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terça-feira, 7 de março de 2017

Para Temer, quem reclama da reforma da Previdência "é quem ganha mais"



 Foto: Beto Barata/PR



Em maio de 1998, o então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) disse que fez a reforma da Previdência para barrar os aposentados com menos de 50 anos que classificou como "vagabundos". Michel Temer resolveu seguir o exemplo e disse nesta terça-feira (7), ao defender o seu projeto de reforma da Previdência, que quem reclama das mudanças propostas pelo governo são as pessoas que ganham mais.

Por Dayane Santos

"A reforma pode merecer ajustamento, e quem vai discutir isso é o Congresso Nacional, mas quem reclama é quem na verdade ganha mais", disse o ilegítimo para uma plateia de empresários, representantes do governo e de diferentes setores da sociedade civil que integram o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

Em 1988, FHC disse que fez a reforma da Previdência "para que aqueles que se locupletam da Previdência não se locupletem mais, não se aposentem com menos de 50 anos, não sejam vagabundos em um país de pobres e miseráveis".

Temer, por sua vez, afirma que a sua reforma "cerca de 65% dos trabalhadores brasileiros terão a aposentadoria integral porque ganham o salário mínimo".

"Lamento dizê-lo, mas o mínimo na Previdência é o salário mínimo. Então, quem eventualmente possa insurgir-se é um grupo de 27%, 37% (...) Quem reclama é na verdade quem ganha muito mais, muito acima desses tetos. Quem tem aposentadoria precoce, quem tem antes da Previdência geral", disse.

Com os índices cada vez mais altos de rejeição, por conta das medidas de arrocho, Temer tenta inverter os fatos e reverter a reprovação com propaganda publicitária. Utilizou recursos do orçamento do Ministério do Esporte para cobrir custos de R$ 19 milhões com campanhas publicitárias, sendo gastos a bagatela de R$ 7,5 milhões para peças de marketing sobre a reforma da Previdência.

Durante o evento, Temer afirmou ainda que a reforma é necessária e que é uma "inverdade absoluta" que as mudanças nas regras vão retirar direitos dos trabalhadores. A realidade é bem diferente do discurso de Temer. Rechaçada por todas as centrais sindicias, que representam os trabalhadores, a proposta do governo prevê, entre outras medidas, que o brasileiro precisará contribuir 49 anos para assegurar o recebimento de 100% de aposentadoria, obedecendo uma regra de transição que levará em conta a idade do contribuinte.

A regra determina ainda um tempo mínimo de contribuição de 25 anos. Com o cumprimento desse período, o trabalhador terá direito a 76% da aposentadoria.

Diante da rejeição crescente, Temer apelou pelo apoio à reforma. O desespero de Temer é porque a proposta encontra resistência entre parlamentares da base aliada, que já manifestaram dificuldadesem aprovar o texto como foi encaminhado ao Congresso. Ao estilo Temer, ele afirmou: "Quando se faz oposição à reforma, tem que ser dizer, 'tá bom, qual é a solução?'".
Do Portal Vermelho, com infformações de agências

CTB: É preciso denunciar precariedade em que vive a mulher negra

Segundo a sindicalista, os índices exorbitantes de violência contra as mulheres negras mostram que estão ocorrendo mais denúncias. “A nossa dor antes era invisível, começou a ganhar visibilidade na última década”, por isso, esses números assustadores.
 
Além do crescimento de 54% de assassinatos em 10 anos, o Ministério da Saúde verificou que mais de 59% dos registros de violência doméstica no Ligue 180 foram feitos por mulheres negras em 2015. 
 
Elas são as maiores vítimas também da mortalidade materna (53,6%) e de violência obstétrica (66%), segundo levantamento da Fiocruz em 2014. Já o Dossiê Mulher 2015 mostra que mais de 56% das vítimas de estupro no Rio de Janeiro são negras.
 
De acordo com Custódio (na foto ao microfnne) isso ocorre porque, “nós vivemos em condições de vulnerabilidade, sem a presença do Estado e de políticas públicas”. Ela explica ainda que embora tenham ocorrido melhorias, a situação ainda é difícil.
 
Para ela, as políticas públicas criadas nos governos Lula e Dilma, as mulheres negras buscaram mais estudo para aprimorar-se e ter oportunidade de vida melhor.
 
“As estatísticas comprovam que as mulheres passaram a estudar e se dedicar mais no aprimoramento de sua mão de obra. As negras sabiam que tinham que ir ainda mais fundo para ter alguma possibilidade de condições iguais no mercado”, conta.
 
Mas os salários não subiram. As mulheres negras ainda enfrentam mais dificuldades para se recolocarem no mercado de trabalho e sofrem mais discriminação.
 
“O movimento sindical precisa acordar para essa disparidade e encampar para valer as lutas por igualdade de gênero e raça”.Elas ganham 40% a menos do que o homem branco.
 
Ela explica que as mulheres negras vivem num “abismo social” e vêem sues filhos morrerem muito jovens e de forma violenta todos os dias e “sofrem por não poderem fazer nada”.
 
Por isso, “estaremos nas ruas lutando pela igualdade de gênero e racial. Queremos pôr fim ao esmagamento diário do qual somos vítimas”. A campanha das mulheres corre o mundo e elas prometem parar no dia 8 contra a violência e as reformas da previdência e trabalhista.



Fonte: Portal CTB

Mulheres trabalham em média 7,5 horas a mais que os homens por semana


 
Blog Engenharia Civil Diária
   

Os dados fazem parte do Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, com informações colhidas de 1995 até 2015, e divulgado pelo Ipea, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.

Mulheres


Fonte: Agência Brasil
 

OAB defende reforma justa para Previdência e quer suspender PEC


 
O ato é aberto à participação de todos os cidadãos que desejam que a Reforma da Previdência seja debatida com a sociedade e que não haja retrocessos na proposta. A sede da OAB Nacional fica no Setor de Autarquias Sul, Quadra 5, Bloco M.

No texto, as entidades requerem a suspensão da tramitação da PEC 287/2016 no Congresso Nacional até que se discuta democraticamente com a sociedade, de forma ampla, mediante a realização de audiências públicas que possibilitem a análise de estudos econômicos, atuariais e demográficos completos, a fim de que se dê a devida transparência aos dados da Seguridade Social.

Segundo o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, a Ordem sempre esteve à frente dos grandes debates deste país. “Não podemos nos furtar agora. Convoco a advocacia brasileira a conversar com todos os setores envolvidos para chegarmos a um uma proposta justa para a Reforma da Previdência. Não podemos aceitar retrocessos sociais”, afirma.

“O tema reforma da Previdência necessita de um debate amplo, por entendermos que é uma questão técnica, que envolve novos limites e um tempo de contribuição incompatível, sob pena de pessoas contribuírem ao longo de toda uma vida e não conseguirem chegar à tão sonhada aposentadoria”, completou.

Clique aqui para saber mais sobre o ato “Por uma Proposta Justa de Reforma da Previdência – Não à PEC 287/2016” e ver quais entidades apoiam a causa.

Leia abaixo a Carta Aberta sobre a Reforma da Previdência

CARTA ABERTA SOBRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

(PEC 287/2016)

As entidades abaixo nominadas, reunidas no Conselho Federal da OAB em 31 de janeiro de 2017, manifestam preocupação com relação ao texto da proposta de Reforma da Previdência (PEC 287/2016), tendo em vista que ela está fundamentada em premissas equivocadas e contem inúmeros abusos contra os direitos sociais.

A PEC 287/2016 tem sido apresentada pelo governo sob discurso de catástrofe financeira e “déficit”, que não existem, evidenciando-se grave descumprimento aos artigos 194 e 195 da Constituição Federal, que insere a Previdência no sistema de Seguridade Social, juntamente com as áreas da Saúde e Assistência Social, sistema que tem sido, ao longo dos anos, altamente superavitário em dezenas de bilhões de reais.

O superávit da Seguridade Social tem sido tão elevado que anualmente são desvinculados recursos por meio do mecanismo da DRU (Desvinculação de Receitas da União), majorada para 30% em 2016. Tais recursos são retirados da Seguridade Social e destinados para outros fins, especialmente para o pagamento de juros da dívida pública, que nunca foi auditada, como manda a Constituição.

Diante disso, antes de pressionar pela aprovação da PEC 287/2016, utilizando-se de onerosa campanha de mídia para levar informações questionáveis à população, exigimos que o Governo Federal divulgue com ampla transparência as receitas da Seguridade Social, computando todas as fontes de financiamento previstas no artigo 195 da Constituição Federal, mostrando ainda o impacto anual da DRU, as renúncias fiscais que têm sido concedidas, a desoneração da folha de salários e os créditos tributários previdenciários que não estão sendo cobrados.

A proposta de reforma apresentada pelo governo desfigura o sistema da previdência social conquistado ao longo dos anos e dificulta o acesso a aposentadoria e demais benefícios à população brasileira que contribuiu durante toda a sua vida.

Dentre os abusos previstos na PEC 287/2016 destacamos os seguintes:

1) Exigência de idade mínima para aposentadoria a partir dos 65 (sessenta e cinco) anos para homens e mulheres;

2) 49 (quarenta e nove) anos de tempo de contribuição para ter acesso à aposentadoria integral;

3) Redução do valor geral das aposentadorias;

4) Precarização da aposentadoria do trabalhador rural;

5) Pensão por morte e benefícios assistenciais em valor abaixo de um salário mínimo;

6) Exclui as regras de transição vigentes;

7) Impede a cumulação de aposentadoria e pensão por morte;

8) Elevação da idade para o recebimento do benefício assistencial (LOAS) para 70 anos de idade;

9) Regras inalcançáveis para a aposentadoria dos trabalhadores expostos a agentes insalubres;

10) Fim da aposentadoria dos professores.

Além disso, a reforma da previdência prejudicará diretamente a economia dos municípios, uma vez que a grande maioria sobrevive dos benefícios da previdência social, que superam o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Diante disso, exigimos a suspensão da tramitação da PEC 287/2016 no Congresso Nacional até que se discuta democraticamente com a sociedade, de forma ampla, mediante a realização de audiências públicas que possibilitem a análise de estudos econômicos, atuariais e demográficos completos, a fim de que se dê a devida transparência aos dados da Seguridade Social.

É necessário garantir a participação da sociedade no sentido de construir alternativas que venham melhorar o sistema de Seguridade Social e ampliar a sua abrangência, impedindo o retrocesso de direitos sociais.

Brasília, 31 de janeiro de 2017.

Fonte: Portal Vermelho

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Folha descobre que reforma da Previdência de Temer é a pior do mundo


A matéria constata que a reforma dificulta o acesso ao direito de se aposentar dos trabalhadores, criando critérios mais duros do que o de muitos países bem mais ricos que o Brasil, sendo que em outros países é possível se aposentar com tempo menor de contribuição.

No projeto, se o trabalhador tiver cumprido os 25 anos de contribuição, só receberá 76% do benefício. O valor integral só será pago a quem trabalhar e contribuir por 49 anos.

A matéria destaca que nos Estados Unidos, o tempo de contribuição é de 35 anos. Mas, se aos 67 anos o trabalhador não tiver alcançado esse tempo mínimo, ele poderá se aposentar com o benefício reduzido. “Na Espanha, por exemplo, 15 anos de contribuição dão direito a 50% do benefício. Cada mês adicional de trabalho aumenta esse percentual”, diz outro trecho da matéria.

Segundo Hervé Boulhol, responsável pela área de aposentadoria da OCDE (grupo dos países mais desenvolvidos do mundo) e citado pela matéria, exigir um mínimo de 25 anos de contribuição é muito rígido. “Se você contribuir por 20 anos e não ganhar nada, isso quer dizer que todas as suas contribuições foram puramente impostos”, diz Hervé.

Entre os países que integram a OCDE, um trabalhador consegue o benefício integral após contribuir em média por 44 anos.


Do Portal Vermelho, com informações da Folha de S. Paulo

Desmonte da Previdência:Calcule o tempo que você vai ter que trabalhar

Com a ferramenta, é possível saber quanto será alterada a situação e perspectiva de aposentadoria para mulheres com menos de 45 anos de idade e homens com menos de 50. Acima dessa faixa etária, valem as regras de transição e o sistema da Anfip não realiza  esse cálculo. Também não pode ser feita a simulação para as categorias que hoje têm aposentadoria especial como professores, policiais, trabalhadores rurais e trabalhadores que recebem adicional de insalubridade ou de periculosidade.
 
Pela calculadora é possível verificar, por exemplo, que uma mulher que tem hoje 30 anos e 10 de contribuição em regime de CLT, ao invés de se aposentar com benefícios integrais aos 53, como estabelece a regra atual, terá que permanecer no mercado de trabalho até 0s 69 se a PEC 287 for aprovada no Congresso Nacional. Para obter a aposentadoria proporcional, essa mesma pessoa, que poderia ter o benefício aos 50 hoje, terá que trabalhar até os 65.
 
Já para o homem, celetista, que tem 44 anos e 24 de contribuição, só vai conseguir ter direito à aposentadoria proporcional aos 65, sendo que hoje ele teria esse direito aos 50. Para receber os proventos integrais, assegurados pelas regras atuais aos 53, t terá que esperar até os 69.

Acesse AQUI para calcular o tempo da sua aposentadoria com a reforma de Temer

Fonte: Previdência, Mitos e Verdades

PCdoB: A democracia é indispensável para o Brasil


O manifesto do PCdoB é assinado por sua Comissão Política Nacional que esteve reunida nesta segunda-feira (20), em São Paulo, para debater o cenário político atual e atuação partidária “em meio a uma grave crise política decorrente de um golpe institucional que provoca retrocessos em toda linha”, segundo o documento.

O manifesto faz um breve retrospecto da atuação dos comunistas ao longo de mais de nove décadas, período em que o partido “despontou e se consolidou como corrente política e ideológica autônoma, representando os trabalhadores”. O documento registra que o PCdoB “sempre atuou com amplitude, buscando a unidade das forças progressistas e democráticas na defesa da democracia e da soberania da pátria” e “comemora seu 95º aniversário reafirmando o objetivo de construir o socialismo e persevera no cultivo da sua identidade comunista, orientado pela teoria de Marx, Engels, Lênin e outros revolucionários”.

Refletindo sua profunda convicção democrática, o PCdoB “tem como prioridade a restauração da vigência plena da democracia aviltada pelo golpe. Neste sentido, propõe e se empenha pela consecução de uma ampla frente de defesa da democracia, da soberania nacional, dos direitos dos trabalhadores e do povo”. O manifesto faz ainda uma conclamação às forças democráticas para que se unam “por uma reforma política que proíba de vez o financiamento empresarial das campanhas e institua o financiamento público; amplie a participação das mulheres nas instâncias de poder e do povo na vida do país; e que preserve o pluralismo político, o sistema proporcional, e fortaleça os partidos e o Poder Legislativo, ora atacados”.

Leia abaixo a íntegra do manifesto:



A democracia é indispensável para o Brasil 

O PCdoB é imprescindível para a democracia



O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) comemora 95 anos de existência em meio a uma grave crise política decorrente de um golpe institucional que provoca retrocessos em toda linha. Assim como há quase um século, quando de sua fundação, hoje, o PCdoB está onde sempre esteve: Na linha de frente em defesa da democracia, dos interesses da Nação e dos direitos dos trabalhadores.

Noventa e cinco anos de presença na história da República levam o PCdoB a expressar a convicção de que a democracia é a base da legítima disputa de projetos para o Brasil. O alicerce para o país tornar-se uma Nação crescentemente próspera e soberana.

É a mediação democrática que assegura a legitimidade das instituições e amalgama alianças, coesões indispensáveis ao desenvolvimento político e social do país.

Defesa do pluralismo político

A democracia, enfim, é indispensável para o Brasil. E o PCdoB pelo seu legado à Nação, em quase um século de história, é essencial para a democracia. Essa síntese traduz a essência programática e histórica dos comunistas. O PCdoB integra o elenco de partidos, de forças políticas e sociais que impulsionam o processo de modernização e desenvolvimento do país.
Portanto, a tentativa de excluir do parlamento a mais longeva legenda em atuação, com a cláusula de barreira e outros expedientes já aprovados no Senado Federal, fere de morte o princípio do pluralismo político assegurado na Constituição. A diversidade e pluralidade de ideias que há na sociedade devem estar presentes no parlamento. Cabe somente ao voto soberano do povo eleger ou não eleger, excluir ou não excluir.

Não se resolve a crise de representação do parlamento, ao contrário se agrava, empobrecendo-o de ideias com a exclusão de partidos que têm programas, lastro entre o povo e tradição histórica, entre eles, o PCdoB.

A história mostra que o enfraquecimento da democracia começa com restrições aos comunistas e demais correntes avançadas.

Os comunistas ajudaram a construir o Brasil

O PCdoB é testemunha viva dessa constatação. Ele surgiu em 1922, assumindo os ideais da ascensão civilizatória representada pelas proclamações da Independência, da Abolição e da República, e lutando contra entraves e arcaísmos oligárquicos que obstruíam a marcha do avanço da construção nacional.

Despontou e se consolidou como corrente política e ideológica autônoma, representando os trabalhadores, num momento em que se levantava a onda modernizadora da década de 1920, levando o país a dar mais um salto avante com a Revolução de 1930. Sua fundação também tem relação com o período das revoluções socialistas e das lutas por libertação nacional e social, que tem na Revolução Russa, cujo centenário é comemorado neste ano, o acontecimento mais proeminente.

Desde então, como força relevante ao desenvolvimento do Brasil, sofreu perseguições e pagou um alto preço, por sua coerência e persistência ideológica, com mortes, prisões, torturas, exílios e longos períodos de clandestinidade, ilegalidade e semilegalidade.

Unidade é a bandeira da esperança

Sempre atuou com amplitude, buscando a unidade das forças progressistas e democráticas na defesa da democracia e da soberania da pátria. Foi assim na constituição da Aliança Nacional Libertadora (ANL), no combate ao Estado Novo, nas jornadas contra a ditadura militar e com a união do povo para derrotar o neoliberalismo e ingressar no ciclo progressista dos governos dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, quando pela primeira vez participou de um governo da República.

Essa coerência é muita cara para o PCdoB, por entender que a sociedade brasileira tem complexidades que demandam uma sólida união das forças políticas que lutam pela prosperidade do país e bem estar de seu povo.

Legenda dos trabalhadores, patriótica e internacionalista 

O PCdoB comemora seu 95º aniversário reafirmando o objetivo de construir o socialismo e persevera no cultivo da sua identidade comunista, orientado pela teoria de Marx, Engels, Lênin e outros revolucionários.

São convicções fundadas no vínculo com os trabalhadores, sua fonte de vigor ideológico e político. Atuando no campo e nas cidades, ergueu suas bandeiras de lutas defendendo causas como direitos dos trabalhadores e reforma agrária. Empenha-se para que se eleve o protagonismo dos movimentos sociais. 

Na contemporaneidade, suas lideranças ajudaram a fundar a classista e combativa Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Os comunistas estão empenhados para mobilizar o povo e os trabalhadores contra as antirreformas ultraliberais do governo Temer, destacadamente a da Previdência Social e a trabalhista.

Estimula, também, a cultura brasileira, sob o entendimento de que ela é parte constituinte da identidade nacional e fator estruturante de um projeto de Nação. Tem o justificado orgulho de ter tido entre seus filiados, escritores e expoentes de nossa cultura, como Tarsila do Amaral, Patrícia Galvão (a Pagu), Lila Ripoll, Graciliano Ramos, Jorge Amado, Cândido Portinari, Oscar Niemeyer, Di Cavalcanti, entre tantos.

Tem forte expressão patriótica, elevado compromisso com a Nação. Participa das jornadas contra as investidas do imperialismo para se apropriar das riquezas nacionais desde memoráveis campanhas, como “O petróleo é nosso”, “A Amazônia é nossa” e a que inviabilizou o projeto neocolonial da Alca. Na ordem do dia, luta contra as medidas antinacionais do governo ilegítimo, entre elas as ameaças de entrega da riqueza do pré-sal às multinacionais, a venda de terras a estrangeiros e a desnacionalização da economia.

Ao mesmo tempo, imprime sua marca solidária e internacionalista, que tem como ponto alto a mobilização pela formação da Força Expedicionária Brasileira (FEB) para combater o nazi-fascismo na Segunda Guerra Mundial e as lutas em defesa da paz e contra as guerras imperialistas no presente. Na atualidade, o Partido reafirma o internacionalismo proletário, o empenho para o fortalecimento do movimento comunista internacional e as jornadas dos povos contra o imperialismo. 

Essas referências essenciais da sua trajetória estão consubstanciadas em conquistas grafadas em duas Constituições da República (1945, 1988), ambas precedidas de batalhas épicas, com ativa participação dos comunistas.

Desenvolvimento soberano, caminho brasileiro para o socialismo

A longevidade do PCdoB, numa definição, se deve à sua interpretação correta do sentimento popular e nacional, mesmo nas mais duras condições de perseguição, como foi o combate à ditadura militar. Emergiu com a autoridade de quem foi até as últimas consequências, defendendo a democracia, de armas nas mãos, na resistência do Araguaia concorrendo para que a liberdade voltasse, em 1985, a triunfar uma vez mais.

Para o PCdoB, a realização de seu programa que poderia ser sintetizado na luta pelo desenvolvimento soberano do país, como caminho brasileiro para o socialismo é uma atividade cotidiana. Daí a sua dedicação à atualização programática, sempre procurando aprender com os ensinamentos da história, com seus erros e acertos.

Coerente com seus ideais, tem se renovado sem perder o norte, contribuindo no sentido de se encontrar saídas avançadas para os desafios da nossa época, marcada por uma nova grande crise mundial do capitalismo que impõe aos povos grandes sacrifícios.

Prioridade é a restauração da democracia

Hoje, o PCdoB tem com prioridade a restauração da vigência plena da democracia aviltada pelo golpe. Neste sentido, propõe e se empenha pela consecução de uma ampla frente de defesa da democracia, da soberania nacional, dos direitos dos trabalhadores e do povo.




Neste âmbito, os comunistas conclamam as forças democráticas à união por uma reforma política que proíba de vez o financiamento empresarial das campanhas e institua o financiamento público; amplie a participação das mulheres nas instâncias de poder e do povo na vida do país; e que preserve o pluralismo político, o sistema proporcional, e fortaleça os partidos e o Poder Legislativo, ora atacados.

A barreira que pretende excluir do parlamento legendas democráticas, entre elas, a corrente política e ideológica quase secular dos comunistas, é um ataque que, se vitorioso, além de mutilar a democracia, desencadeará outros retrocessos.

Quando a legenda dos comunistas se encaminha para o centenário, homenageamos as sucessivas gerações de comunistas que construíram e mantiveram de pé o glorioso Partido Comunista do Brasil, reverenciando lideranças dessas gerações, entre tantas, Astrojildo Pereira, Luiz Carlos Prestes e João Amazonas.

Fora Temer!

Pela restauração da democracia, eleições diretas para presidente!

Defesa do Estado democrático de Direito!

Viva os 95 anos do Partido Comunista do Brasil!

São Paulo, 20 de fevereiro de 2017
Comissão Política Nacional do Partido Comunista do Brasil - PCdoB


 Do Portal Vermelho