ELEIÇÕES 2022: MOVIMENTO 65

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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Jandira e Orlando rebatem oposição golpista no Plenário da Câmara

 
Adicionar legendaOrlando Silva e Jandira Feghali rebatem pedido de impeachment encabeçado pela oposição
Na noite desta terça-feira (15), o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acatou questão de ordem solicitada pelo deputado Mendonça Filho (DEM-PE) sobre o andamento do processo de impeachment presidencial. Apressadamente, o deputado José Guimarães (PT-CE), líder do governo, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), vice-líder do governo, e a líder do PCdoB na Câmara, Jandira Feghali (RJ), subiram à tribuna da Câmara para defender a democracia e o mandato da presidenta Dilma Rousseff.

“Aqueles que pensam que Dilma Rousseff é igual a Fernando Collor de Melo irão se surpreender. Haverá luta política de nosso povo. Aqui no Brasil tem organização, os trabalhadores irão defender as conquistas. Não adianta querer fazer atalhos. Na mão grande ninguém levará o mandato da presidenta Dilma”, rebateu o více-líder do governo, Orlando Silva (PCdoB-SP).

Nos bastidores da Câmara, já haviam rumores de que partidos da oposição fariam o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff esta semana, mas eles aproveitaram a sessão no Plenário da Casa para dar início às tratativas de impeachment. A questão de ordem foi subscrita por deputados do PSDB, do Solidariedade, do PPS, do PSC e do PTB – mesmo grupo que na última semana lançou um movimento pró-impeachment. O líder do DEM pediu que todas as dúvidas sejam esclarecidas em três sessões.

“O DEM quando se presta a este papel demonstra que é legítimo herdeiro da Arena, o partido que sustentou o regime militar no Brasil. Não adianta querer cortar caminho, atitude democrática é aguardar as eleições de 2018. Vocês têm de ir para a rua ganhar voto a voto. Hora de crise é momento de refletir e construir alternativas para retomar o crescimento nacional. O povo lá fora não quer saber de briga entre governo e oposição, mas que responda aos desafios que o país enfrenta”, destacou o deputado Orlando Silva, em um tocante discurso. Assista a íntegra abaixo:



O líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), defendeu a legitimidade do mandato da presidenta Dilma Rousseff. “Nós ganhamos a eleição e é com base nesse mandato popular que vamos governar pelos próximos três anos e seis meses. A oposição disputou a eleição e não aceita o resultado do voto popular”, disse.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) acusou os oposicionistas de tentarem patrocinar um golpe de Estado: “Anunciaram aqui que estão dispostos, através do golpe, a tentar abreviar o mandato legítimo da presidenta Dilma Rousseff”.

A líder do PCdoB na Casa, deputada Jandira Feghali (RJ), também saiu em defesa da estabilidade democrática no país. “Quem faz política tem lado e neste momento nosso lado é o da democracia brasileira. Uma democracia que veio depois de muita luta, de muita morte, e que não admite que sem nenhum delito da Presidência da República seja acatado um pedido de impeachment. Não há base técnica, política ou jurídica para isso. Estamos aqui defendendo um projeto de mais Estado, de mais políticas públicas, de mais emprego, de mais renda. Tentar emplacar um processo de impeachment agora é golpe.”

Após a fala de Orlando Silva, o deputado Jair Bolsonaro, enfurecido, fez ao microfone da Câmara acusações injustas e injuriosas à presidenta Dilma e ao deputado Orlando Silva. Já na Tribuna, a deputada Jandira tentou acalmar os ânimos. E fez um excelente discurso. Assista abaixo a íntegra:

 

O presidente da Casa, Eduardo Cunha, não deu prazo para a resposta sobre a questão de ordem, mas, segundo fontes, ele deverá tratar do assunto na próxima semana.
Do Portal Vermelho, Eliz Brandão, com informações do PCdoB na Câmara

Tentativa de golpe conflagrará o país, afirma Luciana Santos

A presidenta nacional do PCdoB, Luciana Santos, durante encontro com Dilma, nesta terça (15), no Palácio do Planalto

Em entrevista ao Portal Vermelho após encontro com a presidenta no Palácio do Planalto, nesta terça-feira (15), a presidenta nacional do PCdoB e deputada federal Luciana Santos (PE) deu o tom da disposição de luta do partido na defesa da democracia e do mandato legítimo de Dilma.

Por Dayane Santos

“Não vamos aceitar golpe. Esse país vai entrar num processo de conflagração e nós estaremos na trincheira, defendendo o legado de um projeto para o país que inclui as pessoas, que democratizou na prática e garantiu avanços significativos na vida das pessoas”, garantiu Luciana que, juntamente com líderes da base aliada, entregou manifesto em apoio a Dilma. 

Sobre o encontro, Luciana frisou que as lideranças e os partidos foram levar à presidenta Dilma o apoio na perspectiva de enfrentar qualquer tipo de golpe contra o seu mandato.

“É preciso respeitar a democracia. Respeitar uma presidenta que fez a disputa eleitoral em outubro do ano passado, foi eleita com 54 milhões de votos para um mandato de quatro anos”, disse. “Nós, comunistas, sabemos o que é a ausência de democracia no Brasil e não vamos permitir qualquer retrocesso”, advertiu.

Para a dirigente comunista, o país assiste ao que há de “pior na oposição”, que tenta, “sem nenhuma justificativa ou base jurídica”, interromper o governo legitimamente eleito. Luciana frisou que o impeachment tem previsão constitucional, mas desde que tenha elementos. “Não pode ser a conjuntura econômica adversa ou baixa adesão popular a justificar que se rasgue a Constituição e viole a democracia brasileira”, asseverou.

Recompor a base de apoio no Congresso

Luciana destacou a resolução da Comissão Política Nacional do PCdoB, divulgada nesta segunda-feira (14), que apontou as tarefas para organizar a contraofensiva, diante da tentativa de golpe em curso. De acordo com ela, é necessário consolidar a base política ampla que dá sustentação ao governo de coalizão e, assim, aprovar o conjunto de medidas para a retomada do desenvolvimento. 

“Acreditamos que o PMDB tem papel fundamental nesse esforço de aprovação. Isso num debate democrático, construído com muitas mãos, pois só assim é possível construir uma agenda para o Brasil que concilie as necessidades de ajuste, estabilidade econômica e política, tirando o país da recessão”, declarou.

A presidenta do PCdoB alertou para a conjuntura política grave, que tem como consequência a situação econômica de singularidades brasileiras, mas com origem na crise do mundial, que explodiu no berço do capitalismo com consequências para todo o mundo.

“Desde 2008, do governo Lula ao governo Dilma, o Brasil tem tomado medidas no sentindo de manter o crescimento e o emprego através de medidas anticíclicas. Houve todo um redirecionamento no sentido de aquecer o mercado interno, mantendo a política de reajuste do salário mínimo e a desoneração de vários setores econômicos para manter a atividade produtiva”, lembrou a parlamentar, ressaltando que o momento atual exige uma readequação.

“O ajuste não é para ficar, é temporário. São medidas necessárias para criar novas condições para a retomada do crescimento e ampliação das conquistas dos programas sociais, que têm sido tão importantes para o processo de inclusão do povo brasileiro”, disse.

Ajuste no andar de cima, não contra o povo

Luciana reafirma que o PCdoB tem uma posição clara de defesa do mandato, no entanto, salientou que essa defesa vem acompanhada de um conjunto de propostas que possa dar resposta aos anseios da população e retomar o desenvolvimento econômico do país.

“Acreditamos que é preciso dar perspectivas ao povo brasileiro. Sair da pauta apenas do ajuste, ou melhor, qualificar esse ajuste. Levar o ajuste para o andar de cima. Para o rentismo e o mercado financeiro”, explicou a líder comunista, citando, como exemplo, a taxação das grandes fortunas e a repatriação de renda que foi colocada no exterior, fazendo com que seja devolvida ao país, com multa.

“Um conjunto de medidas que significam arrecadar sem penalizar o trabalhador e o povo brasileiro, que já têm sofrido com os efeitos dessa crise”, defendeu Luciana Santos.

Segundo ela, a atual “política monetária já deu o que tinha que dar” e está levando o país “a um contracionismo muito grande” que tem levado os ajustes a um paradoxo. “Faz o ajuste, mas a sensação é de enxugar gelo: de um lado bota e de outro se tira. É preciso ter foco no desenvolvimento”, acrescenta.

Papel da militância

Ela conclui conclamando a militância do partido a fortalecer o “debate de ideias à altura das necessidades do momento”. De acordo com Luciana, é preciso explorar as contradições e resgatar, por meio de comparações, como era o Brasil antes de 2002.

“Quando se fala em risco Brasil, por exemplo, de 1994 a 2002, ou seja, incluindo os oito anos do governo Fernando Henrique, o risco Brasil era muito pior do que é na atualidade. E foi Lula, em 2008, que tirou esse risco Brasil”, lembrou.

E finaliza: “A nossa militância deve atuar nas redes sociais, fortalecer o papel das frentes de luta que participa e fazer um grande esforço pela amplitude. Temos no seio dos movimentos sociais e no âmbito das forças políticas, muitas divergências, muitas contradições. Agora, o que está em jogo é a democracia brasileira, caso contrário veremos interrompido – a exemplo do que aconteceu em outros momentos da história, como nos governos de João Goulart e Getúlio Vargas –, um projeto para o pais, um projeto que inclui as pessoas, que democratizou na prática e garantiu avanços significativos na vida das pessoas”.
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Do Portal Vermelho

PCdoB: Hora decisiva de conter o golpe e retomar o crescimento


A direção do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) reuniu em Brasília, nesta segunda-feira (14), a sua Comissão Política Nacional para a atualização da conjuntura e apontar tarefas para organizar a contraofensiva, diante da tentativa de golpe em curso. Para os comunistas, a hora é decisiva para garantir a democracia, tendo como base a luta pela manutenção do mandato da presidenta Dilma Rousseff, eleita democraticamente pelo povo. Segue a íntegra da resolução abaixo:

Pelo nono mês seguido, o país é duramente castigado por uma crise política que lhe dificulta superar um danoso período de recessão. Embora um elenco amplo de forças políticas, sociais e econômicas já tenha proclamado a necessidade da imediata volta da normalidade política para que o país, gradativamente, retome a expansão de sua economia, o setor mais reacionário do consórcio oposicionista neoliberal, ao menor sinal de apaziguamento, joga gasolina no fogo na tentativa de acelerar a marcha conspirativa contra a democracia. Nada o demove da obsessão de derrubar por meio de um golpe a presidenta Dilma Rousseff, eleita por mais de 54 milhões de votos.

A perda do grau de investimento, no último dia 9, na classificação da agência de risco Standard & Poor’s, funcionou como uma “senha” para que o golpismo reacendesse a febre e buscasse uma vez mais apressar o passo.

Sobre esse fato ocultam da opinião pública, dentre outras, três verdades: essas agências erram e são manipuláveis; de 1994 a 2015, o país veio a adquirir o grau de investimento somente a partir de 2008, portanto, já no governo Lula; e o país está em dia com seus contratos e com reservas o bastante para honrar seus compromissos.

Desde então, a grande mídia especula e incentiva a Presidência da Câmara dos Deputados a dar sequência a um rito, segundo se divulga, já combinado com o setor mais retrógrado da oposição que recentemente instalou um comitê pró-golpe. Por esse “plano”, a qualquer hora, seria instaurado um processo fraudulento de impeachment. 

Hora decisiva 

O PCdoB, nesta hora em que paira sobre a Nação brasileira essa ameaça de retrocesso, renova o chamamento a todos que têm a democracia como um dos bens mais preciosos da Nação para que se unam, para que lutem para preservá-la, tendo como condição primeira a garantia de que a presidenta Dilma Rousseff conclua, conforme determina a Constituição, o seu mandato em 2018.

Nas lutas, nas ações nas quais se configure uma Frente ampla que, além de defender a democracia, batalhe pela retomada do crescimento econômico, com a defesa da Petrobras, das empresas nacionais, da proteção ao emprego e à garantia dos direitos trabalhistas. Uma Frente que, em sintonia com o povo, dê prosseguimento ao combate à corrupção, que passa pelo fim do financiamento empresarial das campanhas, bandeira cuja luta é impulsionada pela Coalizão Democrática pelas Eleições Limpas liderada pela OAB e CNBB. 

Simultaneamente ao seu empenho pela Frente Ampla, o PCdoB apoia e atuará para que se fortaleça a Frente Brasil Popular, lançada no último dia 5 em Belo Horizonte, por um representativo campo das forças esquerda e movimentos sociais. Neste cenário de acirramento da luta de classes, o surgimento dessa Frente poderá cumprir importante papel de mobilização do povo e de setores progressistas da sociedade em torno de bandeiras avançadas. Inclusive, a Frente já agendou para o dia 3 de outubro sua primeira jornada de mobilizações de rua.

O papel determinante da presidenta Dilma Rousseff

Reiteradas vezes, a presidenta Dilma Rousseff, coerente com sua trajetória, tem proclamado que não renuncia ao mandato que o povo lhe conferiu. Muito ao contrário, sobretudo desde o final de julho, foi à luta e tem cumprindo importante agenda de contato com o povo e as forças políticas e sociais.

No momento, em caráter de urgência, há três questões principais cujas ações para resolvê-las cabe a ela liderar.

Primeira. Intensificar os esforços para recompor sua base de apoio no Congresso Nacional e alinhá-la à tarefa emergencial de derrotar a ameaça de impeachment, para as quais é essencial o papel do PMDB. Nesse sentido é importante dar uma nova qualidade ao processo de articulação com o Congresso Nacional e a sociedade. 

Segunda. Concluir a bom termo a tramitação do Orçamento de 2016, reunindo os apoios necessários dentro e fora do Congresso Nacional para aprovar o elenco de propostas anunciadas pelo governo. 

O PCdoB apoiará as medidas divulgadas procurando, como é de seu método, aperfeiçoá-las, levando em conta as seguintes diretrizes: preservação dos investimentos sociais e da política de reajuste do salário-mínimo e dos direitos trabalhistas; taxação das grandes rendas e fortunas e do lucro dos bancos, além da defesa imediata redução da taxa de juros, cujo patamar de hoje é um dos principais responsáveis pelo rombo fiscal e entrave ao crescimento econômico. 

Terceira. Intensificar o diálogo com os movimentos sociais, enquanto base indispensável do governo, com vistas a compatibilizar o reequilíbrio das contas públicas com a preservação dos direitos e das conquistas do atual ciclo progressista. 

Como em 1964, um golpe levaria o país a uma conflagração

É dever de todas as forças políticas que têm compromisso com o Brasil lançar o alerta de que a oposição neoliberal conduziu o país para um impasse perigoso. Essa oposição não aceitou o resultado das urnas de outubro de 2014, se rebelou contra a soberania do voto, passou a conspirar contra a institucionalidade democrática e descambou, tal e qual seus ancestrais de 1954 e 1964, para uma frenética escalada golpista. Passaram-se nove meses e em vez de voltar-se para o leito do respeito aos princípios democráticos, essa oposição persevera e aprofunda o ataque à Constituição, ao Estado Democrático de Direito atuando agora para dar um sentido de urgência à consumação do afastamento da presidenta Dilma. 

Não há base legal, jurídica, para a presidenta Dilma Rousseff ser afastada do mandato legítimo que as urnas lhe conferiram. A presidenta é proba, honesta, defensora resoluta do patrimônio público, não cometeu nenhum crime de responsabilidade, muito ao contrário, no seu governo, deu continuidade à diretriz já presente nos dois governos do ex-presidente Lula de assegurar às instituições competentes da República as condições necessárias para combater a corrupção e a impunidade.

Tentar afastá-la, com base em pretextos ou fabricando deliberadamente o “caos”, tem nome: é golpe de Estado. Não teria desta vez a truculência das armas, mas, se consumado, iria igualmente ferir de morte a democracia reconquistada em 1985.

Acontece que a democracia deitou raízes profundas na consciência dos brasileiros e brasileiras. E arrancá-la do povo por meio de um golpe – longe de propiciar a estabilidade, muito distante de criar as condições para o país superar a crise – com certeza conflagraria, dividiria a Nação, com consequências que a vista não alcança. 

Brasília, 14 de setembro de 2015.

A Comissão Política Nacional do Partido Comunista do Brasil – PCdoB

PC DO B DE NOVA CRUZ/RN SE REUNIU COM LIDERANÇAS LOCAIS

   Lideranças de olho nas Eleições de 2016

PC DO B de Nova Cruz/RN participou ontem (16) no Plenário da Câmara Municipal de uma importante reunião com representantes (filiados) do Partido Verde (PV) e do PPS, cujo objetivo da reunião foi as Eleições 2016.

Após várias discussões/debates todos foram unanimes em afirmarem que é preciso a união e integração de todos para elaboração de um projeto político e sólido, cujo maior objetivo é a renovação no Poder Legislativo.
Caras novas, ideias novas, propostas novas e muita vontade para lutar por uma Câmara identificada com as vozes da sociedade.  Esse o principal desafio e compromisso de todos.

O PPS manterá uma conversa política com uma das maiores lideranças do partido no Estado, Wober Junior para se encaminhar a formação de sua Comissão Provisória com vista as eleições.

E os filiados do PV, que participaram ingressarão as fileiras do PC do B.
Todos se comprometeram em estarem presentes a Conferência Municipal do PC do B, prevista para o próximo sábado (19) na Câmara Municipal.

Novas reuniões virão e o amadurecimento será o principal ingrediente neste momento para o fortalecimento das idéias e futuras vitórias.


Participaram da reunião: Eduardo Vasconcelos e Damião Corcino de Araújo, ambos do PC do B; Aguinaldo dos Santos, Betinho, José Aldo e Gilson do PV; Valmir Junior do PPS; João Maria Promoções e Alisson Alves da Silva (“sem partido”); José Ireneu da Silva (PT) e Dari Pedro da Costa (sem partido).

terça-feira, 15 de setembro de 2015

SNJ seleciona 250 jovens para mostra cultural da 3ª Conferência Nacional de Juventude

3ª Conferência Nacional de Juventude, que acontecerá de 16 a 19 de dezembro, em Brasília, vai trazer diversas manifestações científicas, artísticas e culturais. Jovens de 15 a 29 anos, de todo o país, já podem se inscrever até 18 de outubro.

Teatro, dança, música, artes visuais, cinema, artes integradas, além de atividades culturais, científicas, acadêmicas – teóricas e práticas – vão fazer parte da programação da “Manifesta”, um espaço pensado para promover o reconhecimento e a visibilidade de manifestações da juventude brasileira.

Critérios de seleção

A seleção vai levar em conta critérios como criatividade, qualidade, impacto e relevância da atividade artística, científica ou cultural diante dos objetivos da 3a Conferência Nacional de Juventude, a participação do/a proponente em etapas da Conferência e a abertura da proposta para a interação e participação do público.

Serão 250 jovens selecionados em atividades individuais e coletivas. A Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) vai custear as passagens, hospedagem e alimentação de todos os envolvidos nos projetos, além de certificar a participação no evento. Para se inscrever, os jovens devem preencher a Formulário de Inscrição no site da Conferência, que será divulgado em breve.

Participe, vem manifestar na 3ª Conferência Nacional de Juventude!


Renato Rabelo: Ultimato à presidenta e golpismo oficializado

 

Ultimato à presidenta e golpismo oficializado
Por: *Renato Rabelo é ex-presidente nacional do PCdoB
O presidencialismo é o sistema de governo afirmado e reafirmado na história recente do Brasil em dois plebiscitos. Mas a trajetória desse processo representativo na nossa história republicana é vincada muitas vezes pela incerteza e pelo abortamento do estabelecido constitucionalmente.
Na redemocratização pós-regime ditatorial de 1964, a origem e sentido dessa disputa política e classista para alcance da Presidência da República não muda.


A tentativa de vitória das novas forças políticas, já ensaiada em 1989 – quando a maioria dos setores dominantes conservadores se juntou para barrar a vitória de Lula no segundo turno –, só foi possível alcançar 13 anos depois, em 2002.



E apesar do resultado insólito da vitória à Presidência de Lula, representante das forças sociais populares em ascensão, note-se, que não muda o DNA dessas forças conservadoras dominantes, que tudo fizeram para Lula não ser eleito; sendo eleito impô-lo condições drásticas e chegando ao governo da República instabilizá-lo, visando truncar seu mandato.



Além do mais, de forma insólita, partindo de 2002, Lula e sua sucessora, Dilma Rousseff, culminaram uma trajetória de quatro vitórias à Presidência, expressão política de forças democráticas e populares, que estão fora dos círculos de confiança da classe dominante conservadora, seguidora das potências hegemônicas, imperialistas.



Então, para esta oligarquia predominante, diante de sucessivos reveses, até aqui, é um resultado inaceitável e adverso aos seus interesses fundamentais. No entanto essa situação vem acontecendo também, considerando diferenças próprias de cada país, há mais de um decênio em grande parte da America Latina e Caribe.



No Brasil a oposição não aceitou a quarta derrota de 2014. Desde então a evolução do curso político tem sido marcada pela instabilidade, ameaça e incerteza. O consórcio oposicionista coloca todas as suas garras de fora, se aproveitando do entroncamento de uma crise mundial estrutural do capitalismo, com maior impacto agora nos países emergentes, interagindo com o fim do ciclo de desenvolvimento desses últimos 12 anos no Brasil.



A evolução dessa situação objetiva, correlata com as dificuldades políticas do governo Dilma e a incerteza e instabilidade causada pela Operação Lava Jato em curso, tem resultado no agravamento da crise política e econômica, transbordando para o plano social.



Apesar da breve trégua do mês de agosto, o consórcio oposicionista relança a crise política, a qual atinge um patamar mais agudo e extremado.
O estopim usado por essas forças conservadoras foi o envio por parte do governo ao Congresso de um Orçamento com deficit para 2016. A senha foi a retirada do grau de investimento do Brasil, pela agência de classificação de risco S&P, a qual, sinteticamente, aponta que a causa de tal procedimento é o risco fiscal e a incapacidade política do governo de levar adiante o ajuste fiscal.



A fase constante do estado de golpe que vive o país passa agora para a oficialização do rito e do processo a ser seguido pelo golpe. Com esse fito é lançado no Salão Verde da Câmara dos Deputados um comitê parlamentar do golpe já, autointitulado de “comitê pró-impeachment”.
Denotando o açodamento e o modo aventureiro desse empreendimento inconsequente para os destinos da nação, essa peripécia, ressalte-se, é uma exigência de impeachment já lançada, em busca de um pretexto. Sem nenhum fato, ou base jurídica justificada na Constituição. O objetivo mesmo é destituir a presidenta e eles ocuparem o poder central, o “fundamento”, ora essa! Arranja-se. Sem nenhuma peça de valor jurídico, vão se apoiar num pedido de impeachment elaborado por Helio Bicudo – personagem há muito tempo movido pelo ânimo da vendeta.



Parte da oposição e setores dominantes que em agosto concediam uma trégua à presidenta da República vão convergindo agora, com pronunciamentos explícitos de alguns, para impor uma rendição à presidenta Dilma: Editorial da Folha de São Paulo: dão um “ultimato” e concedem uma “última chance” à presidenta, dando várias ordens com “medidas extremas de cortes”, com radicalidade sem precedentes, mesmo dos gastos compulsórios em saúde e educação. E outros que afirmam ser preciso as perdas que virão e defendê-las perante sua base política. Essa conta é da presidente, sua equipe e seu partido, e não da oposição.



Assim, o ultimato, a ameaça, a estupidez e arrogância visando acuar e render à presidenta da República da parte dos setores dominantes conservadores e reacionários, a fim de imporem seus sagrados interesses, a escalada do aventureirismo golpista são expressão de que os donos do poder e seus quebra-facas querem levar o país ao impasse político, ao clima de caos, não importando os destinos da nação. Tudo em proveito de sua volta ao centro do poder.



Estamos diante do ápice de um ataque contra o Estado democrático de direito e o mandato constitucional da presidenta da República. Exige resposta decidida das forças democráticas e patrióticas, das instituições, entidades e personalidades comprometidas com a preservação e sustentação da democracia, numa ampla frente de resistência.



Apesar das dificuldades e limites políticos da presidenta e do seu governo, inerentes ao extremado embate político e poderoso jogo de pressões, confiamos que a presidenta Dilma, por sua trajetória, saberá manter seu compromisso em defesa do povo, dos trabalhadores e da nação. Às forças populares e de esquerda nesta hora é preciso distinguir de onde vem a iminência do grande ataque. Não menosprezar a bicuda investida das forças mais recalcitrantes que precisa ser execrada.



O diálogo e as propostas das forças populares em defesa dos direitos dos trabalhadores e das massas populares devem ser mantidas e articuladas para impulsionar a presidenta. Nesta hora, os reptos e as prédicas voluntaristas, por mais bem intencionados que sejam, à esquerda, resultam objetivamente em favorecer a carga do ataque da direita.

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*Renato Rabelo é ex-presidente nacional do PCdoB

Para comunistas, minirreforma eleitoral aprovada é retrocesso



Congresso Nacional finaliza uma das etapas da reforma política com a votação da minirreforma eleitoral. O texto aprovado, no entanto, não melhora o sistema eleitoral. Um dos pontos polêmicos aprovados diz respeito ao financiamento empresarial de campanhas, ressuscitado pelos deputados, após ter sido retirado do projeto pelos senadores.

De acordo com a líder do PCdoB na Câmara, a deputada Jandira Feghali, o conteúdo aprovado na reforma deveria ter sido outro. A reforma deveria aprofundar os mecanismos democráticos de participação popular, permitir uma maior valorização dos partidos e dar mais transparência ao uso dos recursos, defendeu. 

Para o deputado Daniel Almeida (PCdoB), que foi membro da comissão que debateu a reforma política na casa, as mdificações que foram feitas, são regressivas. 

  • Fonte PCdoB Nacional