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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

BRASIL: Direção do PCdoB aplaude organização de estudantes paulistas

O Comitê Central do PCdoB, reunido neste domingo (6), na capital paulista, saudou em moção, os estudantes secundaristas de São Paulo que defenderam a escola pública contra o plano de reorganização escolar do governo do PSDB. Para os comunistas, as manifestações dos estudantes transcenderam São Paulo e ecoou pelo país como exemplo de cidadania e em defesa da democracia. Segue a moção aprovada abaixo:


Ubes
Direção nacional do PCdoB aplaude estudantes paulistasDireção nacional do PCdoB aplaude estudantes paulistas

Moção de aplauso aos estudantes paulistas
O PCdoB manifesta seu aplauso aos estudantes secundaristas de São Paulo, pela aula que proferiram em defesa da escola pública em dias seguidos de luta.

Após ocuparem mais de 200 escolas derrotaram o governador tucano Geraldo Alckmin e sua proposta descabida e autoritária de fechar mais de 90 escolas sob o absurdo pretexto de reorganizar os ciclos escolares sem qualquer debate.

As manifestações pacíficas dos estudantes foram alvo de covarde e truculenta repressão da Polícia Militar, prontamente repudiadas pela sociedade e pelas forças democráticas.

A mobilização dos estudantes transcendeu São Paulo, ecoou pelo país como exemplo de cidadania, de militância juvenil aguerrida e construtiva, relevante para manter e ampliar os direitos sociais, e defender a democracia.

São Paulo, 6 de dezembro de 2015

O Comitê Central do Partido Comunista do Brasil - PCdoB

BRASIL: PCdoB defende luta contra golpe e retomada do crescimento

O Comitê Central do PCdoB se reúniu neste fim de semana, na capital paulista, para avaliar o quadro político e tomar posição frente aos últimos acontecimentos, em especial à decisão do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de aceitar o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. A reunião foi aberta pela presidenta nacional do partido, deputada federal (PE) Luciana Santos, na noite de sexta-feira (4).


Foto: Inácio Carvalho
Comitê Central reunido em São Paulo (dias 4 a 6 de dezembro de 2015)
Comitê Central reunido em São Paulo (dias 4 a 6 de dezembro de 2015)

Ao iniciar sua intervenção, a presidenta Luciana Santos chamou atenção para o fato de que este ano de 2015 é palco do mais duro ataque à democracia desde o fim da ditadura em 1985. Para Luciana, “a escalada golpista se irrompeu para derrubar a presidenta Dilma Rousseff e ceifar as conquistas de um ciclo político do qual emergiu um projeto democrático e soberano de desenvolvimento, direcionado sobretudo para melhorar a vida do povo e reduzir as desigualdades sociais”. 

Em sua análise, a dirigente nacional do PCdoB afirmou ainda que “os esforços de desestabilizar o Brasil fazem parte de um movimento maior, a marca principal deste momento é a luta para o estabelecimento de um novo equilíbrio na balança de poder mundial. As grandes potências operam em distintos tabuleiros para conter a consolidação de novos polos de poder, para cindir articulações que questionam sua hegemonia”. 

Essa disputa mundial de poder se dá com a persistente crise do capitalismo. “O capitalismo continua vivendo um impasse, os indicadores de retomada do crescimento a nível internacional continuam em níveis muito baixos. Em seu oitavo ano consecutivo a crise não dá indicadores de melhoras. Neste cenário se fortalece a grande finança, fazendo com que alguns países adotem medidas que chocam com o desenvolvimento soberano”, afirmou Luciana Santos.

Os reflexos da crise no Brasil são inevitáveis. Na opinião de Luciana Santos, “após dez anos de prosperidade e uma inédita melhoria significativa na vida do povo, o país enfrenta grave e prolongada recessão que provoca pesados danos à economia e penaliza o povo e os trabalhadores. Ao contrário do que dissemina a grande mídia, a recessão é um fenômeno de múltiplas causas; não deriva, como ela espalha, de ‘culpa’ exclusiva do governo”.

A dirigente comunista faz uma aguda crítica à elite brasileira e seus representantes no Congresso Nacional ao mostrarem seu total desrespeito com as instituições democráticas e com a situação econômica do país. Para Luciana, “estes setores priorizam em essência os atalhos a 2018, priorizam o golpe, a ter que enfrentar os desafios da crise econômica que o país vive. A oposição espera arrastar a crise política para 2016 com objetivos claros, sangrar ainda mais o governo”. 

Nestas circunstâncias Luciana analisa a decisão do presidente Eduardo Cunha de aceitar o pedido de impeachment da presidenta Dilma Roussef formulado pelos advogados Hélio Bicudo, Miguel Reali Jr e Janaína Pascoal. Para ela, “trata-se em essência mero revanchismo de Eduardo Cunha, e do interesse de Aécio Neves de encontrar atalhos para as eleições de 2018, o que não passa de uma tentativa de golpe”.

O pretexto dos autores do pedido são as chamadas “pedaladas fiscais” que teriam sido praticadas pela presidenta Dilma e rejeitadas pelo Tribunal de Contas da União. Para a presidenta do PCdoB, “o interesse da oposição, em aliança com Eduardo Cunha, não é o de combater as pedaladas fiscais, mais sim o de levar o país ao caos institucional, ampliando as dificuldades para o estabelecimento de um entendimento nacional que leve o Brasil a superar a crise”. 

Contra essa ação golpista Luciana conclama um vigoroso movimento contra o golpe e em defesa da democracia. Para ela, “o que está em jogo transcende a defesa do governo Dilma, é em essência a defesa do regime democrático, e da institucionalidade, conquistas que custaram vidas e anos de luta do povo brasileiro. Esta batalha só será ganha com o povo nas ruas. Neste momento ganha em importância o fortalecimento da Frente Brasil Popular e da Frente Povo Sem Medo, articulações amplas que agrupam distintas centrais sindicais, movimentos sociais, partidos políticos na defesa da democracia e da retomada do crescimento”.

Ao mesmo tempo em que conclama à luta contra o golpe, a presidenta nacional do PCdoB defende também a retomada do crescimento. Neste sentido destaca o lançamento do documento “Compromisso pelo Desenvolvimento”, que reuniu centrais sindicais e amplos setores do empresariado e da sociedade com o objetivo de construir uma nova agenda visando a retomada da produção, dos empregos e da melhoria de renda. 

Para Luciana Santos “o Brasil pode criar as condições para superar a recessão e paulatinamente deflagrar uma segunda fase de crescimento e desenvolvimento, com valorização do trabalho e redução das desigualdades sociais. A primeira condição para isso é instaurar um mínimo de normalidade política e segurança para os agentes econômicos. A oposição neoliberal, irresponsavelmente, atua para manter a instabilidade e assim forçar o prolongamento da recessão”. 

“A luta deve ser contra o golpe e pela retomada do crescimento”, conclui Luciana Santos.

O debate partidário teve início na sexta-feira (4) e se encerrará na tarde deste domingo (6). A resolução política do encontro será divulgada em breve.

Leia também:

Do Portal Vermelho, com assessoria da Presidência do PCdoB

domingo, 6 de dezembro de 2015

Estudantes interrompem link do programa de Fátima Bernardes e criticam Rede Globo

Repórter dava informações sobre os protestos da última sexta-feira (4) quando foi interrompida pelos estudantes secundaristas, que gritavam “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”. Confira o vídeo
Por Redação
Na manhã da última sexta-feira (4), estudantes secundaristas que participavam de manifestação contra o plano de reorganização escolar em São Paulo deixaram a apresentadora global Fátima Bernardes em uma “saia-justa”. Uma das repórteres da emissora entrou ao vivo no programa Encontro para dar notícias sobre o protesto, mas foi interrompida por gritos de “o povo não é bobo, abaixo a Rede Globo” vindos dos alunos.
No vídeo abaixo, é possível observar que Fátima ficou visivelmente constrangida. Confira:
No início da tarde de ontem, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) recuou e anunciou que o plano de reorganização da rede estadual será suspenso por um ano. Os estudantes, no entanto, mantêm as ocupações nas escolas.
Fonte> Revista Fórum

O povo nas ruas defende a legalidade e barra o impeachment

Foto: Google - divulgação

A Câmara dos Deputados já foi presidida por homens com alto sentido da função pública, da moralidade republicana, e da responsabilidade democrática. A lembrança de deputados do calibre e da honradez de Ulysses Guimarães ou Adauto Lúcio Cardoso se impõe. Eram políticos que colocavam os interesses do país, as exigências da democracia, e sua própria honra, acima de qualquer interesse pessoal. 
 
Não é o que acontece em nossos dias. A Câmara dos Deputados é presidida por um deputado contra o qual se acumulam acusações sobre acusações. De faltar com a verdade em CPIs, de receber dinheiros ilícitos, de manter contas secretas no exterior. De usar seu cargo, que o coloca em linha direta na sucessão presidencial, como um biombo que o esconda dessas acusações ou como recurso para fazer chantagens políticas em defesa de interesses pessoais e espúrios.
 
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, decidiu, nesta terça-feira (2), iniciar um processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, e não há como esconder o objetivo de retaliação contra o anunciado voto dos deputados do PT, na Comissão de Ética da Câmara, pela abertura de um processo parlamentar em que ele será julgado. 
 
Além das chicanas políticas, da pequenez da atuação desse parlamentar que, incensado pela mídia conservadora e com decisivo apoio da direita na Câmara dos Deputados (as bancadas do PSDB, DEM, PPS e Solidariedade foram decisivas na eleição e nas ações de Cunha), é preciso levar em conta que a luta de classes, em sua manifestação mais crua, surge sem disfarces na cúpula do Estado brasileiro. 
 
Ao longo de nosso período republicano os governos democráticos e progressistas que estiveram à frente da Presidência da República geraram reações golpistas. A direita, que sempre foi o principal fator de instabilidade política no Brasil, agiu da mesma maneira contra Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, João Goulart, Luiz Inácio Lula da Silva e, agora, contra Dilma Rousseff, contra quem nada há que possa legitimar uma ruptura institucional tão grave que justifique a perda de seu mandato – nem há fundamento jurídico, nem a presidenta praticou qualquer ato ilícito que fundamente a medida absurda pretendida pela direita.
 
A direita, que ao longo do tempo mandou nos rumos do país, não recua em usar os recursos ilegais e antidemocráticos – se não alcança o poder pela via legal, pelo voto popular, rasga a lei para tomar o governo de assalto.
 
É o que tenta agora. Com os apoios de sempre, sendo o mais caricato deles a figura deletéria do senador, ex-governador mineiro e candidato tucano derrotado em 2014, Aécio Neves, que posa de “campeão” do impeachment. 
 
A direita, sobretudo seu principal partido, PSDB, quebrou o Brasil três vezes, no governo de Fernando Henrique Cardoso. Foi campeã na criação de desemprego, de arrocho salarial, de empobrecimento dos brasileiros e de humilhação nacional ante as imposições de governos estrangeiros, principalmente dos EUA. Este quadro mudou desde o início do atual ciclo de mudanças democráticas e soberanas no Brasil. Nos governos Lula e Dilma, desde 2003, mesmo no cenário da grave crise mundial do capitalismo, o Brasil avançou, a vida do povo melhorou, o país se tornou respeitado no mundo. 
 
São mudanças que contrariam o programa da direita e ameaçam seus privilégios. E movem a oposição conservadora para, a todo custo, retomar o controle da Presidência da República. 
 
Mas não passarão. O golpe da direita, desta vez, vai fracassar. Os golpistas terão que derrotar o campo progressista e democrático nas esferas institucionais – na Câmara dos Deputados e nas posições mais altas do Judiciário. 
 
A luta pela legalidade vai ocupar as ruas nesta conflagração iniciada pela direita. Os democratas e progressistas sairão em defesa da legalidade e do mandato constitucional da presidenta da República. 
 
O povo, nas ruas, vai vencer os golpistas, derrotar de vez a direita e consolidar as mudanças democráticas que o Brasil vive desde 2003. A direita não passará!

Fonte: Portal Vermelho 

Bancada do PCdoB aponta ilegalidade no pedido de impeachment

Presidenta do PCdoB, deputada Luciana Santos

A comissão especial que analisará o pedido de impedimento da presidenta Dilma Rousseff inicia os trabalhos na próxima terça-feira (8). A líder do PCdoB na Câmara, deputada Jandira Feghali (RJ), será titular e o vice-líder do governo, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), ocupará a suplência do colegiado.


A líder do PCdoB na Câmara, deputada Jandira Feghali (RJ), que será titular na Comissão Especial responsável por analisar o pedido de impeachment, advertiu: “Trata-se de revanchismo, pois não há fato determinado para justificar um pedido de afastamento da presidenta Dilma Rousseff." Para Jandira Feghali, o pedido transcorre fora da legalidade já que não há rito definido em casos desta natureza.

O PCdoB ingressou no Supremo com uma argüição por descumprimento de preceito fundamental (ADPF) para que as regras no processo de impedimento fiquem claras. A ação foi repassada ao ministro Luiz Edson Fachin, que solicitou informações à Advocacia Geral da União (AGU), à Procuradoria Geral da República (PGR) e ao Congresso. Entenda o caso.

Parlamentares comunistas destacam que a iniciativa do presidente da Câmara não tem base legal. 

Ouça a reportagem abaixo:
Bancada aponta ilegalidade no pedido de impeachment

Fonte: Radioagência PCdoB na Câmara

sábado, 5 de dezembro de 2015

NOVA CARTA ABERTA À PRESIDENTA DILMA ROUSSEF

Presidenta Dilma, saia do palácio e venha para o meio do povo. "A defesa do mandato presidencial tem que ser feita com e no meio do povo." - " Venha e seja uma mulher valente aqui no nosso meio e a história a reconhecerá como a Presidenta do povo. Enquanto os golpistas se reúnem em torno de lautas refeições e de bebidas caras para arquitetar golpes a senhora virá para no nosso meio se juntar aos mais humildes, que não comem caviar, mas que se alimentam do pão da justiça social em busca da paz."

NOVA CARTA ABERTA À PRESIDENTA DILMA ROUSSEF


Por Dom Orvandil Moreira Barbosa - Cartas Proféticas - 05/12/2015 

Prezada Presidenta Dilma

Ontem assisti o seu discurso e o seu encontro com os participantes da 15ª Conferência da Saúde.

Vi o entusiasmo dos participantes que deliraram com sua entrada e gritaram muitas vezes “não vai ter golpe”!

Escutei-a durante todo o seu discurso. Vi uma grande mulher falar como quem se sente acuada, sem conseguir esboçar suas belezas feminina, política e de a maior líder do nosso povo.

Meu coração doeu pela senhora, por nosso povo e por nosso País.

Doeu porque vi na tribuna a nossa maior líder afirmando que não praticou nenhum crime e que fará de tudo para defender o seu mandato.

Pensei com meus poucos botões que a senhora não precisa dizer que não cometeu crime algum. Todos sabem disso, desde os mais honestos que militam apaixonadamente na construção de uma sociedade mais justa até aos mais malandros e sujos da oposição, inclua-se neste elenco maluco e mau caráter o senhor Eduardo Cunha.

Quanto a defesa do mandato que não é seu, mas do povo brasileiro, é justo que a senhora o defenda e o faça como dizemos lá no nosso Rio Grande do Sul, com unhas e dentes.

Mas, permita-me lhe dizer, Presidenta, que a senhora deve defender o mandado emanado dos votos do povo brasileiro não só com articulações palacianas e formalmente jurídicas.

A defesa do mandato presidencial tem que ser feita com e no meio do povo.


Por favor, não se trancafie nos palácios do Planalto e da Alvorada. Isso gera muita insegurança e dá munição para a direita midiática e golpista inventar bobagens sobre a senhora. Abre espaços para que os golpistas veicularem fofocas e alimentem o ódio por todos os meios. Lembre-se de que o nosso povo desconfia muito de reuniões palacianas e de quem se esconde dele.

Faça como aconteceu no encontro da saúde, comungue com o povo.

Ao encontrar com o povo diga os nomes dos traidores da Pátria, dos corruptos que assaltam os cofres públicos, dos que desviam os recursos do povo para contas pessoais com o objetivo de alimentar vaidades e podridões miseráveis de quem não o ama o povo e com ele não trabalha.

Venha para o meio do povo e denuncie os movimentos do imperialismo no esforço de golpear a democracia para roubar nosso pré-sal e nossas estatais.

Venha e denuncie os bancos que estrangulam nosso Tesouro e nossa economia, sem se preocupar com o desemprego e com a asfixia de nossos direitos.

Venha para o meio da classe trabalhadora e conte sobre as pressões dos poderosos para que a senhora aplique o receituário do arrocho que desemprega, adoece, destrói direitos e mata crianças e velhos.


Nos corredores dos palácios a articulação, a pressão e manipulação dos poderosos entram no poder como o ar que se transmuda em tempestade no vale onde vivemos como maioria.

Foi nos escritórios do Palácio que Fernando Henrique Cardoso constrangeu Lula a assinar a diabólica “carta aos brasileiros”, que o obrigou a aplicar parte do programa neoliberal.

Sabemos que a senhora é honesta e é incapaz de urdir o mal contra o nosso povo. É assim que a senhora ensina para seu neto quando ele vai ao Alvorada. A senhora mostra que nas coisas do povo brasileiro ele não deve tocar, porque são sagradas.

Porém, Presidenta, também sabemos o quão poderosas são as forças inimigas dos pobres, dos trabalhadores, dos negros, dos jovens, dos indígenas, das mulheres, enfim dos excluídos. Elas atuam às sombras. Pressionam e ameaçam, sem se preocuparem com os valores éticos de amor ao nosso povo e ao nosso País democrático, por quem a senhora lutou de armas nas mãos. Elas pisam em sua honestidade e alma ilibada como os elefantes esmagam as flores.

Por isso a conclamação para que a senhora rompa o cerco e venha para o meio do povo e do Brasil social e produtivo.

A senhora será bem recebida. A senhora será amada. A senhora será fortalecida. A senhora será prestigiada.

Venha para romper com esse programa econômico que arrocha, que corta investimentos, que encolhe o País, que ameaça o desenvolvimento, que encolhe a renda e destrói a democracia que a senhora tanto ama.

A senhora é a pessoa que mais tem poder de mobilização. Ao libertar-se de uma presidência burocrática e tímida a senhora encontrará na unidade de nosso povo as forças para romper e esfarinhar o golpe sujo.

A senhora tem o poder de convocar cadeias de rádio e televisão para convocar o povo. Ninguém tem essa privilegiada prerrogativa. Use-a a nosso favor, querida Presidenta Dilma.

A senhora encontrará riscos de segurança com insanos que a querem matar. Mas também não há ninguém que conte com tanto aparato de segurança de uma pessoa quanto a senhora.

Lembre-se de que nenhum de nós conta com qualquer esquema de segurança que proteja a vida quanta a senhora. Aqui no vale nacional somos assaltados e mortos todos os dias, principalmente os pobres, mulheres e negros.

Ao vir para cá, prezada Presidenta, construirá a mais gigantesca e histórica respeitabilidade como a mulher que veio às ruas para, a partir daí, defender nosso povo e a Pátria dos golpes dos insanos que derrubam CPMF para depois, nas campanhas eleitorais, mentirem que o sistema de saúde é ruim por causa de Lula e de Dilma; que derrubam os direitos para depois acusarem-na de nada fazer pelo povo que a elegeu.

Ao nosso lado a senhora ajudará a nos defender do cinismo e da hipocrisia que viram alienação e ódio entre irmãos.

Ao nosso lado a senhora ajudará muito mais a defender a democracia do que nas articulações palacianas.

Lembre-se Presidenta de que o povo escolhe para presidir e liderar o seu País o melhor dentre os seus filhos e filhas.

A senhora e não Michel Temer foi a escolhida para ser nossa Presidenta.

A senhora é a melhor filha deste povo. A senhora é nossa melhor irmã brasileira.

Lembre-se de que o problema do golpe por meio do processo do impeachment não é jurídico nem moral. É político.

E problemas políticos se vencem no meio dos maiores e melhores políticos que somos nós, o povo.
O parlamento é composto pelos representantes do povo. Mas quando os bons representantes são hostilizados e outros representam não o povo, mas interesses contra nós é preciso ir direto ao povo e com ele lutar.

Venha Presidenta.

Aqui nos sindicatos, nas associações de moradores, nas igrejas, nos movimentos sociais e nas ruas é o seu lugar, porque são os lugares onde lutamos, vivemos e onde nos sentimos ameaçados nesse momento.

Aqui no vale a senhora retomará a bravura e a história da Vanda que lutou contra o terror de um golpe das trevas.

Hoje não lutamos com metralhadoras e bombas, mas com as armas dos direitos humanos, da defesa da democracia e da soberania nacional.

Aqui é o lugar e agora é o tempo de recuperar a bravura, a coragem e a verdade defendidas quando a senhora perdeu a liberdade, submetida às agruras das prisões e das torturas.

Venha, grande mulher, e faça conosco a boa luta nos ajudando a mobilizar o Brasil contra o golpe. Ninguém tem mais força para isso do que a senhora.

Lembre-se do grande patriota Leonel de Moura Brizola, admirado por todo o País por defendê-lo do golpe. Os tempos e a conjuntura são outras, mas os golpistas querem dar o mesmo golpe de sempre, ainda que com novas roupagens.

Lembre-se do que disse o “cavaleiro da esperança” sobre a admiração do povo por Brizola. Luiz Carlos Prestes disse que o ex-governador gaúcho e carioca cultivava os valores da valentia e da honestidade, que o povo estima.

Venha e seja uma mulher valente aqui no nosso meio e a história a reconhecerá como a Presidenta do povo.

Enquanto os golpistas se reúnem em torno de lautas refeições e de bebidas caras para arquitetar golpes a senhora virá para no nosso meio se juntar aos mais humildes, que não comem caviar, mas que se alimentam do pão da justiça social em busca da paz.

Será mais justo a senhora e o povo defendermos o nosso mandato presidencial do que perdermos o poder e o povo.

 Abraços críticos e fraternos na luta pela justiça e pela paz sociais.
• Dom Orvandil, OSF: bispo cabano, farrapo e republicano, presidente da Ibrapaz, bispo da Diocese Brasil Central e professor universitário, trabalhando duro sem explorar ninguém.

Fonte: Vozes da Esquerda

BRASIL: Luciana Santos diz que oposição “partiu para o tudo ou nada”

Portal Vermelho conversou na manhã desta sexta (4), em São Paulo, com a presidenta do PCdoB, deputada Luciana Santos, sobre o acolhimento do processo de impeachment contra a presidenta Dilma pelo presidente da câmara dos deputados, Eduardo Cunha (PMDB). “A oposição se desmascarou”, ressaltou Luciana.

Por Railídia Carvalho


Portal Vermelho
Luciana e André Tokarski na reunião do Fórum de Movimentos Sociais do PCdoB nesta quinta (3)
Luciana e André Tokarski na reunião do Fórum de Movimentos Sociais do PCdoB nesta quinta (3)

As declarações foram feitas após a presidenta fazer a abertura da reunião do Fórum Nacional de Movimentos Sociais do PCdoB, que acontece nesta sexta, na capital paulista. 

De acordo com Luciana a oposição não quer saber de legalidade e nem de ética e que o objetivo é derrotar o projeto político representado pela presidenta Dilma.

“Um projeto que transformou o Brasil para melhor, com avanço, enfrentamento da desigualdade regional e inclusão social.  O eleitor de Dilma precisa defender a democracia e o legado das conquistas e dizer não ao retrocesso”, afirmou Luciana.
“Estamos diante de um pacto, uma negociação feita com um chantageador, com alguém que não tem autoridade política nenhuma para conduzir impeachment”, criticou a presidenta.
Na opinião dela o Brasil está diante de um terceiro turno das eleições. “Na medida em que o impeachment foi aberto precisamos tensionar as energias para barrar o golpe e para isso precisamos ter a rua e capacidade de interferir no cenário política para defender a democracia brasileira”, defendeu.
Segue em análise a arguição de descumprimento de preceito fundamental (Adpf) apresentada pelo PCdoB ao STF questionando o rito de acolhimento do impeachment. Outro instrumento usado pelo partido foi um mandado de segurança apresentado pelo deputado Rubens Junior (PCdoB-AM) e que foi foi rejeitado pelos ministros Gilmar Mendes e Celso de Mello.
“A adpf é a única ação que permanece e foi apresentada na perspectiva de fazer a guerra jurídica.  Mas sabemos que a disputa é eminentemente política”, definiu Luciana.
Para ela com a disputa jurídica em curso a hora é de fazer pressão nas ruas para assegurar que o resultado das urnas seja respeitado e novas perspectivas de debate ganhem força neste processo.
“Ao mesmo tempo em que iremos para as ruas defender o mandato da presidenta Dilma é preciso fazer o debate do futuro, da superação da crise econômica, da superação do ajuste fiscal. É o momento de virar a página do ajuste e falar do crescimento e do desenvolvimento. Estas questões estão postas para o partido e para nossa militância”, destacou Luciana.
O PCdoB será representado pela deputada Jandira Feghali na comissão especial da câmara que analisará o processo de impeachment. O deputado Orlando Silva é o suplente. Seguidos os trâmites de composição dos membros, a previsão é que a comissão seja instalada na próxima terça (8).


do Portal Vermelho