ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

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sábado, 11 de novembro de 2017

Reforma Trabalhista e Retrocesso Social


O golpe de 2016 nos tem conduzido ao que o magistrado Rubens Casara chama de Estado pós-democrático (cf. CASARA, Rubens. Estado pós-democrático: neo-obscurantismo e gestão dos indesejáveis. Rio de janeiro: Civilização Brasileira, 2017) que seria um Estado de flexibilização do exercício do poder no qual a democracia surge nos discursos dos atores políticos como mero simulacro. 

É importante lembrar que o golpe ainda deverá contar com graves desdobramentos sociais como a reforma previdenciária cujo projeto, nos moldes em que se encontra, praticamente aniquila o acesso a uma aposentadoria minimamente digna.

Há também perspectiva preocupante de que, a pretexto de uma reforma política com vistas a implantar outro sistema de governo (parlamentarismo), sequer tenhamos eleições em 2018. 

Outro aspecto do golpe tem relação com a partidarização de parcela do judiciário que, em nome do combate à corrupção a todo custo, poderá inviabilizar uma candidatura mais popular posta até o presente momento. 

Por enquanto, além de invalidar cinqüenta e quatro milhões de votos, os golpistas lograram impor ao povo duas grandes derrotas: a promulgação da Emenda Constitucional 95, que elimina investimentos em políticas públicas compensatórias pelos próximos vinte anos, e a aprovação da Lei 13.467/17, denominada Lei da Reforma Trabalhista. 

A Lei 13.467/17 entrará em vigor no próximo dia onze de novembro, promovendo a completa destruição dos fundamentos sobre os quais o direito do trabalho se assentou durante sete décadas, em especial o princípio protetivo, de acordo com o qual o ordenamento jurídico trabalhista deve tutelar o direito do trabalhador porque é a parte mais fraca (hipossuficiente) na relação contratual com o patrão.

As cantilenas surradas e inverificáveis do neoliberalismo sobre a necessidade de modernização das relações de trabalho e de criação de empregos são usadas como justificativas para promover o que, na verdade, consiste num retorno aos padrões do mundo do trabalho de Século XIX. 

Como se sabe, o receituário neoliberal só serve mesmo para impor austeridade ao trabalhador e promover o acúmulo de riquezas de uma parcela ínfima da sociedade.

A reforma trabalhista modifica, para pior, o direito individual do trabalho, o direito coletivo do trabalho e o processo do trabalho. 

No campo do direito individual a Lei 13.467/17 pretende, como num passe de mágica, eliminar o conceito caríssimo ao Direito do Trabalho que é hipossuficiência do trabalhador, fingindo que patrão e empregado se encontram em condições de igualdade contratual.

Reginaldo Melhado, juiz do trabalho no Paraná, quanto a este aspecto, refere-se, de forma jocosa, ao “conto do vigário da autonomia da vontade na reforma trabalhista” (cf. MELHADO, Reginaldo. in Reforma trabalhista: visão, compreensão e crítica. São Paulo: LTR, 2017).

O magistrado paranaense quer se referir ao fato de que tal autonomia da vontade do trabalhador não existe na prática e nem passará a existir a partir do dia onze de novembro porque ainda prevalece, no sistema de relações de emprego, o poder diretivo do empregador, uma vez que ele detém os meios e a forma de produção. 

Salvo nas situações de estabilidade provisória (gestante, integrante de direção sindical ou da Comissão Interna de Prevenção de acidente), o empregado não tem nenhuma garantia de emprego, daí porque falar de autonomia da sua vontade soa uma piada de muito mau gosto.

Essa guinada radical pode ser extraída de vários artigos da Lei 13.467/17 que facultam ao empregado e ao empregador celebrarem condições de trabalho mediante acordo individual, como se o trabalhador reunisse o mesmo poder de negociação do patrão. Aí reside o conto do vigário de que fala Melhado.

No direito coletivo, o retrocesso abrange a atividade sindical porque cria outros mecanismos de representação dos empregados como é o caso da comissão de empregados que poderá ser escolhida em empresas com mais de duzentos empregados (art. 510-A da CLT). O artigo 510-C da CLT diz, com todas as letras, que o sindicato não poderá exercer sua influência nessa instância de representação.

O prejuízo à atividade de representação sindical também se faz presente num dos paradoxos criado pela Lei. É que o art. 611-A da CLT, alterado para permitir a prevalência do negociado em detrimento do legislado, que, em tese, teria a finalidade de fortalecer as negociações coletivas e, por via de conseqüência, o movimento sindical, perde a sua eficácia ante a faculdade conferida à empresa de realizar ajustes individuais sobre diversos temas da relação de emprego, como, por exemplo, as formas de compensação de horas extraordinárias (art. 59, § 5º da CLT). Tal significa dizer que o empregador preferirá ajustar individualmente com o empregado as condições de trabalho no lugar de tratá-las em negociação coletiva.

No campo do processo trabalhista, a Lei cuidou de erigir obstáculos quase intransponíveis para que o trabalhador tenha acesso à jurisdição, como, por exemplo, impor-lhe a obrigação de pagar honorários periciais mesmo que seja beneficiário da gratuidade de justiça (art. 790-B da CLT).

Vários outros retrocessos podem ser observados na Lei 13.467/17, a saber: trabalho intermitente (art. 452-A), trabalho da mulher grávida em ambiente insalubre (art. 394-A, III), ampliação de jornada de trabalho com redução de intervalos para descanso (art. 611-A, III) , exclusão da interferência sindical nas homologações de rescisão contratual (revogação do art. 473, § 3º) e nas despedidas em massa (art. 477-A), etc. Em suma, a Lei formaliza a precarização nas relações de trabalho.

Por fim, mas não menos importante, verificamos outra barbaridade na Lei da Reforma Trabalhista quando trata da atuação dos magistrados da Justiça do Trabalho, na medida em que alguns artigos tentam impor algo realmente espantoso: a restrição a que os juízes utilizem princípios gerais de hermenêutica para interpretar a Lei. 

O legislador quis - de uma forma sutil - impor ao magistrado como interpretar os fatos que emergem das violações contratuais. Exemplo dessa grotesca normatização são os artigos que tentam impedir que o juiz declare a nulidade de uma cláusula de acordo ou convenção coletiva (art. 8º, § 3º), mesmo na hipótese em que se verifica, por exemplo, afronta aos princípios constitucionais. Aqui a Lei retroagiu ao período das monarquias do Século XVIII sob as quais o juiz deveria ser apenas um prolongamento da vontade do rei e da nobreza. Um verdadeiro escândalo.

Em que pesem essas restrições, a magistratura, que ainda se mantém engajada na concretização dos princípios da dignidade humana, saberá afastar a aplicação de normas que afrontem os direitos humanos do trabalhador, por intermédio dos controles de convencionalidade e constitucionalidade.

Finalizando, uma nota de pesar deve ser feita. Trata-se da passividade com que os principais atores do mundo do trabalho permitiram que essa reforma fosse aprovada no parlamento. A ausência de resistência pode abrir o flanco para que a onda de fascistização da sociedade ganhe fôlego e produza mais retrocessos sociais.

* André Luiz Machado é juiz do Trabalho


Manuela: Para unir as forças é preciso primeiro discutir os programas

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Manuela D'Ávila
Em entrevista ao Estadão, a deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), pré-candidata do partido à Presidência da República, rebateu as críticas de que a sua candidatura divide o campo de esquerda e reafirmou que a sua pré-candidatura vem compor a proposta de uma frente ampla.
“Nosso partido tem a tradição de defender a frente ampla. Mas, para unir as forças, é preciso primeiro discutir os programas. A eleição brasileira ocorre em dois turnos. A frente ampla não é só com partidos de esquerda, mas com a sociedade”, afirmou.
Questionada se a sua candidata tinha apenas o objetivo de pleitear a vaga de vice numa chapa com o ex-presidente Lula, Manuela afirmou que sua candidatura “é para valer”, pois ninguém lança candidatura para ser vice.
“O PCdoB tem 95 anos e só lançou candidato em duas ocasiões: em 1930, no Bloco Operário e Camponês, e em 1945. Não é do nosso feitio fazer política para se valorizar. Achamos que, com a ruptura democrática do ano passado, surgiu momento de um novo ciclo. Ninguém com responsabilidade lança uma candidatura à Presidência para ser vice. Nossa candidatura é para valer. Tem segundo turno”, destacou.
Ela também reforçou que a proposta de frente ampla não está restrita ao campo de esquerda e que a proposta do PCdoB é de promover um amplo debate com todos os setores do país.
“Essa eleição é um momento de debate do futuro do País. Nós caracterizamos o que aconteceu como um golpe institucional. A partir disso, achamos que essa eleição é um momento de debate de futuro, não de passado”, frisou.
Pedro Venceslau, jornalista do Estadão, também afirmou que “o PCdoB é um partido que assusta o mercado” e a indagou a falar sobre como pretende reverter essa visão.
“Vamos procurar os setores econômicos vinculados à indústria nacional. O PCdoB é um partido sério”, salientou Manuela.
Sobre a atual conjuntura política do país e as medidas de retirada de direitos do governo de Michel Temer, Manuela disse que a proposta defendida pelo PCdoB é que seja realizado referendos revogatórios sobre algumas medidas. “A reforma trabalhista é uma delas”, disse..
Do Portal Vermelho, com informações do Estadão

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Respirando por aparelhos, governo discute texto enxuto da Previdência

 
Foto: Agência Brasil
 A maior demonstração de que a vitória na votação que engavetou a segunda denúncia contra Michel Temer foi uma derrota é a tentativa do governo de aprovar a reforma da Previdência. Temer se movimenta e corre contra o tempo para aprovar pelo menos três pontos do texto original que enviou ao Congresso Nacional ainda este ano.

Nesta quinta-feira (9), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), organizou um café da manhã em sua residência oficial para discutir com Temer, ministros e deputados a elaboração de uma versão enxuta da proposta que altera as regras previdenciárias. 

Além de Maia e Temer, participaram da reunião os ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Eliseu Padilha (Casa Civil) e Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e o relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA). Na quarta (8), o grupo já havia se reunido para discuto o tema.

O governo quer demonstrar ao mercado que ainda não desistiu da pauta. A pressão para que o governo pague a conta do golpe é grande. Não foi à toa que após Temer dizer que estava “jogado a toalha” em relação à reforma, o dólar subiu e a bolsa caiu, sinalizando que o mercado vai cobrar a fatura.

Agora, o governo busca rearticular a sua base aliada para entregar alguma coisa ou pelo menos demonstrar que tentou não sepultar da reforma. A proposta é reduzir o número de itens da reforma e camuflar o debate com a manutenção dos itens que atingem principalmente os que ganham os maiores salários do serviço público, para justificar a aprovação do texto e ter o apoio popular.

“O grande prejuízo da previdência brasileira é a área pública. Principalmente dos altos salários: juízes, promotores, fiscais, advogados da União, deputados, senadores. Esse é o alto salário. Essa reforma vai pegar os altos salários, que são os inimigos da reforma, e fortalecer os mais fracos na reforma. Ela vai ser boa para os baixos salários e vai corrigir a injustiça que existe, a aposentadoria bem cedo com um baita salário”, disse o deputado federal e vice-líder do governo na Câmara, Darcísio Perondi (PMDB-RS).

Arthur Maia declarou que está disposto a modificar o texto para o projeto ser aprovado, mas ressaltou que não abrirá mão da idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres para aposentadoria. O relator também disse esperar que o tema seja votado no plenário da Câmara até 15 de dezembro.

Apesar da movimentação, o risco de derrota ainda é grande. Ainda mais quando o PSDB dá sinais claros de que vai desembarcar do governo. Temer quer tirar proveito dessa possível saída e oferecer aos descontentes os cargos ocupados pelos tucanos em troca do apoio à reforma da Previdência.

O Planalto já admite fazer uma minirreforma ministerial para acalmar a base. O chamado “Centrão” – que reúne partidos como PP, PSD e PR, entre outros – está na disputa pelos cargos e quer ganhar espaço político de olho nas eleições de 2018.

“Antes de pensar em qualquer coisa, o governo precisa rearrumar a base. Se o Planalto tem 200, 220 hoje e conseguir acalmar o clima aqui na Casa, consegue mais uns 100 deputados para apoiar a proposta. Eu conheço essa turma”, disse o líder do PP, Arthur Lira (AL), que defende abertamente a saída do ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, e a redução da cota do PSDB ao tamanho proporcional dos votos dados nas duas denúncias contra Temer.

“Não quero que tirem todo o PSDB do governo, mas podem diminuir as pastas. Não dá para um partido que deu 20 votos ter quatro ministérios. Se quiserem mexer no PP, que deu 84% dos votos para o governo, mexam. Só não nos tirem a Saúde”, disse Lira.

Mas nem todos estão tão empolgados com as propostas oferecidas por Temer. Para o vice-presidente da Câmara, deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), independentemente de qualquer gesto do governo de recomposição da base, não há clima para que a proposta seja aprovada.

“A reforma da Previdência virou um demônio para a população. Ninguém quer defender qualquer mudança nas regras da aposentadoria porque sabe que perde voto. O governo perdeu a batalha da comunicação”, argumentou.


Do Portal Vermelho, com informações de agências

"Proibir aborto no caso de estupro não vai passar na Câmara", diz Maia


 
Foto: Agência Câmara
"Proibir aborto no caso de estupro não vai passar na Câmara", disse Maia.



O Código Penal não considera crime o aborto praticado nos casos em que a gestação decorre de estupro ou põe em risco a vida da mulher. Em abril de 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que não é crime a interrupção da gravidez quando o feto apresentar má formação do cérebro (anencefalia).

Para a deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), a medida poderá inviabilizar o aborto nos casos permitidos pelo ordenamento jurídico brasileiro, o que representa uma violação à dignidade humana.

O projeto original tratava apenas da licença-maternidade em casos de bebês prematuros. Constituída por 19 deputados, essa comissão realizou uma votação prévia na quarta-feira (8) e a PEC recebeu 18 votos favoráveis e apenas 1 contrário, da única mulher que integra a comissão, deputada Eika Kokay (PT-DF), todos os demais eram homens. 

Agora, a proposta vai à plenário e precisa alcançar 308 votos favoráveis para ser aprovada. Os partidos de oposição já manifestaram posicionamento contrário. 

Confira como votou cada parlamentar da comissão:

A favor da PEC:

Antônio Jácome (Podemos-RN)

Diego Garcia (PHS-PR)

Eros Biondini (PROS-MG)

Evandro Gussi (PV-SP)

Flavinho (PSB-SP)

Gilberto Nascimento (PSC-SP)

Jefferson Campos (PSD-SP)

João Campos (PRB-GO)

Joaquim Passarinho (PSD-PA)

Jorge Tadeu Mudalen (DEM-SP)

Leonardo Quintão (PMDB-MG)

Marcos Soares (DEM-RJ)

Pastor Eurico (PHS-PE)

Paulo Freire (PR-SP)

Alan Rick (DEM-AC)

Givllado Carimbão (PHS-AL)

Mauro Pereira (PMDB-RS)

Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ)

Contra a PEC:

Erika Kokay (PT-DF) 

Fonte: Portal Vermelho

Protestos de Norte a Sul repudiam Temer e reforma trabalhista


 Tiago Macambira


Interdição de ruas, atos políticos, caminhadas, assembleias, paralisações aconteceram nesta manhã nos quatro cantos do país e prosseguem no período da tarde. Praças Públicas, prédios do INSS, portas de fábricas, sedes da Justiça do Trabalho, rodovias foram os pontos mais comuns onde ocorreram as manifestações. 

Dirigentes sindicais, integrantes de movimentos sócias, trabalhadores da Justiça do Trabalho, Fiscais do Trabalho e Trabalhadores Rurais prometem não dar trégua ao governo Temer, que pressiona pela aprovação da Reforma da Previdência. A Portaria do Trabalho Escravo também foi rechaçada pelos manifestantes.

São Paulo

A praça da Sé ficou lotada em São Paulo no ato nacional das centrais sindicais contra as reformas trabalhista e da Previdência Social do governo Temer. Hovue caminhada no final da concentração atá a avenida Paulista. Protestos também aconteceram em diversas regiões da região metropolitana.

Pará

Manifestantes tomaram as avenidas principais da cidade em caminhada até o mercado Ver-o-Peso no centro da capital paraense. O protesto iniciou em frente a sede da Justiça do Trabalho.



Rio Grande do SUl

Assembleias em portas de fábricas marcaramo dia de mobilização contra as reformas de Temer na região metropolitana de Porto Alegre. Foram realizados protestos em bancos, refinarias e os trabalhadores estão  "em estado de greve". Nesta tarde estão previstos atos na Esquina Democrática na capital.


Pernambuco

A área central de Recife foi tomada por manifestantes que exibiam cartazes "Reaja agora ou morra trabalhando" em referência ás reformas da Previdência Social e a Trabalhista. os protestos aconteceram em frente a Superintendência Regional do Trabalho.

Mato Grosso

Trabalhadores da Universidade Federal do Mato Grosso realizam panfletagem em frente ao Campus da universidade denunciando as reformas de Temer e os cortes no orçamento das entidades federais.



Confira imagens dos atos em outras localidades:

Protesto no ABC Paulista
Rodoviários de Salvador paralisam atividades
Trabalhadores cruzam os braços na porta da fábrica em Santa Catarina


São Luis (MA)

Fortaleza (CE)


Belo Horizonte (MG)


Maceió

Do Portal Vermelho

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Luciana Santos comenta sobre pré-candidatura de Manuela à presidência

Crédito da foto: Richard Silva/ PCdoB na Câmara

A presidenta nacional do PCdoB, deputada Luciana Santos (PE) comentou sobre a decisão do partido em lançar pré-candidatura de Manuela D’Ávila à presidência da República. ” Uma candidatura para debater com todas as forças vivas da sociedade a retomada do crescimento, o fortalecimento do Estado nacional, a geração de emprego e a retomada da democracia e dos direitos básicos da população brasileira, entre outras questões”. 

Portal Vermelho

PCdoB apresenta pré-candidatura de Manuela à Presidência em 2018

Crédito das fotos: Fellipe Neiva
A presidenta nacional do PCdoB, deputada Luciana Santos (PE) apresentou a pré-candidatura de Manuela D’Ávila às eleições presidenciais de 2018, na tarde desta quarta-feira (8). A coletiva de imprensa aconteceu no Salão Verde na Câmara dos Deputados, em Brasília-DF e contou com a participação da bancada comunista na Câmara e no Senado.
Nos 95 anos da história do partido, é a segunda vez que o PCdoB decide lançar uma candidatura à presidência da República. “Hoje estamos aqui com a mulher jovem de 36 anos, Manuela D’Ávila”, ressaltou a presidenta.

“Esta jovem mulher exercerá uma pré-candidatura a serviço de um projeto de mudança. Vivemos uma grave ruptura democrática que acentuou a crise de forma simultânea e multifacetada. Debateremos saídas para a retomada do crescimento, para o fortalecimento do Estado como indutor do desenvolvimento, para a consolidação da democracia. Manuela se apresenta contra essa agenda nefasta do desmonte trazida por Temer, a serviço de algo diferente que se coloque na condição de defender um novo projeto popular em 2018”, pontuou Luciana.
Manuela agradeceu a presença de todos e disse estar contente na escolha do PCdoB apresentar uma pré-candidatura para as eleições presidenciais de 2018. “Eu sei que milhares de mulheres e trabalhadores brasileiros podem se sentir representados numa candidatura que debate saídas para a crise”.
Manuela: O momento é de debater saídas e o PCdoB tem proposta
 Ao ser questionada se a candidatura é uma ruptura com o PT, a parlamentar explicou que trata-se de uma decisão para apresentar as propostas do PCdoB para o Brasil e o povo brasileiro. “Não trata-se sobre ruptura com o Partido dos Trabalhadores, que nós temos uma relação fraterna”.

Na visão de Manuela, seus adversários são as múltiplas crises que o país vive. “É uma eleição onde os partidos precisam pensar em alternativas para enfrentar a crise”.
Manuela explicou que a história do partido é lutar em defesa do povo, e as mulheres são sempre as que mais sofrem com a desigualdade social.  “O PCdoB é um partido com histórias de mulheres que lutam”.
A escolha de Manuela como pré-candidata resultou dos debates que o PCdoB já está realizando na construção de seu 14º Congresso, no qual serão discutidas propostas e saídas para o Brasil.
“O PCdoB é construído por múltiplos setores da sociedade, não participam somente os políticos. Tem os movimentos sociais, os trabalhadores, a juventude, o setor industrial e muito mais. O congresso do partido, que será realizado entre 17 e 19 de novembro, aqui em Brasília, será o momento de oficialização em frente à militância que constrói nossa identidade”, esclareceu Manuela.
Bom senso do povo
Ao ser questionada por jornalistas se a sua pré-candidatura era um contraponto ao do também pré-candidato Jair Bolsonaro (Patriota), Manuela respondeu: “O contraponto ao Bolsonaro é o bom senso do povo brasileiro”.
Fortalecer o campo das ideias
“É impossível que uma candidatura comprometida com a retomada do desenvolvimento do país e com a melhora das condições para os brasileiros enfraqueça qualquer projeto que tenha isso em comum. Temos 95 anos de história, me parece no mínimo normal que, em um momento difícil como este, pensemos em apresentar nossas próprias ideias”, defendeu.
“A nossa bandeira é a construção do projeto de desenvolvimento de nação e a frente ampla, portanto não se trata de enfraquecer nenhuma candidatura, mas de fortalecer um campo de ideias com os brasileiros e brasileiras”.
Portal Vermelho