ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

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segunda-feira, 1 de maio de 2017

1º de maio ocupará Avenida Paulista e região central de São Paulo

 
Foto: CTB


A bandeira que unifica as centrais é a luta contra as reformas previdenciária e trabalhista do governo golpista de Michel Temer. Estão previstos os tradicionais shows que acontecerão nas imediações da avenida e também na praça da república, centro de São Paulo. 

"O evento não só reforçará a nossa jornada de luta, como já inicia o mês de maio com forte resistência em defesa dos direitos. A hora é de lutar e seguiremos, diuturnamente, na luta contra qualquer ataque à classe trabalhadora", avisou o presidente da CTB, Adilson Araújo.

Na manhã deste domingo (30), a CUT entrou em acordo com o Tribunal de Justiça do Estado pela realização do ato político na avenida Paulista. A pedido do prefeito João Dória, o TJ havia concedido liminar dias antes proibindo o ato político do primeiro de maio na região. Após a audiência deste domingo, as atividades foram confirmadas. 

"O ato político está mantido na Paulista, palco das grandes últimas manifestações protagonizadas pela população de São Paulo”, confirmou ao portal da entidade Douglas Izzo, presidente da CUT-SP.

Para Adilson Araújo, "querem impor a todo custo uma lei da mordaça". Ele chamou a tentativa do prefeito Dória de absurda. "Não calarão a voz do povo. O 1o de maio vai acontecer "nem que a vaca tussa", vamos para as ruas comemorar o centenário da 1a greve geral no país, no momento em que o Brasil se levanta contra o retrocesso", enfatzou. 

O dirigente da CTB também destacou a greve geral do dia 28. "O dia 28 de abril já pode ser contabilizado como a maior greve geral já assistida no país. Agora é seguir na resistência em defesa da aposentadoria, da CLT, da soberania e da democracia. Resistir a todo custo é a nossa convicção do caminho para barrar o retrocesso".

Após o ato conjunto, a CUT seguirá em marcha para a praça da república onde acontecerão os shows organizados por esta central. A programação cultural organizada pela CTB ocorrerá na Avenida Paulista, entre o Masp e a Rua Augusta, vai contar com apresentações musicais a partir das 14h em dois palcos. Entre as presenças já confirmadas, estão Emicida, Leci Brandão, Mc Guimê, As Bahias e a Cozinha Mineira, Ilu Obá de Min, Mistura Popular, Bixiga 70, Marquinhos Jaca e Sinhá Flor.

Confira a programação:

11h – Concentração da CTB na Praça Osvaldo Cruz (estação de metrô Paraíso)
Palco 1 - Av. Casa Branca
12h - Início do Ato
14h10 - Sinhá Flor
15h – Político
17h – As Bahias e a Cozinha Mineira
19h – Guimê
20h30 – Emicida

Palco 2 - Ministro Rocha de Azevedo
12h – Mistura Popular
13h - Marquinhos Jaca
13h40 - Ilu Obá De Min
16h – Bixiga 70 
18h - Leci Brandão


Do Portal Vermelho com informações da CUT e CTB.

domingo, 30 de abril de 2017

Morre o cantor e compositor Belchior, o eterno rapaz latino-americano

 
Foto: divulgação

O cantor, compositor, poeta e artista plástico, Belchior morreu na noite deste sábado (29) em Santa Cruz do Sul (RS). A família confirmou a morte mas ainda não se sabe as causas. Segundo o jornal O Povo, o corpo do cantor deverá ser transferido neste domingo (30) para o Ceará e o sepultamento será realizado em Sobral, terra natal do eterno rapaz latino-americano. 

Nascido Antonio Carlos Gomes Bechior Fontenelle Fernandes, Belchior chegou aos 70 anos, completados em 2016, como um ídolo e mito do país. Não há brasileiro que não tenha sido tocado por suas canções.

Da medicina, que não chegou a concluir, ao posto de ídolo nacional, Belchior cumpriu a sina do músico nordestino que se deslocava para o Rio de Janeiro “para viver de música”. Isso aconteceu em 71.

"Eu decidi de repente e de um dia para o outro fui embora, sem documentos da escola e sem dinheiro. As coisas foram bastante complicadas e difíceis porque além de não conhecer ninguém, eu tava com o orgulho do pobre: 'Se é pra vencer, vou vencer de qualquer jeito'", contou Belchior ao jornal O Povo, em 2004.

O ano de 76 foi um marco na vida do compositor com o lançamento do LP Alucinação que trazia as faixas Apenas um rapaz latino-americanoVelha roupa colorida, Como nossos pais, A palo seco. O LP atravessou gerações e a canção Como nossos pais se tornou um dos grandes sucessos da cantora Elis Regina.

Rio de Janeiro, depois São Paulo, onde se casou, teve filhos e consolidou o sucesso da carreira. Os discos não paravam até 1999, quando o compositor se distanciou do público e da mídia. Em 2016, o albúm Alucinação completo 40 anos e Belchior 70 anos de idade. Choveram homenagens pelo Brasil. O Portal Vermelho dedicou um especial ao compositor que pode ser acessado ao final deste texto.

Foram 70 anos de vida e mais 42 de carreira. "Eu passei minha infância em Sobral e posso dizer que minha vida lá foi a base pra tudo. Foi lá que eu vi a arte das igrejas, os mestres, as bandas de músicas. Todas essas coisas que foram significativas na minha infância, durante o período dos meus estudos, que foi a coisa mais importante que aconteceu", contou Belchior em uma as inúmeras entrevistas que concedeu ao Jornal O Povo.

O governador do Ceará, Camilo Santana, se manifestou no Facebook sobre a morte do músico: “Recebi com profundo pesar a notícia da morte do cantor e compositor cearense Belchior. Nascido em Sobral foi um ícone da música popular brasileira e um os primeiros cantores nordestinos de MPB a se destacar no país, com mais de 20 discos gravados. O povo cearense enaltece sua história , agradece imensamente por tudo o que fez e pelo legado que deixa para a arte do nosso Ceará. Que Deus conforte a família, amigos e fãs de Belchior. O Governo do Estado decretou luto oficial de três dias".

Pra matar a saudade de Belchior:


 



Do Portal Vermelho com informações de O Povo

Lula dispara em pesquisa e é o favorito para a Presidência em 2018

 

Foto: Ricardo Stuckert / Instituto Lula

A pesquisa revela que Lula disparou em todos os cenários e alcançou 29% das intenções de voto dos brasileiros. O levantamento traz ainda outra boa notícia: a rejeição ao ex-presidente segue estável em 45%, enquanto a de todos os tucanos está indo no sentido inverso, subindo, e a do golpista Michel Temer também, chegando a 64% dos eleitores.

O estudo ainda revela que a rejeição ao senador Aécio Neves (MG) aumentou para 44%, contra 30% no levantamento de dezembro passado. Já sua intenção de voto passou para 8%, quando era de 26% no fim de 2015.

A rejeição aos tucanos não para por aí. O governador Geraldo Alckmin (SP) teve um aumento da rejeição popular de 17% para 28% e sua intenção de voto também caiu, de 8% para 6%.

Lula também é nome mais lembrado entre os entrevistados quando eles são perguntados livremente em quem votariam. Segundo a pesquisa, 16% lembram do ex-presidente de forma espontânea.

A pesquisa testou também pela primeira vez o prefeito de São Paulo, João Doria. Fosse hoje as eleições, o tucano amargaria uma quarta colocação, com 9% dos votos dos brasileiros. O opositor de Lula mais bem posicionado é o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), ainda assim atingindo, em geral, dependendo do cenário, menos da metade das intenções de voto de Lula.

O Datafolha fez 2.781 entrevistas, em 172 municípios, na quarta (26) e na quinta (27), antes da Greve Geral de sexta (28). A margem de erro é de dois pontos percentuais. 


Agência PT de Notícias

sábado, 29 de abril de 2017

O povo de Rio Grande e cidades vizinhas lotou a praça para ouvir Lula e Dilma


Um dia após a greve geral desta sexta-feira contra a reforma da Previdência e trabalhista, que contou com a adesão de mais de 35 milhões de trabalhadores e foi destaque na imprensa internacional, uma multidão voltou às ruas na tarde de hoje (29). Desta vez, a população de Rio Grande e municípios vizinhos lotou a praça em frente à prefeitura para ouvir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em ato em defesa da indústria naval brasileira, da Petrobras, do pré-sal e da democracia.Continue lendo

Fonte: Amigos do Presidente Lula

28 de abril: dirigentes da CTB fazem balanço da Greve Geral em São Paulo e no país

Milhares foram as rua dizer NÃO as REFORMAS!!!
Dirigentes nacionais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) fizeram uma avaliação prévia da Greve Geral até o início da tarde desta sexta-feira 28. Às 15h eles participam no viaduto Santa Ifigênia, em frente ao INSS, de uma coletiva de imprensa sobre a greve.
O presidente da CTB, Adilson Araújo, esteve às 6h em uma das unidades da Sabesp, em São Paulo, e depois no Pátio de manutenção do metrô Itaquera, zona leste da capital, onde a greve começou às 0h00 desta sexta. 
"Este governo quer jogar um caminhão de cal sobre os direitos sociais, trabalhistas e previdenciários. A sociedade civil organizada, a classe trabalhadora do país, aderiu ao movimento para dizer não à desregulamentação do trabalho e à reforma da previdência. Só o povo unido poderá transformar esta nação em um país mais justo", afirmou Adilson.
"O dia em que o Brasil parou", diz dirigente
Do Pátio de Itaquera, o presidente da CTB-SP, o metroviário Onofre Gonçalves, contesta a avaliação do governo que minimiza a greve geral. "Eles tentam reduzir importância, mas não adianta, porque hoje parece feriado no país. Este já é o dia em que o Brasil parou", diz o sindicalista, defendendo que a paralisação é a única via para barrar a "crueldade" que o governo ilegítimo tenta impor à classe trabalhadora.
"A greve está forte, sem incidentes e cumprindo seu papel. Não tem ônibus, não tem metrô, não tem trem. Que isso sirva para alertar este governo que os trabalhadores não vão permitir um retrocesso de 70 anos, que rasga a CLT e faz o país dar um passo atrás", diz o sindicalista.
"Até as Casas Bahia fecharam as portas", diz secretário geral da CTB 
Wagner Gomes, secretário-geral da CTB nacional, afirma que o movimento de greve em todo o país está sendo maior do que eles próprios, sindicalistas, imaginaram.
"O Brasil está todo parado, as principais capitais estão paradas. Em São Paulo parece que é feriado. Até as Casas Bahia fecharam as portas. A média de congestionamento normal é 200 km, e a média hoje é de 2km. A greve é um sucesso e já é a maior manifestação em defesa dos direitos trabalhistas do país". 
"O dia 28 de abril já entrou para a história do país - é a maior greve geral que o Brasil já teve", diz Nivaldo Santana
O vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana, destacou o trabalho da CTB e seus sindicatos, que tiveram forte atuação no país. 
 "A CTB jogou pesado e fez bonito no Brasil inteiro. Em São Paulo, o metrô não funcionou, o ônibus não funcionou. E o exemplo importante é o terminal Jabaquara, em que o trem e os onibus que vão para a baixada santista, nenhum funcionou. O que demonstra a grande adesao dos trabalhadores contra a reforma da previdência e a trabalhista", disse Santana.
O dirigente parabenizou ainda a unidade das centrais sindicais e dos movimento sociais, que permitiram a construção deste importante dia de luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora.
Na foto abaixo, parte da equipe cetebista no Pátio do Metrô de Itaquera, zona lesta da capital, ponto de partida da greve nos transportes metroviários, no início da manhã desta sexta (28):

Portal CTB, com informações de Joanne Mota

Parlamentares do PCdoB dizem: "Greve barrou as reformas no Congresso"


A presidenta nacional do PCdoB e deputada federal Luciana Santos (PE) afirmou que esta foi a maior paralisação dos últimos 40 anos. "Foi um sucesso total, o que revela uma retomada da força das ruas, da elevação do nível de consciência do nosso povo de que a reforma trabalhista e da Previdência, com essa ferocidade contra os interesses dos trabalhadores, não passarão", afirmou.

"Se é verdade que nós perdemos na madrugada uma votação da reforma trabalhista, é verdade também que, depois da manifestação de hoje, nós teremos uma vitória no Senado, barrando o texto da reforma trabalhista, e a reforma da Previdência será derrotada na Câmara", destacou.

Para a deputada Alice Portugal, líder da bancada na Câmara, “A nação sentiu o que é a alma do que nós temos chamado de golpe".

"Isso comprova que houve um golpe parlamentar uma inversão na correlação de forças daqueles que foram eleitos e foram afastados. Esse programa político foi derrotado em quatro eleições e esse consórcio acabou colocando na ordem do dia questões que prejudicam. As consequências virão”, diz a líder do PCdoB durante manifestação no Campo Grande, em Salvador.

Jandira Feghali, deputada federal pelo Rio de Janeiro, avaliou que o movimento vitorioso e amplo. "Ultrapassou as capitais e regiões metropolitanas. No interior das grandes cidades também aconteceram mobilizações, e com força. O que obviamente interfere na base eleitoral dos parlamentares", salientou a deputada comunista. 

Jandira falou também sobre a cobertura midiática que tentou, a todo custo, esconder os protesto. "Não conseguiram esconder o movimento, mas tentaram desqualificar, enquanto o governo Temer nega a existência da greve. Quanto mais ele [Temer] fala, mais se afunda porque as pessoas estão vivendo o momento e vendo que ele está mentindo", declarou.

Sobre os reflexos da mobilização nas votações do Congresso, Jandira reforçou que na análise do projeto de reforma da Previdência na comissão especial, a votação deve favorecer ao governo, pois é um fórum pequeno escolhido a dedo com um resultado previsto.

"Agora, no plenário da Câmara eu tenho absoluta convicção hoje de que a reforma não passa. O 28 de abril vai ter uma interferência direta, seja no Senado para barrar a reforma trabalhista, seja para derrotar a reforma da Previdência já na primeira etapa que é o plenário da Câmara dos Deputados", enfatizou Jandira.

 

O deputado Orlando Silva (SP) também considerou que a greve desta sexta foi uma vitória que "já faz parte da história de lutas do povo brasileiro".

"A luta contra as 'reformas' trabalhista e previdenciária uniu a classe trabalhadora. A adesão é generalizada, em todo país, em todos os setores e categorias. A gigantesca mobilização nacional obrigou a mídia a repercutir os atos e as pautas", reforçou o parlamentar, destacando que as tentativas de repressão pelas forças policiais foram incapazes de alcançar as atividades que se espalham pelas cidades.

E acrescenta: "A greve geral tem grande impacto na conjuntura. Pressiona o Congresso Nacional e isola, ainda mais, o governo Temer. Hoje, o Brasil parou. É o começo da virada. Viva a luta dos trabalhadores!". 


Do Portal Vermelho

Vazio e silêncio, as marcas da greve geral em São Paulo

Mariana Serafini
Na Avenida Paulista não circulou nenhum ônibus, houve movimento baixo de carros e pouquíssimos pedestres
Na Avenida Paulista não circulou nenhum ônibus, houve movimento baixo de carros e pouquíssimos pedestres


Na avenida Paulista, centro econômico do país, todas as agências bancárias estavam fechadas, a maioria com faixas e cartazes para anunciar a greve geral. Nenhum ônibus circulou, a movimentação de carros era baixa e quase não tinha pedestres. 

Professores de escolas públicas, privadas e universidades também paralisaram as atividades. Estudantes se reuniram na Rua da Consolação para uma manifestação em apoio à greve, mas a polícia agiu com extrema violência para dispersar a mobilização.

Trabalhadores do Banco Central aderiram à greve  | Foto: Mariana Serafini


Nas principais ruas do centro, a maior parte do comércio sequer abriu as portas. Famosa em todo o país pelos preços baixos, a rua 25 de Março ficou completamente vazia. 

Todo o transporte coletivo foi paralisado. Motoristas e cobradores de ônibus, ferroviários de todas as linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e os metroviários cruzaram os braços. Apenas as vans de transporte e a Linha 4-Amarela (Luz Butantã), que é privada, funcionaram, e ainda assim, não tinha o número habitual de passageiros.

Veja mais imagens: 

Sindicato dos odontologistas de São Paulo conversa com a população na Avenida Paulista
Cruzamento das avenidas Ipiranga e São Luís


Estação Anhangabaú do Metrô | Foto: Mídia Ninja
Avenida Barão de Itapetininga, uma das principais ruas de comércio do centro
Rua 25 de Março
 
Estação Brigadeiro do Metrô, na Avenida Paulista
Agência Bancária na Avenida Paulista
Parque Dom Pedro | Foto: Fernando Sato


Do Portal Vermelho