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domingo, 24 de setembro de 2017

Comunidade sitiada: Moradores da Rocinha reféns da insegurança

Favela da Rocinha: Morador diz que ficar preso em casa é "vida de terror"
Favela da Rocinha: Morador diz que ficar preso em casa é "vida de terror" - Fernando Frazão/Agência Brasil


"Com a chegada das tropas a gente se sente seguro e inseguro também porque é o medo que predomina. Essa noite foi difícil de dormir. Somente algumas lojas estão abertas, mas podem fechar a qualquer momento", disse o morador, que não quis se identificar.

"Só está saindo de casa quem tem que trabalhar, nossos familiares estão em casa. Para chegar na parte alta da comunidade é difícil, estão fazendo revistas, mandando deixar as motos, só pode subir a pé. Vejo muito policiamento, mas as pessoas não saem porque têm medo de confronto. Está todo mundo preso em casa, isso é muito triste", acrescentou o morador.

Jandira Feghali: Falência da política de segurança do RJ

 “A orientação é não sair de casa. É a falência total. Não temos governo e estamos angustiados, assim como a sociedade, e precisamos ter saídas. Estamos atentos, buscando soluções e saídas para este estado onde tudo faliu”, declarou nesta sexta nas redes sociais a deputada Jandira Feghali.

A operação policial na Rocinha se iniciou no domingo (17) após confronto entre grupos rivais pelo controle do tráfico de drogras na comunidade. Com o acirramento da violência, escolas foram fechadas deixando quase 2.500 alunos sem aulas.

Grande Tijuca tem feridos e mortos

Informaçãoes publicadas na agência Brasil, afirma que confrontos entre policiais militares e traficantes neste sábado resultaram em três homens mortos, três presos e quatro feridos na Usina e no Alto da Boa Vista, na Grande Tijuca. De acordo com a PM, um adolescente de 13 anos sofreu um ferimento à bala e foi encaminhado ao Hospital Souza Aguiar.



Do Portal Vermelho com informações do G1

Conselho de psicologia recorre contra liminar que permite "cura gay"

Conselho afirma que não cabe à Psicologia brasileira produzir mais sofrimento a um público "já suficientemente estigmatizado"
Conselho afirma que não cabe à Psicologia brasileira produzir mais sofrimento a um público "já suficientemente estigmatizado"


A decisão liminar, proferida a partir de uma ação popular, manteve a integralidade do texto da Resolução 01/99 – norma que orienta os profissionais da área a atuar nas questões relativas à sexualidade –, mas determinou que o CFP a interprete de modo a não proibir que psicólogas (os) façam atendimento de (re) orientação sexual. “Entendemos que esta liminar não agrega nenhum benefício para a discussão da causa e ainda traz graves prejuízos à população LBGT. Consideramos que, neste caso, a interferência extrapola a competência do Judiciário, ao dizer como um conselho profissional deve interpretar a sua própria norma”, afirmou Rogério Giannini, presidente do CFP.

De acordo com Pedro Paulo Bicalho, diretor-secretário do CFP, essa decisão se apresenta como um paradoxo, porque, ao mesmo tempo, mantém o texto da resolução, mas a descaracteriza ao reconhecer a (re) orientação sexual como possibilidade de intervenção dos psicólogos. “Mantém-se viva uma resolução, constituindo-a como uma letra morta”, afirmou. A Resolução 01/99 do CFP não somente ratifica a ideia – defendida pela Organização Mundial da Saúde desde 1990 – de que a homossexualidade não é patologia, mas também coloca que a homossexualidade não representa distúrbio ou desvio psicológico e, portanto, não cabe reorientação.

No agravo, o CFP argumenta, inicialmente, que, do ponto de vista processual, a “ação popular” não é o meio adequado para questionar o teor de um ato normativo de uma autarquia federal. Esse entendimento, inclusive, já está pacificado em diversas decisões das cortes judiciais superiores (Superior Tribunal de Justiça – STJ e Supremo Tribunal Federal – STF). Também entende que a liminar se equivoca ao tentar substituir a competência do CFP – estabelecida pela Lei Federal nº 5766/1971 – de regular tecnicamente os limites éticos para a atuação das psicólogos e psicólogas brasileiros, em território brasileiro.

Além disso, o CFP aponta a temeridade de uma decisão sobre um tema sensível e técnico como o da Resolução 01/99, vigente há mais de 18 anos, ser proferida de forma liminar, sem uma análise mais aprofundada e sem considerar as repercussões imediatas no exercício profissional das mais de 300 mil psicólogas e psicólogos brasileiros.

Pesquisas científicas 

Outro argumento da ação popular que o CFP refuta com veemência é o de que a Resolução 01/99 impediria o avanço de pesquisas científicas na área da sexualidade. Esse argumento não tem qualquer sustentação tendo em vista que o CFP, assim como todos os conselhos profissionais, não tem a competência de regular pesquisas científicas. Essa prerrogativa cabe à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) do Conselho Nacional de Saúde/Ministério da Saúde, por meio da Resolução 466/2012. Cabe ressaltar que o vocábulo “pesquisa” sequer é citado no texto da resolução.

Além disso, estudos mostram que o número de pesquisas no campo da sexualidade aumentou consideravelmente nos últimos 18 anos. Isso demonstra que, desde sua publicação, a Resolução 01/99 não exerceu qualquer influência na liberdade de pesquisa por parte dos profissionais da Psicologia.

O CFP afirma que, ao contrário do que alega a ação inicial, a Resolução 01/99, em nenhum momento da sua história, impediu ou restringiu o atendimento psicológico a pessoas de qualquer orientação sexual – homo, hetero ou bissexual. O limite ético desses atendimentos se dá na proibição de práticas relacionadas à reorientação sexual.

A vice-presidente do CFP, Ana Sandra Fernandes, explica que não existe por parte do Conselho Federal nem de qualquer Conselho Regional de Psicologia a proibição de que psicólogas (os) façam atendimentos de pessoas, inclusive as que desejam e querem trabalhar questões relativas à sexualidade. “O que a Resolução 01/99 procura evidenciar é que não cabe às psicólogas (os) brasileiras (os) o oferecimento de qualquer tipo de terapia de reversão da homossexualidade, por entendermos que não se trata de processo a ser corrigido, mas da diversidade de expressões da sexualidade”.

Legalidade

O CFP também reforça no texto do agravo de instrumento que a legalidade e constitucionalidade da Resolução 01/99 já foram analisadas em profundidade pelo Judiciário. Em decisão proferida em 23 de julho de 2012, o Tribunal Regional Federal da 2ª região (Rio de Janeiro) ratificou a constitucionalidade e legalidade da aplicação da Resolução 01/99.

Na própria audiência de justificativa prévia, no último dia 15 de setembro, o Ministério Público Federal se manifestou contrário à suspensão da Resolução 01/99. O representante do MPF disse que o órgão já analisou processos disciplinares relacionados à Resolução 01/99 e pôde de confirmar a legalidade e constitucionalidade da norma.

O CFP também refutou a acusação de que profissionais da Psicologia estariam sendo perseguidos por conta da aplicação da Resolução 01/99. Os números demonstram que a resolução tem um caráter muito mais educativo do que punitivo. Nos últimos cinco anos (2012 a 2017), do total de 260 processos éticos julgados pelo CFP, somente três estão relacionados à Resolução 01/99, o que representa menos de 2% do total.

O CFP lembrou, ainda, os impactos positivos que a Resolução 01/99 produz no enfrentamento aos preconceitos e na proteção dos direitos da população LGBT no contexto social brasileiro, que apresenta altos índices de violência e mortes por LGBTfobia. A estatística aponta que, somente no ano de 2016, foram registrados 343 homicídios motivados por preconceito contra pessoas LGBT. “Neste país que se constitui como campeão na quantidade de pessoas assassinadas por orientação sexual, não cabe à Psicologia brasileira a produção de mais violência, mais exclusão e mais sofrimento a essa população já suficientemente estigmatizada”, enfatizou Pedro Paulo. 



Fonte: Conselho Federal de Psicologia

sábado, 23 de setembro de 2017

CPC/RN PROMOVEU A I NOITE DAS HOMENAGENS EM NATAL

 Foto: Mesa de abertura, homenageados e Eduardo Vasconcelos-CPC/RN
 Eduardo Vasconcelos - Presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Claudio Lima e imagem da mesa de abertura
 Manoel Euflausino - SINTEST/RN
 ANDREIA JANE - ADUERN
 Reitor do IFRN, professor Wyllys Tabosa
 Ex prefeito de Nova Cruz, CID ARRUDA
 Egídio Jr - SINDSAÚDE/RN
 ANDREIA JANE - ADUERN
 Dr. CID ARRUDA
 Deputada Federal, ZENAIDE MAIA
 EDINALDO GOMES - SENALBA/RN
 Radialista, CLAUDIO LIMA
 JOSÉ ALVES (Biró) - SINTAMACOMM
 Assessor da Sen. FÁTIMA BEZERRA, Fábio Henrique
 MANOEL EUFLAUSINO - SINTEST/RN
 Sandoval Lopes - HOTELEIROS-RN
SANTINO ARRUDA - SINAI-RN
MOACIR SOARES - Dirigente da CTB/RN recebendo do Eduardo Vasconcelos, Diploma de HONRA ao MÉRITO

Aconteceu na noite da sexta feira, 22, no auditório do IFRN, na Cidade Alta em Natal, a I NOITE DAS HOMENAGENS promovida pelo Centro Potiguar de Cultura – CPC/RN, em que foram agraciados com Certificado de Honra ao Mérito vários líderes sindicais, lideranças políticas e artistas, marcando as justas homenagens a aqueles que direta ou indiretamente apoiaram ou promoveram ações culturais no nosso estado.

A solenidade foi presidida por Eduardo Vasconcelos, presidente do CPC/RN e teve como participantes da Mesa de Honra: O Sr. Fábio Henrique, representante da Senadora Fátima Bezerra, a Deputada Federal Zenaide Maia, a representante da ADUERN, Andréia Jane, o Sr. Manuel Euflasino do SINTEST, Santino Arruda do SINAI/RN, e do Professor Willys Abel Farkatt, reitor do IFRN.

Eduardo Vasconcelos, presidente da entidade promotora, em suas palavras enfatizou que, “Aquele momento servira para reconhecer as personalidades, das diversas áreas ali representadas, que contribuíram incisivamente para fomentar as ações desenvolvidas pelo CPC/RN durante estes 7 anos no estado do Rio Grande do Norte e além fronteiras potiguares”.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

É HOJE (22) NOSSA I NOITE DAS HOMENAGENS!!!

IFRN será palco da I NOITE DAS HOMENAGENS - CAMPUS - CIDADE ALTA - NATAL

Hoje (22) de setembro ás 19:30 no Auditório do IFRN - Campus da Cidade Alta - Natal/RN, o Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, realizaremos a I NOITE DAS HOMENAGENS, cuja finalidade é reconhecer através de DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO, entidades de classes, artistas culturais e políticos que tem serviços prestados de forma direta ou indireta apoios as iniciativas do CPC/RN, bem como promoveram e com certeza continuarão promovendo mais ações em defesa e resgate da CULTURAL BRASILEIRA!

Os agraciados foram escolhidos na reunião dos dirigentes do Centro Potiguar de Cultura – CPC/RN, realizada dia 11 de julho do ano em curso, cuja pauta foi APROVAÇÃO de nomes de personalidades ilustres que atuam na política e nos movimentos sociais, entre eles o sindical, educacional e cultural.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Por que os obscurantistas não querem a Filosofia no Ensino Médio?

Gianni Fresu comenta o pensamento de Gramsci em São Paulo nesta quinta

 
 


Há 80 anos morria Antônio Gramsci. Os seus últimos dez anos de vida foram passados nos cárceres fascistas de Benito Mussolini. Gramsci foi um dos fundadores do Partido Comunista da Itália e seu principal dirigente nos anos 1920. Era um homem de ação – esteve à frente do movimento dos conselhos de fábrica de Turim, fundou o jornalL’Ordine Nuovo (A Nova Ordem), foi deputado comunista e combatente antifascista – mas era também um grande intelectual marxista. Deu contribuições importantes e originais à compreensão da realidade italiana e à construção de uma estratégia revolucionária para o Ocidente. Desenvolveu conceitos como os de hegemonia, revolução passiva, intelectual orgânico etc. O líder comunista italiano Palmiro Togliatti o definiu como o primeiro leninista do seu país.

Para homenageá-lo, a Fundação Maurício Grabois e outras entidades organizam uma conferência com o professor Gianni Fresu, que tratará do tema O Pensamento Político de Gramsci: Hegemonia e Luta de Classes.

Fresu é doutor em Filosofia pela Universidade de Urbino (Itália), especialista no pensamento de Gramsci e, atualmente, leciona filosofia política na Universidade Federal de Uberlândia. Autor dos livros O diabo na ampola: Antonio Gramsci, a intelectualidade e o partido; Fascismo e história da Itália na interpretação de Gramsci, editados na Itália. Publicou recentemente no Brasil a obra Lenin leitor de Marx: determinismo e dialética na história do movimento operário (Fundação Maurício Grabois e Editora Anita Garibaldi) e prepara-se para lançar Nas trincheiras do Ocidente: Lições sobre fascismo e antifascismo a partir de uma leitura gramsciana.

A atividade ocorrerá no dia 21 de setembro (quinta-feira) às 19 horas no auditório do Comitê Central do PCdoB, Rua Rego Freitas, 192, República na cidade de São Paulo. E será transmitida ao vivo para outros estados.

Os promotores são Fundação Maurício Grabois, Seção Estadual da Fundação Maurício Grabois, União da Juventude Socialista, Barão de Itararé, revista Princípios e portal Vermelho.

Serviço

Conferência O Pensamento Político de Gramsci: Hegemonia e Luta de Classes

Conferencista: Gianni Fresu (doutor em Filosofia pela Universidade de Urbino na Itália, professor de Filosofia política na Universidade Federal de Uberlândia)

Data: 21 de Setembro (quinta-feira)

Horário: 19 horas

Local: Auditório do Comitê Central do PCdoB (Rua Rego Freitas, 192 – República)

Transmissão ao vivo para outros estados.

Promoção: Fundação Maurício Grabois, Seção Estadual da Fundação Maurício Grabois, União da Juventude Socialista, Barão de Itararé, revista Princípios, portal Vermelho e Comitê do PCdoB da USP.



Fonte: Fundação Maurício Grabois

Ministro pode ter que explicar declaração de general sobre intervenção

Raul Jungmann já solicitou informações sobre as declarações de Mourão
Raul Jungmann já solicitou informações sobre as declarações de Mourão
Foto: Reprodução da Internet
Autora do convite ao ministro na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara (CREDN), a deputada Jô Moraes (PCdoB-MG) explica a importância da vinda do executivo ao Parlamento após as declarações de Mourão. 


“Queremos escutar o ministro da Defesa para que ele possa tranquilizar o país em torno dessa questão tão grave. Mas também queremos que ele venha falar sobre o excesso de decretos de garantia da lei e da ordem, que é a convocação das Forças Armadas para realizar funções que são próprias da segurança pública; e sobre a presença de militares dos Estados Unidos na operação América Unida”, disse a parlamentar.

Nesta segunda-feira (18), por meio de nota, o ministro da Defesa informou a convocação do comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, para esclarecer as declarações de Mourão. A nota reitera ainda que “as Forças Armadas estão plenamente subordinadas aos princípios constitucionais e democráticos e ao respeito aos Poderes constituídos”. 

O comandante do Exército também já havia repudiado qualquer possibilidade de intervenção. Em entrevista ao Estadão no final de semana, o oficial disse que desde 1985 os militares “não são responsáveis por turbulência na vida nacional e assim vai prosseguir”.



O convite ao ministro da Defesa ainda deverá passar por aprovação na CREDN.


 Do PCdoB na Câmara