ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

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sábado, 24 de dezembro de 2022

Pesquisa Datafolha mostra ampla rejeição popular aos atos golpistas - por Murilo da Silva - Fonte vermelho.org.br

 

https://vermelho.org.br

A maioria da população brasileira se mostrou contrária aos movimentos golpistas que estão nas ruas, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada na quarta-feira (21). Entre os principais resultados estão:

  • 75% são contrários aos atos antidemocráticos contra os resultados das eleições;
  • 56% consideram que os golpistas que pedem intervenção militar devem ser punidos;

A pesquisa Datafolha foi divulgada pelo jornal Folha de São Paulo. O estudo ouviu 2.026 pessoas entre segunda-feira (19) e terça-feira (20) e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos.

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Os entrevistados ao serem questionados sobre “os protestos em frente de quartéis e de bloqueio de rodovias por intervenção militar contra o resultado da eleição” se mostraram:

  • 75% contra;
  • 21% a favor;
  • 3% indiferente;
  • 1% não sabe.    

Punição

Os entrevistados ao serem questionados sobre se “as pessoas que estão pedindo um golpe militar nos protestos devem ser punidas”, 56% entendem que os golpistas devem sofrer alguma punição.

Por outro lado, 40% entendem que descumprir a Constituição, como fazem os golpistas, não é motivo para alguma sanção.

Eleitores

No recorte que considerou os eleitores que votaram em Bolsonaro no segundo turno das eleições, 50% se posicionam contra os atos. Entre os eleitores do ex-capitão, 29% são a favor de punição para quem está nas ruas e 67% contra.

Já entre os eleitores de Lula 96% são contrários aos atos, com 81% que indicam que deve haver punição aos golpistas.

Outros recortes

Por região, o Nordeste é o que tem menor percentual de favoráveis aos protestos golpistas, apenas 14% apoiam contra 83% que são que repudiam os acampamentos ilegais.

Do Centro-Oeste e Norte vem o maior apoio: 29% a favor e 65% contrários.

Considerando renda, entre os pesquisados que recebem até dois salários-mínimos (R$ 2.424) 81% são contra o golpismo que está nas ruas, o que mostra que a grande. parcela popular rechaça o bolsonarismo. Na faixa até 10 salários-mínimos (R$12.120), somente 51% reprovam os atos golpistas.

Política de armas e sigilo de 100 anos: Transição sugere revogação de normas de Bolsonaro

 

Segundo relatório, lista de sugestões de revogações e revisões de atos normativos demonstra o tamanho dos desafios do novo governo eleito.

O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de entrega do relatório final da transição de governo e anúncio de novos ministros. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

CLIQUE AQUI para ler, na íntegra (da Agência Brasil, via Sul21).

Fonte: https://jcsgarcia.blogspot.com 


Um brinde a você que acreditou que LULA chegaria - FELIZ NATAL - Gifs - Fonte: http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com

Um brinde a você que sobreviveu à longa noite fascista que se instalou no Brasil, desde 2016;

Um brinde a você que foi chamado de petralha, comunista, apenas por ter demonstrado apreço à democracia e à liberdade;

Um brinde a você que inúmeras vezes foi ameaçado e ironizado nas redes sociais;

Um brinde a você que não desistiu de lutar, mesmo quando toda a massa ignara e a grande imprensa insistia no seu discurso neo-fascista;

Um brinde a você que, pra se preservar, cortou laços com tantas pessoas com quem tinha, antes da grande noite, um convívio sadio;

Um brinde a você que tentou explicar e abrir mentes embaçadas pela manipulação coordenada;

Um brinde a você que não bebeu da fonte do ódio que se espalhou pela Nação, disfarçada de justiça;

Um brinde a você que descartou o rótulo de “cidadão de bem”, enquanto milhões perdiam os direitos previdenciários e trabalhistas;

Um brinde a você, que mesmo sem precisar para si de políticas públicas, sempre foi solidário com a parcela mais frágil da sociedade;

Um brinde a você que se indignou diante das tragédias ambientais;

Um brinde a você que se entristeceu diante da verdadeira chacina que foi a pandemia de Covid;

Um brinde a você que sempre acreditou na Ciência, na vacina e não na cloroquina;

Um brinde a você que não se curvou aos falsos profetas, disfarçados de Messias;

Um brinde a você que nunca abriu os dedos das mãos pra fazer gesto de “arminha", nunca emprestou seu apoio a quem faz apologia a morte de seus semelhantes, por pensar diferente;

Um brinde a você que resistiu, mesmo, quando milhões acreditavam no falso mito;

O percurso será longo e duro para reconstruir tudo o que destruíram, mas chegamos aqui e vamos seguir na luta sempre, um brinde a você que acreditou que a primavera chegaria. 

Vileide Alves de Castro.


sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

CIÊNCIA E TECNOLOGIA: Luciana Santos: Não há país soberano sem uma política para a ciência - por Priscila Lobregatte

Foto: Diego Galba

Desde que seu nome foi anunciado, (ontem) - quinta-feira (22), como futura ministra de Ciência, Tecnologia e Inovações do governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, a vice-governadora de Pernambuco e presidenta do PCdoB, Luciana Santos, concedeu uma série de entrevistas. 

Nelas, ela falou sobre os desafios colocados para a área, dado o desmonte promovido pelo governo de Jair Bolsonaro, e algumas das medidas iniciais que pretende implantar para começar o processo de reconstrução do setor. 

Ao UOL, Luciana salientou: “Esta é uma pasta muito estratégica. Não há nenhum país autônomo, soberano, que não tenha uma pujante política da economia do conhecimento”. Ela defendeu que a área é fundamental “para que a gente diminua a nossa dependência de produtos, de insumos, de processos, da cadeia global”. 

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Como exemplo mais recente dos reflexos da atual dependência, Luciana lembrou algumas das dificuldades enfrentadas durante a pandemia. “Basta ver o sufoco que várias nações tiveram, não foi só um problema brasileiro, mas no mundo todo, para ilustrar para as pessoas a questão da Covid. Tivemos uma dificuldade enorme para ter respiradores e houve uma verdadeira saga para a compra. Na época, no Consórcio do Nordeste, acompanhei de perto essa situação. E olhe que respirador é mecânico, não é um equipamento de alta tecnologia, mas isso revela o alto grau de dependência que muitas nações têm”. 

O grande desafio, disse, “é garantir que a gente seja um país mais autônomo, afinal, a grande disputa da geopolítica no mundo é pelo domínio tecnológico. E o mais chocante é que o diagnóstico que o próprio grupo de transição fez é o de que tivemos um verdadeiro apagão nesses quatro anos de governo Bolsonaro, um período em que o negacionismo prevaleceu. Agora, queremos que a ciência volte a ser prioridade em nosso país”. 

À Globo News, Luciana destacou, entre outros pontos que “o desafio de colocar a inovação, a ciência e a tecnologia num patamar elevado para retomar o crescimento e para retomar a industrialização brasileira é estratégico”. 

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Ela salientou que “não pode continuar acontecendo o que aconteceu nos últimos tempos. O Brasil reduziu (os recursos), somente no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Ciência e Tecnologia, de R$ 5,5 bilhões em 2010 para R$ 0,5 bi em 2021, que é o que continua até hoje. Para completar, como se não bastasse, o governo Bolsonaro mandou a Medida Provisória 1136, agora em 2022, contingenciando recursos do Fundo” para “poder resolver o problema do superávit primário. Isso não cabe a um projeto nacional de soberania”. 

A nova ministra apontou que o foco agora, conforme inclusive indicado pelo grupo de transição da área, são dois. “Primeiro, pedir a revogação dessa MP no Congresso e segundo, negociar. Na medida em que nós retiramos o Bolsa Família do teto de gastos, foram liberadas janelas no orçamento. Então, uma primeira tarefa da transição, e em particular, agora, minha, na medida em que fui anunciada, é negociar, fazer articulação no Congresso Nacional para recompor as bolsas do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior)— a Capes não é da alçada direta do Ministério de C&T, é da Educação, mas ainda assim diz respeito à formação do que a gente chama de capital humano”. 

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Nesse sentido, Luciana defendeu, em entrevista ao O Globo, o reajuste no valor das bolsas de mestrado e doutorado da Capes e do CNPq.  “O percentual a ser aplicado será discutido entre as áreas envolvidas, mas deve ser equivalente à inflação do período em que os recursos pagos aos estudantes estão congelados, ou seja, desde 2013”, informou o jornal. De acordo com técnicos que se dedicaram ao assunto na transição, a correção precisaria ser de, ao menos, 40%. 

Luciana também apresentou como medida a reativação da Ceitec, única empresa de semicondutores da América Latina que foi colocada em liquidação pelo governo Bolsonaro.

Confirma abaixo algumas das principais entrevistas concedidas por Luciana Santos, após sua indicação para o ministério. 

UOL

Globo News

O Globo

CBN

Futura ministra da Saúde, Nísia Trindade, é respaldada pelo Conass - por Iram Alfaia

Futura ministra da Saúde, Nísia Trindade, ao lado de Lula (Foto: Reprodução)

Os secretários estaduais de saúde destacaram o importante papel desempenhado pela socióloga e presidente da Fiocruz no enfrentamento da pandemia de Covid-19.

O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) parabenizou a futura ministra da Saúde, Nísia Trindade, por assumir o cargo e ainda destacou o fato dela ser a primeira mulher na pasta. Eles ainda lembraram do importante papel desempenhado pela socióloga e presidente da Fiocruz no enfrentamento da pandemia de Covid-19.

“Esse Conselho, ao tomar conhecimento da confirmação de seu nome para desempenhar as elevadas funções de ministra de Estado da Saúde, a primeira mulher a ocupar o cargo, deseja manifestar a Vossa Senhoria seus cumprimentos e votos mais sinceros de pleno êxito em sua nova missão”, diz a nota assinada pelo presidente da entidade, Nésio Trindade.

De acordo com os secretários, há um sentimento deles e do resto da sociedade pela certeza de que haverá superação dos tempos difíceis com os quais eles têm enfrentado nos dias atuais.

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“Esteja certa de que poderá contar com este colegiado, bem como com a gestão estadual do SUS como um todo para que, em articulação permanente, possamos trabalhar de modo tripartite, com diálogo franco e respeito à Ciência e aos ditames constitucionais e infraconstitucionais que asseguram o direito à saúde e dispõem sobre a relação cooperativa e sinérgica que devem nortear a gestão do Sistema Único de Saúde, em benefício de todos”, dizem os secretários.

“Seu destacado papel no enfrentamento da pandemia da Covid19, aliado à sua trajetória de pesquisadora, de trabalhadora atuante da saúde pública brasileira e de gestora pública são as credenciais mais que suficientes para o sucesso de seu trabalho”, finalizaram.

Fonte: https://vermelho.org.br

sábado, 17 de dezembro de 2022

Deputados do PCdoB celebram diplomação de Lula pelo TSE


O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e seu vice, Geraldo Alckmin, foram diplomados na última segunda-feira (12) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A diplomação oficializa o resultado das urnas e é condição formal para que o presidente eleito e o vice tomem posse em 1º de janeiro – que é quando o mandato começa.

Em discurso emocionado, Lula afirmou que o povo reconquistou a democracia e chorou ao lembrar críticas que sofreu por não ter diploma universitário.

“Os inimigos da democracia lançaram dúvidas sobre as urnas, cuja confiabilidade é reconhecida há muito tempo por todo o mundo. Ameaçaram as instituições, criaram obstáculos de última hora para que eleitores fossem impedidos de chegar a seus locais de votação, tentaram comprar o voto dos eleitores com falsas promessas de dinheiro farto desviado do orçamento público”, afirmou.

O presidente eleito lembrou que, quando se esperava um debate político democrático nas eleições, “a nação foi envenenada com mentiras produzidas no submundo das redes sociais”.

A cerimônia no plenário do TSE contou com a presença de autoridades, representantes diplomáticos, apoiadores e aliados da chapa eleita, entre eles vários deputados da Bancada comunista na Câmara dos Deputados.

Para o líder do PCdoB, deputado Renildo Calheiros (PE), o povo se manifestou democraticamente elegendo Lula, que agora vai precisar de “muito trabalho e um pouco de paciência, porque nós vamos precisar reconstruir o Brasil e remontar os serviços públicos”.

“É um dia de muita alegria. Um dia em que a gente dá um grande passo na luta contra o fascismo brasileiro. Se cada dia que passa é ainda um dia de sofrimento, de dificuldades, corte de verbas e desmonte do Estado brasileiro, por outro lado a gente sabe que é um dia a menos no desgoverno de Bolsonaro. Lula vai receber o país em condições muito difíceis”, disse.

Em suas redes sociais, a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) registrou que, ao receber o diploma para governar o Brasil pela terceira vez, Lula destacou que esse documento “é do povo brasileiro”, que reconquistou o direito a viver em uma democracia.

“Um momento importante que marca o encerramento do processo eleitoral, consolidando essa vitória tão importante para o povo Brasileiro! A civilização venceu a barbárie! Vamos reconstruir o Brasil!”, escreveu no Twitter.

A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) frisou que o Brasil “volta à civilização” com a eleição de Lula. “Hoje é a diplomação do presidente que foi eleito com a maior votação da história e bateu o próprio recorde com 60,3 milhões de votos”, sublinhou. “Viva a DEMOCRACIA!”.

Em mensagem no Twitter, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) se referiu à diplomação como um “MOMENTO HISTÓRICO!”. Ele completou: “Em discurso forte, @LulaOficial fala que venceu graças à frente ampla formada em defesa da democracia contra um projeto de destruição nacional”.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) registrou que Lula “se emociona e chora ao citar que o povo brasileiro elegeu pela 3ª vez um homem sem diploma ao título de Presidente do Brasil”.

Na mesma linha, o deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA) observou: “Hoje pela terceira vez @LulaOficial recebe o mais importante diploma, aquele que é entregue pelo povo através do TSE @TSEjusbr. Viva a democracia! Parabéns, @LulaOficial e @geraldoalckmin”, tuitou.

O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) disse que a emoção do presidente eleito “é contagiante”. “De um homem que lutou muito e lutará ainda mais pelos brasileiros”.

Diplomação

Lula e Alckmin foram eleitos pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) com o apoio do PSB, PSOL, Rede, Solidariedade, Pros, Avante e Agir.

A entrega dos diplomas ocorre depois de terminado o pleito, apurados os votos e passados os prazos de questionamento e de processamento do resultado das eleições.

Segundo o TSE, por meio da diplomação, a Justiça Eleitoral declara que o candidato eleito está apto para a posse, que é o ato público pelo qual ele assume oficialmente o mandato.

Fonte: PCdoB na Câmara

Fortalecer o PCdoB e as tarefas da reconstrução do Brasil

Na avaliação dos dirigentes do partido o resultado eleitoral do partido foi importante, mas insuficiente diante dos profundos desafios colocados para a luta política no Brasil. Presidenta do Partido, Luciana Santos ressaltou que o resultado eleitoral do Partido precisa ser mais profundamente avaliado no cenário de ascenso das forças fascistas, de extrema-direita, que há quatro anos, pelo menos, elegeram como inimigo preferencial os comunistas.

Fonte: PCdoB

Nem-nem: cerca de 15% dos jovens nem estudam, nem trabalham no Brasil - por Bárbara Luz

Motivos e a quantidade de jovens nesta situação variam conforme a renda familiar.

Dados divulgados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) nesta sexta-feira (16) mostra que cerca de 15% dos jovens entre 15 e 29 anos, o equivalente a 7,6 milhões de brasileiros, eram “nem-nem-nem” em 2021, ou seja, não frequentavam a escola, não trabalhavam e não estavam procurando emprego.

O Dieese excluiu da conta jovens que não estavam estudando nem trabalhando, mas procuravam emprego, do contrário a conta aumentaria: cerca de 12,7 milhões de brasileiros (26% do total de jovens entre 15 e 29 anos). Destes, parcela relevante estava em busca de trabalho: 5,1 milhões de pessoas, o equivalente a 40% dos ‘nem-nem’ e 10% de todos os jovens entre 15 e 29 anos.

Esse fato é observado apesar da retomada das atividades econômicas. O estudo mostra que a dificuldade de inserção no mercado de trabalho é maior entre os jovens de renda mais baixa.

O estudo aponta ainda, com base no levantamento feito com dados da Pnad Contínua – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2021, que os motivos e a quantidade de jovens que eram “nem-nem-nem” variam conforme renda familiar.

No caso dos jovens mais pobres, o percentual nessa condição chega a 24%, e os principais motivo são o trabalho doméstico, cuidar de familiares, problemas de saúde e gravidez. Entre os mais ricos, a proporção é de 6% e a principal justificativa era o estudo em outros cursos, como pré-vestibulares ou para concursos.

O número de jovens que não estudam muda de acordo com a faixa etária (entre os que têm entre 15 e 18 anos, por exemplo, a maior parte frequenta a escola de ensino regular, principalmente o ensino médio). “Depois, a situação predominante é a participação no mercado de trabalho, com uma ocupação efetiva ou à procura de uma”, diz pesquisa.

Baixa renda

Considerando todos os jovens de baixa renda (cerca de 19,9 milhões), aproximadamente 24% (4,8 milhões) não frequentavam a escola, não trabalhavam e não estavam em busca de trabalho, sobretudo a partir dos 20 anos de idade. Essa proporção era praticamente a mesma daqueles que não frequentavam a escola, mas estavam trabalhando (23%).

Destaca-se ainda o percentual de baixa renda que, embora não estivesse frequentando escola nem trabalhando, procurava trabalho (16%).

Alta renda

A pesquisa mostra também que os jovens de famílias de alta renda tinham menos dificuldade de inserção no mercado de trabalho. A maioria trabalhava em 2021 e uma parcela ínfima buscava trabalho. Além disso, cerca de 23% conseguiam frequentar a escola e trabalhar ou fazer estágio de ensino superior.

Já o percentual de jovens de alta renda que não frequentava escola, não trabalhava e não buscava trabalho era bem pequena, exceto entre aqueles com 18 ou 19 anos de idade. Os dados sugerem que essa parcela não estava frequentando ensino regular, que é a categoria pesquisada pelo IBGE, mas outros cursos, como os pré-vestibulares.

Diferença de classe

Em relação aos jovens que não frequentavam escola nem tinham trabalho e também não buscavam ocupação, os principais motivos alegados para a não procura eram: 36% a necessidade de cuidar dos afazeres domésticos, do(s) filho(s) ou de outro(s) parente(s); 14% problemas de saúde ou gravidez; 12% o fato de estarem estudando.

Mas há diferenças em relação à renda (e ao sexo): 40% dos jovens de baixa renda afirmam ter a necessidade de cuidar dos afazeres domésticos, do(s) filho(s) ou de outro(s) parente(s). O Dieese destaca que “essa tarefa, em geral, é realizada principalmente pelas mulheres, o que confere à questão não só recorte socioeconômico, mas também de gênero”. Já entre os jovens de alta renda, a principal resposta para não procurar trabalho foi o fato de estarem estudando (55%).

“Há enorme disparidade nas situações da juventude que não frequenta escola, não trabalha e não busca trabalho, quando se leva em conta a renda familiar. Enquanto os mais ricos se preparavam para ingressar no ensino superior, em momento etário bem específico, entre os mais pobres, uma proporção menor tinha essa perspectiva, com um grupo relevante, formado principalmente por mulheres, obrigado a cuidar dos afazeres domésticos e de pessoas da família”, afirma o Dieese no estudo.

Fonte: Dieese