100% de rejeição


Agência Brasil
 
 


Já a pesquisa do Estadão/Ipsos, os dados foram ainda mais negativos. Temer bateu mais um recorde é reprovado por 97% dos brasileiros.

Na pesquisa divulgada pela CNI, nesta quarta-feira (20), a taxa de ruim ou péssimo é de 74%. E apenas 6% avaliam o governo Temer como ótimo ou bom. Outros 19% consideram o governo regular.

O gerente executivo de pesquisa e competitividade da CNI - entidade que colocou empresários para pressionar parlamentares a votar a reforma -, Renato da Fonseca, tentou amenizar e dar um colorido aos dados de rejeição ao golpista. Disse que houve uma "leve melhora nos indicadores de popularidade".

O que ele classifica como "leve", de fato, não tem peso na pesquisa, apesar da grande mídia tentar fazer manchete com esse dado. A impopularidade de Temer oscila dentro da margem de erro da pesquisa, portanto, o que chamam de "melhora" está dentro da margem negativa.

Na pesquisa divulgada nesta quarta, a taxa de ruim ou péssimo é de 74%. No levantamento de setembro, esse percentual foi de 77%, sendo o pior resultado desde o fim da ditadura. Ou seja, Temer foi lançado ao purgatório e lá permanece.

Vale destacar que o percentual dos entrevistados que disseram não saber avaliar o governo ou não quiseram responder foi de 2%.

No levantamento do Ipsos, a rejeição ao golpe de Temer e seus aliados é evidente. Todos os presidenciáveis alinhados no espectro golpistas também sofrem com a rejeição: o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem 72% de rejeição, enquanto o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, amarga 73% e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, tem 72%.

Reprovação de Temer é maior entre mulheres 

Ao analisar a pesquisa da CNI pelo viés de gênero, Temer tem maior reprovação entre mulheres, que são as primeiras e sentir os efeitos da agenda de reformas e medidas econômicas. Segundo o levantamento, entre os entrevistados do sexo masculino, 69% consideram a gestão do peemedebista ruim ou péssima. Já entre as consultadas, esse índice foi de 76%.

Para 22% dos homens ouvidos pelo Ibope, o governo é regular --para as mulheres, 16%.

A CNI/Ibope também disse que a pesquisa indicou uma "melhora" na confiança no presidente, de 6%, em setembro, para 9%, em dezembro. Mas novamente, o índice está dentro da margem de erro.

A mesma tendência se verifica na taxa percentual dos que não confiam em Temer, que era de 92% na última pesquisa, agora é de 90%. Novamente, 2% não sabem ou não responderam.

Quando comparado o governo Temer com o governo da presidenta Dilma Rousseff, que enfrentou o ataque midiático diário, Temer sai na pior.

De acordo com a pesquisa, 59% acham o governo Temer pior que o governo Dilma, mesmo percentual da pesquisa de setembro. 

Perspectiva

A pesquisa também aponta que o pessimismo é um dos legados deste governo. Os que acreditam que a perspectiva é ruim ou péssima, somam 69% dos entrevistados.

O índice de quem acha que os últimos doze meses da gestão será regular é de 20%. Já a taxa de ótimo e bom oscilou entre 6% e 7% -- tendo a taxa dos que não responderam ou não sabem se mantido em 5% nas duas pesquisas.  



Do Portal Vermelho, Dayane Santos com informações de agências