ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

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sábado, 9 de novembro de 2019

Política Lula: "Não vamos permitir que eles destruam o nosso país"

 Uma mutidão acolheu Lula no sindicato que o formou como liderança social e política
Uma mutidão acolheu Lula no sindicato que o formou como liderança social e política

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, voltou a reunir milhares de pessoas em torno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que retornou ao local depois ser libertado na tarde desta sexta-feira (8) após a decisão do STF que considerou inconstitucional a prisão de réus condenados em segunda instância. No discurso que encerrou o ato em sua homenagem, Lula criticou o presidente Bolsonaro e afirmou que é preciso resistir ao desmonte do país.


O ex-presidente Lula voltou à sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, exatos 581 dias depois de sair do mesmo lugar preso pela Polícia Federal por determinação do então juiz federal Sergio Moro, que o havia condenado num processo judicial eivado de irregularidades denunciados pelo advogados de defesa e confirmados pelas revelações do site The Intercept. No dia 7 de abril de 2018, ao anunciar para a multidão presente ao sindicato há mais de 24 horas, que iria se entregar, Lula afirmou que ele já não era mais apenas um homem, mas uma ideia e as ideias não podem ser presas. Neste sábado (9), ele voltou a reafirmou a ideia e disse que está disposto a andar pelo país para ajudar a recuperar o país.

Diante de milhares de pessoas que ocuparam as ruas em torno do sindicato e cercado por dirigentes e parlamentares de partidos de esquerda, lideranças sindicais e do movimentos sociais, velhos amigos dos tempos em que dirigiu a entidade, Lula afirmou que “é uma questão de honra a gente recuperar esse país. A gente tem que seguir o exemplo do povo do Chile e resistir.” Afirmou que pretende juntar sua experiência de 74 anos à energia de quem tem 30 anos para fazer muita luta, todos os dias, para brigar pelo país. "Aos 74 anos de idade eu não posso ter ódio mais no meu coração. Eu estou de bem com a vida e vou lutar nesse país”, enfatizou Lula, relembrando os tempo de Lulinha paz e amor.

Com a experiencia de já ter participado de várias caravanas e de cinco campanhas eleitorais como candidato, Lula afirmou que está disposto a andar pelo país. Na sua opinião “não é possível que a gente viva nesse país vendo cada dia mais os ricos ficarem mais ricos e os pobres ficarem mais pobres." O ex-presidente acredita que “só iremos salvar esse país se a gente tiver coragem de fazer um pouco mais. Nós estamos vendo o que está acontecendo com o Chile, que é o modelo de país que o Guedes quer construir.” Lula disse ainda que ëles tem que explicar por que eles estão apresentando um projeto econômico que vai empobrecer ainda mais a população brasileira”e destacou o retrocesso provocado pelo governo Bolsonaro demonstrado pela pesquisa recente do IBGE onde está dito que 50% da população está ganhando 413 reais por mês

Sobre sua condenação pelo juiz da Lava Jato, Lula disse que a única objetivo foi retirará-lo da disputa eleitoral de 2018. “O que eles não sabem é que um povo como vocês não depende de uma pessoa, mas é um coletivo. Cassaram o Lula e o Haddad quase foi eleito.”, afirmou. Apesar de ter obtido sua liberdade, o ex-presidente não desistiu da luta na justiça. "Nós ainda não ganhamos nada. O que nós queremos agora é que seja julgado um habeas corpus anulando todos os processos feitos contra mim, porque já existe argumento suficiente pra provar que o Moro é mentiroso.”, destacou.

Demonstrando ter clareza que a luta não se restringe apenas ao Brasil, Lula lembrou que na Bolívia Evo Morales foi eleito para quarto mandato, mas a direita, a exemplo do que fez no Brasil em 2014 contra Dilma Rousseff, não quer aceitar o resultado. Destacou ainda a luta em curso no Chile, contra o modelo excludente que impera naquele país, lembrou a vitória de Alberto Fernandez contra Maurício Macri, na Argentina, e enfatizou que “nós temos que ser solidários ao povo da Venezuela. Quem decide o problema do país é o povo do seu país. O Trump não foi eleito para ser xerife do mundo."

Ao final, Lula afirmou que pretende fazer um pronunciamento à nação dentro de algumas semanas. Afirmou que pretende reunir com muitas pessoas para analisar mais detalhadamente a situação do Brasil e apresentar algumas ideias para ajudar a superar as dificuldades que o Brasil vive.

Encontro com o PCdoB

Liderados pela presidenta Luciana Santos, dirigentes do PCdoB tiveram encontro com Lula

Antes de subir ao palanque de onde discursou para as milhares de pessoas que foram homenageá-lo, Lula ficou um longo tempo na sede do sindicato. Entre as muitas pessoas com quem esteve, recebeu uma delegação de membros do Comitê Central do PCdoB liderada pela presidenta nacional, Luciana Santos e composta por Renato Rabelo, presidente da Fundação Mauricio Grabois; Jandira Feghali, deputada federal; Vanessa Grazziotin, ex-senadora; Carina Vitral, presidenta da União da Juventude Socialista (UJS); Flávia Calé, presidenta da Associação Nacional dos Pós-Graduandos, acompanhada da filha Aurora, e Rubens Diniz, ex-dirigente da Organização Continental Latino Americana de Estudantes. O PCdoB é autor da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 54, que, junto outras duas ações, uma da OAB e outra do Patriota, foram julgadas pelo STF na quinta-feira (7) e possibilitaram a libertação de Lula.

 Da redação do Portal Vermelho

#LULALIVRE ‘Estou com mais coragem de lutar do que quando saí daqui’, diz Lula em pronunciamento histórico

“Estou com 74 anos e não tenho o direito de ter ódio no meu coração", disse Lula

Ex-presidente convoca mobilização nas ruas para que o país enfrente o ataque a direitos promovido por Bolsonaro. "Ele foi eleito para governar para o povo, não para milicianos"

São Paulo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está de volta à luta política e tem como questão de honra brigar para recuperar o país. Esse foi, em síntese, o recado de seu discurso histórico, proferido em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC,, em São Bernardo, na tarde deste sábado (9), depois de ter sido solto ontem após 580 dias preso na sede da Polícia Federal em Curitiba.

“Estou com mais coragem de lutar do que quando saí daqui. Lutar para que o trabalhador tenha carteira assinada, tenha direito de reunir a família, fazer um churrasco e tomar uma cervejinha, que é o que deixa a gente feliz”, afirmou para a multidão que se aglomerou em frente ao prédio do sindicato.

“Veja que não estou pedindo nem pra todo mundo ser corintiano. Pode ser palmeirense, santista, são paulino, pode ser flamenguista, mas a única coisa que estou pedindo pra vocês é o seguinte: eu vejo todos os companheiros que estão aqui reclamar que está difícil levar o povo para a rua, tem gente que fala que precisa derrubar o Bolsonaro, impeachment. Esse cidadão foi eleito. Democraticamente nós aceitamos o resultado da eleição. Esse cara tem um mandato de quatro anos, agora, ele foi eleito para governar para o povo brasileiro, e não para governar para os milicianos”, criticou.

Lula de volta aos braços do povo, repetindo a cena do dia de sua prisão, em abril de 2018, quando discursou no mesmo local / foto: RBA

“Ele não pode fazer investigação do que fizeram para matar a Marielle.  Não é a gravação do filho dele que vale. É preciso que haja uma perícia séria para que a gente saiba definitivamente quem foi que matou a nossa guerreira, amada Marielle, a grande vereadora do Rio de Janeiro, grande companheira defensora das mulheres”, destacou Lula sobre o caso em que o presidente Bolsonaro interferiu nas investigações da morte da vereadora, depois que veio à tona que Élcio de Queiroz, um dos supostos executores, esteve no seu condomínio horas antes do crime.

“Estou com 74 anos e não tenho o direito de ter ódio no meu coração. Eu não sabia que ia me apaixonar, eu estou com 74 anos, energia de 30 anos e tesão de 20. Eu não tenho que ficar nervoso. A única coisa que me motiva é governar para o povo necessitado”, disse ainda Lula.

Ele também falou sobre os próximos passos de sua defesa no judiciário. “O que queremos é que seja julgado no STF o habeas corpus anulando todos os processos contra mim. O Moro é mentiroso, o Dallagnol é mentiroso. Tudo o que o Intercept fala foi escrito pela minha defesa antes. Foi para me tirar da disputa eleitoral”, disse o ex-presidente em referência aos processos da Lava Jato contra ele.

Ao iniciar o pronunciamento, pouco antes das 15h, Lula criticou a Rede Globo. “Você não têm dimensão do que significa o dia de hoje. Lá em cima está o helicóptero da Rede Globo para falar merda outra vez sobre o Lula e sobre nós”, afirmou.

Relembrando o dia de sua prisão, 7 de abril de 2018, o ex-presidente, quando parte da militância do partido se manifestou contrária a que ele aceitasse a prisão, Lula disse que “quando o homem tem clareza do que quer, e sabe que seus algozes estão mentindo, eu tomei a decisão de ir lá eu preciso provar que o juiz não era juiz, mas um canalha que estava me julgando”.  Ele também disse que o  procurador Deltan Dallagnolmontou uma quadrilha”, inclusive para pegar dinheiro da Petrobras.

Fonte: Rede Brasil Atual - RBA

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

PCDOB DE BAÍA FORMOSA/RN PROMOVE AMANHÃ (8) SUA CONFERÊNCIA MUNICIPAL- CONFIRA A MATÉRIA

 Conferência Municipal do PCdoB de BAÍA FORMOSA/RN


Amanhã (sexta-feira), 08 de novembro a comissão do PCdoB de Baía Formosa/RN realizará sua I Conferência Municipal no Plenário da Câmara Municipal de Vereadores, das 17h ás 19 horas. 

A referida conferência contará com as presenças de lideranças estaduais do PCdoB/RN e, na ocasião celebrarão a filiação da família de FRANCISCO JULIÃO (dirigente histórico das Ligas Camponesas).

Um importante momento histórico, pois trata-se de ato em defesa da democracia e do fortalecimento político que a cidade tanto precisa. Um partido que defende as lutas sociais, como o sindicalismo, os movimentos sociais (sindical/estudantil, entre outros).

Hoje o PCdoB conta com um vice governador, ANTENOR ROBERTO, um jovem dinâmico, advogado com amplo conhecimento nos movimentos sociais e político.

Será sem dúvida nenhuma um momento histórico para os formosenses.

Aproveitamos para agradecer a companheira, ROBERTA pelo convite, confirmando desde já nossa presença!

Se faremos presentes!

Eduardo Vasconcelos, vice presidente do Diretório Municipal do PCdoB de Nova Cruz/RN.

domingo, 27 de outubro de 2019

América do Sul mostra o caminho: não ao neoliberalismo

Por Pepe Escobar

O neoliberalismo está – literalmente – queimando. E do Equador ao Chile, a América do Sul, mais uma vez, está mostrando o caminho. Contra a cruel e única receita de austeridade do FMI, que utiliza armas de destruição econômica em massa para esmagar a soberania nacional e promover a desigualdade social, a América do Sul finalmente parece pronta para recuperar o poder de forjar sua própria história.
Três eleições presidenciais estão em jogo. A Bolívia parece ter sido resolvida no domingo passado – mesmo quando os suspeitos de costume gritam “Fraude!” Argentina e Uruguai serão no próximo domingo.

A reação contra o que David Harvey concebe esplendidamente como acumulação por desapropriação é e continuará sendo uma vadia. Finalmente chegará ao Brasil – que, como está, continua a ser despedaçado por fantasmas pinochetistas. O Brasil, depois de imensa dor, ressurgirá. Afinal, os excluídos e humilhados em toda a América do Sul estão finalmente descobrindo que carregam um Coringa dentro de si.

Chile privatiza tudo

A questão colocada pela rua chilena é gritante: “O pior é evitar impostos ou invadir o metrô?” É tudo uma questão de fazer a matemática da luta de classes. O PIB do Chile cresceu 1,1% no ano passado, enquanto os lucros das maiores empresas cresceram dez vezes mais. Não é difícil encontrar de onde a enorme lacuna foi extraída. A rua chilena realça como a água, a eletricidade, o gás, a saúde, a medicina, o transporte, a educação, o salar de Atacama e até as geleiras foram privatizadas.

É o acúmulo clássico por desapropriação, pois o custo de vida se tornou insuportável para a esmagadora maioria de 19 milhões de chilenos, cuja renda mensal média não excede US $ 500.

Paul Walder, diretor do portal Politika e analista do Centro Latino-Americano de Análise Estratégica (CLAE) observa como menos de uma semana após o fim dos protestos no Equador – o que forçou o abutre neoliberal Lenin Moreno a evitar um aumento no preço do gás – O Chile entrou em um ciclo de protestos muito semelhante.

Walder define corretamente o presidente do Chile, Sebastian Pinera, como o peru em um banquete de longa duração que envolve toda a classe política chilena. Não é de admirar que a rua chilena louca como o inferno não faça diferença entre o governo, os partidos políticos e a polícia. Pinera, previsivelmente, criminalizou todos os movimentos sociais; enviou o exército para as ruas por repressão sem mitigação; e instalou um toque de recolher.

Pinera é o 7º bilionário mais rico do Chile , com ativos avaliados em US $ 2,7 bilhões, espalhados em companhias aéreas, supermercados, TV, cartões de crédito e futebol. Ele é uma espécie de Moreno com carga turbo, um pinochetista neoliberal. O irmão de Pinera, José, era na verdade um ministro sob Pinochet, e o homem que implementou o sistema de assistência social privatizado do Chile – uma fonte essencial de desintegração social e desespero. E está tudo interligado: o atual ministro das Finanças do Brasil, Paulo Guedes, morava em Chicago e trabalhava no Chile na época, e agora quer repetir o experimento absolutamente desastroso no Brasil.

O ponto principal é que o “modelo” econômico que Guedes quer impor no Brasil entrou em colapso total no Chile.

O principal recurso do Chile é o cobre. As minas de cobre, historicamente, eram de propriedade dos EUA, mas depois foram nacionalizadas pelo presidente Salvador Allende em 1971; assim, o criminoso de guerra Henry Kissinger planejou eliminar Allende, o que culminou no 11 de setembro original, em 1973.

A ditadura de Pinochet mais tarde privatizou novamente as minas. A maior de todas, Escondida, no deserto de Atacama – que responde por 9% do cobre do mundo – pertence ao gigante anglo-australiano Bhp Billiton. O maior comprador de cobre nos mercados mundiais é a China. Pelo menos dois terços da renda gerada pelo cobre chileno não se destinam ao povo chileno, mas a multinacionais estrangeiras.

O desastre argentino

Antes do Chile, o Equador estava semi-paralisado: escolas inativas, falta de transporte urbano, falta de alimentos, especulação desenfreada, sérios distúrbios nas exportações de petróleo. Sob o fogo da mobilização de 25.000 indígenas nas ruas, o presidente Lenin Moreno covardemente deixou um váquo de poder em Quito, transferindo a sede do governo para Guayaquil. Os povos indígenas assumiram o governo em muitas cidades importantes. A Assembléia Nacional ficou sem governo por quase duas semanas, sem a vontade de tentar resolver a crise política.

Ao anunciar um estado de emergência e um toque de recolher, Moreno estendeu um tapete vermelho para as Forças Armadas – e Pinera repetiu o procedimento no Chile. A diferença é que, no Equador, Moreno aposta no Dividir para Reinar entre os movimentos dos povos indígenas e o restante da população. Pinera recorre à força bruta.

Além de aplicar as mesmas velhas táticas de aumentar os preços para obter mais fundos do FMI, o Equador também exibiu uma articulação clássica entre um governo neoliberal, grandes empresas e o embaixador americano, neste caso Michael Fitzpatrick, ex-secretário assistente do Hemisfério Ocidental da região andina, Brasil e Cone Sul até 2018.

O caso mais claro de falha neoliberal total na América do Sul é a Argentina. Há menos de dois meses, em Buenos Aires, vi os efeitos sociais cruéis do peso em queda livre, inflação de 54%, uma emergência alimentar de fato e o empobrecimento de setores sólidos da classe média. O governo de Mauricio Macri literalmente queimou a maior parte do empréstimo de US $ 58 bilhões do FMI – ainda há US $ 5 bilhões para chegar. Macri está pronto para perder as eleições presidenciais: os argentinos terão que pagar sua imensa cota.

O modelo econômico de Macri não podia deixar de ser de Pinera – na verdade de Pinochet, onde os serviços públicos são administrados como um negócio. Uma conexão importante entre Macri e Pinera é a ultra-neoliberal Freedom Foundation, patrocinada por Mario Vargas Llosa, que pelo menos se orgulha da qualidade redentora de ter sido um romancista decente há muito tempo.

Macri, um milionário, discípulo de Ayn Rand e incapaz de demonstrar empatia por alguém, é essencialmente uma cifra, pré-fabricada por seu guru equatoriano Jaime Duran Barba como um produto robótico de mineração de dados, redes sociais e grupos focais. Uma análise hilária de suas inseguranças pode ser encontrada em La Cabeza de Macri: Como Piensa, Vive y Manda el Primer Presidente de la No Politica , de Franco Lindner.

Entre inúmeras travessuras, Macri está indiretamente ligada à fabulosa máquina de lavagem de dinheiro HSBC. O presidente do HSBC na Argentina era Gabriel Martino. Em 2015, quatro mil contas argentinas no valor de US $ 3,5 bilhões foram descobertas no HSBC na Suíça. Esta espetacular fuga de capitais foi projetada pelo banco. No entanto, Martino foi essencialmente salvo por Macri e se tornou um de seus principais conselheiros.

Cuidado com os empreendimentos de abutres do FMI

Todos os olhos agora devem estar na Bolívia. Até o momento em que este artigo foi escrito, o presidente Evo Morales venceu as eleições presidenciais de domingo no primeiro turno – obtendo, por uma pequena margem, o spread de 10% necessário para um candidato vencer se não obtiver os 50% mais um dos votos. Morales essencialmente acertou no final, quando os votos das zonas rurais e do exterior foram totalmente contados, e a oposição já havia começado a sair às ruas para pressionar. Não surpreende que a OEA – servil aos interesses dos EUA – tenha proclamado “falta de confiança no processo eleitoral”.

Evo Morales representa um projeto de desenvolvimento sustentável, inclusivo e crucialmente autônomo das finanças internacionais. Não é de admirar que todo o aparato do Consenso de Washington odeie suas entranhas. O ministro da Economia, Luis Arce Catacora, foi direto ao ponto: “Quando Evo Morales venceu sua primeira eleição em 2005, 65% da população era de baixa renda, agora 62% da população tem acesso a uma renda média”.

A oposição, sem nenhum projeto, exceto privatizações violentas, e nenhuma preocupação com as políticas sociais, é deixada a gritar “Fraude!”, Mas isso pode dar uma guinada muito desagradável nos próximos dias. Nos subúrbios de Tony, no sul de La Paz, o ódio de classe contra Evo Morales é o esporte favorito: o presidente é chamado de “índio”, “tirano” e “ignorante”. Os cholos do Altiplano são rotineiramente definidos pelas elites proprietárias de terras brancas nas planícies como uma “raça do mal”.

Nada disso muda o fato de que a Bolívia é agora a economia mais dinâmica da América Latina, como destacou o principal analista argentino Atilio Boron .

A campanha para desacreditar Morales, que se tornará ainda mais cruel, faz parte da guerra imperial do 5G, que, segundo Boron, elimina totalmente “a pobreza crônica que a maioria absoluta da população sofreu por séculos”, um estado que sempre ” manteve a população sob total falta de proteção institucional ”e“ pilhagem da riqueza natural e do bem comum ”.

É claro que o fantasma dos empreendimentos de abutres do FMI não desaparecerá na América do Sul como um encanto. Mesmo que os suspeitos de costume, via relatórios do Banco Mundial, agora pareçam “preocupados” com a pobreza; Os escandinavos oferecem o Prêmio Nobel de Economia a três acadêmicos que estudam a pobreza; e Thomas Piketty, em Capital and Ideology , tente desmontar a justificativa hegemônica para a acumulação de riqueza.

O que ainda permanece absolutamente fora dos limites para os guardiões do sistema mundial atual é realmente investigar o ultra neoliberalismo como a causa raiz da hiperconcentração da riqueza e da desigualdade social. Não basta oferecer Band-Aids. As ruas da América do Sul estão iluminadas. O contragolpe está agora a pleno vigor.

*Pepe Escobar é analista geopolítico independente, escritor e jornalista.

Fonte: Strategic Culture Foundation, via Geopolítica

Foz do Rio São Francisco é ameaçada com manchas de óleo petrificadas

O local fica próximo ao Pontal do Peba, outra região fortemente afetada pelo derramamento de petróleo. Corais e pedras também foram afetadas
Por Luísa Fragão e Wilfred Gadêlha, na revista Fórum
O município de Piaçabuçu, local onde deságua o Rio São Francisco no litoral sul de Alagoas, enfrenta uma situação até então inédita desde que se iniciou o vazamento de petróleo no litoral nordestino, no final de agosto deste ano. A praia da região, que é uma reserva de proteção ambiental, apresenta grandes manchas de óleo petrificadas, que se assemelham a rochas. O local fica próximo ao Pontal do Peba, outra praia fortemente afetada pelo derramamento de petróleo.
O repórter especial da Revista Fórum, Wilfred Gadêlha, que está em caravana pelo Nordeste para cobrir os impactos dessa tragédia ambiental, flagrou nesta sexta-feira (25) as enormes manchas de óleo petrificadas nas praias de Piaçabuçu. De acordo com ele, corais e pedras naturais também foram afetadas.
Walmir dos Santos, pescador da região, contou ao repórter que está muito preocupado com o vazamento de óleo e que a prática de pesca está impossibilitada no local, pois os peixes emergem nas redes já sujos com a substância.
Nesta mesma sexta-feira (25), equipes da Marinha e Exército, além de voluntários locais, atuavam na região de Pontal do Peba para retirar o óleo. O repórter Wilfred Gadêlha tentou conversar com a capitã Larissa para que comentasse a operação, mas ela não quis se pronunciar.
Fonte Portal da CTB Nacional

Folha divulga áudio de Queiroz: "MP tem cometa para enterrar na gente"

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz tem áudios vazados.

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz tem áudios vazados.

Áudios divulgados pela Folha de S.Paulo neste domingo (27) aponta falas do ex-assessor Fabrício Queiroz em referência a ele próprio e ao filho do presidente Jair Bolsonaro, preocupado com as denúncias que o Ministério Público tem: “Um cometa para enterrar na gente”, disse. Queiroz cita ainda a demissão de funcionária-fantasma, diz que quer voltar para o PSL, da necessidade de "lapidar" e "blindar" o partido e sugere ainda, uma "porrada" no presidente da Câmara, Rodrigo Maia.


Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro são investigados por um suposto esquema de “rachadinha” instalado no gabinete do senador, quando este exercia mandato como deputado estadual na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) detectou movimentações atípicas de Queiroz na ordem de R$ 1,2 milhão de janeiro de 2016 a janeiro de 2017. O MP do Rio de Janeiro abriu investigação, que foi suspensa no último dia 30 pelo ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Os áudios divulgados pelo jornal tratam de julho deste ano. “É o que eu falo, po. O cara lá está hiperprotegido. Eu não vejo ninguém mover nada para tentar me ajudar aí, entendeu? Ver e tal… É só porrada, cara. O MP [Ministério Público] tá com uma pi** do tamanho de um cometa para enterrar na gente e não vi ninguém agir”, disse em julho deste ano.

Em outras gravações obtidas pela Folha, Queiroz disse que tem vontade de voltar para o PSL e “lapidar a bagunça” pela qual passa o partido. A fonte que passou o material foi mantida sob sigilo.

“Resolvendo essa pi** que está vindo na minha direção, que se Deus quiser vai resolver, vamos ver se a gente assume esse partido aí, cara. Eu e você de frente aí. Lapidar essa po**”, afirmou a 1 interlocutor não identificado.

Queiroz acrescentou ao interlocutor para ficarem os 2 “de frente” e “blindar” os problemas partidários. Atualmente, Flávio Bolsonaro é quem comanda o diretório do PSL no Rio. O irmão e deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) está à frente do diretório em São Paulo.

“Então, cara, eu politicamente, só posso ir para partido. Trabalha isso aí com o chefe aí. Passando essa ventania aí, ficamos eu e você de frente. A gente nunca vai trair o cara. Ele sabe disso. E a gente blinda, a gente blinda legal essa porra aí. Espertalhão não vai se criar com a gente”, afirmou.

O ex-assessor disse que o governo está sendo feito de “chacota” e que está “pegando mal” a atividade do presidente Jair Bolsonaro no Twitter. Afirmou que Bolsonaro deveria “dar porrada” no presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e que o ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) deveria ir “no calço” de Maia.

“Estão fazendo chacota do governo dele. Rodrigo Maia está esculachando. Rodrigo Maia… As declarações dele humilha [sic] o Jair. Jair tinha que dar uma porrada nesse filha da pu**. Botar o [ministro da Justiça] Sergio Moro para ir no calço [sic] dele. Tem pi** na bunda dele aí, antiga”, falou em março.

Numa outra gravação, Queiroz dá a entender que Bolsonaro comunicou a ele que demitiria a funcionária-fantasma do gabinete de 1 de seus filhos, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ). O ex-assessor fala sobre Cileide Barbosa Mendes, de 43 anos, doméstica da família.

“Na época, o Jair falou para mim que ele ia exonerar a Cileide porque a reportagem estava indo direto lá na rua e para não vincular ela ao gabinete. Aí ele falou: ‘Vou ter que exonerar ela assim mesmo’. Ele exonerou e depois não arrumou nada para ela não? Ela continua na casa em Bento Ribeiro?”, perguntou.

Na última  quarta-feira (24), o jornal O Globo publicou numa reportagem que Queiroz supostamente continuava ativo em indicações para gabinetes. O ex-assessor afirmou que seria possível ser escolhido para cargos sem que houvesse vinculação direta à família Bolsonaro:

“Tem mais de 500 cargos lá, cara, na Câmara, no Senado… Pode indicar para qualquer comissão, alguma coisa, sem vincular a eles [família Bolsonaro] em nada. Vinte continho pra gente caía bem, pra c**, caía bem pra c**. Não precisa vincular a um nome.


Com informações do Poder 360
Fonte: Portal Vermelho

Aniversário de Lula mobiliza milhares no Brasil e exterior

 

Ex-presidente e preso político completou 74 anos neste domingo (27); data é marcada por comemoração de sua vida e pedidos de justiça e liberdade.

Com a irreverência e alegria características do povo brasileiro, milhares de integrantes de movimentos populares, partidos, apoiadores e admiradores do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva organizaram atos em diversas cidades do país e do mundo para celebrar seu aniversário neste domingo (27).

Os festejos para celebrar os 74 anos do líder de Luiz Inácio Lula da Silva, nascido no interior de Pernambuco, marcam também a resistência pela sua liberdade após 568 dias de sua prisão política.

Uma das principais festas de aniversário organizadas para Lula  foi realizada na Vigília Lula Livre, a poucos metros da sede da Polícia Federal em Curitiba (Paraná), onde o ex-presidente está detido desde abril de 2018.

Com um bolo de mais de 5 metros de extensão, feito por grupos da economia solidária, e milhares de participantes de todas as regiões do país que viajaram em caravanas até a capital do Paraná, a festa da Vigília Lula Livre contou com diversas apresentações musicais e falas políticas.

A presidenta do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, também esteve em Curitiba para felicitar Lula e relembrou seu legado para o país.

“Lula deixa um dos maiores legados de governo ao povo brasileiro e vai deixar um das maiores legados de resistência e coragem ao estar aqui de cabeça erguida e não trocar sua dignidade pela liberdade”, afirmou.
Bolo de aniversário para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante comemoração na Vigília Lula Livre, em frente à Sede da Polícia Federal onde está preso desde abril de 2018.

A data comemorativa não passou despercebida no estado natal do ex-presidente, onde estão sendo realizadas confraternizações em vários municípios, e os pernambucanos abusaram da criatividade na hora de comemorar. 

Em Caetés, cidade onde nasceu o ex-presidente, a população se reuniu a partir das 8h na casa onde Lula viveu, e realizaram festividades durante toda a manhã.

No Recife, o dia amanheceu com mobilizações no rio Capibaribe, que cruza a cidade. Recifenses realizaram a “Barqueata” Lula Livre, a partir das 8h, navegando em homenagem ao aniversariante, com mais de 30 barcos. Às margens do rio, foram realizados bandeiraços em diversas pontes da cidade.

Ainda no Recife, quem não quis tomar o caminho das águas, também pôde celebrar os 74 anos de Lula com o Pedal Lula Livre. A ação dos ciclistas teve início às 9h, no Parque da Jaqueira. As ações na capital seguiram por todo o dia e o bolo de aniversário com parabéns foi cortado no final desta tarde, na av. Rio Branco, no Marco Zero.
Em Olinda, a festa foi celebrada já em clima de Carnaval. com a realização do bloco “Parabéns Presidente”. Em Camaragibe, na região metropolitana do Recife, a comemoração acontece na principal praça da cidade.

Em São Paulo, no Armazém do Campo, os festejos foram intercalados por reflexões à respeito da prisão do petista, que segue encarcerado em Curitiba desde o dia 07 de abril de 2018.

Passaram pelo Armazém do Campo mais mil pessoas, que almoçaram o Escondidinho Pernambucano, feito pela chef Carmen Virgínia, e curtiram as atrações musicais como a banda Conjuntura, o DJ Roger e o bloco especial com canções de Belchior, comandado por Taciana Barros, Natália Barros, Igor Brasil e Zeli Silva.

Barqueata, carreata, caravana

É o segundo aniversário que Lula é forçado a permanecer sozinho, em sua cela na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, mas cercado de atenções do lado de fora, na Vigília Lula Livre, e em mais de uma centena de atividades que ocorrem em cidade brasileiras, na América Latina, na Europa, nos Estados Unidos.

Barqueada em Recife

Tem almoço, bolo, carreata e até uma barqueata no rio Capibaribe, em Recife, onde haverá festa no Armazém do Campo, assim como em São Paulo.

Caravanas partiram de todo o Brasil para a capital paranaense. Uma delas, de ônibus, saiu de Brasília levando mais de 500 pessoas por 1.500 quilômetros para o parabéns a Lula na Vigília. Entre elas a cozinheira Maria de Jesus Oliveira da Costa, a Tia Zélia, uma das personagens brasilienses mais queridas do ex-presidente, para quem cozinha um de seus pratos prediletos: a rabada com polenta.
As comemorações pelo aniversário de Lula confirmam a tese defendida pelo ex-presidente, quando falou a uma multidão em frente à sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, no dia em que foi preso, em 7 de abril de 2018. “Não adianta tentar parar o meu sonho, porque quando eu parar de sonhar, eu sonharei pela cabeça de vocês, pelo sonho de vocês. Não adianta eles acharem que vão fazer com que eu pare. Eu não pararei porque eu não sou mais um ser humano. Eu sou uma ideia. E uma ideia misturada com a ideia de vocês.”

Pedidos de aniversário

Em entrevista concedida ao Brasil de Fato, na última quarta- feira (23). Lula falou sobre as comemorações Brasil afora pelo seu aniversário, e a rotina dentro da prisão em Curitiba.

“Vou até falar para o diretor aqui, o doutor Luciano, que ele poderia vir aqui na hora do aniversário, eu sair daqui com ele e ir lá, soprar as velinhas. São 74 velinhas, e eu não vou ter fôlego para assoprar tudo. Aí eu vou lá, vejo o aniversário, como um pedaço de bolo e volto para cá, não tem nenhum problema”, brincou Lula.

Entre os pedidos de aniversário do ex-presidente está a resistência contra o governo de Jair Bolsonaro (PSL). Durante a conversa, ele pediu que “as pessoas não deixassem destruir o país”. Em relação ao contexto internacional, Lula também expressou também sua expectativa pela vitória do candidato Alberto Fernández nas eleições presidenciais da Argentina que acontecem hoje.

“Graças a Deus, nós estamos com expectativa de que [Alberto] Fernandez ganhe na Argentina. Será o meu presente de aniversário”, declarou.

Alberto Fernández, apontado como possível vencedor das eleições deste domingo, é uma das personalidades internacionais que parabenizou o ex-presidente brasileiro através de suas redes sociais.

“Também faz aniversário hoje meu amigo Lula, um homem extraordinário que está preso injustamente há um ano e meio. Parabéns pra você, querido Lula. Espero te ver em breve” escreveu em sua conta no Twitter.

Assunto mais comentado nas redes sociais

A hashtag #ParabensLula é o assunto mais comentado nas redes sociais tomadas por vídeos que saúdam a vida do preso político. A magistrada Carol Proner toca um Parabéns a Você no clarinete, ao lado do namorado, o cantor e compositor Chico Buarque. Fernanda Takai e a banda Pato Fu cantam parabéns com bolo e tudo para o ex-presidente.

O compositor Francis Hime adaptou ao piano a letra de Meu Caro Amigo, clássico em que ele Chico mandam notícias ao amigo Ruy Guerra no exílio, nos anos 1970, para dizer a Lula: “Mas o que eu quero é lhe dizer, que a gente está te esperando, para que o Brasil de novo volte a ser feliz”.

A filósofa e ativista norte-americana Angela Davis conta que pelo mundo todo as pessoas estão dizendo “Lula livre”. O linguista Noam Chomsky afirma: “Queremos ver Lula livre em breve”. O ator Osmar Prado deseja a Lula muita saúde, amor, paz, resistência e muita coragem. O cantor Martinho da Vila deseja felicidades e avisa: o próximo ano vai ser muito bom para você. Zeca Pagodinho mudou a foto do seu instagram para desejar feliz aniversário ao amigo Lula.

História

Lula nasceu em Caetés, no agreste pernambucano, cidade localizada a 248 km de Recife, capital do estado, em 27 de outubro de 1945. O petista é um dos nove filhos de Aristides Inácio da Silva e Euridice Inácio da Silva, a dona Lindu.


Em 1952, aos sete anos, Lula migrou para São Paulo com a família em um pau-de-arara, onde moraram em Santos, no litoral paulista. Três anos depois, dona Lindu se separa de Aristides, por conta de violência doméstica, e migra para a capital paulista.

No início da década de 1960, o ex-presidente começa sua trajetória como metalúrgico em uma fábrica de parafusos, onde recebia meio salário mínimo. Cinco anos depois, incentivado pelo irmão, Frei Chico, visita pela primeira vez o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. À época, os sindicalistas buscavam alternativas para enfrentar a ditadura militar.

No ano de 1969, Lula ocupa o primeiro cargo na direção do sindicato e se casa pela primeira vez, com Maria de Lourdes. Dois anos depois, o petista sofre com a morte da esposa, durante o parto do filho do casal, que também falece.

Se casa com Marisa Letícia em 1974 e um ano depois é eleito presidente do Sindicato dos Metalúrgicos com impressionantes 92% dos votos. Já em 1978 é reeleito com 98% dos votos.

A trajetória na política institucional tem seu pontapé em 1980, quando participa da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), no colégio Sion. Já no primeiro congresso da nova legenda, Lula é eleito o presidente.

Sem esquecer a atuação sindical, Lula articula a criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em 1983, a maior central sindical da América Latina.

Em 1986, Lula é eleito deputado federal em São Paulo. Três anos depois, se lança, pela primeira vez, como candidato à presidência da República, perdeu. A candidatura se repetiu em 1994 e 1998, com votações expressivas, mas com derrotas nas urnas.

Porém, em 2002, aos 57 anos, Lula é eleito presidente do Brasil, após derrotar José Serra (PSDB). Outro tucano, Geraldo Alckmin, perde para o petista em 2006, que é reeleito com 58 milhões de votos.

Desde 2015, Lula enfrenta uma perseguição política promovida pela Operação Lava Jato. O processo é apontado como ilegal por diversos juristas. Em abril de 2018, o petista é preso e se torna símbolo de uma campanha que ganha adesão em todo mundo, pedindo sua liberdade.

Com informações do Brasil de Fato e Rede Brasil Atual