ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65
CAMPANHA MOVIMENTO 65

sábado, 11 de agosto de 2018

HOJE (11/08) DIA DO ESTUDANTE, TEMOS ALGO PARA COMEMORARMOS?

Cartaz do CPC/RN
Hoje (11) comemorado o DIA DO ESTUDANTE, apesar de não termos muita coisa para comemorar, pois a realidade atual nos deixam muito preocupados pelo fato das políticas adotadas pelo governo federal não muito a favor dos estudantes brasileiros, pois sérias as ameaças de tiradas de DIREITOS GARANTIDOS COM MUITO LUTA E DETERMINAÇÃO, como o FIES, as ameaças com a "implantação da Escola sem Partido", cortes nas vagas nas universidades via o FIES, entre tantas outras mazelas vinda do desgoverno Temer, além disso temos aqui no Rio Grande do Norte o fechamento do Núcleo da UERN em Nova Cruz, região do Agreste Potiguar, previsto para o final de setembro próximo. E isso tudo acontecendo e "EU AQUI NA PRAÇA DANDO MILHOS AOS POMBOS", portanto ou vamos para as ruas para garantimos nossos direitos ou aos poucos os perderemos. Portanto que hoje sej um dia de REFLEXÃO para podermos amadurecermos as idéias e IRMOS PARA A LUTA! Façamos a nossa parte! Lutemos! Abraço do Eduardo Vasconcelos, presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN e coordenador da Comissão em Defesa dos Campus da UERN e UFRN.

Dia do Estudante. O Dia do Estudante é uma data especial, pois é uma homenagem a todas as pessoas que valorizam o conhecimento e o crescimento pessoal. É comemorado em 11 de agosto porque esta é a data em que foram criados os dois primeiros cursos de nível superior no país: ciências jurídicas e ciências sociais.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Trabalhadores e movimentos sociais unidos defendem os direitos do povo

 
Esta sexta-feira, 10 de agosto, será mais um dia de protestos nacionais contra os efeitos do programa de governo implementado por Michel Temer (MDB) desde o golpe que derrubou a presidenta eleita Dilma Rousseff. Organizada pelas principais centrais sindicais do país, com apoio das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, a manifestação defende que a agenda de Michel Temer deve ser rejeitada pelo povo nas urnas. Confira locais dos protestos AQUI.

Por Railídia Carvalho


"O Basta será um grito de denúncia e rebeldia, mas sobretudo, de buscar organizar os 65,6 milhões que estão em condições precárias, informais e no desalento no país. O êxito dessa jornada nacional ecoará nas urnas deste ano e a classe trabalhadora será a maior depositária contra esse modelo", declarou ao Portal Vermelho Divanilton Pereira, presidente em exercício da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Basta de golpe contra o trabalhador e o povo

O dia será marcado por paralisações nos locais de trabalho (petroleiros, condutores e bancários), assembleias, marchas e panfletagem. O ato nacional ocorrerá mais uma vez em frente à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), às 10h, para onde diversas categorias de trabalhadores vão se dirigir em marcha pelas ruas da capital paulista. Sindicalistas também virão do interior participar do ato, entre eles metalúrgicos do ABC paulista.

A combinação Temer/Fiesp/CNI resultou na aprovação da reforma trabalhista e da terceirização, legislações responsáveis pelo aprofundamento da crise econômica e pelo aumento do desemprego e do desalento, denunciam os sindicalistas. 

"O fracasso do golpe no Brasil, em suas dimensões econômica, social e política, provocou um retrocesso civilizacional, sobretudo sobre os que vivem da renda de seu trabalho. As quilométricas filas com homens e mulheres, que sob um forte frio no Vale de Anhangabaú (foto), buscavam emprego nestes últimos dias é a resultante maxima e dolorosa da agenda ultraliberal conduzida por Temer e seus aliados", analisou Divanilton.

Basta de desemprego

O combate ao desemprego é uma das bandeiras do Dia do Basta, que reivindica a revogação da reforma trabalhista, da lei da terceirização e também da Emenda que congelou por 20 anos investimento em saúde e educação. Os trabalhadores também pregam não à reforma da Previdência, que voltou à pauta, e se posicionam contra a privatização das estatais brasileiras.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o Brasil tem 13 milhões de empregados. Entre os empregos criados, cerca de 1 milhão no último ano, 92,2% são precários, ou seja, o trabalhador não consegue obter renda para sustentar a família. 

Basta de precarização

É o caso de trabalhadores dos serviços de limpeza que, na baixada santista, tem recebido R$ 320, 00 por um mês de trabalho (intermitente ou parcial), ou seja, um terço a menos que o salário mínimo.

Segundo Paloma Santos, presidenta do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio e Conservação de Cubatão, Praia Grande, São Vicente, Santos, Guarujá e Bertioga (Sindilimpeza), a reforma trabalhista criou condições para o empresário demitir o trabalhador que faz oito horas para contratar pelo trabalho intermitente ou em tempo parcial. Na prática, nesse tipo de contrato o trabalhador não acessa direitos e não consegue contribuir para a Previdência Social.

Basta de desalento

As estatísticas confirmam a precarização que se consolida no mercado de trabalho brasileiro: Segundo o IBGE são 65,6 milhões de trabalhadores fora da força de trabalho, o que significa que não trabalham e nem procuram emprego. Neste percentual há os desalentados que são os que deixaram de procurar porque não encontraram. Há dois anos o trabalhador conseguia trabalho em seis meses. Atualmente o tempo para conseguir nova colocação é de 11 meses.

“Quando foram à mídia defender a nefasta reforma trabalhista disseram que o fim da CLT e a legalização dos bicos gerariam mais de um milhão de empregos só este ano. O que eles estão gerando é desalento, desespero entre os trabalhadores que aceitam qualquer emprego ou vão trabalhar por conta para a família não morrer de fome”, declarou ao portal da CUT, Vagner Freitas, presidente da central.

Basta de Estado mínimo

As bandeiras que estarão nas ruas nesta sexta-feira fazem parte da Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora, um conjunto de 22 propostas para o país sair da crise e retomar o crescimento com geração de empregos de qualidade. 

“A nossa intenção, com a realização do “Dia do Basta”, é a de convencer a população em geral a aderir ao movimento, que é, resumidamente, um movimento em defesa do Brasil e dos trabalhadores brasileiros, baseado na “Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora”, defendeu Miguel Torres, presidente em exercício da Força Sindical.

O dirigente enfatizou que é hora “de arregaçar as mangas” porque as escolhas econômicas do governo atingiram “os mais humildes”. “É preciso sair às ruas e mostrar todo o nosso descontentamento”, completou o dirigente.

O aumento da mortalidade infantil, após 26 anos em queda, é um dos efeitos do congelamento de gastos proposto e aprovado pelo governo Temer no final de 2016. Estudo da Fiocruz aponta que a mortalidade pode aumentar considerando que o teto de gastos cortou verbas de programas de transferência de renda e saúde da família, por exemplo.

Basta de austeridade fiscal para massacrar o povo
  
“Através da Agenda, as centrais sindicais propõem que o Estado comece a atuar para fortalecer o mercado interno através da geração de emprego de qualidade, através da recuperação dos salários com a reversão da reforma trabalhista. Investimento produtivo e gasto social geram demanda interna. Neste momento de recessão é o Estado que tem que gastar, mas o que acontece neste governo é o contrário”, enfatizou Clemente Ganz, diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).

Confira AQUI a Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora



É justo um juiz ganhar 40 vezes o salário mínimo que 50% não atingem?

 

Carlos Moura/SCO/STF

Enquanto o governo corta direitos dos trabalhadores alegando necessidade de reduzir despesas, o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou proposta de reajuste de 16,38% nos salários de seus magistrados, no orçamento do órgão para 2019. Se o aumento for aprovado pelo Congresso, o salário dos juízes da corte subirá de R$ 33,7 mil para R$ 39 mil. Significa que um ministro ganhará quase 40 vezes o salário mínimo. E, segundo o IBGE, 50% dos brasileiros recebem, em média, 15% menos que o mínimo.


Não é à toa que o Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. O salário almejado pelos magistrados equivale a 31 vezes a renda média mensal no Brasil em 2017, que foi calculada em R$1.268. 

O 1% mais rico da população brasileira, naquele ano, teve rendimento médio mensal de R$ 27.213 – e os ministros poderão receber quase 45% a mais que isso. Mas o ministro Ricardo Lewandowski, autor de um dos votos favoráveis à concessão do auto-reajuste, chegou a dizer que o aumento era "modestíssimo".

Segundo o próprio STF, o impacto do reajuste, por ano, é de R$ 2,77 milhões somente na Corte. Nas outras esferas do Judiciário, seriam outros R$ 717,2 milhões. O reajuste beneficiaria não apenas juízes e membros do Ministério Público, do Tribunal de Contas da União (TCU) e parlamentares.

Como o salário de ministro do Supremo é o teto do funcionalismo e serve de base para outras categorias, o aumento poderá gerar um efeito-cascata nos salários de servidores federais, estaduais e municipais. No total, estima-se que o reajuste acarretaria um impacto de R$ 4 bilhões nas contas públicas.

Uma barreira para a concessão do aumento pode ser a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019, que proibiu a concessão de reajustes para servidores no ano que vem e veda temporariamente a criação de novos cargos no funcionalismo público.

A iniciativa dos magistrados ocorre em um momento de cortes assombrosos de recursos e congelamento de gastos por 20 anos, em todos os setores, previsto pela ementa que instituiu o teto de gastos. Nesse cenário, há ameaça de paralisação do pagamento de 93 mil bolsistas da CAPES, por exemplo. 

A economista Laura Carvalho, professora da Universidade de São Paulo (USP), criticou a proposta vinda do Supremo e lembrou sobre quem pesa a política de austeridade imposta pelo governo de Michel Temer: “Nos jogos vorazes do teto de gastos, já sabemos quem ganha de antemão: o mais forte”, declarou.

Para Alexandre da Maia, professor e coordenador do curso de graduação da Faculdade de Direito do Recife, o STF deu "um péssimo exemplo num momento em há 13 milhões de desempregados, no Brasil, com milhares de pessoas que enfrentam chuva e frio para conseguir um emprego com direitos e garantias cada vez mais precários". Da Maia lembra ainda que metade dos trabalhadores do Brasil recebe o equivalente a menos de um salário mínimo. Para o professor pernambucano "é uma sinalização de falta de percepção da realidade e distanciamento dos problemas sociais que, em tese, o Judiciário diz enfrentar e corrigir”.

Do Portal Vermelho, com agências

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

PCdoB-RN: Convenção confirma Antenor vice-governador da Frente Popular

Vamos fazer a campanha mais bonita da história do Rio Grande do Norte”. A afirmativa é do presidente estadual do Partido Comunista do Brasil, Antenor Roberto, que teve sua candidatura a vice-governador na coligação Frente Popular (PT/PCdoB/PHS) homologada em convenção neste sábado (4).
Com o auditório da Câmara Municipal de Natal absolutamente lotado por prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, dirigentes e lideranças do Partido, além de militantes dos movimentos sociais, sindicais e da Juventude, o PCdoB realizou um ato representativo e participativo, que contou ainda com a presença dos candidatos ao governo do Estado, Fátima Bezerra (PT), e ao Senado, Alexandre Motta (PT) e Zenaide Maia (PHS).
Marcada pelo entusiasmo da militância, dos candidatos e apoiadores, a convenção homologou, ainda, o nome da jornalista Jana Sá à primeira suplência do senador Alexandre Motta (PT) e a nominata de deputados estaduais e federais do PCdoB. O Partido, que vem de uma trajetória ascendente de afirmação política e consolidação orgânica, buscará nas eleições deste ano ampliar a atual representação na Assembleia Legislativa do Estado e fortalecer o bloco mais comprometido com os avanços.
No Rio Grande do Norte, o PCdoB está concentrado politicamente nos grandes objetivos de buscar a conquista de um mandato avançado ao governo do Estado, com Fátima Bezerra (PT) e Antenor Roberto (PCdoB), eleger Alexandre Motta (PT) e Zenaide Maia (PHS) senadores, ampliar a representação na Assembleia Legislativa e conquistar uma vaga na Câmara Federal. “O ato deste sábado marca a largada a uma grande campanha, reafirmando essa posição”, avalia o secretário estadual de Organização do PCdoB-RN, Carlos Albérico.
O dirigente ressaltou a representatividade da nominata de deputados estaduais e federais que se apresenta diversificada e com ampla presença de lideranças dos mais variados segmentos da sociedade, trabalhadores e trabalhadoras, jovens, intelectuais e lideranças das diversas regiões do Estado e dos movimentos sociais.
Após a apresentação das candidaturas que disputarão as vagas na Assembleia Legislativa do Estado e na Câmara Federal, os candidatos Fátima Bezerra, Antenor Roberto, Alexandre Motta e Zenaide Maia foram recebidos e saudados por membros e militantes do PCdoB, PHS e PT em suas convenções, todas realizadas neste sábado.
Antenor Roberto
Ao tratar da composição da Frente Popular e considerando uma prioridade, além da eleição do Governo do Estado a candidatura ao Senado, Antenor Roberto ressaltou dois aspectos da coligação. “Nós temos das grandes qualidades. Fátima Bezerra, com a credibilidade e competência para fazer o Rio Grande do Norte crescer, e Zenaide Maia, a única deputada federal do RN a dizer não ao impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff”, afirmou.
Fátima Bezerra
A candidata da coligação Frente Popular (PT/PCdoB/PHS), Fátima Bezerra, conclamou toda à militância para ir para as ruas. “Independente de sigla partidária, queremos ver o Rio Grande do Norte liberto dessa dominação oligárquica que domina o nosso Estado há mais de 50 anos, e sabemos que a luta será grande e precisamos ter os pés no chão colocando a militância no campo da luta”.Discursando para um público que lotou o salão principal do clube América, no bairro Tirol em Natal, Fátima Bezerra iniciou a sua fala por volta das 13h, ressaltando ainda a importância de se eleger os dois senadores da coligação, Alexandre Motta (PT) e Zenaide Maia (PHS), além de deputados na Câmara Federal e Assembleia Legislativa.

“Vamos caminhar mais ainda por todo o Estado para, com o apoio do povo, tirar estas oligarquias do Poder. Esta eleição certamente será a mais difícil da esquerda no Rio Grande do Norte. Vamos devolver o Rio Grande do Norte as mãos de quem de fato é dono, o povo”, enfatizou.
Dizendo que a sua campanha será propositiva com o programa de governo construído pelo povo, e que irá trabalhar com a verdade, coragem e serenidade para tirar o Rio Grande do Norte do caos em que se encontra, Fátima Bezerra não esqueceu de enaltecer a importância das mulheres e da juventude em seu governo. “Vamos garantir políticas públicas para mulheres e para a juventude, assegurando o direito a educação, a cultura, ao lazer e ao emprego”.
Disse ainda que quer assumir compromissos com o empresariado e o primeiro deles é que não vai aumentar impostos, garantindo assim a geração de empregos. “Quem disse que os governos do PT não fazem parcerias com os empresários? Vou fazer para investir e gerar empregos”.
Em sua fala, Fátima Bezerra também falou da injustiça que estão cometendo contra o ex-presidente Lula. Segundo ela, “as nossas candidaturas representam aqui no Rio Grande do Norte a luta contra a injustiça. Fica aqui a nossa revolta contra a prisão do nosso presidente Lula. O que está acontecendo em nosso país é que as forças conservadoras estão rasgando a Constituição em detrimento da democracia. Se faz urgente libertar o presidente Lula!”
“Fátima é uma política de desafios”
O médico Alexandre Motta, candidato do PT ao Senado, falou que se elegendo irá trabalhar pela revogação “de tudo o que esses caras fizeram contra o povo brasileiro, e só podemos fazer isso com a ajuda de vocês e de Fátima governadora. Vamos trabalhar para revogar a infame da reforma trabalhista. O golpe foi contra o modelo que se tinha de inclusão social. O golpe foi contra o acesso dos pobres as universidades. O golpe foi contra o desenvolvimento econômico. Precisamos para isso colocar toda a militância no campo da luta”.
Já a deputada federal Zenaide Maia (PHS), candidata ao Senado pela Frente Popular, disse que Fátima Bezerra é uma política que desafiou tudo. “Fátima a educação, a cultura, além de ser uma política desafiadora”, colocando que está ao lado da petista porque Fátima está do lado do povo, do setor produtivo e de todo o Rio Grande do Norte.
Do PCdoB-RN

sábado, 4 de agosto de 2018

PT E PCDOB DO RN TEM CONVENÇÃO HOJE (4) E HOMOLOGARÁ A UNIÃO RUMO A VITÓRIA!

Resultado de imagem para FOTOS DE FATIMA BEZERRA PRE CANDIDATA AO GOVERNO E SEU VICE SERÁ ANTENOR ROBERTO 
Senadora FÁTIMA BEZERRA e ANTENOR ROBERTO
Resultado de imagem para FOTOS DE FATIMA BEZERRA PRE CANDIDATA AO GOVERNO E SEU VICE SERÁ ANTENOR ROBERTO
Antenor Roberto - Presidene do PCdoB/RN será o vice na chapa de Fátima Bezerra
Fotos Google
Logo mais pela manhã os partidos PT e PCdoB do Rio Grande do Norte realizarão suas respectivas convenções e oficializará a união, ou seja, a Senadora FÁTIMA BEZERRA candidata ao governo do RN e o Antenor Roberto, PCdoB será o vice! Martelo batido!

O PCdoB realizará hoje (4) pela manhã sua convenção no Plenário da Câmara Municipal de Natal e ao mesmo tempo o PT realizará na sede do América Futebol Clube, em seguida se unirão para os discursos e agradecimentos, partindo pra valer na busca da vitória!

A força da candidata Manuela D’Ávila

 
Oficializada candidata à Presidência da República pelo PCdoB, Manuela D’Ávila emerge como alternativa consistente entre o elenco de nomes do campo progressista. Ela e o PCdoB estão prontos para seguir até o fim da disputa, mas insistirão até o último minuto pela unidade da esquerda, a que seja possível. A insistência vem da convicção de que as forças progressistas não podem abdicar do objetivo de vencer as eleições.

Por Adalberto Monteiro*


O lançamento da candidatura de Manuela D’Ávila a presidenta da República neste 1º de agosto de 2018 suscita uma indagação: que tipo de país o Brasil quer ser no futuro? 

Alckmin, Bolsonaro, Álvaro Dias, entre outras candidaturas do campo golpista, querem que o país siga na rota neocolonial, neoliberal, autoritária que tem sido imposta pelo desastroso governo Temer. A tragédia da qual a nação padece nos últimos três anos, a dor, as privações de toda ordem, as frustrações que os(as) brasileiros(as) sentem na carne e na alma evidenciam o quanto tal caminho é nefasto.

Manuela D’Ávila, talvez por ser a candidata que mais se comunica com a juventude – juventude que vê seus sonhos serem soterrados – vem armada de um sentido de urgência: agora e já o Brasil precisa trilhar outro caminho.

Imediatamente, diz Manuela, é preciso retirar o país da crise, promover o crescimento e a geração de empregos. Restaurar a democracia e o Estado Democrático de Direito.

Simultaneamente, agregar amplas forças políticas, econômicas, sociais, culturais, sob a liderança da esquerda, para que ganhe execução um novo projeto nacional de desenvolvimento.

O que salta aos olhos é que Manuela, no elenco das candidaturas existentes, se distingue por apresentar inovadoramente, na forma e no conteúdo, diretrizes e bandeiras de um projeto de desenvolvimento soberano como caminho para o país adentrar um novo de ciclo democrático de prosperidade econômica e de progresso social.

Certamente, e felizmente, a candidata dos comunistas não é a única a erguer essa bandeira; outras candidaturas também o fazem.

A singularidade é que Manuela renova o desenvolvimentismo. E mais: leva essa bandeira à juventude.

Como faz isso?

Primeiro. A deputada gaúcha, campeã de votos em seu estado, que pontua em todas as pesquisas, aponta ser preciso superar os obstáculos e distorções que o “antigo” nacional-desenvolvimentismo, hoje esgotado, não se propôs ou não pôde levar a cabo. Entre eles, Manuela destaca a escassa democracia sujeita a golpes e restrições periódicos; as gigantes desigualdades sociais e regionais; e o domínio direto ou dissimulado do imperialismo. Além de dar respostas às contradições que há no seio do povo brasileiro derivadas das singularidades do processo histórico de formação; entre elas, aquelas que derivam da pesada herança de mais de trezentos anos de escravidão.

Segundo. Manuela imprime ao projeto de desenvolvimento uma marca singular que vem do vigor, da pujança, de uma mulher que abraçou cedo a luta pela emancipação feminina, que amadureceu como cidadã e militante lutando pelos direitos da juventude de seu país. Com esses atributos, Manuela consegue filtrar e incorporar com eficácia, ao Projeto de Nação, as bandeiras identitárias hoje caras a movimentos sociais e culturais do Brasil.

Ao fazê-lo, Manuela agrega força, trabalha para criar um amálgama de gerações e classes – com a classe trabalhadora à frente – em torno da luta por um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento.

Assim, Manuela D’Ávila – desde sua pré-campanha e no seu primeiro discurso depois de oficializada candidata do PCdoB – demonstra que tem estatura política para governar o Brasil.




Na convenção que a consagrou candidata pela histórica legenda do PCdoB, Manuela manteve-se coerente face ao principal dilema das forças progressistas na presente disputa: num quadro de dispersão, como assegurar a presença desse campo político no segundo turno das eleições, para, em seguida, vencer a disputa?

Na entrevista coletiva, Manuela, apesar da fragmentação da esquerda que perdura, reiterou a disposição dela e de seu partido de lutarem até o último minuto pela unidade que for possível. A esquerda tem o dever de vencer, tem a responsabilidade de batalhar para criar as condições da vitória; e a principal delas é a larga unidade.

Essa pregação paciente e persistente de Manuela é pertinente face a uma conjuntura na qual a grande mídia cuida de jogar gasolina nas desavenças da esquerda, cuida de fazer espetáculo de certa autofagia que grassa decorrente de condutas políticas equivocadas que afastam o povo da possibilidade real de conquistar sua quinta vitória.

Dada a circunstância de que as eleições se realizam sob a anomalia de um Estado de exceção que sufoca crescentemente o Estado Democrático de Direito, Manuela segue lutando por eleições verdadeiramente livres. Nesse sentido, voltou a bradar pela liberdade do ex-presidente Lula, arbitrariamente encarcerado e pelo seu direito de ser candidato.

Irrompe-se no cenário da disputa presencial um vento forte e bom de renovação. Numa das mãos, ela segura a bandeira da unidade, na outra, o estandarte de renovado projeto de Nação. Esse vento que veio lá do Sul do país chama-se Manuela D’Ávila, a terceira candidatura presidencial dos comunistas em quase um século da histórica legenda do PCdoB.


*Adalberto Monteiro é jornalista e poeta, secretário nacional de Comunicação do PCdoB

Divanilton: PCdoB continuará buscando a unidade das forças no Brasil

Divanilton Pereira (à esquerda) ao lado de João Pedro Stédile, do MST.
Divanilton Pereira (à esquerda) ao lado de João Pedro Stédile, do MST.
Hoje a Manuela (Manuela D’Ávila) não é apenas uma jovem de 37 anos. Ela não responde por si. Ela pertence a um partido com 96 anos de existência que ao lado de outras forças políticas sempre colocou como centralidade a defesa da nação e da pátria. Essa é a nossa história, o nosso DNA. O PCdoB continuará buscando até o ultimo segundo a unidade das forças de esquerda do Brasil”, declarou Divanilton Pereira nesta sexta-feira (3).  
Por Railídia Carvalho


Dirigente da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Divanilton foi um dos convidados da Plenária Nacional da FUP (PlenaFUP) que acontece no Rio de Janeiro até o próximo domingo (5). O tema é "Qual o projeto que os trabalhadores querem? Um projeto liberal ou um projeto de bem-estar social?". 

Ele destacou a sintonia política entre a iniciativa dos petroleiros e as exigências do atual momento político. Para Divanilton, que é presidente em exercício da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), faz parte da história dos petroleiros dar centralidade à disputar política.

Vencer as eleições é o que nos une

“Vou enfatizar aqui o que nos une e não o que nos separa. E o consenso, do qual a CTB faz parte, é ganhar pela quinta vez a disputa eleitoral em curso. É o objetivo estratégico da nossa luta”, ressaltou. 

Ao falar em amplitude, Divanilton deu como exemplos bem-sucedidos da luta política da esquerda e dos trabalhadores a greve de abril de 2017 e a eleição do presidente Lopez Obrador no México. 

“A greve de 28 de abril de 2017 entrou para a história do movimento sindical brasileiro, o que só foi possível pela amplitude. Motivada pela defesa da aposentadoria essa iniciativa, que reuniu centrais, movimentos sociais, igrejas, artistas, meios jurídicos nos levou a barrar a reforma da Previdência”.

“A esquerda no mundo comemorou a vitória de Lopez Obrador, alguns com mais entusiasmo outro com menos, mas o resultado se deveu à necessária amplitude das forças políticas naquele país que sem as quais aquela vitória não seria possível. No Brasil nós estamos precisando de todos e todas”, defendeu.

Golpe colocou Brasil na rota do ataque ao trabalhador

Divanilton ressaltou também, mesmo sem se aprofundar nas contradições do movimento sindical, que a estrutura sindical brasileira produziu um dos maiores líderes da história sindical do país que é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

“As gestões Lula e Dilma buscaram conter o ambiente mundial de desqualificação do trabalho em todas as suas dimensões. Daí veio o golpe para inaugurar no Brasil o que vem acontecendo em nível mundial”.

Na opinião do dirigente, o esforço realizado pela unidade das centrais sindicais é um caminho que busca retomar o projeto político de valorização do trabalho com geração de renda e defesa da democracia e soberania. 

22 propostas da centrais sindicais: Soberania, democracia e trabalho

“A CTB valoriza muito esse esforço que reúne sete centrais, todas com muitas diferenças, mas que apresentam 22 propostas na Agenda Prioritária que dialoga com a Plenafup porque nesta agenda está a luta pela soberania, democracia, investimento público e valorização do trabalho”.

“A luta contra a recolonização do Brasil requer obra de milhões. E a obra de milhões é radicalizar ampliando, caso contrário podemos correr risco que outras nações já enfrentaram”, mencionou Divanilton citando a França. Nas eleições de 2017, o eleitor francês ficou entre o liberal Macron e a representante do partido fascista Marine Le Pen. “É preciso fortalecer a unidade para que possamos revogar esse conjunto de medidas draconianas e retomar um sistema Petrobras a serviço do desenvolvimento do Brasil”. 


Do Portal Vermelho