ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

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CAMPANHA MOVIMENTO 65

domingo, 29 de julho de 2018

FIERN/CERTUS: Fátima Bezerra lidera para o Governo

Pesquisa mostra que senadora petista tem a preferência do eleitorado em todos os cenários
Por Redação

A senadora Fátima Bezerra (PT) desponta na liderança da pesquisa Fiern/Certus, divulgada na manhã deste domingo (29), para o Governo do Rio Grande do Norte. A petista aparece à frente do ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) e do atual governador Robinson Faria (PSD) nos cenários espontâneo e estimulado.
No cenário espontâneo, no entanto, diferença entre os três candidatos é mínima. De acordo com os números, Fátima Bezerra soma 8,72% das intenções de voto. Carlos Eduardo aparece na sequência com 6,10% da preferência do eleitorado. Robinson Faria é o terceiro, com 2,91%. A maioria dos entrevistados, porém, não sabe em quem votar. ‘Não sabe’ e ‘nenhum’, juntos, somam 80,5% das respostas.
A pesquisa “Retratos da Sociedade Potiguar 2018” foi realizada em todo o estado pela Certus para a Federação das Indústrias (Fiern) e está registrada sob os números RN-08199/2018 e BR-04763/2018. Vários cenários eleitorais são levantados junto aos eleitores.
ESTIMULADA
Quando os nomes dos candidatos ao Governo do Estado são disponibilizados para os entrevistados, a preferência pela senadora Fátima Bezerra aumenta. No cenário estimulado, a petista aparece com 29,15% das intenções de voto. São 13,76% pontos percentuais de vantagem para o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves, que soma 15,39% e ocupa a segunda posição.
Atual governador, Robinson Faria é o terceiro colocado na pesquisa Fiern/Certus. O candidato do PSD tem 6,31% das intenções de voto. Robinson soma a maior rejeição entre os entrevistados, com 35,28%. Fátima tem 6,73% e Carlos Eduardo, 7,17%.
SEGUNDO TURNO
A pesquisa Fiern/Certus ainda simulou três cenários para o segundo turno, envolvendo os nomes de Fátima Bezerra, Carlos Eduardo e Robinson Faria. A candidata petista vence em todos os cenários. Carlos Eduardo derrota Robinson.
No cenário contra Carlos Eduardo, Fátima soma 42,84% das intenções de voto. O pedetista tem 23,33%. Mais de 27% do eleitorado respondeu que não votaria em nenhum dos dois.
Já contra Robinson Faria, Fátima Bezerra aparece com mais da metade das intenções de voto (50,71%). O candidato do PSD reúne 11,99% dos eleitores. 31,63% dos entrevistados anularia o voto.
Na disputa entre Carlos Eduardo e Robinson Faria, o ex-prefeito de Natal lidera com 40,07%. O atual governador do estado tem 12,84%. Porém, a maioria dos entrevistados disse que não votaria em nenhum dos dois candidatos (40,64%).
PESQUISA
A pesquisa FIERN/Certus está sendo divulgada ao longo da manhã deste domingo. O portalnoar.com.br acompanha a divulgação dos números.
Fonte: http://portalnoar.com.br

Convenção confirma Flávio Dino ao governo com apoio de 15 partidos


 

O governador Flávio Dino teve o nome confirmado em convenção neste sábado (28) para disputar a reeleição pela Coligação Todos Pelo Maranhão. O vice-governador Carlos Brandão (PRB) também foi oficializado na vaga de vice. E os deputados federais Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS) foram homologados como candidatos ao Senado.


A convenção é o momento em que os partidos escolhem os candidatos que vão disputar a eleição. O evento no MultiCenter Sebrae, em São Luís, reuniu milhares de pessoas, entre filiados a partidos políticos e não filiados. 

A Coligação Todos Pelo Maranhão reúne 15 legendas: PCdoB, PDT, PP, PPS, PROS, PSB, PT, PTB, PR, PRB, DEM, PEN, PTC, Solidariedade e PPL. 

“É a maior convenção da história do Maranhão”, disse Flávio Dino. Durante o discurso, ele fez um balanço de algumas ações realizadas pela atual gestão. 

“Aqui no Maranhão estamos fazendo a nossa parte. Governo perfeito só o de Deus, o nosso Governo não é perfeito, mas quero dizer que fiz neste período tudo o que eu podia fazer”, afirmou, lembrando os efeitos da crise econômica nacional sobre todo o país.

Ele listou programas como o Escola Digna, o Mais Asfalto, o Cheque Minha Casa, o Mais IDH e tantos outros. 

“Fizemos neste período tudo o que podíamos. Fizemos o máximo, e por isso todos os Estados do Brasil respeitam o Maranhão, porque sabem que estamos na direção certa”. 

O vice-governador Carlos Brandão disse que se trata de um “governo que governa para o povo. Flávio Dino é extremamente preparado, competente, capaz e dedicado. E teve a competência de escolher uma equipe extremamente competente para o governo”.


União

Os candidatos ao Senado também ressaltaram o novo momento vivido pelo Maranhão a partir de 2015.

“É um momento de muita responsabilidade política. O povo deu a oportunidade ao grupo liderado pelo Flávio Dino de fazer as verdadeiras mudanças”, disse Weverton. 

“O governador deu voz à juventude no interior do Maranhão, à juventude da periferia. E nunca mais vão conseguir calar a nossa voz. Todos esses partidos que estão aqui são do time da vitória”, afirmou Eliziane. 

Segundo ela, “saímos do momento da história do Maranhão quando apenas uma família de poderosos controlava esse estado. Eles precisam entender que nossas famílias não vão ser mais comandadas. Estamos vivendo um novo momento do Maranhão”.

Weverton acrescentou que todos fazem parte “de uma chapa vitoriosa liderada por um homem que teve a coragem de procurar na escuridão e encontrar a luz para essas crianças pobres que não tinham acesso à escola, através do programa Escola Digna. Que teve a coragem de abrir hospitais enquanto os outros Estados fechavam”, acrescentou. 

Lula

O governador Flávio Dino também falou sobre o ex-presidente Lula e voltou a defender que o petista possa ser candidato à Presidência da República. “Todos nós que estamos aqui defendemos a Justiça, eleições justas, eleições livres. E para ter eleição justa no Brasil, para cada um poder votar em quem quiser, é fundamental que a gente diga Lula Livre, para ter democracia no país,” 

“Não significa dizer que todo mundo vai votar no Lula, mas significa que quem quiser votar no Lula vai ter o direito de escolher seu presidente da República”, afirmou.

Fonte: Portal VERMELHO!

Brasileiros rejeitam o falso 'novo' na política e preferem a experiência

 

A campanha da antipolítica pela suposta "renovação" com candidatos que discursam contra quem faz política e que ganhou destaque nas eleições de 2016 parece que perdeu força, segundo pesquisa feita pelo instituto Ipsos.


Segundo o levantamento, desde o fim do ano passado os eleitores brasileiros perceberam que esse discurso do "novo" é uma furada, talvez pelo efeito negativo de algumas administrações. O caso mais notório é o do tucano João Doria, que renunciou à prefeitura de São Paulo para concorrer a vaga de governador do estado, apesar de ter como uma de suas promessas cumprir o mandato até o fim.

Na pesquisa feita pelo Ipsos em dezembro de 2017 e na primeira quinzena de julho deste ano, o instituto fez aos eleitores perguntas sobre o perfil desejado do próximo presidente, entre as quais, se o eleitor prefere que o presidenta ou presidente fosse "alguém que é político há muitos anos" ou "um nome novo na política". A preferência pelo político veterano subiu 11 pontos porcentuais no período, de 39% para 50%, enquanto as opções por um novato caíram de 52% para 44%.

"Esse resultado reflete uma decepção com o novo", disse Danilo Cersosimo, diretor do Ipsos ao Estadão. "Essa opção não se concretizou para os eleitores. Experiência política e administrativa vão acabar pesando muito na campanha."

Outra pergunta foi se os eleitores preferem um presidente "experiente" ou "íntegro e ético". A opção pela experiência subiu de 31% para 41%, enquanto houve queda de 65% para 56% no quesito integridade. A pergunta mostra que o eleitor não caiu na pegadinha, já que se o candidato é experiente já deu demonstrações de sua integridade e ética. 

A pesquisa também analisou a opinião dos brasileiros sobre personalidades do mundo político e jurídico. O que aparece em pior situação é Geraldo Alckmin (PSDB): 68%% desaprovam seu desempenho, contra 19% de aprovação.

Mesmo preso e com a grande mídia tentando desconstruir a sua imagem diuturnamente, Lula segue com a maior aprovação entre os políticos: 45%. Ele é desaprovado por 53%.

O candidato da ultradireita Jair Bolsonaro (PSL) é desaprovado por 60% dos eleitores e aprovado por apenas 23%. 


Do Portal Vermelho

"O Brasil precisa ter um projeto que una o povo", Manuela

 

Em entrevista ao jornal Diário do Pará, publicada no últ dia, imo domingo (20), a pré-candidata à Presidência da República pelo PCdoB, Manuela D’Ávila, voltou a defender a unidade do campo progressista nas eleições de outubro para derrubar a agenda de reformas imposta pelo golpe de 2016 e que construa um projeto nacional de desenvolvimento.


"O papel da minha candidatura é a defesa do Brasil e da ideia de que o Brasil não precisa punir cotidianamente o seu povo. Não precisamos ser eternamente um dos países mais desiguais do mundo. As saídas não são aquelas que colocam pessoas como números em planilhas, administrando quem vai viver e quem vai morrer, qual criança que merece viver, como minha filha, que está me acompanhando. Eu acredito, e minha candidatura está à serviço disso, que o Brasil precisa ter um projeto para se desenvolver, que una o povo", defendeu Manuela.

A presidenciável destacou que a unidade do campo progressista é possível. "Temos condições de ter algo nesse sentindo unindo a maior parte do povo brasileiro, não é 50% mais um. É 99% do povo. São só os bancos e o rentismo que ganham com a destruição do país. Existe como desenvolver o Brasil sem colocar no centro do projeto o enfrentamento às desigualdades regionais e de gênero e raça? Não existe", salientou. 

Manuela destacou que o PCdoB tem feito um esforço para construir essa unidade. "Na última reunião da direção da Nacional o centro da discussão foi esse: a manutenção da nossa candidatura diante de um quadro de não-unidade, de não-saída para o nosso campo político. Mas eu também acredito que o lado de lá enfrenta seríssimas dificuldades. Ou seja, não dá para ter 97% de reprovação para um governo por causa da cara do presidente, é por causa do projeto. E eles representam esse projeto", enfatizou a presidenciável. 

"Nós defendemos a unidade do nosso campo político desde sempre", frisou a gaúcha, recordando que desde a redemocratização, o PCdoB defende a unidade para derrotar o então candidato Fernando Henrique Cardoso. "Nossa defesa da ampliação da rede política é algo antigo porque, para nós, mais que o protagonismo individual, nós temos urgência em derrotar esse projeto, que é o projeto Temer [presidente da República pelo MDB], [Geraldo] Alckmin [candidato à presidência da República pelo PSDB], [Jair] Bolsonaro [candidato à presidência da República pelo PSL], até mesmo o da Marina [Silva, candidata à presidência da República pela Rede]", apontou.

Manuela deve ter seu nome confirmado na Convenção Nacional do partido, programada para o próximo dia 1º, em Brasília. Ela esteve em Belém na última quinta-feira (26), para participar de um congresso do setor da saúde em que apontou suas propostas para tirar o país da crise.

Para ela, a revogação da Emenda 95, do teto de gastos e o fortalecimento do SUS são algumas das medidas que devem ser tomadas para melhorar a saúde pública.

Ela defendeu ainda uma reforma do Estado Brasileiro "para que, ao mesmo tempo em que a gente combate a corrupção, a gente não impeça os investimentos públicos no sistema".

"É preciso garantir transparência, controle e combate à corrupção com menos judicialização. Isso é o que chamamos de reforma do Estado", apontou. 

Ela propõe também a ampliação da Contribuição Social de Lucro Líquido (CSLL), que hoje é de 9% e seria elevada para 18%. "Na nossa compreensão, os municípios são aqueles, que investem mais 50% na Atenção Básica, por exemplo, e um terço do total de investimentos no restante, em média. E recebem menos de 20%. Então não nos adianta imaginar o aumento do financiamento do SUS sem imaginar uma nova forma de distribuição que valorize mais esse trabalho dos municípios brasileiros", argumentou.

Sobre o papel da Amazônia em seu projeto de desenvolvimento, Manuela disse que é impossível pensar um projeto sem "desenvolvimento sustentável" e não contar com o "potencial que a floresta em pé e os minérios dessa região representam para o Brasil".

"Para nós, o desenvolvimento do século 21 é o que mantém as riquezas e as explora de forma sustentável, mas que garante que o nosso país ocupe posições, sobretudo na disputa científica, com relação a esse território tão rico que é a Amazônia. O povo da floresta precisa viver com dignidade. Não dá para ter um olhar de Audeste e Sul sobre uma região riquíssima com desigualdade avassaladora. Precisamos garantir condições para que o meio ambiente seja preservado. Não podemos ter um olhar que não leve em consideração de que aqui está a população sobre a terra mais rica do planeta e convive com muita pobreza", frisou.

Questionada sobre a sua defesa a liberdade do ex-presidente Lula e as especulações sobre a possibilidade de ocupar a vice na chapa do ex-presidente, Manuela disse que repudia a prisão de Lula "desde sempre porque acho que não corresponde às leis, à Constituição e o conjunto de leis do Brasil".

"Acho que a prisão de Lula é política, consequência de um julgamento político feito por um juiz [referindo-se se ao juiz federal Sérgio Moro] que até de férias julga. Que anda ‘serelepeando’ por aí acompanhado dos tucanos. Tirou, absolutamente, a venda que deveria ter dos olhos", acrescentou. 


Do Portal Vermelho, com informações do Diário do Pará
Adaptado pleo pcdobnovacruzrn.blogspot.com

quinta-feira, 26 de julho de 2018

REPRESENTANTE DO CPC/RN FOI RECEBIDO HOJE NO RJ PELA PRESIDENTE DA BIBLIOTECA NACIONAL






Hoje (26), Eduardo Vasconcelos, presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, foi recebido em audiência pela presidente da Biblioteca Nacional, sede matriz no Rio de Janeiro, a professora HELENA SEVERO.  Cujo objetivo foi a exposição feita pelo Eduardo sobre o Projeto da Biblioteca, denominada de "Se o estudante não vai a biblioteca, a biblioteca vai ao estudante".

Eduardo Vasconcelos também ouviu da professora, Helena Severo as informações e explicações das ações desenvolvidas pela Biblioteca Nacional e que apesar das dificuldades, irá sim apoiar a ideia do CPC/RN e que após levar ao conhecimento aos demais diretores/coordenadores enviará um acervo de livros e revistas para colaborar com o projeto. O que Eduardo, logo agradeceu.

"Esse projeto está em fase de análise e adequação, pois em uma próxima fase parceiros irão criar uma "arca volante, que após pronta segurá uma agenda para aos poucos chegar aos interiores (escolas), ficarão em exposição uma dia e neste mesmo dia emprestará-os aqueles alunos que se prontificarem a após lê-lo devolvê-lo em prazo de 10 (dez) dias."  Mais detalhes brevemente no lançamento do projeto." Explicou Eduardo Vasconcelos a presidente da Biblioteca Nacional, Helena Severo.

Fotos: Patricia - Biblioteca Nacional

sábado, 21 de julho de 2018

CPC/RN DIVULGA RESUMO DAS AUDIÊNCIAS EM BRASÍLIA

Foto . Da esquerda para a direita: Eduardo Vasconcelos - CPC/RN, Drª Inez Joffily França e Coordenadora Geral de Rádio Comunitária, INALDA CELINA MADIO

NAS COMUNICAÇÕES - RÁDIOFUSÃO COMUNITÁRIA
Na última terça-feira (18) Eduardo Vasconcelos, presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, participou de audiência com a diretora do Departamento de Rádiodifusão Educativa Comunitária e de Fiscalização - DRECF/MCTIC, INEZ JOFFILY FRANÇA e a Coordenadora-Geral de Rádio Comunitária, INALDA CELINA MADIO, cuja pauta foi o interesse do CPC/RN, que almeja uma Rádio Comunitária, tão sonhada pelos seus dirigentes e é claro pela sociedade cultural novacruzense.

A reunião durou cerca de 40 minutos e foi o suficiente para que Eduardo ficasse esperançoso com a Rádio Comunitária.

Ambas diretoras foram esclareceram e orientaram o presidente do CPC/RN, orientando-o a solicitar de maneira eficaz a Rádio Comunitária em favor do CPC/RN e é claro da comunidade de Nova Cruz/RN. Resta agora o CPC/RN juntar toda a sua documentação, anexando o projeto e aguardar o momento certo para que no próximo edital, Nova Cruz/RN seja inserida na próxima listagem que sairá ainda esse ano;

Para Eduardo Vasconcelos foi satisfatório a reunião onde temas e dúvidas foram abordados e esclarecidos. Resta agora renovar as energias e na busca de mais um sonho do CPC/RN! Sua Rádio Comunitária!
 Da esquerda: Presidente da FUNAI: WALACE MOREIRA BASTOS, Presidente do CPC/RN, EDUARDO VASCONCELOS e o Assessor da Presidência da FUNAI, ARTUR MENDES

NA FUNAI

Já no dia 18 de julho, Eduardo Vasconcelos esteve em audiência com o assessor da presidência da FUNAI, Artur Mendes ocasião que entregou ofício relatando que em uma determinada cidade (preservar) alguns empresários do ramo hoteleiro vem ameaçando a comunidade indigena, após negarem a venda de suas terras para estes determinados empresários. A FUNAI se prontificou a apurar se realmente isto está ocorrendo, em caso positivo irá tomar as medidas cabíveis.

Em seguida Eduardo foi recebido pelo presidente da FUNAI, Walace Moreira Bastos e após uma rápida conversa referente ao assunto, pousaram para as fotos.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Mídia aposta na apatia com a política para favorecer seus candidatos

 
Imagem Agência Brasil
Em outros tempos, a televisão e até mesmo o horário eleitoral contribuíam para o debate de projetos e as escolhas dos cidadãos. Hoje o objetivo é promover o desencanto. Quem ganha com isso?

Por Lalo Leal

Segue animada a luta de partidos e candidatos por alguns segundos a mais no horário eleitoral obrigatório no rádio e na TV, a se iniciar em 31 de agosto. Há candidatos, como é o caso do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que apostam tudo nesse tipo de propaganda. É a sua última esperança de melhorar os índices de intenção de voto registrados até aqui por todas as pesquisas.

A expectativa, por certo, é que se repita o fenômeno das últimas eleições municipais realizadas em São Paulo, onde um candidato desconhecido recebeu uma cuidadosa embalagem de marketing e venceu as eleições no primeiro turno graças à TV – e ao desinteresse pela política, já que Doria perdeu para abstenções e brancos e nulos.

Se por um lado esse tipo de uso do horário eleitoral distorce sua finalidade, levando o eleitor ao engano, por outro é nesse momento que as mensagens honestas e não manipuladoras podem transitar livremente. Personagens e ideias banidas ou distorcidas durante as programações regulares das emissoras podem aparecer em sua integralidade nos horários obrigatórios.

A ditadura civil-militar de 1964-1985 tentou aniquilar todas as organizações de esquerda existentes no pais, mesmo aquelas que não aderiram à luta armada. Qual não foi a surpresa quando, ao final desse período, era possível ver nas telas de TV, nos horários obrigatórios, os símbolos do comunismo até então demonizados pela ditadura. Além das mensagens denunciando as mazelas nacionais contrastando com a propaganda governamental ufanista.

Os programas eleitorais cumpriram um importante papel na abertura democrática dos anos 1980 e na consolidação das liberdades políticas dali em diante.

A sua importância está diretamente ligada à falta de pluralidade no noticiário e na ausência de debates políticos no rádio e na TV. Durante a ditadura a Polícia Federal enviava seguidamente ordens às redações proibindo a divulgação de determinados assuntos ou a realização de entrevistas com determinadas pessoas.

Entre os nomes censurados estavam, por exemplo, os de dom Hélder Câmara e de Darcy Ribeiro e entre os inúmeros assuntos proibidos incluíam-se o surto de meningite que ocorreu em São Paulo em meados da década de 1970 e a volta às ruas das manifestações estudantis.

Hoje a situação se repete, não por via direta da Policia Federal mas pela própria censura empresarial imposta pelos donos dos meios de comunicação. Exemplo mais recente é o do banimento do nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dos noticiários. Ao ser preso, a ordem das empresas é que ele fosse esquecido, com a intenção de determinar a sua queda nas pesquisas de intenção de voto, o que não ocorreu.

Sobreveio, no entanto, um fato novo, inesperado para os operadores do jornalismo dessas empresas. A ordem do desembargador Rogério Favreto de libertar o ex-presidente em pleno domingo pegou os plantonistas nas redações de surpresa. De repente, tinham que falar de Lula de novo.

Para tanto, comentaristas e apresentadores de folga foram chamados e, ao longo do dia, tentaram ir se refazendo do susto. Se o nome do ex-presidente não podia deixar de voltar as telas e microfones, a forma como isso foi feito enquadrou-se na linha da distorção, enfatizando o irrelevante (o desembargador ser plantonista ou ter trabalhado em administrações petistas) e escondendo o relevante (a incomunicabilidade do ex-presidente impedindo-o de falar com a imprensa, a ausência de razões para o seu encarceramento e a perseguição pessoal exercida sobre ele pelo juiz de piso Sérgio Moro).

Mas não é só em momentos excepcionais como os do domingo, 8 de julho, que a mídia adota essa postura. Ela faz parte da rotina normal de trabalho.

Na televisão aberta, o veículo informativo único para a maioria da população brasileira, não se debate política. E na TV fechada os poucos que existem mantêm uma linha editorial conservadora, quando não reacionária. O contraditório inexiste.

Outro exemplo recente de parcialidade ocorreu com o programa Roda Viva, da TV Cultura que, diga-se, não é um programa de debates e sim uma espécie de entrevista coletiva, ao contrário do que afirmou o vice-presidente do Conselho Curador da emissora, Jorge da Cunha Lima, em artigo publicado num jornal da imprensa corporativa.

Nesse programa, a pré-candidata do PCdoB à Presidência da República, Manuela D’Ávila, viveu um dos momentos mais constrangedores da história da TV brasileira. Cercada de entrevistadores alinhados ideologicamente em campo oposto ao dela, quase não pôde falar, interrompida que foi por mais de 60 vezes. As perguntas eram de nível pedestre, quase sempre evidenciando a indigência cultural dos perguntadores.

Como se vê, nos raros momentos em que a TV se abre para a política, o faz de forma canhestra, não dando ao telespectador a possibilidade de formar opinião através de um debate qualificado, rico em ideias capazes de despertar o público para temas que são essenciais à sua vida. 

Ao contrário, programas como o Roda Viva já há muito tempo vêm dando a sua contribuição para o desencanto com a política cujo resultado é o surgimento de “salvadores da pátria” que, em outros momentos históricos, espalharam o terror pelo mundo
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Fonte: Portal Brasil