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domingo, 3 de março de 2019

Economia - Reforma da Previdência apresentada por Bolsonaro é anacrônica

 

As medidas propostas não levam em conta as profundas mudanças em curso no mercado de trabalho.Por Luiz Gonzaga Belluzzo*


Na embolada do (des)ajuste promovido pelos paladinos do conservadorismo econômico, a inteligência brasileira, ou a falta dela, está a se afogar nas esperanças angustiadas da reforma da Previdência.

Entre tantas propriedades milagrosas da Reforma, a mais proclamada é a volta do crescimento vigoroso amparada nas expectativas favoráveis dos mercados, embevecidos com a coragem e presteza do novo governo. Finalmente, dizem, um governo empenhado em exorcizar definitivamente o demônio do desequilíbrio fiscal.

Os desconfiados que ainda deambulam nos vazios das certezas indagam de seu bom senso se a badalada Reforma tem mesmo as virtudes apregoadas urbe et orbi. Não há como negar os propósitos de maior equidade das reformas propostas, à exceção dos golpes assentados nos miseráveis amparados pelos Benefícios de Prestação Continuada e nos trabalhadores rurais. 

Os argumentos dos reformistas partem de um fenômeno demográfico, o Brasil envelheceu. Uma boa notícia: o IBGE informa que a esperança de vida dos brasileiros e brasileiras alcança 74,4 anos. O envelhecimento juntou-se à queda acentuada da taxa de natalidade, promovida pela rápida urbanização que acompanhou a industrialização eloquente das três primeiras décadas do Pós-Guerra. Se há males que vêm para o bem, há bens que vêm para o mal. No regime de repartição, já foi dito, os que trabalham financiam os que estão aposentados. No galope do tempo, a “nova” dinâmica populacional promete um desequilíbrio perverso entre os que trabalham e contribuem com a Previdência e aqueles que se aposentam e abocanham os benefícios.

Os estudos sobre as consequências da globalização produtiva e da rápida introdução das novas tecnologias vislumbram o crescimento dos trabalhadores ditos independentes, em tempo parcial e a título precário, sobretudo nos serviços, e a destruição dos postos de trabalho mais qualificados na indústria. O inchaço do subemprego e da precarização não só achata, como torna incertos os rendimentos dos trabalhadores, além de desobrigar os empregadores de prestar suas contribuições.

Na nova economia “compartilhada”, “do bico”, ou “irregular”, prevalece a incerteza a respeito dos rendimentos e das horas de trabalho. Algumas projeções estimam que, nos próximos cinco anos, mais de 40% da força de trabalho global estará submetida a um emprego precário. Essas transformações nos mercados de trabalho fragilizaram inexoravelmente o regime de repartição. A carteira verde-amarela de Paulo Guedes vai jogar mais água na fervura.

É uma ilusão imaginar que o regime de capitalização, prometido de forma vaga no texto da reforma, possa remediar os riscos embutidos nas transformações em curso nos mercados de trabalho. O economista José Roberto Afonso botou o dedo na ferida: “A reforma é um ajuste de contas com o passado”. Nos debates que se seguiram à apresentação das medidas, não há qualquer menção à imperiosa necessidade de uma reforma tributária, imprescindível para acompanhar as intenções de equidade das alterações na Previdência.

História antiga. Na década dos 80 do século XIX, Otto von Bismark, o Chanceler de Ferro, sob o acicate da industrialização e as pressões do movimento socialista alemão, criou a Seguridade Social fundada no regime de repartição. Empregados e empregadores passaram a contribuir para o fundo comum destinado a prover defesas contra os infortúnios do mundo do trabalho. O Kaiser anunciou o programa em 1881. O auxílio-doença foi criado em 1883, o seguro contra acidentes do trabalho em 1882, e o sistema de aposentadorias em 1889. Os proventos dos aposentados eram modestos e o período de qualificação muito longo.

Nos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt entregou o Social Security Act ao povo americano em 1935. Na Inglaterra, na primeira eleição realizada depois de 1945, o trabalhista Clement Attlee derrotou o grande liberal Winston Churchill. Acompanhado por Aneurin Bevan, seu Ministro da Saúde, pai do National Health Service, Attlee desenhou a arquitetura do Estado do Bem-Estar britânico, inspirado no relatório preparado por outro liberal, Sir William Beveridge.

Em 1942, na Inglaterra ainda maltratada pela guerra, pelo racionamento e pela debilidade econômica, Sir William Beveridge, em seu lendário Relatório, fincou as estacas que iriam sustentar as políticas do Estado do Bem-Estar. O Relatório Beveridge recebeu a colaboração das concepções da Teoria Geral do Juro, do Emprego e da Moeda – obra magna do liberal, porém iconoclasta, John Maynard Keynes.

Beveridge apontou os “Demônios gigantes da vida moderna” que os governos estavam obrigados a enfrentar: Carência, Doença, Ignorância, Miséria e Inatividade. Em seu Relatório, proclamou que a ignorância é uma erva daninha que os ditadores cultivam entre seus seguidores, mas que a democracia não pode tolerar entre seus cidadãos.

Essa forma de financiamento da seguridade social, o regime de repartição, conheceu seu auge e glória na posteridade da Segunda Guerra Mundial, à sombra do Estado do Bem-Estar. O pleno emprego foi colocado como uma meta a ser perseguida pelas políticas econômicas. Muitas constituições europeias consagraram esse princípio. A nova Constituição dizia ser a Itália uma república baseada no direito ao trabalho, assegurado a todos os italianos no artigo 1º. Os Estados Unidos promulgaram uma lei. No Pós-Guerra, o rápido crescimento das economias capitalistas esteve apoiado numa forte participação do Estado, apoiada na elevação da carga tributária abrigada em um sistema tributário progressivo, medidas destinadas a impedir flutuações bruscas do nível de atividades e a garantir a segurança dos mais fracos diante das incertezas inerentes à lógica do mercado.

O Estado do Bem-Estar estava fundado, sobretudo, na articulação de interesses entre trabalhadores e capitalistas, empenhados na construção de instituições destinadas a reduzir a angústia de quem se propõe a assumir riscos e enfrentar os azares do mercado. Os regimes de Seguridade Social estavam assentados no princípio de solidariedade. Ao reduzir a insegurança das famílias assalariadas, esses regimes tiveram papel importante na expansão do consumo das classes menos favorecidas.

As políticas econômicas tinham o propósito de criar empregos e elevar, em termos reais, os salários e demais remunerações do trabalho. O continuado aumento da renda e do emprego fazia crescer a receita dos governos. Há quem diga que o Brasil, ao promulgar a Constituição de 1988, entrou tardia e timidamente no clube dos países que apostaram na ampliação dos direitos e deveres da cidadania moderna. É um exagero. 


 Fonte: CartaCapital

Política - Bolsonaro no centro das críticas dos blocos de carnaval

  

Foto: P360

Manifestações em São Paulo, Rio de Janeiro e Olinda mostram descontentamento da população com atual governo.


Em Olinda, no estado de Pernambuco, os foliões do bloco Eu Acho é Pouco, a cada meia-hora, gritavam a frase: “Ai, ai, ai, Bolsonaro é o carai”. A mesma frase foi repetida em diversos blocos de Belo Horizonte, como o Ladeira Abaixo e Tchanzinho Zona Norte, que desfilaram nesta sexta-feira (1) e sábado (2). Refrões como “Ei, Bolsonaro, vai tomar no c*” e até “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”, foram gritados. 

do Boi Tolo, no Rio de Janeiro, que iniciou sua caminhada na manhã deste domingo (03), usaram o Carnaval para protestar contra o momento político do país.

Vestindo prioritariamente a cor laranja, em referência ao laranjal do PSL, partido de Jair Bolsonaro, as fantasias faziam menção a Fabricio Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL).

Queiroz é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) após o Coaf identificar movimentações atípicas em sua conta, envolvendo também o senador eleito.

Além de Queiroz, um cartaz contra a ministra dos Direitos Humanos, da Família e da Mulher, Damares Alves, também foi alvo dos manifestantes.

Em Belo Horizonte, o bloco Ladeira Abaixo entoou a marchinha “ai, ai ai ai, Bolsonaro é o carai”. Depois, o bloco cantou “olê olê olê olá, Lula, Lula”.

Assim como o Cordão Boi Tolo, em São Paulo o bloco Tarado Ni Você, que homenageou Caetano Veloso, também tinha foliões vestidos de laranja em alusão a Fabricio Queiroz e Flávio Bolsonaro.

Também em São Paulo, o bloco 77- Originais do Punk levou às ruas o tema “destruindo o fascismo”. A marchinha que embalou o público dizia: “Doutor/ eu não me engano/ o Bolsonaro é miliciano!”.

FOnte: BdF e Uai
Com Portal Vermelho

sábado, 2 de março de 2019

Agrotóxico aumenta em 41% risco de câncer

Enquanto o Brasil libera o uso indiscriminado de agrotóxicos, no mundo, mais estudos mostram o mal que os produtos causam à saúde. O glifosato, herbicida mais utilizado no Brasil, aumenta em 41% o risco de uma pessoa desenvolver o linfoma não-Hodgkin. 
A pesquisa foi realizada pelas Universidades da Califórnia, de Washington e a Faculdade de Medicina Mount Sinai, de Nova York.  O câncer tem origem nas células do sistema linfático e se espalha de forma desordenada pelo organismo. Afeta o sistema linfático, parte do sistema imunológico, essencial no combate a doenças. 
Como o tecido linfático é encontrado em todo o corpo, o linfoma pode começar em qualquer órgão e com qualquer idade. Mas, nos últimos 25 anos, os casos entre pessoas adultas duplicaram.
Princípio ativo do Roundup da Monsanto, o glifosato vem sendo usado cada vez mais desde meados da década de 1970, quando entraram no mercado as sementes transgênicas.
Fonte: bancariosbahia.org.br

3º Seminário Jurídico da CTB - Mesa 6

ESPECIAL: Centenário de João Goulart

O golpe que tirou João Goulart da Presidência da Republica em 1964 começou em 1954. A direita não aceitou seu estilo decidido à frente do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio e a crise explodiu quando ele propôs o reajuste de cem por cento no salário mínimo. Aquele gaúcho de São Borja (RS), nascido em 1º. de março de 1919, que desde criança recebeu o apelido de Jango, muito usual em seu estado natal, Rio Grande do Sul, serviu de alvo para os que se opunham ao então presidente da República, Getúlio Vargas, seu conterrâneo de cidade.

Centenário de João Goulart:

A gênese do golpe
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Centenário de João Goulart:

A fúria do capital
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Centenário de João Goulart:

A guerra do salário mínimo
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Centenário de João Goulart:

O suicídio de Getúlio Vargas___________________________________

Centenário de João Goulart:

A luta pela aposentadoria integral ___________________________________

Centenário de João Goulart:

O veneno dos golpistas

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Fonte: Portal Vermelho (PCdoB).

Arthur, sem você a humanidade fica menor

 Em pouco tempo Lula perdeu Marisa Letícia e Arthur
Em pouco tempo Lula perdeu Marisa Letícia e Arthur
Uma meningite ceifa a vida do neto de Lula. A perversidade da natureza que se soma à perversidade dos homens contra o ex-presidente

Por José Carlos Ruy


A morte de um menino de apenas sete anos de idade é uma perversidade da natureza. O neto do ex-presidene Luiz Inácio Lula da Silva, o sorridente garoto Arthur Araújo Lula da Silva, foi vítima dessa perverdidade - ele foi levado da vida, de maneira fulminante, por uma meningite meningocócica no início da tarde desta sexta-feira (1º)  - fora internado num hospital em Santo André, São Paulo, por volta das sete horas da manhã e, pouco depois do meio-dia, deixou de viver.

Não é natural um pai e um avô enterrarem o neto, sob nenhuma circunstância. A vida desce - esta é a lei da natureza; avós e pais se despedem da vida antes dos filhos e netos. Daí o tamanho da dor, que não pode ser medida, quando o contrário acontece. Sobretudo quando aquele que é colhido pela perversidade da natureza é uma criança que mal começou a despertar para a vida! É uma dor que não pode morrer nunca!

Esta perversidade que atinge o ex-presidente Lula, seu filho Sandro Luis Lula da Silva e a nora Marlene (pais do Arthur) e seus familiares, é uma tragédia que se soma à injusta pervercidade, dos homens e não da natureza, que mantém aprisionado em Curitiba aquele que, como presidente da República, foi um tenaz lutador contra a fome, a mortalidade infantil, e que procurou implantar os mecanismos para garantir o bem estar das crianças e de suas famílias no Brasil.

É difícil, inimaginável, escrever sobre uma dor tão terrível como a morte de uma criança. Elas merecem o carinho, afeto, amor e o apoio de todos. Um pedaço do futuro se esvai quando uma tragédia desta acontece. A perda terrível não é apenas da familia, mas de toda a humanidade. 


    *José Carlos Ruy é jornalista, escritor e colunista do Portal Vermelho.

    domingo, 24 de fevereiro de 2019

    CONFERÊNCIA EXTRAORDINÁRIA DO PCDOB/RN REALIZADA ONTEM (23) ATINGE SEUS OBJETIVOS

     Vice Governador do RN, ANTENOR ROBERTO SE FEZ PRESENTE COM UM BELO DIAGNÓSTICO POSITIVO

     CLÁUDIO GABRIEL (camisa vermelha) presente
     Canindé - CAICÓ
     Lideranças femininas presentes!


    O Potiguar Pedro - Presidente da UBES também se fez presente, dirigente também da UJS - União da Juventude Socialsita
     Presidenta da APES
     PEDRO - UBES
     O Potiguar DIVANILTON - Vice Presidente da CTB NACIONAL, eleito presidente do PCDOB/RN
     Delegação de Nova Cruz também pressente com Daniele, Damião Gomes,, Eduardo Vasconcelos  e Enubia ao lado do Vice Governador, ANTENOR ROBERTO - PCDOB/RN
     Radialista e Secretário de Organização do PCdoB de Nova Cruz
     Delegação de Nova Cruz também pressentes com Daniele, Damião Gomes,, Eduardo Vasconcelos  e Enubia ao lado do Vice Governador, ANTENOR ROBERTO - PCDOB/RN

    Ontem (23) o PCDOB/RN realizou sua Conferência Extraordinária no Plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte durante toda amanhã. Cuja pauta principal foi a incorporação do PPL (Partido Pária Livre) ao PCDOB/RN e a eleição dos delegados que irão participar da CONFERÊNCIA EXTRAORDINÁRIA NACIONAL DO PCDOB, que ocorrerá em São Paulo.

    A Conferência aprovou por unanimidade a incorporação do PPL ao PCDOB e elegeu 03 (três) delegados, que irão participar da Conferência Nacional Extraordinária do PCDOB, que ocorrerá em São Paulo dia 17 de março. 

    Uma das prioridades do, de acordo com a resolução aprovada, será “promover amplo debate com os dirigentes, militantes e filiados do Partido”, a fim de “realizar o reposicionamento tático dos comunistas diante do novo ciclo bastante adverso que se abre. Elementos centrais desse reposicionamento são: resistência e acumulação de forças; amplitude nas bandeiras e nas formas de luta; sagacidade para explorar as contradições e construir a Frente Ampla em defesa da Democracia, da Nação e dos Direitos Sociais; fortalecimento político e organizativo do Partido”.

    A Conferência contou com a presença de convidados PPL

    Os delegados eleitos: foram: ANTENOR ROBERTO, DIVANILTON PEREIRA E FÁTIMA VIANA. Suplente: EDNA FURTADO.

    Nova Cruz se fez presente com os delegados: DAMIÃO GOMES DA SILVA, EDUARDO VASCONCELOS, ENÚBIA E DANIELE.