As Convenções Partidárias Eleitorais começaram a partir de ontem, 31/08, e irão até o próximo dia 16/09.
Solicitamos que os Comitês Municipais nos enviem por aqui e/ou no meu particular as datas de suas respectivas Convenções.
Solicitamos que os Comitês Municipais nos enviem por aqui e/ou no meu particular as datas de suas respectivas Convenções.
Deputada Perpétua Almeida PCdoB - AC(AC),
Câmara aprovou afastamento das gestantes do trabalho presencial enquanto durar a pandemia de coronavírus. Texto segue para análise no Senado.
Por: Christiane Peres
Deputados garantiram na noite desta quarta-feira (26), a aprovação do Projeto de Lei (PL) 3932/2020, da deputada Perpétua Almeida (AC), que protege mulheres grávidas durante a pandemia de coronavírus. O texto estabelece o afastamento das gestantes do trabalho presencial enquanto durar o estado de calamidade pública, deixando-as à disposição para o trabalho remoto. O projeto foi pautado após acordo no Plenário e agora segue para deliberação no Senado.
Para a deputada Perpétua Almeida (AC), o projeto é uma medida importante para que o Brasil reduza o número de óbitos por Covid-19 entre gestantes.
“Os dados mostram que 77% das grávidas que morreram por Covid-19 no mundo são brasileiras. É uma estatística triste que precisamos enfrentar imediatamente. O isolamento social é a forma mais eficaz de evitar a contaminação pelo vírus e qualquer infecção grave que possa comprometer a evolução da gestação”, destacou a parlamentar.
O número de mortes de grávidas com Covid-19 no Brasil tem chamado atenção. Segundo números de meados de julho, divulgados pelo Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sive-Gripe), 200 mulheres morreram nos últimos meses da gestação ou no pós-parto depois de serem diagnosticadas com o novo coronavírus, e pelo menos 1.860 casos da doença foram notificados nesse grupo de mulheres. O dado brasileiro é, pelo menos, três vezes maior do que a soma do número de mortes maternas, por Covid-19, já reportado por outros países até o momento.
Fonte: pcdobnacamara.org.br

"Vamos lutar para manter os 600 até o
fim da pandemia!", diz a deputada Alice Portugal. Foto: Roberto Parizotti/
Fotos Públicas.
O clima no Congresso Nacional é de embate após o anúncio do governo Bolsonaro de reduzir de R$ 600 para R$ 300 o pagamento do auxílio emergencial nos próximos quatro meses. A quantia representa metade da concedida nos primeiros cinco meses da vigência do programa. O líder em exercício do PCdoB na Câmara, deputado Daniel Almeida (BA), disse que vale sempre lembrar que “Bolsonaro queria R$ 200 e o Congresso aprovou R$ 600 e distribuiu recursos para 65 milhões de brasileiros”.
Daniel Almeida afirmou que cortar o benefício pela metade será um desastre. “Nós vamos lutar muito para manter até dezembro os R$ 600. É importante a população se mobilizar em torno disso, assim como queremos aprovar a renda básica para o futuro”, disse o líder.
Segundo ele, o corte pode produzir um impacto muito grande na economia. “Essa renda está resolvendo a vida, dando alimento às pessoas que deixaram de ter renda. Está dinamizando a economia por que as pessoas estão comprando mais, fazendo reformas na sua casa, porque esses recursos estão dinamizando vários setores da economia”, defendeu.
O vice-líder do PCdoB, deputado Márcio Jerry (MA), considera o corte de 50% uma crueldade de Bolsonaro contra os que mais precisam. “Não vamos aceitar. Foi uma luta conquistar o auxílio emergencial de 600 reais, derrotando Bolsonaro que só queria fazer de 200 reais. Tem luta, teremos vitória!”, afirmou.
A vice-líder da Minoria na Casa, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), também destacou o papel do Congresso na conquista do auxilio: “Importante lembrar que o governo Bolsonaro queria um auxílio de apenas R$ 200 reais e nós da Oposição conquistamos o valor de R$ 600. Vamos lutar para manter os 600 até o fim da pandemia!”.
Fundo do poço
“Urgente!!! O Brasil está no fundo do poço e Bolsonaro acaba de anunciar corte de 50% no valor ao auxílio emergencial. 300 reais a menos em alimentos na mesa das famílias brasileiras. Desemprego, miséria e fome será o cotidiano de milhões de pessoas. Um crime contra o povo!”, escreveu no Twitter o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP).
Ele afirmou que a prorrogação do auxílio emergencial é uma vitória da Oposição e do Parlamento. “Bolsonaro não tinha como escapar, pois seria derrotado se teimasse em retirá-lo. Mas o valor de R$ 300 é insuficiente. Defendemos uma renda básica que garanta dignidade ao nosso povo!”, completou.
Por Iram Alfaya
(PL)
Fonte: PCdoB na Câmara

O início das convenções partidárias para as eleições municipais de novembro nesta segunda-feira (31) inaugura também um importante momento da vida política nacional. Nelas, serão oficializadas as candidaturas para prefeitos e vereadores . O próximo passo será a campanha eleitoral, o debate político, fundamental para conquistar votos e fazer a mediação com as demandas das cidades.
São eleições em que os problemas dos municípios aparecerão no primeiro plano, mas entrelaçados com a situação geral do país. São nas cidades que aparecem, na prática, os efeitos do duplo fracasso do governo Bolsonaso: na saúde e na economia. São elas que suportam o peso das contaminações e mortes pela pandemia, assim como da quebradeira de empresas e do desemprego em massa.
O aumento do drama da maioria da população, com as demandas crescentes, acaba pressionando as prefeituras e as câmaras de vereadores. Para enfrentá-lo, a defesa de políticas voltadas para o desenvolvimento e retomada da economia em âmbito nacional será fundamental. Portanto, na campanha devem estar presentes temas como a defesa da democracia – fundamental para que o povo possa se organizar e exigir seus direitos –, a proteção social, o emprego e a renda em geral.
Nesse campo estarão as forças democráticas e progressistas, em oposição ao bolsonarismo, responsável em grande medida pela tragédia decorrente da pandemia e pelos efeitos catastróficos da recessão e do corte de direitos sociais e trabalhistas. O confronto entre esses dois campos será inevitável, seguindo, obviamente, as singularidades de cada município.
Fonte: https://vermelho.org.br

A resolução aprovada em reunião virtual da Comissão Política Nacional
(CPN) do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) realizada nesta sexta-feira (28)
destaca o duplo fracasso do governo Bolsonaro – a tragédia decorrente da sua
inação diante da pandemia e a crise econômica que atinge proporções
desastrosas. Segundo o documento, essa situação configura um quadro de tragédia
nacional.
De acordo com o documento, a nação estarrecida enxerga “um presidente da
República que se move unicamente pela ambição de se reeleger em 2022, visando a
concretizar seu projeto de poder autoritário”. O presidente, segundo o
documento, “também se utiliza da força gravitacional de seu governo para
alargar sua base de apoio no Congresso Nacional, com parcelas do Centrão que
outrora amaldiçoava, chamando-o de velha política”.
Outro ponto da resolução aborda a plataforma emergencial necessária para
enfrentar as crises sanitária e econômica, que deve indicar meios, instrumentos
e fontes de financiamento para que o país controle e vença a pandemia, e
assegure o funcionamento da economia. “O PCdoB, apoiado em estudos de sua
bancada na Câmara dos Deputados e também de sua Fundação Maurício Grabois, tem
apresentado contribuições a essa plataforma”, constata.
A texto conclui abordando o projeto eleitoral do PCdoB. “A direção
nacional se congratula com o esforço do coletivo militante, dos Comitês
Estaduais e municipais, na construção desse forte projeto eleitoral”, afirma. E
conclama para “uma campanha que desperte a esperança do povo e apresente uma
plataforma compromissada com democracia, a vida. emprego, renda, a proteção
social e o crescimento econômico das cidades”.
Confira a íntegra a seguir:
Desmascarar Bolsonaro, derrotá-lo nas eleições e retirar o Brasil da
crise
Transcorridos seis meses, no Brasil, do primeiro caso da Covid-19, e a
pouco mais de dois meses do primeiro turno das eleições municipais, o povo
brasileiro sofre com o duplo fracasso do governo Bolsonaro.
Por um lado, perto de 120 mil pessoas – em grande medida em decorrência
da conduta irresponsável do presidente da República – já perderam a vida e o
país é, em números absolutos, o segundo na quantidade de óbitos; enquanto a
transmissão do vírus segue sem controle. Por outro, a pandemia impactou uma
economia que já vinha estagnada e a levou à recessão que, segundo prognóstico
do IBC-Br do Banco Central (BC), pode chegar a uma queda do PIB no segundo
trimestre de 10,94%. O desemprego atinge 13,3% e mais de 700 mil empresas,
sobretudo pequenas, foram à falência e a quebradeira prossegue, pelo fato de o
governo Bolsonaro, ao contrário do que foi feito na maioria dos países, não ter
usado os recursos do Estado nacional para proteger as empresas e preservar os
postos de trabalho. Prova disso é que, conforme denúncia da deputada Perpétua
Almeida (PCdoB) – líder da bancada comunista na Câmara dos Deputados –, até
julho o governo federal executou e pagou pouco mais da metade dos recursos
aprovados pelo Congresso Nacional para fazer frente às demandas sanitárias e
econômicas advindas da pandemia.
Esta situação configura um quadro de tragédia nacional e, diante dela, o
que a Nação estarrecida enxerga é um presidente da República que se move
unicamente pela ambição de se reeleger em 2022, visando a concretizar seu
projeto de poder autoritário. O presidente segue com sua reiterada conduta
criminosa, combatendo as diretrizes das autoridades sanitárias e desorientando
o povo frente à pandemia.
Como parte desse plano, Bolsonaro viaja pelo país inaugurando obras
alheias, rebatiza programas já existentes, como é caso do Minha Casa, Minha
Vida que, agora desfigurado, passou a se chamar Casa Verde e Amarela que
dificulta e exclui a população de baixa renda. E, recentemente, realizou no
Palácio do Planalto um evento denominado “Vencendo a Covid-19”, quando, além de
um grotesco espetáculo de culto à cloroquina, novamente não expressou pesar
pela morte dos(as) brasileiros(as) e tentou jogar nos ombros de outras autoridades
a responsabilidade que é dele, pelo tamanho da tragédia.
Bolsonaro, também, desde que viu sua avaliação melhorar nas pesquisas,
sobretudo devido ao forte impacto na distribuição de renda advindo da ajuda
emergencial de R$ 600 — medida de autoria do Congresso Nacional cujo valor a
dupla Bolsonaro-Guedes queria que fosse apenas de R$ 200,00 —, passou a tomar
gosto por gasto público desde que seja direcionado a criar uma base social e
eleitoral de apoio. Acontece que o propalado projeto Renda Brasil e também os
investimentos em obras públicas não cabem nas amarras do chamado Teto de gastos
públicos, tampouco no programa ultraliberal e fiscalista do ministro da Fazenda
que, se levado adiante, poderá levar o país a uma recessão muito grave.
Bolsonaro se aproveita dessa contradição para “fritar” Paulo Guedes,
tentando vender a imagem de “desenvolvimentista” e de paladino dos mais pobres
e, ao mesmo tempo, cuida de preservar o respaldo da oligarquia financeira, com
ou sem Guedes na Fazenda.
O presidente também se utiliza da força gravitacional de seu governo
para alargar sua base de apoio no Congresso Nacional, com parcelas do Centrão
que outrora amaldiçoava, chamando-o de velha política.
No seu todo, as ações dos movimentos de frente ampla na sociedade e no
Congresso Nacional, em defesa da vida e da democracia – somadas aos inquéritos
em curso no Supremo Tribunal Federal (STF) que investigam crimes comuns e de
responsabilidade de Bolsonaro e de seu clã e os efeitos da prisão de Fabrício
Queiroz –, obrigaram o presidente da República, há cerca de dois meses, a
empreender a manobra tática de diminuir o ataque cerrado às instituições
democráticas. Essa conduta serve à sua conveniência e pode se alterar conforme
mudanças na correlação de forças no curso da luta política.
Todavia, por mais que se camufle, o verdadeiro Bolsonaro vem à tona. Foi
o que se deu, recentemente, quando ele ameaçou agredir um jornalista. E também
no episódio dos dossiês, típicos da época da ditadura militar, contra cidadãos
e cidadãs antifascistas, elaborados pelo Ministério da Justiça cuja prática foi
condenada pelo STF.
Ele também se desmascara, no rastro de cinzas e de destruição da rica
biodiversidade dos biomas brasileiros, pela conivência criminosa com as
queimadas na Amazônia e no Pantanal, pelo enfraquecimento deliberado de
instituições indispensáveis à proteção do meio-ambiente, como IBAMA e o INPE,
pela negligência com que trata a população indígena, deixando-a exposta à
pandemia, resultando em grande número de contaminados e de óbitos. Sua negligência
com a vida fica também demonstrada pela política do governo de incentivo à
violência, como o recente ato que autoriza cada pessoa a registrar até quatro
armas em seu nome. Isso quando o Atlas da Violência indica o crescimento de
11,5% dos homicídios de negros entre 2008 e 2018, enquanto caiu 12,9% entre os
não negros. Esses números evidenciam o peso do racismo no Brasil. E a política
de liberação de armas certamente irá elevar os homicídios, vitimando o povo, em
especial negras e negros.
De todo modo, a realidade é que Bolsonaro, no momento, conseguiu um
suspiro na crise política e forjar uma aparência de alguma normalidade. Pura
aparência, posto que o presidente não alterou a essência de quem realmente é e,
tampouco abdicou de seus intentos: um expoente da extrema-direita, neofascista
que tem por objetivo impor um governo policial autoritário sobre os escombros
do regime democrático e da dilapidação do patrimônio público nacional.
A falta de convergência tática do campo da oposição, por certo, dá
margem de manobra a Bolsonaro. A resiliência dele também resulta do respaldo do
imperialismo estadunidense e de grandes grupos econômicos e financeiros. Quanto
mais urgente as forças oposicionistas sejam capazes de colocar os interesses da
nação e da classe trabalhadora no topo das prioridades, mais rápido Bolsonaro
será desmascarado.
Plataforma de Emergência para salvar vidas, gerar empregos, retomar
crescimento
Para o PCdoB, os movimentos de frentes amplas e instituições da
República, como o Congresso Nacional, que conseguiram vitórias importantes,
impondo recuo à ofensiva antidemocrática do bolsonarismo, garantindo a
aprovação do auxílio emergencial, do Fundeb, da ajuda aos profissionais da
cultura, êxitos mesmo que parciais ante o pesado ataque contra os direitos da
classe trabalhadora, precisam conceber e fazer aplicar uma plataforma de
emergência.
Essa plataforma deve, simultaneamente, indicar meios, instrumentos e
fontes de financiamento para que o país controle e vença a pandemia, salvando
vidas, e assegure o funcionamento da economia, criando condições para a
retomada do crescimento, com geração de empregos, auxílio direto às micro,
pequenas e médias empresas, e garantindo a ajuda emergencial aos mais pobres de
R$ 600,00 até dezembro e uma renda permanente que atenda às necessidades da
população vulnerável.
O PCdoB, apoiado em estudos de sua bancada na Câmara dos Deputados e
também de sua Fundação Maurício Grabois, tem apresentado contribuições a essa
plataforma tendo como vértice o protagonismo do Estado nacional para alavancar
a retomada do crescimento econômico com investimentos públicos. O Brasil pode
viabilizar o financiamento dessa plataforma pelo Banco Central a partir da
compra de títulos do Tesouro Nacional e realizando uma reforma tributária
progressiva que onere o capital financeiro e as grandes fortunas. Na construção
de saídas para a crise, contribui o documento do Observatório da Democracia,
assinado por seis fundações partidárias, entre elas a Fundação Maurício
Grabois, que sintetiza simultaneamente medidas para superar as crises sanitária
e econômica.
O governador Flávio Dino mostra que isso é possível. Mesmo em situação
adversa, o governador anunciou o Plano Emergencial pelo Emprego, o plano Celso
Furtado, que investirá R$ 558 milhões em obras, compras governamentais e
fomento setorial para zerar o efeito recessivo na pandemia no Estado e criar
mais 60 mil postos de trabalho.
O Partido, no que se refere ao grande anseio nacional de o país
controlar e vencer a pandemia, alinha-se à posição científica de pesquisadores
e autoridades sanitárias locais, a exemplo do Movimento Frente pela Vida, e da
Organização Mundial de Saúde (OMS) que sustentam a necessidade de sejam postos
em prática o protocolo de vigilância e inteligência epidemiológica, as quais
tem como foco a busca ativa de novos casos, rastreio dos seus contactantes e
isolamento dos casos positivos. São medidas exitosas para conter o atual quadro
de contágio, como também de assegurar que novas ondas da pandemia possam ser
controladas com segurança. Obviamente, tais medidas devem estar associadas às
demais orientações dos protocolos da OMS e das autoridades sanitárias
brasileiras, como o distanciamento social, conforme o estágio da pandemia em
cada estado e município.
Derrotar o bolsonarismo nas urnas, empenhar-se pela vitória do projeto
eleitoral do Partido
O PCdoB chega ao período das convenções partidárias com um projeto eleitoral
robusto, com candidaturas à prefeitura de quinze capitais (Porto Alegre,
Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, Salvador, Maceió,
Natal, Fortaleza, São Luis, Campo Grande, Palmas, Porto Velho, Manaus),
liderando as pesquisas com Manuela D’Ávila, em Porto Alegre, e um razoável
número de candidaturas majoritárias em cidades com mais de 100 mil habitantes,
e também com expressivo número de chapas às Câmaras Municipais, em todas as
capitais e em centenas de cidades do interior, especialmente nas maiores e mais
importantes.
As alianças do Partido construídas para o Primeiro turno das eleições, e
projetadas para o Segundo turno, seguem a diretriz política de derrotar o
bolsonarismo nas urnas e fortalecer o campo democrático e progressista.
A direção nacional se congratula com o esforço do coletivo militante,
dos Comitês Estaduais e municipais, na construção desse forte projeto
eleitoral, e orienta que o Partido faça das Convenções, mesmo que realizadas no
espaço digital, eventos representativos, amplos, vibrantes que fortaleçam nossa
campanha, e engajem filiados (as), apoiadores(as).
O PCdoB deve ser o centro dirigente e a força motriz de uma campanha
ampla, massiva, criativa, envolvente, com forte presença nas redes sociais, com
uso eficaz do tempo de rádio e TV, onde houver. Uma campanha que desperte a
esperança do povo e apresente uma plataforma compromissada com democracia, a
vida. emprego, renda, a proteção social e o crescimento econômico das cidades.
Conforme a realidade da pandemia em cada cidade, realize, com a obediência às
orientações sanitárias, eventos presenciais que engaje lideranças do povo na
nossa campanha.
Vamos à luta para eleger nossos candidatos, candidatas, nossos aliados. Pela vitória do projeto eleitoral do PCdoB, pela vitória do campo político da vida, da democracia, do emprego, do progresso social e econômico e pela derrota do bolsonarismo.
Do Portal PCdoB

Vetos a projeto de lei para agricultura familiar contrastam com medidas para grandes ruralistas.
Paralelamente ao contexto de veto parcial à proposta que socorre agricultores familiares durante a pandemia, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) concedeu recentemente ao agronegócio o usufruto de diferentes benefícios. Entre estes, promulgou, no ultimo dia 19, três pontos da chamada “Lei do Agro” que haviam sido vetados pelo Congresso Nacional.
Resultante da Medida Provisória (MP) 897, a nova legislação criou facilidades para o acesso a crédito e financiamento de dívidas de grandes produtores rurais, desonerou o segmento nas contribuições relativas à Seguridade Social e em taxas de cartório, entre outros aspectos. Pouco debatida publicamente, a MP passou ao largo das propostas mais midiáticas do Congresso e também trouxe a possibilidade de abertura do financiamento do agronegócio para inserção do capital estrangeiro.
O texto foi demandado pelos ruralistas e contou com forte articulação da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, nome de força na Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), que reúne os representantes do grupo no Congresso.

Já no Projeto de Lei (PL) 735/2020, que prevê medidas emergenciais para agricultores familiares, Bolsonaro retirou, na última terça (25), diferentes pontos, como o fomento de R$ 2.500, em parcela única, para cada unidade familiar. O benefício poderia chegar a R$ 6 mil, no caso de mulheres agricultoras, mas agora só passará a valer se o Legislativo derrubar o veto do presidente.
Também foram excluídos do texto do PL 735 a previsão de um aporte de recursos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), a renegociação de dívidas de pequenos agricultores e a concessão de um auxílio emergencial de cinco parcelas no valor de R$ 600 para o segmento.
Na justificativa, o chefe do Executivo alegou que não havia previsão orçamentária e financeira para as medidas e disse que os agricultores familiares poderiam receber o auxílio emergencial em vigor na condição de trabalhadores informais. A categoria tem afirmado, no entanto, que a eventual inscrição no benefício atual traria consigo o risco de exclusão do acesso a programas e políticas destinados ao campo, pois faria com que o segmento ficasse descaracterizado aos olhos do Estado.
“Os vetos são, na verdade, uma demonstração clara de que a agricultura familiar não tem prioridade nem lugar na política do governo (1:26)”, critica Alexandre Pires, da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA).
Outras medidas compõem a lista de afagos de Bolsonaro ao agronegócio durante a crise do coronavírus. O Plano Safra 2020/2021, por exemplo, lançado em junho, no auge da pandemia, foi tachado por movimentos populares de “Plano da fome” porque excluiu do seu escopo de atuação a produção de alimentos da agricultura familiar.
Criado no país em 2003, o programa trata de crédito para investimentos e custeio da produção rural. Para o novo biênio, estão previstos mais de R$ 236 bilhões em recursos, que deverão se concentrar no agronegócio. O setor é ligado à monocultura de exportação, especialmente na produção de grãos, enquanto a agricultura familiar é mais voltada para a produção de alimentos.
Para o Nicolau Bussons, da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), no Ceará, esse tipo de medida demonstraria uma tentativa de ofuscar a pequena agricultura do cenário nacional.
“Parece que está ficando cada vez mais clara a intenção não só de eliminar as políticas públicas voltadas pra agricultura familiar, mas acho que a ideia do governo é eliminar do cenário nacional a terminologia ‘agricultura familiar’. O governo tem insistido, nos seus documentos oficiais, que daqui pra frente não existe mais essa diferenciação entre agronegócio e agricultura familiar”, aponta Bussons, afirmando que a iniciativa se insere também na disputa de narrativa entre os dois campos, tradicionais adversários ideológicos.
Superestima
O conflito entre os dois segmentos está também diretamente ligado à desigualdade de acesso à terra no país. Vinculado a grandes extensões rurais, o agronegócio está, muitas vezes, associado à concentração e à especulação imobiliária. Dados oficiais mostram que menos de 1% das propriedades rurais respondem por quase metade de toda a extensão rural do país, ao mesmo tempo em que quase 50% das propriedades têm menos de 10 hectares, ocupando somente 2,3% da área rural total do Brasil.
Por esse motivo e também pelo fato de o ruralismo não ser diretamente voltado à produção de alimentos, o presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária (Abra), Acácio Zuniga Leite, sublinha que o setor do agronegócio seria superestimado no país.
“Apesar de todos esses benefícios que eles recebem, a agropecuária, por exemplo, só representa 5% do PIB brasileiro. Não tem essa importância econômica toda, não. Eles insistem que são 30% do PIB, mas isso porque eles juntam tudo o que vem antes e depois da porteira. Se você comprou qualquer coisa no Carrefour, por exemplo, isso entra na conta do agronegócio, então, tem essa superestimação. É como se eles ‘roubassem’ um pouco do setor industrial e um pouco do setor de serviços pra criar esse guarda-chuva, que é muito maior do que eles mesmos”, destrincha o dirigente.
Deterioração
Coordenador do Grupo de Estudo das Políticas Públicas do Mundo Rural da UVA, o professor destaca a deterioração das políticas de Estado voltadas à agricultura familiar. O problema se agravou especialmente nos últimos quatro anos, com a deposição da presidenta Dilma Rousseff (PT) e um maior fortalecimento do agronegócio no cenário político do país.
Em um resgate histórico, Bussons lembra que o setor sempre teve primazia no país, com influência nos diferentes governos.
“Mas o que há de novo é esse agravamento do problema, que traz uma certa angústia, uma ansiedade em saber como a agricultura familiar vai ser viabilizada daqui pra gente. O que já era pouco está sendo praticamente dizimado, seja no que se refere à disponibilidade de recursos para políticas que já existiam, seja porque as que ainda existem estão sendo asfixiadas pouco a pouco, e ainda com essa questão tão grave que é o esquecimento da terminologia ‘agricultura familiar’”, analisa.
Fonte: vermelho.org.br

PRESIDENTA DO PCDOB NACIONAL, LUCIANA SANTOS
Clic: https://movimento65.org.br

Divanilton Pereira - Presidente Estadual o PCdoB/RN

Por OLGA AGUIAR - PCDOB/RN
MOVIMENTO 65
Mais Mulheres na Política:
Nessa direção, a política é o meio decisivo para se descortinar uma nova realidade. Contudo, a velocidade e a intensidade dessas conquistas advém da participação direta das mulheres.
Este ano teremos eleições municipais. Abre-se mais uma frente para as mulheres intervirem e disputarem os seus espaços. Eleger Prefeita e/ou Vereadora é uma diretriz que o Partido se empenha com afinco.
Em torno dessa luta constituímos o Núcleo de Apoio às Candidatas do PCdoB.
A partir desta semana este Núcleo iniciará uma série de diálogos virtuais com as Camaradas - pré-candidatas ou não - sobre o acompanhamento das campanhas das Mulheres em seus respectivos Municípios.
Para isso, contamos com o apoio de todas as direções dos Comitês Municipais.
Firmes na luta!