ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

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sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Bolsonaro fugiu do debate, mas não saiu ileso. Haddad se fortaleceu

 Fernando Haddad se fortaleceu na disputa presidencial

 Fernando Haddad se fortaleceu na disputa presidencial

Bolsonaro fugiu do principal debate entre as candidaturas à presidência da República. Usou como álibi a convalescência. Mas, este álibi caiu. Não teve saúde para o debate, mas a teve para dar uma longa entrevista a outro canal de tv. Ausentou-se por conveniência, por medo, e obvio, por ser inapto à democracia.

Embora ausente foi confrontado. O momento talvez mais destacado do debate se deu a partir de uma pergunta de Fernando Haddad a Guilherme Boulos. Boulos, sem meias palavras, denunciou a tragédia que representou a ditadura militar e alertou que nunca ela esteve tão próxima de retornar, numa referência direta a Bolsonaro. Haddad respaldou o alerta e disse que “sem democracia, não há direitos.”

Foi positivo, também, que outros candidatos, como Marina Silva, Henrique Meirelles e, sobretudo, Ciro Gomes tenham combatido Bolsonaro com temas sensíveis ao povo: como fim do 13º salário, da gratificação de férias, aposentadoria digna, ou, condenando-o pela ausência em desrespeito ao eleitorado. Alckmin também estocou Bolsonaro, mas sempre naquela pregação falsa de que o Brasil está conflagrado por dois extremos.

O bufão da noite foi Álvaro Dias. De início, bajulou tanto a Globo e o apresentador que perdeu o tempo da pergunta. No resto, foi um atabalhoado e truculento inquiridor de Haddad.

Bolsonaro, poderia ter sido mais combatido? Sim. As regras do debate e interesses táticos de várias candidaturas contiveram a dosimetria. Mas, o certo é que “fujão” Bolsonaro não saiu ileso.

O candidato do PDT Ciro Gomes, em terceiro lugar nas pesquisas, e, que legitimamente, almeja uma vaga no segundo turno, foi razoavelmente comedido na demarcação com Fernando Haddad. Ambos, divergiram, essencialmente, como candidaturas de um mesmo campo.

Com ausência do fujão Bolsonaro, toda a expectativa, toda pressão recaiu sobre Fernando Haddad, uma vez que está consolidado em segundo lugar. Ele foi o mais questionado, o que recebeu mais ataques.

E nestas circunstâncias adversas, se fortaleceu. 

Foi sereno. Demonstrou autocontrole, sangue frio, quer seja com os pontas-pés de Dias, quer seja com o ácido antipetismo do tucano.

Foi altivo. Exigiu compostura de adversários. Expôs de forma convincente o legado dos governos Lula e Dilma. Defendeu com firmeza o ex-presidente Lula, denunciou a prisão injusta e arbitrária.

Foi propositivo e programático. Não houve uma só pergunta, ou uma só resposta que não tenha se primado em apresentar saídas para o Brasil sair da crise: na esfera da economia, do meio ambiente, da segurança pública, da saúde, da previdência, do trabalho, da educação.

Elevou-se como patriota. Categoricamente afirmou que irá retomar a riqueza do pré-sal entregue pelo governo Temer “aos americanos”.

Fernando Haddad, neste debate, confirmou aos olhos de milhões de eleitores e eleitoras, sua personalidade, suas qualidades, expôs um pouco de sua história. 

Haddad saiu fortalecido. Demonstrou que é um líder capaz de unir e retirar o país da crise e salvá-lo da ameaça de um regime ditatorial, representado pela candidatura do fascista Bolsonaro.

Da Redação.

sábado, 29 de setembro de 2018

Brasil Centenas de milhares de pessoas vão às ruas contra Bolsonaro

 Largo da Batata, em São Paulo, reuniu mais de 150 mil pessoas
Largo da Batata, em São Paulo, reuniu mais de 150 mil pessoas
Milhares de manifestantes saíram às ruas de várias cidades do país neste sábado (29) para protestar contra o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro. As manifestações foram convocadas por um amplo movimento que reúne entidades e ações nas redes sociais e prosseguem neste início de noite em vários estados.

Veja algumas atividades realizadas nos estados:

Alagoas

A manifestação reuniu milhares de pessoas na orla da Ponta Verde, em Maceió. Manifestantes independentes e integrantes de movimentos sociais, sindicais e políticos com faixas e cartazes iniciaram uma caminhada às 16h, da Praça Gogó da Ema, em frente ao antigo Alagoinha, até o Posto 7, na Jatiúca. A organização do movimento diz que 3 mil pessoas participam do ato.

Bahia

Manifestantes tomaram as ruas do centro e da orla de Salvador para se manifestar contra o candidato. Por volta das 14h30, a cantora Daniela Mercury iniciou uma apresentação especial para a manifestação. Ao lado de sua companheira Malu Verçosa, Daniela falou contra Bolsonaro e puxou o coro de "ele não" da multidão. "Queremos qualquer candidato que nos respeite, mas ele não", falou. "Nos respeite. Essa cidade é dos pretos, das mulheres, dos gays, pela democracia e pelo amor". Até o Farol da Barra, um dos principais pontos turísticos da capital baiana, onde a manifestação se dispersou, a cantora Maria Gadu também cantou de cima do trio elétrico. 

Ceará

As manifestações dos cearenses começaram cedo em Sobral, cidade situada na zona norte do estado. Pelo menos mil pessoas participaram da manifestação na Praça de Cuba. Com uma presença expressiva de jovens mulheres, os manifestantes ocuparam parte da área central da cidade ao longo da manhã. Em Fortaleza, as pessoas começaram a se concentrar por volta das 15h e saíram em caminhada às 16h30 na direção da Praia de Iracema. Estima-se que pelo menos 10 mil pessoas estão na manifestação.

Espírito Santo

A concentração dos manifestantes começou às 14h, na Praça do Papa, em Vitória. A manifestação saiu em passeata até a Praça dos Desejos, onde devem reunir cerca de 5 mil pessoas.

Minas Gerais

Em Belo Horizonte, a manifestação ocorre na Praça Sete, no centro da cidade e começou por volta das 14h. Com direito a trio elétrico, o clima do protesto foi de carnaval. As canções tinham palavras de ordem contra o Bolsonaro. "Nem fraquejada, nem do lar, a mulherada tá na rua pra lutar", dizia uma das músicas. Os gritos de "ele não" também eram entoados com frequência. Em Juiz de Fora os manifestantes se concentraram no Parque Halfeld, no Centro, desde as 11h. Depois, seguiram por diversas ruas do Centro da cidade e foram para a Praça Antônio Carlos. A organização estima que 30 mil pessoas participaram.

Paraná

Em Curitiba, o ato começou por volta de 16h, com grande concentração na Boca Maldita, tradicional local de manifestações políticas no centro da cidade. O público, majoritariamente feminino, preencheu ao menos quatro quadras do calçadão da Rua XV de Novembro. Com cartazes e gritando "ele não", os manifestantes fazem uma caminhada até o prédio histórico na Universidade Federal do Paraná (UFPR). 
A cozinheira Carolina Almeida foi até a manifestação em Curitiba acompanhada do marido. "É um movimento justo e válido, a gente tem que se levantar, sim, não pode deixar alguém opressor dizer que a gente não é tão digno quanto ele", declarou. 

Pernambuco

No Recife a concentração na Praça do Derby, no Centro da capital, começou às 14h. A passeata contra Bolsonaro teve início às 16h. A estimativa dos manifestantes é de 15 mil pessoas, segundo a organização do evento. Em Caruaru os manifestantes se reuniram a partir das 14h, na frente do INSS e saíram em caminhada pela área central da cidade.

Rio Grande do Sul

Em Porto Alegre, a manifestação #EleNão ocorre no Parque da Redenção e reúne milhares de pessoas. De um trio elétrico, a organização, formada por mulheres, entoava gritos e cânticos contra o candidato. "Ele não", "ele nunca" e "coiso" foram as expressões mais usadas pelos manifestantes durante o ato. Além das mulheres, que eram a maioria do público, homens, idosos e crianças participaram.

Santa Catarina

Em Florianópolis, a concentração começou às 13h em frente à Catedral Metropolitana, no coração do centro histórico da cidade e seguiu com uma caminhada na Avenida Beira-Mar Norte. Manifestantes pintaram seus rostos e corpos, entoaram cartazes e cantaram gritos de guerra. Cerca de 20 mil pessoas participaram do protesto contra Bolsonaro. 

O evento teve participação de diversos grupos partidários. Os principais eram os apoiadores de Haddad, Ciro Gomes e Marina. O assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL) também foi lembrado em cartazes e camisetas. Houve ainda atos em Chapecó, Criciúma e Balneário Camboriú. 

 Do Portal Vermelho, com informações de agências

Bolsonaro omitiu da Justiça Eleitoral dois imóveis no valor de R$ 2,6 milhões

Procurados, quatro assessores de Bolsonaro não responderam aos pedidos de esclarecimento da reportagem até o meio da tarde.
De acordo com reportagem de O Globo, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) omitiu da sua declaração à Justiça Eleitoral duas casas que juntas valem R$ 2,6 milhões. O jornal cruzou as declarações de Bolsonaro à Justiça Eleitoral com um levantamento em cartórios do Rio de Janeiro. Procurados, quatro assessores de Bolsonaro não responderam aos pedidos de esclarecimento da reportagem até o meio da tarde.
Bolsonaro e Ana Cristina Siqueira Valle, então sua mulher, compraram, em 2002, um imóvel na rua Maurice Assuf, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. A casa estava avaliada em R$ 1,6 milhão, segundo o processo da partilha de bens, aberto em 2008, quando o casal se separou. Detalhes da ação foram publicados pela revista “Veja” desta semana. Baseada nos papéis, a reportagem diz que o presidenciável ocultou bens.
Alguns meses antes, em 21 de janeiro de 2009, Bolsonaro comprou a casa 58 num condomínio de frente para o mar. Ele declarou ao Registro de Imóveis ter pago R$ 400 mil. A guia do imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) mostra que a casa tem preço de mercado de R$ 1,05 milhão.
Leia a reportagem completa no Globo
Fonte: Revista Fórum

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Assista: Vice de Bolsonaro defende fim do 13º salário e férias

Seguindo a linha de Jair Bolsonaro (PSL), que diz que se eleito o trabalhador deverá escolher entre ter menos direitos e mais empregos, o seu vice na chapa, general Hamilton Mourão (PRTB), defendeu a extinção do pagamento de 13º salário e de adicional de férias aos trabalhadores.

A declaração foi feita durante palestra na Câmara de Dirigentes Lojistas de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, na última terça-feira (25), e divulgada pela revista Veja. De acordo com a revista, o militar chamou os direitos trabalhistas de “jabuticabas” e defendeu uma “implementação séria da reforma trabalhista”.

“Temos algumas jabuticabas que a gente sabe que é uma mochila nas costas de todo empresário. Jabuticabas brasileiras: 13º salário. Se a gente arrecada doze, como é que nós pagamos treze? É complicado, e é o único lugar em que a pessoa entra em férias e ganha mais, é aqui no Brasil. São coisas nossas, a legislação que está aí, é sempre aquela visão dita social, mas com o chapéu dos outros, não é com o chapéu do governo”, disse Mourão, que já defende a realização de uma nova Constituinte, mas sem a participação popular, e disse que filhos criados por mães e avós, sem os homens, são desajustados e servem somente para o tráfico.

 
Durante entrevista ao Jornal Nacional, Bolsonaro disse que ele é como a "classe empregadora". A ser questionado sobre quais direitos trabalhistas ele iria retirar, ele afirmou que "o trabalhador terá que escolher entre mais direito e menos emprego, ou menos direito e mais emprego", sem deixar claro sobre quais direitos estava falando.

Ao ser indagado a comentar sobre a PEC das Domésticas, em que Bolsonaro votou contra, ele disse: "Eu fui o único a votar contra, para proteger. Muitas mulheres perderam emprego pelo excesso desses direitos, inclusive".

Sindicatos

O vice de Bolsonaro também aproveitou para criticar o movimento sindical brasileiro, ao falar sobre o imposto sindical, que matinha a organização dos trabalhadores e foi extinto pela reforma trabalhista de Michel Temer.

“Sabemos perfeitamente o custo que tem o trabalhador essa questão do sindicato, do imposto sindical, em cima da atividade produtiva, é o mais custo que existe”, disse Mourão.

As declarações de Mourão indicam o caminho que um eventual governo de Bolsonaro vai trilhar. O coordenador do programa econômico do candidato, Paulo Guedes, já disse que pode manter alguns integrantes da atual equipe econômica do governo Michel Temer, caso Bolsonaro seja eleito.

Nessa toada, general Mourão também defendeu um ajuste fiscal com “disciplina fiscal”. Ao que tudo indica, a proposta é manter a Emenda 95, do teto de gastos que congela os investimento públicos por 20 anos, e ampliar o arrocho na constas.

“Terá que ser produzido um ajuste fiscal, se não for produzido um ajuste fiscal o governo vai fechar. Isso vai importar em sacrifício de toda ordem, quem está dizendo que vai ser anos maravilhosos logo no começo está mentindo escandalosamente para a população”, avidou Mourão.

No discurso ele propôs “enxugamento do Estado”, “liberalização financeira”, “desregulamentação”, abertura comercial e revisão progressiva de desonerações. Ou seja, enquanto corta direitos dos trabalhadores, mantém a reforma trabalhista e a terceirização irrestrita, representando a volta da escravidão, Mourão promete um mar de flores para o mercado financeiro e as grandes corporações.


Do Portal Vermelho

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Nova pesquisa Ibope confirma Haddad a seis pontos de Bolsonaro

 

Nova pesquisa Ibope, divulgada nesta quarta (26) - a segunda esta semana - confirma que o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, está a apenas seis pontos de distância do postulante do PSL, Jair Bolsonaro. Ambos oscilaram um ponto para baixo, em relação ao levantamento anterior, trazido a público na última segunda-feira (24). Na pesquisa mais recente, Haddad aparece com 21% e Bolsonaro com 27%. 


A pesquisa Ibope desta quarta,  encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), traz Ciro Gomes (PDT) estável em terceiro lugar, agora com 12%, um ponto acima da pesquisa anterior. Geraldo Alckmin (PSDB) vem em seguida, mantendo o percentual de 8%, à frente de Marina Silva (Rede), que saiu de 5% para 6%. 

João Amoêdo (Novo) tem 3%, Álvaro Dias (Pode) e Henrique Meirelles (MDB) 2% e Guilherme Boulos (Psol), 1%. Cabo Daciolo (Patriotas), Vera Lúcia (PSTU), Eymael (DC) e João Goulart Filho (PPL) não pontuaram.

Segundo turno

Na simulação de segundo turno, Haddad vence Bolsonaro por 42% a 38%. Na segunda-feira, a pesquisa mostrava que ele ganhava por 43% a 37%. Num cebário com Ciro contra Bolsoinaro, o pedetista ganha por 44% a 35%. Já Alckmin, venceria de 40% a 36%. Marina é a única que perderia, num embate com o candidato do PSL, de 38% a 40%.

Rejeição

Bolsonaro é o candidato com maior taxa de rejeição, por 44% dos pesquisados. Depois vêm Haddad e Marina, ambos com 27%. O levantamento ouviu 2 mil pessoas em 125 municípios de todo o país entre os dias 22 e 24. Está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-04669/2018.

Fonte: Portal Vermelho

A CASA DO ESTUDANTE GANHA APOIO DA UNE - UBES - UEE/RN - CPC/RN E DA SOCIEDADE!

A CASA DO ESTUDANTE RESISTE A PRESSÃO

A luta dos estudantes residentes na Casa do Estudante do Rio Grande do Norte - CERN, ganha a toda hora apoio.

O presidente do CPC/RN, Eduardo Vasconcelos ainda pouco conversou com a presidenta da UEE/RN (União Estadual dos Estudantes do Rio Grande do Norte), Yara Costa, que  encontra-se  de quarentena na CERN, juntamente com outras lideranças estudantis, adiantou para o Eduardo Vasconcelos, que a UEE, juntamente com a UBES, UNE, DCEs, APES, UMES-Natal , CPC/RN e representantes de estudante da CERN, irão brevemente ao MP/RN, solicitar uma reunião emergencial, claro após a sentença do juiz sobre a intervenção para compor a comissão e buscar rapidamente solução para o problema.

É bom lembrar que o MP/RN, tem como objetivo sanar a situação da casa e que tomou essa atitude em virtude de denúncias, mas que está aberto ao diálogo e com isso solucionar o mais rápido a situação da CERN.

É bom lembrar que o próprio MP/RN, através do Dr. Jann Polacek esteve pessoalmente visitando a casa e constatou que muita coisa precisa ainda ser feita, inclusive a legalidade definitiva da CERN e até intervenção de parte da casa, que ainda precisa urgentemente de reparos.

O CPC/RN, através de seu presidente, vem desde do ano passado acompanhando essa resistência, inclusive se reunindo com membros da casa, procurando ajudar na legalidade da CERN, mas recentemente a coisa desandou e chegou a esse ponto, mas já manteve contato com o MP/RN e as entidades envolvidas no caso e só estão aguardando sair a decisão em juízo para marcar audiência com o promotor, JANN POLACEK e propor a participação das entidades na comissão que será formada, mas acreditamos que isso não será problema.

Enquanto isso, Eduardo Vasconcelos conversou por telefone com a presidente da UEE/RN, Yara Costa, nos adiantou que a instituição, juntamente outras entidades representativas terão plenárias ainda essa semana e um dos temas será a INTERVENÇÃO DA CERN. Os mesmos encontram-se alojados na CERN.

O Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN sempre apoiou a luta da CERN, Eduardo Vasconcelos, disse que o momento é de união e solidariedade e é preciso baixar a guarda e unir-se todos na defesa da CERN, uma instituição que tem uma história linda, de luta, de perseverança, de conquistas, formando vários profissionais de nomes nas áreas de direito, medicina, entras e que a CASA é maior do que imaginamos. Vamos á LUTA! VIVA A CERN!

Haddad sobre propaganda adversária: 'Fazem muitos ataques e poucas propostas'

 Haddad assinou termo de compromisso a Unicef para garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes, e combate à mortalidade infantil

Haddad assinou termo de compromisso a Unicef para garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes, e combate à mortalidade infantil

O candidato à Presidência da República Fernando Haddad, da coligação PT-PCdoB-Pros, assinou nesta quarta-feira (26) um termo de compromisso com a Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes, e combate à mortalidade infantil.

Após o encontro, Haddad concedeu entrevista coletiva em comentou a estratégia dos adversários, como Geraldo Alckmin do PSDB, que tentam conter o seu crescimento nas pesquisas com ataques partidários e pessoais.

"Eu penso que eles estão fazendo muitos ataques e poucas propostas", afirmou Haddad, enfatizando que "estão se desrespeitando demais" e que pretende buscar a união "pelo diálogo" na campanha eleitoral.

"Nós estamos em uma linha muito propositiva, você vê que a nossa campanha não faz ataques a nenhuma outra candidatura. Nós entendemos que o Brasil está precisando de paz e mais respeito mútuo. Então nossa linha de campanha até o final será de propostas e não ataques", disse.

O candidato à Presidência da República reafirmou que "o país quer paz e democracia, não quer ditadura", em referência à declarações feitas pelo candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), general Hamilton Mourão (PRTB), que disse que a Constituição não precisa ser feita por representantes eleitos pelo povo.

"[O país] Quer discutir direitos, trabalho e educação. O país quer olhar para o futuro, quer olhar para como nós vamos fazer para tirar o país da crise", acrescentou.

Haddad voltou a defender a unidade em torno de bandeiras que apontem saídas para a crise que o Brasil enfrenta. Ele reforçou que, num eventual segundo turno, aceitará o apoio de quem quiser se juntar ao seu plano de governo.

"Segundo turno é momento de já pensar em aprovar propostas no Congresso. Aqueles que quiserem se somar ao nosso plano de governo, nós vamos dialogar, tendo como base o que foi defendido no primeiro turno", disse Haddad.

Unicef

O documento assinado por Haddad reforça uma série de compromissos com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Rede Nacional Primeira Infância (RNPI) sobre investimentos voltados à infância e à adolescência.

Haddad criticou o governo Michel Temer e prometeu mais "rigor" no controle de frequência escolar e vacinação para beneficiários do Bolsa Família.

"Controles estão frouxos e os cortes estão sendo feito sem critérios", afirmou Haddad, dizendo que um milhão de famílias que deveriam estar recebendo o Bolsa Família foram retiradas do benefício. 

Do Portal Vermelho