ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

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CAMPANHA MOVIMENTO 65

domingo, 3 de maio de 2020

PALAVRA DA LÍDER - Venceremos dois vírus que corroem o país: corona e fascismo bolsonarista



Bolsonaro desrespeita orientação da OMS de isolamento social
Por: Perpétua Almeida
O planeta vive um dos momentos mais desafiadores do século. O Brasil enterra seus mortos em covas rasas. Até aqui já são mais de 60 mil brasileiros contaminados e, infelizmente, mais de 5 mil mortos que deixam familiares e amigos num estado de dor sem precedentes.
Enfrentamos globalmente essa pandemia de coronavírus, que muitos estadistas consideram a terceira guerra mundial. O caos na saúde pública está instalado. É preciso um esforço concentrado para salvar vidas. Mas o presidente Bolsonaro continua a se comportar como se estivéssemos enfrentando uma gripezinha. É um irresponsável que prioriza o seu umbigo, seus desejos e de seus filhos.

E, no meio deste caos, o Brasil está tendo que gastar energia para debelar grave crise política interna, criada pelo próprio presidente de extrema direita, Jair Bolsonaro. 

Como ignorar as denúncias levantadas pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, que revelou crimes de responsabilidade do presidente da República? E por outro lado, como ignorar as denúncias de Bolsonaro contra Moro? Nós do PCdoB formalizamos pedido de abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI)  para apurar urgentemente esses fatos.

Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade, improbidade administrativa e desrespeito à legislação brasileira, previsto no art. 85 da Constituição Federal. Moro no mínimo foi conivente e está também no alvo da Procuradoria Geral da República (PGR).

Quando se revela o interesse de Bolsonaro em ter outro diretor geral da Polícia Federal (PF) para obter acesso a relatórios de inteligência e informações sobre investigações, vem à tona o crime de prevaricação, previsto no art. 319 do Código Penal. Esse crime fica claro, porque Bolsonaro agiu por razões políticas para satisfazer interesse pessoal. Hoje ele insistiu nisso e oficializou amigos no comando da PF e da Justiça.

Para piorar a situação, a imprensa mostra que o então diretor geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, foi exonerado justamente após a PF identificar o filho do presidente, Carlos Bolsonaro como articulador do esquema criminoso de fake news, que montou gabinete de ódio no Palácio do Planalto para atacar reputações usando dinheiro público. O objetivo era impedir que fosse desvendado o elo entre o filho zero 2 do presidente e a campanha nas redes sociais contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e Congresso Nacional.

O inquérito aberto pelo STF, em março de 2019, está próximo de encerrar a fase de investigação. Nas próximas semanas, a imprensa destaca que devem começar operações de busca e apreensão, inclusive com a prisão de aliados do governo.

Nesta semana, o ministro do STF, Celso de Mello deu sinal verde para a investigação de Bolsonaro e de Moro. A PGR pediu inquérito para esclarecer se houve a prática de crimes de falsidade ideológica, coação no curso do processo, advocacia administrativa, prevaricação, obstrução de justiça, corrupção passiva privilegiada, denunciação caluniosa e crime contra a honra.

O MPF também apontou tentativa do presidente de interferir no Exército. Em 17 de abril, Bolsonaro exigiu a revogação de portarias que monitoram a produção, rastreamento e distribuição de munições feitas no Brasil e importadas. A quem o presidente estaria ajudando, tendo em vista que suspendeu monitoramento e rastreamento de munições? Milicianos, organizações criminosas e bandidos em geral devem estar fazendo a festa. Sobre isso apresentei na Câmara dos Deputados projeto de Decreto Legislativo para restabelecer as portarias, dificultando assim a vida dos bandidos.
Nós da Bancada do PCdoB estamos mobilizados em defesa da vida dos brasileiros, da manutenção dos empregos, e vigiando Bolsonaro para que não rasgue a Constituição e não golpeie nossa democracia. Venceremos o Covid-19 e Bolsonaro, o mensageiro da morte!
*Deputada federal pelo Acre e líder do PCdoB na Câmara.

TRABALHO PCdoB reforça defesa dos trabalhadores durante pandemia

Bancada defende garantia do emprego e da renda para que trabalhadores possam superar a crise sanitária.

Por: Márcia do Amparo*

A Declaração Universal dos Direitos Humanos estabelece que “todo ser humano tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego”, com remuneração justa e satisfatória às suas necessidades. Nesta sexta-feira, 1º de maio, onde o Dia do Trabalhador é celebrado, milhões de brasileiros vivem o medo de perder o emprego e não assegurar o sustento das suas famílias.
“É desolador ver tantos brasileiros perdendo o emprego, em um momento extremamente crítico para as famílias brasileiras. A saúde e a economia são os setores que estão sendo mais fortemente atingidos e as nossas decisões e atitudes devem ser voltadas a evitar ao máximo o sofrimento da população”, afirma o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA).
Apesar de todo cidadão ter direito ao trabalho, no Brasil o desemprego atinge mais de 12,3 milhões de pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com a pandemia do novo coronavírus, o cenário se intensifica. A previsão é que o desemprego suba de 11,6% para 17,8% neste ano, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).
Para a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), com Bolsonaro, o Brasil caminha para o caos econômico e social. “O governo não tem políticas que promovam emprego e renda e que protejam os direitos trabalhistas. Neste 1º de maio, homenageamos os trabalhadores e reforçarmos a luta contra nossos dois grandes inimigos: Bolsonaro e o coronavírus”, afirma a parlamentar.
Na perspectiva de garantir o emprego e a renda dos trabalhadores durante a pandemia, a bancada do PCdoB tem encabeçado a luta pela aprovação de um programa destinado a este fim. Segundo a líder da bancada, deputada Perpétua Almeida (AC), “a legenda tem feito o esforço de articular e aprovar leis para ajudar os trabalhadores neste período da pandemia”. “Esse ano, o 1º de maio é de solidariedade e para garantir que os trabalhadores possam ficar em casa para se proteger dessa pandemia de coronavírus, nossa luta agora é para aprovar o Programa de Proteção do Emprego e da Renda dos Trabalhadores”, disse.
O texto deve ser relatado pelo deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), conforme anunciado pelo parlamentar em sua conta no Twitter. Segundo ele, em meio à pandemia, a luta deve priorizar a defesa da vida, dos empregos e da democracia. “Aprovamos o auxílio emergencial. Agora, serei relator da lei para preservar os empregos durante o isolamento social. Dessa maneira, vamos garantir que cada família tenha seu ganha-pão e possa ficar em casa”, disse.
O deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA) também ressaltou a importância da defesa dos direitos dos trabalhadores em tempos de pandemia. “Além do coronavírus vivemos tempos de graves ataques aos direitos, de aumento de desemprego e piora nas condições de vida. Mais que nunca é preciso unir forças em defesa dos trabalhadores”, afirmou.
Em meio à grave crise sanitária, o dia de luta nas ruas foi transportado para o ambiente virtual. As centrais sindicais organizaram um grande ato online, reunindo diferentes campos políticos na luta pela garantia dos direitos dos trabalhadores.
“Hoje estamos em ato nacional e nos estados de forma online, mas sem sair da luta pela proteção do emprego, da renda e do trabalhador! Vamos juntos mobilizados, sempre”, afirmou a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).
A deputada Professora Marcivânia (PCdoB-AP) também falou sobre o dia e homenageou os trabalhadores que não podem parar durante esse isolamento social. "Agradecemos aos médicos, garis, caixas de supermercado, profissionais do transporte público e tantos outros que não podem parar. Que saiamos dessa crise mais solidários e no próximo ano tenhamos o que comemorar", disse.
*Ascom deputado Daniel Almeida

PCdoB disponibiliza orientações sobre a Comunicação na pré-campanha


Visando às eleições municipais deste ano que mantém o calendário definido por Lei, o Partido Comunista do Brasil  (PCdoB) disponibiliza às direções estaduais, municipais, pré-candidatos e pré-candidatas da legenda, um conjunto de orientações de como fazer a Comunicação neste período de pré-campanha eleitoral.
Seguindo resolução da direção nacional referente às eleições deste ano, a instrução da Comunicação do PCdoB ressalta que apesar do grave momento, de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus e de isolamento social, “devemos tirar lições e apontar saídas, nos debates de ideias, com soluções políticas e ações programáticas, sempre visando o cuidado com a vida das pessoas e a solidariedade com o nosso povo”.
O guia com orientações iniciais da comunicação traz o calendário eleitoral de 2020, aborda a questão das regras eleitorais voltadas para a pré-campanha; sugere ações, já que segundo as regras eleitorais, é permitido mencionar e divulgar a pretensão à candidatura, realizar ações políticas, participar de entrevistas, programas, debates e encontros (pela internet), além de divulgar posicionamento pessoal sobre questões políticas.
Clique abaixo para acessar as orientações iniciais em PDF:
Manual Eleitoral 2020
Um manual mais completo sobre as eleições 2020 está sendo elaborado em conjunto pelas secretarias do PCdoB e estará à disposição da sua militância na primeira quinzena de maio.
Do Portal PCdoB

Nota PCdoB: Primeiro de Maio de luta, solidariedade e esperança

A presidenta nacional do PCdoB, Luciana Santos, nesta sexta-feira (1º/5), Dia Internacional do Trabalhador, emite nota em alusão ao tema. O documento intitulado “Primeiro de Maio de luta, solidariedade e esperança”, diz que esse dia carrega um “significado épico, com as bandeiras contemporâneas por direitos, e se irmana à jornada humanitária para que o direito à vida das pessoas seja garantido”.

A nota salienta que a data serve para reflexão sobre “os limites do capitalismo, que novamente revela sua superação histórica, ao se mostrar incapaz de cuidar da saúde e da vida das populações – com milhares de pessoas perdendo a vida sem assistência médica e hospitalar necessárias”.
O texto ressalta ainda o cenário de crise aguda em que atravessa o Brasil e o mundo com a pandemia do coronavírus, que vem “ceifando a vida de milhares de pessoas pelo mundo e empurrando a economia para uma grave depressão”.
A nota da presidência reforça ainda o agravamento da tragédia para o Brasil, que tem no comando do país, Jair Bolsonaro, que mantém permanentemente em guerra com os governadores e nega cooperações com o Brasil.
“A situação se torna mais grave também com a inação do presidente diante dos efeitos da crise econômica. É incapaz de proteger o emprego, o salário dos trabalhadores, de socorrer as micro, pequenas e médias empresas e de defender a economia nacional como um todo”.
O documento afirma que Bolsonaro demonstra “reiteradamente que não está à altura de exercer o papel de chefe do Estado brasileiro”.
Confira a íntegra da nota abaixo:
Primeiro de Maio de luta, solidariedade e esperança
Desde que o Dia Internacional dos Trabalhadores foi instituído, o seu transcurso, em vários momentos da história, se deu sob condições dramáticas, com o planeta envolto em grandes tragédias, a exemplo das duas guerras mundiais ou de quando ditaduras soterraram a democracia em países pelo mundo afora. Mesmo nessas circunstâncias extremas, a classe trabalhadora teve a grandeza e a clareza de celebrar sua data magna, empreendendo conjuntamente a defesa de seus direitos e projetos emancipatórios com as bandeiras da nação e mesmo da humanidade. Assim, nas guerras se bateu pela paz; nas ditaduras batalhou pela democracia e a liberdade.
Mais uma vez, o Primeiro de Maio transcorre num cenário de aguda crise, com a pandemia do coronavírus ceifando milhares de vidas pelo planeta e empurrando a economia mundial a uma grave depressão. O vírus não escolhe vítimas, atinge a população como um todo, mas os que mais sofrem são os(as) trabalhadores(as) e suas famílias. Impelidos a enfrentar essa grave situação em condições precárias – e sofrendo as consequências da falta de emprego e salário, de falta de saúde pública, vítimas das políticas que jogam em seus ombros o ônus dos efeitos da crise econômica – tornam-se mais expostos e vulneráveis à letalidade da covid-19.
Neste ano o Dia Internacional dos Trabalhadores se realiza, no mundo inteiro, com o significado épico que carrega, com as bandeiras contemporâneas por direitos, e se irmana à jornada humanitária para que o direito à vida das pessoas seja garantido. O que se conjuga, harmonicamente, com a nossa histórica e contemporânea bandeira do socialismo, sempre erguida nas comemorações do Primeiro de Maio.
A data tem todo esse significado e também serve para reflexão sobre os limites históricos do capitalismo, que novamente revela sua superação histórica, ao se mostrar incapaz de cuidar da saúde e da vida das populações – com milhares de pessoas perdendo a vida sem assistência médica e hospitalar necessárias.
No Brasil, a propagação do vírus se encaminha para seu pico. No mês de maio, pelos estudos das autoridades sanitárias, irá crescer enormemente o número de perdas de vidas. O cenário ganha mais dramaticidade pela irresponsabilidade do presidente da República, Jair Bolsonaro, fazendo campanha sistemática contra o isolamento social, a única forma eficiente de controle da Covid-19, conforme os protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e também da ampla maioria das autoridades sanitárias de nosso país.
Bolsonaro contribui para agravar a tragédia, ao negar ajuda aos Estados e municípios e manter permanente guerra contra os governadores, quando deveria promover a cooperação e a união.
A situação se torna mais grave também com a inação do presidente diante dos efeitos da crise econômica. É incapaz de proteger o emprego, o salário dos trabalhadores, de socorrer as micro, pequenas e médias empresas e de defender a economia nacional como um todo.
Ao demonstrar reiteradamente que não está à altura de exercer o papel de chefe do Estado brasileiro, por não cumprir seus compromissos constitucionais para conduzir o país nesta grave crise, Bolsonaro joga milhões de brasileiros na rua da amargura, entregues à própria sorte. Empurra o país para uma grave recessão, provocando uma quebradeira das empresas.
Os que se encontram nessa situação ainda enfrentam o descaso do governo sobre questões essenciais para a proteção à vida, como a criminosa protelação do pagamento da renda emergencial aprovada pela Câmara dos Deputados. Com isso, os mais pobres são os mais castigados.
Neste Primeiro de Maio, merecem nossa homenagem especial os profissionais de saúde e das demais categorias de trabalhos essenciais, que trabalham dia e noite, muitas vezes sacrificando a própria vida, para que o isolamento social seja possível, para que o país enfrente a crise. É imperativo assegurar a esses profissionais, sobretudo da saúde, os equipamentos e as condições necessárias de segurança.
Esse é o cenário do Primeiro de Maio deste ano. Mas a classe trabalhadora reage com fibra, organizando comitês de solidariedade para socorrer os mais necessitados. Mesmo com o isolamento social, suas entidades – em especial as centrais sindicais – encontram meios para dialogar com o Congresso Nacional e organizar ações de socorro às urgências dos trabalhadores e suas famílias.
A ampla e unitária programação do Dia Internacional dos Trabalhadores, que ocorrerá pela internet obedecendo às recomendações sanitárias, mostra o dinamismo do movimento sindical. Nela estão as bandeiras históricas dos trabalhadores e a defesa da vida, com todas as reivindicações necessárias para enfrentar a crise econômica e a pandemia, como a democracia, o emprego, o salário e os interesses nacionais. 
O PCdoB do mesmo modo que exige que se investigue as graves acusações de crime de responsabilidade que pesam sobre Bolsonaro, pressiona o governo federal, neste momento crítico, para que cumpra suas responsabilidades de prover e defender a Nação no combate à pandemia.
Partido Comunista do Brasil (PCdoB), que em seu quase um século de existência sempre teve presença nas grandes lutas da Nação, neste momento se desdobra para exercer ativa solidariedade ao povo.
Para os comunistas, a vida e a saúde das pessoas estão em primeiro lugar e, dessa forma, atuam intensamente na defesa dos interesses dos trabalhadores. Ao mesmo tempo, o Partido atua para manter alta a bandeira da esperança, ajudando a edificar uma ampla frente de salvação nacional em defesa da vida, da democracia, do emprego e da renda. Com essa ampla união, o Brasil irá vencer a pandemia e superar a crise.
Viva o Primeiro de Maio Solidário! 
Em defesa da vida, da democracia, do emprego, da renda
Por uma ampla Frente de salvação nacional
Basta de Bolsonaro!
Recife, 1º de Maio de 2020
Luciana Santos
Presidenta do Partido Comunista do Brasil (PCdoB)
—–
Do Portal PCdoB


sexta-feira, 1 de maio de 2020

Bolsonaro diz que todo esforço para achatar curva da COVID-19 foi 'inútil'

O presidente Jair Bolsonaro em sua live semanal

O presidente Jair Bolsonaro em sua live semanal

Foto: Reprodução (30.abr.2020)
da CNN, em São Paulo
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse nesta quinta-feira (30) que todo o esforço para achatar a curva de transmissão do novo coronavírus no Brasil foi inútil. "70% da população vai ser infectada. Pelo que estamos vendo agora, todo empenho para achatar a curva foi praticamente inútil", disse, sem citar dados, durante sua live semanal nas redes sociais.
A declaração acontece em um dia que o Brasil ultrapassou a China em número de casos confirmados da COVID-19. De acordo com o último balanço do Ministério da Saúde, o país tem 85.380 diagnósticos positivos e 5.901 vítimas fatais.
"Agora a consequência disso [esforços para achatar curva] é o desemprego", continuou Bolsonaro. "O povo quer voltar a trabalhar. Todo mundo sabe que, quanto mais jovem, menos problema de ter consequência danosa".
A sugestão do presidente contraria a posição do ministro da Saúde Nelson Teich que, mais cedo, disse que "ninguém está pensando em relaxar o isolamento".
Ao encerrar transmissão, Bolsonaro disse querer demonstrar solidariedade aos familiares das vítimas da doença. "São seres humanos, não interessa se tinham comorbidade ou idade", disse. "Minha mãe tem 93 anos, espero vê-la com vida por bastante tempo. Fico bastante abatido, assim como todos".
Direção-geral da PF
O presidente dedicou 13 dos 27 minutos do pronunciamento para defender a indicação de Alexandre Ramagem à direção-geral da Polícia Federal. Desde que a nomeação foi barrada por decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes nesta quarta-feira (29), Bolsonaro já se manifestou sobre o tema diversas vezes, dizendo que seria dever da AGU (Advocacia-Geral da União) recorrer da suspensão e que, em breve, "sonho" de Ramagem no mais alto cargo da PF se concretizaria.
O ministro suspendeu a nomeação na esteira das acusações do ex-ministro da Justiça Sergio Moro de que o presidente estaria tentando interferir politicamente na PF, pedindo informações sobre investigações em andamento. Moraes justificou a suspensão da nomeação com o fato de que a Suprema Corte abriu inquérito para apurar as afirmações de Moro.
Ele leu vários pontos do currículo de Ramagem e ressaltou que só o conheceu após o delegado fazer parte de sua equipe de segurança, em novembro de 2018. "Nasceu uma amizade, assim como fazemos amizade com uma pessoa que trabalha na sua casa", disse, citando que o policial foi ao casamento de um de seus filhos.
O presidente rogou que Moraes e os demais ministros do STF revejam a decisão. "O único crime do Ramagem é ter participado da minha segurança, sua proximidade para comigo", disse. "[Com a posse de Ramagem], todo mundo ganha, o presidente ganha, a população ganha".

"1º de Maio fortalece a unidade para virar o jogo", diz Adilson Araújo

Portal CTB: Como você avalia o cenário do 1º de maio deste ano e qual será o espírito das atividades via internet programadas para o dia
Adilson Araújo: O cenário é conturbado. O mundo agoniza e o sistema capitalista vai se mostrando incompetente. Esperamos que o 1º de Maio seja um momento de reflexão para fortalecer a unidade das centrais sindicais, a unidade do campo democrático popular, dos que defendem a democracia e que estão preocupados com o recente posicionamento do presidente da República (participação em atos que pediam a volta da ditadura e do AI 5). A postura adotada ultrapassa o Estado democrático de direitos. Portanto, o 1º de Maio é o momento de fortalecer os laços de unidade e solidariedade.

Portal CTB: Que comparações a gente pode fazer com as lutas atuais e as lutas históricas do primeiro de maio. O que mudou ou retrocedeu?
Adilson Araújo: É emblemático que em pleno século 21, pela importância histórica que tem o 1º de Maio, o marco que são as lutas de Chicago, em 1886, mas que se consolida como um dia internacional da classe trabalhadora em 1889, nos deparamos com a dimensão de que temos muitos dilemas a serem tratados. A crise também impõe novos paradigmas. A bandeira que uniu a classe trabalhadora no final do século 19 que foi a redução da jornada de trabalho para oito horas, porque naquele período as jornadas exaustivas eram de 16, 17, 18 horas, se mostra cada vez mais atual. Se naquele tempo a gente reivindicava oito horas, hoje esses trabalhadores da plataforma digital chegam a trabalhar 20 horas no final de semana. A regra é desumana e a grande maioria desses trabalhadores não tem contrato, não tem jornada, não tem direitos, garantias, só tem deveres de ser ágil na entrega da mercadoria. A plataforma é moderna, mas as relações de trabalho são as piores possíveis. Não tem o pelourinho, não tem o chicote – mas a violência praticada indiretamente institui um trabalho penoso que tem causado mortes como o caso de um trabalhador que teve um mal súbito e morreu.

Portal CTB: O golpe de 2016 tinha como alvo a classe trabalhadora e os sindicatos?
Adilson Araújo: O governo Lula iniciou um ciclo mudancista na vida brasileira que valorizou o salário mínimo, que chegou a ser valorizado em mais 70%, o que não acontecia há 50 anos. A maioria das categorias alcançou aumento real, recuperando o poder de compra dos seus salários. Foi estabelecido um diálogo social importante no Brasil com a participação em conselhos. Em dezembro de 2014, havia importantes políticas de geração de emprego e renda, e a taxa de desemprego era 4,3%. Daí veio a restauração neoliberal com o golpe (impeachment de 2016 que destituiu a presidenta Dilma Rousseff) que implementou a agenda de maldades com a reforma trabalhista, terceirização generalizada, reforma da Previdência – ou seja, aumentou o número de óbitos, precarização do trabalho, se jogou toda a carga para flexibilizar direitos.

Portal CTB: Quais os caminhos que as centrais apontam nesta resistência em defesa dos direitos da classe trabalhadora e da democracia?
Adilson Araújo: Temos que lutar para garantir a nossa sobrevivência. O governo quer acabar com a ordem social, quer destruir os direitos alcançados pela Constituição Federal e também acabar com os sindicatos. O Rogério Marinho e o Paulo Guedes seguem obcecados em acabar com os sindicatos que, mesmo em um ambiente de crise, ainda é uma fonte importante de resistência. O movimento sindical tem essa capacidade de nuclear importantes segmentos. Temos uma classe trabalhadora ativa, participativa, que elegeu um operário presidente da República. Eles têm grande receio de que a classe trabalhadora possa virar o jogo por isso jogam as cartas para asfixiar o movimento sindical. Neste momento, precisamos ter consciência do quanto é primordial e fundamental a manutenção da unidade. Ter sensibilidade de que a crise gera oportunidades e acumular forças políticas e virar o jogo para criar caminhos para um Brasil próspero e soberano.
Por Railídia Carvalho

FAÇA UM VOTO CONSCIENTE. MAS CONSCIENTE DO QUÊ?

Prazo para regularizar título de eleitor termina segunda -
Uma das frases mais ouvidas em época de eleições é faça um voto consciente. Certamente você já ouviu isso algumas vezes nessa época de campanhas. Mas a verdade é que o voto consciente é muito mais fácil falado do que dito. O que é um voto consciente? Qual seria sua fórmula? Que passos você deve seguir para ter certeza de que você está fazendo uma boa escolha? Vamos aqui trazer algumas ideias que você deve ter em mente na hora de escolher seus candidatos.
A princípio, quando se fala em voto consciente, faz-se referência à importância de um voto tomado a partir de informações adequadas. Que apontem ao eleitor que o votado é quem está mais apto a atender às demandas da população. Além disso, trata-se também de um voto “desapegado”: antes de pensar em vantagens pessoais, o eleitor deve pensar na coletividade, nas pessoas que o rodeiam: o que elas querem? O que eu acredito que elas precisam? É esse tipo de questionamento que deve estar na mente de um eleitor na hora de definir seu voto.
Dessa forma, um voto consciente é feito com a consciência de que foi feita uma escolha adequada. Você deve ser capaz de dizer: com um conhecimento adequado sobre os candidatos em questão, escolhi aquele que acredito estar mais apto a gerir o patrimônio e o interesse públicos.

COMO VOTAR CONSCIENTE?

Enumeramos algumas das melhores práticas na hora de definir um voto consciente. Veja:

1) Conheça os cargos a que os candidatos estão concorrendo

Em 2018, por exemplo, temos eleições para os cargos de deputado estadualdeputado federalsenadorgovernador e presidente da república. Todos esses cargos possuem diferenças em relação a suas funções. Aqui no Politize!, você aprende em detalhes os deveres e responsabilidades desses cargos, além do sistema eleitoral sob o qual cada um é eleito. Muitas vezes um candidato pode ser uma ótima pessoa, mas simplesmente não ter perfil para o cargo a que está concorrendo.

2) Conheça os candidatos, partidos e/ou coligações

Em primeiro lugar, cada candidato deve elaborar e apresentar um programa de governo. Conheça as propostas principais de cada candidato e veja com quais delas você mais se identifica. A afinidade ideológica é muito importante, afinal existem grandes ideias sobre a melhor maneira de gerir uma sociedade.
Entretanto, falta considerar um aspecto importante: a lisura do candidato. Seria aquele um candidato corrupto, interessado apenas no que ele pode ganhar para si com a política? Qual o seu passado?
Algo que contribui para um voto consciente é perceber se o candidato possui uma vida dedicada à política. Estar envolvido com a política há muito tempo pode ser um sinal positivo – já que pode demonstrar que o candidato realmente se dedica a isso – como negativo, afinal, existe a possibilidade de ele estar envolvido em negociatas escusas que existem nesse meio.
De qualquer forma, saber a história do seu candidato em detalhes revelará coisas importantes sobre seu passado e suas convicções e lhe dará uma ideia melhor sobre sua aptidão ao cargo em questão. E como ir atrás dessas informações? O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mantém um site com diversas informações sobre os candidatos durante as eleições. A internet oferece farto material sobre a política brasileira e pode trazer muitas informações sobre os candidatos que você está avaliando.
Além disso, o horário eleitoral gratuito pode ser uma importante ferramenta nessa tarefa, apesar que de que você deve levar em conta que os principais candidatos possuem mais tempo de propaganda, como também são respaldados por equipes profissionais de marketing, que calculam todos os movimentos deles, tornando-os mais agradáveis publicamente.
Outro ponto importante é: em que partido ele milita? Esse partido formou coligações com outros partidos? Quais foram eles? Tudo isso é importante, afinal não há candidaturas avulsas no Brasil.

3) Conheça as regras do jogo

As eleições podem ser encaradas como um grande jogo, uma disputa condicionada a um conjunto de regras que as tornam (em teoria) mais justas e democráticas.
Todos esses detalhes contam bastante para o voto consciente, além de que é importante que você como eleitor os entenda.

4) Saiba em detalhes as opções que você tem na hora de votar

Para um voto consciente, não esqueça os números de seus candidatos! De preferência, anote-os e leve com você no dia da votação. Você pode sempre anular seu voto ou deixá-lo em branco. É um direito seu, apesar de que ambos acabam por invalidar seu voto e ter pouco impacto na apuração do resultado (apenas dá uma forcinha para o candidato mais votado). Cabe a você decidir se anular o voto é mesmo a decisão mais acertada.

5) Não venda seu voto!

Além de ser uma prática ilegal, tratar seu voto como mercadoria é de um descaso inadmissível. Ao fazer isso, você já elege uma pessoa que se utilizou de métodos imorais para chegar a um mandato político. Seu trabalho junto ao poder público já nasce manchado e não tem a menor garantia de que será pautado em prol do cidadão. E você abdica de seu papel como cidadão. A democracia é jogada no lixo.

6) A importância do voto consciente

Todos estamos carecas de ouvir sobre a importância de votar. Desde pequenos nos falam que votar é uma questão de cidadania; que é um direito social conquistado a duras penas no Brasil; e que é expressão da vontade popular, que é soberana em uma democracia.
Infelizmente, votar parece ser mais uma daquelas situações em que existe uma grande dificuldade de se associar a ação à sua consequência. Muitos acreditam que não faz a menor diferença gastar tempo pensando no melhor candidato – afinal, dizem, eles são todos iguais e no fim das contas sempre se revelam corruptos.
Além desse grupo de pessoas descrentes da política, existem aqueles que negociam seu voto por vantagens pessoais, como cargos comissionados e benesses “informais” (para não dizer ilegais) junto ao poder público – apenas mais um dos traços do patrimonialismo ainda presente no Estado brasileiro. Ainda existem aqueles que acreditam que a política é um jogo de cartas marcadas e que os políticos são apenas fantoches na mão das pessoas e empresas que realmente possuem o poder.
O fato é que um voto consciente sempre será melhor do que um voto não consciente: um voto vendido, anulado, ou feito na brincadeira. Se existem problemas que precisam de uma mudança que vai além da consciência ou da instrução dos eleitores, eles não podem impedir ninguém de exercer sua responsabilidade como cidadão.
Por tudo isso, nestas eleições, não se esqueça: vote consciente! E conte com o Politize! para cumprir essa missão.