ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65
CAMPANHA MOVIMENTO 65

domingo, 16 de outubro de 2016

Judiciário: um ponto fora da curva democrática


Roberto Amaral, em seu blog


Se o juiz, chame-se Moro ou Mendes, pode tudo, contra a lei e o direito, instaurou-se a lei da selva.
Em 2014 foi possível, na última instância, a eleição de Dilma Rousseff – uma vitória precária, saber-se-ia depois –, mas, com ela, elegeu-se um Congresso exemplarmente reacionário, em condições de reescrever o discurso da soberania popular ditado no pleito presidencial.
 
Fica para outra oportunidade a discussão sobre a distância ideológica do voto majoritário em face do voto para as casas legislativas. Desta feita, essas considerações se cingem a uma de suas consequências: a brutal perda de legitimidade e representação do Poder Legislativo, posta de manifesto em face do quadro real da sociedade brasileira, contrastando com sua composição.
 
Segundo o estudo Radiografia do Novo Congresso-Legislatura 2015-2019 (pp. 18 e segs.), do Diap, o perfil da atual Câmara dos Deputados compreende, entre outros, 200 empresários, 169 profissionais liberais, 30 servidores públicos, 23 professores, 15 policiais, sete bancários e cinco metalúrgicos.
 
Num universo de 513 parlamentares, 136 assalariados, mas 74 pastores evangélicos e 191 integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária-FPA. Esses números, por si sós, são a mais eloquente denúncia da absoluta ausência de representatividade do Congresso Nacional, explicam sua decadência ética, legislatura após legislatura, e explicam, finalmente, o papel desempenhado desde a eleição do correntista suíço para a presidência da Câmara e o último ato da comédia de erros e equívocos em que se constituiu o ‘julgamento’, pelo Senado, do impeachment afinal aprovado contra o mandato legítimo da presidente Dilma Rousseff, no episódio, ré sem crime.





 
Aliás, essa é a característica da nova ordem instaurada com o golpe continuado que teve suas primícias no espetáculo do dia 17 de abril deste ano, primeiro fruto da associação concertada entre a mídia monopolizada, o Congresso, o Poder Judiciário e o grande capital contra a ordem política até então vigente.
 
O Congresso eleito em 2014 (na mesma eleição que deu maioria à candidata Dilma Rousseff) assegurou o golpe de Estado, mas a instalação, como seu desdobramento, do Estado autoritário, via ditadura judicial, ou o golpe de Estado permanente contra a ordem democrática e constitucional, é obra militante do Poder Judiciário que se constitui, presentemente, em ‘ponto fora da curva’ do Estado de Direito democrático, tantas e seguidas são suas agressões à Constituição da República, cuja defesa é seu dever de ofício.
 
Não é irrelevante, para quem cultiva os princípios gerais do direito, que o Tribunal Regional Federal da 4ª região (Porto Alegre), para onde seguirão em grau de recurso as sentenças prolatadas pelo factótum da República de Curitiba, declare, em decisão acordada numa votação de 13 votos a 1, que em tempos excepcionais (e o que são ‘tempos excepcionais’?) as decisões judiciais não precisam observar as leis.
 
Se o juiz pode, a cada julgamento, criar o seu direito, a seu talante, o Direito simplesmente saiu de cena, e tudo o mais é possível e o que estamos a assistir é a um festival de absurdos que faz de Ionesco um aprendiz de dramaturgo. Se o juiz, chame-se Moro ou Moura, ou Gilmar Mendes, pode tudo, ou tudo pode, contra a lei e o Direito, jogaram-se às urtigas a segurança jurídica, sem a qual simplesmente não há Direito. É a legitimação da lei da selva.
 
Quando um juiz de primeira ou de qualquer instância comete um ilícito, e por esse ilícito, reconhecido pelo STF, não é punido, a mais alta Corte torna-se cúmplice dele. O Supremo declarou ilegais as gravações de conversa da presidente com o ex-presidente Lula que o juiz Moro tornou públicas. Que cumpria, então, ao STF, fazer? Oficiar à Procuradoria-Geral da República e ao CNJ dando ciência desse ilícito de quebra de sigilo. Nada foi feito.
 
Quando esse mesmo juiz, no recebimento de denúncia contra Luiz Inácio Lula da Silva, declara que, a partir dali, ‘regularmente processado’ o acusado teria condições de provar sua inocência, está agredindo tudo o que se concebe como Direito, pois, no Estado de Direito Democrático, não cabe ao acusado provar sua inocência, uma presunção, mas ao acusador provar sua culpa!
 
E assim, em um simples despacho, o juiz transforma a presunção de inocência em presunção de culpa! E fica tudo como dantes no Castelo de Abrantes! Porque o juiz – no caso juiz, investigador, promotor e julgador – não está só. Amparam suas costas largas a mídia irresponsável, a Polícia Federal e o Ministério Público, e, principalmente, dá-lhe respaldo o STF, quando, em dois julgamentos, decide fazer tábula rasa do princípio constitucional da presunção da inocência, e quando admite, contra o texto constitucional, a execução da pena de prisão antes de a condenação haver transitado em julgado, isto é, haver passado por todas as instâncias de apreciação.
 
O STF agride os fundamentos do Direito Penal dos países civilizados. Mostra-se, no século XXI, incapaz de entender as lições que o Marquês de Beccaria nos legou no seu clássico (geralmente leitura obrigatória dos calouros dos cursos de direito) Dos delitos e das penas, obra do século XVIII.
 
Pensando em punir adversários de hoje, pune a civilização, que tem na liberdade o maior dos direitos do homem, a ele só equiparável o direito à vida. A supressão da liberdade é o ultimo recurso de que deve lançar mão o Estado contra o indivíduo, pois os anos de cárcere não são recuperáveis, como não é recuperável a vida depois de executada a sentença de morte.
 
Que fazer com a liberdade perdida pelo condenado absolvido em terceira instância? Por isso mesmo é de um absurdo que brada aos céus a forma como a privação da liberdade, sem julgamento, banalizada, transformou-se em instrumento de suplício e tortura contra acusados ainda sem culpa, posto que são presos para que a culpa se estabeleça e os fatos de que eventualmente serão acusados finalmente sejam apurados.
 
Era assim nos tribunais dos tristes dias do stalinismo e dos famosos ‘Julgamentos de Moscou’, era assim, entre nós, no ‘Estado novo’, era assim nos anos de chumbo da ditadura: os adversários do regime ilegal são presos sem culpa formada, são condenados, e a seguir ‘processados’, mas tudo começa pela prisão.
 
Todos os arbítrios têm suas justificativas, sempre negadas pela História. Os muitos Savanarola das muitas inquisições se diziam enviados de Deus para purificar o mundo dos ímpios e dos infiéis, como Joana D’Arc, Giordano Bruno e Galileo. Já nos nossos tempos, Hitler pretendia salvar a raça ariana e Stalin livrar a pureza do comunismo das ameaças de seus adversários internos. Vargas precisava, depois de 1935, livrar o País dos comunistas e dos integralistas. A última ditadura militar prometia livrar o País da ameaça comunista e da corrupção. Sempre ela. Tudo cabia sob o guarda chuva de “crimes políticos”.
 
Hoje, jovens juízes e procuradores, sem cultura histórica, esmeram-se como os novos “salvadores da pátria” (de que os cemitérios de todo o mundo estão plenos), portadores de uma missão divina, sentem-se e agem como cruzados da modernidade. Para salvar o País da corrupção, tudo é permitido, mesmo a injustiça, a perseguição política, a derrogação dos direitos individuais tão penosamente conquistados pela civilização.
 
A judicialização da política se agrava com a partidarização da Justiça e quando procedimentos inconstitucionais não são detidos, como os do juiz Moro e os do inefável ministro Gilmar Mendes – “aquele que não disfarça” como muito bem precisou o jornalista Bernardo Mello Franco, a Justiça, última expectativa de segurança do cidadão comum, transforma-se em uma falácia.
 
Permanentemente impune, o ministro Mendes impregna de peçonha os seus pagos e agora transforma o TSE em tribuna para discutir parecer da Procuradoria-Geral da República que condena como inconstitucional a PEC 241 (aquela que congela os investimentos em saúde e educação) e assim meter seu incabível bedelho na discussão do mérito da emenda.
 
Em “nota técnica” assinada e divulgada por ordem superior por dois funcionários da casa, o TSE – que nada tem a ver com as discussões que se travam no Congresso, e sem ser chamado – discute o mérito da proposta e condena o que chama de irresponsabilidade fiscal de governos predecessores.
 
Referindo-se claramente à Procuradoria-Geral da República, dita a nota: “Não se afigura sequer razoável que instituições que se beneficiaram tanto e, portanto são sócias da irresponsabilidade, agora procurem fazer uma interpretação constitucional heterodoxa, contrária à história, para buscar, de modo egoísta, a manutenção de privilégios[…]”.
 
Para o procurador e jurista Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça, esses tristes dias de hoje lembram muito a visão de justiça nazista. Nossos juízes de hoje estariam simplesmente a repetir o que fazia Roland Freisler, presidente do Volksgerichtshof, o Tribunal Popular da Alemanha. Naquele então também se proclamava que “tempos excepcionais exigem leis excepcionais, tempos difíceis que exigiam juízes excepcionais, decisões excepcionais. Assim entre nós, no Tribunal de Segurança Nacional da ditadura varguista. Em 1964, para salvar a democracia, os militares nos premiaram com 20 anos de ditadura.
 
O Poder Judiciário brasileiro é um ponto fora da curva do Estado de direito democrático.

Fonte: Carta Maior

Moro não se declarar impedido de julgar Lula revela estado de exceção


"Sérgio Moro não se declarar impedido de processar e julgar o ex-presidente Lula depois de divulgar ilegalmente escutas telefônicas de Lula e da ex-presidente Dilma e após o TRF4 declarar que o juiz atuou fora dos marcos legais porque diante de situação excepcional nos mostra o que realmente a Lava Jato revelou", afirmou o jurista.

Prado ressalta que o fato do TRF ter justificado a conduta ilegal de Moro, apenas significou que ele não será penalizado, salvo se o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) identificar irregularidade no procedimento administrativo, o que pode levar anos.

"O fato incontroverso à luz do direito é que, ao despir-se objetivamente da imparcialidade, que é premissa da atuação jurisdicional, e ver isso reconhecido pelo tribunal, ainda que a título de comportamento excepcional, Sérgio Moro naquele momento assumiu a postura contraposta a de Lula e tornou-se impedido de julgar", explica.

E completa: "Seguir no processo por iniciativa própria e/ou com aval do tribunal reafirma o que ninguém ignora, no Brasil e hoje também muito claramente no exterior: que a "única grande revelação da Lava Jato" é a de que a Constituição da República foi colocada de lado neste processo. Ela, Constituição, não vale mais".

Para justificar as suas condutas, Moro admitiu que "estamos em tempos excepcionais". Segundo Prado, "quando um juiz de primeira instância suspende a aplicação da Constituição, qualquer que seja a hipótese, e segue dirigindo o processo com respaldo do tribunal, não há mais regras, a segurança do direito foi substituída pela força apoiada exclusivamente na autoridade".

Geraldo Prado rebate a tese que de a Lava Jato revelou a grave e incontestável situação de corrupção no Brasil. "Esta sempre foi bastante conhecida. Dizer ignorar e ignorar de fato são coisas distintas. Tampouco a Lava Jato mostrou como enfrentar a corrupção, pois em outros Países, que experimentam situações semelhantes, igualmente graves, a apuração dos crimes obedece a normas legais e não se converte em cruzada", enfatizou.

Para ele, a Lava Jato revelou, em sua maioria, "uma incrível capacidade de somente enfrentar a corrupção corrompendo a Constituição, consciências e liberdades".

Mas ressalta que em vários procedimentos houve investigação, citando a cooperação internacional que, segundo ele, mostrou-se relevante instrumento de descoberta de crimes e a análise criteriosa de dados obtidos mediante levantamento de sigilos construiu hipóteses acusatórias plausíveis.

"No entanto, quando de forma deliberada a legalidade foi jogada para escanteio, o que se viu foi apenas mais do mesmo. Mais do mesmo em prejulgamentos, em condutas de índole política não disfarçada porque ancoradas no discurso do interesse público", reforçou.

Para o professor da UFRJ, "o cenário está dominado por um moralismo tão de ocasião, como em outras épocas, quando era necessário mudar para manter tudo do mesmo jeito".

"O público supostamente "dono da opinião" está cansado da corrupção e, como se dominado por um pensamento mágico, aguarda ansioso o clímax, para tocar sua vida adiante, não falar mais disso", salientou ele, se referindo às manipulações das grande mídia com seus vazamentos seletivos. "Até a Lava Jato, como se de gente se tratasse, já declarou que está perto do fim", lembrou.

"O único final efetivo, gostem ou não os que discursam em favor do que vivemos, é o do estado de direito. Sei que há muitos que lutam pelo restabelecimento da legalidade e, principalmente, da racionalidade no campo jurídico e político. Estes que teimam devem confiar em sua luta pacífica. Devem lembrar da máxima de Rui Barbosa: a liberdade individual não é bem de um único sujeito, mas patrimônio comum da sociedade", concluiu. 


Do Portal Vermelho, Dayane Santos

CANDIDATOS DA COLIGAÇÃO UNIDOS PARA MUDAR SE REUNIRAM PARA AVALIAÇÃO DO PLEITO DE 2016

Na última sexta-feira, 14 na Casa de Cultura de Nova Cruz/RN alguns candidatos da Coligação Unidos Para Mudar, principalmente membros do PCdoB (PCdoB, Betinho, Zé Aldo e Ednaldo Cabeleiro), além de Alisson - PPS, o único vereador eleito na coligação.

Após avaliações feitas pelos mesmos a respeito da última eleição, foram encaminhados alguns itens para serem concretizados, entre eles destacam-se o aluguel de uma casa para a sede PCdoB, novas filiações e encontro com os filiados e direção municipal, data a ser definida.

Quanto a Alisson Alva, vereador eleito prometeu seguir as regras da coligação e fazer o melhor possível como legislador e procurar mandar firme na coligação Unidos Para Mudar.

Por Eduardo Vasconcelos - Secretario de Organização do PCdoB

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

CANDIDATOS DO PCDOB/NOVA CRUZ/RN NAS ÚLTIMAS ELEIÇÕES SE REÚNEM HOJE (14) - EM PAUTA: AVALIAÇÃO E ENCAMINHAMENTOS.

Hoje (14) os candidatos a vereadores no último pleito se reúnem logo mais ás 19 horas na Casa de Cultura, em pauta; Avaliação das últimas eleições, Organização, Encaminhamentos, entre outros.

O objetivo maior da reunião é manter o grupo unido, coeso, visando o fortalecimento para continuarem na luta por uma sociedade, justa, fraterna e igualitária.  O PCdoB de Nova Cruz, juntamente com o PPS e PT saíram juntos na Coligação "UNIDOS PARA MUDAR", fazendo um vereador, Alisso - PPS e primeiro suplente, Betinho - PCdoB e segundo suplente: Gilson do Peixe.  Mudando o quadro político da Câmara e essa atitude fez por onde surgirem novas coligações com partidos "pequenos" proporcionalmente , resultado positovo também para outros partidos.

O sucesso foi tanto, que a Câmara elegemos mais de 60% novos vereadores.

Não Somos os Melhores, mas Somos DIFERENTES!  Novas adesões virão!

Secretaria Municipal de Organização - PCdoB - NOVA CRUZ/RN

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Servidores da Ufersa e UFRN devem paralisar atividades nesta quinta-feira


Os servidores técnico-administrativos e técnico-administrativas da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) aderiram à paralisação nacional que está programada para a próxima quinta-feira, dia 22. Em assembleia realizada nesta terça-feira, 20, no auditório do DCEN, campus leste da universidade, a categoria também decidiu paralisar no dia 29.
Em virtude do momento político ao qual estamos vivenciando, os servidores discutiram sobre a onda de greve que vem se falando no Brasil. O coordenador geral da delegacia sindical do SINTEST/RN na UFERSA, Allyson Leandro Bezerra Silva, expôs para os servidores o que aconteceu durante a Plenária Nacional Estatutária da FASUBRA, que ocorreu entre os dias 09 e 11 de setembro em Brasília, e as principais pautas defendidas pela categoria.
Fonte: Robson Pires

Centrais se unificam em atos, neste dia 22, contra cerco a direitos

Ato das Centrais em frente à Fiesp na avenida paulista no dia 16 de agosto -Railidia Carvalho
A ameaça aos direitos dos trabalhadores ganhou força com a proposta das reformas trabalhista e previdenciária sinalizadas pelo governo de Michel Temer. A precarização das condições de trabalho, defendida por parte do empresariado, se expressa também em projetos no Congresso Nacional. Recentes decisões no Supremo Tribunal Federal (STF) fazendo valer acordos coletivos sobre a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) preocupam as centrais, que realizam nesta quinta-feira (22) atos pelo Brasil. 
A vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Carmen Foro, reconheceu que o período é difícil para os trabalhadores com ameaças vindas de diversos setores. Nesta semana o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, afirmou que o encaminhamento da reforma trabalhista para o Congresso deverá acontecer apenas no próximo ano.
 
O Executivo não é o único poder que se movimenta contra a CLT. “Sabemos que existem acertos do Executivo com o Congresso mas de onde esperávamos que viesse um nível razoável de se fazer justiça começam a haver decisões contra os direitos dos trabalhadores. Por isso esses atos se transformam em uma luta maior”, argumentou a dirigente.

Carmen se referiu às decisões recentes, incluindo a do ministro Teori Zavascki, do STF, que reconheceu que um acordo coletivo firmado entre sindicato e empresa tivesse prioridade em relação à CLT.

A sindicalista afirmou que a luta dos trabalhadores também deve fazer pressão no judiciário. Para ela a unidade das centrais é fundamental para que a mobilização dos trabalhadores se fortaleça.

“Todos serão afetados independentes da cor da central que representam. Uma única central ou um só sindicato não serão capazes de fazer a luta do tamanho que precisamos. Por isso o ato de amanhã (22) tem um importante significado para o próximo período de lutas”, avaliou Carmen.

Defesa dos direitos sociais e trabalhistas

A nota “Trabalhadores Unidos em Defesa dos Direitos Sociais e Trabalhistas”, que é assinada por nove centrais e convoca para esta quinta, critica ainda a insistência do governo Temer na política de ajuste fiscal. Ainda de acordo com as declarações do Ministro, o foco de Temer será agora o ajuste fiscal.
 
Em divergência com o governo, o documento das centrais afirma que o ajuste fiscal que, entre outros impactos, reduz o poder aquisitivo do trabalhador, faz do empregado “vítima da recessão, do desemprego e da baixa informalidade”.

Dados do Ministério do Trabalho mostram que em 2015 o Brasil perdeu 1,51 milhão de postos formais, registrando o pior resultado desde 1985. Nesse período predominaram as demissões em massa e as contratações por salários mais baixos. 

Em relação a 2014, os trabalhadores tiveram um recuo de 2,56% nos rendimentos de 2015. Atualmente o país registra cerca de 12 milhões de desempregados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Atos unificados

Às manifestações organizadas pelas centrais se juntarão atos de diversas categorias profissionais como bancários, educadores e servidores públicos. Estão programados protestos em todas as regiões do país com atos confirmados em cerca de 24 estados durante todo o dia. 

Em São Paulo, as centrais se concentrarão a partir das 10h desta quinta em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A partir das 14h haverá em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) uma assembleia dos professores do Estado convocada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).

Os atos desta quinta são organizados em conjunto pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas) e Intersindical.
Intersindical.

 
Por Railídia Carvalho

Do Portal Vermelho

MPRN conquista quatro prêmios em evento nacional de gestão

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) foi o grande vencedor do Prêmio Nacional de Gestão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que foi realizado nesta quarta-feira (21), em Brasília, durante abertura do VII Congresso Brasileiro de Gestão do Ministério Público. Dos quatro projetos finalistas, o MPRN conquistou primeiro lugar em três categorias.
O MPRN foi uma das duas unidades com mais projetos selecionados. No total, cinco. Desses, quatro foram escolhidos e premiados. Foram eles: Nascer com Dignidade (1º lugar); Grupo Reflexivo de Homens: Por uma atitude de paz (1º lugar); MP NÃO PARA – Núcleo de Apoio Administrativo Volante (1º lugar); e Transformando Destinos (2º lugar).
O “Nascer com Dignidade” conquistou a 1ª colocação na categoria Indução de Políticas Públicas sendo uma articulação institucional voltada para o fortalecimento das ações e da rede de atenção básica de saúde da mulher e da criança (até o primeiro mês de vida), visando a redução dos indicadores de morbimortalidade materna e neonatal. O projeto contou com 56 adesões de Promotorias de Justiça, abrangendo 137 municípios do Rio Grande do Norte. (Continuar lendo…)
Fonte: Robson Pires