ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

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CAMPANHA MOVIMENTO 65

terça-feira, 1 de novembro de 2022

Lula venceu em 564 cidades de MG; união Bolsonaro-Zema naufragou - por André Cintra, Andressa Schpallir

 

Lula e Alckmin participam de caminhada em Belo Horizonte (MG) | Foto: Ricardo Stuckert.

“Está mantida a tradição de que quem ganha em Minas ganha no Brasil”, afirma Wadson Ribeiro, presidente do PCdoB-MG.

Jair Bolsonaro (PL) bem que tentou. Mas a tão badalada união do presidente com o governador reeleito Romeu Zema (Novo) não foi suficiente para virar a votação em Minas Gerais no segundo turno, realizado no domingo (30). Como no primeiro turno, o vencedor no estado foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Dos 853 municípios de Minas, nada menos que 564 deram vitória a Lula. No conjunto do estado, foram 50,20% dos votos válidos para o petista, contra 49,80% de Bolsonaro. A vantagem foi parecida com a que Lula obteve em todo o território nacional contra seu adversário – 50,90% a 49,10%.

“Está mantida a tradição de que quem ganha em Minas ganha no Brasil. A população soube se posicionar de forma acertada neste momento tão importante da história do país”, afirma Wadson Ribeiro, presidente do PCdoB-MG.

A expectativa bolsonarista era que o apoio de Zema, reeleito em primeiro turno com 56,18% dos votos válidos, impulsionasse a virada. O governador chegou a anunciar o apoio de mais de 600 prefeitos a Bolsonaro e foi apontado até como um possível candidato a sucessor do presidente, caso este fosse reconduzido ao Planalto. Setores importantes da elite de Minas, como a todo-poderosa Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais), também aderiram à campanha.

Nada disso impediu a derrota. Do primeiro para o segundo turno, o pacto “todos contra Lula” conseguiu apenas reduzir a diferença entre os dois presidenciáveis. Enquanto Bolsonaro só se pronunciou sobre a eleição nesta terça-feira (1), o próprio Zema foi um dos primeiros políticos a reconhecerem, já na noite de domingo, a vitória de Lula.

“Com o resultado da eleição nacional, desejo sucesso ao presidente eleito. Seguirei cobrando que Minas seja prioridade, como merece”, registrou Zema, em suas redes sociais. “Estarei aberto ao diálogo para que o Brasil possa crescer com trabalho, honestidade e respeito. Que Deus abençoe nossa nação.”

Em público, parlamentares bolsonaristas elogiaram o empenho do governador. Mas os números põem em xeque o suposto êxito da missão. Lula obteve vitória em 372 cidades nas quais Zema ganhou no primeiro turno. Já Bolsonaro ficou à frente em apenas 287 desses municípios que deram vitória ao governador.

Na visão de Wadson Ribeiro, as condições de disputa tornam ainda mais expressivo o desempenho eleitoral de Lula em Minas Gerais. “Foi uma luta muito forte contra duas máquinas muito poderosas – a máquina do governo federal e a máquina do governo do estado”, afirma. “Sem contar os apoios do senador eleito por eles (Cleitinho, do PSC), do deputado federal mais votado no Brasil eleito por eles (Nikolas Ferreira, do PL), além de uma pressão muito grande sobre as prefeituras”.

O deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), que coordenou a campanha de Lula no estado, comemorou a preferência dos mineiros. Em sua conta no Twitter, o parlamentar afirmou que “Minas Gerais não falhou na missão e continuou sendo a terra da liberdade”.

Zema acompanhou Bolsonaro nas seis visitas do presidente ao estado durante o segundo turno. A dupla cumpriu agendas de campanha em Belo Horizonte, Governador Valadares, Juiz de Fora, Montes Claros, Teófilo Otoni e Uberlândia. Ultrapassar Lula em Minas era uma das prioridades da campanha na busca da reeleição. Números e atividades à parte, o plano naufragou nas urnas.

Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do País, ficando atrás apenas de São Paulo. Desde 1955, o resultado das eleições presidenciais no estado acompanha o nacional – nenhum presidente eleito democraticamente no Brasil desde então foi derrotado entre os mineiros.

Fonte: Portal VERMELHO

Lula indica Alckmin para coordenar transição junto ao governo Bolsonaro - por André Cintra

O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmou a indicação de seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), para coordenar a transição para o novo governo. A decisão, tomada na segunda-feira (31), foi formalizada nesta terça (1).

Sob a liderança de Alckmin, a equipe de transição, composta por 50 pessoas, será instalada em gabinete provisório no prédio do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), em Brasília. Caberá a esse time de políticos e técnicos dialogar com o governo Jair Bolsonaro (PL), em busca de informações, por exemplo, sobre as políticas e as contas públicas.

Os petistas Alozio Mercadante, coordenador do programa de governo da coligação Brasil da Esperança, e Gleisi Hoffmann, coordenadora da campanha e presidente do PT, vão integrar a equipe. A primeira reunião do grupo está prevista para quinta-feira (3).

Nesta segunda, mesmo com o silêncio público do presidente Jair Bolsonaro, a transião deu os primeiros passos. Alckmin conversou com o atual vice-presidente Hamilton Mourão e chegou a ser convidado para uma visita ao Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-Presidência.

Já Edinho Silva – que coordenou a Comunicação da campanha Lula – telefonou para o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira. Legalmente, compete ao titular da Casa Civil fazer as nomeações da equipe de transição.

Com duração de dois meses, a transição entre uma gestão federal e outra está prevista na legislação. De acordo com a Lei Nº 10.609/2002, um dos objetivos é facilitar, ao mandatário eleito, a edição de atos imediatamente após a posse.

Fonte: Portal VERMELHO

sábado, 29 de outubro de 2022

PRESIDENTE DO CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC-RN, EDUARDO VASCONCELOS ENVIARÁ OFÍCIOS AS PREFEITURAS EM BUSCA DE APOIO SOLIDÁRIO E CULTURAL

 

"Dandara, exemplo de Resistência!"
Eduardo Vasconcelos - Presidente do CPC-RN, radialista, ativista e blogueiro.

O CPC-RN RESISTE!

O presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC-RN, EDUARDO VASCONCELOS, estará mantendo contatos com prefeituras potiguares próxima semana, cujo objetivo é solicitar apoio ao CPC-RN.

O mesmo irá manter contatos com prefeitos e secretários municipais de cultura e da educação falando da SOLIDARIEDADE para com a o Centro Potiguar de Cultura - CPC-RN, que passa por uma situação caótica, financeiramente falando.

O CPC-RN é uma instituição sem fins lucrativos, reconhecida como de Utilidade Pública Estadual, com sede em NOVA CRUZ!

O pedido será simbólico pessoal ou jurídico, disse, Eduardo.

É bom lembrar que dia 30 de dezembro o CPC-RN estará completando 17 anos de LUTAS, HISTÓRIA, VITÓRIAS e RESGATE DA CULTURA BRASILEIRA E EM ESPECIAL A CULTURA DO RIO GRANDE DO NORTE.

Ás primeiras regiões serão o Litoral Sul, Agreste e em seguida outras regiões, como a Metropolitana, depois Trairi, Potengi, Oeste, Alto Oeste e Seridó. Esses contatos preliminares, serão com os prefeitos.

Finalizou, Eduardo Vasconcelos.

Aplicativo e-Título deve ser baixado até (HOJE) sábado

  Foto: Reprodução

O aplicativo e-Título pode substituir o título de eleitor e o documento com foto no segundo turno das eleições. Mas a emissão da versão digital ficará suspensa no dia da votação e, por isso, precisa ser feita até sábado (29).

Quem já usou o aplicativo no primeiro turno ou em eleições anteriores, já tem o título de eleitor digital e não precisa emitir o documento novamente.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) orienta eleitores que ainda não tem a versão digital do título a se organizarem e evitarem baixar o aplicativo de última hora. É preciso ter um registro na Justiça Eleitoral para emitir o documento, que então poderá ser acessado a qualquer momento.

Com o e-Título, é possível acessar vários recursos, como consulta do local de votação, formulário de justificativa para a ausência, entre outros. O uso do aplicativo não é obrigatório e funciona como uma alternativa digital para o documento impresso com foto.

Ao abrir o aplicativo pela primeira vez, clique em "Próximo" e, depois, em "Começar no e-Título". Em seguida, aceite os termos de uso do aplicativo. Para emitir o título de eleitor digital, siga este passo a passo:

  • Insira nome, data de nascimento, CPF ou número de inscrição presente no título impresso, além de nome da mãe e do pai, se constar no RG, e clique em "Entrar no e-Título";

  • Na tela seguinte, responda a três questões para confirmar sua identidade – o aplicativo pede a alternativa correta em perguntas sobre informações como documento de identificação, cidade natal, estado, endereço, grau de instrução e número de telefone;

  • Crie uma senha – caso você já tenha usado o e-Título, insira a senha criada anteriormente (é possível criar uma nova ao clicar em "Esqueci minha senha");

  • O aplicativo pode mostrar uma tela para ativar o desbloqueio do aplicativo com o leitor de impressão digital do celular;

  • Os dados do seu título de eleitor estarão disponíveis na aba "e-Título".

  • O e-Título reúne informações como nome, número de inscrição do título de eleitor, data de nascimento, número de zona eleitoral e seção, município, nome dos pais. Há ainda um QR Code que serve para validar as informações.

Posso votar só com o e-Título?

O eleitor pode levar apenas o celular com o e-Título se estiver com a biometria em dia com a Justiça Eleitoral. Se a sua foto não estiver aparecendo no aplicativo, o aplicativo não poderá ser usado para liberar o acesso à urna.

Mesmo que não tenha foto, o aplicativo ajuda a encontrar o local de votação rapidamente, assim como a versão em papel.

Para o voto, o TSE exige a apresentação de um documento com foto, o que, além do e-Título, inclui carteira de identidade, identidade social, carteira de trabalho, carteira nacional de habilitação, passaporte ou equivalente, carteira de categoria profissional reconhecida por lei ou certificado de reservista.

O título de eleitor impresso não tem foto e, por isso, não serve para permitir a votação.

Fonte: g1

Com Potiguar Notícias

Lula supera Bolsonaro em debate e reforça favoritismo na reta final - por André Cintra


Conforme pesquisa do AtlasIntel, 51,5% afirmaram que Lula venceu o duelo, contra 33,7% que indicaram Bolsonaro como o vencedor.

Não deu para Jair Bolsonaro (PL). Se o presidente dependia de um bom desempenho no debate da TV Globo para manter vivas suas chances de reeleição, coube a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em noite inspirada, frustrar os planos bolsonaristas. O último encontro entre os candidatos ao Planalto, realizado nesta sexta-feira (28), nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, terminou com clara vantagem para o ex-presidente.

Conforme pesquisa qualitativa do AtlasIntel, Lula superou Bolsonaro em cada um dos quatro blocos de confrontos diretos. Para avaliar o desempenho dos presidenciáveis, o instituto monitorou as impressões de cem eleitores indecisos durante o debate. Na média final, 51,5% afirmaram que Lula venceu o duelo, contra 33,7% que indicaram Bolsonaro como o vencedor. Outros 14,9% não sabiam opinar.

Outro levantamento, a cargo da Quaest Consultoria, comparou as menções aos dois candidatos nas redes sociais ao longo do debate. Com Lula, houve equilíbrio: 51% das citações foram positivas, e 49%, negativas. No caso de Bolsonaro, as menções negativas (64%) suplantaram as positivas (36%). Nem mesmo o poderio bolsonarista nas redes foi capaz de encobrir a noite infeliz do presidente na Globo.

Salário mínimo

A superioridade do petista ficou evidente já na primeira rodada de perguntas, quando Bolsonaro pôs em discussão uma das pautas que mais o prejudicaram neste segundo turno: o futuro do salário mínimo. “Ao longo dos últimos dias, Luiz Inácio, o seu partido foi com toda vontade, na televisão e nas inserções de rádio, dizer que eu não ia reajustar o mínimo, que eu não ia reajustar as aposentadorias – e também que eu ia acabar o 13º, com as férias e com as horas extras. Tu confirmas isso?”, questionou Bolsonaro, recorrendo a uma colinha em sua mão esquerda.

Era a deixa para o presidente tentar negar essas ameaças – as quais, por sinal, foram gestadas no seio de seu governo. Estudo interno do Ministério da Economia estimou os impactos do congelamento do piso salarial dos trabalhadores – o documento falava em desatrelar a correção do salário mínimo da inflação anual. Para sorte dos brasileiros, a maldade do ministro Paulo Guedes foi revelada pela Folha de S.Paulo. Dias depois, o Estadão divulgou novos documentos do ministério que tratavam iguualmente de ataques a direitos trabalhistas.

Lula não apenas explicou esse dado constrangedor para Bolsonaro como também deu início à sua principal tática no debate: comparar o legado de seus dois governos (2003-2010) com a herança da gestão Bolsonaro (2019-2022). “Não sei o que nosso adversário está vendo porque a verdade nua e crua é que o salário mínimo dele hoje é menor do que quando ele entrou. A verdade é que durante o meu governo eu aumentei o salário mínimo em 74%”, disse Lula

“Ele (Bolsonaro) não aumentou o salário mínimo. Ele apenas concedeu a inflação e, em alguns anos, menos que a inflação”, lembrou o ex-presidente. “Agora é muito fácil chegar perto das eleições e prometer. Eu quero que o candidato diga claramente: por que, durante quatro anos, o senhor não aumentou o salário mínimo?”

“Conversar com o povo”

Esta foi a tônica do debate na Globo. Mesmo quando a prerrogativa da pergunta estava com Bolsonaro, Lula respondia com firmeza e procurava emendar um questionamento para seu oponente. Quando o presidente insistia em voltar à pergunta original e cobrava resposta, Lula contornava a situação com habilidade: “Eu não vim aqui para responder para o candidato. Eu vim aqui para conversar com o povo brasileiro”.

No primeiro bloco, houve até um inusitado esclarecimento do apresentador William Bonner, depois que Bolsonaro insinuou uma tabelinha entre o ex-presidente e o jornalista: “Eu de fato disse, na entrevista do Jornal Nacional, que o candidato Lula não deve nada à Justiça. Mas, como jornalista, eu não digo coisas da minha cabeça”, declarou Bonner. “Eu disse isso baseado em decisões fundamentadas do Supremo Tribunal Federal.”

Lula, particularmente afiado nos dois blocos iniciais, emendava mais indagações a Bolsonaro a cada réplica. Foi assim que ele lembrou retrocessos do governo, em especial os cortes expostos na peça orçamentária de 2023, encaminhada pelo governo ao Congresso no último mês de agosto.

“Esse homem governou por quatro anos e não deu um aumento para merenda escolar, que hoje é de apenas 36 centavos”, disse o ex-presidente, num bloco. “Por que você cortou praticamente toda verba dos programas que protegem as mulheres da violência?”, emendou Lula, dois blocos depois.

Gafe

Ao longo do debate, Bolsonaro abusou do vício de falar especificamente para sua bolha. A exemplo do que havia feito no debate da Band, em 16 de agosto, ele voltou a criminalizar moradores de favelas: “Lula, você esteve no Complexo do Alemão esses dias, não foi para ver o povo trabalhador, o povo ordeiro, 99% ou mais da população cidadãos de bem. Você esteve lá se encontrando com o chefe do narcotráfico, os chefões”, cutucou o presidente.

Detalhe: apesar de ter turbinado o Auxílio Brasil de modo temporário e oportunista, Bolsonaro continua esnobado pelo eleitor de baixa renda. Pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (27) mostra que, entre aqueles que ganham até dois salários mínimos, a vantagem de Lula para Bolsonaro disparou em oito dias – de 57% a 37% para 61% a 33%. Nem esse revés pareceu o suficiente para poupar o presidente de uma nova gafe.

Lula, para todos efeitos, não passou recibo:  “Eu fui ao Complexo do Alemão visitar gente extraordinária, porque eu sou o único presidente da República que tem coragem e moral de entrar numa favela antes e depois, ser tratado como ser humano e tratar todo mundo com respeito. Todo mundo ali (é) gente trabalhadora extraordinária, gente que quer chance de estudar, gente que não quer ser vitimado pela polícia feroz”.

Fake news

O ex-presidente, do alto de seu melhor momento em quatro debates eleitorais neste ano, continuou a ditar o ritmo do confronto, dominando a cena. Lula nem sequer permanecia no centro do palco enquanto Bolsonaro estava com a fala. Era um Lula diferente daquele que vimos no debate da Band.

Da parte de seu rival, não faltaram fake news. Sem provas, Bolsonaro acusou novamente Lula de apoiar o aborto, a legalização das drogas e a desmilitarização da polícia. Citando números fora de contexto, insinuou que seu governo foi mais bem-sucedido na questão ambiental do que a Era Lula. Não colou.

De resto, o ex-presidente manteve a calma e não deu corda à baixaria bolsonarista. Nos momentos em que o presidente trazia o tema da corrupção para o debate, Lula rebatia citando as inúmeras denúncias de rachadinhas e de compras de 51 imóveis em dinheiro vivo pela família do presidente. “O sistema está todo contra mim”, choramingou Bolsonaro. “Se você quiser um tempo, eu te dou um tempo. Descansa e conversa com a sua assessoria para a gente ver se faz um debate aqui pensando no futuro deste país”, respondia o petista.

É como se Lula, líder na pesquisa de intenções de votos, tratasse Bolsonaro como um personagem do poema de Affonso Romano de Sant’Anna: “Mentem partidariamente, / mentem incrivelmente, / mentem tropicalmente, / mentem hereditariamente, / mentem, mentem e de tanto mentir tão bravamente / constroem um país de mentiras diariamente”.

27,1 pontos de audiência

A dois dias da eleição, Lula se posicionou como o líder desse projeto de reconstrução nacional, legitimado para enfrentar e reverter os quatro anos de destruição sob Bolsonaro. O desempenho do ex-presidente no debate reforça seu favoritismo na reta final da disputa.

“A gente pode reconstruir este país, depende única e exclusivamente de você ir votar no domingo”, disse Lula, nas considerações finais. “Eu espero que tenha merecido a sua consideração e peço para você votar no 13. Vote no 13 para a gente poder voltar a consertar esse país, fazer o país crescer, gerar emprego, distribuir renda e o povo voltar a comer bem.”

Considerado o último grande evento desta campanha eleitoral, o debate na Globo alcançou 27,1 pontos de audiência média na Grande São Paulo, com pico de 29,6. O ibope, medido em tempo real pela Kantar, foi superior até ao da novela Travessia, que marcou 21 pontos, em média.

Fonte: Portal VERMELHO

Falta de moradia piora com Bolsonaro e movimentos lutam contra despejos - por Priscila Lobregatte

 

Manifestantes tomam ruas do centro de São Paulo na quarta (26). Foto: Gabriela Moncau/Brasil de Fato

Prazo de liminar do STF contra remoções termina na segunda (31) e organizações tentam prorrogação em meio à luta para garantir uma política habitacional ampla e inclusiva.

A próxima segunda-feira (31) poderá marcar um dos mais dramáticos momentos para a vida de ao menos um milhão de pessoas vulneráveis que podem ser despejadas dos locais onde moram. Ao longo desta semana, houve uma série de atos pelo país com o objetivo de tentar sensibilizar as autoridades para o drama dessas famílias e prorrogar a vigência da liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu as remoções forçadas durante a pandemia, cuja validade termina nessa data. 

As manifestações — que aconteceram na quarta-feira (26) e quinta-feira (27) em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Vitória  — integram as ações da Campanha Despejo Zero, que reúne mais de 175 entidades e organizações dos movimentos sociais. 

No dia 26, o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) protocolou pedido no STF para que o prazo da liminar relativa à ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) 828 seja prorrogado por ao menos seis meses. O pedido foi levado diretamente ao relator do processo, ministro Luís Roberto Barroso, que por três vezes prorrogou a suspensão das remoções. Também já houve reuniões com a presidenta da Corte, ministra Rosa Weber e com os ministros Edson Fachin e Gilmar Mendes. 

Leia também: Prorrogada decisão que suspende despejos e desocupações

Dentre os argumentos apresentados no pedido está, conforme noticiou o Brasil de Fato, “a situação provável de um limbo em relação a políticas públicas que pode se instalar nos últimos meses do ano, período em que as gestões atuais estarão finalizando e as novas ainda não terão assumido”.  Além da prorrogação, o Conselho pede que seja implementado um regime de transição para a retomada das reintegrações. 

Segundo dados da campanha, esse universo de quase um milhão de pessoas representa quase 190 mil famílias — número 901% maior em comparação com o início da pandemia —, mais de 153 mil crianças e 151 mil idosos. Desse mesmo total, mais de 539 mil são mulheres e mais de 593 mil são negros. Apesar da pandemia, somente entre março de 2020 e setembro de 2022, mais de 35 mil famílias foram removidas. São Paulo é o estado com maior número de famílias que podem ser despejadas, quase 57 mil, seguido do Amazonas, com 28 mil, e Pernambuco, com 20 mil.

Bolsonaro e a piora nas condições de vida

A piora nas condições de vida da população, resultante da falta de medidas e da omissão do governo de Jair Bolsonaro (PL) com relação às questões sociais e à pandemia, tem feito com que cada vez mais pessoas vivam na miséria, sem lugar digno para habitar. “Hoje temos um cenário de caos social no qual as pessoas passam fome, não têm moradia, não têm saúde, não têm seus direitos humanos mínimos respeitados”, aponta Getúlio Vargas Júnior, presidente da Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam), uma das entidades que têm participado das mobilizações contra os despejos. 

Leia também: Governo Bolsonaro abre porta para o confisco de moradias das famílias

Ele salienta que a entidade defende ser fundamental “encontrar uma solução para esse conjunto de brasileiros porque, inclusive, se a gente não superar a crise, esse problema tende a crescer. Havia 500 mil pessoas nessas condições há alguns meses, hoje são aproximadamente um milhão, daqui a pouco teremos mais pessoas ainda nessa situação desesperadora”. 

Para ele, a luta pela manutenção da suspensão dos despejos é urgente neste momento, mas também é preciso que haja políticas públicas que combatam a fome, o déficit habitacional e o desemprego, entre outras questões que afetam sobretudo as parcelas mais desassistidas da população. 

“A campanha Despejo Zero é para evitar que as famílias sejam despejadas, mas isso somente não vai resolver o problema. É preciso que haja políticas públicas que garantam a retomada de produção habitacional e que a gente evite que mais famílias entrem nessa situação. Hoje, 33 milhões de brasileiros passam fome, mais de 125 milhões têm algum nível de insegurança alimentar e isso, de uma maneira ou outra, tem engrossado as ocupações, as fileiras das pessoas que não têm onde morar”. 

Neste sentido, Getúlio Vargas Júnior destaca: “Se não elegermos Lula, nossa luta será como enxugar gelo porque Bolsonaro já deixou claro qual a sua posição contra movimentos de moradia e contra a prorrogação da ADPF. Ele tem uma visão da cidade como mercadoria e não da cidade como um direito. Para eles, a propriedade é mercadoria e para nós, essa propriedade precisa cumprir sua função social”.

Fonte: https://vermelho.org.br

terça-feira, 25 de outubro de 2022

PCdoB reforça mobilização para garantir a vitória de Lula - Por Inácio Carvalho

Lula faz campanha em Pernambuco, Foto: Ricardo Stuckert

Uma plenária nacional com cerca de 800 dirigentes partidários de todos os estados brasileiros marcou a arrancada final do PCdoB para assegurar a eleição do ex-presidente Lula na disputa do segundo turno. A reunião ocorreu na noite de segunda-feira (17), de forma on line, e foi marcada pelo entusiasmo característico dos comunistas, bem como pelo sentimento de que ampliação da campanha e o reforço na mobilização são essenciais para a vitória contra Jair Bolsonaro.

A plenária teve início com uma intervenção de Walter Sorrentino, vice presidente do partido, que, ressaltando o papel de vanguarda do PCdoB, alinhou questões que considera centrais na disputa em curso. Sorrentino considera que é necessário a campanha seguir emitindo uma mensagem de amplitude, que destaque a necessidade de um consenso nacional em favor do Brasil, que incorporar os novos apoios à sua direção e acolha propostas de outras candidaturas. Ele destacou também a necessidade de reduzir, ou pelo não deixar aumentar, a abstenção. “É preciso mobilizar governadores e prefeitos para que assegurem transporte para os eleitores, reforçar as conclamações da justiça eleitoral para a necessidade de votar, além de denunciar e combater assédio de trabalhadores por patrões para que votem em Bolsonaro ou não comparecem às urnas em 30 de outubro”, afirmou o dirigente comunista. O vice-presidente do PCdoB considera que é preciso buscar o engajamento do eleitor de Lula para que ele também busque novos votos. Por fim, Sorrentino enfatizou o papel das ações de comunicação no sentido de ajudar ainda mais na ampliação da campanha, difundir as propostas de Lula e reforçar as denúncias contra Bolsonaro. Ele alertou ainda para o papel nefasto das fake news. “A guerra das fake news terá uma verdadeira derrama nas próximas duas semanas e estas precisam ser fortemente combatidas e denunciadas perante a justiça eleitoral”, enfatizou.

A presidenta Luciana Santos, ao se pronunciar, alertou que o resultado da eleição mais importante dos últimos 30 anos no Brasil ainda está por ser construído. “Nosso esforço, nosso empenho de militante devem estar destinados a construirmos nas redes e nas ruas esta vitória”, afirmou. Ela alertou que está em jogo o regime democrático no Brasil e por isso foi necessário organizar um amplo movimento para derrotar o projeto de Bolsonaro de poder. “É desta forma que esta frente ampla, ganha contornos, políticos e sociais de repudio ao projeto da extrema direita no Brasil”, enfatizou. Acrescentou também que “eleger Lula é eleger a democracia como regime político, é abrir caminhos para um processo de reconstrução nacional, envolvendo amplos setores da sociedade”.

Para a dirigente comunista, na reta final de campanha “é preciso falar dos problemas reais, da situação da economia, do desemprego, da inflação”. Ela alertou para os riscos de aumento da violência política, a disseminação de notícias falsas, chantagens contra eleitores, em especial os trabalhadores, e tentativas de encobrir os problemas reais do país. Luciana considera que é preciso atenção a tudo isso e que sejam tomadas as providências pertinentes. “De nossa parte nós devemos ter cuidados para não cair em provocações, mas também não nos intimidarmos”, afirmou.

Luciana Santos reafirmou o papel da militância comunista atuando nas ruas, argumentado, ajudando a ampliar comandos locais, agregando a novos aliados. “Pela importância do tema reforço o chamado para nos engajarmos ainda mais nesta luta que é em defesa de um Brasil democrático, desenvolvido e socialmente justo”.
A presidenta enfatizou que é preciso transmitir uma mensagem de esperança, de dias melhores para o povo. “Uma mensagem de vida, de luta de que o Brasil irá virar essa página. Esta vitória será construída por todos nós. Levantemos nossas bandeiras, colemos os adesivos e vamos falar com o povo. A vitória é nossa. Firme na luta”, concluiu.

A ex-deputada e vice-presidente do PCdoB Manuela d’Ávila também se pronunciou na reunião dando destaque para o trabalho nas redes sociais. De início, Manuela alertou que não se deve se deixar impactar pelas pesquisas e passar a semana aguardando os resultados. “É preciso estar nas redes e nas ruas, conversando com as pessoas, conquistando mais apoio para Lula. Isso é o que ajuda a definir a eleição”, disse ela. A dirigente nacional do PCdoB considera necessário reforçar o sistema difusão das propostas de Lula e também enfrentar o ataque bolsonarista, que deve aumentar seu sistema de disseminação de mentiras e desinformação. Ela alerta que a violência da campanha e dos apoiadores de Bolsonaro tende a aumentar.

Ao se pronunciar, o também vice-presidente nacional Carlos Lopes se declarou otimista com o fato de Bolsonaro, usando a máquina do governo despudoradamente, disseminando mentiras e desinformação e com uma base social expressiva, ainda enfrenta muitas dificuldades para derrotar Lula. Entretanto, Lopes destacou a necessidade de ampliação do apoio à Lula para derrotar o fascismo. “O Brasil, unido de forma ampla, vai derrotar Bolsonaro e sua horda fascista”, afirmou Lopes. O secretário nacional adjunto de Comunicação Inácio Carvalho ressaltou o papel da atuação ampla nas redes sociais e nas ruas, a necessidade de aumentar a rejeição de Bolsonaro, a denúncia e o combate às fake news e alertou para que não sejam compartilhadas, mesmo que em forma de denúncia, vídeos e fotos do atual presidente por que acaba ampliando sua mensagem. “Com uma atuação intensa nas redes e nas ruas, os comunistas ajudarão a garantir a vitória da esperança contra o atraso”, concluiu Carvalho.


Fonte: https://pcdob.org.br