ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

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CAMPANHA MOVIMENTO 65

sábado, 21 de julho de 2018

CPC/RN DIVULGA RESUMO DAS AUDIÊNCIAS EM BRASÍLIA

Foto . Da esquerda para a direita: Eduardo Vasconcelos - CPC/RN, Drª Inez Joffily França e Coordenadora Geral de Rádio Comunitária, INALDA CELINA MADIO

NAS COMUNICAÇÕES - RÁDIOFUSÃO COMUNITÁRIA
Na última terça-feira (18) Eduardo Vasconcelos, presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, participou de audiência com a diretora do Departamento de Rádiodifusão Educativa Comunitária e de Fiscalização - DRECF/MCTIC, INEZ JOFFILY FRANÇA e a Coordenadora-Geral de Rádio Comunitária, INALDA CELINA MADIO, cuja pauta foi o interesse do CPC/RN, que almeja uma Rádio Comunitária, tão sonhada pelos seus dirigentes e é claro pela sociedade cultural novacruzense.

A reunião durou cerca de 40 minutos e foi o suficiente para que Eduardo ficasse esperançoso com a Rádio Comunitária.

Ambas diretoras foram esclareceram e orientaram o presidente do CPC/RN, orientando-o a solicitar de maneira eficaz a Rádio Comunitária em favor do CPC/RN e é claro da comunidade de Nova Cruz/RN. Resta agora o CPC/RN juntar toda a sua documentação, anexando o projeto e aguardar o momento certo para que no próximo edital, Nova Cruz/RN seja inserida na próxima listagem que sairá ainda esse ano;

Para Eduardo Vasconcelos foi satisfatório a reunião onde temas e dúvidas foram abordados e esclarecidos. Resta agora renovar as energias e na busca de mais um sonho do CPC/RN! Sua Rádio Comunitária!
 Da esquerda: Presidente da FUNAI: WALACE MOREIRA BASTOS, Presidente do CPC/RN, EDUARDO VASCONCELOS e o Assessor da Presidência da FUNAI, ARTUR MENDES

NA FUNAI

Já no dia 18 de julho, Eduardo Vasconcelos esteve em audiência com o assessor da presidência da FUNAI, Artur Mendes ocasião que entregou ofício relatando que em uma determinada cidade (preservar) alguns empresários do ramo hoteleiro vem ameaçando a comunidade indigena, após negarem a venda de suas terras para estes determinados empresários. A FUNAI se prontificou a apurar se realmente isto está ocorrendo, em caso positivo irá tomar as medidas cabíveis.

Em seguida Eduardo foi recebido pelo presidente da FUNAI, Walace Moreira Bastos e após uma rápida conversa referente ao assunto, pousaram para as fotos.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Mídia aposta na apatia com a política para favorecer seus candidatos

 
Imagem Agência Brasil
Em outros tempos, a televisão e até mesmo o horário eleitoral contribuíam para o debate de projetos e as escolhas dos cidadãos. Hoje o objetivo é promover o desencanto. Quem ganha com isso?

Por Lalo Leal

Segue animada a luta de partidos e candidatos por alguns segundos a mais no horário eleitoral obrigatório no rádio e na TV, a se iniciar em 31 de agosto. Há candidatos, como é o caso do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que apostam tudo nesse tipo de propaganda. É a sua última esperança de melhorar os índices de intenção de voto registrados até aqui por todas as pesquisas.

A expectativa, por certo, é que se repita o fenômeno das últimas eleições municipais realizadas em São Paulo, onde um candidato desconhecido recebeu uma cuidadosa embalagem de marketing e venceu as eleições no primeiro turno graças à TV – e ao desinteresse pela política, já que Doria perdeu para abstenções e brancos e nulos.

Se por um lado esse tipo de uso do horário eleitoral distorce sua finalidade, levando o eleitor ao engano, por outro é nesse momento que as mensagens honestas e não manipuladoras podem transitar livremente. Personagens e ideias banidas ou distorcidas durante as programações regulares das emissoras podem aparecer em sua integralidade nos horários obrigatórios.

A ditadura civil-militar de 1964-1985 tentou aniquilar todas as organizações de esquerda existentes no pais, mesmo aquelas que não aderiram à luta armada. Qual não foi a surpresa quando, ao final desse período, era possível ver nas telas de TV, nos horários obrigatórios, os símbolos do comunismo até então demonizados pela ditadura. Além das mensagens denunciando as mazelas nacionais contrastando com a propaganda governamental ufanista.

Os programas eleitorais cumpriram um importante papel na abertura democrática dos anos 1980 e na consolidação das liberdades políticas dali em diante.

A sua importância está diretamente ligada à falta de pluralidade no noticiário e na ausência de debates políticos no rádio e na TV. Durante a ditadura a Polícia Federal enviava seguidamente ordens às redações proibindo a divulgação de determinados assuntos ou a realização de entrevistas com determinadas pessoas.

Entre os nomes censurados estavam, por exemplo, os de dom Hélder Câmara e de Darcy Ribeiro e entre os inúmeros assuntos proibidos incluíam-se o surto de meningite que ocorreu em São Paulo em meados da década de 1970 e a volta às ruas das manifestações estudantis.

Hoje a situação se repete, não por via direta da Policia Federal mas pela própria censura empresarial imposta pelos donos dos meios de comunicação. Exemplo mais recente é o do banimento do nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dos noticiários. Ao ser preso, a ordem das empresas é que ele fosse esquecido, com a intenção de determinar a sua queda nas pesquisas de intenção de voto, o que não ocorreu.

Sobreveio, no entanto, um fato novo, inesperado para os operadores do jornalismo dessas empresas. A ordem do desembargador Rogério Favreto de libertar o ex-presidente em pleno domingo pegou os plantonistas nas redações de surpresa. De repente, tinham que falar de Lula de novo.

Para tanto, comentaristas e apresentadores de folga foram chamados e, ao longo do dia, tentaram ir se refazendo do susto. Se o nome do ex-presidente não podia deixar de voltar as telas e microfones, a forma como isso foi feito enquadrou-se na linha da distorção, enfatizando o irrelevante (o desembargador ser plantonista ou ter trabalhado em administrações petistas) e escondendo o relevante (a incomunicabilidade do ex-presidente impedindo-o de falar com a imprensa, a ausência de razões para o seu encarceramento e a perseguição pessoal exercida sobre ele pelo juiz de piso Sérgio Moro).

Mas não é só em momentos excepcionais como os do domingo, 8 de julho, que a mídia adota essa postura. Ela faz parte da rotina normal de trabalho.

Na televisão aberta, o veículo informativo único para a maioria da população brasileira, não se debate política. E na TV fechada os poucos que existem mantêm uma linha editorial conservadora, quando não reacionária. O contraditório inexiste.

Outro exemplo recente de parcialidade ocorreu com o programa Roda Viva, da TV Cultura que, diga-se, não é um programa de debates e sim uma espécie de entrevista coletiva, ao contrário do que afirmou o vice-presidente do Conselho Curador da emissora, Jorge da Cunha Lima, em artigo publicado num jornal da imprensa corporativa.

Nesse programa, a pré-candidata do PCdoB à Presidência da República, Manuela D’Ávila, viveu um dos momentos mais constrangedores da história da TV brasileira. Cercada de entrevistadores alinhados ideologicamente em campo oposto ao dela, quase não pôde falar, interrompida que foi por mais de 60 vezes. As perguntas eram de nível pedestre, quase sempre evidenciando a indigência cultural dos perguntadores.

Como se vê, nos raros momentos em que a TV se abre para a política, o faz de forma canhestra, não dando ao telespectador a possibilidade de formar opinião através de um debate qualificado, rico em ideias capazes de despertar o público para temas que são essenciais à sua vida. 

Ao contrário, programas como o Roda Viva já há muito tempo vêm dando a sua contribuição para o desencanto com a política cujo resultado é o surgimento de “salvadores da pátria” que, em outros momentos históricos, espalharam o terror pelo mundo
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Fonte: Portal Brasil

domingo, 15 de julho de 2018

Roda de conversa na CTB reúne Manuela D'Ávila e Leci Brandão nesta segunda (16)

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB em parceria com a União Brasileira de Mulheres (UBM) realiza na sede da central, em São Paulo, na próxima segunda (16), o evento Mais Mulheres na Política, uma roda de conversa com a participação da pré-candidata à deputada estadual Leci Brandão e a pré-candidata à presidência da República Manuela D'Ávila.
Marque sua presença AQUI e venha contribuir com o debate 
A proposta é aprofundar o debate sobre a situação da mulher no Brasil em todas as áreas, dar visibilidade às reivindicações dos movimentos sociais, das mulheres, de moradia, da igualdade racial e da juventude, e impulsionar a luta por igualdade de direitos. "Precisamos ampliar a participação feminina em todos os espaços de poder", afirma a secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, Celina Arêas.
Pesquisa recente do IBGE em parceria com a organização internacional Inter-Parliamentary Union mostra que o Brasil ocupa hoje a vergonhosa 152ª posição no mundo em relação à presença de mulheres no parlamento.
A roda de conversa irá incluir este assunto no debate político - já que estaremos a um mês do início oficial da campanha eleitoral - e permitirá que as candidatas exponham suas ideias para superar as desigualdades e injustiças nesta e outras áreas. 
"Levaremos às candidatas as reivindicações históricas do movimento sindical e social para o campo dos direitos da mulher no Brasil", diz a dirigente, destacando questões específicas, como a priorização de políticas públicas, criação de creches, o combate à violência, a defesa de direitos iguais no trabalho e a descriminalização do aborto. 
Em um país marcado pela severa opressão patriarcal, romper com a desigualdade de gênero nas esferas de poder, seja no legislativo, executivo ou judiciário, é tarefa de muitas gerações. E embora o avanço feminino seja perceptível na sociedade brasileira, ainda há muito que evoluir para se alcançar a necessária paridade de direitos.
A roda de conversa entre duas parlamentares combativas e historicamente comprometidas com a defesa dos direitos e a luta pela emancipação da mulher pretende aprofundar esta reflexão e apontar caminhos para avançar. 
Serviço:
Mais Mulheres na Política
Local: sede da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB
Horário: 18h
Endereço: rua Cardoso de Almeida, 1843
Portal CTB 

Candidatos mais ricos saem na frente nas eleições de 2018

 

 

Sem um teto nominal (apenas proporcional) que limite as doações de pessoas físicas a partidos e candidatos, os mais ricos continuarão a ter chances maiores de elegerem seus candidatos nas eleições de outubro, mesmo com a proibição do financiamento empresarial das campanhas.

Com isso, as distorções na representação, em especial no Poder Legislativo, devem permanecer. O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) estima que quase não haverá mudança na composição do Congresso, e o índice de reeleição pode chegar a até 90%. 

De acordo com a minirreforma eleitoral aprovada em 2017, que define as regras para o próximo pleito, as doações por pessoas física são limitadas a 10% do rendimento bruto declarado do doador no ano anterior ao da eleição.

Segundo a Receita Federal, dos mais de 28 milhões de declarantes em 2017, os 0,09% que estão no topo da pirâmide – aqueles que ganham mais de 320 salários mínimos –, poderão doar em torno de R$ 760 mil ao seu candidato ou partido político. Enquanto isso, aqueles que ganham até dois salários mínimos, os 11,6% dos declarantes na base da pirâmide, poderão doar cada um R$ 854,00, em média.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), "o candidato poderá usar recursos próprios em sua campanha até o limite de gastos estabelecido para o cargo ao qual concorre”, podendo doar além dos limites de renda impostos ao eleitor. Essa regra favorece candidatos com alto poder econômico, como o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles e o ex-prefeito de São Paulo João Doria, garantindo a sobrerrepresentação dos mais ricos. 

"Já era previsível que uma reforma no sistema eleitoral feita pelo próprio Congresso não mudaria em quase nada a estrutura hoje imposta", avalia o presidente da CUT Brasília, Rodrigo Britto. Segundo ele, é necessária a realização de uma reforma política feita com participação popular, por meio de uma Constituinte exclusiva.

De acordo com o Diap, terão mais chances de serem eleitos aqueles que já gozam de mandato parlamentar. "Além de terem acesso ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha, definido na reforma eleitoral, eles também têm acesso à renda parlamentar, uma estrutura de gabinete consolidada e uma série de recursos que facilitam a divulgação do seu trabalho”, afirma Neuriberg Dias, analista político da entidade.

Além dos detentores de mandato, terão mais chances de serem eleitos aqueles que dispõem de recursos próprios ou são vinculados a um determinado setor social e econômico. Por último, estão as pessoas desconhecidas, com poucos recursos e sem espaços no partido, aponta o analista.

Segundo o técnico do Dieese e doutor em Ciência Política pela USP Alexandre Sampaio Ferrazo, uma amostra de apenas mil pessoas das mais de 25 mil que declararam ganhar acima de 320 salários mínimos totalizaria um montante de doações aos seus candidatos que alcançaria, por exemplo, o total estimado de R$ 211 milhões que o PT deve receber pelo Fundo Especial de Financiamento de Campanha. 

"Temos ainda que levar em consideração que é muito difícil que uma pessoa que ganhe até dois salários mínimos tenha condições de doar qualquer quantia à campanha eleitoral de um candidato, levando em consideração a elevação de preços de produtos básicos como o gás de cozinha nos últimos dois anos. Sem falar na instabilidade empregatícia, agravada pela reforma trabalhista", complementa Ferrazo.

 Fonte: RBA

Manuela à UJS: Ocupar a política, para transformar a política

Foto @kboughoff / UJS

Do alto de uma cadeira, bem no meio dos milhares de militantes que acompanham o 19º Congresso Nacional da União da Juventude Socialista (UJS), a pré-candidata à Presidência da República, Manuela d’Ávila, destacou a importância da entidade na sua trajetória. Vestindo a camiseta que é marca de sua pré-campanha - em que se lê “lute como uma garota” -, ela exaltou a rebeldia da juventude como motor de transformação e defendeu que os jovens ocupem espaços de poder para mudar a política.

A pré-candidata participou, na noite deste sábado (14), de um ato político durante o Congresso da UJS, que acontece no Instituto Federal de São Paulo (IFSP). Na hora de seu discurso, Manuela desceu do palco e caminhou até o centro do ginásio onde ocorreu a atividade. 

Ela começou sua fala contando que recebeu uma crítica, pelo fato de sua camiseta não dizer “lute como uma mulher.” Segundo a deputada estadual, contudo, o seu maior esforço é para “seguir lutando como a garota que nós fomos um dia”. “Nesse 2018 compeltam-se 20 anos do dia em que eu estava em sala de aula e uma outra menina, a Lúcia, se aproximou com um xerox de uma ficha de filiação à UJS e eu fiz uma opção, como uma garota, de lutar por coisas que são as mais importantes”, disse. 

E apontou que a entidade foi a escola onde aprendeu sobre o socialismo e o Brasil. “A UJS me ensinou que lutamos como garotas socialistas quando não nos conformamos com a ideia de que existe um homem ou uma mulher melhor que outro homem ou outra mulher. Ou com a ideia de que existe um jovem que pode viver e outro que não. Foi a UJS que me ensinou que lutamos porque não nos conformamos com o fato de que há crianças como a minha filha e há outras que não têm acesso a nada. Foi a UJS que me ensinou que lutamos como uma garota quando nos apaixonamos por esse país”, afirmou.

Para ela, a frase de sua camiseta vai além da ideia de que ela luta desde o lugar de fala de uma mulher. “Estamos dizendo que trazemos algo que, muitas vezes, é visto como defeito, mas é a maior qualidade da juventude, que é a rebeldia, a inconformidade, a convicção de que a realidade pode e deve ser transformada. Isso é lutar como uma garota”.

A pré-candidata ressaltou que cada militante tem um papel a cumprir, mas que a luta coletiva é ainda mais importante. “Nós, juntos, quando ocupamos a politica, podemos transformar a política. Se a gente junta as garotas e garotos que somos, com a inconformidade com os problemas e a certeza de que podemos mudar os rumos do país, podemos construir um socialismo brasileiro, com a cara desse povo, podemos transformar. Ser militante da UJS é dizer que acreditamos na juventude, na união e no socialismo”. 

Manuela rebateu ainda a ideia de que jovens não gostam de política. “A gente não gosta de qual política? A política feita pela própria elite, em que todo mundo que ocupa a política é homem, branco e tem entre 50 e 60 anos? A gente não gosta dessa política mesmo. Mas a gente não gosta dessa e abandona toda a política? Ou a gente não gosta dessa e ocupa para transformar? A gente decidiu ocupar para transformar”, colocou.

Na sua avaliação, não há contradição entre a luta institucional e a luta dos movimentos sociais. “Para a gente, mandato é instrumento da luta de transformação, que a gente da UJS aprende na rua. A gente é UJS em qualquer espaço. Não interessa se é na UNE, na Presidência ou no movimento negro, LGBT. A UJS nos diz que é urgente amar o Brasil, é urgente construir o socialismoa para que a gente tenha dias de justiça social”, declarou.

Manuela citou um trecho da música “Bola de meia, bola de gude”, de Milton Nascimento, para falar do papel que cumpre a juventude. “Vocês nos dão a mão nos mais difíceis momentos. A gente foi lá, lutou contra neoliberalismo, denunciou privatização, veio Lula, Dilma, Reuni, Prouni, cotas, ‘Minha casa, minha vida’, soberania nacional, brasilidade, autoestima. Aí depois golpe, misoginia, ódio, ódio de classe, crescimento do fascismo. Aí a gente olha pra vocês e vocês nos dão as mãos e nos lembram das coisas belas”, disse. 

No fim, ela fez um agradecimento à UJS, afirmando que foi seu tempo como militante na entidade que lhe permitiu hoje ser pré-candidata à Presidência. “Vocês permitiram que eu me encontrasse com o povo brasileiro, com a luta pelo mais belo, pelo mais justo e o melhor do mundo, com os heróis do nosso povo, permitiram que eu tivesse força para lutar contra o liberalismo, para ver muito sonhos serem realizados, e que eu tivesse a certeza de que é possível construir um país mais justo”, concluiu.

Durante o ato, que foi acompanhado por delegados de todo o país e também por convidados de outros países, como Síria, Chile, Portugal e Argentina, o vice-presidente do PCdoB, Walter Sorrentino, falou ainda sobre a crise do capitaismo e o momento de regressão, concentração de renda e elevação da pobreza pelo qual passa o mundo. E destacou que há alternativa ao regime do capital. 

Ao encerrar sua fala, Sorrentino celebrou o que, para ele, é o maior sentido de ser vanguarda nos dias de hoje, que é à capacidade de renovar as gerações de lutadores e dirigentes do povo brasileiro. 
Luíza Bezerra, secretária da Juventude da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), destacou a difícil situação do jovem no mercado de trabalho brasileiro. “A juventude ao lado da classe trabalhadora vai conseguir superar esse momento, e isso só se faz através da política”, apontou. 

Já o presdiente da CTB, Adilson Araújo, citou a necessidade de a esquerda lutar por uma convergência programática e promover mobilizações. “É fundamental enxergar que ocupar o poder pressupõe ocupar as ruas, quebrar o estigma da criminalização da política, disputar o voto de um povo que está descrente. Precisamos apresentar uma persepctiva. A Manuela é a voz da alternativa, do socialismo”, defendeu. 

O diretor do IFSP, Luís Cláusio de Matos também mencionou a importância de lutar contra a campanha de descrédito da política. “A gente sabe que está em curso um golpe no país. E o golpe não e só tirar a presidenta e vender nossas estatais. Querem que a gente acredite que todo político é corrupto, que a política não presta e que devemos ignorar isso. Fico feliz de ver a juventude unida, porque o que querem é que a gente fique descrente e abandone nossos ideias. E aí eles vão poder fazer o que quiserem. Por isso, não desistam nunca”, pediu.

O presidente da União Brasileira de Estudantes Secundaristas, Pedro Górki, falou sobre a resistência da juventude. Segundo ele, os jovens não aceitam mais a miséria, a fome, a exclusão, a educação sucateada e o desemprego. “Se forem fechar e sucater as escolas, nós vamos ocupar. No momento em que vendem nosso patrimônio, nossa resposta é ocupar todos os espaços de poder. Essa juventude não aceita um país que não seja para todos”, afirmou. 

Marianna Dias, presidenta da UNE, destacou a destruição que o atual governo promove no país e também mencionou a unidade das esquerdas. “Quando dizemos que queremos ocupar o poder, é para que essa destruição não continue. Eles precisam saber que daqui vai sair resistência, daqui vão sair jovens preparados. Quando a gente vê Manuela, a gente se inspira. Uma mulher que se dedica à luta política e que não tem vergonha de dizer que não será impeditivo para a esquerda se unir. E a esquerda precisa se unir porque depende dela um projeto de país mais justo”. 

A presidenta da UJS, Carina Vitral, falou que o golpe coloca a conta da crise nas costas dos trabalhjadores, das mulheres e dos jovens. “A situação não está fácil, a gente se envergonha vendo o Congresso comprometido com interesses econômico,s ao invés de com os interesses do povo. A solução é ocupar. Vamos tomar os espaços de poder, pegar a caneta na mão, e tomar os rumos do nosso país. Vamos ocupar a opolítica, porque a política é a única esperança. A nossa geração, que luta e ocupa, precisa chegar lá para fazer diferente”, concluiu.

Veja a íntegra do ato politico
Fonte: VERMELHO

sábado, 14 de julho de 2018

Manuela defende reforma tributária que desonere consumo e produção

Manuela ao lado do presidente da Abimaq, José Velloso Dias Cardoso
Manuela ao lado do presidente da Abimaq, José Velloso Dias Cardoso
A pré-candidata do PCdoB à Presidência, Manuela D’Ávila, participou de sabatina na Abimaq (Associação Brasileira de Indústria de Máquinas e Equipamentos), em São Paulo, nesta sexta-feira (13). Ela recebeu da entidade um documento com as propostas do setor com um conjunto de medidas que consideram importantes para o desenvolvimento da indústria no país.

Por Dayane Santos

Ao receber o documento, Manuela enfatizou que há muito pontos em comum com as propostas de desenvolvimento que ela tem apresentado como pré-candidata ao Planalto. “Temos divergências factuais, mas os posicionamentos da entidade foram muito próximos aos nossos como no caso das alterações drásticas que foram feitas de anti-desenvolvimento no último período. Precisamos no próximo ciclo do Brasil olhar para as convergências”, frisou Manuela.

Ela salientou que é preciso compreender que o desenvolvimento não virá sem a valorização do trabalho. “E a valorização do trabalho se da a partir da relação estabelecida entre o setor produtivo e os trabalhadores e trabalhadoras. Isso é o que nos faz valorizar a indústria”, destacou.

A pré-candidata do PCdoB voltou a criticar o “rentismo” e disse que seu projeto prioriza investimentos e apoio para “quem produz”. “Que país no mundo se desenvolve e distribui riquezas sem ter uma indústria forte? Que país no mundo se desenvolve e valoriza a sua indústria com taxas de juros gigantesca e um câmbio que valoriza as indústrias de outros países e não as nossas? Existe como pensar em enfrentar as altíssimas taxas de juros sem pensar no papel dos bancos públicos com taxas competitivas? Na nossa interpretação, não”, apontou.

O presidente da Abimaq, José Velloso Dias Cardoso, disse que concorda com Manuela e afirmou que “o desmonte que está sendo feito no BNDES vai prejudicar a indústria e vai demorar muito tempo para recuperar o BNDES que o Brasil tanto precisa e que tanto ajudou no desenvolvimento do país”.

Ele também endossou o argumento de que a indústria precisa ser forte para garantir o desenvolvimento. “Não existe um país que tenha uma indústria desenvolvida sem uma indústria de bens e capital forte porque é ela que erradia tecnologia, não somente na indústria como na agricultura, serviços e comércio”, lembrou. 

Ele destacou que o Brasil chegou a ser o 6º maior produtor do mundo de bens de capital, mas atualmente está entre o 12º e 14º lugar. Apontando o devastador processo de desindustrialização, o Velloso disse que a indústria brasileira, que já foi 20% do PIB, hoje representa 11%. No entanto, a indústria carrega uma carga tributária de 28%. “Na indústria de bens de capital, 47% do que é produzido é de impostos, ou seja, somos um país desigual na hora de cobrar impostos e também na hora de distribuir”, declarou.

O representante da Abimaq disse que a entidade defende uma reforma tributária que seja mais justa, transparente e que desonere o investimento e as importações. Ele citou os dados para questionar Manuela sobre as suas propostas para a questão tributária.

Para Manuela, uma reforma tributária deve desonerar o consumo e a produção. “Existirá como executar o projeto de reforma da Segurança que eu tenho, por exemplo, sem o governo arrecadar mais? Como o governo arrecada mais sem pensar em aumento de tributação, e mesmo que pense, como no nosso caso, numa reforma tributária que desonere consumo e a produção e tribute renda, como fazem os países que conseguem se desenvolver?”, indagou.

“A tributação brasileira é desigual. Tributamos consumo e produção e não tributamos renda. E o foco deve ser o inverso. Hoje, o país não tributa as grandes fortunas e heranças. Não tributamos lucros e dividendos, mas tributamos quem está gerando emprego e quem ganha menos e os mais pobres que são tributados pelo consumo”, destacou.

Manuela reforçou que o desenvolvimento da indústria deve ser acompanhando de investimento nas universidades públicas. “Alguns dizem que a universidade pública custa caro. Mas o lugar que produz a ciência básica brasileira que ao fim terminará na indústria de máquinas é nessas universidades”, argumentou.

A pré-candidata disse ainda que a indústria tem papel fundamental na geração e distribuição de renda. “Como a gente pode ter um projeto de país que não perceba que a indústria é fundamental para a geração de empregos, pois é a que melhor remunera. E como sou comunista, eu quero distribuir riqueza. Mas eu quero gerá-la porque se a gente não gera não tem o que distribuir”, frisou.

Manuela voltou a dizer que defende a revogação da reforma trabalhista e reafirmou que uma reforma da Previdência deve ser feita somente após uma auditoria, apontando os devedores da seguridade social.

“Eu defendo que a gente debata Previdência e jornada junto. Acredito que o país está maduro para reduzir a jornada de trabalho para 40 horas. É como dizer que um trabalhador que recebe um salário mínimo vai trabalhar mais dois anos ao fim da sua vida, trabalhando menos ao fim do seu dia durante trinta anos? Para mim não é. São pactos gerenciais que o Brasil precisa fazer”, disse.

Manuela defendeu debater as questões macroeconômicas “sob a lógica dos interesses nacionais”. 

Do Portal Vermelho

Temer enfraquece Embraer e empregos no Brasil para beneficiar Boeing

 
“O efeito desencadeador de desmobilizar empregos no Brasil para mobilizar empregos em outro país terá severo impacto”, declarou Clemente Ganz, diretor-técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). Segundo ele, esse pode ser um dos resultados da confirmação feita pelo governo brasileiro da fusão entre a empresa brasileira de aviação Embraer e a americana Boeing. “Um crime”, definiu Clemente.

Por Railídia Carvalho

“A pergunta aqui é: essas empresas, ao desenvolverem suas atividades produtivas, o fazem a partir de onde? E, ao fazer, fazem com que mão-de-obra?”, questionou o diretor do Dieese. “Será um engenheiro brasileiro que vai produzir para a Embraer do futuro ou será um engenheiro da Boeing? Esses empregos todos vão ser gerados na matriz onde a empresa estiver. Quando comprar um equipamento não será um feito pela empresa brasileira, mas com uma empresa que tenha relações com a Boeing”, esclareceu Clemente.

A Embraer é a terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo e a única fabricante brasileira de aviões, aliás, concorrente da Boeing. Apesar da Embraer ter nascido estatal, ela foi privatizada no governo de Fernando Henrique Cardoso. Atualmente, a União detêm uma ação de classe especial, chamada "golden share". Essa condição dá poder de veto em decisões estratégicas da Embraer. O governo Temer quer abrir mão dessa condição com justificativas (como geração de empregos e retomada da economia) que são contestadas por dirigentes sindicais.

“As consequências que vêm logo após a incorporação feita por uma empresa multinacional é precarização dos empregos, diminuição da massa salarial, perdas na economia nacional e regional e a completa falta de compromisso com o desenvolvimento do país e a produção de pesquisa e conhecimento”, enfatizou Marcelino da Rocha, presidente da Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas (Fitmetal) e integrante do Movimento Brasil Metalúrgico, que reúne representantes de todas as centrais sindicais do país.

"Façam o que eu digo não o que eu faço"

Na opinião do dirigente, a “doação” da Embraer aos americanos feita pelo governo de Michel Temer é parte da política do governo de Michel Temer para entregar às multinacionais empresas como Eletrobras, Petrobras, Caixa Econômica, Banco do Brasil e Banco Central. “É tudo o que os governos de primeiro mundo pregam. Mas não praticam nos seus próprios países. França, Alemanha e Estados Unidos têm forte intervenção do Estado, mas propagandeiam para o resto do mundo que o livre mercado é uma necessidade”.

Marcelino lembrou que o Brasil Metalúrgico tem se posicionado em defesa de uma frente unificada em torno dos interesses nacionais, ameaçados desde o golpe de 2016 que derrubou a presidenta eleita Dilma Rousseff. Ele recuperou o impacto negativo de empresas nacionais que foram repassadas às multinacionais como Companhia Siderúrgica Nacional (CSA) e Companhia Vale do Rio Doce. 

“Resultou em total esfacelamento da economia regional combinado com demissões, diminuição da distribuição de renda e consequentemente nenhuma preocupação com o meio ambiente como foi demonstrado recentemente no desastre na cidade de Mariana”, completou o metálurgico. 

Em 2015, houve o rompimento de uma barragem de rejeitos em Mariana resultando no maior desastre ambiental do país. A lama atingiu mais de 40 cidades, entre Minas Gerais e Espírito Santo, e matou 19 pessoas. A Vale é uma das empresas que responde pela tragédia.

Destruição da engenharia nacional

A notícia da fusão entre Embraer e Boeing tem causado inquietação nos trabalhadores da empresa brasileira em São José dos Campos. São 15 mil trabalhadores sem a garantia de que manterão seus empregos ou as condições de trabalho em que produzem. Diferente do discurso público do governo, a direção da empresa não deu nenhuma garantia aos representantes do sindicato dos trabalhadores da Embraer em S. José dos Campos, Botucatu e Araraquara. A reunião ocorreu nesta sexta-feira (13).

"Não deu detalhes do que pretende fazer, se vai ter PDV (programa de demissão voluntária) ou demissão em massa. Mas o que ele falou foi: 'não posso garantir isso", declarou à reportagem da Rede Brasil Atual o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Hebert Carlos, sobre o que teria dito o presidente da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva.

Na opinião do presidente da Associação de Trabalhadores Lesionados do Vale do Paraíba(ATL-Vale), Luis Fabiano Costa, as demissões em massa podem se transformar em uma realidade. Em entrevista ao Portal Vermelho, ele denunciou que os trabalhadores da Embraer mesmo antes de se concretizar a fusão vêm sendo demitidos. “Vários trabalhadores lesionados, em função do trabalho repetitivo na fábrica, mesmo com a garantia do emprego, têm sido demitidos. E há boatos de que haverá programa de demissão voluntária”.

Greve?

O dirigente lembrou que a ameaça se dá em torno da quantidade e também da qualidade dos empregos. “Aqui está a nata da engenharia da Embraer. Aqui é um pólo aeronáutico, a engenharia sai toda daqui. Instituições importantes para o país estão instaladas aqui como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Esse pessoal que é formado no Inpe é absorvido pela Embraer. A empresa oferece serviço de qualidade e boa remuneração e de repente esse setor de engenharia pode ser transferido para outro país e vai deixar de ter compromisso com o Brasil”, argumentou Luis Fabiano.

De acordo com ele, é necessário intensificar a mobilização dos trabalhadores da empresa para evitar que a fusão se concretize. A greve dos trabalhadores não foi descartada. “Se não houver participação efetiva do trabalhador nesse debate a empresa corre o risco de ser vendida e as demissões se concretizarem”, defendeu. 

Clemente resumiu com ironia o cenário nacional: “Talvez o governo brasileiro devesse propor a mudança da sede do governo de Brasília para outras cidades como Londres, Frankfurt. Seria mais coerente o governo brasileiro governar desses lugares já que está transferindo tudo o que é nacional para outros países. Abrir mão da Embraer é abrir mão do setor mais dinâmico da indústria de ponta no mundo. O Brasil quer entregar mais um setor estratégico com presença forte no mundo. Destruímos a Petrobras, destruímos as empreiteiras, destruímos o setor agropecuário e estamos destruindo a engenharia nacional”.

Do Portal Vermelho