ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65
CAMPANHA MOVIMENTO 65

sábado, 15 de outubro de 2022

Movimentos culturais da América Latina aprovam moção de apoio a Lula - por Bárbara Luz - Portal VERMELHO

5º Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária no Peru | Foto: reprodução.

O documento, lançado durante Congresso no Peru, destaca a importância do governo Lula para o setor da cultura e seu intercâmbio com os países vizinhos; confira.

Representantes da cultura de 21 países da América Latina reunidos durante o 5º Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária, que acontece de 8 a 16 de outubro, no Peru, aprovaram em plenária geral, uma moção de apoio ao ex-presidente Lula (PT) e em defesa da democracia. O documento cita a necessidade da eleição da chapa da Coligação Brasil da Esperança, diante das ameaças à democracia e em defesa da valorização do setor cultural.

Alexandre Santini, secretário de Cultura de Niterói (RJ) e representante do Brasil, afirmou que “é fundamental, um reconhecimento à importância que as políticas culturais do governo Lula, no caso do Cultura Viva e dos Pontos de Cultura”.

O gestor cultural também explicou que a moção foi proposta pela delegação brasileira. “Estamos aqui no Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária, no Peru, com uma delegação de 17 pessoas do Brasil e 21 países representados. A delegação brasileira se reuniu e propôs a moção de apoio, que foi aprovada por aclamação na Assembleia Geral do Congresso. Foi um momento muito bonito, muito emocionante, porque a gente recebeu o apoio e a solidariedade de todos os presentes”, disse.

A carta de apoio a Lula também foi celebrada por Maria Eugênia Garcia, representante da delegação cubana e uma das lideranças do Movimento Cultura Viva Comunitária. “Estamos muito satisfeitos com o apoio a Lula, que é uma das figuras mais importantes do mundo”, disse. “Sendo presidente do Brasil, fortalecerá a América Latina e a cultura desse país irmão.”, fortaleceu.

Leia abaixo a íntegra da carta:

O movimento continental de Cultura Viva Comunitária, em encontro realizado do dia 8 a 16 de outubro de 2022, no 5º Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária no Peru, se dirige ao povo brasileiro, que vive um dos momentos mais graves de sua história, sob o comando de um governo de extrema direita, que ameaça os direitos humanos (civis, políticos, culturais e ambientais), a natureza e até mesmo a vida.

Neste momento está em jogo toda a construção democrática do país, desde o fim da ditadura militar, até as garantias fundamentais da Constituição de 88.

1. Considerando que essas ameaças à democracia no Brasil têm consequências imediatas para todos os países do continente;

2. Considerando que a construção dos Pontos de Cultura no Brasil nos governos de Lula foram referências e inspiração para a construção de políticas de base comunitária e em diversos países da América Latina;

3. Considerando que é necessário expressar o apoio e solidariedade latino-americana do movimento de Cultura Viva Comunitária ao povo do Brasil neste momento chave de decisão de rumo e perspectiva histórica.

As e os congressistas aqui presentes, de delegações de 21 países, afirmam seu apoio à eleição de Luiz Inácio LULA da Silva à Presidência do Brasil, como parte de um caminho de reencontro do povo brasileiro consigo mesmo, com sua tradição democrática e um horizonte de construção de um país mais solidário, socialmente justo, com respeito à cultura, à natureza e à dignidade de nossos povos.

Vamos Brasil! Sem medo de ser feliz! Lula presidente!

Em San Juan de Lurigancho, 10 de outubro de 2022

Assembleia Geral do V Congresso Latino-americano de Cultura Viva Comunitária

Dias dos professores: compreender a realidade e lutar em defesa da educação - por Altair Freitas

Por que uma categoria tão essencial segue como uma das mais desvalorizadas do país? Precisamos de um governo que valorize os educadores e as potencialidades da educação.

Dia das professoras e professores nós comemoramos, claro. Mas para além das comemorações reafirmamos a disposição de lutar e de compreender o que de fato ocorre na educação brasileira. Por que seguimos com tantas defasagens históricas? Por que uma categoria tão essencial como a dos profissionais da educação segue como uma das mais desvalorizadas do país? Aqui, como em praticamente tudo, se não compreendermos a adequada relação entre infraestrutura e superestrutura, dificilmente teremos uma adequada visão sobre os problemas, limitações, mas também as potencialidades da educação brasileira.

O magistério é provavelmente é a única carreira efetivamente estruturante em qualquer sociedade desde o fim da Idade Média europeia, quando, a partir das lutas dos povos e o desenvolvimento da ciência e do capitalismo, inicialmente na Europa. De lá para cá, ao longo dos séculos, avançou pelo mundo a concepção de que é necessário educar o povo no sentido das letras e das nas suas múltiplas variáveis. Em paralelo, surgiu uma questão nodal para a análise da estruturação dos sistemas de ensino: ensinar o que e para que? Aliás, essa é uma questão que permeia o processo educacional desde a Antiguidade Clássica, desde os gregos.

Leia também: Estudantes e entidades reagem a cortes na educação e convocam protestos.

Entendam: educação não é algo neutro, nunca foi e está estruturada em qualquer lugar do mundo para formar mentalidades e mão de obra conforme os interesses das respectivas classes dominantes. Só que esse processo é, por essência, contraditório, pois lida com conhecimento e ele propicia o questionamento da ordem dominante. Logo, educação e sistemas escolares são palcos intensos das lutas de classe. Escolas não são ilhas separadas da sociedade. Todas as contradições sociais explodem todos os dias dentro dos muros escolares afetando profundamente a relação ensino aprendizagem. Da pobreza e miséria à violência doméstica, do machismo ao racismo. Da opressão assalariada à busca por dela se livrar, seja como for.

Educação é uma necessidade intrínseca de uma sociedade com múltiplos ramos econômicos, que requerem duas coisas conjugadas: mão de obra especializada e mão de obra com baixa qualidade de formação técnica, especialmente no capitalismo, o que é o caso do Brasil. Apenas a título de ilustração: no agronegócio, da forma como está hoje, com a incorporação elevada de tecnologia de ponta, o trabalho especializado torna-se essencial, ao lado de um trabalho mais extensivo, temporário, com remuneração mínima. Setores inteiros do “comércio e serviços” se bastam com legiões de trabalhadores que não necessitam nada mais do que saber ler e escrever para operações as mais básicas. Trabalhadores (as) de aplicativos precisam de que tipo de formação mesmo para fazer entregas ou transportar pessoas? Ao mesmo tempo, serviços, comércios e aplicativos, demandam mão de obra especializada para desenvolver as tecnologias utilizadas, direta ou indiretamente falando.

Leia também: Lula abre campanha de 2º. turno, em SBC, criticando cortes na educação.

Ora, a classe dominante brasileira conhece bem o potencial da educação para formar mão de obra ao mesmo tempo em que produz questionamentos a ela como classe dominante. E, adivinhem! Décadas atrás essa classe dominante fez uma vergonhosa opção estratégica: o Brasil não precisa ser um centro produtor de tecnologias de ponta, podendo seguir como mero fornecedor de matérias primas e produtos agrícolas, contando com alguns nichos de excelência técnico-cientifico para poucos. Coisas como “desenvolvimento nacional soberano”, “formação de um mercado interno potente”, “um povo com elevado padrão de conhecimento científico”, dentre outras questões essenciais, passa longe da preocupação da maior parte da classe dominante brasileira, ela própria extremamente beneficiada pelo tipo de capitalismo estruturado no Brasil, no campo e nas cidades.

Educação no Brasil, para a massa proletária, está estruturada para formar mão de obra barata minimamente alfabetizada, adestrada para cumprir ordens e permanecer na base da pirâmide social. Mesmo nos tais centros de excelência de qualificação de mão de obra, formam-se ótimos técnicos, mas com baixa competência para interpretar a complexa realidade brasileira.  E todas as vezes nas quais essa lógica (país exportador de coisas baratas e consumidor de coisas caras, importadas) esteve sob ameaça, como na época do presidente João Goulart e na era Lula-Dilma, esses governos foram impiedosamente atacados, desmoralizados, derrubados. E a educação, o sistema de ensino, a possibilidade de o país avançar nesse campo também, foram levados de roldão. Porque as coisas não estão dissociadas.

Leia também: Congresso reage contra cortes na educação feitos pelo governo Bolsonaro.

E durante o atual governo, para além de tudo isso, veio ainda uma tentativa infernal de desmoralizar educadores (as) exatamente para tentar calar, sufocar, esse senso crítico que brota dentro das escolas e universidades. A histeria do movimento “escola sem partido”, a constituição da aberração pedagógica conhecida como “escola cívico-militar”, o desmonte de serviços de educação, os brutais cortes nas verbas federais para universidades públicas e repasses aos estados e municípios, tudo faz parte da intensificação da perversa lógica de compreender que da educação, dos profissionais da educação em especial e dos setores mais organizados dos estudantes poderia ver, como veio, uma forte onda de críticas e ações contra a fascistização da cultura e da educação. Nada é à toa.

Esse é o eixo estruturante para entender o que acontece com a educação no Brasil e em qualquer país do mundo: sem uma economia avançada, ancorada em ciência e tecnologia de pontas, sem um amplo processo de desenvolvimento econômico sustentável, voltado para o fortalecimento da pátria e do bem estar do povo, sem uma integração soberana ao mundo,  em um profundo processo de interação e potencialização entre economia e formação, não teremos um sistema educacional eficiente e não teremos profissionais da educação bem formados, bem pagos, valorizados. E sem valorização, com salários aviltantes, com uma carreira sem atrativos nas suas múltiplas vertentes, daqui vinte anos o país viverá um apagão com ausência de profissionais, um déficit estimado em 235 mil professores (as).

Portanto, quando nós, profissionais da educação nos posicionamos a favor de uma candidatura como a de Luis Inácio Lula da Silva para  a presidência da república, que pode trazer de volta o desenvolvimento nacional, a geração de emprego e renda em larga escala, a retomada de uma economia industrial, que possa colocar o Estado Nacional como indutor essencial do crescimento econômico – mesmo nos marcos limitados do capitalismo – fazendo o oposto do que tem sido feito por aqui nos últimos quatro anos trágicos do bolsonarismo no comando do Executivo e Legislativo, sabemos o que dizemos e pelo o que lutamos. Lutar pela educação é lutar pelo Brasil. Lutar pelo Brasil é lutar pela educação!

As opiniões expostas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do Portal Vermelho.
Fonte: https://vermelho.org.br

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

PERNAMBUCO: Lula reúne multidão em Recife (PE) enquanto Bolsonaro tem ato vazio - por Murilo da Silva

 

Foto: Ricardo Stuckert

Com a candidata ao governo Marília Arraes, a vice-governadora Luciana Santos e o deputado Renildo Calheiros, Lula participou de grande ato que contrasta com o pequeno comício de Bolsonaro.

Nesta sexta-feira (14), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de um grande ato que reuniu milhares de pessoas no centro de Recife, em Pernambuco. A passeata mostrou a força de Lula em seu estado natal, onde venceu Jair Bolsonaro (PL) com 65,27% dos votos válidos contra 29,91%.

O ex-presidente foi acompanhado no ato pela vice-governadora de Pernambuco Luciana Santos (PCdoB), de deputados federais, entre eles Renildo Calheiros (PCdoB), da candidata ao governo do estado Marília Arraes (Solidariedade) e do prefeito de Recife, João Campos (PSB), entre outras lideranças, demonstrando a unidade em torno das candidaturas de Lula e Marília.

Lula e Janja com Marilia Arraes e João Campos. Foto: Ricardo Stuckert.

O grande ato promovido pela Coligação Brasil da Esperança contrasta com o comício esvaziado que Bolsonaro realizou na quinta-feira (13) também em Recife. Lula não perdeu a oportunidade, chamou o ato de Bolsonaro de “mixuruca” e falou em enviar uma foto da multidão que se reuniu para apoiá-lo: “A gente vai fazer uma foto e mandar para o Bolsonaro ver como é que se junta gente”.

Ato de Bolsonaro em Recife. Foto: Reprodução Mídias Sociais

O candidato do PT pediu para a sua militância do estado, assim como tem feito em diversos comícios pelo país, para que se atente contra as fake news nessa reta final de 2º turno. Também falou para que não caiam em provocação, como forma de evitar atos de violência que tem se espalhado pelo país por conta de política.

“Não entrem em provocação. A nossa vingança é a nossa resistência. A nossa vingança virá no voto no dia 30 de outubro”, disse Lula.

Combate à fome

Em sua fala, Lula mostrou sua indignação com a fome: “O problema não é falta de dinheiro ou falta de produto, o problema é a falta de vergonha de quem governa o país”.

De acordo com o ex-presidente, não existe explicação para o Brasil ser o terceiro maior produtor de alimentos e o maior produtor de carne do mundo e as pessoas estarem comprando restos de alimentos em açougues e revirando caminhões de lixo em busca de alimento.

Crédito para o povo

Contrário a ideia de privatizações que o ministro da economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, tanto fala, Lula falou que não pretende privatizar nenhum banco público, sendo que o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e o BNDES deverão ser utilizados para alavancar o crédito e financiamentos, caso eleito.

“Vamos criar uma política de crédito especial para o pequeno e médio empreendedor. Quem quiser ter um empreendimento, quem quiser vender alguma coisa, quem quiser fabricar alguma coisa, nós vamos ter uma linha de crédito para financiar a criatividade da mulher e do homem brasileiro e vamos estimular a economia criativa com crédito especial”, finalizou.

Fonte: Portal VERMELHO

POLÍTICA: Bolsonaro sofre desgaste sem precedentes entre evangélicos e católicos - por André Cintra

Segundo turno da eleição pôs em xeque a credibilidade de Bolsonaro junto a um dos segmentos em que o presidente e candidato à reeleição parecia trafegar com mais desenvoltura: o eleitor religioso.

“Hoje não é dia de pedir votos. É dia de pedir bênçãos.” A admoestação do padre Camilo Júnior, em plena missa de celebração à padroeira do Brasil, no Santuário Nacional de Aparecida, na quarta-feira (12), mostra os ruídos que o presidente Jair Bolsonaro tem provocado nos meios religiosos.

O tom crítico não se limitou ao padre. Entre quarta e quinta-feira (13), a Quaest Consultoria fez um levantamento de postagens nas redes sociais que associam Bolsonaro e religião. Conforme a pesquisa, 44% das menções foram negativas para o presidente, 37% foram neutras e somente 19% foram positivas. Levantamento similar feito pelo PT, restrito ao dia 12, apontou 76% de menções negativas e 10% de positivas. Os números foram divulgados pelo Blog do Valdo Cruz, no G1.

Diretor da Quaest, Felipe Nunes diz que Bolsonaro deixou o feriado de Nossa Senhora Aparecida com a imagem arranhada. Na visão de quem criticou nas redes a agenda do presidente em 12 de outubro, ele “apenas tira proveito político da religião, mas não respeita a fé e não age como um bom cristão”.

O fato é que o segundo turno da eleição pôs em xeque a credibilidade de Bolsonaro junto a um dos segmentos em que o presidente e candidato à reeleição parecia trafegar com mais desenvoltura: o eleitor religioso. Após polêmicas em série, Bolsonaro se vê às voltas com um desgaste sem precedentes entre evangélicos e católicos.

O estopim foi a divulgação de um vídeo de 2017 em que Bolsonaro discursa em uma loja maçônica – algo constrangedor (para dizer o mínimo) aos olhos de lideranças evangélicas. O pastor André Valadão foi um dos primeiros apoiadores do presidente a manifestar desconforto com a cena. De acordo com a pesquisa Ipec divulgada na segunda-feira (10), 63% dos eleitores evangélicos declaram voto em Bolsonaro, enquanto 31% preferem o ex-presidente Lula.

Como resumiu a jornalista Carol Castro, do site The Intercept Brasil, “a cena pegou em cheio uma parcela de cristãos que apoiam o presidente. Para os católicos, a maçonaria não é compatível com sua fé. E, para os evangélicos, remete ao satanismo”. Nas redes sociais, pipocaram posts em que evangélicos afirmavam que não votariam mais em Bolsonaro.

A crise se agravou no sábado (8), quando Bolsonaro foi ao Círio de Nazaré, no Pará, sem ser convidado e à revelia da organização. A Igreja Católica reagiu. Na terça (11), sem mencionar Bolsonaro diretamente, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) declarou, em nota, lamentar “a intensificação da exploração da fé e da religião como caminho para angariar votos”.

Já no Dia de Nossa Senhora da Aparecida, o presidente levou uma comitiva de políticos e uma horda de apoiadores ao tradicional evento religioso no interior paulista. Sua presença causou tumulto em plena missa e atrapalhou a leitura da homilia.

Do lado de fora da basílica, bolsonaristas consumiam bebida alcoolica, proferiam discursos de ódio e palavras-de-ordem eleitoreiras, ameaçavam fiéis com camisas vermelhas e provocavam até representantes da Igreja. Uma equipe da TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo, foi hostilizada.

À imprensa, o arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes – que chegou a ser vaiado por bolsonaristas –, denunciou a hipocrisia do presidente. “Não posso julgar as pessoas, mas precisamos ter uma identidade religiosa: ou somos evangélicos, ou somos católicos”, disparou. “Nós precisamos ser fiéis à nossa identidade católica. Mas, seja qual for a intenção, (Bolsonaro) será bem recebido porque é o nosso presidente – e é por isso que nós o acolhemos.”

Líder em intenção de votos entre os evangélicos, Bolsonaro concluiu corretamente que precisava buscar com mais assertividade o eleitor católico. Os números da pesquisa Ipec indicam que a diferença a favor de Lula é expressiva: 60% dos católicos declaram voto no ex-presidente, e 34%, em Bolsonaro.

“Bolsonaro é bem-sucedido quando produz aquela foto diante de uma multidão abraçando os valores cristãos. Mas é muito malsucedido se a gente avalia a circulação de imagens que o apresenta como um candidato desrespeitoso em relação à religião”, analisa o antropólogo Rodrigo Toniol, integrante do Comitê de Pesquisa de Sociologia da Religião. A seu ver, o presidente chega a passar a imagem de fariseu – “aquele que pretende ser religioso, mas que no fundo não é”.

Fonte: vermelho.org.br

terça-feira, 11 de outubro de 2022

POLÍTICA Lula mantém vantagem sobre Bolsonaro no 2º turno: 55% a 45% - por André Cintra

Foto: Ricardo Stuckert

Nos votos totais, Bolsonaro oscilou um ponto para baixo em relação à pesquisa anterior. Já Lula manteve o mesmo percentual.

Após oito dias de segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se mantém na liderança na nova pesquisa Ipec sobre a eleição presidencial. Levantamento contratado pela TV Globo e divulgado nesta segunda-feira (10) mostra o ex-presidente com 51% de intenções de voto, contra 42% do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Há 5% de declarações em voto em branco ou nulo, além de 2% de eleitores que não sabem ou não responderam. Nos votos válidos (que excluem brancos, nulos e indecisos), Lula tem 55%, e Bolsonaro, 45%.

O atual presidente e candidato à reeleição oscilou um ponto para baixo nos votos totais – ele marcava 43% na pesquisa de quarta-feira passada (5). A variação se deu dentro da margem de erro. Já Lula manteve o mesmo percentual.

As taxas de rejeições dos dois candidatos também sofreram oscilações dentro da margem de erro. Conforme a nova sondagem, 48% dos eleitores não votariam de jeito nenhum em Bolsonaro (eram 50% há cinco dias). Além disso, 42% rejeitam Lula (eram 40% no levantamento anterior).

A pesquisa Ipec/Globo ouviu 2 mil eleitores, de 130 municípios brasileiros, de sábado (8) até esta segunda-feira. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Fonte: https://vermelho.org.br

Bolsonaro corta verba para tratamento de Aids - por Altamiro Borges

 Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

Somada, a redução de recursos nestes 12 programas atinge R$ 3,3 bilhões

Na propaganda eleitoral de rádio e televisão, Jair Bolsonaro aparece travestido de presidente preocupado com os dramas sociais e bravateia sobre o seu “pacote de bondades” – como o Auxílio Brasil e outros vales demagógicos e eleitoreiros. Distante dos holofotes, porém, o “capetão” segue cortando verbas para programas vitais.

O jornal Estadão informa, por exemplo, que “o corte de verbas do Ministério da Saúde, promovido pelo governo Jair Bolsonaro para reservar dinheiro ao orçamento secreto, em 2023, atingiu 12 programas da pasta, entre eles o que distribui medicamentos para tratamento de Aids, infecções sexualmente transmissíveis e hepatites virais”.

Somada, a redução de recursos nestes 12 programas atinge R$ 3,3 bilhões. “O tamanho da tesourada varia, como indica o Boletim de Monitoramento do Orçamento da Saúde… No custeio de bolsas para residentes em medicina ‘Pró-Residência Médica e em Área Multiprofissional’, por exemplo, o impacto foi de R$ 922 milhões”.

Leia também: Lula mantém vantagem sobre Bolsonaro no 2º turno: 55% a 45%

O programa de “Atendimento à População para Prevenção, Controle e Tratamento de HIV/AIDS, outras Infecções Sexualmente Transmissíveis e Hepatites Virais Total” faz parte da assistência farmacêutica no SUS. A verba banca a produção e distribuição de medicamentos voltados ao tratamento de pessoas com HIV e demais doenças.

Como lembra o Estadão, “desde os anos 1980, o país nunca conseguiu acabar com essa epidemia. Houve registro de 1.045.355 casos de Aids, sendo 13.501 no ano passado. Em 2020, 10.417 pessoas morreram da doença e o número total de vítimas chegou a 291.695”. Apesar da gravidade, o “capetão” corta as verbas para o tratamento.

A lista das reduções criminosas

Em outras matérias, o Estadão já revelou mais cortes criminosos na área da saúde, como nas verbas do programa Médicos Pelo Brasil, sucessor do Mais Médicos; da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e da Atenção à Saúde de Populações Ribeirinhas e de Áreas Remotas na Amazônia, uma parceria com o Exército e a Marinha.

A série de reportagens também identificou cortes no Farmácia Popular e nas verbas para equipar e reformar os hospitais especializados no tratamento de câncer. Como apontam entidades da área de saúde, se esses cortes não forem revertidos, eles “poderão gerar agravos a ações fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS)”.

Leia também: Assédio eleitoral é prática bolsonarista contra trabalhadores que se espalha pelo país

Abaixo, a lista das perdas motivadas por estes cortes orçamentários impostos pelo genocida Jair Bolsonaro:

– Implementação de Políticas de Promoção à Saúde e Atenção a Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) – R$ 3,8 milhões

– Programa Médicos pelo Brasil – R$ 366 milhões

– Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação em Saúde – R$ 297 milhões

– Alimentação e Nutrição para a Saúde – R$ 43 milhões

– Educação e Formação em Saúde – R$ 76 milhões

– Pró-Residência Médica e em Área Multiprofissional – R$ 922 milhões

– Sistemas de Tecnologia de Informação e Comunicação para a Saúde (e-Saúde) – R$ 206 milhões

– Implantação e Funcionamento da Saúde Digital e Telessaúde no SUS – R$ 26 milhões

– Promoção, Proteção e Recuperação da Saúde Indígena e Estruturação de Unidades de Saúde e Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) para Atendimento à População Indígena – R$ 910 milhões

– Atenção à Saúde de Populações Ribeirinhas e de Áreas Remotas da Região Amazônica – R$ 10 milhões

– Atendimento à População para Prevenção, Controle e Tratamento de HIV/AIDS, outras Infecções Sexualmente Transmissíveis e Hepatites Virais Total – R$ 407 milhões

– Implementação de Políticas para a Rede Cegonha e Implementação de Políticas para Rede de Atenção Materno Infantil – R$ 28 milhões

As opiniões expostas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do Portal Vermelho
Fonte: Portal VERMELHO

ELEIÇÕES 2022 - Kátia Abreu indica que agronegócio está em risco e somente Lula pode reverter situação - por Murilo da Silva

Valter Campanato/ Agência Brasil

A líder ruralista e senadora explica: “Votar no Lula não é uma ameaça às nossas fazendas e aos nossos negócios. Neste momento, só ele pode reverter esta situação caótica junto à União Europeia”.

A senadora Kátia Abreu (PP) gravou um vídeo divulgado nas suas redes sociais, na segunda-feira (10), em que faz uma alerta aos produtores rurais do país. Como presidente da comissão de Relações Exteriores do Senado Federal, Abreu disse que imagem do Brasil, sob o governo de Jair Bolsonaro (PL), se deteriorou “ao limite” no exterior e isto pode colocar em risco o agronegócio nacional com uma redução drástica nas exportações. O alerta acontece com base na tramitação da nova Lei Ambiental da União Europeia (UE) que enxerga o Estado brasileiro omisso no combate ao desmatamento e às mudanças climáticas.

Segundo a senadora, que já foi ministra da Agricultura e presidente da bancada Ruralista no Congresso Nacional, somete o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode reverter o quadro de descrédito que o Brasil tem junto à UE como forma de não prejudicar a balança comercial e não trazer uma crise para o país com a queda das exportações, com ênfase nos dois principais produtos que o grupo compra: carne bovina e soja.

No dia 13 de setembro, o Parlamento Europeu aprovou a primeira versão de sua nova lei ambiental, que deverá entrar em vigor em 2024.

“Foram 453 votos a favor e apenas 57 contra. Em resumo, a lei impõe a proibição de importação de produtos agropecuários oriundos de áreas nas quais tenha havido qualquer tipo de desmatamento. O ilegal, que deve ser combatido, mas também o legal, em áreas de floresta ou cerrado. E os principais alvos são a soja e a carne bovina, nossos dois principais produtos de exportação. Essa iniciativa da União Europeia, que é o segundo maior comprador dos nossos produtos agropecuários foi motivada pelos 13 mil quilômetros quadrados de desmatamento ilegal na Amazônia desde 2019. A lei, recém aprovada, será submetida ao Conselho da União Europeia antes de entrar em vigor. A diplomacia brasileira está muito apreensiva, pois a opinião geral é de que a imagem do Brasil na área ambiental se deteriorou progressivamente no exterior. A nossa perda de credibilidade na comunidade internacional chegou ao limite”, disse a senadora que é produtora rural há 35 anos.

Além de não combater o desmatamento, o Brasil também não se compromete no combate às mudanças climáticas. Assim, a situação é entendida como um risco para o país, uma vez que afeta o agronegócio e toda a cadeia que sustenta empregos, explica.

“Somos considerados um país irresponsável no que diz respeito às mudanças climáticas. Hoje, este é o verdadeiro risco Brasil, pois em se confirmando este quadro, teremos uma redução drástica das nossas exportações, afetando diretamente o emprego, os preços e a balança comercial. Todos os brasileiros pagarão esta conta. Por isso, peço a você, leia o que está sendo escrito lá fora sobre o governo Bolsonaro e o Brasil”.

Por fim, Kátia Abreu indica que o votar em Lula é a única possibilidade de reversão do quadro de modo que os produtores rurais não sejam prejudicados.

“Votar no Lula não é uma ameaça às nossas fazendas e aos nossos negócios. Neste momento, só ele pode reverter esta situação caótica junto à União Europeia. Não é uma decisão ideológica, mas sim de pragmatismo. Sou produtora rural, cidadã brasileira e voto em Lula.”

Assista ao vídeo: