- “Interessante a exclusão no grupo da Velha Política, da governadora Fatima, que vem de mandatos consecutivos na Assembleia Legislativa, Câmara Federal e Senado da República”...
quinta-feira, 1 de setembro de 2022
Fátima Bezerra não é da Nova nem Velha Política - Roda Viva - Cassiano Arruda Câmara
Lula quebra hegemonia de Bolsonaro no TikTok e YouTube - por Bárbara Luz
Foto com óculos juliet foi escolhida pela equipe do petista para estampar as redes sociais | Foto: Ricardo Stuckert.
Na ‘eleição do vídeo’,
ex-presidente teve melhor desempenho segundo as métricas de engajamento e alcance
dos perfis, aponta levantamento da FGV ECMI.
Um levantamento feito pela Escola de Comunicação, Mídia e Informação da Fundação Getúlio Vargas (FGV ECMI), a pedido do jornal Folha de S.Paulo e divulgado nesta quarta-feira (31), mostra que a campanha do candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) superou a campanha de seu adversário, Jair Bolsonaro (PL), em audiência nas plataformas do TikTok e YouTube no mês de agosto.
Foram usadas métricas de engajamento e alcance dos perfis dos dois candidatos mais bem colocados nas pesquisas. A análise vai de 28 de julho a 29 de agosto, portanto, cobre o começo do período eleitoral e as semanas antecedentes.
De acordo com a Folha, Lula explodiu no Youtube e TikTok. Os discursos com apelo emocional do ex-presidente e vídeos de malhação com a legenda “partiu pós-treino”, fizeram o petista ultrapassar o presidente na rede chinesa, que é o novo pilar das campanhas de internet nesta eleição. Já no YouTube, a campanha de Lula tem investido em publicidade e impulsionado vídeos com anúncios, o que tem gerado mais visualizações.
Jair Bolsonaro é o candidato que tem mais seguidores em todas as redes, legado da persona digital trabalhada há anos com o auxílio do filho Carlos Bolsonaro. Em engajamento, o presidente lidera no Facebook e no Instagram, com quase o triplo de curtidas, compartilhamentos, comentários e reações na comparação com Lula. Contudo, esse número não significa que seus conteúdos alcancem mais pessoas, como mostram os dados da FGV.
A Folha analisou os conteúdos em cada plataforma. O vídeo mais viral do canal de Lula no TikTok foi de um comício em Minas Gerais. “Quero ver vocês alegres, quero ver vocês trabalhando, quero ver vocês estudando, quero ver vocês amando, gostando da vida”, diz.
Já outras publicações virais falam da fome e outros feitos do governo petista. Em um deles, o ex-presidente se apresenta como político do povo e chama para “ver o timão”, para um “forró mais tarde” e pergunta se já ouviram “a última da Lud” [a cantora Ludmilla].
Na contra mão de Lula, os conteúdos de Bolsonaro mais expressivos no TikTok refletem bem a sua imagem e exibem ataques à esquerda e à imprensa. Na rede chinesa de microvídeos, apenas seis publicações passam de 2 milhões de visualizações em agosto sendo que três são recortes da entrevista no Jornal Nacional.
O vídeo mais popular tem 6 milhões de views e exibe a palavra “mentira” quando a âncora Renata Vasconcellos diz que ele estava “imitando pessoas com falta de ar” na pandemia. A produção corta para a cena antiga em que ele simula falta de ar e critica o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. Sobreposta está a palavra “verdade”.
Já no YouTube, o canal de Bolsonaro é menos expressivo do que seus outros perfis – embora a rede seja povoada por sua militância. Entretanto, no último mês, nenhum dos conteúdos autorais ultrapassou 500 mil visualizações.
Enquanto isso, os conteúdos de Lula mais acessados na plataforma de vídeo são jingles, como o piseiro que canta “faz o L, um coração grandão e desenrola”, com 7,4 milhões de visualizações, e o clipe da campanha “Dois Lados, que Brasil você quer?”, com alcance de 5,2 milhões. Outro destaque é quando o PT nega que fecharia igrejas evangélicas.
Para Marco Ruediger, diretor da FGV ECMI, a superação da campanha de Lula em redes de vídeos está dialogando com a mudança da conjuntura de 2018 para 2022. Na eleição deste ano, a economia se impõe como um tema mais urgente diante de questões morais ou religiosas, segundo ele.
“Tanto Lula como Bolsonaro operam no emocional, ambos são carismáticos, mas acho que as pessoas estão cansadas de agressividade o tempo todo”, diz.
A reportagem da Folha apontou ainda que, para as campanhas eleitorais, “TikTok e YouTube são importantes inovações na comunicação política, com possibilidade de imprimir humor, se aproximar de forma mais leve do eleitor e servir de teste a narrativas emplacadas na TV.”
“O tempo de TV é importante, mas mais importante é que a estratégia digital gire em torno da TV”, afirma Ruediger. “É a eleição do vídeo.”

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Com informações da Folha de S. Paulo
E Portal VERMELHO
Governo dá calote na Cultura e Ciência para viabilizar orçamento secreto - por Iram Alfaia
Duas medidas provisórias liberam
quase R$ 6 bilhões para serem usados por aliados de Bolsonaro nas suas
campanhas à reeleição. A oposição promete reação.
Por meio de duas medidas provisórias (MP 1136 e MP 1135), o desgoverno Bolsonaro promoveu cortes e congelamento de recursos em áreas fundamentais como a Ciência e Tecnologia e Cultura. Trata-se de um desrespeito ao Congresso que já havia aprovado leis específicas para as duas áreas. Desesperado com sua situação nas pesquisas eleitorais, o presidente quer turbinar os recursos para o chamado orçamento secreto em prol dos seus aliados.
O resultado das medidas são a liberação no Orçamento de R$ 5,8 bilhões, valor próximo ao que está bloqueado no orçamento secreto. O dinheiro da emenda do relator é liberado para os municípios sem a revelação de quem indicou. O objetivo é reforçar a campanha de reeleição dos parlamentares nas suas bases eleitorais.
A MP 1135 adia para 2023, por exemplo, os repasses previstos pela Lei Paulo Gustavo. O texto aprovado no Congresso previa que o pagamento de R$ 3,8 bilhões para estados e municípios deveria ocorrer em, no máximo, 90 dias após a publicação da lei.
Leia mais: Medida Provisória mantém setor cultural à míngua
No caso da MP 1136, o governo limitou a R$ 5,6 bilhões a verba a ser aplicada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) este ano. A estimativa é que a medida deve liberar aproximadamente R$ 2 bilhões em recursos.
A situação provocou protestos de lideranças da oposição. “Bolsonaro promove um festival de cortes, através de medidas provisórias, em áreas fundamentais como Ciência e Tecnologia e Cultura. Tudo isso para viabilizar o escandaloso orçamento secreto em tempos de eleição. Um absurdo! Resistiremos a mais essa investida”, avisou a presidente nacional do PCdoB e vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos.
O líder do partido na Câmara, Renildo Calheiros (PE), disse que Bolsonaro só sabe governar com medida provisória. Sobre a MP 1136, o deputado lembrou que o parlamento já havia impedido o contingenciamento dos recursos do Fundo.
“Derrubamos, inclusive, veto de Bolsonaro à lei aprovada no Congresso para garantir o desenvolvimento da pesquisa em nosso país. Mas ele não se dá por vencido. Quer liberar armas, mas investir em áreas estratégicas e essenciais para um país passa longe de suas prioridades”, criticou o líder.
Ele lembrou ainda que o FNDCT tem sido uma das principais fontes de recursos para o desenvolvimento da infraestrutura científica e tecnológica das instituições públicas, e da inovação tecnológica nas empresas com recursos não reembolsáveis. “Vamos lutar pela sua devolução!”, advertiu.

Calote
Na avaliação do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), Bolsonaro e Paulo Guedes (ministro da Economia) estão congelando recursos da Ciência, Inovação e Tecnologia até 2027. “Além disso, querem dar o calote na Lei Paulo Gustavo, para o setor da Cultura, congelando recursos até 2024”, observou.
“A CNI (Confederação Nacional das Indústrias) considera que, caso a proposta seja aprovada pelo Congresso, trará danos para a Ciência, Tecnologia e Inovação do país. A MP determina que o FNDCT poderá aplicar somente R$ 5,555 bilhões em 2022, ou seja, cerca de R$ 3,5 bilhões a menos do inicialmente previsto”, postou nas redes sociais.
E completou: “Em uma escalada de desmonte: A partir do ano que vem, a medida estabelece uma porcentagem de aplicação que chegará em 100% dos recursos apenas em 2027. Em 2023, por exemplo o limite será de somente 58% da receita anual prevista. Sendo 68% em 2024, 78% em 2025 e 88% em 2026. Na Cultura, Bolsonaro e Guedes querem dar o calote até 2024! Pela Lei Paulo Gustavo, a União ficou obrigada a repassar R$ 3,8 bilhões aos Estados e aos municípios para ações voltadas ao setor, mas a medida provisória joga esse prazo para 2023”.
Para a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), a MP é o novo “pulo do gato” do governo contra a Ciência. “Contra a Constituição Federal e de modo ilegal, a MP limita o orçamento do FNDCT. Sabem para quê? Para abrir espaço no orçamento entre os anos de 2022 e 2027, deixando o governo livre para fazer outras despesas. Quais? Como? Em qual área?”, questionou a parlamentar.
“Bolsonaro suspendeu por MP a Lei Paulo Gustavo e congelou recursos pra Ciência e Tecnologia, mas Guedes separou 8 bilhões pra Emendas de Relator pro Lira comprar parlamentares. A Justiça começou agora a bloquear o Bolsolão, eu acho é pouco, ainda tem muito pela frente!”, escreveu no Twitter o deputado Ivan Valente (PSOL-SP).
O líder da minoria na Câmara, deputado Alencar Santana (PT-SP), considerou mais um absurdo de Bolsonaro. “De forma arbitrária, retirou verbas da Ciência e Tecnologia, novamente evidenciando sua visão atrasada e tosca de mundo. Enviei ofício a Rodrigo Pacheco (presidente do Congresso e do Senado) pedindo a devolução da MP 1136”, alertou.
“Depois do golpe na Cultura, agora o governo do Biroliro impõe, através de nova MP, limites para a aplicação de recursos na Ciência e Tecnologia. Esse homem é o retrato do atraso”, protestou a deputada Lídice da Mata (PSB-BA).
Fonte: https://vermelho.org.br
Candidato do Piauí à jornalista: ‘é quase negra na pele, mas é inteligente’ - por Bárbara Luz
Silvio Mendes e a jornalista Katya D’Angelles | Foto: Reprodução/TV Meio
Norte.
Ex-prefeito do estado e candidato
a governador, Silvio Mendes é apoiado pelo ministro da Casa Civil, Ciro
Nogueira, e pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).
O candidato ao governo do Piauí Sílvio Mendes (União Brasil) gerou indignação após fazer uma declaração com teor racista durante sabatina realizada na TV Meio Norte, afiliada da TV Globo no estado, nesta quarta-feira (ontem) (31).
Racismo
Nas mídias sociais, a declaração gerou uma série de críticas negativas pelo teor racista. No Twitter, usuários apontaram o racismo na fala do candidato. “O racismo de Silvio Mendes soa tão natural que ele nem reconhece que há ali algum absurdo na sua fala. Ele representa os muitos que vêm na pele negra um oposto a inteligência.” “Que absurdo!”, “mas é inteligente. Misericórdia”, “grande falta de respeito” e “você é quase negra na pele! O racismo estrutural gritando”, foram alguns dos comentários em resposta ao trecho do vídeo que viralizou nas redes. Veja abaixo.
quarta-feira, 31 de agosto de 2022
EDUARDO VASCONCELOS PRESIDENTE DO DIRETÓRIO DO PCDOB - NOVA CRUZ-RN PARTICIPOU ONTEM (30) DE ENCONTRO COM A VEREADORA DE NATAL, JULIA ARRUDA CANDIDATA A DEP. ESTADUAL 2022
Por, Eduardo Vasconcelos
BRASIL, ELEIÇÕES 2022 Empresários bolsonaristas que coagirem seus funcionários nas eleições podem ser punidos pelo crime eleitoral
Empresários bolsonaristas já deixaram transparecer, em mais de uma ocasião, a intenção de coagir funcionários de suas empresas a votar em Jair Bolsonaro em 2 de outubro. No grupo de empresários golpistas sob investigação da PF por determinação do STF, o proprietário do shopping Barra World, José Koury, cogitou oferecer um bônus ao trabalhador ou trabalhadora que votar Jair Bolsonaro.
Em mensagens no fasmigerado grupo golpista do WhatsApp, reveladas pelo site Metrópoles, Koury afirma que a medida seria uma “ótima ideia”, mas como um néscio alega desconhecer se remunerar funcionários para comprar lealdade política era ilegal ou não. “Alguém aqui no grupo deu uma ótima ideia, mas temos que ver se não é proibido. Dar um bônus em dinheiro ou um prêmio legal pra todos os funcionários das nossas empresas”. Ora, é evidente que isto configuraria compra de votos, um crime que fere o Código Eleitoral e pode ser punido com 1 a 4 anos de prisão.
Mas a burguesia bolsonarista é composta de meliantes de alto coturno e está acostumada a agir à margem da lei, pretextando uma ignorância que a lei não admite com a convicção de que pode dobrar tribunais com seu poder econômico.
O golpista José Koury não é um caso isolado.
O latifundiário Cyro de Toledo, conhecido como Nelori Cyro, divulgou vídeo onde promete gastar R$ 90 mil com bonificações para seus funcionários caso Bolsonaro seja reeleito. O bolsonarista ainda disse com a cara limpa que isto não seria compra de votos. “O que sentimos na fazenda é que os salários estão muito baixos e o custo de vida, muito alto. Todos os meus empregados estão com problema. Então, uma forma que vi de ajudar e resolver o problema foi isso”. O cara de pau sugere que estaria descontente com os salários miseráveis que paga em sua fazenda. Se fosse o caso, a solução seria simples, bastaria aumentar o valor da remuneração, mas a falsidade é o ofício do bolsonarismo.
Diante dessas manifestações retrógradas, que remetem ao tempo do voto de cabresto nos currais eleitorais dos velhos coroneis, o Ministério Público do Trabalho (MPT) divulgou recentemente a Recomendação 01/2022 em que cita a Convenção 190 da OIT e alerta que a “concessão ou promessa de benefício ou vantagem em troca do voto, bem como o uso de violência ou ameaça com o intuito de coagir alguém a votar ou não votar em determinado(a) candidato(a), configuram atos ilícitos e fatos tipificados como crimes eleitorais, conforme artigos 299 e 301 do Código Eleitoral”. Além disto, as práticas citadas configuram assédio eleitoral laboral e ensejam a responsabilização do(a) assediador(a) na esfera trabalhista.
A lei, por sinal, é clara e não deixa margem a dúvidas. Abaixo reproduzimos a íntegra do documento:
CONSIDERANDO que a Convenção n.º 111 da Organização Internacional do Trabalho – OIT (Decreto n.º 10.088/2019, Anexo XXVIII), norma de status supralegal, que versa sobre a discriminação em matéria de emprego e profissão, em seu artigo. I, “a”, proíbe “toda distinção, exclusão ou preferência, com base em raça, cor, sexo, religião, opinião política, nacionalidade ou origem social, que tenha por efeito anular ou reduzir a igualdade de oportunidade ou de tratamento no emprego ou profissão”;
CONSIDERANDO que a República Federativa do Brasil é um Estado Democrático de Direito, que tem por fundamentos, dentre outros, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e o pluralismo político (CRFB/1988, art. 1º, II, III, IV e V);
CONSIDERANDO que a República Federativa do Brasil possui como um dos seus objetivos o de “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação” (CF/1988, artigo 3º, IV), consagrando o direito à nãodiscriminação no âmbito das relações de trabalho (CF/1988, artigo 5º, XLI e 7º, XXX);
CONSIDERANDO que a tutela da dignidade da pessoa humana pressupõe a efetivação dos direitos fundamentais nas relações privadas, incluindo as de trabalho;
CONSIDERANDO que o ordenamento jurídico pátrio resguarda a liberdade de consciência, de expressão e de orientação política (CF/1988, art. 1º, II e V; 5º, VI, VIII), protegendo o livre exercício da cidadania, notadamente por meio do voto direto e secreto, que assegura a liberdade de escolha de candidatas ou candidatos, no processo eleitoral, por parte de todas as pessoas cidadãs;
CONSIDERANDO que o exercício do poder empresarial é limitado pelos direitos fundamentais da pessoa humana, o que torna ilícita qualquer prática que tenda a excluir ou restringir, dentre outras, a liberdade do voto das pessoas que ali trabalham;
CONSIDERANDO que, além de crime eleitoral, as práticas acima citadas configuraram assédio eleitoral laboral, e ensejam a responsabilização do(a) assediador(a) na esfera trabalhista;
- ABSTER-SE de conceder ou de realizar qualquer promessa de concessão de benefício ou vantagem a pessoas que buscam trabalho ou possuem relação de trabalho com sua organização (empregados,terceirizados, estagiários, aprendizes, entre outros) em troca do voto de tais pessoas em candidatos ou candidatas nas próximas eleições;
- ABSTER-SE de ameaçar, constranger ou orientar pessoas que possuem relação de trabalho com sua organização (empregados, terceirizados, estagiários, aprendizes, entre outros) ou mesmo aquelasque buscam trabalho a votar em candidatos ou candidatas nas próximas eleições.Adverte-se, desde já, que o não cumprimento da presente Recomendação ensejará a adoção das medidas administrativas e judiciais cabíveis pelo Ministério Público do Trabalho, com vistas à defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis, sem prejuízo da apuração da responsabilidade criminal pelos órgãos competentes.
Fonte: CTB NACIONAL
terça-feira, 16 de agosto de 2022
Na USP, Lula destaca inclusão de 4,5 milhões de universitários em seus governos - por Cézar Xavier
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu que o Brasil voltará a investir na educação e nas universidades públicas, com inclusão para todos os que não têm acesso. Ele discursou durante aula aberta, na noite desta segunda-feira (15), no vão dos prédios de História e Geografia, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), na Cidade Universitária, zona oeste de São Paulo.
“Só vou sossegar quando o filho da empregada doméstica puder sentar no mesmo banco da filha da patroa e puder disputar a mesma vaga em igualdade de condições, e para isso nós temos que garantir comida, emprego e salário para as pessoas”, disse ele.
Lula relembrou o boom acadêmico que o país atravessou durante sua gestão, entre os anos de 2003 e 2010. Ele citou o fato do Brasil ter se tornado o décimo terceiro país em publicação de artigos científicos. Também mencionou que de 3,5 milhões de estudantes, antes de seu governo, a universidade absorveu mais de 8 milhões de estudantes. “E se eles não gostam de estudantes, podem se preparar, porque a gente vai ter muito mais”, afirmou em seu discurso, sobre os ataques do bolsonarismo à universidade e aos universitários.
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Lula desafiou Jair Bolsonaro a realizar um debate na universidade. “Ele não vai vir, porque ele não gosta de estudante. Porque o ministro da educação dele disse que universidade não precisa ser para todos, mas só para uma parte”, disse, citando declaração de Milton Ribeiro, acusado de corrupção no Ministério da Educação.
“Antes de nós entrarmos no governo, universidade era coisa de rico. Não tinha negro, não tinha gente da periferia. Hoje nós percebemos que mudou a cor da universidade e precisa mudar mais, porque é esse o país real, o país que nós temos que construir, cada vez mais diversidade na universidade e na cultura”, defendeu Lula.
O ex-presidente não admite que os investimentos em educação sejam tratados como “gasto”. Segundo ele, aplicar recursos na ampliação das universidades significa investir no futuro do pais.
Governo da reconstrução
Lula disse que quando saiu do governo, em 2010, imaginava que hoje o Brasil estaria disputando com a Alemanha a quarta posição entre as maiores economias do planeta. Mas, desde 2016, “tudo piorou”.
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Nesse sentido, Lula mencionou a redução na qualidade do emprego e queda dos salários. Também ressaltou a perda do poder de compra do salário mínimos, o aumento da informalidade com a volta da fome no país.
Ele destacou, ainda, que depois de anos com aumentos salariais reais para a maior parte dos trabalhadores – em especial para aqueles que ganham o mínimo – o país passa por uma crise econômica que atinge até aqueles que estão empregados. “Os empregos estão ficando desqualificados, a massa salarial está caindo”, afirmou.
“Vamos acabar com a inflação. Não vai ter mais mulher na fila do osso, mas comprando carne para comer. Não vai ter mais família comendo carcaça, vai estar comendo frango. As pessoas não vão estar mais na rua pedindo esmola, com crianças dormindo na rua”, prometeu o líder político.
Lula conclamou os estudantes da USP a participar do primeiro grande comício em São Paulo, no próximo sábado (20), no Vale do Anhangabaú.
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Maior educador
Haddad, candidato ao governo de São Paulo e professor da USP, destacou que Lula foi o presidente que mais abriu vagas em universidades públicas na história do país. Entre 2003 e 2010, o governo federal criou 14 universidades federais e 126 novos campi universitários.
Haddad explicou que Lula também é um educador. “Se por educador nós entendemos não apenas aquele que entra na sala de aula para educar, mas aquele que oferece a oportunidade do encontro entre o educador e o educando, nós estamos na presença de um dos maiores desse país. Um operário que não teve a oportunidade de ter a educação formal, mas, talvez por isso mesmo, tenha sido o presidente que mais abriu vagas em universidades públicas na história do Brasil”, declarou.
Como ministro da Educação, Haddad disse que a coisa mais bonita era ver o “brilho nos olhos” das pessoas, em regiões remotas do país, a cada nova inauguração. “Não simplesmente inaugurávamos um novo campus. A gente reservava 50% das vagas para egressos da escola pública, considerando a questão racial de cada unidade da federação”.
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Ainda discursaram no evento a filósofa Marilena Chauí, a urbanista Hermínia Maricato e a geógrafa Adriana Alves, professoras da Universidade. Representantes dos graduandos e pós-graduandos também falaram.
Na ocasião, também foi lançado o manifesto “A democracia no Brasil corre risco”, de autoria do Coletivo USP Pela Democracia – formado por professores, estudantes e servidores da universidade.
Assista à transmissão do evento:
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