ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Eleitor pode conferir se está regular com a Justiça Eleitoral pela internet

O portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na internet oferece diversos serviços e informações ao cidadão, disponíveis na aba Eleitor, localizada na barra superior do site. Na seção Serviços, o eleitor pode conferir sua situação eleitoral (se está regular ou com pendências na Justiça Eleitoral), retirar diversas certidões como de quitação eleitoral, além de buscar o endereço do local onde vota (zona eleitoral), entre outras opções.

No link Situação eleitoral, o cidadão pode verificar se tem alguma pendência (multa, cancelamento de título, etc) com a Justiça Eleitoral. A pesquisa pode ser feita mediante Consulta por nome ou Consulta por título.

A emissão ou validação das certidões pela internet, exige o preenchimento de todos os campos do formulário de emissão ou validação. Os dados informados devem coincidir inteiramente com os constantes do cadastro eleitoral. Se forem diferentes, a certidão não será emitida. Se o cidadão não dispuser dos dados necessários para efetivar a emissão ou validação, deve procurar um cartório eleitoral para obtê-los.

Em  Título e local de votação, a pesquisa do local onde se vota pode ser feita por meio da  Consulta por nome ou Consulta por título. Por meio da opção Consulta por nome é possível obter, antes, o número do título. O eleitor pode ainda instalar um aplicativo, conforme a tecnologia do seu aparelho (iOS ou Android), para localizar os dados de sua seção eleitoral.
Já o link Zonas eleitorais – cartórios explica o que é uma zona eleitoral, sua composição, e permite localizar o endereço de cada uma.

Além das opções citadas, a seção Serviços da aba Eleitor oferece os seguintes links aos eleitores:  Disque-EleitorMesárioJustificativa eleitoralMesárioMonitoramento de sistemasPré-atendimento eleitoral,Processo Eleitoral no BrasilRestituição de multasVoto em trânsito.

EM,FP/JP
Fonte: TSE

Carta aberta à elite golpista – Por Laís Gouveia

Olá setores golpistas! Faço, novamente, uso das redes sociais para divulgar a todos mais uma carta aberta. Na anterior, escrevi sobre o caos que o Aécio Neves provocou em Minas Gerais e espero ter contribuído um pouquinho para a sua derrota.
Pois bem, desde que Dilma foi reeleita, vocês estão fazendo um verdadeiro inferno neste país e usam como instrumento a grande mídia para alienar milhares de brasileiros. Pior: reproduzem um discurso de ódio e intolerância.
Eu votei sim na Dilma e não me arrependo disso, e não! Não sou uma irresponsável ignorante, como vocês gostam de esbravejar por ai. Está tudo caminhando bem? Não, estamos passando por uma crise econômica, fruto de uma crise mundial que afeta milhares de trabalhadores em todo o mundo.
O certo é agir para que o governo saia dessa crise sem penalizar o povo, e criticando, sim, a política econômica do Levy. Agora, a pior crise é a política, que se mantém desde que Dilma foi eleita, tentando fazer que seja impossível estabelecer um clima de governabilidade neste país.
Essa culpa, é exclusivamente sua, elite!Que possui como maior representante, um garoto mimado, que até hoje não aprendeu a perder e fica com esse papinho de impeachment. E um outro, filhote do PC Farias que, mesmo com 4 contas ilegais na Suíça, mantém-se como o principal representante da “moral” e “dignidade” da direita, agindo como o imperador do Congresso!

O papel lúcido de qualquer cidadão responsável é fazer uma crítica baseada na legalidade democrática estabelecida no país. De todos, o maior desrespeito é vocês ignorarem 54 milhões de brasileiros que votaram em Dilma e agora, baseados nas famigeradas pedaladas ficais, algo que todos os ex-presidentes cometeram e nenhum foi submetido ao linchamento público que Dilma está sofrendo. Aliás, está aí um motivo para vocês espumarem de raiva: Não acharam absolutamente nada que comprometa a presidenta com esses casos de corrupção. Ao contrário, nunca se combateu tanto a corrupção como agora, sob seu governo.
Vocês da nossa “cheirosa” elite, estão inconformados com um sério “problema”: É empregada doméstica que estuda para ser advogada, que divide o mesmo voo com vocês. São os filhos das domésticas estudando nas mesmas salas de aula com seus filhos criados a leite e danoninho. Sim! Nós, o povo, sabemos que vocês não querem perder o padrão “exclusivo personalité”. Que peninha de vocês! Quem manda em nossos destinos agora somos nós, o povo! Aos poucos, estamos acabando com os laços escravistas do nosso país! E agora me vêm com essa história de “engajamento”, de bater panela e desfilar na Avenida Paulista ao lado de ex-coronéis da ditadura militar, muitos pedindo o regresso da mesma. Elite, até a estupidez e a falta de vergonha na cara tem limite!
Por último e não menos importante, eu gostaria de dizer uma coisa aos espíritos de porco que vêm usando a imagem da presidenta para coisas nojentas e sujas. A política está aí em debate. Se oferecem argumentos e propostas para transformar o país. Tenho muita pena daqueles que não conseguem expressar racionalmente a sua opinião e que contribuem para um mundo mais machista, ignorante e desprezível.
Existem vários problemas. Temos que disputar a saída da crise à esquerda, e esse recado vale também para os que botam a camisa vermelhinha e pedem impeachment. Os coerentes sairão às ruas em defesa do mandato da presidenta, contra o ajuste fiscal e em defesa da classe trabalhadora.
Estou com Dilma e estou cobrando mais avanços. Me desculpem, esse país já está calejado demais!

Vivemos muitos golpes e foi derramado muito sangue ao longo da história do Brasil. Viva a Frente Brasil Popular, Viva a Frente Brasil Sem Medo!
Fonte: UJS Nacional

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Política em Pauta: Golpistas não passarão!

Enfatizamos o compromisso da Bancada do PCdoB na Câmara dos Deputados em lutar pela democracia e pelos direitos do povo. É uma batalha diária, da qual temos muito orgulho de estar à frente. Por isso, bradamos, mais uma vez: golpistas não passarão!



Fonte: Portal Vermelho.com.br 

Gleisi Hoffmann: São os juros, ministro!

A despesa que mais cresceu no orçamento da União nos últimos tempos foi a despesa com juros. A cada ponto percentual que se eleva a Selic (taxa básica de juros controlada pelo Banco Central), são R$ 15 bilhões a mais que temos de pagar para os credores. Faça uma conta rápida: em 2012 nossa taxa Selic estava na casa dos 7,5%, agora está 14,25%, o dobro. Não há orçamento que resista e ajuste fiscal que dê conta de estabilizar as finanças e reduzir a dívida.

Por Gleisi Hoffmann*, em Blog do Esmael


  

Somam-se a isso as operações do Banco Central para tentar equilibrar o dólar. Essa conta também vai para o orçamento da União. Se não consegue pagar dentro do ano, aumenta a dívida. Por isso nossas dívidas, líquida e bruta, estão crescendo. São as despesas com juros e os chamados swaps cambiais que aumentaram muito. Neste ano essas despesas financeiras já somaram R$ 226 bilhões, contra R$ 120 bilhões em 2014.

A pressão, o comportamento do mercado e o argumento prevalente de combate à inflação pela demanda nos levaram a isso. Nenhuma despesa do orçamento cresceu mais em relação ao PIB do que a conta de juros. A despesa de pessoal diminuiu, a previdência cresceu pouco, as despesas sociais, incluindo Bolsa Família, educação e saúde somadas não perfazem a conta das despesas financeiras.

É claro que sempre podemos e devemos melhorar as finanças públicas. A presidenta Dilma tomou uma série de medidas para isso, mas não são elas que vão resolver sozinhas o equilíbrio orçamentário e nem tampouco a retomada do crescimento econômico. Se os juros continuarem nesse patamar, é como enxugar gelo.

Lembro, perfeitamente, em 2012, quando conseguimos chegar a mais baixa taxa de juros da nossa história, 7,25%. Aproveitando a queda, que sempre foi tão defendida pelo setor produtivo, a presidenta Dilma fez uma política ousada de desoneração tributária, tirando grande parte dos encargos da folha de pagamento de vários setores da economia. O objetivo era dar competitividade às nossas empresas e garantir empregos. Juros baixos, menos tributos, igual a investimentos.

Não foi bem isso o que aconteceu. Descobrimos que a queda dos juros também afetou fortemente as empresas do setor produtivo que, em sua maioria, tiravam rentabilidade de aplicações financeiras e não só da produção. Setores que tiveram a folha desonerada usaram esse espaço fiscal para compensar a queda de rendimentos, não investiram como o esperado, não melhoraram a produtividade e também não mantiveram os postos de trabalho.

Isso ficou tão evidente que o setor produtivo parou de criticar as taxas de juros, mesmo elas dobrando. É a cultura rentista da economia brasileira. E não venham com a história que é o custo Brasil. Se reduzíssemos 4 a 5 pontos percentuais da Selic ainda ficaríamos com a taxa de juros mais atrativa do planeta. Duvido que os investidores migrariam para os juros negativos americanos ou europeus. Também não digam que controlaria a inflação, pois esta sentiu de leve o aumento da Selic.

Reduzir a taxa de juros é condição básica para o crescimento da nossa economia. Não apenas porque diminui a despesa orçamentária, deixando recursos para que os programas sociais e os investimentos públicos continuem e cresçam, mas também porque é condição essencial para o setor bancário decidir por fornecer financiamento mais barato para os investimentos privados.

A indústria, o comércio, as micro e pequenas empresas, o consumidor, precisam de financiamentos a juros razoáveis para fazer girar a roda da economia. E os bancos, com essas taxas de juros, preferem depositar seus recursos no Banco Central a operar emprestando para esses setores. Por isso elevam tanto as taxas que o setor produtivo não se arrisca a tomar empréstimos.

Se continuarmos com juros altos, só cortando investimentos, diminuindo gastos sociais do orçamento da União e não proporcionando crédito mais barato para o setor privado, o resultado será um só: recessão econômica. Já vivemos isso e não foi bom para ninguém!

* Senadora pelo PT do Paraná. Foi diretora financeira da Itaipu Binacional e Ministra-Chefe da Casa Civil 

Fonte: Portal Vermelho.com.br

A cada R$ 1 do Bolsa Família, R$ 1,78 retorna para a economia

“Desinformação leva ao preconceito contra Bolsa Família”, diz a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. Segundo ela, a falta de informação leva as pessoas a repetirem ideias preconceituosas contra o programa e os que recebem o benefício. Apesar disso, o Bolsa Família completa 12 anos com um saldo de avanços significativos para o Brasil.


Reprodução
Ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, enfatiza que preconceito leva à desinformaçãoMinistra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, enfatiza que preconceito leva à desinformação

Mas em tempos de ódio e intolerância, o programa de distribuição de renda que se tornou um exemplo para o mundo, é também alvo de ataques sistemáticos da direita conservadora. 

“O que preocupa a todos nós que vimos o que o Bolsa Família fez pelo país é que tem muita gente que continua atacando o programa e a população pobre, gente que acha que a pessoa é pobre porque é vagabunda. As pessoas são pobres muitas vezes trabalhando muito, muito mais que todos nós, porque não tiveram acesso a um conjunto de serviços, à educação, não puderam se qualificar, muitas vezes plantam e não conseguem colher por causa dessa seca terrível que estamos vivendo. Então, as pessoas têm o apoio no Bolsa Família, é uma complementação”, disse a ministra.

Ela citou como exemplo o preconceito contra os nordestinos e a reprodução de discursos como dizer que “as famílias vão ter mais filhos para continuar ganhando o benefício”. “No Nordeste, entre a população mais pobre foi onde mais caiu a natalidade. A taxa de natalidade caiu 10% no Brasil, no Nordeste caiu 26%. Não só não é verdade que as famílias têm tido mais filhos, como é verdade que elas têm reduzido o número de filhos. Mas as pessoas continuam reproduzindo [o preconceito].”

Para a secretária nacional de Assistência Social, Ieda Castro, é necessário enfrentar a falta de informação e o preconceito contra o programa de transferência de renda. “É um direito da pessoa receber uma transferência de renda. Ele não substitui a renda do trabalho, apenas complementa. As pessoas não estão deixando de trabalhar por conta disso”, frisou Ieda.

Em doze anos de programa, o Bolsa Família mostra que existem falhas, no entanto, são muito poucas e incomparáveis com os de benefícios que traz à população e ao estado.

Um exemplo disso é Maria Valquíria, moradora do Varjão, no Distrito Federal, uma das beneficiárias do programa, que aponta as mudanças que o programa trouxe para seu cotidiano. “A minha vida era outra antes do Bolsa Família. Meus filhos iam à escola e dividiam o caderno, porque eu não tinha condições de comprar mais de um”, lembra. “Hoje, saímos do nosso barraco de madeirite, vivemos em uma casa de alvenaria, tenho todos eles criados e educados e uma condição de vida bem melhor”, explica. Sobre a participação no documentário, ela sorri, envergonhada: “As pessoas fazem questão de criticar o governo quando alguma coisa não vai bem. Na hora de elogiar as coisas que funcionam, todo mundo pula fora. Por isso fiz questão de atender a equipe. Acho importante mostrar para todo mundo que o Bolsa Família muda a vida das pessoas”.

Conquistas

Instituído em 2003, o Bolsa Família contribui para a superação da pobreza com a complementação da renda de famílias e acompanha, nas áreas de Saúde e Educação, as crianças, os adolescentes e as mulheres grávidas que recebem o benefício. 

Entre os benefícios que o programa trouxe, de acordo com a ministra Tereza Campello, estão a redução da fome, da pobreza, da mortalidade infantil, do trabalho infantil e da evasão escolar. Atualmente, são atendidas cerca de 14 milhões de famílias em todo o país.

Ela ressalta que, além de beneficiar a família, o programa ajuda a economia local, já que a cada R$ 1 investido, o retorno é R$ 1,78 para a economia. A ministra lembra que os recursos para o Bolsa Família estão garantidos no Orçamento de 2016 e correspondem a 0,5% do Produto Interno Bruto do país. “Certamente não é o Bolsa Família que causa impacto no Orçamento. O governo está fazendo um esforço para garantir que as despesas e receitas permaneçam equilibradas, mas não é o programa que está desequilibrando nada, ao contrário, ele tem ajudado a economia.”

Só em 2014, 600 mil famílias deixaram o Bolsa Família, informou Tereza. O governo também faz o cruzamento de dados para identificar pessoas que estão fora do perfil. “Mas quem tiver informação de uma pessoa que está recebendo e não deveria tem que nos ajudar. Todas as denúncias que recebemos são apuradas”, afirmou.

No Portal da Transparência e no site da Caixa é possível consultar as famílias beneficiadas e as denúncias podem ser feitas por telefone pela central do Ministério do Desenvolvimento Social, no 0800 707 2003.

Aplicativo Bolsa Família

Para marcar os 12 anos do programa, a Caixa Econômica Federal lançou hoje o aplicativo do Bolsa Família, disponível para os sistemas operacionais Android, Windows Phone e IOS. Com ele, o beneficiário saberá, por exemplo, o calendário de pagamento, o local mais próximo para fazer o saque e a situação do benefício.

“Vamos ter um canal mais direto e seguro com a família. Sabemos que mais de 82% da população de baixa renda têm acesso ao telefone celular e podem, portanto, ter mais esse canal de informação”, acrescentou.



Do Portal Vermelho, com informações da Agência Brasil 

sábado, 17 de outubro de 2015

Lula rebate acusações: “sem amparo em fatos nem provas”

Oportunamente os vazamentos seletivos de depoimentos da Operação Lava Jato voltam a ocupar as manchetes da grande imprensa. Réu confesso, preso e condenado, o lobista Fernando Baiano disse, sem apresentar uma única prova, que repassou R$ 2 milhões a nora do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por intermédio de José Carlos Bumlai.



Como prova é uma questão subjetiva para essa mídia golpista, a citação foi tratada como fato. Depois de ser condenado em processo da Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro, Fernando, vulgo “Baiano”, resolveu ser “delator” para tentar reduzir a pena.

O ex-presidente Lula rebateu as ilações enfatizando que “nunca atuou como intermediário de empresas em contratos, antes, durante ou depois de seu governo”.

E completou: “É deplorável que a palavra de um réu confesso, sem amparo em fatos nem provas, seja divulgada mais uma vez de forma ilegal, com claro objetivo político”.

Em nota à imprensa, o Instituto Lula afirma que o ex-presidente “jamais autorizou que o sr. José Carlos Bumlai ou qualquer pessoa utilizasse seu nome em qualquer espécie de lobby”.

Lula salientou que tem quatro noras e “nenhuma delas recebeu, direta ou indiretamente, qualquer quantia ou favor do réu Fernando Baiano”. 



Do Portal Vermelho, Dayane Santos com informações de agências

Um colunista de O Globo e o axioma nazista

  

Hitler, quando jovem, sonhava em ser pintor. Prestou concurso para a Academia de Belas Artes de Viena, mas foi reprovado. Imaginemos, no entanto, que tivesse sido aceito. Vamos imaginar ainda que este lunático revelasse algum talento genuíno. Será que o ambiente artístico, naturalmente mais tolerante, seria capaz de apaziguar um pouco o seu fanatismo reacionário, levando-o, no final, a ser apenas um conservador renitente, mas com algumas luzes e, portanto, incapaz de maiores atrocidades? 



Se assim fosse, vamos concordar que ele daria um excelente colunista da mídia hegemônica brasileira. Vindo do meio artístico, mas ferozmente conservador, agradaria seus patrões preservando ainda por cima algum verniz de civilidade. Muitos leitores ficariam irritados, mas talvez milhões de vidas tivessem sido preservadas. Sempre me lembro desta analogia quando leio as colunas de Nelson Motta em O Globo e penso: “que sorte a gente deu”.

O Portugal de Nelson Motta

Nelson Motta é um artista. São de sua lavra importantes obras que sobreviverão exatos cinco minutos depois do seu obituário. Mas é, sem dúvida, um artista, compositor, roteirista, etc. É colunista de uma nota só em diversos veículos da família Marinho. Em suas colunas exercita um velho axioma nazista: “uma mentira repetida mil vezes...”. Na edição de O Globo desta sexta-feira (16), a coluna tem o título “Piada de Brasileiro”. Para falar mal do Brasil e da esquerda, Nelson cita Portugal e informa que “os portugueses estão mais animadinhos – pelo menos mais do que nós, os otimistas bravateiros: Portugal cresceu 0,9% em 2014, com inflação zero. E Dilma ainda culpa a crise internacional. Parece piada de brasileiro”. 

O Portugal de verdade

Portugal, segundo matéria publicada também nesta sexta no Jornal do Comércio, tem a terceira maior taxa de desemprego entre os países da zona do euro, 17,8%, só ficando atrás da Grécia, 27%, e da Espanha, 26,8% (no Brasil o índice atingiu agora 8,3%). Os salários dos trabalhadores portugueses estão, há anos, diminuindo de valor real. Entre 2010 e 2014 os salários em Portugal perderam 12% do valor de compra e no setor público a perda atingiu 22%.

Os “animadinhos” dão o troco

Os portugueses estão tão “animadinhos” com esta política que nas últimas eleições os partidos responsáveis por ela (PSD/CDS) viram sua votação diminuir de 50% para 38% do eleitorado, o pior resultado da história destas forças. Apesar da coligação conservadora ainda ter sido a mais votada, terá muita dificuldade em conseguir formar o governo no sistema parlamentarista lusitano, pois não tem mais a maioria e todos os partidos de oposição cresceram. O Partido Socialista aumentou significativamente sua votação. O Partido Comunista teve seu melhor desempenho em 16 anos e o Bloco de Esquerda (que apesar do nome é um partido) alcançou o sufrágio mais expressivo desde sua formação. Com isso, se o PS, BE, PCP e Partido Verde fizerem uma aliança parlamentar (o que tem muitas chances de acontecer) Portugal terá um novo governo. Mesmo assim, Nelson Motta diz em sua coluna que “na semana passada, a aliança de liberais e conservadores que sustenta o governo impôs uma derrota humilhante ao Partido Socialista (...) o povo não foi bobo e preferiu a austeridade eficiente ao populismo irresponsável”. O colunista de uma nota só ainda encontrou espaço para tentar ligar Eduardo Cunha e Lula. Logo Nelson Motta que não faz muito estava quase compondo uma canção de amor para o ínclito presidente da Câmara. Realmente, Joseph Goebbels não faria melhor. Bom, mas é preferível isso a sair por aí de camisa parda matando os outros.

Eleições na Venezuela: Um possível recurso da direita

A coluna Notas Vermelhas não quer abafar ninguém, só quer mostrar que faz samba também. Não é que temos um “correspondente” na Venezuela? É o amigo Odorico Ribeiro, que mora há 40 anos na pátria do comandante Hugo Chaves e nos manda de lá instigante análise sobre o clima político no país irmão, feita de forma leve e inteligente. Vale a leitura.

No último sábado (10/10), fui com a minha esposa ao Centro Cultural La Estancia situado num parque público aqui perto de minha casa em Caracas. É um lugar bem amplo, conformado por uma casa enorme, tipo colonial, rodeada por um jardim também enorme, com muita grama, flores e frondosas árvores. La Estancia, esse é o seu nome, repito, para quem quiser ver na internet.

Nos espaços interiores havia diversas atividades culturais, com violão e outros tipos de artes.. Eram grupos de pessoas de todas as idades, na maior compenetração, todos participando com muita alegria. Isso faz parte da política cultural do governo bolivariano, é gratuito e aberto a qualquer pessoa. 

Exteriormente - além de grupos de estudantes reunidos, dos namorados e de tudo que tem num parque - vi um grupo de capoeira (por certo, o mestre era brasileiro) e um grupo grande fazendo yoga.

Também havia uma feira gastronômica com produtos da região amazônica venezuelana. Muito similar aos nossos produtos amazônicos, parece. Entre outras coisas, provei do “moñoco” e das formigas “culonas” torradinhas e salgadas (um irmão me disse que provavelmente eram a farinha d’água e as tanajuras).

No caso da yoga foi realmente impressionante ver tanta gente junta fazendo essa atividade. Acho que eram quase 200 pessoas. Muita gente mesmo. Nós saímos dali rejuvenescidos. A esperança nos rejuvenesce, com certeza.

Ao sair, pouco a pouco a realidade do acontecer político nacional foi nos lembrando o quanto ainda nos falta para que essa esperança seja realidade.

A oposição venezuelana tem dado um duro golpe na economia nacional, através da sua guerra econômica e financeira, que provocou uma inflação altíssima, um desabastecimento incrível com suas filas intermináveis e um dólar impossível (tudo igual ao golpe no Chile em 1973, quando Pinochet derrubou o Presidente Salvador Allende e montou sua sangrenta ditadura). O objetivo óbvio desse plano é criar um clima de descontentamento generalizado.

Pois bem, com esse plano maldito, essa oposição esteve tranquila e neste ano quase não tivemos violências na Venezuela, pois eles tinham a certeza que o povo venezuelano, com seu descontentamento, lhes daria o seu voto nas próximas eleições para o Congresso no dia 6 de dezembro. E, claro, isso lhes abriria as portas para seus outros planos maléficos. O principal deles, derrubar o Maduro.

Vade retro. Felizmente isso não se está dando. Atualmente, as enquetes, todas elas, dão como vencedor o bolivarianismo, o Maduro. Parece que por aqui a consciência popular atingiu um grau tal, que a sociedade venezuelana não está permitindo mais esse tipo de engano, esse tipo de assalto e de farsa criminosa.

Vocês aí no Brasil dirão que, então, eu tive um sábado cheio de boas vibrações e noticias, que estive cheio de esperança. É isso é certo. Mas é certo em parte. Como eu conheço muito bem a oposição capitalista venezuelana, desconfio que eles já devam estar preparando algo e sua única saída (como sempre) será aumentar a violência.

Ou seja, podemos deduzir até matematicamente que sua teoria é algo assim como: probabilidade de derrota implica numa subida da violência. Ou seja, uma variável (a derrota) é diretamente proporcional à outra (a violência).

Pois é, para ser franco eu não tenho dúvidas. Nenhuma. Com certeza vai se incrementar a violência aqui de novo, apesar das medidas governamentais preventivas, tomadas baseadas nas recentes experiências. Os opositores vão tentar algo e esse algo não me cheira nada bem. Esperemos. Já houve algumas escaramuças. Conheço esse gado. Enfim, aí estamos de novo: capitalismo, fascismo, já não se sabe quem é quem.

A volta do boêmio

Contingências as mais diversas fizeram com que a coluna Notas Vermelhas ficasse muito tempo sem atualização. Peço desculpas aos leitores, agradeço aos que incentivaram a retomada e continuo contando sempre com a colaboração de todos.



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