ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

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domingo, 17 de setembro de 2017

O Brasil sob a Doutrina de Choque

Divulgação
A fórmula de política econômica que está sendo implementada no Brasil, um ultraneoliberalismo anacrônico, representa um assalto a renda e as condições de vida do povo brasileiro
A fórmula de política econômica que está sendo implementada no Brasil, um ultraneoliberalismo anacrônico, representa um assalto a renda e as condições de vida do povo brasileiro

No início de setembro o ministério da Fazenda emitiu parecer sobre o Regime de Recuperação Fiscal (RRF) do Rio de Janeiro, propondo uma série de medidas adicionais em relação às existentes no citado regime: mais cortes de gastos, demissão de servidores ativos, extinção de vários benefícios dos servidores, obtidos ao longo de anos, e a criação de uma alíquota extra de contribuição para a Previdência Estadual. O Rio aderiu ao Regime de Recuperação Fiscal, assinado com o governo federal, para o enfrentamento da brutal crise fiscal, fruto de desmandos, má gestão, e assalto aos cofres públicos por parte de governos. O parecer do ministério da Fazenda é simplesmente destrutivo, e propõe medidas como:

> venda de outras empresas públicas (além da Companhia Estadual de Água e Esgoto – CEDAE);
> fim da oferta de Ensino Superior;
> “reforma” do Regime Jurídico Único dos Servidores;
> demissão de servidores ativos;
> contribuição previdenciária para inativos (aposentados e pensionistas);
> cobrança de alíquota extra de contribuição previdenciária (além dos 14% que já estão aprovados).

Tais medidas, segundo a imprensa, serão implementadas no caso de o estado do Rio não conseguir realizar o ajuste já acertado no Regime de Recuperação Fiscal. Durante a vigência do RRF um Conselho de Supervisão irá monitorar as contas do estado. Alguns dias antes da divulgação do referido parecer do ministério da Fazenda, a Câmara dos Deputados aprovou (mais exatamente no dia 24 de agosto) a Medida Provisória (MP) 777/2017, que cria a Taxa de Longo Prazo (TLP), para substituir a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) nos financiamentos [1]do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A MP-777 define que a nova TLP se aproximará das taxas do mercado, o que significa encarecer o financiamento de longo prazo para indústrias, máquinas, equipamentos e infraestrutura, já que o Brasil pratica as taxas de mercado mais elevadas do mundo (há décadas).

A aprovação dessa medida, por parte dos golpistas, até as pedras já previam. A ideia desse pessoal é retirar qualquer capacidade de o Estado intervir estrategicamente na economia, e, como se sabe, o BNDES ocupa papel histórico fundamental no provimento de crédito ao setor privado no Brasil. O banco já vem sendo esvaziado desde o início do governo golpista, mas essa medida aprofunda o ataque, e tende a desidratar ainda mais o papel do BNDES na economia brasileira. O fim da TJLP atende exigência do capital financeiro, um dos principais blocos de articulação do golpe. É sabido que o Ministério da Fazenda e o Banco Central estão absolutamente subordinados ao sistema financeiro, sem nenhuma dúvida. Alguns parlamentares de oposição, na discussão da MP, ficaram apontando as grandes e evidentes contradições da Medida Provisória, mas esta não é a questão fundamental. O central é que o esvaziamento do BNDES, com a consequente reflexo nas condições da indústria, advém da lógica do golpe. Os golpistas estão desarticulando, de caso pensado, toda a estrutura produtiva que o Brasil construiu ao longo de décadas, desde Getúlio,
fundamental para garantir uma indústria de base nacional, mesmo que com limitações. E o BNDES tem o papel fundamental de provisão de crédito de longo prazo, com crédito subsidiado, essencial num país que pratica, há décadas a maior taxa de juros do planeta.

Mas os ataques ao Estado brasileiro não cessam por aí. Segundo notícia do jornal Valor, do último dia 6, Henrique Meirelles enviou ao Tribunal de Contas da União uma consulta sobre como vender as “golden share”, de empresas como a Vale, a Embraer e o instituto de Resseguros do Brasil. Essas ações em posse da União, apesar de reduzidas quantitativamente, dão ao governo o
poder de veto a decisões consideradas lesivas ao interesse nacional nessas empresas que foram privatizadas. Essas ações são, portanto, uma espécie de garantia contra transações que possam prejudicar o Pais, como por exemplo, a [2] transferência da sede para um outro país. Segundo a mencionada reportagem, o TCU está vendo a proposta com cautela, porque essas ações significam direitos, e não patrimônio, e não poderiam ser vendidas, em princípio. É muito provável que o Tribunal de Contas encontre uma forma “legal” de entregar essas ações ao capital internacional, por que isso é da natureza do golpe que o Brasil está sofrendo.

O Brasil está sendo submetido a uma “Terapia de Choque” e sujeito aos efeitos da implementação de uma verdadeira “agenda de guerra”. Um dos objetivos centrais da referida agenda é impedir a retomada da industrialização e internacionalizar ainda mais a economia brasileira, tornando o país uma plataforma de matérias primas das multinacionais. Estão fazendo tudo muito
rapidamente, como recomenda a tal Doutrina do Choque.

A fórmula de política econômica que está sendo implementada no Brasil, um ultraneoliberalismo anacrônico, representa um assalto a renda e as condições de vida do povo brasileiro. Tal política fracassou em todo o mundo. Claro, um fracasso do ponto de vista da nação, porque as minorias enriquecem com as privatizações e o torra-torra de patrimônio púbico. Se implementarem até o fim essa agenda de guerra, havendo ou não eleições em 2018, haverá, inevitavelmente, reação social. O conjunto de maldades que está sendo encaminhado contra o povo e contra o país, se tornará cada vez mais evidente, até para os mais crédulos. Ficará cada vez mais claro que foi aplicado um golpe dos poderosos, menos de 1% da população, contra mais de 99% dos brasileiros. É uma questão de tempo.

Fonte: Outras Palavras

STF não vai barrar nova denúncia contra Temer na Câmara

 
 Ueslei Marcelino/Reuters

"Quem pode ou não determinar o recebimento da denúncia é a Câmara. É prematuro pedir ao STF para suspender a tramitação de um encaminhamento de denúncia à Câmara porque seria quase uma invasão da esfera da separação de Poderes", disse o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal.

"O MPF, para ter acesso à Justiça, tem de ter liberdade de denunciar. Uma vez oferecida a denúncia, num caso normal, o Supremo pode entender que é muito frágil, não há justa causa, e tranca a ação penal no nascedouro. Mas, nesses casos em que o STF é apenas via de passagem para a remessa dos autos à Câmara, entendo que não se possa obstar a tramitação da eventual denúncia oferecida pelo MPF", completou.

A mesma posição foi manifestada pelo ministro Marco Aurélio Mello. “Apresentada a denúncia, cumpre ao relator encaminhá-la à Câmara. Os tempos são estranhos, mas eu não consigo perceber o agasalho jurídico-constitucional dessa posição, manietando quem não pode ser manietado, porque atua em defesa da sociedade”, disse. 


Fonte: Brasil 247

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Janot denuncia Temer por organização criminosa e obstrução de Justiça

 
Foto> Lula Marques/Agência PT


De acordo com o procurador, Temer e parlamentares do PMDB, que também constam na denúncia, participaram de um suposto esquema de corrupção envolvendo integrantes do partido na Câmara dos Deputados com objetivo de obter vantagens indevidas em órgãos da administração pública.

Na acusação sobre obstrução de Justiça, Janot sustenta que Temer atuou para comprar o silêncio do doleiro Lúcio Funaro, um dos delatores nas investigações e que teria sido o operador do suposto esquema. A suposta interferência teria ocorrido por meio dos empresários da JBS, Joesley Batista e Ricardo Saud, que também são acusados do mesmo crime.

Imunidade

Joesley e Saud foram incluídos na acusação de obstrução porque perderam hoje (14) a imunidade penal após o procurador concluir que os acusados omitiram informações da Procuradoria-Geral da República (PGR) durante o processo de assinatura do acordo de delação premiada.

Durante a investigação, a defesa de Temer questionou os benefícios concedidos a Joesley Batista pela PGR no acordo de delação.

Tramitação

Com a chegada da denúncia ao STF, a Câmara dos Deputados precisará fazer outra votação para decidir sobre a autorização prévia para o prosseguimento do processo na Suprema Corte.

O Supremo não poderá analisar a questão antes de uma decisão prévia da Câmara. De acordo com a Constituição, a denúncia apresentada contra Temer somente poderá ser analisada após a aceitação de 342 deputados, o equivalente a dois terços do número de deputados.

A autorização prévia para processar o presidente da República está prevista na Constituição. A regra está no Artigo 86: “Admitida a acusação contra o presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade”.

O prosseguimento da primeira denúncia apresentada pela PGR contra o presidente pelo suposto crime de corrupção não foi autorizada pela Câmara. A acusação estava baseada nas investigações iniciadas a partir do acordo de delação premiada da JBS. O áudio da conversa gravada pelo empresário Joesley Batista também foi uma das provas usadas no processo. 


 Fonte: Agência Brasil

Centrais e trabalhadores se unem em grande ato contra as reforma

 
 


O Dia Nacional de Mobilização contra as reformas de Michel Temer reuniu nesta quinta-feira (14) todas as centrais sindicais. A unidade dos metalúrgicos na mobilização, que acontece em todo Brasil, tem como objetivo barrar os desmontes do governo, entre eles a reforma trabalhista, a terceirização e a reforma da previdência. 

Com diversas fábricas paradas, o movimento destacou a importância da unidade das centrais na luta contra as medidas antidemocráticas que atingem o país no momento, o que poderá levar ao aprofundamento da crise econômica e social. 

As grandes mobilizações, nesta quinta, contaram com todas as centrais: a Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Intersindical e União Geral dos Trabalhadores (UGT).

O ato construído para a resistência dos trabalhadores aconteceu em diversos estados, com foco para as mobilizações em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, além de atos no Rio Grande do Sul, Bahia e Paraná. 

“Esse é um ato nacional é tanto pela história do papel dos metalúrgicos quanto pela necessidade de se mostrar a importância da retomada da indústria. Com as mobilizações demonstramos que sem a indústria, seja ela do setor naval ou a indústria de modo geral, não temos progresso. As autoridades precisam enxergar que nesse momento de crise temos 13 milhões de pessoas desempregadas, um número absurdo que afeta, e muito, os trabalhadores”, reforçou Jesus Cardoso, presidente do Sindimetal-Rio.

Ainda para ele, é preciso buscar a convergência entre os atores do governo, empresários e trabalhadores. É preciso que esses setores estejam unidos em busca de uma saída para o Brasil.

“Queremos a união e convergência de todos os atores para retomar os empregos, sem pensar nas divergências nesse primeiro momento, é necessário pensar na retomada econômica e industrial por meio da união de todas as frentes”, relatou Cardoso.




A retomada da indústria tem papel fundamental para o desenvolvimento do país, mas hoje, a desindustrialização da economia brasileira atinge seu ápice. 

Este ano, a participação da indústria de transformação no Produto Interno Bruto (PIB) nacional deve cair para menos de 10% neste ano. Queda abrupta se comparada à 1985, quando foi de 21,6%.

Ainda segundo a FitMetal, de 2002 a 2013, o emprego metalúrgico no país cresceu 80% – de 1,35 milhão de trabalhadores formais para 2,44 milhões. Nos dias de hoje, após quatro anos seguidos de mais demissões do que contratações no setor, o Brasil tem apenas 1,9 milhão de metalúrgicos com carteira assinada.

Para o Presidente da Fitmetal, Marcelino da Rocha, as paralisações buscam - além de impedir a reforma trabalhista e a terceirização – acordos e convenções coletivas que não rebaixem os direitos dos trabalhadores.

A mobilização ainda pretende reunir 1,3 milhão de assinaturas para a criação de uma Lei de Iniciativa Popular que anule a reforma trabalhista, que entra em vigor no país no dia 11 de novembro. 

Manifestações pelo Brasil

Diante de tal cenário, todas as centrais sindicais se mobilizaram para a luta pelos direitos dos trabalhadores e para a retomada da industrialização. 

Confira abaixo as mobilizações pelo país:

São Paulo (SP)

Em São Paulo, a concentração aconteceu na Praça Ramos, em frente ao Teatro Municipal. Após a concentração, os trabalhadores saíram em caminhada, às 10h, pela rua Xavier de Toledo até a Rua Martins Fontes 109, para um ato em frente à sede da Superintendência Regional do Trabalho. 
Em entrevista à Rádio Web Agência Sindical, Miguel Torres, presidente da Confederação da categoria (CNTM/Força Sindical), informou que eram realizadas 45 assembleias na base da Capital. 


 


Guarulhos (SP)

Já em Guarulhos, Grande São Paulo, houve atos em cinco fábricas. 

Osasco (SP)

Foram realizados protestos em 15 empresas e assembleias em 15 fábricas, entre elas, Meritor e Belgo/Cimaf

São José dos Campos (SP)

Na cidade de São José dos Campos, base da CSP-Conlutas, os metalúrgicos aderiram em peso aos protestos. O dirigente Luiz Carlos Prates (Mancha), destaca que as manifestações estão ocorrendo em três cidades. “A GM, por exemplo, tem lutado contra as práticas antissindicais. São 12 mil trabalhadores que estão em campanha salarial, com data-base em 1 de setembro”, lembra.

Os trabalhadores da Avibras, em Jacareí, iniciaram a primeira greve da campanha.

Na cidade de São José dos Campos (SP), metalúrgicos de nove fábricas se mobilizaram por direitos, com atrasos de até três horas nas empresas da região.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, os metalúrgicos estiveram em frente ao prédio da Petrobras para pressionar o presidente da Petrobras, Pedro Parente, para receber os metalúrgicos do Sindicato do Rio de Janeiro de Angra e de Niterói. O ato em frente a estatal contou com mais de mil trabalhadores.
A categoria é contra a privatização da estatal. “Não podemos aceitar que a Petrobras, uma empresa nacional e historicamente do povo brasileiro, leve as suas obras para fora do país, enquanto há desemprego no Brasil. Por isso, é preciso somar forças para barrar a privatização”, disse o presidente do Sindimetal-Rio, que estava presente no ato.




Minas Gerais

Já em Minas Gerais, os metalúrgicos aderiram em peso ao Dia Nacional de Luta, Protestos e Greves. Os operários fortaleceram as campanhas salariais e dizendo não às reformas que atacam direitos. Assembleias e paralisações ocorreram em Contagem na Belgo e na GE, em Juiz de Fora, na Portaria da Arcelor Mita, em Bocaiuva, na portaria da empresa Rima. Na parte da tarde, em Belo Horizonte, aconteceu o ato dos servidores públicos e ato unitário com outras entidades e movimentos. Além de protestos em Itajubá e Vale do Aço.


Mobilização em Betim - MG


Curitiba (PR)

Atos em frente às fábricas, entre elas, Renault/Volks (5h), em São José dos Pinhais, e Volvo (6h), na Cidade Industrial.

Rio Grande do Sul

Paralisações em 28 empresas.

Catalão (GO)

Manifestação nas fábricas John Deere e Mitsubishi.

Para acompanhar a mobilização em tempo real acesse: facebook.com/brasilmetalurgico


Assembleia em Anápolis - GO

*Estagiária no Portal Vermelho, com informações da Agência Sindical e Rede Brasil Atual

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Desmonte da Caixa: Lotex é incluída no Plano de Desestatização

 
Foto: CTB
Segundo o decreto, caberá ao BNDES a contratação de instituição responsável pela realização de leilão, pela convocação de audiência pública, pela publicação de consulta pública, além de designar a comissão de licitação, examinar a regularidade jurídica das minutas e publicar o edital de licitação.

O Ministério da Fazenda, por sua vez, será o responsável pela coordenação e pelo monitoramento dos procedimentos e das etapas do processo de desestatização. O prazo da permissão será de 25 anos e o processo de licitação será feito na modalidade leilão, a ser realizado em sessão pública por meio de apresentação de propostas econômicas em envelopes fechados.

De acordo com a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), de 2011 a 2016, as loterias da Caixa arrecadaram R$ 60 bilhões, dos quais R$ 27 bilhões foram destinados para financiamento de projetos em áreas como cultura, esporte, bolsa de estudo e segurança pública.

Em texto publicado em seu site no mês passado, a entidade informa que, em 2016, as loterias operadas exclusivamente pela Caixa arrecadaram R$ 12,9 bilhões, e R$ 4,8 bilhões foram transferidos para programas sociais. Desse total 45,4% foram direcionados para a seguridade social, 19% para o Fies, 19,6 % para o esporte nacional, 8,1% para o Fundo Penitenciário Nacional, 7,5% para o Fundo Nacional de Cultura e 0,4% para o Fundo Nacional de Saúde.

“Não haverá na iniciativa privada o interesse em garantir, por exemplo, que milhões de brasileiros façam uma faculdade com a ajuda do Fies. Esse é o perfil da Caixa Econômica Federal, banco que cumpre um papel social desde a sua criação. Isso não pode ser colocado em risco, até porque é apenas uma das ações do projeto que visa enfraquecer o banco e seus empregados”, disse o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, em relação à privatização da Lotex.

“Estamos assistindo ao início de um processo de sucateamento de empresas, bens e serviços públicos, muito parecido com o que ocorreu durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, nos anos 90. Por isso, a luta contra a privatização da Lotex deve ser assumida por todos os trabalhadores e a sociedade. É um retrocesso que poderá preceder muitos outros”, acrescentou Sergio Takemoto, vice-presidente da Federação.

“Quando se fala em privatizar, abrir capital, é preciso saber claramente o prejuízo que isso pode causar a todos os brasileiros e a importância de barrarmos esse projeto”, destacou Maria Rita Serrano, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Caixa e coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas.

 Do Portal Vermelho com Portal Brasil e Fanae

Após revigorante caravana, Lula volta a Curitiba mais fortalecido

 
 Ricardo Stuckert


Convocado pela Frente Brasil Popular (FBP), Fórum de Lutas 29 de Abril e Frente Resistência Democrática (FRD), o ato começa com atividades culturais a partir das 14 horas e culminará em um grande ato na Praça Generoso Marques, em frente ao Paço Municipal, no Centro de Curitiba, a partir das 18 horas. 

Será realizada uma aula pública com a presença do ministro da Justiça do governo Dilma Rousseff, Eugênio Aragão, às 16h30, que discutirá os métodos utilizados pela Operação Lava Jato. As atividades integram a 2ª Jornada de Lutas pela Democracia.

Diferentemente do primeiro depoimento, em que a mídia transformou em um embate entre o acusado e o juiz, reforçando a tese da parcialidade do juiz, desta vez a imprensa direciona os seus holofotes para as "denúncias" apresentadas contra o ex-presidente e o depoimento ensaiado de Antonio Palocci, na semana passada. 

A mudança de estratégia também é motivada pelo fato de que na primeira audiência, a imprensa criou a expectativa de que Lula seria enquadrado pelo "super juiz", mas a realidade não correspondeu. 

Após passar cinco horas prestando depoimento respondendo aos questionamentos dos procuradores do Ministério Público Federal - baseado nas convicções e não em provas, - e do próprio juiz Moro, Lula saiu fortalecido da audiência, evidenciando a fragilidade e a violação aos direitos cometidas pelo processo que tentava provar a suposta propriedade de um tríplex no Guarujá, litoral de São Paulo, como resultado do recebimento de vantagem indevida.
Nesse processo, Moro condenou Lula a 9 anos de prisão, reconhecendo, no entanto, que não há valores provenientes de contratos firmados pela Petrobras que tenham sido utilizados para pagamento de qualquer vantagem ao ex-presidente.
"A consequência dessa situação deve ser o reconhecimento de que a ação penal jamais poderia ter sido processada perante a Justiça Federal de Curitiba, com a consequente declaração da nulidade de todo o processo", afirma o advogado Cristiano Zanin, que nesta terça (12) protocolou no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) recurso que pede a anulação da sentença.

A estratégia da Lava Jato da República de Curitiba de condenar o acusado por meio da opinião pública, antes mesmo da decisão judicial, não surtiu efeito contra o ex-presidente. Liderando todas as pesquisas de intenções de voto para 2018, Lula Lula entra para depor ainda mais fortalecido, após a revigorante caravana pelo Nordeste, em que foi aclamado pelo povo.

Processo

Agora, o depoimento que o ex-presidente prestará nesta quarta será uma nova oportunidade para responder a todos os seus acusadores, inclusive aos fatos imputados pelo ex-ministro Palocci.

Lula será ouvido no processo a que responde no âmbito da Operação Lava Jato sobre supostas vantagens indevidas recebidas do Grupo Odebrecht para beneficiar a empreiteira em contratos com a Petrobras.

A acusação do MPF se baseia na compra de um terreno em São Paulo pela Odebrecht para a suposta construção do Instituto Lula.

Aparato policial

Repetindo o esquema montado para o depoimento do ex-presidente em maio, a secretaria de Segurança do Paraná, estado comandado pelo tucano Beto Richa, prepara estratégia semelhante, mas com um número de policiais reduzido.

"As circunstâncias são muito parecidas. No entanto, o dimensionamento foi menor. Mas o esquema básico é o mesmo, com um volume menor de policiais", explicou o secretário de Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquita.

Serão destacados cerca de mil policiais militares, além de representantes da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Departamento de Inteligência do Estado do Paraná (Diep), Guarda Municipal, Polícias Rodoviária Estadual e Federal, Polícia Federal, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), entre outros órgãos. A expectativa é que 50 ônibus cheguem a Curitiba com cerca de 5 mil manifestantes.

Em maio, foram destacados 1,7 mil policiais militares para a segurança. O resultado foi diversos casos de abuso de autoridade e repressão policial.

Assim como no esquema anterior, o trânsito será novamente alterado desde cedo, com bloqueios a partir das 6 horas da manhã a duas quadras da JFPR. "O bloqueio mais imediato [acontece] a partir do meio-dia, ao redor da Justiça Federal. Ali sim, respeitando o interdito proibitório que já foi decretado pela Justiça. Quem não tiver sido cadastrado, não terá acesso", disse Mesquita.

Confira a programação:

15 horas – Atividades culturais

16h30 – Aula Pública com o ministro da Justiça do governo Dilma Rousseff, Eugênio Aragão

17 horas – Lançamento do livro: “Comentários a uma sentença anunciada: o processo de Lula”, organizado por um grupo de professores e operadores do Direito, que evidencia os abusos e inconsistências no processo contra Lula.

18 horas – Ato de solidariedade ao ex-presidente (com a presença de Lula) 


Do Portal Vermelho, com informações de agências

domingo, 10 de setembro de 2017

Por que as panelas bateram contra Dilma e não batem contra Temer?

 



Panelas que bateram contra a "corrupção de Lula, Dilma e do PT" não batem mais. Então, bateram por quê?

A resposta a que cheguei (sou um brasileiro pertencente a este estrato social, sou o típico paulistano tradicional, e que convive com essas duas classes sociais diariamente a 49 anos). São três razões centrais (principais) do bater panela com Dilma:

1) Medo da perda da distinção social, pela ocupação coletivizada dos espaços geográficos (shoppings, praias, aeroportos, Miami, barzinhos da Vila Madalena, restaurantes) e compras coletivizadas dos produtos de consumo (celulares I-Phone, perfumes, roupas de marcas, tênis tops, automóvel) pelas classes média e médio-alta tradicionais e os ascendidos sociais da Era Lula/Dilma - a chamada classe C.

2) Medo da concorrência no mercado de trabalho pela possibilidade dos pobres e remediados de chegarem ao Ensino Superior e concorrem com os ascendidos sociais até a Era FHC pelos postos de trabalho com melhor remuneração.

3) Medo de perder a exclusividade no processo de chegar ao topo da pirâmide social, ou seja, que só nós das classes média e médio-alta tradicionais tenhamos as ferramentas e o Capital inicial para chegar à condição de multi-milionários ou bilionários.

A corrupção, o mote das manifestações a favor do Impeachment de Dilma Rousseff, foi apenas um pretexto para a defesa da distinção social, da não concorrência no mercado de trabalho melhor remunerado e pela exclusividade no processo de chegar ao topo da pirâmide social.

Colocaram um Governo que breca a possibilidade de ascensão social e mantêm o status quo da Era pré-PT e as panelas se silenciaram, mesmo que vivenciemos no mundo real o Governo mais corrupto da História.

E você me pergunta:

E a meritocracia?

Esta nunca existiu nem vai existir, porque o mérito, sejamos sinceros, é confundido com o direito adquirido de ser distinto do brasileiro remediado e do brasileiro pobre, mérito de distinção fabricado de forma "divinatória" e pela "herança familiar".

Os de fora deste mundo fechado do brasileiro médio não receberam a Bênção Divina que os mereça capacitar a adentrar no Mundo dos homens de Bem(ns) e ocupar os mesmos espaços geográficos e consumir produtos iguais das classes média e médio-alta tradicionais porque não têm bons modos, classe, glamour e Educação. 


Fonte: Jornal GGN