ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

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CAMPANHA MOVIMENTO 65

domingo, 13 de outubro de 2019

RELAÇÕES EXTERIORES Rasteira de Trump revela fracasso da política externa de Bolsonaro, dizem comunistas

Por: Da Redação

O governo Donald Trump se recusou a endossar a tentativa do Brasil de ingressar na Organização de Cooperação e Desenvolvimento (OCDE), o que reflete o isolamento de Jair Bolsonaro no exterior. Preferiu apoiar o pleito de Argentina e Romênia.

Reprodução da Internet

Vassalagem de Bolsonaro prejudicou o país

Parlamentares do PCdoB avaliam que postura de Trump atesta os erros do presidente Jair Bolsonaro que a cada dia se isola mais no mundo. “As nações não tem amigos, elas têm interesses! A frase é velha, mas nunca sairá de moda. Bolsonaro não está à altura do Brasil! Não sabe quais são os interesses nacionais, por isso não os defende”, destacou a deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC).

À frente da Liderança da Minoria, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) ironizou Bolsonaro. “Em março, Bolsonaro renunciou ao tratamento especial nas negociações da OMC em troca de uma vaga na OCDE. Hoje perdeu o apoio dos EUA que preferiu indicar Romênia e Argentina. É fracasso da política externa que chama?”, disse a parlamentar.

Os deputados do PCdoB Márcio Jerry (MA) e Orlando Silva (SP) consideram que a “vassalagem” do presidente brasileiro diante dos Estados Unidos é nociva ao Brasil.

“Bate continência, Bolsonaro. Olha resposta à tua vassalagem...Trump abandona Bolsonaro na porta da OCDE!”, relatou o parlamentar maranhense.

Orlando complementou:

“Vassalo não é respeitado por ninguém. Nem mesmo por quem recebe a vassalagem”, afirmou Orlando.

Segundo uma cópia de uma carta enviada ao secretário-geral da OCDE Angel Gurria em 28 de agosto, o secretário de Estado Michael Pompeo rejeitou um pedido para discutir mais ampliações do clube dos países mais ricos. "Os EUA continuam a preferir o alargamento a um ritmo medido que leva em consideração a necessidade de pressionar pelo planejamento de governança e sucessão", afirmou a carta. O teor do documento foi publicado na Bloomberg News.

De acordo com a carta, os EUA apoiaram apenas a entrada da Argentina e da Romênia, considerando o “critério cronológico”, segundo as fontes, porque esses países haviam apresentado o pedido antes dos outros, inclusive do Brasil.

De acordo com ex-chanceler brasileiro Celso Amorim, "ou Trump não está nem aí para Bolsonaro, ou a burocracia do governo americano não está nem aí para Trump".

Em março, Trump afirmou em entrevista coletiva com Bolsonaro na Casa Branca que apoiou o Brasil na adesão ao grupo de 36 membros. Em julho, o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, reiterou o apoio de Washington ao Brasil durante uma visita a São Paulo.

*Com informações do Brasil 247.

JUSTIÇA - TCU barra propaganda ilegal do pacote anticrime de Moro

Por: Walter Félix, com informações de agências

TCU acata pedido da Oposição e manda suspender em definitivo campanha publicitária do pacote anticrime. Decisão afirma que peças, com gasto de R$ 10 milhões aos cofres públicos, não se prestam a educar população.

O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) confirmou, nesta quarta-feira (9), medida cautelar que obriga o governo federal a suspender a veiculação das peças publicitárias do pacote anticrime, projeto de lei patrocinado pelo ministro da Justiça, Sergio Moro. O placar no plenário foi de 6x2.

Na terça-feira (8), uma liminar concedida pelo ministro Vital do Rêgo havia determinado a suspensão da campanha publicitária. O pedido foi feito por deputados da oposição na quinta-feira passada (3), mesmo dia em que o governo iniciou sua campanha com uma despesa de R$ 10 milhões aos cofres públicos.

A representação no TCU, assinada pelos deputados Orlando Silva (PCdoB-SP), Paulo Teixeira (PT-SP), Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), pedia a concessão de medida cautelar (liminar) para interromper a veiculação das peças publicitárias.

De acordo com a decisão provisória de Vital do Rêgo, a divulgação oficial de uma proposição ainda em discussão no Congresso não se enquadra nos objetivos de “informar, educar, orientar, mobilizar, prevenir ou alertar a população para a adoção de comportamentos que gerem benefícios individuais e/ou coletivos”.

“Na situação concreta, ao menos em juízo de estrita delibação, entendo que a utilização de recursos públicos para a divulgação de 'um projeto de lei' que, em tese, poderá, de forma democrática, sofrer alterações sensíveis após as discussões que serão levadas a efeito pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal não atende aos requisitos de caráter educativo, informativo e de orientação social”, argumentou o ministro.

O deputado Orlando Silva comemorou a decisão do TCU nesta quarta, retuitando uma mensagem do colega Marcelo Freixo. “Grande vitória, deputado! Há prioridades múltiplas para o uso dos escassos recursos públicos. Seguramente, massagear o ego ferido do ministro não é uma delas. Viva a luta!”, escreveu o comunista.

“A propaganda é ilegal! O projeto ainda está em debate na Câmara e já teve importantes mudanças. O comercial usou dinheiro público para intimidar o Congresso e massagear o ego ferido de Moro”, acrescentou.

Logo após a votação na corte de contas, Freixo postou a seguinte mensagem: “Vitória da legalidade! O Tribunal de Contas da União acaba de concluir que a propaganda do Pacote Moro viola a Constituição e determinou a suspensão definitiva da campanha publicitária”.

Representação

Os parlamentares argumentaram no pedido que a “milionária campanha publicitária” tinha como motivação dissimulada constranger os congressistas “a não acatarem as contribuições que ainda serão oferecidas pelo grupo de trabalho à deliberação do Plenário”.

Isso porque, os integrantes do grupo de trabalho criado na Câmara para analisar a matéria têm aprovado alterações ao texto original dos projetos de lei formulados pelo ministro da Justiça. O objetivo das mudanças é adequar o projeto ao que dispõe a Constituição, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) em matéria de direitos e garantias fundamentais, bem como em atenção às recomendações de dezenas de especialistas.

Votação no TCU

O ministro Bruno Dantas foi um dos mais enfáticos a favor da cautelar, afirmando que “o próprio título da campanha coloca o Congresso Nacional nas cordas”. “Nenhum parlamentar tem condição de iniciar uma argumentação racional contra o pacote anticrime porque o governo embutiu nesse pacote a sua visão de mundo e qualquer um que ouse divergir daquela visão encrustada no pacote anticrime será defensor do crime”, afirmou.

O ministro ponderou ainda que “somente uma mente totalitária, sombria, maniqueísta, autoritária pode imaginar que vai utilizar recursos públicos para manipular a população contra os canais de democracia representativa”.

Fonte: pcdobnacamara.org.br

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

CONFERÊNCIA DO PCDOB DE NOVA CRUZ/RN ELEGE COMITÊ E DELEGADO PARA A CONFERÊNCIA ESTADUAL

 Diretório do PCdoB de Nova Cruz/RN ao lado de Divanilton Pereira, presidente em exercício do PCdoB Estadual
 Momento dos debates

Hoje (7) pela manhã na Casa de Cultura de Nova Cruz/RN o Diretório Municipal reuniu-se com o presidente Estadual do PCDOB, Divanilton Pereira, cujo temas foram a Conjuntura Nacional, Estadual e Local (balanço das atividades do PCdoB local). Criação do Comitê Municipal e Eleição do Delegado e Suplente que irão participar da Conferência Estadual dias 08 e 09 de novembro em Natal.

Após uma belíssima aula de conjuntura política, Divanilton falou da importância dos debates visando as eleições de 2020 e 2022, fazendo com que o debate tenha rumos democráticos, fortalecendo assim os partidos no estado, como também procurar discutir com todos os filiados no engajamento das lutas sociais e partidárias de olhos nas eleições, como também o lançamento de de novas filiações.

Após duas horas de debates foram escolhidos em consenso para participarem da Conferência Estadual, Eduardo Vasconcelos como delegado e Damião Gomes da Silva, suplente, bem como a criação/eleição do Comitê Municipal do PCdoB de Nova Cruz, ficando na seguinte composição: ROBERTO GUEDES , presidente. EDUARDO VASCONCELOS, vice presidente. HELOIZA VICTÓRIA, secretária de organização e DAMIÃO GOMES DA SILVA, secretário de finanças. Votação consensual.

Eduardo Vasconcelos, Betinho e Damião agradeceram a presença e orientação do Dilvanilton, como os demais presentes a presente conferência.

Petrobrás, 66 anos: a história de lutas é arma contra a privatização*

"O petróleo tem que ser nosso porque defender a Petrobrás, é defender o Brasil".

"O petróleo tem que ser nosso porque defender a Petrobrás, é defender o Brasil".

A maior empresa do Brasil está sendo destruída, sucateada para ser privatizada e toda a riqueza descoberta pela categoria petroleira, fruto de muito trabalho físico e intelectual e de muitas vidas que se perderam, entregue a preço vil.


Trabalho e vidas que foram capazes de desenvolver toda a tecnologia e muito trabalho para transformar essa empresa na maior entre as maiores desse país. Tudo isso está sendo alvo de assalto e nossa soberania solapada.

Exatamente no dia em que a Petrobrás completa 66 anos, o sentimento é de revolta pelo fato de que tudo está sendo destruído e entregue aos gringos a preço de banana como, por exemplo, a venda de ativos nas áreas terrestres e marítimas e, o mais grave, a entrega do Pré-Sal como o programado leilão da sessão onerosa. Uma riqueza estimada em 3,2 trilhões de reais será doada por 120 bilhões de reais.

Por isso que, vendo toda a tragédia política que o desgoverno Bolsonaro está impondo à nação brasileira, seguimos lutando e honrando a tradição de todos os lutadores da campanha "O petróleo é nosso!", mesmo sendo obrigado a reconhecer que a história de sucesso da Petrobras seja motivo da maldição e da desgraça que se abateu sobre ela por conta da cobiça, ganância e covardia dos entreguistas do passado e do presente.

Mas, mesmo diante de tudo isso, parabenizamos aos verdadeiros brasileiros - homens e mulheres - que no passado e no presente souberam com seu trabalho e com sua garra construir a Petrobrás para torná-la maior todos os dias. Nos campos de petróleo em terra e no mar; nos navios singrando os mares e oceanos; nas sondas de perfuração e de produção; nas refinarias, termoelétricas é todas as subsidiárias; nos terminais, bases operacionais e escritórios e, enfim, em todos os cantos e rincões e na Amazônia; no Brasil e no exterior.

Por tudo isso, nós continuamos do alto da nossa dignidade e da nossa história política, rendendo homenagens a todos os lutadores e reafirmando que "O petróleo tem que ser nosso porque defender a Petrobrás, é defender o Brasil".

*Márcio Dias é militante do PCdoB e diretor do Sindipetro-RN.

Cultura - Lei sancionada pelo governador Flávio Dino institui Sistema Maranhense de Museus

Com a lei, a interação e articulação entre os museus de todo o Maranhão  será dinamizada. Ela vai apoiar, com mais eficiência, os projetos museológicos, entre outras coisas.

 

Portal Vermelho

Ministério Público denuncia torturador do Araguaia

 

Matéria do jornal O Globo informa que o Ministério Público Federal (MPF) do Pará denunciou nesta quarta-feira o militar José Brant Teixeira pelo homicídio qualificado do guerrilheiro Arildo Valadão em novembro de 1973 durante o combate à Guerrilha do Araguaia, organizada pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB).


Na denúncia, de acordo com O Globo, o MPF pediu para que o caso seja encaminhado para o tribunal do júri. O processo foi assinado pelos procuradores da chamada Justiça de Transição, grupo do Ministério Público Federal responsável pela investigação e acusação de crimes cometidos por agentes do Estado durante o regime que começou em 1964.

O militar, segundo os procuradores, foi o mandante do crime e teria determinado aos executores que lhe entregassem a cabeça de Valadão como prova do crime, o que ocorreu. À época, José Brant Teixeira era capitão do Exército e era o comandante da base militar de Xambioá, no Tocantins.

A vítima, Arildo Valadão, ou Ari, nasceu em Itaici, no Espírito Santo, em 1948. Em 1968, ingressou na Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde conheceu Áurea Elisa Pereira, com quem se casou em 1970. Os dois participaram do movimento estudantil e entraram para a clandestinidade após terem o apartamento invadido em 1970.

Naquele ano, foram para a região do Araguaia, onde passaram a viver em Caianos. No local, prestavam serviços à população: fundaram uma escola onde Áurea era professora e Arildo realizava extração de dentes.

De acordo com a denúncia, agindo com o codinome "Doutor César", fingiu ser funcionário do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), para se infiltrar na região do Araguaia.

Fonte: Portal Vermelho

Guerrilha do Araguaia - O jabuti de Hugo Studart

 
Indicação de livro de ficção para caluniar a Guerrilha do Araguaia ao Premisão Jabuti é um contrasenso.  

Por Osvaldo Bertolino


Não deixa de ser surpreendente a presença do livro-farsa de Hugo Stdart Borboletas e Lobisomens, escrito somente para caluniar a Guerrilha do Araguaia e seu organizador, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), na lista de finalistas do Prêmio Jabuti de 2019, na categoria “Biografia, Documentário e Reportagem”. A premiação neste ano tem sido marcada pela controvérsia. Notícias dão conta de que uma mudança drástica no regulamento dividiu a opinião de profissionais do livro e acabou em bate-boca.

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O Jabuti é o mais tradicional prêmio literário do Brasil, concedido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), criado em 1959 pelo escritor Edgard Cavalheiro. Não é possível saber até onde foram as mudanças deste ano, mas, no caso do livro de Studart, faltou rigor literário para se chegar a essa indicação. O livro ganhou certa publicidade exatamente por ter sido desmascarado. Suas mentiras cabeludas foram expostas em detalhes.

Pego em situações inexplicáveis, o autor optou por mobilizar um séquito de figurões moralmente subqualificados da mídia para defendê-lo. As palavras mentirosas surgiram das bocas e mãos de gente como — entre tantos outros — Alexandre Garcia (ex-Globo e ditadura militar), José Nêumanne Pinto (O Estado de S. Paulo), José Roberto Guzzo (revista Veja) e Augusto Nunes (Rádio Jovem Pan). Eles se esforçaram para tentar salvar a obra farsesca de Studart, mas o que saiu foi a velha semântica anticomunista esvaziada por frases retorcidas e intelectualmente indigentes.

Pastel de vento

Vazio igual, só o daqueles pastéis do conto da velhinha na feira: “Pastéis de camarão!”, dizia ela. O comprador se aproxima, pega um, paga. Na hora de comer, diz: “Mas, minha senhora, não achei camarão nenhum!” Ela responde: “O senhor sabe como é, uns gostam, outros não gostam, uns podem, outros não, por isso não ponho.” O séquito de Studart se daria bem vendendo esse tipo de pastéis. É o que eles fizeram ao falar dessa obra infame. Com isso, apenas realçaram a literatura paupérrima de Studart.

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Ele tentou escrever um livro que impressionasse pela brutalidade dos detalhes, pelas cenas de vulgaridades que beiram a lascívia e chegam à fronteira do mau gosto. Seu séquito teve uma reação contrária à dos cinco discípulos mais fiéis de Emile Zola, que lançaram um manifesto de repúdio ao seu livro La Terre (A Terra), no qual se diziam escandalizados. “Supomo-nos, ao lê-lo, diante de um tratado de escatologia: o mestre desceu ao fundo do poço da imundície." Anatole France também se pronunciou: “Escrevendo A Terra, o senhor Emile Zola nos deu as geórgicas da crápula.” “Jamais um homem fez tamanho esforço para aviltar a humanidade”, completou.

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Na verdade, a obscenidade alegada na obra de Emile Zola pode ser vista na produção do séquito de Studart. Não pela lascívia, mas pela libertinagem política e ideológica. Eles são mestres na arte de burlar os fatos para roubar a cena. Recentemente, por exemplo, Alexandre Garcia disse que “foi só parar de roubar” que a Petrobras atingiu recorde na produção de petróleo e gás. É uma afirmação que se ajusta perfeitamente ao estilo do livro de Studart e às manifestações do seu séquito.

Ríspida discussão

Aliás, esse jornalista, que foi porta-voz do ditador João Baptista Figueiredo e homem de confiança do Grupo Globo, tem um histórico de truculência. Um caso bem típico, de agosto de 1980, está reconstituído, com base em relatos da época, no calor dos acontecimentos, na biografia do ex-deputado comunista Aurélio Peres, quano a polícia reprimiu com brutalidade representantes do Movimento Contra a Carestia que tentavam entregar um abaixo-assinado no Palácio do Planalto. A ação foi incitada por Alexandre Garcia, então porta-voz do governo. Tudo começou quando um segurança da Aeronáutica tentou, na força bruta, dispersar os manifestantes e intimidar jornalistas.

Escolheu, para sua primeira investida, uma jovem repórter do jornal Correio Braziliense. Tomou-lhe as anotações e fez ameaças. A jornalista protestou junto a Alexandre Garcia que, sorrindo com ironia, lhe pediu calma. O segurança da Aeronáutica disse, em tom de provocação e de maneira sarcástica, ao porta-voz de Figueiredo: “Alexandre, eu não devolvo os papéis, se você quiser.” O jornalista do Planalto reagiu com mais ironias antes de autorizar a devolução das anotações à jornalista.

Ao se dirigir a uma manifestante do Movimento Contra a Carestia que pedia água, Alexandre Garcia disse: “O problema é da senhora.” O porta-voz de Figueiredo também provocou o repórter do jornal Movimento Antônio Carlos Queiroz, dizendo que ele apoiava a “causa” dos manifestantes, o que resultou numa ríspida discussão. Cenas dramáticas ocorreram, com senhoras — algumas com crianças no colo — chorando convulsivamente.

Padre Vieira

A violência aumentou quando os manifestantes se puseram a cantar o Hino Nacional Brasileiro. Um dos manifestantes, já dentro do ônibus, pôs a cabeça para fora, cantando com o braço esquerdo erguido e a mão fechada, o que levou Alexandre Garcia a provocar: “Assim é outro hino que você deve cantar, a Internacional.”

O comportamento grosseiro do jornalista da ditadura foi denunciado por Aurélio Peres e outros parlamentares. O jornalista do Planalto passou o tempo todo fazendo provocações. Em seu livro Nos bastidores da notícia, publicado em 1990, Alexandre Garcia usou em sua versão dos fatos o mesmo tom belicoso, provocativo e fantasioso para descrever a cena. Segundo ele, “à frente dos manifestantes estavam mulheres com crianças” e “a guarda, com baionetas, recolheu-se para não ferir ninguém”.

.Pode-se, nesse vazio de inteligência, lembrar as palavras do Padre Vieira, no “Sermão da Sexagésima” “As razões não hão de ser enxertadas, hão de ser nascidas. O pregar não é recitar. As razões próprias nascem do entendimento, as alheias vão pegadas à memória, e os homens não se convencem pela memória, senão pelo entendimento. (…) O que sai da boca, para nos ouvidos, o que nasce do juízo, penetra e convence o entendimento.”


 Fonte: O outro lado da notícia