sábado, 10 de setembro de 2022
PRESIDENTE DO PCDOB DE NOVA CRUZ - RN - EDUARDO VASCONCELOS CONVOCARÁ REUNIÃO COM DIRIGENTES PARA REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA - ELEIÇÕES 2022!
Mais um crime de ódio político: bolsonarista mata petista em MT - por Priscila Lobregatte
Foto: Polícia Civil/Divulgação
Caso aconteceu na zona rural do
município de Confresa, após discussão política na noite do dia 7. Autor matou
vítima a facadas e tentou decapitá-la.
A escalda de violência política no país acaba de fazer mais uma vítima. Na noite desta quarta-feira (7), um bolsonarista matou um petista a facadas na zona rural do município de Confresa, em Mato Grosso. Rafael Silva de Oliveira, de 24 anos, que confessou ter matado Benedito Cardoso dos Santos, de 42 anos, foi preso nesta quinta-feira (8). O assassinato ocorreu após discussão de teor político entre ambos.
Segundo a polícia, o autor ainda tentou decapitar a vítima e, após o crime, filmou o corpo. O delegado responsável, Higo Rafael Ferreira de Oliveira, explicou que a polícia foi acionada na manhã seguinte, após o cadáver ser encontrado. O suspeito tentou fugir, mas foi achado e levado à delegacia. Após audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão de Oliveira para preventiva por crime de ódio político.
Leia também: Comissão Interamericana de Direitos Humanos alerta para aumento da violência política no Brasil
Pelas redes sociais, o ex-presidente Lula declarou: “É com muita tristeza que soube da notícia do assassinato de Benedito Cardoso dos Santos, na zona Rural de Confresa. A intolerância tirou mais uma vida. O Brasil não merece o ódio que se instaurou nesse país. Meus sentimentos à família e amigos de Benedito”.
O juiz Carlos Eduardo Pinho Bezerra de Menezes, responsável por manter Oliveira preso, apontou, em sua decisão, que “em um Estado democrático de direito, no qual o pluralismo político é um dos seus princípios fundamentais torna-se ainda mais reprovável a conduta do custodiado”.
Nesse mesmo dia, na capital do estado, Cuiabá, um jovem foi espancado pelo padrasto por ter postado um meme do presidente Bolsonaro num grupo de mensagens da família.
Estes casos se somam a uma série de outros que mostram o aumento dos casos envolvendo brigas e mortes por razões políticas. Um dos mais simbólicos dessa grave escalada foi o assassinato do petista Marcelo Arruda pelo bolsonarista Jorge José da Rocha Guaranho, em Foz do Iguaçu (PR), em julho.
Fonte: https://vermelho.org.br
Centrais entregam propostas da classe trabalhadora para candidatos ao governo do RN
Lideranças das centrais sindicais estiveram reunidas , nesta quinta-feira (8) com os candidatos ) ao governo do Estado do Rio Grande do Norte Carlos Eduardo (PDT) e Fatima Bezerra (PT).
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Na ocasião, os sindicalistas entregaram a Pauta da Classe Trabalhadora que relaciona 63 propostas com medidas emergenciais e estruturais. "Temos propostas para geração de empregos e distribuição de renda e queremos dialogar com todas as candidaturas progressistas do país", afirma Miguel Torres, presidente da Força Sindical.
Além do presidente da Força e da CUT, participaram o presidente da Fequimfar e 1 secretario da Força, Sérgio Leite (Serginho) e o secretario de relações sindicais, Geraldino Santos.
A Governadora Fátima Bezerra, candidata à reeleição, estava acompanhada pelo candidato ao Senado, Carlos Eduardo, que disputa a vaga com o ex-deputado federal e ex-secretário especial da Previdência, Rogério Marinho, o grande articulador das reformas da previdência e trabalhistas que retiraram direitos dos trabalhadores, retardaram as aposentadorias, bem como cortaram benefícios previdenciários.
Lideranças da CTB também participaram do encontro.
Fonte: FORÇA SINDICAL
sexta-feira, 9 de setembro de 2022
MEIO AMBIENTE: O Cerrado e as eleições 2022 - por Marcelo Bizerril
Foto: Agência Brasil
É mais urgente falar da ausência do Cerrado no debate eleitoral, justamente nessas que são eleições cruciais para uma virada de rumo.
Esse não é um texto para falar
das muitíssimas importâncias do Cerrado para a vida no Brasil e no planeta.
Apesar do Cerrado continuar a sofrer com a destruição em mais um dia a ele
dedicado, não escrevo para exaltar sua biodiversidade, os conhecimentos e
culturas dos povos cerratenses, os serviços ambientais prestados, dentre eles o
papel fundamental no fornecimento de água doce para o país, ou ainda seu valor
intrínseco, seu direito de existir, e o dos seres humanos de poderem admirá-lo.
Até poderia dedicar o texto a esses essenciais assuntos, merecedores de toda a
atenção. Mas é mais urgente falar da ausência do Cerrado no debate eleitoral,
justamente nessas que são eleições cruciais para uma virada de rumo, uma
ruptura com o fascismo e a livre “passagem da boiada” em direção a tempos com
mais democracia, empatia e responsabilidade.
Ainda que às custas de muita destruição e perdas de vidas
humanas, a temática ambiental finalmente vem adquirindo força e centralidade no
debate político no país. O centro das atenções é o desmatamento da Amazônia,
alvo de críticas severas ao governo Bolsonaro quanto o assunto é o descaso com
o meio ambiente e a conivência com a violência no campo, e objeto de
preocupação de candidatos e mídia quando o debate se volta aos cuidados com o
planeta e, sobretudo, às relações internacionais e a preocupação global com o
modo como o Brasil tem (des)cuidado da floresta.
Leia
também: “Bolsonaro
prepara sua grande mentira no Brasil”, diz a The Economist
Enquanto isso, o discurso hegemônico de exaltação do Agronegócio
segue firme e inabalável na bancada da mídia comercial e nos pronunciamentos
dos políticos. Apesar de todas as evidências indicarem o Agronegócio como o
principal agente destruidor do Cerrado, ele continua sendo “tech, pop e
parceiro do meio ambiente” para a Rede Globo e afins, e exemplo do “Brasil que
dá certo” nas falas de candidatos liberais e ultraliberais, ligados à bancada
ruralista. Mesmo nos discursos mais afinados com a ideia de sustentabilidade e
de respeito aos povos tradicionais, como é o caso de Lula, o Cerrado não é
sequer citado, ficando de fora do plano de conservação e uso sustentado que
parece incluir apenas a Amazônia.
É, portanto, fundamental que o Cerrado seja incluído nessa onda
de transformar o Brasil em modelo mundial de preservação ambiental e de
desenvolvimento sustentável. Propostas e projetos já existem, inclusive no
Congresso Nacional. A PEC 504/2010, aprovada por unanimidade no Senado, aguarda
desde 2010 ser pautada na Câmara para incluir Cerrado e Caatinga dentre os
biomas tratados como patrimônio nacional no artigo 225 da Constituição Federal.
Já o projeto de lei nº 5462/2019, que dispõe sobre a Política de
Desenvolvimento Sustentável do Bioma Cerrado, anda por alguma gaveta da
burocracia do poder legislativo. Ambos precisam ser tratados como prioridade
pelo novo governo e a nova legislatura. Essas e outras políticas de valorização
do segundo maior bioma brasileiro são primordiais para reverter o quadro de
descaso que tem resultado em tamanha destruição, e que trará consequências para
todo o país, inclusive a própria Floresta Amazônica. Ambientalistas, cientistas
e políticos responsáveis com o futuro do planeta não podem perder essa
derradeira oportunidade de salvar o que resta do Cerrado.
Fonte: https://vermelho.org.br
TSE já recebeu 26 ações contra fake news de bolsonaristas - por Da redação
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Combate às notícias falsas tem sido feito por denúncias,
checagem e divulgação de conteúdo de alerta. O site Verdade na Rede já recebeu
mais de 7 mil denúncias.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já recebeu 26 ações contra fake news divulgadas por bolsonaristas. Do total, 18 ações foram movidas pelo PT e 8 pelo PDT.
Entre os envolvidos na disseminação de notícias falsas, segundo o levantamento da Folha de São Paulo, estão as contas do presidente Jair Bolsonaro (PL), dos seus filhos, Flávio (senador), Eduardo (deputado federal) e Carlos (vereador RJ), além de deputados federais da base aliada, da ex-ministra Damares Alves e do empresário Luciano Hang, conhecido pela alcunha “véio da Havan”.
Entre as mentiras divulgadas pela rede bolsonarista está a de que Lula fechará igrejas evangélicas, caso eleito. Outro tipo de ataque é direcionado ao sistema eleitoral, indicando que haverá fraude em benefício ao ex-presidente nas eleições.
Leia mais: Fake news em baixa: eleitor rechaça boato de que Lula fechará igrejas
A equipe de campanha de Lula tem recebido denúncias pelo site Verdade na Rede. O PT já recebeu mais de 7 mil denúncias de fake news. As informações são checadas e o partido divulga em suas redes conteúdo alertando sobre as informações enganosas.
A presidente nacional do partido Gleisi Hoffmann também enviou para aplicativos de mídias sociais e reprodutor de vídeos, como Facebook e Youtube, pedido para combate às fake news e mensagens de ódio em suas redes, com a solicitação para que conteúdos que incitem a violência sejam removidos.
Com informações de agências
Fonte: https://vermelho.org.br
quinta-feira, 8 de setembro de 2022
Bolsonaro e o baile da Ilha - por Luciano Siqueira
Foto: Lucas Israel/Diário
da Região
O Bolsonaro que foi às ruas ontem carregava
nas costas o peso de consistente liderança de Lula nas pesquisas.
O bicentenário da Independência do Brasil converteu-se ontem, por iniciativa do presidente da República, em mero comício eleitoral e deprimente espetáculo de mau uso dos recursos públicos.
As imagens na TV chegam a impressionar pela multidão ensandecida em Brasília, na praia carioca de Copacabana e na avenida Paulista, em São Paulo.
Uma massa em grande parte transportada por igrejas evangélicas ultraconservadoras e empresários impregnados de presunções golpistas.
Uma demonstração de força?
Nada disso.
O Bolsonaro que foi às ruas ontem carregava nas costas o peso de consistente liderança de Lula nas pesquisas, elevadas taxas de rejeição ao seu modo de governar e reiteradas revelações sobre a suspeita compra de imóveis em dinheiro vivo por ele próprio e seu clã.
Simbólico que o principal personagem da ópera bufa encenada em praça pública tenha feito uso de ridícula imagem machista – como para que ele próprio pudesse se convencer de uma inverdade -, se dizendo “imbrochável”.
Leia também: Um passo para enfrentar a “pane da imaginação”
As próximas pesquisas eleitorais provavelmente aferirão o impacto das manifestações de ontem. Não será surpresa se a candidatura à reeleição do patético mandatário afundar mais ainda.
Tanto quanto seu acentuado isolamento político, simbolicamente expresso na ausência dos presidentes da Câmara e do Senado e do STF no evento oficial em Brasília.
O apequenamento do presidente é flagrante. E irreversível.
E também o seu delírio à moda Trump: tumultuar para tentar se manter no poder.
O que faz lembrar a histórica última festa do Império, o Baile da Ilha Fiscal.
Tal como em 9 de novembro de 1889 com a corte imperial dias antes da Proclamação da República, ontem o presidente, seus ministros mais fiéis, a matilha de empresários golpistas ,líderes evangélicos de extrema direita e influencers oportunistas pareciam ignorar a derrota eleitoral iminente.
De quebra, Jair Messias Bolsonaro acrescentou mais uma penca de crimes pelos quais haverá de responder posteriormente. Pois usar bens, materiais, serviços ou servidores públicos em benefício de candidato (em desfiles, inaugurações, atos públicos etc.) constitui descumprimento da legislação eleitoral (art. 73, incisos I a III, da Lei das Eleições – Lei 9.504/1997).
Às forças oposicionistas — a ampla frente reunida em torno da candidatura de Lula, sobretudo — cabe agora deixar o fascista falando sozinho e afirmar, cada vez mais intensamente, nas redes, na grande mídia e nas ruas, sua própria agenda propositiva, destinada a vencer as eleições, deter a crise e promover a reconstrução nacional.
POLÍTICA - “Bolsonaro prepara sua grande mentira no Brasil”, diz a The Economist - por Sueli Scutti
Foto: Reprodução de
www.economist.com
A
edição desta semana da revista inglesa afirma que “Ganhando ou perdendo,
Bolsonaro representa uma ameaça à democracia brasileira”, referindo-se à
eleição de outubro.
O presidente brasileiro é o destaque (negativo) da reportagem de capa da edição semanal da revista inglesa The Economist, dedicada à eleição de outubro no Brasil. A matéria o compara a Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, e mostra uma foto de perfil do brasileiro tendo ao fundo uma sombra do estadunidense sobre a bandeira do Brasil. E traz afirmações como “O homem que seria Trump” e “O discípulo tropical de Trump”.
Ao abordar o risco que Bolsonaro representa, a matéria diz que “Jair Bolsonaro ameaça a democracia no maior país da América Latina” e que “todos os sinais são de que ele vai perder a eleição e dizer que ganhou”.
Prossegue a revista: “Os brasileiros temem que ele possa incitar uma insurreição, talvez como a que a América [Estados Unidos da América] sofreu quando uma multidão de apoiadores de Donald Trump invadiu o Capitólio em 6 de janeiro de 2021 – ou talvez até pior.” Desde que perdeu as eleições, em 2020, Trump e seus seguidores dizem que houve fraude nos votos. Ele foi acusado de insuflar seus apoiadores a invadirem a sede do Congresso dos Estados Unidos, numa tentativa de reverter a derrota.
Leia também: The Economist e o Cristo Redentor sem ar
“Aqui está o ponto: Bolsonaro continua dizendo que as pesquisas estão erradas e que ele está a caminho de vencer. Continua insinuando, também, que a eleição pode de alguma forma ser manipulada contra ele. Ele não oferece nenhuma evidência confiável, mas muitos de seus apoiadores acreditam nele. Ele parece estar lançando as bases retóricas para denunciar fraude eleitoral e negar o veredicto dos eleitores”, explica a matéria.
A revista, uma das publicações de política e economia com maior influência no mundo, também disse que o sistema eleitoral brasileiro é seguro e que o presidente levanta suspeitas sem provas. A publicação registra que o atual mandatário do Brasil tem “instintos autoritários” e costuma exaltar a ditadura militar brasileira.
Não é a primeira vez que a Economist traz reportagem sobre o “risco Bolsonaro”. Em setembro de 2018, a poucos dias da eleição presidencial que acabou levando o extremista de direita ao Palácio do Planalto, a revista o pôs na capa com a chamada “A mais recente ameaça na América Latina – Bolsonaro presidente” (leia aqui: Bolsonaro é ameaça para Brasil e América Latina, diz The Economist).
Fonte: vermelho.org.br


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