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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

MPF se mobiliza contra realização do Tribunal Popular da Lava Jato

Pedro Carrano
Daniel Giovanaz - Brasil de Fato
Ofício enviado à Procuradoria da República no Paraná alerta para tentativa de 'achincalhar o sistema judiciário'
A Procuradoria da República no município de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, enviou ao Ministério Público Federal (MPF) do Paraná um alerta sobre o eventoTribunal Popular: Julgamento da Lava Jato, agendado para a próxima sexta-feira (11), em Curitiba. O ofício nº 583/2017 chama a atenção para uma suposta tentativa de “achincalhar o sistema judiciário”, com potencial de “induzir cidadãos a erro e criar falso senso de autoridade pública”. O documento foi enviado pelo procurador Alexandre Schneider e endereçado à procuradora-chefe no Paraná, Paula Cristina Conti Thá.

Organizado pelo Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia (CAAD), o Tribunal Popular nada mais é que um julgamento simulado das ações da operação Lava Jato. A ideia é que a população se familiarize com as etapas de um processo, até a divulgação da sentença, e ao mesmo tempo conheça os principais argumentos contrários e favoráveis à operação Lava Jato. 

Na semana passada, a Corregedoria Geral de Justiça do Estado de Alagoas abriu uma sindicância contra o juiz Marcelo Tadeu Lemos, que confirmou presença como presidente do tribunal simulado. O magistrado interpretou aquele acontecimento como uma represália. “Eu entendo isso como uma forma de pressão para eu desistir de participar do Tribunal Popular”, informou à reportagem do Brasil de Fato. “Não podemos aceitar a ditadura do Judiciário”.

Resposta
Informada sobre o conteúdo do ofício enviado pela Procuradoria de Bento Gonçalves, a organização do Tribunal Popular criticou o ambiente de pressão criado em torno do evento. “Um órgão que tem como dever ser o guardião da Constituição não pode pretender restringir o direito à informação, as liberdades de reunião para fins pacíficos, a liberdade de expressão de opinião, a liberdade de expressão artística e cultural e o direito à educação”, afirmou em nota.
“Não seria razoável que, por exacerbado sentimento corporativo, setores do MPF buscassem impedir a manifestação popular pacífica na qual se configura o evento”, prossegue o texto da nota. “A organização do Tribunal Popular da Lava Jato reitera o juramento e o compromisso de exercício da advocacia com dignidade e independência na defesa da Constituição, da ordem jurídica, do Estado Democrático, dos direitos humanos e da justiça social”.

O julgamento simulado está marcado para a próxima sexta-feira, às 13 horas, em Curitiba. O local não foi divulgado por razões de segurança. Entre os participantes confirmados estão o jornalista e escritor Fernando Morais, o ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão, e dezenas de juristas e professores especializados em Direito Penal e Constitucional.

Edição: Ednubia Ghisi

Aliados querem que Dilma se candidate por um estado do Nordeste


Ex-presidenta só deve decidir seu futuro político depois de ficar definido se Lula poderá ou não disputar a presidência. Senado e Câmara estão na mira da petista.
Da Redação*
A ex-presidenta Dilma Rousseff, afastada do cargo por meio do golpe que colocou Michel Temer no comando do país, ainda não definiu como será seu futuro político, principalmente em relação ao pleito de 2018. Pessoas próximas afirmam que ela só tomará uma decisão depois que ficar definido se Lula poderá ou não disputar a presidência.
Ela não para de receber sugestões. Durante um jantar na casa de Kátia Abreu, ex-ministra e senadora, um grupo de aliados propôs à ex-presidenta que ela saia candidata, seja a deputada ou a senadora, por um estado do Nordeste, onde a aceitação ao Partido dos Trabalhadores ainda é significativa.
*Com informações da coluna Radar On-Line, da Veja
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR/Fotos Públicas

Após reação de aliados, Temer recua e nega que vá aumentar IR

 
Reprodução da Internet


O recuo ocorre no mesmo dia em que o próprio Temer havia admitido que a possibilidade de criar uma alíquota de 35% de IR para pessoas físicas fazia parte de estudos do governo, embora não houvesse nada decidido. Na nota, o Planalto tentou explicar: "O presidente Michel Temer fez hoje menção genérica a estudos da área econômica, que são permanentemente feitos".

Segundo os jornais "O Globo" e "O Estado de S. Paulo", o governo estaria estudando um pacote de aumento de impostos para quem ganha salários maiores de R$ 20 mil. 

"Esclarecemos que hoje esses estudos estão focados prioritariamente em reduzir despesas e cortar gastos, na tentativa obstinada de evitar o aumento da carga tributária brasileira. E com esse foco o governo federal continuará trabalhando", diz a nota da Presidência, assinada pela Secretaria Especial de Comunicação Social .

A reação à possibilidade de aumentar o IR foi imediata e veio inclusive de aliados. Questionado sobre o assunto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), apressou-se em dizer “Se [um eventual aumento] tiver que passar pela Câmara, não passa”.

O setor empresarial, que deu apoio à chegada de Temer ao poder, também posicionou-se contrário à possibilidade. Em encontro na manhã desta terça com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, reiterou que é contra qualquer aumento de imposto como alternativa para que o governo cumpra a meta fiscal de déficit primário.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Braga de Andrade, também classificou como "retrocesso" uma decisão nesse sentido. "Um eventual aumento dos tributos ampliará a recessão, pois retirará recursos do consumo, da produção e da geração de empregos", disse.

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) também se manifestou, em nota, dizendo que repudia "veementemente" a possibilidade de elevação do tributo. 

Mais cedo, Meirelles havia confirmado a existência dos estudos da equipe econômica sobre o tema, mas, segundo ele, ainda não havia nada decidido e a medida só seria tomada em “último caso”.

O governo que assumiu sob a bandeira úinica do ajuste fiscal, tem descumprido uma a uma as suas promessas. Não só não tem conseguido equilibrar as contas públicas (corre o risco de ter que rever a meta fiscal de 2017), como, na tentativa desesperada de melhorar a situação fiscal, tem apelado inclusive para medidas às quais rechaçava. 

É o caso do aumento de impostos, antes descartado pela gestão. Recentemente, contudo, diante da queda da arrecadação por conta do prosseguimento da recessão, a equipe econômica anunciou um açodado aumento os tributos que incidem sobre combustíveis. 

Com o bloqueio de verbas do orçamento já no limite do aceitável para o funcionamento da máquina pública e sem conseguir, contudo, atingir a meta fiscal, o governo agora corre contra o tempo, em busca de novas saídas, ao mesmo tempo em que precisa conciliar os distintos interesses de sua fisiológica e desgastada base de apoio.  


Do Portal Vermelho, com agências

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Salário mínimo deveria ser de R$ 3.899,66

 



A estimativa, divulgada mensalmente pelo órgão,  considera a determinação constitucional de que o mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele, com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. 

Esse valor é calculado com base na cesta básica mais cara entre as 27 capitais. Em abril, o maior valor foi registrado em Porto Alegre (R$ 464,19).

A diferença entre o salário mínimo real e o necessário aumentou de março para abril. No mês anterior, o ideal era que ele fosse de R$3.673,09 (3,92 vezes o salário mínimo).

Cesta básica subiu em todas as capitais

O preço da cesta básica subiu em todas as capitais do país no mês de abril. As maiores altas foram registradas em Porto Alegre (6,17%), Cuiabá (5,51%), Palmas (5,16%), Salvador (4,85%) e Boa Vista (4,71%).

As menores elevações foram observadas em Goiânia (0,13%) e São Luís (0,35%). Os dados, divulgados hoje (8), são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, feita mensalmente pelo Dieese.

Em Porto Alegre, foi registrada a cesta mais cara (R$ 464,19), seguida por Florianópolis (R$ 453,54), Rio de Janeiro (R$ 448,51) e São Paulo (R$ 446,28). Rio Branco (R$ 333,18) e Aracaju (R$ 363,87) foram as cidades com os menores valores.


 Do Portal Vermelho, com Agência Brasil

Dieese: Só com unidade é possível enfrentar desmonte de direitos

  



De acordo com ele, levantamento recente da OIT aponta que já ocorreram 642 mudanças de legislações trabalhistas ao redor do mundo nos últimos anos, afetando trabalhadores em 110 países.

Sua exposição fez parte do painel “A conta do golpe quem paga é o trabalhador”, que abriu os debates do XVII Confup neste sábado, em Salvador. Para o técnico do Dieese, é preciso que os trabalhadores e suas organizações entendam que estão diante de um processo global, fruto da mudança do modelo capitalista, onde o capital financeiro vem se apropriando dos setores produtivos. “Precisamos entender que a deposição da presidente Dilma faz parte deste jogo”, declarou Clemente, alertando que “sempre que elegermos alguém que é contrário a esse sistema, ele será colocado para fora”. 

No Brasil, os ataques são ainda mais devastadores, em função da desnacionalização de setores estruturantes, como o do petróleo e do sistema elétrico. “Não há caso no planeta onde uma economia que reúna tanto recursos esteja sendo entregue ao capital financeiro internacional, através de uma desnacionalização sem precedentes”, afirmou o técnico do Dieese.

Ao falar sobre os impactos da reforma trabalhista, Clemente destacou que as 317 mudanças feitas na CLT alteram o conceito básico da legislação, que deixa de proteger os trabalhadores e passa a proteger os empresários. “As empresas terão na legislação uma estrutura capaz de lhes permitir adequar os contratos de trabalho aos seus custos”, explica o diretor do Dieese, destacando que a reforma trabalhista “criou instrumentos” para evitar passivos trabalhistas, além de precarizar as condições de trabalho, enfraquecer a representação sindical e até mesmo inviabilizar a existência dos próprios sindicatos.

“Nesta conjuntura e neste enquadramento da legislação, os trabalhadores terão que repensar as campanhas salariais”, alertou Clemente, afirmando que “daqui pra frente o salário não é o principal ponto da pauta” e que, no caso dos petroleiros, vai crescer a terceirização e a desnacionalização dos ativos, o que por si só já alteram toda a convenção coletiva. Para ele, é preciso que as organizações sindicais tenham uma estratégia de enfrentamento que questione essas reformas em todos os espaços, “do chão da empresa ao judiciário”.

Mas, o fundamental, segundo o diretor do Dieese, é construir uma ampla unidade, com estratégias de “negociação intersindical”, envolvendo várias categorias e frentes de ações conjuntas. “A história mostra que, em momentos dramáticos como este, de disputas essenciais, como já fizemos no início do século passado, no pós-guerra, nossa força está na nossa unidade. Não há outro recurso capaz de fazer o enfrentamento que não seja a capacidade de construir a unidade da classe trabalhadora”, afirmou. 


 Fonte: FUP

domingo, 6 de agosto de 2017

Escola sem Partido intimida e persegue professores

 
 


Pedro Mara, professor da rede estadual do Rio de Janeiro e diretor do CIEP 210 Mario Alves de Souza Vieira, em Belford Roxo, no Rio de Janeiro, certamente vem enfrentando o pior desafio de sua carreira docente.

Em julho, ele foi denunciado pelo deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSC) que formulou um vídeo, a partir de suas fotos pessoais, para acusá-lo de apologia às drogas, de manipulação com os estudantes e incentivo à baderna, como ocupação de escolas. Bolsonaro chegou a acionar o Ministério Público e pedir a exoneração do professor e cassação de seu mandato. O processo segue em andamento.

Casos semelhantes ao de Pedro são facilmente encontrados pelo País. É crescente o número de professores que vêm sofrendo algum tipo de perseguição por conta de suas práticas pedagógicas, o que evidencia a existência de um movimento que atua na contramão da autonomia docente.

Em Uruguaiana (RS), situação parecida foi vivenciada pela professora da rede municipal Rosângela Rehermann. A docente teve uma aula sobre cidadania gravada e enviada como denúncia ao vereador Eric Lins Gripo (DEM), autor de projeto de lei que visa instituir no âmbito do município as diretrizes do Programa Escola sem Partido.

O parlamentar chegou a ir na escola sob justificativa de averiguação, o que acabou expondo funcionários e estudantes da unidade. A professora levou o caso ao Ministério Público, à Secretaria de Educação e ao Conselho Municipal de Educação. Em junho, foi remanejada para outra escola da rede sob a justificativa de que era necessário “preservá-la”.

Na mesma época, em São Paulo, chegava ao fim a atuação do professor Thiago de Souza Lima em uma escola particular de ensino fundamental e médio. O professor de História começou a ser chamado de radical e polêmico no contexto da polarização política.

A situação piorou quando ele apoiou uma iniciativa dos estudantes de montar uma assembleia e discutir problemas comuns ao estabelecimento. “Cheguei a ouvir da direção que eu os tinha incitado a criar aquela instância”, conta o docente que pediu demissão.

As histórias não se limitam aos ambientes escolares. A professora do Departamento de História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Natalia Pietra Mendez, também viveu situação vexatória ao ministrar uma palestra sobre a cultura do estupro a convite da própria instituição.

A docente foi ameaçada em suas redes sociais e chegou a ter fotos pessoais divulgadas em páginas que fazem apologia à cultura do estupro.

Sua atuação na universidade, no entanto, não foi interrompida. “Temos que falar cada vez mais sobre o assunto. Isso é fruto de um pensamento ultraconservador que tem como alvo o feminismo”, atesta a educadora que estuda as questões de gênero.

Falsos conceitos

Para o professor da Universidade Fluminense (UFF), Fernando Penna, os casos são influenciados por dois fatores. Um são as tensões existentes acerca das questões de gênero, que se acirraram já na época da votação dos planos de educação nacional, estaduais e municipais.

“As pessoas que tentam deslegitimar essa discussão cunharam o termo ideologia de gênero, que vem sendo associado a destruição das famílias, doutrinação de crianças, erotização da juventude e interferência na orientação sexual de jovens”.

O especialista relembra o episódio do veto ao material educativo produzido pelo Ministério da Educação ‘Escola sem Homofobia’, em 2011, que acabou sendo chamado por setores conservadores da sociedade e do Congresso Nacional de ‘kit gay’. “A ideologia de gênero é utilizada para causar esse pânico moral”.

Em sua análise, soma-se a isso a agenda do Escola sem Partido, programa criado em 2004 pelo procurador de Justiça de São Paulo, Miguel Nagib, que defende a ideia de uma “educação neutra” a partir da justificativa de que as escolas seriam locais de doutrinação, em parte praticada pelos professores que se aproveitam da audiência cativa de seus estudantes para impor suas ideias.




Fora da lei

Desde o surgimento do Escola sem Partido, outros 56 projetos de lei foram derivados nos âmbitos federal, estadual e municipal. O levantamento foi feito pela pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fernanda Moura, também autora da pesquisa de mestrado “Escola sem Partido”: relações entre Estado, educação e religião e os impactos no ensino de História”.

A maioria deles, no entanto, não tem poder de lei. Salvo algumas exceções como o município de Santa Cruz do Monte Castelo, no norte do Paraná, que aprovou e implementou a lei já no início de 2015; e o município de Picuí, na Paraíba.

No âmbito estadual, Alagoas chegou a aprovar a lei estadual (Lei 7800/2016), conhecida como “Lei da Escola Livre” foi Alagoas, mas ela foi suspensa via liminar pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, em março deste ano.

– Escola sem Partido, uma escola a favor da cultura da indiferença

Ainda assim, nota-se certa aderência das propostas em diferentes territórios. Para Fernanda, isso se deve, em parte, a falta de entendimento da sociedade sobre os processos políticos. “As pessoas acham que PL é lei, não entendem que esse conjunto de normas deve ser votado para se efetivar”, observa.

Para ela, é fundamental garantir esse espaço de debate nas escolas, “para evitarmos que as pessoas saiam repetindo os discursos de parlamentares”.

Uma questão de direito

O professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), Salomão Ximenes, entende que é preciso resgatar a concepção do direito a educação para analisar os casos.

“O direito a educação no Brasil foi entendido dentro de uma agenda de ação positiva, que diz respeito a oferta da educação, acesso a escolas, expansão das redes, etc. Se esquece que compõe esse direito, com igual importância, os princípios constitucionais de liberdade na educação, que consideram a liberdade de ensinar, de aprender, pesquisar e divulgar o pensamento e trabalhar pelo pluralismo de ideias e concepções”, esclarece.

– Escola sem Partido tenta anular critério de redação do Enem

Esses direitos, conforme explica Ximenes, conferem autonomia aos docentes e às escolas. “Sobre eles não deve haver interferência do Estado e dos atores privados. Caso haja, no entanto, o Estado tem que atuar no sentido de assegurá-los”, explica, enfatizando a inconstitucionalidade de medidas que restrinjam o direito à liberdade.

O especialista também comenta sobre os instrumentos jurídicos disponíveis para assegurar proteção aos docentes e às escolas frente à estratégia de intimidação utilizada pelo Escola sem Partido.

De maneira geral, a orientação é que as respostas às denúncias não sejam feitas no âmbito individual e considerem três dimensões principais.

“A primeira delas é a dimensão política, ou seja, a defesa deve buscar apoio de sindicatos ou instâncias administrativas, como a própria Secretaria da Educação; a segunda é a pedagógica, que prevê a mediação de diálogo ou oferta de debates junto às famílias e comunidades para esclarecer algumas questões; por fim, a dimensão jurídica, que pode levar a desdobramentos nas instâncias criminais, como abuso de poder em caso de autoridades, e nas instâncias administrativas, no caso de agentes públicos que extrapolem suas funções”.

Outros enfrentamentos

Para Fernando Penna, outro caminho possível é o da resistência a partir de articulações e debates na sociedade. Nesse contexto, foi lançado em junho o Movimento Educação Democrática (MDE), do qual Penna é presidente.

A iniciativa é um desdobramento do Professores Contra o Escola sem Partido, iniciativa que teve início na UFF e cuidou de enfrentar a pauta em debates, seminários e audiências públicas. No entanto, no atual contexto de retrocessos educacionais, se sentiu a necessidade de ampliar o escopo de atuação, o que levou à criação do MDE.

“Além de dar um caráter mais institucional ao que já fazíamos, o Movimento quer, para além da crítica, estruturar uma agenda mais propositiva, um posicionamento político, construído a partir do diálogo com os associados – atualmente são cerca de 500 – e da articulação nacional com grupos organizados.

Uma das aproximações, nesse sentido, se deu com a Frente Gaúcha Escola sem Mordaça, lançada em Porto Alegre, em 2016. Além de trabalhar para o arquivamento dos projetos derivados do Escola sem Partido, o grupo, que reúne movimentos, entidades e coletivos, também organiza um enfrentamento a pautas como racismo, machismo, homofobia e demais preconceitos que interditam a faceta democrática da educação.


Da Carta Educação

PCdoB toma decisões sobre organização interna e eleições

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Ocorreu sábado (05) em Natal, no bairro Tirol, sede do PCdoB, reunião do Comitê Estadual da sigla. Foram tomadas importantes deliberações.
Ficou decidido que as conferências municipais para mudança de direção ocorrerão até 8 de outubro. Já o Congresso Estadual vai acontecer nos dias 13 e 14/de outubro, quando será eleita a nova direção estadual.