ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

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CAMPANHA MOVIMENTO 65

sexta-feira, 14 de outubro de 2022

PERNAMBUCO: Lula reúne multidão em Recife (PE) enquanto Bolsonaro tem ato vazio - por Murilo da Silva

 

Foto: Ricardo Stuckert

Com a candidata ao governo Marília Arraes, a vice-governadora Luciana Santos e o deputado Renildo Calheiros, Lula participou de grande ato que contrasta com o pequeno comício de Bolsonaro.

Nesta sexta-feira (14), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de um grande ato que reuniu milhares de pessoas no centro de Recife, em Pernambuco. A passeata mostrou a força de Lula em seu estado natal, onde venceu Jair Bolsonaro (PL) com 65,27% dos votos válidos contra 29,91%.

O ex-presidente foi acompanhado no ato pela vice-governadora de Pernambuco Luciana Santos (PCdoB), de deputados federais, entre eles Renildo Calheiros (PCdoB), da candidata ao governo do estado Marília Arraes (Solidariedade) e do prefeito de Recife, João Campos (PSB), entre outras lideranças, demonstrando a unidade em torno das candidaturas de Lula e Marília.

Lula e Janja com Marilia Arraes e João Campos. Foto: Ricardo Stuckert.

O grande ato promovido pela Coligação Brasil da Esperança contrasta com o comício esvaziado que Bolsonaro realizou na quinta-feira (13) também em Recife. Lula não perdeu a oportunidade, chamou o ato de Bolsonaro de “mixuruca” e falou em enviar uma foto da multidão que se reuniu para apoiá-lo: “A gente vai fazer uma foto e mandar para o Bolsonaro ver como é que se junta gente”.

Ato de Bolsonaro em Recife. Foto: Reprodução Mídias Sociais

O candidato do PT pediu para a sua militância do estado, assim como tem feito em diversos comícios pelo país, para que se atente contra as fake news nessa reta final de 2º turno. Também falou para que não caiam em provocação, como forma de evitar atos de violência que tem se espalhado pelo país por conta de política.

“Não entrem em provocação. A nossa vingança é a nossa resistência. A nossa vingança virá no voto no dia 30 de outubro”, disse Lula.

Combate à fome

Em sua fala, Lula mostrou sua indignação com a fome: “O problema não é falta de dinheiro ou falta de produto, o problema é a falta de vergonha de quem governa o país”.

De acordo com o ex-presidente, não existe explicação para o Brasil ser o terceiro maior produtor de alimentos e o maior produtor de carne do mundo e as pessoas estarem comprando restos de alimentos em açougues e revirando caminhões de lixo em busca de alimento.

Crédito para o povo

Contrário a ideia de privatizações que o ministro da economia de Bolsonaro, Paulo Guedes, tanto fala, Lula falou que não pretende privatizar nenhum banco público, sendo que o Banco do Brasil, a Caixa Econômica e o BNDES deverão ser utilizados para alavancar o crédito e financiamentos, caso eleito.

“Vamos criar uma política de crédito especial para o pequeno e médio empreendedor. Quem quiser ter um empreendimento, quem quiser vender alguma coisa, quem quiser fabricar alguma coisa, nós vamos ter uma linha de crédito para financiar a criatividade da mulher e do homem brasileiro e vamos estimular a economia criativa com crédito especial”, finalizou.

Fonte: Portal VERMELHO

POLÍTICA: Bolsonaro sofre desgaste sem precedentes entre evangélicos e católicos - por André Cintra

Segundo turno da eleição pôs em xeque a credibilidade de Bolsonaro junto a um dos segmentos em que o presidente e candidato à reeleição parecia trafegar com mais desenvoltura: o eleitor religioso.

“Hoje não é dia de pedir votos. É dia de pedir bênçãos.” A admoestação do padre Camilo Júnior, em plena missa de celebração à padroeira do Brasil, no Santuário Nacional de Aparecida, na quarta-feira (12), mostra os ruídos que o presidente Jair Bolsonaro tem provocado nos meios religiosos.

O tom crítico não se limitou ao padre. Entre quarta e quinta-feira (13), a Quaest Consultoria fez um levantamento de postagens nas redes sociais que associam Bolsonaro e religião. Conforme a pesquisa, 44% das menções foram negativas para o presidente, 37% foram neutras e somente 19% foram positivas. Levantamento similar feito pelo PT, restrito ao dia 12, apontou 76% de menções negativas e 10% de positivas. Os números foram divulgados pelo Blog do Valdo Cruz, no G1.

Diretor da Quaest, Felipe Nunes diz que Bolsonaro deixou o feriado de Nossa Senhora Aparecida com a imagem arranhada. Na visão de quem criticou nas redes a agenda do presidente em 12 de outubro, ele “apenas tira proveito político da religião, mas não respeita a fé e não age como um bom cristão”.

O fato é que o segundo turno da eleição pôs em xeque a credibilidade de Bolsonaro junto a um dos segmentos em que o presidente e candidato à reeleição parecia trafegar com mais desenvoltura: o eleitor religioso. Após polêmicas em série, Bolsonaro se vê às voltas com um desgaste sem precedentes entre evangélicos e católicos.

O estopim foi a divulgação de um vídeo de 2017 em que Bolsonaro discursa em uma loja maçônica – algo constrangedor (para dizer o mínimo) aos olhos de lideranças evangélicas. O pastor André Valadão foi um dos primeiros apoiadores do presidente a manifestar desconforto com a cena. De acordo com a pesquisa Ipec divulgada na segunda-feira (10), 63% dos eleitores evangélicos declaram voto em Bolsonaro, enquanto 31% preferem o ex-presidente Lula.

Como resumiu a jornalista Carol Castro, do site The Intercept Brasil, “a cena pegou em cheio uma parcela de cristãos que apoiam o presidente. Para os católicos, a maçonaria não é compatível com sua fé. E, para os evangélicos, remete ao satanismo”. Nas redes sociais, pipocaram posts em que evangélicos afirmavam que não votariam mais em Bolsonaro.

A crise se agravou no sábado (8), quando Bolsonaro foi ao Círio de Nazaré, no Pará, sem ser convidado e à revelia da organização. A Igreja Católica reagiu. Na terça (11), sem mencionar Bolsonaro diretamente, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) declarou, em nota, lamentar “a intensificação da exploração da fé e da religião como caminho para angariar votos”.

Já no Dia de Nossa Senhora da Aparecida, o presidente levou uma comitiva de políticos e uma horda de apoiadores ao tradicional evento religioso no interior paulista. Sua presença causou tumulto em plena missa e atrapalhou a leitura da homilia.

Do lado de fora da basílica, bolsonaristas consumiam bebida alcoolica, proferiam discursos de ódio e palavras-de-ordem eleitoreiras, ameaçavam fiéis com camisas vermelhas e provocavam até representantes da Igreja. Uma equipe da TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo, foi hostilizada.

À imprensa, o arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes – que chegou a ser vaiado por bolsonaristas –, denunciou a hipocrisia do presidente. “Não posso julgar as pessoas, mas precisamos ter uma identidade religiosa: ou somos evangélicos, ou somos católicos”, disparou. “Nós precisamos ser fiéis à nossa identidade católica. Mas, seja qual for a intenção, (Bolsonaro) será bem recebido porque é o nosso presidente – e é por isso que nós o acolhemos.”

Líder em intenção de votos entre os evangélicos, Bolsonaro concluiu corretamente que precisava buscar com mais assertividade o eleitor católico. Os números da pesquisa Ipec indicam que a diferença a favor de Lula é expressiva: 60% dos católicos declaram voto no ex-presidente, e 34%, em Bolsonaro.

“Bolsonaro é bem-sucedido quando produz aquela foto diante de uma multidão abraçando os valores cristãos. Mas é muito malsucedido se a gente avalia a circulação de imagens que o apresenta como um candidato desrespeitoso em relação à religião”, analisa o antropólogo Rodrigo Toniol, integrante do Comitê de Pesquisa de Sociologia da Religião. A seu ver, o presidente chega a passar a imagem de fariseu – “aquele que pretende ser religioso, mas que no fundo não é”.

Fonte: vermelho.org.br

terça-feira, 11 de outubro de 2022

POLÍTICA Lula mantém vantagem sobre Bolsonaro no 2º turno: 55% a 45% - por André Cintra

Foto: Ricardo Stuckert

Nos votos totais, Bolsonaro oscilou um ponto para baixo em relação à pesquisa anterior. Já Lula manteve o mesmo percentual.

Após oito dias de segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se mantém na liderança na nova pesquisa Ipec sobre a eleição presidencial. Levantamento contratado pela TV Globo e divulgado nesta segunda-feira (10) mostra o ex-presidente com 51% de intenções de voto, contra 42% do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Há 5% de declarações em voto em branco ou nulo, além de 2% de eleitores que não sabem ou não responderam. Nos votos válidos (que excluem brancos, nulos e indecisos), Lula tem 55%, e Bolsonaro, 45%.

O atual presidente e candidato à reeleição oscilou um ponto para baixo nos votos totais – ele marcava 43% na pesquisa de quarta-feira passada (5). A variação se deu dentro da margem de erro. Já Lula manteve o mesmo percentual.

As taxas de rejeições dos dois candidatos também sofreram oscilações dentro da margem de erro. Conforme a nova sondagem, 48% dos eleitores não votariam de jeito nenhum em Bolsonaro (eram 50% há cinco dias). Além disso, 42% rejeitam Lula (eram 40% no levantamento anterior).

A pesquisa Ipec/Globo ouviu 2 mil eleitores, de 130 municípios brasileiros, de sábado (8) até esta segunda-feira. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Fonte: https://vermelho.org.br

Bolsonaro corta verba para tratamento de Aids - por Altamiro Borges

 Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

Somada, a redução de recursos nestes 12 programas atinge R$ 3,3 bilhões

Na propaganda eleitoral de rádio e televisão, Jair Bolsonaro aparece travestido de presidente preocupado com os dramas sociais e bravateia sobre o seu “pacote de bondades” – como o Auxílio Brasil e outros vales demagógicos e eleitoreiros. Distante dos holofotes, porém, o “capetão” segue cortando verbas para programas vitais.

O jornal Estadão informa, por exemplo, que “o corte de verbas do Ministério da Saúde, promovido pelo governo Jair Bolsonaro para reservar dinheiro ao orçamento secreto, em 2023, atingiu 12 programas da pasta, entre eles o que distribui medicamentos para tratamento de Aids, infecções sexualmente transmissíveis e hepatites virais”.

Somada, a redução de recursos nestes 12 programas atinge R$ 3,3 bilhões. “O tamanho da tesourada varia, como indica o Boletim de Monitoramento do Orçamento da Saúde… No custeio de bolsas para residentes em medicina ‘Pró-Residência Médica e em Área Multiprofissional’, por exemplo, o impacto foi de R$ 922 milhões”.

Leia também: Lula mantém vantagem sobre Bolsonaro no 2º turno: 55% a 45%

O programa de “Atendimento à População para Prevenção, Controle e Tratamento de HIV/AIDS, outras Infecções Sexualmente Transmissíveis e Hepatites Virais Total” faz parte da assistência farmacêutica no SUS. A verba banca a produção e distribuição de medicamentos voltados ao tratamento de pessoas com HIV e demais doenças.

Como lembra o Estadão, “desde os anos 1980, o país nunca conseguiu acabar com essa epidemia. Houve registro de 1.045.355 casos de Aids, sendo 13.501 no ano passado. Em 2020, 10.417 pessoas morreram da doença e o número total de vítimas chegou a 291.695”. Apesar da gravidade, o “capetão” corta as verbas para o tratamento.

A lista das reduções criminosas

Em outras matérias, o Estadão já revelou mais cortes criminosos na área da saúde, como nas verbas do programa Médicos Pelo Brasil, sucessor do Mais Médicos; da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e da Atenção à Saúde de Populações Ribeirinhas e de Áreas Remotas na Amazônia, uma parceria com o Exército e a Marinha.

A série de reportagens também identificou cortes no Farmácia Popular e nas verbas para equipar e reformar os hospitais especializados no tratamento de câncer. Como apontam entidades da área de saúde, se esses cortes não forem revertidos, eles “poderão gerar agravos a ações fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS)”.

Leia também: Assédio eleitoral é prática bolsonarista contra trabalhadores que se espalha pelo país

Abaixo, a lista das perdas motivadas por estes cortes orçamentários impostos pelo genocida Jair Bolsonaro:

– Implementação de Políticas de Promoção à Saúde e Atenção a Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) – R$ 3,8 milhões

– Programa Médicos pelo Brasil – R$ 366 milhões

– Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação em Saúde – R$ 297 milhões

– Alimentação e Nutrição para a Saúde – R$ 43 milhões

– Educação e Formação em Saúde – R$ 76 milhões

– Pró-Residência Médica e em Área Multiprofissional – R$ 922 milhões

– Sistemas de Tecnologia de Informação e Comunicação para a Saúde (e-Saúde) – R$ 206 milhões

– Implantação e Funcionamento da Saúde Digital e Telessaúde no SUS – R$ 26 milhões

– Promoção, Proteção e Recuperação da Saúde Indígena e Estruturação de Unidades de Saúde e Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) para Atendimento à População Indígena – R$ 910 milhões

– Atenção à Saúde de Populações Ribeirinhas e de Áreas Remotas da Região Amazônica – R$ 10 milhões

– Atendimento à População para Prevenção, Controle e Tratamento de HIV/AIDS, outras Infecções Sexualmente Transmissíveis e Hepatites Virais Total – R$ 407 milhões

– Implementação de Políticas para a Rede Cegonha e Implementação de Políticas para Rede de Atenção Materno Infantil – R$ 28 milhões

As opiniões expostas neste artigo não refletem necessariamente a opinião do Portal Vermelho
Fonte: Portal VERMELHO

ELEIÇÕES 2022 - Kátia Abreu indica que agronegócio está em risco e somente Lula pode reverter situação - por Murilo da Silva

Valter Campanato/ Agência Brasil

A líder ruralista e senadora explica: “Votar no Lula não é uma ameaça às nossas fazendas e aos nossos negócios. Neste momento, só ele pode reverter esta situação caótica junto à União Europeia”.

A senadora Kátia Abreu (PP) gravou um vídeo divulgado nas suas redes sociais, na segunda-feira (10), em que faz uma alerta aos produtores rurais do país. Como presidente da comissão de Relações Exteriores do Senado Federal, Abreu disse que imagem do Brasil, sob o governo de Jair Bolsonaro (PL), se deteriorou “ao limite” no exterior e isto pode colocar em risco o agronegócio nacional com uma redução drástica nas exportações. O alerta acontece com base na tramitação da nova Lei Ambiental da União Europeia (UE) que enxerga o Estado brasileiro omisso no combate ao desmatamento e às mudanças climáticas.

Segundo a senadora, que já foi ministra da Agricultura e presidente da bancada Ruralista no Congresso Nacional, somete o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode reverter o quadro de descrédito que o Brasil tem junto à UE como forma de não prejudicar a balança comercial e não trazer uma crise para o país com a queda das exportações, com ênfase nos dois principais produtos que o grupo compra: carne bovina e soja.

No dia 13 de setembro, o Parlamento Europeu aprovou a primeira versão de sua nova lei ambiental, que deverá entrar em vigor em 2024.

“Foram 453 votos a favor e apenas 57 contra. Em resumo, a lei impõe a proibição de importação de produtos agropecuários oriundos de áreas nas quais tenha havido qualquer tipo de desmatamento. O ilegal, que deve ser combatido, mas também o legal, em áreas de floresta ou cerrado. E os principais alvos são a soja e a carne bovina, nossos dois principais produtos de exportação. Essa iniciativa da União Europeia, que é o segundo maior comprador dos nossos produtos agropecuários foi motivada pelos 13 mil quilômetros quadrados de desmatamento ilegal na Amazônia desde 2019. A lei, recém aprovada, será submetida ao Conselho da União Europeia antes de entrar em vigor. A diplomacia brasileira está muito apreensiva, pois a opinião geral é de que a imagem do Brasil na área ambiental se deteriorou progressivamente no exterior. A nossa perda de credibilidade na comunidade internacional chegou ao limite”, disse a senadora que é produtora rural há 35 anos.

Além de não combater o desmatamento, o Brasil também não se compromete no combate às mudanças climáticas. Assim, a situação é entendida como um risco para o país, uma vez que afeta o agronegócio e toda a cadeia que sustenta empregos, explica.

“Somos considerados um país irresponsável no que diz respeito às mudanças climáticas. Hoje, este é o verdadeiro risco Brasil, pois em se confirmando este quadro, teremos uma redução drástica das nossas exportações, afetando diretamente o emprego, os preços e a balança comercial. Todos os brasileiros pagarão esta conta. Por isso, peço a você, leia o que está sendo escrito lá fora sobre o governo Bolsonaro e o Brasil”.

Por fim, Kátia Abreu indica que o votar em Lula é a única possibilidade de reversão do quadro de modo que os produtores rurais não sejam prejudicados.

“Votar no Lula não é uma ameaça às nossas fazendas e aos nossos negócios. Neste momento, só ele pode reverter esta situação caótica junto à União Europeia. Não é uma decisão ideológica, mas sim de pragmatismo. Sou produtora rural, cidadã brasileira e voto em Lula.”

Assista ao vídeo:

domingo, 9 de outubro de 2022

DEFORMA ADMINISTRATIVA: Lira ameaça retomar a votação da Reforma Administrativa (PEC 32/2020): relembre quais são os direitos que estão em risco

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL) ameaçou retomar a votação da Reforma Administrativa - Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2020 na próxima semana, a partir do dia 10 de outubro. Essa proposta do governo Bolsonaro é um ataque ao serviço público e, se aprovada, poderá reduzir salários, acabar com a estabilidade do/a servidor/a público/a, abrir brechas para a corrupção e entre outras perdas para a classe trabalhadora.


Em entrevista à Globonews, na segunda-feira (3), o deputado Arthur Lira, que foi reeleito para mais um mandato na Câmara, afirmou que o Congresso Nacional continuará liberal e reformista para discutir os temas que importam ao país.

Mobilização

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) se posiciona contra a Reforma Administrativa e vem marcando presença em diversas mobilizações nas ruas e nas redes sociais pela rejeição dessa proposta.

Na próxima segunda-feira (10) a CNTE convoca a categoria para participar do tuitaço em defesa do serviço público usando a tag #AbaixoPEC32 a partir das 19h na rede social Twitter. Para o dia 28 de outubro – Dia do Servidor Público – está prevista uma mobilização nas ruas em conjunto com outras entidades sindicais das três esferas do serviço público – será o Dia Nacional em Defesa dos Serviços Públicos, Contra a Reforma Administrativa (PEC 32) de Bolsonaro. Em breve divulgaremos mais detalhes sobre essa ação.

>> Acesse o site Na Pressão (napressao.org.br) para enviar mensagens aos parlamentares pedindo a rejeição da PEC 32

Veja a seguir os principais riscos dessa reforma e lute pela rejeição a essa proposta!

Privatização dos serviços públicos
Conforme destacado no art. 37-A da PEC 32, a proposta induz a concessão de serviços públicos à iniciativa privada, tais como educação, saúde, previdência, entre outros. Além de precarizar os serviços públicos essenciais - pois o objetivo das empresas consiste no lucro - parte expressiva da população sofrerá mais abandono e exclusão social.

Demissão e perda de estabilidade
A demissão de servidores estáveis, ao lado da privatização dos serviços e da precarização de novos contratos de trabalho no setor público, é ponto central da PEC 32. A reforma traz novos critérios e procedimentos obrigatórios para a avaliação de desempenho da maioria dos servidores (exceto cargos exclusivos de Estado), além de prever a demissão em casos de extinção de cargos na administração pública.

E os direitos adquiridos?
Se a PEC 32 for aprovada, os servidores estáveis ingressos até a promulgação da reforma não poderão ser demitidos em razão da extinção do cargo, mas estarão submetidos aos critérios demissionais da avaliação de desempenho.

Contratos temporários
Além de estimular a demissão de servidores, a Reforma Administrativa prioriza a contratação por tempo determinado (contratos temporários) ou de forma terceirizada, através de entidades privadas ou empresas concessionárias e permissionárias. O objetivo é transferir para a administração pública os tipos de contratação criados com a reforma trabalhista (contrato intermitente etc.) e a lei de terceirização ilimitada. O texto também prevê a possibilidade de redução de jornada e salários dos servidores em até 25%, exceto para os cargos exclusivos de Estado.

Planos de carreira e outros direitos
A reforma torna competência da União a de legislar sobre a criação e extinção de cargos públicos, concurso público, critérios de seleção e requisitos para investidura em cargos em comissão, estruturação de carreiras, política remuneratória, concessão de benefícios, gestão de desempenho, regime disciplinar, processo disciplinar, cessão e requisição de pessoal, retirando essas prerrogativas dos Estados, DF e Municípios.

Férias e adicionais
Com a Reforma, ficam proibidos os seguintes direitos aos servidores: férias em período superior a trinta dias; adicionais por tempo de serviço; aumento de remuneração ou de parcelas indenizatórias com efeitos retroativos; licença-prêmio, licença-assiduidade ou outra licença decorrente de tempo de serviço; progressão ou promoção baseadas exclusivamente em tempo de serviço.

Desigualdades entre servidores públicos
Apenas os cargos exclusivos de Estado (carreiras típicas) contarão com estabilidade e planos de carreira próprios. As demais carreiras estarão sujeitas às novas regras de demissão por avaliação de desempenho ou extinção de cargos, além de regime único de remuneração. A Reforma Administrativa ainda suprime o § 5º do art. 39 da Constituição, que permite aos entes federados estabelecer a relação entre a maior e a menor remuneração entre seus servidores, como forma de diminuir a distância remuneratória entre eles.

Privilégios da casta do funcionalismo público: mantidos!
Juízes, parlamentares, membros do Ministério Público e das carreiras militares não estão sujeitos às novas regras. Quanto aos militares serão concedidos novos benefícios, como o retorno da paridade e da integralidade que haviam sido suprimidas nas reformas previdenciárias.

Congresso poderá agravar as medidas da PEC 32
Embora a reforma seja danosa ao país e aos servidores, nada impede que o Congresso Nacional piore ainda mais seu conteúdo.

Fonte: CNTE

ECONOMIA: Valor do salário mínimo previsto na Constituição seria de R$ 6.306,97 em setembro, 5,20 vezes o mínimo atual

 

Charge: Cabral

Um dos temas centrais da campanha em curso para a Presidência é o salário mínimo. O atual governante corre deste debate como o diabo da cruz, pois foi e é um algoz da classe trabalhadora. Ele não só acabou com a política de valorização do salário mínimo como reduziu o valor real do piso nacional, instituindo reajustes abaixo da inflação, razão pela qual o mínimo está hoje tão baixo.

Percebe-se isto quando se leva em conta o valor que seria necessário para garantir à família do assalariado uma vida modestamente decente, definido na Constituição Brasileira. Conforme cálculos do Dieese em setembro este valor, que o órgão caracteriza de salário mínimo necessário, ficou em R$ 6.306,97, ou 5,20 vezes o mínimo de R$ 1.212,00.

Arrochado, o piso atual não cobre sequer as necessidades elementares do trabalhador e sua família, pois adquire não muito mais que uma cesta básica. Em setembro de 2022, o preço da cesta básica na cidade de São Paulo, hoje a mais cara do país, subiu a R$ 750,74, conforme o Dieese. Na comparação com setembro de 2021, aumentou 11,48%.

Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o trabalhador que ganha o piso precisou comprometer, em setembro, 66,96% da remuneração para adquirir a cesta básica, que é suficiente para alimentar um adulto durante um mês. Já em agosto, o percentual comprometido foi de 66,88% e, em setembro de 2021, ficou em 66,19%.

Além da alimentação, as famílias assalariadas têm de cobrir despesas com aluguel, transporte, vestuário, saúde e educação, entre outras coisas básicas. A sobrevivência torna-se uma arte complexa e dolorosa para a classe trabalhadora situada nesta faixa de renda.

A política de valorização do salário mínimo instituída pelo governo Lula promoveu um aumento real do piso (além da inflação) superior a 70%. O efeito cascata sobre as demais faixas salariais foram fortes, os salários subiram e o conjunto da classe trabalhadora foi beneficiada pela política do ex-presidente, que deixou de ser aplicada pelo governo Temer e acabou sob Bolsonaro.

Não só os trabalhadores, mas o conjunto da sociedade brasileira lucrou com a valorização dos salários e do trabalho. O consumo do povo trabalhador aumentou sensivelmente, fortalecendo o mercado interno e estimulando o crescimento da economia e o desenvolvimento nacional.

Lula prometeu reestabelecer a política de valorização do salário mínimo, além de revisar a reforma trabalhista que subtraiu direitos e aprofundou a precarização das relações de produção. Essas são razões fortes para receber o voto da classe trabalhadora em 30 de outubro.

Fonte: CTB NACIONAL